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NOTÍCIAS DO DIA - JULHO 2017

19-07-2017

 

União Europeia propõe tarifas sobre aço do Brasil, Irã, Rússia e Ucrânia

LONDRES - A União Europeia está planejando impor taxas de até 33 por cento sobre as importações de aço laminado a quente do Brasil, Irã, Rússia e Ucrânia para combater o que considera preços injustamente baixos, de acordo um documento consultado pela Reuters.

A Comissão Europeia, que fiscaliza a política comercial da União Europeia, abriu uma investigação sobre aço laminado a quente importado do Brasil, Irã, Rússia, Ucrânia e Sérvia em julho de 2016, depois que recebeu uma denúncia da Eurofer, a associação europeia de aço.

A investigação determinou que o aço laminado a quente de todos os países, exceto da Sérvia, passou a ter 12,6 por cento do mercado do bloco até meados de 2016 ante 7,5 por cento em 2013, com redução de cerca de um quarto nos preços, de acordo com o documento.

A Comissão está propondo tarifa de 16,3 por cento sobre aço da ArcelorMittal Brasil, 17,5 por cento para a Usiminas e 15,7 por cento para a CSN.

Para as siderúrgicas russas NLMK, MMK e PAO Severstal as tarifas variam de 5,3 a 33 por cento. No caso da iraniana Mobarakeh Steel, a sobretaxa proposta é de 23 por cento, enquanto para a ucraniana Metinvest Group a proposta é de 19,4 por cento.

As tarifas definitivas devem ser aplicadas até 6 de outubro.

Fonte: Reuters

 

Preços de soja, minério e petróleo impulsionam exportações do Brasil, diz AEB

RIO DE JANEIRO - As cotações mais elevadas que o esperado de petróleo, soja e minério de ferro neste ano, aliadas ao crescimento de suas vendas externas, permitiram que a Associação de Comércio Exterior do Brasil (AEB) aumentasse a previsão das receitas totais previstas com exportações do país em 2017.

Segundo dados publicados pela associação nesta terça-feira, as vendas externas do Brasil deverão somar 209 bilhões de dólares, ante a previsão anterior publicada em dezembro de 2016 de 197,36 bilhões. A nova receita esperada é 12,8 por cento maior que a de 2016.

Com isso, o Brasil deverá registrar um superávit recorde histórico de 63,222 bilhões de dólares, segundo a AEB, superado apenas pela China, Alemanha, Coreia do Sul e Rússia.

Em entrevista à Reuters, o presidente da AEB, José Augusto de Castro, explicou que o resultado será impulsionado pelas três principais commodities brasileiras --soja, petróleo e minério--, que deverão representar 28,8 por cento das exportações em 2017, superando os 23 por cento apurados em 2016.

A soja, segundo Castro, será o principal produto de exportação brasileiro pelo terceiro ano consecutivo, graças ao incremento de 22 por cento no volume embarcado, após uma safra recorde.

A previsão é que a receita com as exportações do produto atinja 23,565 bilhões de dólares, contra a projeção anterior de 21,660 bilhões de dólares. A receita atual prevista é 21,9 por cento superior a registrada em 2016.

"No início do ano, todos nós sabíamos que haveria uma super safra de soja no Brasil, Estados Unidos e Argentina, então a tendência era de que os preços iriam cair, mas só agora que os preços começaram a cair e o Brasil já embarcou 65 por cento da soja dele", explicou Castro.

No caso do petróleo, o presidente da AEB explicou que os preços e os volumes estão acima do previsto.

Segundo ele, a Petrobras está produzindo acima do esperado e, como não há demanda interna suficiente, os embarques estão mais elevados do que o estimado anteriormente.

A expectativa da AEB é que a receita com as exportações de petróleo atinja 18,208 bilhões de dólares, ante os 13,5 bilhões de dólares previstos em dezembro. A receita prevista atualmente é 80,7 por cento superior a registrada no ano passado.

Já as receitas com os embarques de minério ao exterior deverão somar 18,372 bilhões de dólares neste ano, segundo a AEB, acima dos 16,875 bilhões de dólares previstos anteriormente. A nova receita prevista é 38,2 por cento superior a de 2016.

"O minério terá um pulo (nas exportações) muito grande neste ano, porque até fevereiro a cotação subiu continuamente", disse Castro, ponderando que o volume, no entanto, está dentro do previsto.

Fonte: Reuters

 

Cafés do Brasil geram receita cambial de US$ 5,64 bilhões no ano safra 2016/2017

As exportações dos Cafés do Brasil totalizaram 32,9 milhões de sacas de 60kg no período de julho de 2016 a junho de 2017 e geraram receita cambial de US$ 5,64 bilhões. Esses números representam aumentos de 5% na receita cambial e de 13,4% no preço médio da saca, se comparados com o mesmo período anterior. Com esses resultados, o Brasil continua em primeiro lugar na exportação do café, além de ser também o primeiro na exportação do açúcar, suco de laranja, carne de aves e soja, e, com isso, tem-se mantido como terceiro exportador agrícola do mundo, atrás da União Europeia e Estados Unidos.

O Conselho dos Exportadores de Café do Brasil – Cecafé, no seu Relatório mensal junho de 2017, apontou que desse volume das exportações de café de 32,9 milhões de sacas, 28,9 milhões de sacas foram de arábica e 278 mil sacas de robusta. A exportação de café solúvel totalizou 3,6 milhões de sacas e o Torrado & Moído, aproximadamente, 29 mil sacas, no período de julho de 2016 a junho de 2017. Especificamente em relação ao mês de junho deste ano, o total das exportações dos Cafés do Brasil apresentou queda de 16,3%, registrando o volume de 2,051 milhões de sacas. E a receita cambial alcançou US$ 341,8 milhões, cujo preço médio por saca foi de US$ 166,63, representando aumento de 13,5% em comparação ao valor médio de junho de 2016.

Fonte: Observatório do Café

 

Brasil vai ultrapassar Estados Unidos na produção de soja até 2026

O Brasil vai ultrapassar os Estados Unidos e será o maior produtor de soja mundial em dez anos. A previsão é do relatório Perspectivas Agrícolas 2017-2026, divulgado na semana passada pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) e a Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO).

De acordo com o relatório, a produção de soja no Brasil deve crescer a 2,6% por ano, o maior crescimento entre os principais produtores, já que dispõe de mais terras, comparado com a Argentina, com crescimento projetado de 2,1% por ano, e os Estados Unidos, de 1% por ano.

Com isso, as exportações do produto em 2026 serão dominadas pelo Brasil e Estados Unidos que, juntos, respondem por quase 80% das exportações mundiais.

Durante o período analisado, espera-se que a produção mundial de soja continue expandindo, mas em um ritmo de 1,9% por ano, abaixo da taxa de crescimento de 4,9% anual da última década.

O documento afirma que o Brasil e a Argentina experimentaram a maior expansão das áreas cultivadas nos últimos dez anos, somando respectivamente 10 milhões de hectares e 8 milhões de hectares às terras de plantio em todo o mundo. Nos próximos dez anos, a expectativa é de expansão similar para esses países.

Supersafra

As estimativas do último levantamento da safra 2016/2017 divulgadas pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) confirmam as expectativas traçadas pela FAO e OCDE. A Conab projeta que a safra seja de 237,2 milhões de toneladas de grãos. Uma produção recorde, com crescimento de 27,1% em relação ao período anterior.

De acordo com a pesquisa, a produção de soja deve crescer 19,4% e chegar a 113,9 milhões de toneladas colhidas, mantendo assim a expectativa dos números divulgados em maio. Já a produção de milho pode chegar a 96 milhões de toneladas, 44,3% acima da safra 2015/2016.

Produtos agrícolas 

O relatório da OCDE e da FAO traz projeções até 2026 para os principais produtos agrícolas. No período analisado, a produção mundial de grãos crescerá cerca de 1% por ano, o que levará a um aumento total em 2026 de 11% para o trigo, 14% para o milho, 10% para os grãos secundários e 13% para o arroz.

Em relação à pecuária, é previsto que a participação dos dois maiores países exportadores de carne, que são Brasil e Estados Unidos, aumente até aproximadamente 44%, contribuindo com quase 70% no aumento previsto das exportações mundiais de carne durante o período analisado.

Já para os biocombustíveis, a expectativa é de a demanda brasileira de etanol se expandir em 6 bilhões de litros no período analisado, o que resultaria em um aumento na produção de mais de 40% nos próximos dez anos.

Fonte: Portal Brasil

 

18-07-2017

 

Produção industrial da China cresce 7,6%, acima da expectativa

PEQUIM - A produção industrial da China cresceu 7,6 por cento em junho em relação ao ano anterior, enquanto o investimento em ativos fixos avançou 8,6 por cento nos primeiros seis meses do ano, ambos os números superaram as previsões.

Analistas entrevistados pela Reuters previam que a produção industrial cresceria 6,5 por cento em junho, sem alteração em relação ao mês anterior.

A estimativa para o investimento em ativos fixos era de avanço de 8,5 por cento no primeiro semestre do ano, após alta de 8,6 por cento em janeiro a maio.

O avanço do investimento privado acelerou para 7,2 por cento em janeiro a junho, de 6,8 por cento nos primeiros cinco meses do ano, sugerindo um apetite maior de empresas privadas para investir após uma forte perda de dinâmica nos últimos anos.

As vendas no varejo subiram 11,0 por cento em junho em relação ao ano anterior, acelerando a partir de maio e superando as expectativas dos analistas de um aumento de 10,6 por cento.

O investimento privado representa cerca de 60 por cento do investimento total da China.

Fonte: Reuters

 

China aprova duas novas culturas geneticamente modificadas para importação

PEQUIM - A China aprovou duas novas culturas geneticamente modificadas (GMO) para importação, disse o ministério da Agricultura do país, no segundo movimento do tipo desde o mês passado para expandir o acesso a sementes de biotecnologia em meio às negociações comerciais com os Estados Unidos, seu principal fornecedor de produtos agrícolas.

As duas novas culturas, aprovadas em 16 de julho por um período de três anos, são o milho resistente a insetos da Syngenta 5307, vendido sob a marca de Agrisure Duracade, e o milho resistente a glifosato da Monsanto 87427, comercializado sob o nome de Roundup Ready, disse o governo chinês nesta segunda-feira.

O anúncio eleva para quatro o total de aprovações de GMOs pela China desde o mês passado, quando o governo local já havia liberado sementes de milho da Dow Chemical e de soja da Monsanto.

Apesar disso, ainda há quatro outros produtos de Monsanto, Dupont e Dow aguardando a aprovação de Pequim.

A Dupont ficou desapontada com o anúncio chinês, pois seu milho Pioneer, resistente a insetos, não foi incluído na lista, afirmou um porta-voz da empresa por e-mail.

Completam a lista de produtos pendentes de aprovação uma semente de soja Enlist da Dow e duas variedades de alfalfa desenvolvidas pela Monsanto.

Representantes da Dow para a região Ásia-Pacífico e da Monsanto na China não foram imediatamente encontrados para comentar.

Fonte: Reuters

 

Exportação de milho do país na 1ª quinzena aponta forte alta nos embarques em julho

SÃO PAULO - O Brasil exportou cerca de 820 mil toneladas de milho nas duas primeiras semanas de julho, ou 81,9 mil toneladas na média diária de dez dias úteis, o que significa um crescimento de quase 65 por cento na comparação com a média de embarques de igual mês do ano passado, de acordo com dados desta segunda-feira da Secretaria de Comércio Exterior (Secex).

O forte aumento nos embarques indica um aquecimento das exportações do cereal no Brasil, que tendem a ser mais fortes tradicionalmente no segundo semestre, após o país ter embarcado no primeiro semestre a maior parte da soja disponível para vendas externas, liberando espaço para movimentações de milho nos portos.

O Brasil é o maior exportador de soja do mundo e um dos principais fornecedores globais de milho.

No acumulado do ano até junho, os embarques de milho do país somaram pouco mais de 3 milhões de toneladas, enquanto a expectativa de exportadores é de que somem um volume dez vezes maior que isso em todo o ano de 2017, ficando perto do recorde.

As previsões de exportações de cerca de 30 milhões de toneladas são realizadas diante de uma colheita recorde do cereal e também com a ajuda de um programa de subvenções ao transporte do governo federal.

A colheita de uma segunda safra recorde de milho, que deve superar 60 milhões de toneladas, já foi realizada em cerca de um terço da área total semeada no país, de acordo com consultorias.

Fonte: Reuters

 

Mercosul retoma eliminação de barreiras e comércio interno volta a crescer

BRASÍLIA - O Mercosul conseguiu eliminar, desde dezembro de 2016, 42 das 78 barreiras comerciais que ainda existem entre os quatro países do bloco, e o comércio mostra sinais de voltar a crescer depois de dois anos de queda consistente.

Dados levantados pelo Ministério das Relações Exteriores para a 50ª Cúpula do Mercosul, que começa esta semana em Mendoza, na Argentina, mostram que o bloco começa a recuperar alguma força depois de dois anos praticamente parado.

A corrente de comércio entre os quatro países --Argentina, Brasil, Uruguai e Paraguai, com a Venezuela suspensa desde dezembro-- subiu pouco menos de 20 por cento nos primeiros seis meses deste ano, na comparação com o mesmo período do ano passado.

"Essa reunião do Mercosul estará entre as melhores em muito tempo. O Mercosul reencontrou seu caminho. Vinham se acumulando muitas restrições comerciais, havia dificuldades dada a presença da Venezuela no bloco. Essas coisas foram e estão sendo superadas", afirmou o subsecretário-geral para América do Sul e Caribe do Itamaraty, embaixador Paulo Estivallet.

Os dados mostram que houve um avanço na diminuição das barreiras intrabloco, mesmo que esteja longe do ideal. Levantamento do Itamaraty, ao qual a Reuters teve acesso, mostra que Brasil e Argentina ainda são os que apontam mais problemas entre as práticas comerciais um do outro, mas os acordos têm avançado.

Uma das maiores queixas do governo brasileiro, a Declaração Jurada Antecipada de Importação (DJAI), uma autorização exigida dos importadores argentinos para cada operação, foi substituída por um outro sistema, também não automático, mas mais rápido.

"Mesmo assim, há cerca de 60 operações de importação de produtos brasileiros retidas há mais de 60 dias, que é o prazo máximo admitido pelas normas da OMC. Certos setores continuam com suas exportações afetadas pela imprevisibilidade", diz o levantamento do Itamaraty. As DJAIs, na verdade, foram consideradas irregulares pela Organização Mundial do Comércio (OMC).

Outras práticas argentinas que incomodavam os produtores brasileiros foram eliminadas, como o controle de venda de moeda estrangeira para pagamento de dívidas de importação e a prática chamada "uno por uno", em que o importador argentino era condicionado a comprar apenas o mesmo valor que conseguia exportar.

Outras seis barreiras o Brasil ainda negocia a liberação --entre elas, a venda de carne bovina e seus derivados sob a alegação de risco à saúde humana e animal.

Do lado brasileiro, as restrições não são poucas. O Itamaraty aponta 23 barreiras criticadas pelos países vizinhos --a maioria pela Argentina. Dessas, diz o ministério, 13 já foram resolvidas, especialmente na área de barreiras fitossanitárias.

Ainda sem solução estão questões ligadas principalmente a programas de incentivo à indústria nacional como, por exemplo, financiamento do BNDES com taxas preferenciais para a aquisição de máquinas e equipamentos fabricados no Brasil com exigência de conteúdo local de 60 por cento. A Argentina quer que as mesmas regras sirvam para os demais sócios do Mercosul, que passariam a ser considerados conteúdo local, mas o governo brasileiro resiste.

"Nem todas são necessariamente barreiras. Às vezes são medidas de política econômica. Algumas já foram resolvidas, outras estão sendo discutidas", disse Estivallet. De acordo com o embaixador, o Brasil assume agora a presidência pro-tempore do bloco e pretende encaminhar o restante das soluções para os 36 pontos que precisam ser acordados.

As importações brasileiras dos outros três países do bloco somaram 5,8 bilhões de dólares nos seis primeiros meses deste ano, ante 5,3 bilhões em igual período de 2016.

Já as exportações passaram para 10,8 bilhões no primeiro semestre, ante 8,6 bilhões de dólares entre janeiro e junho do ano passado, um aumento de 26 por cento. O principal incremento foi em relação às vendas para a Argentina, que passaram de 6,5 bilhões para 8,3 bilhões nos primeiros seis meses do ano.

"A recessão em 2015 e 216 criou problemas para nossos vizinhos. Tudo que nossos vizinhos esperam é que a economia brasileira retome o crescimento", afirmou Estivallet.

Entre 2014 e 2016, o Mercosul praticamente não andou, depois de um ano e meio sob a presidência da Venezuela --que, por não marcar a cúpula de presidentes terminou por triplicar seu tempo à frente do bloco-- e por problemas causados pelo país, que praticamente não cumpriu as normas tarifárias necessárias para adesão plena.

Em julho de 2016, a Venezuela, em meio ao tumulto político e a acusações cada vez mais severas de rompimento democrático, deveria ter assumido novamente a presidência pro-tempore. Um acordo entre os demais países deixou o Mercosul seis meses sem presidência, até que a Argentina assumisse, em janeiro.

A falta de cumprimento das normas internas do bloco foi usada para suspensão da Venezuela em dezembro de 2016, sem prazo de volta, o que permitiu aos demais países tocarem a agenda de integração.

Fonte: Reuters

 

AEB projeta superávit comercial recorde em 2017

Após cinco anos de quedas consecutivas e acumuladas em 27,7%, em 2017 as exportações conhecerão seu primeiro crescimento, projetado em 12,8%. Os dados são da Associação de Comércio Exterior do Brasil (AEB), que divulgou nesta terça-feira a revisão das projeções feitas para a Balança Comercial.

O levantamento elaborado pela instituição aponta que as exportações vão atingir US$ 209,017 bilhões, com aumento de 12,8% em relação a 2016; importações de US$ 145,795 bilhões, com expansão de 6%; e superávit comercial de US$ 63,222 bilhões, com alta de 32,6%.“O superávit histórico será recorde e colocará o Brasil no top 5 mundial de superávits, superado apenas pela China, Alemanha, Coreia do Sul e Rússia”, destaca o presidente da entidade, José Augusto de Castro.

Segundo Castro, o baixo crescimento econômico brasileiro será o responsável pelo crescimento de apenas 6% das importações, enquanto as commodities responderão pelo crescimento projetado de 12,8% das exportações, números que, ainda assim, proporcionarão efetiva contribuição positiva do comércio exterior para o PIB de 2017.

De acordo com o presidente da AEB, esse superávit deve ser comemorado, mas sem esquecer que decorrerá de forte contração das importações e das exportações nos últimos anos. “Superávit comercial não significa atividade econômica, conforme mostra a realidade do Brasil, pois há uma ajuda das exportações serem maiores que as importações em 2017”, explica.

O superávit comercial recorde, segundo o documento, decorre das exportações de commodities, sendo destaque a elevação das cotações de minério de ferro, petróleo e açúcar, e aumento do quantum de soja, petróleo e açúcar, ajudado pela expressiva expansão das exportações de automóveis e caminhões para a Argentina.

Os três principais produtos de exportação, soja em grão, minério de ferro e petróleo vão representar 28,8% das exportações em 2017, superando os 23% apurados em 2016, atestando a importância das commodities na elevação das exportações e do superávit comercial.

A soja, pelo terceiro ano consecutivo, será o principal produto de exportação do Brasil neste ano, graças ao incremento de 22% no volume embarcado. Até a primeira quinzena de julho foram embarcados 47,4 milhões de toneladas de soja em grão, representando 75,2% dos 63 milhões de toneladas previstas para 2017.

Outro tópico destacado pelo levantamento é que a Argentina será responsável por 50% do crescimento previsto de 6,7% nas exportações de manufaturados, e os Estados Unidos, por 13%. As projeções indicam que as exportações para o país portenho cheguem a 25% e a 10% para os americanos, fazendo com que em 2017 a Argentina recupere dos Estados Unidos o posto perdido, em 2014, de maior país importador de produtos manufaturados brasileiros, graças ao crescimento de 3% do PIB do país.

A expansão das exportações brasileiras projetada em 12,8%, índice maior do que os 2% previstos para o comércio mundial, permitirá ao Brasil elevar, em 2017, sua participação nas exportações mundiais para o percentual estimado de 1,21%, superando a participação prevista de 1,09% em 2016, assim como deve melhorar sua posição de 25ª para 24ª no ranking mundial de países exportadores.

Com relação ao câmbio, a previsão da AEB é de que no segundo semestre a taxa deverá oscilar entre R$ 3,15 e R$ 3,30, porém sem provocar reflexos nas exportações ou importações. A avaliação aponta também que o quadro político-econômico vigente pode ter impacto apenas residual sobre as importações.

A avaliação da AEB destaca que a corrente de comércio, fator gerador de atividade econômica, projetada em US$ 354,812 bilhões para este ano, será equivalente a 17,5% do PIB, similar ao índice de 17,4% de 2010; porém, 9,9% maior que os US$ 322,787 bilhões apurados no ano passado.

As exportações de manufaturados, segundo Castro, permanecem dependentes de um país ou região, a Argentina ou América do Sul, devido à falta de competitividade desses produtos, representada pela manutenção do elevado “Custo Brasil”, provocando a exclusão do país das cadeias globais de valor e, indiretamente, produzindo seu isolamento comercial.

As previsões para o comércio exterior em 2017, segundo explica Castro, foram elaboradas levando-se em consideração os cenários interno e internacional, presente e futuro, com projeções dos volumes e estimativas das cotações das commodities, responsáveis por mais de 60% das exportações brasileiras.

Fonte: AEB

 

Porto de Imbituba passa a receber novo serviço para a Ásia em Imbituba a partir de agosto

A Santos Brasil receberá, a partir de 1º de agosto, o serviço ASAS de longo curso para a Ásia em seu terminal de contêineres de Imbituba (SC). O volume adicional previsto com a nova linha é de 75 mil TEU (unidade equivalente a um contêiner de 20 pés), sendo cerca de 70% das cargas de exportação e 30% de importação.

A joint venture, formada por cinco armadores, fará escala semanal na operação, que se apresenta como a melhor opção para atender os mercados de importação e exportação do sul do País. “Nosso terminal se destaca no cenário portuário por oferecer vantagens competitivas aos nossos clientes, como a capacidade de receber grandes navios, sem limitações para manobras e sem restrições meteorológicas”, destaca o diretor comercial da Santos Brasil, Marcos Tourinho.

O novo serviço que passa a escalar o terminal conta com 13 embarcações dedicadas, dentre elas está o Hyundai Loyalt, maior porta-contêineres a frequentar a costa brasileira atualmente. O navio possui capacidade para até 8,6 mil TEUs (unidade equivalente a um contêiner de 20 pés), 340 metros de comprimento, 45,6 metros de boca e calado máximo de 14,5 metros.

 

Exportação de veículos tem impulso frágil

Raras vezes, como agora, a exportação de veículos atingiu 30% da produção nacional. No primeiro semestre, as vendas a outros países somou US$ 6,2 bilhões, um aumento de 57% em relação ao mesmo período de 2016. A falta de competitividade, porém, mostra que este é um avanço frágil, adverte Olivier Murguet, presidente da Renault na América Latina. "A exportação perde na concorrência para a Colômbia e, principalmente, para o México em impostos, logística e mão de obra", destaca Murguet.

Caminhões da Mercedes feitos em São Bernardo transportarão água em Serra Leoa. Chilenos, fiéis a carros asiáticos, começaram a gostar dos modelos brasileiros. Apesar da conquista de novos mercados, o maior impulso ainda vem da Argentina. O fim de restrições aumentou a exportação em 42%.

Fonte: Valor

 

BRASIL BUSCA INCLUIR AÇÚCAR E ETANOL NO ACORDO MERCOSUL-UE

Representantes de alto-escalão do governo brasileiro e executivos de entidades setoriais do agronegócio e da indústria trabalharam intensamente durante a XXVIII rodada de negociação UE-Mercosul, em Bruxelas. As discussões travadas entre os dias 03 e 07 de julho focaram o desenvolvimento sustentável, facilitação de comércio e barreiras técnicas, mas a inclusão do açúcar e do etanol do Brasil na oferta europeia, embora não tenha sido colocada na mesa principal de negociação, foi um tema amplamente comentado em eventos paralelos e considerado uma condicionante para o sucesso do acordo comercial entre os dois blocos.

A proposta relacionada aos dois produtos foi debatida em diversos encontros organizados pela Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil) em cooperação com a Confederação Nacional da Indústria (CNI), a Missão do Brasil junto à União Europeia e o Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC). No âmbito de uma parceria com a Apex-Brasil para promover a comercialização dos derivados sucroenergéticos em outros mercados, a União da Indústria de Cana-de-Açúcar (UNICA), representada pela assessora sênior da presidência para Assuntos Internacionais, Géraldine Kutas, acompanhou de perto as negociações da mesa principal e marcou presença nos eventos promovidos na capital da Bélgica.

“Mesmo que o capítulo de bens não estivesse na pauta central, já que esse debate depende da entrega, por parte da União Europeia (UE), de uma oferta revisada para produtos sensíveis, dos quais o açúcar e o etanol fazem parte, a semana foi muito rica em eventos e conseguimos manter o segmento sucroenergético nacional no foco dos negociadores”, afirma a executiva.

Fonte: ExportNews

 

14-07-2017

 

Balança comercial da China em junho supera expectativas por demanda forte

A China registrou números comerciais mais fortes do que o esperado em junho, impulsionados pela demanda global firme por bens chineses e apetite robusto por materiais de construção no país.

As exportações da segunda maior economia do mundo subiram 11,3 por cento ante o ano anterior, enquanto as importações cresceram 17,2 por cento, mostraram dados oficiais, sendo que ambos superaram as expectativas de analistas.

Embora as exportações tenham se beneficiado da demanda sólida por eletrônicos e bens industriais, o crescente superávit comercial, particularmente com os Estados Unidos, pode ampliar as tensões conforme o presidente dos EUA, Donald Trump, busca aumentar a atividade no setor industrial norte-americano.

Analistas dizem que riscos econômicos e políticos podem afetar a maior parte da força do comércio vista no primeiro semestre deste ano.

"Olhando para a frente, projetamos que o crescimento das exportações vai desacelerar devido às incertezas sobre a demanda externa com o aumento dos riscos geopolíticos e o dólar mais forte no primeiro semestre de 2017", disseram pesquisadores do NOmura em nota.

A China registrou um superávit comercial de 42,77 bilhões de dólares em junho, ligeiramente acima da expectativa de superávit de 42,44 bilhões e bem acima dos 40,81 bilhões de dólares de maio.

Analistas consultados pela Reuters esperavam que o crescimento dos embarques da China em junho fosse de 8,7 por cento, enquanto a expectativa para as importações era de alta de 13,1 por cento.

Fonte: Reuters

 

Importação de soja pela China cai a 7,69 mi t em junho, abaixo do esperado

PEQUIM - As importações de soja pela China em junho caíram ante o mês anterior, para 7,69 milhões de toneladas, abaixo das expectativas do mercado, em razão dos amplos estoques domésticos e de mudanças em uma taxa, segundo cálculos da Reuters com base em dados da alfândega chinesa.

O volume de junho é 20 por cento menor na comparação com o recorde de 9,59 milhões de toneladas de maio, mas 1,7 por cento superior frente às 7,56 milhões de toneladas de junho do ano passado, mostraram dados da Administração Geral de Alfândegas da China nesta quinta-feira.

No primeiro semestre, as importações chinesas de soja totalizaram 44,81 milhões de toneladas, alta de 14,2 por cento ante igual período do ano passado, revelaram os dados da alfândega.

"O mercado esperava que em junho as importações superassem 8,5 milhões de toneladas, pelo menos", disse o analista Liang Yong, da Galaxy Futures.

"Mas as esmagadoras têm estoques volumosos, então tiveram de postergar o recebimento de soja. Muitos, certamente, estavam esperando para descarregar após 1° de julho, devido a mudanças na VAT", acrescentou o analista, referindo-se ao imposto sobre valor agregado (VAT, na sigla em inglês).

A China decidiu reduzir a VAT de 13 por cento para 11 por cento a partir de 1° de julho.

Fonte: Reuters

 

Importações de petróleo da China seguem fortes e crescem quase 18% em junho

PEQUIM - A China importou 36,11 milhões de toneladas de petróleo em junho, ou 8,79 milhões de barris por dia (bpd), mostraram dados da alfândega nesta quinta-feira, fazendo do país o maior comprador global no mês.

As importações em junho subiram 17,9 por cento ante o mesmo mês do ano passado, segundo cálculos da Reuters, embora os embarques tenham caído 2,9 por cento na comparação com maio, quando foi registrado o segundo maior patamar no histórico.

A forte demanda tem sido guiada pelos baixos preços do petróleo e pelo crescimento nas vendas de carros utilitários esportivos, disse o analista Neil Beveridge, da Sanford C. Bersnstein, em Hong Kong. O apetite pelas importações também foi impulsionado por uma menor produção doméstica.

Nos seis primeiros meses do ano, a China embarcou 212 milhões de toneladas de petróleo, ou 8,55 milhões de barris por dia, alta de 13,8 por cento ante o mesmo período de 2016.

Fonte: Reuters

 

Trump diz considerar cotas e tarifas contra dumping de aço da China

PARIS - O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse que está considerando cotas e tarifas para enfrentar o "grande problema" do dumping no setor siderúrgico feito pela China e outros países.

"Eles estão fazendo dumping de aço e destruindo nossa indústria siderúrgica, eles estão fazendo isso há décadas e eu vou parar com isso. Isso vai parar", disse aos repórteres no Força Aérea Um durante um voo dos EUA para a França.

"Há duas maneiras - cotas e tarifas. Talvez eu faça ambos", disse ele.

Fonte: Reuters

 

MAIS DE R$ 9,5 BI DO REINTEGRA AGUARDAM RESGATE DOS EXPORTADORES BRASILEIROS

De acordo com levantamentos da Becomex, uma empresa especializada no gerenciamento integrado na área tributária e operações internacionais, dos R$ 19 bilhões que o governo esperava devolver às empresas brasileiras exportadoras por meio do Programa Reintegra, apenas metade (R$ 9,5 bilhões) foi resgatada, mesmo em tempos de crise. A outra metade ainda está lá na Receita, esperando as empresas exportadoras do Brasil requisitarem esse benefício fiscal.

Em vigor desde 2011, o Reintegra é um mecanismo criado pelo governo para devolver uma parcela dos impostos pagos na cadeia produtiva às empresas exportadoras de bens manufaturados no Brasil. Como sugere o nome, tem por objetivo reintegrar valores referentes a custos tributários residuais existentes nas cadeias de produção. Assim, a pessoa jurídica produtora e exportadora de bens manufaturados no País, poderá reaver parcial ou integralmente o resíduo tributário existente na sua cadeia de produção.

“O crédito proveniente do Reintegra é um recurso extra, um ‘dinheiro novo’ esperando ser resgatado, o que pode impactar positivamente nos resultados da empresa”, explica o vice-presidente de Operações da Becomex, Rogerio Borili.

Antes de solicitar os créditos do Reintegra a empresa precisa fazer uma apuração correta dos dados. Para isso, ao invés de procurar a terceirização dessa operação com parceiros da área jurídica ou da área de TI, o ideal é que se busque uma parceria completa, que possa garantir uma operação com compliance e com soluções de tecnologia feita sob medida, e que atenda às particularidades de cada empresa.

“Optar por um parceiro completo – não só tributário nem somente de sistemas – será estratégico para requerer o crédito, pois as inúmeras intimações nos pedidos se deve às divergências de informações”, afirma Borili.

Os créditos do Reintegra podem ser pedidos trimestralmente, ou seja, em julho já será possível solicitar o crédito referente ao 2º trimestre. É importante ficar atento porque quanto mais rápido for solicitado mais rápido o seu resgate.

Recentemente, levantamentos da Becomex também apontaram que mais de 50% das empresas exportadoras no Brasil pagam mais impostos do que deveriam por não aproveitar corretamente os benefícios fiscais e aduaneiros existentes. O estudo também revelou que muitas empresas sequer sabem o potencial que poderiam economizar com o pagamento de impostos e tributos.

“O investimento em inteligência fiscal e tributária é fundamental, pois as empresas gastam 1/3 de suas receitas, em média, por não conseguir fazer os controles fiscais de forma estratégica, pagando imposto a mais desperdiçando a chance de trazer o chamado ‘dinheiro novo’ para seus cofres, o que faz toda a diferença especialmente em tempos de crise”, declara Rogério Borili.

Fonte: Reuters

 

BRASIL AMPLIA EXPORTAÇÃO DE MINÉRIO AO ORIENTE MÉDIO

Exportações aos países árabes somaram US$ 564,5 milhões no primeiro semestre, um aumento de 133% sobre o mesmo período do ano passado.

As exportações brasileiras de minérios aos países árabes renderam US$ 564,5 milhões no primeiro semestre, um aumento de 133% em relação ao mesmo período do ano passado, segundo dados do Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC). O minério de ferro e seus concentrados responderam pela totalidade das vendas deste grupo à região nos seis primeiros meses de 2017.

O principal destino foi Omã, onde a mineradora Vale tem uma usina de pelotização de minério, armazéns e um terminal marítimo. Os embarques para lá somaram US$ 267,5 milhões, um crescimento de 131% sobre o primeiro semestre de 2016. Em segundo lugar aparece o Bahrein, com importações equivalente a US$ 129,5 milhões, um avanço de 227% na mesma comparação.

O Egito ficou na terceira posição, com US$ 87,5 milhões, um acréscimo de 74,5% sobre o período de janeiro a junho do ano passado. Os Emirados Árabes Unidos vêm em seguida, com US$ 46,8 milhões, contra zero nos seis primeiros meses de 2016. Na quinta colocação aparece a Líbia, com importações de US$ 33 milhões, um aumento de 146%.

Total

De forma geral, o setor mineral brasileiro exportou o equivalente a US$ 22,6 bilhões no primeiro semestre, e importou US$ 11,1 bilhões, o que resultou num superávit de US$ 11,5 bilhões, de acordo com informações do Ministério das Minas e Energia (MME). Estes números incluem não só os minérios, mas também produtos da indústria de transformação mineral.

O segmento de mineração propriamente dito obteve receita de US$ 12,3 bilhões nos seis primeiros meses de 2017, segundo o MME, um crescimento de 64% em relação ao mesmo período de 2016. A participação do minério de ferro foi de 82%.

Já as importações de minerais somaram US$ 3,9 bilhões, um aumento de 53% na mesma comparação, impulsionadas pelas compras de carvão metalúrgico e potássio, de acordo com o MME.

Fonte: Anba

 

MAGGI VIAJARÁ AOS EUA PARA DISCUTIR RETOMADA DE EXPORTAÇÕES DE CARNE

O ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Blairo Maggi deverá reunir-se na próxima segunda-feira (17) com o secretário de Agricultura do governo norte-americano, Sonny Perdue, em Washington, para discutir a retomada de exportações de carne para os Estados Unidos. A viagem foi confirmada pelo secretário-executivo da pasta, Eumar Novacki, que está em Genebra participando de reunião do Codex Alimentarius, grupo vinculado à Organização das Nações Unidas para a Agricultura e a Alimentacão (FAO).

A visita ocorre após a suspensão, no final de junho, de todas as importações de carne fresca do Brasil, devido a preocupações recorrentes sobre a segurança dos produtos destinados ao mercado americano. Maggi havia manifestado a intenção de ir pessoalmente aos Estados Unidos depois da decisão norte-americana e, em coletiva de imprensa no mês passado, Novacki disse que o ministro viajaria apenas se fosse confirmada reunião com Perdue.

O Ministério da Agricultura ainda não divulgou a previsão da agenda que será cumprida pelo ministro durante a viagem.

Foram 17 anos de negociações para que o Brasil conseguisse exportar carne fresca para os Estados Unidos, o que se concretizou em setembro do ano passado. No total, 15 plantas frigoríficas exportavam carne in natura para os Estados Unidos e acumularam, de janeiro a maio, US$ 49 milhões com esse comércio.

Motivos

Para a pasta, os problemas comunicados pelo governo norte-americano são decorrentes da vacinação contra a febre aftosa, que poderia causar inflamações. A aparência fica comprometida, segundo o ministério, mas o produto não oferece nenhum risco a saúde.

O Brasil exporta para os Estados Unidos a parte dianteira do boi inteira, local onde o gado recebe a vacina contra a febre aftosa. Mesmo que não esteja aparente, alguma inflamação pode ser detectada quando a peça é cortada.

Soluções

Para solucionar a questão, o ministério determinou que os frigoríficos brasileiros passassem a exportar para os Estados Unidos carnes in natura de cortes dianteiros apenas na forma de recortes, cubos, iscas ou tiras, o que permitiria a retirada dessas partes.

Seis entidades do agronegócio propuseram outra solução: pediram ao governo federal, nesta semana, uma mudança na composição da vacina contra febre aftosa aplicada em todo rebanho bovino. A mudança seria necessária para evitar esses abscessos. O ministério já havia anunciado que investigaria os lotes de vacinas contra febre aftosa aplicadas nos animais.

Fonte: Ag. Brasoç

 

12-07-2017

 

ABPA prevê aumento de 1% na produção e na exportação de carne de frango em 2017, após Carne Fraca

A produção e as exportações brasileiras de carne de frango devem crescer 1 por cento em 2017, previu nesta terça-feira a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA).

De acordo com a entidade, esse é o melhor cenário para as exportações de frango, após a operação Carne Fraca deflagrada pela Polícia Federal em maio, que colocou o setor brasileiro de proteínas em uma grave crise de credibilidade.

Com relação à carne suína, a expectativa da ABPA é de que a produção neste ano aumente 1,5 por cento. Os embarques também devem crescer, segundo a associação, caso México e Coreia do Sul abram seus mercados para o produto brasileiro.

Fonte: Reuters

 

Diretor da OIC se diz "preocupado" com oferta global de café nos próximos 5 anos

MEDELLÍN - O diretor executivo da Organização Internacional do Café (OIC), José Sette, afirmou nesta terça-feira estar "preocupado" com a oferta global da commodity nos próximos cinco anos, em razão dos preços baixos e das mudanças climáticas.

"Em muitos países, os preços não são considerados remuneradores", disse ele, no intervalo do Fórum Mundial de Produtores de Café em Medellín, na Colômbia.

Sette disse ser difícil definir um preço de longo prazo capaz de desencorajar a produção de café, mas acrescentou que os níveis de produção da cultura também estão em risco por causa das mudanças climáticas.

O contrato de café arábica para setembro na bolsa ICE caiu para uma mínima de 16 meses em junho, a 1,155 dólar por libra-peso.

Fonte: Reuters

 

Indústria de frango e suínos do Brasil reduz expectativa para exportações

SÃO PAULO - A produção e a exportação de carnes de frango e suína do Brasil em 2017 ficarão abaixo das expectativas iniciais, enquanto companhias ainda lidam com os impactos das investigações da operação Carne Fraca, da Polícia Federal, afirmou a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) nesta terça-feira.

O grupo disse que espera uma produção de frango em 2017 de 13,1 milhões de toneladas, depois que cortou sua previsão de crescimento para 1 por cento ante 2016, versus uma perspectiva de crescimento 3 a 5 por cento divulgada no início do ano.

As exportações de frango também provavelmente aumentarão apenas 1 por cento, abaixo das expectativas anteriores de 3 a 5 por cento. O grupo agora vê as exportações em 4,4 milhões de toneladas este ano.

A investigação deflagrada em março, que investigou pagamentos de propinas a fiscais sanitários por empresas do setor, fechou temporariamente os mercados para o Brasil, o maior exportador mundial de frango.

Embora nenhum dos principais compradores tenha mantido a suspensão após as investigações, os exportadores do Brasil estão enfrentando maior escrutínio, disse a ABPA.

"O país perdeu credibilidade", disse o presidente da ABPA, Francisco Turra.

A investigação também atrasou uma autorização esperada para exportação de carne de porco para países como a Coreia do Sul e o México.

"Estávamos prestes a receber autorização para exportar carne de porco para o México antes do início da investigação", disse Turra.

A ABPA disse que o Brasil continuaria sendo o maior exportador de frango do mundo, mesmo depois do escândalo, o que levou a controles sanitários mais rigorosos no país e em destinos de exportação.

O Brasil enviou 7.000 contêineres de frango para a Europa nos primeiros cinco meses do ano, disse a ABPA.

A indústria recebeu notificações sobre 3,5 por cento desses contêineres, algumas por questões sanitárias e outras devido a questionamentos sobre embalagem e documentação. O grupo disse que não ficou claro se alguma foi rejeitada.

Enquanto não são concluídas auditorias, as suspensões do governo brasileiro continuam em vigor para nove das 54 plantas certificadas para exportar frango para a União Europeia, disse a ABPA.

O grupo disse que a produção brasileira de carne de porco em 2017 pode aumentar até 1,5 por cento, para 3,750 milhões de toneladas, enquanto os embarques poderiam aumentar no mesmo percentual, para até 800 mil toneladas, se o México e os mercados sul-coreanos abrirem seus mercados.

A indústria de carne suína sofreu menos por causa da operação Carne Fraca, disse Turra. No início deste ano, no entanto, a ABPA havia previsto que a produção de suínos e as exportações cresceriam de 2 a 3 por cento.

Fonte: Reuters

 

MERCOSUL E UNIÃO EUROPEIA CONCLUEM MAIS UMA RODADA DE NEGOCIAÇÕES

É a terceira vez que representantes dos blocos se reúnem desde a troca de ofertas em maio de 2016

Representantes do Mercosul e da União Europeia se reuniram em Bruxelas, entre os dias 3 e 7 de julho, para mais uma rodada de negociações com vistas à conclusão de um acordo de livre comércio. Leia abaixo íntegra do comunicado conjunto divulgado após o encerramento das reuniões.

União Europeia e Mercosul realizaram uma rodada de negociação, em Bruxelas, entre os dias 3 e 7 de julho. Está foi a terceira rodada desde a troca de ofertas, em 11 maio de 2016.

As tratativas abarcaram uma ampla gama de textos negociadores, incluindo comércio de bens, regras de origem, cooperação aduaneira e facilitação de comércio, barreiras técnicas ao comércio, medidas sanitárias e fitossanitárias, instrumentos de defesa comercial, comércio em serviços, compras governamentais, propriedade intelectual, indicações geográficas, pequenas e médias empresas, solução de controvérsias e assuntos institucionais.

Os chefes negociadores tomaram nota com satisfação sobre o progresso que foi obtido em relação à definição de diversas questões chave nos vários capítulos.

Às margens das negociações, os chefes negociadores de ambas as partes se encontraram com participantes da sociedade civil e empresarial para discutir o estado da negociação, o possível impacto de um futuro acordo e as consequentes oportunidades que ele poderá oferecer nas áreas de, por exemplo, comércio, investimento, trabalho, emprego e meio ambiente.

Ambas as partes se comprometeram a realizar rápido progresso com vistas a concluir as negociações. Para tanto, acordaram que a próxima rodada de negociação seja realizada, em Brasília, entre os dias 2 e 6 de outubro, com sessão a realizar-se, em Bruxelas, entre os dias 4 e 8 de setembro.

Fonte: Assessoria de Comunicação Social do MDIC

 

EMIRADOS ÁRABES UNIDOS SÃO FOCO DE EXPORTAÇÃO DE TÊXTEIS

Os Emirados Árabes Unidos estão entre os mercados-alvo para os próximos dois anos do Texbrasil, programa de internacionalização da indústria têxtil e de moda brasileira. A Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção (Abit) assinou no mês passado convênio com a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil) para as duas levarem o projeto adiante por mais um biênio. É a 10ª renovação.

O projeto auxilia empresas de toda a cadeia têxtil a se tornarem mais competitivas no mercado global e promove ações para impulsionar as exportações. Para o período de junho de 2017 até junho de 2019, foram definidos como mercados prioritários das empresas do programa Argentina, Chile, Colômbia, Estados Unidos, México, Peru e Portugal. Como mercados secundários foram escolhidos Alemanha, Emirados, França, Japão, Paraguai e Reino Unido.

A gerente executiva do programa Texbrasil, Lilian Kaddissi, explica que os prioritários são aqueles países nos quais há necessidade de atuação mais estratégica do programa, como abertura de mercado e defesa de interesses do setor diante de barreiras tarifárias ou barreiras técnicas. Os secundários são aqueles que funcionam como porta de entrada para um mercado maior ou nos quais há um nicho de interesse específico para o segmento.

“Resolvemos manter os Emirados porque são uma porta para os países do Golfo e o Líbano”, afirmou Kaddissi. Esses mercados seguirão sendo monitorados e convidados para projetos compradores e de imagem do Texbrasil. Os projetos compradores são aqueles nos quais importadores viajam ao Brasil para encontros de negócios com empresas brasileiras e os de imagem contemplam o convite a jornalistas estrangeiros para conhecerem de perto a produção têxtil e de confecção local.

Mercados definidos como secundários, como Emirados, também seguirão sendo buscados pelas empresas brasileiras em feiras no exterior, como na Europa e Estados Unidos. Os importadores árabes costumam visitar as feiras. Até o ano passado o Texbrasil não fazia essa divisão entre prioritários e secundários e os Emirados eram mercado alvo na lista geral.

O convênio assinado por Abit e Apex-Brasil prevê investimentos de R$ 33,5 milhões nestes dois anos, recursos que virão da agência e de contrapartidas de empresas do setor. O Texbrasil desenvolve iniciativas para capacitação, informação, negócios, imagem e customização.

A capacitação inclui, por exemplo, adequação do produto e marca, além de orientação sobre a parte operacional da exportação. A parte de informação engloba disponibilização de estudos de mercado para todos os participantes do programa e formulação de estudos sob demanda. Para incentivar negócios, o programa promove a participação em feiras no exterior, projetos compradores e apoio a empresas para presença em showrooms por período contínuo.

Também fazem parte das atividades do Texbrasil promover os press-trip, que são as viagens dos jornalistas estrangeiros, e a customização. Essa última é a possibilidade de empresas solicitarem apoio do programa para um projeto específico de promoção de exportação.

De janeiro a maio deste ano, as exportações das empresas têxteis e de confecção integrantes do Texbrasil ficaram estáveis sobre o mesmo período de 2016, somando cerca de US$ 180 milhões. Para os Emirados Árabes Unidos elas cresceram 21,7% na mesma comparação e ficaram em US$ 743,3 mil, segundo dados fornecidos pela Abit.

Fonte: Anba

 

BALANÇA COMERCIAL: SUPERÁVIT DE US$ 1,045 BILHÃO NA PRIMEIRA SEMANA DE JULHO

No acumulado do ano, o saldo positivo é de US$ 37,261 bilhões

Na primeira semana de julho de 2017, com cinco dias úteis, a balança comercial registrou superávit de US$ 1,045 bilhão, resultado de exportações no valor de US$ 4,055 bilhões e importações de US$ 3,010 bilhões. No ano, as exportações totalizam US$ 111,765 bilhões e as importações, US$ 74,504 bilhões, com saldo positivo de US$ 37,261 bilhões.

Nas exportações, comparada a média da primeira semana de julho de 2017 (US$ 811 milhões) com a média de julho de 2016 (US$ 777,5 milhões), houve crescimento de 4,3%, em razão das vendas de produtos básicos (13,1%), por conta, principalmente, de minério de cobre, milho em grãos, minério de ferro, carnes bovina e de frango e soja em grãos; e de produtos semimanufaturados (10,5%), por conta de óleo de soja em bruto, semimanufaturados de ferro e aço, celulose, ferro-ligas e ouro em formas semimanufaturadas, enquanto diminuíram as vendas de manufaturados (-5,9%), pela queda em açúcar refinado, óxidos e hidróxidos de alumínio, suco de laranja não congelado, laminados planos de ferro/aço e ônibus e veículos para mais de dez passageiros.

Relativamente a junho de 2017, houve queda de 13,9%, em virtude da diminuição nas vendas das três categorias de produtos: básicos (-17,1%), semimanufaturados (-11,3%) e manufaturados (-8,5%).

Nas importações, a média diária da primeira semana de julho de 2017, de US$ 602 milhões, ficou 7,6% acima da média de julho de 2016, de US$ 559,6 milhões. Nesse comparativo, aumentaram os gastos, principalmente, com siderúrgicos (46,6%), combustíveis e lubrificantes (45,7%), plásticos e obras (38,3%), borracha e obras (38,2%), veículos automóveis e partes (26,7%) e equipamentos eletroeletrônicos (18,2%).

Ante junho de 2017, houve aumento de 0,4%, devido ao crescimento nas vendas de aeronaves (31,4%), siderúrgicos (25,3%), equipamentos mecânicos (21,9%), plásticos e obras (18,7%), borracha e obras (12,2%) e veículos automóveis e partes (10,9%).

Fonte: Assessoria de Comunicação Social do MDIC

 

EUROPA ANALISA ESTA SEMANA ACORDO DE LIVRE COMÉRCIO COM O MERCOSUL

O Parlamento Europeu (PE) analisará na próxima quinta-feira (13), em Bruxelas, os avanços nas tratativas para firmar um acordo de livre comércio com o Mercosul. Os deputados europeus ainda examinam os ajustes de alguns pontos, em particular o que se refere ao impacto do acordo sobre diferentes produções agropecuárias. A informação é da Agência

Essas resistências encontram uma posição mais extrema em posicionamentos como o da eurodeputada Sophie Montel, do ultradireitista partido Frente Nacional da França, que diretamente pediu à Comissão Europeia (o órgão executivo da UE) “que renuncie a toda negociação com o Mercosul destinada a firmar um acordo de livre comércio”.

Face a esses temores, o irlandês Phil Hogan (comissário de Agricultura e Desenvolvimento Rural) admitiu que em alguns setores agrícolas europeus “se podem produzir efeitos adversos”, ainda que outros, disse, sejam beneficiados. Um caso particular, segundó ele, é o do setor de carnes, que “deve ser considerado como sensível no contexto das negociações UE-Mercosur”. Em outras palavras, precisou, “o setor da carne não pode ser totalmente liberado e as concessões devem estar sujeitas a um limite quantitativo apropriado”.

À margem da questão agropecuária, a próxima ronda de negociações entre ambos os blocos, este mês em Bruxelas, está precedida de importantes conquistas relacionadas com as três partes do futuro acordo: o aspecto comercial, o diálogo político e a cooperação bi-regional em áreas como a promoção da democracia e dos direitos humanos, a luta contra a pobreza e o tráfico de drogas, a pesquisa científica e o desenvolvimento sustentável.

Fonte: Agência Télam

 

SUPERAVIT DO AGRONEGÓCIO ATINGE US$ 8,12 BILHÕES

Vendas do complexo soja atingiram US$ 3,96 bilhões

As exportações brasileiras do agronegócio atingiram US$ 9,27 bilhões, em junho, superando em 11,6% o valor registrado em igual mês do ano anterior. Do lado da importação, houve crescimento de 6,1%, passando para US$ 1,16 bilhão em junho deste ano. O superavit comercial do agronegócio brasileiro elevou-se de US$ 7,22 bilhões para US$ 8,12 bilhões, sendo o segundo maior resultado da série histórica para meses de junho, abaixo apenas do valor de junho de 2014, quando foi de US$ 8,40 bilhões.

As vendas foram lideradas pelo complexo soja (grão, farelo e óleo), cujas vendas atingiram US$ 3,96 bilhões. O valor significa acréscimo de 8,1% sobre o que foi registrado em igual mês de 2016. Este segmento representou 42,7% do total das exportações do agronegócio no mês. Os dados constam da balança comercial do agronegócio, divulgada nesta segunda-feira (10) pela Secretaria de Relações Internacionais do Agronegócio (SRI) do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa).

O complexo sucroalcooleiro aparece em seguida, com exportações de US$ 1,36 bilhão no período, contabilizando aumento de 32,9% sobre junho/2016. Esse acréscimo foi puxado pelas vendas de açúcar em bruto, que tiveram incremento de 39,7%, alcançando US$ 1,07 bilhão (2,64 milhões de toneladas). Esse desempenho garantiu recordes em valor e quantidade para o açúcar em bruto, considerando meses de junho.

Na terceira posição da pauta, o setor de carnes registrou exportações de US$ 1,32 bilhão, revelando avanço de 1,7% no valor exportado em junho/2017 sobre igual período do ano anterior. As vendas de carne suína obtiveram o melhor desempenho do setor, com elevação de 26,9% sobre junho/2016 (+3,9% em quantidade e +22,1% no preço médio), passando para US$ 154,53 milhões.

O destaque seguinte foram as exportações de produtos florestais, que atingiram US$ 1,03 bilhão em junho/2017, superando em 21% o resultado de junho/2016. Sobressaíram-se as vendas de celulose, com aumento de 38,5% sobre junho/2016 (+16,9% em quantidade e +18,5% no preço médio), alcançando US$ 620,15 milhões.

O quinto melhor desempenho foi o de café, totalizando US$ 368,96 milhões, em junho/2017, com aumento de 4,2% sobre junho/2016. O principal item foi o café verde, com exportações de US$ 309,30 milhões, cifra 2% superior à registrada em junho/2016 (-7,7% em quantidade e +10,5% no preço médio).

Em conjunto, os cinco principais segmentos da pauta do agronegócio somaram US$ 8,04 bilhões, representando 86,7% do total das exportações registradas em junho de 2017.

Fonte: ExportNews

 

EXPORTAÇÕES DE CALÇADOS CRESCEM NO PRIMEIRO SEMESTRE

Contrariando os prognósticos do início do ano, carregados com a crise econômica e a instabilidade política – que tinha efeitos diários no câmbio -, as exportações brasileiras de calçados cresceram no primeiro semestre do ano. Conforme dados elaborados pela Associação Brasileira das Indústrias de Calçados (Abicalçados), entre janeiro e junho foram embarcados 59,36 milhões de pares que geraram US$ 528,8 milhões, números maiores tanto em pares (2,5%) quanto em receita (17%) no comparativo com igual período do ano passado. Somente no mês seis foram embarcados 10,2 milhões de pares que geraram US$ 87,4 milhões, altas de 9,8% e 4%, respectivamente, no comparativo com o mesmo mês de 2016.

O presidente-executivo da Abicalçados, Heitor Klein, destaca que o número surpreende positivamente. “Os números, felizmente, quebraram o nosso prognóstico, que no início do ano era melhor para o mercado interno do que para as exportações, visto a instabilidade do câmbio”, avalia.

Segundo o executivo, a explicação para o incremento passa pela diversificação de mercados – menor concentração em determinados países, como os Estados Unidos, por exemplo – e aos esforços das empresas brasileiras no fortalecimento de imagem e marca além-fronteiras. “A indústria calçadista vem fazendo a lição de casa, cortando custos, buscando a manutenção de preço e diversificando mercados. Em 15 anos, passamos de 99 destinos para quase 160, é um salto impressionante e que certamente influencia nesses números positivos”, explica Klein, ressaltando que a desvalorização do dólar fez com que o preço do calçado brasileiro aumentasse quase dois dólares por par, “número que seria maior não fosse o esforço das empresas”.

Destinos
No semestre, o principal destino do calçado brasileiro foi os Estados Unidos, para onde foram embarcados 5,5 milhões de pares por US$ 95,88 milhões, quedas de 11,7% em pares e 6,5% em dólares na relação com igual ínterim do ano passado.

O segundo destino foi a Argentina. Nos seis meses, os hermanos compraram 4,23 milhões de pares que geraram US$ 64,66 milhões, altas de 27,2% em volume e 56% em dólares no comparativo com o mesmo período de 2016.

O terceiro destino do semestre foi o Paraguai. Conhecido como comprador de produtos de verão, chinelos e sandálias praianas, o país vizinho comprou quase 7 milhões de pares no período, o que gerou US$ 43 milhões para os calçadistas brasileiros, queda de 8% em pares e aumento de 105,3% em dólares no comparativo com o primeiro semestre do ano passado.

RS: o maior exportador do Brasil

No semestre, o Rio Grande do Sul seguiu como o principal exportador de calçados do Brasil. No período, os gaúchos embarcaram 13,53 milhões de pares por US$ 222,34 milhões, incrementos de 4,3% em volume e de 14% em receita na relação com o ano passado.

O segundo maior exportador, em receita, foi o Ceará. No semestre, os cearenses embarcaram 22,4 milhões de pares por US$ 129,23 milhões, altas de 5,6% em pares e 10,6% em dólares em relação ao mesmo período de 2016.

No terceiro posto apareceu São Paulo. No período, os paulistas exportaram 4,2 milhões de pares que geraram US$ 61,33 milhões, queda de 18% em volume e alta de 11,3% em receita no comparativo com o ano passado.

Importações
O semestre terminou com uma recuperação das importações de calçados. De olho na lenta – mas consistente – recuperação da demanda interna, a entrada de calçados também foi favorecida pela desvalorização do dólar, o que tornou o produto estrangeiro mais barato no Brasil. Nos seis meses entraram no Brasil 13 milhões de pares de calçados, 4% mais do que no mesmo ínterim do ano passado. Em receita, porém, o número foi 0,3% menor no mesmo comparativo, fato explicado pela queda no preço médio do produto comprado do exterior (de US$ 13,93 para US$ 13,33).

As principais origens das importações foram: Vietnã (5,33 milhões de pares e US$ 98,78 milhões, altas de 2,3% em pares e 1,2% em dólares na relação com o primeiro semestre do ano passado); Indonésia (2 milhões de pares e US$ 33,32 milhões, quedas de 4,7% e de 9,8%, respectivamente); e China (4,2 milhões de pares e US$ 17,53 milhões, alta de 0,2% em volume e queda de 9,8% em receita).

A surpresa foi a Itália. Exportando produtos de alto valor agregado – com preço médio de quase US$ 125 o par – os italianos embarcaram para o Brasil 78 mil pares por US$ 9,75 milhões, altas de 23% em volume e de 29% em dólares na relação com 2016.

Em partes de calçados – cabedais, solas, saltos, palmilhas etc – as importações caíram no primeiro semestre do ano. No período entrou no Brasil o equivalente a US$ 19,78 milhões, 19% menos do que em 2016. As principais origens foram China, Vietnã e Paraguai.

Fonte: Abicalçados

 

Exportação de suco deve se recuperar

os embarques brasileiros de suco de laranja confirmaram as expectativas das indústrias e encerraram a safra 2016/17 (julho do ano passado a junho último) abaixo de 1 milhão de toneladas pela primeira vez desde a temporada 1991/92. Segundo dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex/Mdic) compilados pela Associação Nacional dos Exportadores de Sucos Cítricos (CitrusBR), o volume ficou em 894,7 mil toneladas equivalentes ao suco de laranja concentrado e congelado (FCOJ), 17% menos que na temporada 2015/16.

A retração já era esperada, uma vez que a oferta de suco do país foi prejudicada pela forte quebra da safra de laranja no cinturão formado por São Paulo e Minas Gerais em 2016/17, em razão de problemas provocados pelo El Niño. Essa quebra esvaziou os estoques de suco brasileiro e ajudou a elevar os preços da commodity no exterior, o que limitou a queda da receita dos embarques - que foi de 7%, para US$ 1,6 bilhão, o menor valor desde 2009/10.

Como a produção da fruta em São Paulo e Minas neste ciclo 2017/18 deverá se recuperar - a alta sobre 2016/17 deve se aproximar de 50% -, estoques e exportações brasileiras de suco deverão aumentar. Estima-se que os embarques tendem a voltar a cerca de 1,1 milhão de toneladas, nível considerado normal.

De acordo com a CitrusBR, as vendas para a UE, principal mercado do suco brasileiro, somaram 579,6 mil toneladas em 2016/17, baixa de 23% em relação a 2015/16, e renderam US$ 1,1 bilhão, queda de 14%. Para os EUA, os embarques chegaram a 172,8 mil toneladas (retração de 13%), ou US$ 317,5 milhões (aumento de 4%). Esse incremento da receita refletiu, em boa medida, o desempenho positivo das vendas do suco não concentrado (NFC) para o país, cuja oferta também foi curta, mas em razão de problemas fitossanitários.

Sempre conforme a CitrusBR, para o Japão as exportações brasileiras chegaram a 41 mil toneladas (queda de 9%), ou US$ 69,5 milhões (recuo de 2%), ao passo que para a China os embarques foram de 29,5 mil toneladas (alta de 8%), ou US$ 54,9 milhões (aumento de 14%).

Fonte: Valor

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