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NOTÍCIAS DO DIA - AGOSTO 2017

30-08-2017

 

Brasil seguirá como grande importador de fertilizantes nos próximos anos, diz associação

SÃO PAULO - O Brasil continuará sendo o principal “player” do mercado de fertilizantes na América Latina pelo menos até 2021, mantendo-se como grande importador, embora haja um potencial de expansão significativo para outras nações da região, afirmou nesta terça-feira a diretora-geral da Associação Internacional de Fertilizantes (IFA, na sigla em inglês), Charlote Hebebrand.

“O grande player continua sendo o Brasil, mas o escopo é grande para crescimento em outros países americanos. A Argentina é um importante mercado, mas nunca terá o mesmo tamanho do Brasil, porque suas terras são mais ricas que as brasileiras”, explicou ela no intervalo do 7° Congresso Brasileiro de Fertilizantes, em São Paulo.

“O México também é um país interessante, pois o consumo de fertilizantes por lá ainda é muito baixo”, acrescentou.

Citando projeções da IFA, Hebebrand disse que o consumo de ureia no Brasil deverá saltar de 3,5 milhões de toneladas em 2011 para cerca de 8 milhões de toneladas até 2021 --a entidade trabalha com perspectivas de médio prazo.

Com relação ao fosfato, a demanda brasileira deverá sair de 5 milhões de toneladas em 2011 para 6 milhões de toneladas em 2021, enquanto a de potássio tende a crescer de 8 milhões para 10,5 milhões de toneladas no mesmo período.

Ainda assim, Hebebrand disse esperar que o Brasil permaneça como um grande importador de fertilizantes --atualmente, o país compra no exterior 80 por cento de suas necessidades.

A diretora não deu perspectivas de percentuais de importações totais de fertilizantes do país nos próximos anos.

O componente mais importado atualmente é o potássio, com 95 por cento da oferta vindo de fora. Para o nitrogênio e para o fosfato, esses percentuais são de 80 por cento e 55 por cento, respectivamente.

Fonte: Reuters

 

Demanda global por fertilizante deve crescer 1,5% ao ano até 2021, diz associação

SÃO PAULO - A oferta global de fertilizantes deverá crescer mais que a demanda nos próximos anos, disse na terça-feira a diretora-geral da Associação Internacional de Fertilizantes (IFA, na sigla em inglês), Charlote Hebebrand, citando o aumento de produção em regiões como Estados Unidos e África.

Além disso, ela disse que o avanço tecnológico no campo, com a agricultura de precisão, e mesmo sementes mais produtivas explicam um crescimento menor na demanda por fertilizantes, que por sua vez também estão ficando mais eficientes.

Segundo a executiva, a demanda global por fertilizantes deverá crescer 1,5 por cento ao ano até 2021, enquanto a oferta desses produtos tende a aumentar mais de 2 por cento ao ano no mesmo período.

“As grandes regiões exportadoras serão China, América do Norte e países da Ásia ocidental, que têm grande crescimento em fosfato. Já os maiores importadores serão a Índia, o Brasil e a África, que, embora represente apenas 2 por cento do mercado global de fertilizantes, tem uma demanda crescendo muito”, afirmou Charlote a jornalistas, no intervalo do 7° Congresso Brasileiro de Fertilizantes, em São Paulo.

Por componente, a diretora-geral da IFA disse que a entidade espera um aumento de demanda de 1,2 por cento ao ano para o nitrogênio até 2021, com a oferta elevando-se em 1,8 por cento ao ano. Isso deve resultar em um superávit mundial de 10 milhões de toneladas do produto daqui a quatro anos, ante 8 milhões de toneladas em 2016.

Quanto ao ácido fosfórico, as projeções da IFA são de incremento de 1,8 por cento ao ano na demanda e de 2,4 por cento ao ano na oferta até 2021, elevando o excedente global desse componente de 2 milhões de toneladas em 2016 para cerca de 3 milhões de toneladas.

No caso do potássio, a demanda deverá crescer em 2,2 por cento ao ano e a oferta, em 3,8 por cento ao ano, com o superávit desse produto dobrando de 3 milhões para 6 milhões de toneladas até 2021.

O 7° Congresso Brasileiro de Fertilizantes é promovido pela Associação Nacional de Difusão de Adubos (Anda).

Fonte: Reuters

 

Brasil tenta eliminar restrições ao comércio de carne, diz chefe da OMC

O Brasil está engajado nas negociações do comitê da OMC (Organização Mundial do Comércio) com o objetivo de eliminar qualquer potencial barreira às exportações de carnes suína e de frango, com uma reunião em dezembro sendo a próxima oportunidade para avançar com os acordos que beneficiem suas exportações agrícolas, disse o diretor-geral da OMC, Roberto Azevêdo, na terça-feira (29).

O Brasil propôs a adoção de critérios científicos relacionados a padrões sanitários no comércio de alimentos em um comitê da OMC, disse Azevêdo em uma conferência.

O Brasil e a Europa têm interesse em avançar nas negociações para reduzir os subsídios que distorcem o comércio, embora não hajcarne a acordo em vista, completou ele. A UE, o Brasil e outros três países da América Latina implementaram uma proposta da OMC em julho para reduzir os subsídios agrícolas.

"Para que seja possível reduzir os subsídios, é necessário que todos os países mudem. Caso contrário, é como o desarmamento unilateral", afirmou Azevêdo.

A OMC realizará uma conferência ministerial em Buenos Aires no início de dezembro.

As declarações de Azevêdo ressaltaram a importância de eliminar barreiras protecionistas em um momento em que o crescimento do comércio global permanece fraco.

A OMC prevê que 2017 será o sexto ano consecutivo de crescimento do comércio global abaixo de 3%, sendo esse o ritmo mais lento de crescimento desde a Segunda Guerra Mundial, disse ele.

O ministro da Agricultura do Brasil, Blairo Maggi, disse nesta terça que o recente escândalo sobre a indústria de carne do país após a Operação Carne Fraca obrigou o governo a revisar a fiscalização e os sistemas de controle de qualidade para preservar o acesso do país a mercados importantes.

Fazendo referência à operação policial que denunciou em março empresas acusadas de pagar propinas a fiscais para evitar que seus produtos fossem vistoriados, Maggi disse que as mudanças visam acabar com qualquer forma de interferência política sobre os processos de fiscalização.

Mais detalhes sobre essa revisão serão anunciados em breve, disse o ministro, ao participar de evento da indústria em São Paulo. 

Fonte: Folha SP

 

CNI IDENTIFICA 270 PRODUTOS PARA AMPLIAR PAUTA COMERCIAL COM O JAPÃO

Estudo inédito mapeou conjunto de produtos prioritários e com potencial de exportação que poderiam figurar na eventual negociação de um acordo comercial com o parceiro asiático

A 20ª Reunião Conjunta do Comitê de Cooperação Econômica Brasil-Japão é realizada em Curitiba

A indústria brasileira identificou 270 produtos nacionais com elevado potencial de exportação para o Japão, numa eventual negociação de um acordo de parceria econômica com o país asiático. Com o intuito de apoiar o governo brasileiro ao longo das discussões, a Confederação Nacional da Indústria (CNI) elaborou o estudo Negociações comerciais com o Japão: interesses ofensivos do Brasil, apresentado durante a 20ª Reunião Conjunta do Comitê de Cooperação Econômica Brasil-Japão, realizado em parceria com a entidade empresarial japonesa Keidanren, com apoio da Federação das Indústrias do Estado do Paraná (FIEP). O evento se encerra nesta terça-feira (29), em Curitiba.

O estudo apresenta uma relação de produtos que devem ser prioridade dos negociadores do Brasil nas negociações preferenciais com o Japão. Em 41% deles, o Japão aplica algum tipo de tarifa. Entre os produtos estão os agropecuários e alimentícios, têxteis e couros, metalurgia, químicos e máquinas e equipamentos.

“Para alguns produtos exportados para o Japão, as tarifas estão em torno de 10%, mas há casos em que chegam a ser três vezes maiores do que a tarifa média japonesa, que é de 4,4%. Além delas, há barreiras não tarifárias, como medidas sanitárias e fitossanitárias, que têm reduzido bastante a nossa competitividade”, diz o diretor de Desenvolvimento Industrial da CNI, Carlos Abijaodi.

ALTAS TARIFAS – A CNI considera preocupante as barreiras tarifárias impostas para mais de 300 produtos. O suco de laranja chega a pagar 25% de impostos de importação, o couro brasileiro pode ser taxado em até 30% e o álcool etílico a 10%. Para Carlos Abijaodi, esses percentuais dificultam a conquista e a manutenção de mercado pelos produtos brasileiros.

Mesmo em setores em que é altamente competitivo, o Brasil tem perdido mercado para países com os quais o Japão tem acordos comerciais, como a Tailândia por exemplo. Enquanto a carne de frango da Tailândia tem tarifa zero, o mesmo produto exportado pelo Brasil paga de 8,5% a 11,9% ao entrar no mercado japonês.

“As negociações de um acordo de parceria econômica entre Mercosul e Japão são fundamentais para que o Brasil possa expandir a participação no mercado japonês. E os nossos negociadores devem levar em conta as concessões dadas pelo governo japonês a seus outros parceiros comerciais”, afirma o diretor da CNI.

Produtos industrias que fazem parte dos interesses ofensivos brasileiros, como químicos, couro e calçados, minerais não metálicos e metalurgia, foram negociados pelo Japão dentro do Parceria Transpacífico (TPP) com prazos mais longos de desgravação. Na visão da CNI, o importante é que o Japão aceitou negociar e não excluiu do acordo. No TPP, o governo japonês também aceitou eliminar, de forma imediata, tarifas de produtos industriais que já são baixas.

No caso do comércio de serviços, de investimentos e de compras governamentais, a lógica brasileira seria a mesma: buscar equalizar as condições de acesso ao mercado japonês, em termos comparáveis com os oferecidos pelo Japão a seus parceiros na TPP.

BARREIRAS NÃO-TARIFÁRIAS – As barreiras não-tarifárias têm peso relevante no acesso ao mercado japonês, principalmente as medidas sanitárias e fitossanitárias e as barreiras técnicas. A seção brasileira do Comitê de Cooperação Econômica Brasil-Japão, cuja secretaria-executiva é da CNI, vai solicitar a revisão da especificação japonesa sobre a “polarização do açúcar”.

A regra atual praticamente impede a exportação de açúcar brasileiro para o Japão, que compra mais de um milhão de toneladas por ano, mas exige que o açúcar possua até 97,99% de polarização para não pagar imposto. A mercadoria brasileira, de qualidade superior, tem 99% e paga US$ 215 para cada tonelada vendida. “O Brasil, mesmo sendo o maior exportador do mundo de açúcar, não consegue acessar o mercado japonês”, explica Carlos Abijaodi.

O ACORDO – A CNI defende que um eventual acordo entre Mercosul e Japão inclua, além de tarifas, os novos temas do comércio internacional: regras de origem, facilitação de comércio, defesa comercial (antidumping, medidas compensatórias e salvaguardas), investimentos, serviços, compras governamentais, propriedade intelectual recursos naturais e energia, movimento de pessoas, ambiente de negócios, e solução de controvérsias.

Fonte: Exportnews

 

RECEITA FEDERAL REGULAMENTA REMESSAS AO EXTERIOR

A Receita Federal alterou as alíquotas pagas sobre ganhos de capital em remessas de dinheiro para outros países. Em vez de taxa de 15%, passaram a existir três percentuais, segundo os valores.

As alíquotas incidentes sobre ganhos de capital em remessas para o exterior serão alteradas, segundo Instrução Normativa da Secretaria da Receita Federal nº 1732/2017, publicada nesta terça-feira (29) no Diário Oficial da União.

De acordo a Receita Federal, a nova instrução foi ajustada para refletir a alteração ocorrida na tributação do ganho de capital de empresas. No ano passado, o governo anunciou novas alíquotas de Imposto de Renda (IR) sobre ganhos na venda de bens e direitos.

Até então, a lei tributária aplicava alíquota de 15% sobre o ganho de capital independente de seu valor. Essa regra foi alterada, passando outras três alíquotas de acordo com o ganho. A alíquota de 15% incide sobre os ganhos de até R$ 5 milhões. A alíquota de 17,5% para até R$ 10 milhões, 20% para até R$ 30 milhões e 22,5% acima de R$ 30 milhões.

Fonte: ExportNews

 

29-08-2017

 

Com commodities em alta, exportação do país cresce acima da média global

Responsável por superávits comerciais recordes em 2017, o crescimento vigoroso das exportações brasileiras no primeiro semestre superou em mais de dez pontos percentuais o ritmo de alta das vendas externas da maior parte do comércio internacional. De janeiro a junho o valor dos embarques brasileiros aumentou 19,34% contra iguais meses de 2016. No mesmo período as exportações totais mundiais cresceram 8,5%. Os dados são da Organização Mundial do Comércio (OMC), que reúne os dados mensais de exportação e importação divulgados por 70 economias responsáveis por 90% do comércio mundial.

A taxa de crescimento das exportações brasileiras superou a de países como Estados Unidos e China, que tiveram alta de 6,7% e de 8,5%, respectivamente, na mesma comparação. Os países da União Europeia avançaram 4,7%, com alta de 3,8% no comércio intrabloco e de 6,3% na exportação para outros países. No México, as vendas cresceram 10,4%.

Welber Barral, ex-secretário de comércio exterior e sócio da Barral M Jorge Advogados, diz que a pauta de exportação brasileira contribui para esse desempenho. "Nossa exportação é formada principalmente por commodities que passaram por elevação de preço ou que tiveram alta de volume, por conta de safra maior", afirma Barral.

Segundo dados do Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (Mdic), dos US$ 107,7 bilhões embarcados pelo Brasil no primeiro semestre, mais de 30% - US$ 34,8 bilhões - foram em minério de ferro, petróleo e soja. Enquanto a exportação do grão subiu 20% de janeiro a junho deste ano em relação a iguais meses de 2016, a de minério quase dobrou, com alta de US$ 4,7 bilhões para US$ 8,9 bilhões. A venda de petróleo mais do que dobrou no mesmo período, de US$ 4 bilhões para US$ 9,2 bilhões. Mesmo levando em consideração a sazonalidade na venda da soja, cujos embarques devem perdurar de forma mais intensa até setembro, com certeza, diz Barral, o desempenho garante um bom resultado para a balança comercial do ano.

Até julho, a balança comercial acumulou superávit de US$ 42,6 bilhões, resultado recorde para o período e bem superior aos US$ 28, 2 bilhões de iguais meses do ano passado. Em 2016 o saldo comercial positivo foi o maior da série histórica para um ano fechado, de US$ 47, 7 bilhões. Analistas avaliam que a balança feche 2017 com novo superávit recorde.

José Augusto de Castro, presidente da Associação de Comércio Exterior do Brasil (AEB), diz que a entidade elevou de US$ 51,6 bilhões - que já seria um recorde - para US$ 63,2 bilhões a projeção de superávit para 2017, resultado de US$ 209 bilhões em exportações e US$ 145,8 bilhões em importação. "O valor das importações é o mesmo. O aumento de superávit estimado para este ano deu-se pelo lado das exportações, que devem ficar maiores que as projetadas inicialmente." A AEB estima que a exportação avançará 12,8% em relação ao ano passado, puxada pelos básicos, que deverão subir 18,4%.

Castro pondera que a alta da exportações este ano representa, em parte, uma recuperação do que foi perdido no passado, já que chega logo depois de um biênio em que os embarques brasileiros caíram mais que os dos demais países. Segundo dados da OMC, em 2016 as exportações totais caíram 2,5% em relação ao ano anterior enquanto as do Brasil recuaram 3,1%. De 2014 para 2015 os embarques brasileiros caíram 7,9% contra 3,2% do total dos países acompanhados pela OMC.

Embora o desempenho aponte para um saldo comercial vigoroso para este ano, Castro alerta para dados que podem afetar o desempenho dos embarques brasileiros nos próximos anos.

"Um deles é a China, que numa sinalização para melhorar as relações comerciais com os Estados Unidos, abriu um processo antidumping contra o frango brasileiro", diz Castro. Para ele, isso pode significar que novas investigações serão abertas contra produtos vendidos para o país asiático que é hoje o maior parceiro comercial do Brasil.

Para Castro, trata-se de uma estratégia chinesa para que os manufaturados do país encontrem portas abertas para o mercado americano. Com o processo antidumping contra o Brasil, privilegia-se a importação de frango origem EUA. Logicamente, diz Castro, isso não poderá ser feito para todos os produtos. Ele exemplifica com a soja. O Brasil concorre com os Estados Unidos no fornecimento do grão para o país asiático, mas nem um nem outro podem suprir toda a demanda, além da questão da sazonalidade.

Barral lembra que não somente os básicos contribuíram para a elevação das exportações. Na tentativa de ocupar a capacidade ociosa e de compensar a falta de demanda doméstica, as indústrias aumentaram o esforço de exportação. De janeiro a julho, segundo o Mdic, o valor total da venda de manufaturados ao exterior cresceu 10%.

Na indústria de transformação, o resultado não foi uniforme para todos os setores, mas de 23 setores da de atividade pesquisados acompanhados pela Fundação Centro de Estudos do Comércio Exterior (Funcex), dez elevaram a quantidade exportada no período. Em cinco dos dez setores houve também elevação da produção física.

Entre os setores destaca-se o automotivo, incluindo reboques e carrocerias, cujo volume de embarques cresceu 31,8% no primeiro semestre de 2017, com alta de 11,7% na produção física. Com o desempenho, o setor avançou de 6,3% do valor da pauta de exportação total de janeiro a julho de 2016 para 7,3% em iguais meses deste ano, segundo a Funcex.

Castro lembra, porém, que parte importante da exportação de manufaturados brasileira vai para países da América Latina. "É bom lembrar que a demanda desses países depende também do comportamento de commodities. Assim como o Brasil, eles foram beneficiados com a alta de preços dos básicos, o que rendeu divisas para importar. Se esses preços caírem, cai também a importação deles."

No caso dos veículos, é preciso lembrar que nosso principal mercado é o argentino. A venda de automóveis ao país vizinho aumentou de US$ 1,9 bilhão de janeiro a julho do ano passado para US$ 2,7 bilhões em iguais meses deste ano.

Em termos nominais, diz Castro, há elevação considerável, mas na verdade as compras de veículos pelos argentinos cresceram em ritmo menor que a dos demais países. No acumulado até julho do ano passado, a Argentina comprou 77% dos automóveis embarcados pelo Brasil. Nos mesmos meses deste ano a fatia caiu para 71%. Para ele, isso é um reflexo da balança bilateral, com déficit para o lado argentino, o que pode afetar as exportações brasileiras para o país vizinho no próximo ano.

Fonte: Valor

 

Exportação de café do Brasil se recupera em agosto ante mínima de julho

SÃO PAULO - As exportações de café verde do Brasil atingiram cerca de 1,9 milhão de sacas de 60 kg até a quarta semana de agosto, informou a Secretaria de Comércio Exterior (Secex) nesta segunda-feira, confirmando uma recuperação ante a mínima histórica de julho.

No mês passado, as exportações de café do Brasil atingiram aproximadamente 1,6 milhão de sacas, o menor valor em pouco mais de dez anos, pelo menos.

No entanto, as exportações poderão fechar agosto abaixo das registradas no mesmo período de 2016, considerando a média diária de embarques.

Em agosto de 2016, os embarques somaram 2,6 milhões de sacas, com uma média diária de embarques de 114 mil sacas.

Até agora, neste mês, a média diária é de 100,9 mil sacas, restando quatro dias úteis para o final de agosto.

Para exportadores, os embarques de café do maior exportador global deverão retomar os níveis normais até setembro, com a safra deste ano chegando ao mercado em maiores volumes após um lento fluxo inicial.

Fonte: Reuters

 

BALANÇA COMERCIAL: QUARTA SEMANA DE AGOSTO TEM SUPERÁVIT DE US$ 2,1 BILHÕES

No ano, as exportações chegam a US$ 142,6 bilhões e as importações, a US$ 95,4 bilhões, com saldo positivo de US$ 47,2 bilhões

A quarta semana de agosto teve superávit de US$ 2,1 bilhões, resultado de exportações de US$ 5,1 bilhões e importações de US$ 2,9 bilhões. No ano, as vendas externas chegam a US$ 142,6 bilhões e as compras a US$ 95,4 bilhões, com saldo positivo de US$ 47,2 bilhões.

Nas exportações, comparadas as médias da quarta semana do mês (US$ 852,1 milhões) com a de agosto do ano passado (US$ 738,5 milhões), houve crescimento de 15,4%, em razão do aumento nas vendas de produtos básicos (24,5%, por conta, principalmente, de soja em grãos, milho em grãos e petróleo em bruto), de produtos manufaturados (9,5%, em razão de automóveis de passageiros, laminados planos de ferro e aço e óleos combustíveis) e de produtos semimanufaturados (8,3% em razão de celulose, semimanufaturados de ferro e aço e açúcar em bruto).

Na comparação com julho de 2017, houve queda de 4,7%, em virtude da diminuição nas vendas de produtos manufaturados (-10,3%) e básicos (-1,8%), enquanto que cresceram as vendas de produtos semimanufaturados (2,4%).

Nas importações, a média diária até a quarta semana de agosto (US$ 604,9 milhões), ficou 8,3% acima da média de agosto do ano passado (US$ 558,6 milhões). Nesta comparação, aumentaram os gastos, principalmente, com combustíveis e lubrificantes (44,7%), siderúrgicos (36%), adubos e fertilizantes (25,5%), borracha e obras (21,5%), veículos automóveis e partes (17,8%) e equipamentos eletroeletrônicos (17%). Em relação ao mês de julho de 2017, houve aumento de 1,9%, devido ao crescimento nas vendas de bebidas e álcool (39,5%), farmacêuticos (21,9%), químicos orgânicos e inorgânicos (12,3%) instrumentos de ótica e precisão (9,6%), e veículos automóveis e partes (6,1%).

Fonte: Assessoria de Comunicação Social do MDIC

 

TEMER VAI À CHINA PARA IMPULSIONAR EXPORTAÇÕES E ATRAIR INVESTIMENTOS

Está prevista a assinatura de atos bilaterais em áreas como infraestrutura, saúde, cultura e tecnologia

Para aumentar as exportações e atrair mais investimentos para o Brasil, o presidente da República, Michel Temer, embarca nesta terça-feira (29) para uma viagem oficial à China. Segundo o porta-voz da presidência, Alexandre Parola, está prevista a assinatura de atos bilaterais em áreas como infraestrutura, saúde, cultura e tecnologia.

Em 1º de setembro, o presidente fará uma visita a Pequim a convite do presidente chinês, Xi Jinping. De 3 a 5, ele participa da 9ª Cúpula do Brics (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul) na cidade de Xiamen.

Durante a viagem oficial, Temer se reunirá na capital chinesa com o presidente Xi Jinping e o primeiro-ministro Li Keqiang. Como objetivo do encontro, o desenvolvimento e a geração de empregos no Brasil. “O presidente Temer estará empenhado em fortalecer essa relação”, explicou Parola.

Informações sobre as principais questões da agenda internacional serão trocadas no encontro. De acordo com Parola, os dois países compartilham prioridades sobre temas como a defesa do multilateralismo, a resistência ao protecionismo e o combate ao aquecimento global.

Em 2 de setembro, Temer participa do Seminário Empresarial Brasil-China. O evento é organizado pela APEX-Brasil e reunirá um grupo de líderes empresariais chineses que já investem ou têm interesse em investir no Brasil. No dia seguinte, ele viaja para Xiamen, onde representa o Brasil na 9ª Cúpula do Brics.

Fonte: ExportNews

 

28-08-2017

 

BRASIL E JAPÃO DISCUTEM COMÉRCIO E INVESTIMENTOS EM CURITIBA

Executivos da indústria e representantes de governo dos dois países debaterão agenda para ampliar oportunidades de comércio, de cooperação de investimentos em setores estratégicos da economia

A Confederação Nacional da Indústria (CNI) e sua congênere japonesa, Keidanren, reunirão líderes do setor empresarial e representantes de governo para discutir oportunidades de cooperação e de estreitamento das relações econômicas entre os dois países. Realizada em parceria com a Federação das Indústrias do Estado do Paraná (FIEP), a 20ª Reunião Conjunta do Comitê de Cooperação Econômica Brasil-Japão ocorrerá em 28 e 29 de agosto, em Curitiba.

Nos dois dias de encontro, cerca de 300 representantes de empresas e de governo dos dois países discutirão uma agenda de iniciativas e medidas com potencial de estimular o comércio e o investimento bilateral. O evento analisará os cenários econômicos de Brasil e Japão, possíveis medidas de melhora do ambiente de negócios e oportunidades nos setores infraestrutura, energia e agronegócio.

A abertura do evento contará com a presença do presidente da CNI, Robson Braga de Andrade, do presidente da FIEP, Edson Campagnolo, e do presidente do Comitê de Cooperação Econômica Brasil-Japão e presidente da Vale, Fabio Schvartsman. Pelo governo brasileiro, estarão presentes o ministro da Secretaria-Geral da Presidência da República, Moreira Franco, e o ministro substituto do Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC), Marcos Jorge de Lima.

Fonte: Agência CNI de Notícias

 

MAMÃO BRASILEIRO CHEGA A SUPERMERCADO DE DUBAI

A Interfruit Alimentos envia todas as semanas três paletes de mamão papaia e formosa para a rede Spinneys dos Emirados Árabes Unidos.

Todas as semanas um contêiner cheio de frutas brasileiras embarca em um avião rumo a Dubai, nos Emirados Árabes Unidos. Dentro do recipiente, junto a limões, mangas e outras frutas compradas pela importadora responsável pelo embarque, acompanham três paletes de mamão, das espécies papaia e formosa, produzidos pela Interfruit Alimentos.

A rotina já dura três anos, segundo o responsável pela área comercial da empresa, Fábio de Oliveira Gomes. “Atendemos a rede de supermercados Spinneys, mas a exportação é feita por uma trading porque eles consolidam mais de um produto no mesmo envio, viabilizando a importação pelo supermercado”, explica.

Apesar de pouco representativo, os envios semanais a Dubai são considerados importantes pelo executivo, que almeja ampliar participação naquele mercado. A tarefa não é das mais fáceis, uma vez que as frutas importadas do sudeste asiático são mais competitivas, mais próximas e conseguem oferecer preços mais baixos na região.

A rede Spinneys de acordo com Gomes, oferece aos habitantes da parte mais elitizada de Dubai uma gama maior de produtos, abrindo espaço aos mamões brasileiros, que têm cores, formas e gosto superiores aos importados da Ásia. “Nossa intenção é entregar mais, mas por enquanto o supermercado não demonstrou interesse em aumentar os volumes”, diz.

Ele sente, porém, aumento do interesse por frutas produzidas em solo brasileiro, como limão, manga e figo. O frete aéreo, porém, é um fator limitador pelo custo – segundo Gomes, o Brasil é o único país que envia mamões em aviões. “É bem diferente de exportar o mamão verde por navio, que até chegar lá já perdeu parte do sabor”, afirma.

A Interfruit Alimentos exporta, principalmente, para a Europa e outros países da América. Fundada em 1996, em Linhares (ES), vende todos os meses mais de 300 toneladas de papaia de alta qualidade, sendo que metade, em média, é exportada.

Ganhar novos mercados no Oriente Médio faz parte dos planos da empresa. No ano passado, chegou a exportar por um tempo para o Kuwait, por intermédio de uma importadora da Espanha. O negócio, porém, não vingou: “É um mercado difícil. Para dar certo, tem que ter um parceiro que aposte no produto”, conclui, acrescentando que, caso exista aumento na demanda, a empresa tem capacidade de atender.

Fonte: Anba

 

25-08-2017

 

China lamenta pedido dos EUA de painel na OMC sobre tarifas de importação

PEQUIM - A China “lamentou” que os Estados Unidos estejam buscando um painel de disputa na Organização Mundial do Comércio (OMC) sobre as cotas de importação de grãos da China, disse um porta-voz do Ministério do Comércio nesta quinta-feira, a primeira resposta oficial de Pequim ao pedido feito pelos EUA à OMC.

“A China lamenta que os Estados Unidos tenham desistido de continuar as negociações para resolver esse caso”, disse o porta-voz Gao Feng durante uma coletiva de imprensa nesta quinta-feira.

O governo dos EUA pediu que um painel na OMC fosse montado para investigar as cotas tarifárias impostas pela China para o trigo, arroz e milho, disse o órgão mais cedo nesta semana.

O representante do Comércio dos EUA disse ainda em dezembro que a China — maior mercado de grãos do mundo — não otimizou seu uso das cotas tarifárias, ainda que os preços globais das três commodities estivessem abaixo dos seus preços domésticos.

A China disse que seu sistema de cotas tarifárias estava alinhado com seus compromissos com a OMC e as leis relevantes, segundo um porta-voz do ministério.

Fonte: Reuters

 

Exportação de carne bovina do Brasil em 2017 deve subir 10% para 1,5 mi t, diz Agroconsult

SÃO PAULO - As exportações de carne bovina do Brasil deverão subir em 10 por cento, ante o ano passado, para 1,5 milhão de toneladas neste ano, segundo Maurício Nogueira, analista de pecuária da Agroconsult, que apresentou uma nova estimativa após falar com pecuaristas em 11 Estados.

No início da pesquisa de três meses, a Agroconsult esperava que as exportações de carne bovina crescessem em 20 por cento. No entanto, um escândalo envolvendo fiscalização sanitária no primeiro trimestre, a Operação Carne Fraca, que prejudicou operações dos maiores processadores de carne do Brasil, reduziu as projeções de exportação, disse ele.

Paralelamente, a Agroconsult disse que a produção de carne bovina do Brasil deverá totalizar 9,4 milhões de toneladas em 2017, ante 10,1 milhões de toneladas na previsão anterior e 9,1 milhões de toneladas em 2016.

Fonte: Reuters

 

CE: exportação de frutas deve saltar 16% com nova rota

As exportações de frutas frescas do Ceará, por meio do Porto do Pecém, deverão crescer 16% neste ano, atingindo 10 mil contêineres. Em 2016, esse número fechou em 8,6 mil unidades. O aumento também será influenciado pela nova rota para a Europa, inaugurada na sexta-feira (18) pela empresa MSC durante evento realizado no terminal portuário.

O navio "MSC Margarita" tem como principal destino o porto de Antuérpia, na Bélgica, com chegada estimada em dez dias. A embarcação também passará pelos terminais de Roterdã/Holanda (12 dias), Hamburgo/Alemanha (14 dias), Bremerhaven/Alemanha (16 dias) e Le Havre/França (18 dias).

A rota vai operar de agosto deste ano até o mês de fevereiro de 2018, período que marca a safra de frutas no Estado. A carga segue para a Europa em contêineres refrigerados. O Ceará e o Rio Grande do Norte são os principais exportadores de melão, melancia e banana. Já as uvas e mangas vêm, principalmente, da Bahia.

A expectativa é que, no pico da operação, o "MSC Margarita" movimente em torno de 1,3 mil contêineres por semana. Atualmente, a região norte da Europa, que será contemplada com o novo serviço, já é atendida com uma linha da Maersk, enquanto a Hamburg Süd atende ao mercado norte-americano.

Volume

Os 10 mil contêineres de frutas frescas previstos para serem movimentados no Porto do Pecém neste ano equivalem a cerca de 220 mil toneladas. Isso porque cada unidade pesa 22 toneladas, de acordo com a diretora de desenvolvimento comercial da Cearáportos, Rebeca Oliveira.

"A inauguração dessa rota representa uma grande conquista para a Cearáportos, que administra o porto, além de ser uma ótima opção para alavancar os negócios dos empresários cearenses e nordestinos que exportam frutas", afirma.

Ela lembra que a MSC é parceira da Cearáportos há 15 anos, mas havia suspendido as operações há três. "Estamos muito felizes com o retorno da MSC, vendo esse grande navio atracado no porto, contribuindo com o desenvolvimento da economia do Ceará", acrescenta.

Segundo o gerente da filial da MSC em Fortaleza, Daniel Soares, a partir da nova rota, a empresa deverá ser responsável pela exportação de 20% do volume total de frutas frescas.

Para ele, a inauguração da rota é motivo de orgulho para a empresa e reforça o compromisso da MSC em contribuir com o crescimento do Brasil e, especialmente, do Ceará. "Essa nova escala proporciona aos nossos produtos mais credibilidade e aceitação, junto aos atuais e futuros mercados", destaca.

Movimentação total

Quanto à movimentação total prevista para o Porto do Pecém em 2017, Rebeca diz que são estimados 14 milhões de toneladas, o que representa um avanço de 25% em relação ao volume do ano passado, quando foram contabilizados 11,2 milhões de toneladas. Se alcançado, o resultado estimado para 2017 será o sexto recorde consecutivo na movimentação de cargas no terminal portuário cearense.

"Em 2018, queremos atingir 16 milhões de toneladas. Estamos trabalhando para isso", adianta.

Fiscalização

Sobre a suspensão do trabalho dos fiscais agropecuários em regime de plantão (sábados e domingos), problema que já foi noticiado pelo Diário do Nordeste e que poderia prejudicar as exportações de frutas no Ceará, a diretora de desenvolvimento comercial da Cearáportos informa que o impasse no Porto do Pecém foi, em parte, solucionado.

Conforme Rebeca Oliveira, depois de muito diálogo, o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) permitiu que os dois fiscais que atuam no Porto do Pecém trabalhem na liberação das cargas aos sábados, no período da manhã.

A suspensão do trabalho dos fiscais agropecuários em regime de plantão ocorreu em todo o Brasil e está ligada ao corte no Orçamento de 2017 do governo federal no valor de R$ 41,2 bilhões. O Mapa, cujo bloqueio das despesas alcançou 45,6% neste ano, foi uma das pastas mais atingidas. O valor para a Agricultura foi reduzido de R$ 2,21 bilhões para R$ 1,2 bilhão.

Fonte: Diário do Nordeste

 

ACORDO MERCOSUL – COLÔMBIA DEVERÁ INTENSIFICAR EXPORTAÇÕES

Foi assinado, no dia 21 de julho, o acordo Mercosul-Colômbia, que reduzirá a zero as tarifas de exportação para a Colômbia de todos os itens da cadeia têxtil e de confecção, trazendo novas perspectivas para a relação comercial entre os países do bloco econômico. O acordo de livre comércio promete beneficiar as exportações brasileiras para a Colômbia, que é um dos sete países-alvo no biênio 2017/2019 do Texbrasil – Programa de Internacionalização da Indústria Têxtil e de Moda Brasileira, resultado de uma parceria entre a Abit e a Apex-Brasil (Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos).

A Colômbia sempre ocupou um lugar de destaque nas ações da produtora de índigo e brins Vicunha Têxtil, que desde 2002 participa da Colombiatex com o apoio do Texbrasil e, atualmente, conta com escritório comercial e showroom na cidade de Medellín, para atender mais diretamente os mercados regionais do país. O gerente de exportação da Vicunha, José Otavio de Souza, revela que a perspectiva é de crescimento. “A retirada desse imposto contribuirá para que nossos produtos fiquem mais competitivos e acreditamos que poderemos aumentar nosso market share. Estaremos atentos a outras ações que permitam capitalizar o crescimento de nossa participação nesse mercado de quase 50 milhões de habitantes”, comenta.

Para o gerente de exportação da Döhler, empresa do ramo de cama, mesa, banho e decoração, a Colômbia tem se destacado nos últimos anos pelo seu crescimento econômico, destoando da maioria dos países da América Latina, e agora terá o entrave de ordem tarifária superado. “Pretendemos intensificar nossa atuação com visitas mais frequentes aos distribuidores e clientes, além da participação em eventos locais como feiras e exposições, e outras ações em canais de divulgação para promoção da nossa marca”, afirma Aldo Schneider. Ele conta também que a estimativa de crescimento para este ano é de aproximadamente 50% sobre 2017, mantidas as demais variáveis de mercado, como cambial e política.

Além de apoiar a participação de empresas brasileiras na principal feira da América Latina de insumos para a indústria têxtil e de confecção, a Colombiatex, há 16 anos, o Texbrasil também promove os produtos nacionais na Colômbia por meio de ações multidisciplinares, como projeto comprador e projeto imagem – com a vinda de compradores, representantes comerciais, jornalistas e formadores de opinião para o Brasil – bem como estudos de inteligência e ações de defesa de interesse.

Sobre o Texbrasil

O Texbrasil, Programa de Internacionalização da Indústria Têxtil e de Moda Brasileira, foi criado em 2000 pela Abit em parceria com a Apex-Brasil, para apoiar e preparar as empresas das indústrias têxtil e de confecção interessadas em comercializar seus produtos em outros países. Desde seu lançamento, mais de 1,2 mil empresas utilizaram os serviços do Programa, entre eles encontro com compradores e jornalistas internacionais, participação em feiras e eventos em todo o mundo, ações de capacitação em inovação, sustentabilidade e design, e realização de pesquisas e prospecções de mercado.

Fonte: Apex-Brasil

 

CAMEX REAJUSTA TARIFA DE IMPORTAÇÃO DE ETANOL

Alíquota zero foi mantida para cota de 600 milhões de litros. Acima desse volume, será aplicada taxa de 20%

A Câmara do Comércio Exterior (Camex) aprovou, por unanimidade, nesta quarta-feira (23), a criação da cota de 600 milhões de litros de etanol livre de tarifa de importação. Acima desse volume, será aplicada tarifa de 20%.

O limite de importação será controlado pelo Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC) a cada três meses. A medida terá duração de 24 meses e, após esse prazo, será novamente avaliada pela Camex.

De janeiro a junho deste ano, o Brasil já importou 1,3 bilhão de litros de etanol, com aumento de 320% em relação a 2016, quando foram importados 832 milhões de litros. A importação com alíquota zero vinha prejudicando, principalmente, os produtores do Nordeste, para onde se destinava a maior parte do produto vindo dos Estados Unidos. De acordo com representantes do setor produtivo na região, mais de 70% do consumo local era suprido com etanol importado, afetando a formação de preços, mas sem que isso trouxesse benefícios na ponta, ao consumidor.

A Camex é integrada pelos chefes da Casa Civil e da Secretaria-Geral da Presidência da República e pelos ministros da Indústria, Comércio Exterior e Serviços, das Relações Exteriores, da Fazenda, dos Transportes, Portos e Aviação Civil, da Agricultura, Pecuária e Abastecimento e do Planejamento, Desenvolvimento e Gestão.

Fonte: MAPA

 

24-08-2017

 

Brasil aprova taxa de 20% para importação de etanol; medida atinge EUA

SÃO PAULO/BRASÍLIA - A Câmara de Comércio Exterior (Camex) do Brasil aprovou nesta quarta-feira uma tarifa de 20 por cento na importação de etanol para volumes que excederem 600 milhões de litros ao ano, uma medida que atinge o produto dos Estados Unidos, que vinha inundando o mercado brasileiro.

O Ministério da Agricultura informou que a tarifa será válida por um período de 24 meses, ao final do qual será avaliada. O Brasil não taxava a importação do biocombustível.

A medida foi vista como "alívio" pela indústria de cana, que alega que as importações, especialmente para o Norte/Nordeste, estão entre os fatores de pressão nos preços do etanol.

"Apoiamos a proposta do MAPA (Ministério da Agricultura) aprovada hoje, o que vai dar ao setor um alívio no curto prazo", disse o diretor-executivo da União da Indústria de Cana-de-açúcar (Unica), Eduardo Leão, em entrevista à Reuters.

"Há excedentes estruturais de etanol nos EUA, devido ao fechamento de mercado de outros destinos tradicionais dos EUA, como China e Europa, e o Brasil vinha sendo o principal país a receber esses excedentes", acrescentou ele.

O executivo da Unica lembrou que somente nos primeiros seis meses deste ano o país importou quase o dobro de 2016, que já foi um ano com volumes bem acima dos anos anteriores.

De acordo com dados do governo brasileiro, as importações subiram 330 por cento primeiro semestre na comparação anual, superando 1 bilhão de litros.

A medida será válida a partir de sua publicação no Diário Oficial da União, segundo a assessoria de imprensa do ministério.

A decisão da Camex "corrige uma distorção que estava colocando em risco o abastecimento ao tirar a competitividade da produção nacional", disse o presidente do Fórum Nacional Sucroenergético, André Rocha.

"Enquanto a ANP (reguladora) não regulamenta a Resolução 11 do CNPE que daria tratamento isonômico entre o etanol importado e o nacional, a Camex reconhece essa distorção...", destacou ele à Reuters.

TENSÃO

A tarifa foi aprovada em um ano em que a indústria brasileira sofreu com a concorrência do etanol dos EUA, mas também marcado por certa tensão comercial, após os norte-americanos barrarem em junho as exportações de carne bovina in natura do Brasil.

A medida desta quarta-feira provocou reações no mercado norte-americano, que lida com um excedente do biocombustível.

"Estamos decepcionados... ao ver a decisão do Brasil hoje de impor uma tarifa sobre o etanol dos EUA. Dado o tremendo volume de informação que fornecemos ao Brasil... parece que a política prevaleceu hoje e os consumidores brasileiros perderam", afirmaram em nota conjunta as associações de produtores de combustíveis renováveis dos EUA e dos produtores de grãos norte-americanos.

"A imposição de tarifas sobre as importações de etanol nos Estados Unidos prejudicará os consumidores brasileiros aumentando seus custos na bomba", acrescentou o comunicado.

No lado do mercado dos EUA, isso também terá efeito negativo, segundo uma fonte do setor.

"Isso é baixista (para os preços nos EUA). Coloca limites a importações pelo Brasil", afirmou um operador do produto dos EUA. "Estamos produzindo excedentes, sem a China, sem a Europa e agora limites para o Brasil", afirmou ele, na condição de anonimato.

O ministro da Agricultura, Blairo Maggi confirmou a aprovação da taxa em mensagem no Twitter, após duas fontes com conhecimento da situação dizerem à Reuters que a tarifa havia sido aprovada.

Fonte: Reuters

 

23-08-2017

 

BRASIL E PARAGUAI BUSCAM IMPULSIONAR INTEGRAÇÃO PRODUTIVA E AUMENTAR CORRENTE DE COMÉRCIO

Presidente do Paraguai, Horácio Cartes, foi recebido no Palácio do Planalto pelo presidente Michel Temer e pelo ministro Marcos Pereira

O ministro da Indústria, Comércio Exterior e Serviços, Marcos Pereira, participou nesta segunda-feira, no Palácio do Planalto, de cerimônia Oficial de Chegada do Presidente do Paraguai, Horácio Cartes, ao Brasil. Cartes foi recebido pelo Presidente da República, Michel Temer, ao lado de vários ministros de Estado. Logo após a recepção, foi realizada uma reunião bilateral ampliada, da qual o ministro Marcos Pereira também participou.

Dentre as várias demandas comerciais, o Brasil busca firmar com o Paraguai um acordo automotivo a fim de impulsionar a integração produtiva e aumentar a corrente de comércio entre os dois países. No próximo dia 15 de setembro, o ministro Marcos Pereira deve se reunir com o Ministro da Indústria e Comércio do Paraguai, Gustavo Leite, durante a reunião de ministros de Comércio do Mercosul, em São Paulo.

Intercâmbio comercial

De janeiro a julho de 2017, as exportações brasileiras ao Paraguai cresceram 26,6% em relação ao mesmo período do ano anterior, alcançando US$ 1,4 bilhões. Já as importações brasileiras provenientes do Paraguai cresceram 5,71% em relação ao mesmo período do ano anterior, totalizando US$ 688 milhões.

Dessa forma, a balança comercial com o Paraguai resultou em superávit de US$ 759 milhões para o Brasil nos primeiros sete meses de 2017. No mesmo período do ano anterior, houve superávit de US$ 492 milhões. A corrente de comércio entre os dois países foi de US$ 2,137 bilhão entre janeiro e julho de 2017, aumento de 21,2% em relação ao mesmo período do ano anterior, quando somou US$ 1,795 bilhão. O país foi o 23º com maior fluxo de comércio com o Brasil neste ano.

A pauta de exportações para o Paraguai é bastante desconcentrada. Os principais produtos exportados pelo Brasil ao Paraguai no ano corrente foram adubos (5,2%); máquinas agrícolas (3,8%); calçados (3,5%); veículos de carga (2,9%); automóveis de passageiros (2,6%); e cerveja de malte (2,6%).

Já as importações brasileiras do Paraguai concentraram-se em: jogos de fios para veículos (15,4%); soja (11,85%); arroz parboilizado (9%); carnes de bovinos (8%); trigos (8%); milho (7,6%); cobertores e mantas (4,5%); arroz não parboilizado (3,7%).

2016

Em 2016, as exportações brasileiras para o Paraguai diminuíram 10,2% em relação ao ano anterior, passando de US$ 2,4 bilhões para US$ 2,2 bilhões. As importações brasileiras do Paraguai cresceram 38,3% em relação ao ano anterior, passando de US$ 884 milhões para US$ 1,2 bilhões.

Diante desses números, a balança comercial com o Paraguai resultou em superávit de US$ 998 milhões em 2016. No ano anterior, houve superávit de US$ 1,58 bilhão. Por sua vez, a corrente de comércio entre os dois países foi de US$ 3,4 bilhões em 2016, aumento de 2,6% em relação ao ano anterior, quando a corrente de comércio somou US$ 3,35 bilhões.

Os principais produtos brasileiros exportados para o Paraguai em 2016 foram: adubos ou fertilizantes contendo nitrogênio, fosforo e potássio (6%); cerveja de malte (2,8%); maquinas e aparelhos p/uso agrícola (exceto trator) (2,8%); fumo em folhas e desperdícios (2,5%); inseticidas, formicidas, herbicidas e produtos semelhantes (2,5%); polímeros de etileno, propileno e estireno (2,2%); calçados (2,1%); preparações utilizadas na alimentação de animais (1,8%); pisos e revestimentos cerâmicos (1,6%); automóveis de passageiros (1,6%).

As importações concentraram-se em milho (18,7%); trigo (14,5%); carne de bovino (10,9%); arroz (10,4%); Fios para uso automotivo (10%); soja (9,6%).

Fonte: Assessoria de Comunicação Social do MDIC

 

CAMEX ZERA ALÍQUOTAS PARA IMPORTAÇÃO DE 322 MÁQUINAS E EQUIPAMENTOS SEM PRODUÇÃO NO BRASIL

Medida visa incentivar investimentos produtivos de mais de US$ 3,1 bilhões em diversas regiões do país

Foram publicadas nesta terça-feira (22/8) duas novas Resoluções Camex com a lista de 322 máquinas e equipamentos industriais com redução temporária de Imposto de Importação. As tarifas originais de até 16% e 14% foram reduzidas a 0% até 30/06/2019. A Resolução Camex n°69/2017 traz a relação de 316 ex-tarifários para bens de capital – sendo 237 novos e 79 renovações – e a Resolução Camex n°70/2017 tem seis novos ex-tarifários para bens de informática e telecomunicações. As empresas que solicitaram à Camex o benefício fiscal informaram que pretendem realizar investimentos no valor de US$ 3,169 bilhões, principalmente nas regiões Sudeste e Nordeste do Brasil. Somente em importação de equipamentos serão gastos mais de US$ 453 milhões.

“Precisamos implementar medidas que incentivem a retomada da atividade econômica e reduzir o custo do investimento produtivo é uma das nossas prioridades”, diz o ministro da Indústria, Comércio Exterior e Serviços, Marcos Pereira. Com a diminuição de 2% para 0% na alíquota do ex-tarifário, defendida por Marcos Pereira e aprovada pela Camex, as empresas beneficiadas pelos 322 ex-tarifários que entraram hoje em vigor terão redução do custo do investimento de cerca de R$ 28 milhões. Os principais setores onde serão feitos os novos investimentos serão os de energia (67,95 %), bebidas (11,85%) bens de capital (6,10 %), alimentício (4,47%), e autopeças (2,54%).

Entre os projetos que terão custos reduzidos com a medida da Camex estão a construção de uma usina termelétrica para fornecimento às distribuidoras integradas ao Sistema Interligado Nacional (SIN); a produção de geradores de energia eólica; a construção de novo centro de pesquisa, desenvolvimento e aprimoramento de bebidas; a instalação de uma nova linha de produção em uma fábrica de chocolates; e a construção de uma nova fábrica de lentes, faróis e lanternas automotivas.

Na semana passada, a Camex publicou a medida que zera o Imposto de Importação – pelo regime de ex-tarifário – para máquinas e equipamentos industriais sem produção no Brasil. A proposta apresentada pelo ministro Marcos Pereira na última reunião da Câmara de Comércio Exterior (Camex) e aprovada por unanimidade pelo Conselho de Ministros, passou a valer a partir da última quinta-feira. Assim, 4.903 ex-tarifários que estavam vigentes com alíquotas de 2% (aprovadas em 2016 e 2017), foram ajustados para 0% – sem efeitos retroativos – visando à isonomia de tratamento com os novos ex-tarifários que forem aprovados. Deste total, 4.552 referem-se à bens de capital e 351 são bens de informática e telecomunicações. Serão beneficiadas importações de equipamentos para indústrias dos setores médico-hospitalar, autopeças, alimentício, eletroeletrônico e de embalagem, entre outros.

Fonte: Assessoria de Comunicação Social do MDIC

 

INDÚSTRIA QUER ACORDO PARA EVITAR DUPLA TRIBUTAÇÃO COM O PARAGUAI

Brasil e Paraguai precisam negociar um acordo para evitar a dupla tributação a empresas brasileiras que operam no país vizinho, defende a Confederação Nacional da Indústria (CNI). As prioridades do setor industrial foram apresentadas nesta segunda-feira (21) ao presidente do Paraguai, Horacio Cartes, que foi recebido na sede da CNI por empresários, representantes setoriais e parlamentares.

O Brasil é o principal investidor no Paraguai em número de projetos, principalmente nos setores de alimentos, tabaco, construção civil, serviços financeiros, transporte, têxtil, tecnologia da informação e máquinas e equipamentos. O acordo teria impacto positivo nas operações de pagamentos de serviços e royalties. “Esta medida certamente vai contribuir para melhorar o ambiente de negócios e nosso fluxo comercial”, afirmou Sergio Longen, presidente da Federação das Indústrias do Estado do Mato Grosso do Sul (FIEMS), que conduziu o encontro. Atualmente, no âmbito do Mercosul, o Brasil só tem um tratado desta natureza com a Argentina.

ALTERNATIVA À CHINA – Horacio Cartes, por sua vez, reiterou a importância de fortalecer as relações de seu país com o Brasil e lembrou como a integração produtiva beneficia a economia do Mercosul. “O Paraguai é uma alternativa real e vantajosa para que o Brasil substitua as importações da China. Nosso custo é similar, com mais qualidade e a vantagem de estarmos muito mais próximos”, afirmou.

Atualmente, 120 empresas brasileiras operam no país vizinho, sendo 85 sob o regime de Maquila. A lei estabelece isenção de impostos para importação de bens de capital, imposto de renda e cobrança de imposto único de 1% sobre o faturamento. Para ser beneficiário do sistema, a empresa não pode encerrar a atividade no país de origem.

FACILITAÇÃO DE COMÉRCIO – Além do acordo tributário, a CNI também defendeu um acordo automotivo para reduzir ou zerar tarifas de importação, bem como a implementação, por parte do Paraguai, do Acordo de Facilitação de Comércio da Organização Mundial do Comércio (OMC). “O Mercosul é muito afetado por barreiras de burocracia aduaneira. A implementação reduzirá documentos e formalidades para o comércio bilateral”, defendeu Longen.

Fonte: Agência CNI de Notícias

 

Argentina diz que exportação de biodiesel será prejudicada após tarifa dos EUA

As exportações argentinas de biodiesel perderão competitividade no mercado norte-americano, disse o principal órgão da indústria do país sul-americano, depois de os Estados Unidos terem decidido na terça-feira impor taxas mais altas para as importações do produto, sob argumento de que estaria sendo subsidiado.

A tarifa sobre o biodiesel da Argentina, feito de soja, pode chegar a 64,17 por cento, de acordo com uma declaração do Departamento de Comércio dos EUA. Também devem ser impostas taxas de até 68,28 por cento às importações de biodiesel de óleo de palma da Indonésia.

"Qualquer tarifa maior que 15 por cento deixa o biodiesel argentino sem competitividade", disse uma fonte da indústria argentina de biocombustíveis.

A Argentina representa dois terços das importações de biodiesel dos EUA, que totalizaram 916 milhões de galões (3,5 bilhões de litros) em 2016, de acordo com dados do governo norte-americano. O consumo total de biodiesel nos EUA é de cerca de 2 bilhões de galões.

A decisão do Departamento de Comércio ocorre após o Conselho nacional de Biodiesel (NBB, na sigla em inglês) solicitar ao governo, em março, a imposição de taxas, alegando que as importações do produto argentino estavam abaixo do valor de mercado, prejudicando os produtores de biodiesel dos EUA.

A associação argentina de biodiesel Carbio, que representa produtores, incluindo Cargill [CARG.UL] e Louis Dreyfus [LOUDR.UL], negou a existência de subsídios nas exportações e classificou a decisão norte-americana de protecionismo.

Fonte: Reuters

 

22-08-2017

 

Balança comercial tem superávit de US$ 1,3 bilhão na 3ª semana de agosto

A balança comercial registrou um saldo positivo de US$ 1,332 bilhão na terceira semana de agosto. De acordo com o Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC), o valor decorreu da diferença entre as exportações de US$ 4,117 bilhões e as importações de US$ 2,785 bilhões.

No mês, as exportações somam US$ 11,050 bilhões e as importações, US$ 8,502 bilhões, com saldo positivo de US$ 2,548 bilhões. No ano, o saldo comercial já está positivo em US$ 45,058 bilhões.

O desempenho das exportações na terceira semana ficou 6,9% acima da média da segunda semana. O aumento da venda de produtos manufaturados (+16,1%), principalmente automóveis, aviões e óleos combustíveis; e de produtos básicos (+4,1%), em especial petróleo em bruto, farelo de soja, café em grãos e bovinos vivos, foram os principais influenciadores.

Ao mesmo tempo, houve retração de 12,3% nas importações, em função de gastos reduzidos com adubos e fertilizantes, equipamentos eletroeletrônicos, siderúrgicos, químicos orgânicos e inorgânicos, equipamentos mecânicos, plásticos e obras.

Fonte: Portal Brasil

 

Brasil acredita em acordo com UE até o final do ano, mas negociação sobre acesso a mercados ainda não começou

BRASÍLIA - O governo brasileiro aposta em um acordo favorável nas negociações entre Mercosul e União Europeia até o final do ano, mas uma fonte envolvida nas negociações disse à Reuters que as tratativas sobre acesso a mercados --ponto central do acordo-- ainda nem começaram.

"Acredito que feche sim até o final do ano. A parte dos textos tem avançado, houve mudanças no espírito europeu. Eles querem fazer agora", disse a fonte. "Falta agora a Europa colocar toda a parte de agricultura na mesa."

Dois pontos da oferta não foram apresentados pelos europeus e são centrais para o Mercosul: etanol e carne. Segundo a fonte, isso só deve acontecer depois das eleições na Alemanha, no final de setembro.

"Sem toda a oferta na mesa não podemos nem começar a discutir acesso a mercados", disse a fonte. "Eu perco a margem de negociação depois."

O acesso a mercado envolve tanto agricultura quanto indústria. Os europeus sempre tiveram mais dificuldade com o setor agrícola, com muitas políticas protecionistas regionais. Já o Mercosul tem mais dificuldade com o mercado de manufaturados, onde os europeus podem ser mais competitivos.

Apesar da dificuldade europeia em apresentar todas as suas cartas, o clima é outro para a negociação, explica o diplomata, especialmente desde a eleição de Donald Trump nos Estados Unidos.

No Mercosul, a mudança de governo na Argentina colaborou para colocar os quatro países na mesma linha. Até o final do governo de Cristina Kirchner, o país era que mais colocava dificuldades em acertar uma proposta única e razoável para abrir as negociações.

Do outro lado do Atlântico, as mudanças no comando da UE apontavam para dificuldades nas negociações com a saída de José Manuel Durão Barroso, um defensor ardoroso do acordo, da presidência da Comissão Europeia. No entanto, a eleição de Trump, com sua visão protecionista, terminou por dar um empurrão para as negociações.

O presidente dos EUA deixou a o acordo com os países asiáticos e abandonou as tratativas para um acordo com a União Europeia.

"Governo Trump deu sinais de um enfoque protecionista e nacionalista. Para a Europa pareceu importante dar um sinal contrário, de que apesar disso há regiões comprometidas com a visão de abertura de mercado", disse a fonte.

Fonte: Reuters

 

Exportação de milho do Brasil dispara em agosto; soja já tem novo recorde anual

SÃO PAULO - As exportações de milho do Brasil no acumulado de agosto somaram 3,3 milhões de toneladas, com os embarques diários mais que dobrando ante a média do mesmo mês do ano passado, enquanto as vendas externas de soja do país no acumulado de 2017 até o momento já marcam um novo recorde anual, de acordo com dados divulgados nesta segunda-feira pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex).

Os embarques de milho nas três primeiras semanas de agosto, em ano em que o país colhe uma safra recorde, já são os maiores volumes mensais registrados pelo Brasil desde fevereiro de 2016, quando atingiram 5,4 milhões de toneladas no mês completo.

O Brasil é o segundo exportador global de milho atrás dos Estados Unidos.WASDE16

Pela média diária, as exportações de milho atingiram 235,9 mil toneladas no acumulado do mês, ante 111,5 mil toneladas na média de agosto de 2016.

Os embarques de milho do país, que tradicionalmente ganham ritmo no segundo semestre, são importantes neste ano para ajudar a reduzir o excedente interno de uma safra de mais de 97 milhões de toneladas.

Já a exportação de soja do Brasil, que também colheu um recorde da oleaginosa, atingiu de janeiro até a terceira semana de agosto cerca de 54,6 milhões de toneladas, superando as 54,3 milhões de toneladas do recorde anual anterior, registrado em 2015.

O Brasil, maior exportador global de soja, embarcou no acumulado de agosto mais de 3,6 milhões de toneladas, segundo a Secex.

Ainda que estejam em um ritmo menor ante os meses anteriores, as exportações de soja devem registrar alguns volumes adicionais nos próximos meses, uma vez que o setor estima um recorde de 64 milhões de toneladas para 2017.

As exportações maiores também ocorrem após a colheita de uma safra recorde no país, de 114 milhões de toneladas em 2016/17, ante 95,4 milhões na temporada anterior, atingida pela seca.

Fonte: Reuters

 

Porto de Paranaguá movimenta 134,1 mil t de grãos em 24 horas, recorde histórico

O corredor de exportação do Porto de Paranaguá bateu na quarta-feira, 16, o recorde de embarque de grãos em um período de 24 horas, segundo nota divulgada na segunda-feira, 21, pela Administração dos Portos de Paranaguá e Antonina (Appa). Naquele dia foram embarcadas 134,1 mil toneladas de milho e farelo de soja nos três berços do corredor. O recorde anterior, de 112,9 mil toneladas de grãos, tinha sido registrado em agosto de 2014.

O navio "Star Nina", procedente da Índia com destino à Holanda, estava atracado no berço 212 e carregou em 24 horas 40,4 mil toneladas de farelo de soja. No berço 213, o navio "Three Star", vindo da Índia com destino a Cingapura, carregou 44,8 mil toneladas de milho; e no berço 214, o navio "Ssi Excellent", que veio da África do Sul e tinha como destino o Japão, carregou 48,9 mil toneladas de milho.

O Porto de Paranaguá recebeu, desde 2011, R$ 624 milhões em investimentos que resultaram, de acordo com a Appa, em inúmeros recordes nos últimos anos. Além da expansão da movimentação de granéis sólidos, o porto registrou no primeiro semestre de 2017 os maiores volumes de movimentação de cargas gerais (veículos, equipamentos agrícolas, peças industriais) e granéis líquidos de sua história.

Fonte: Istoé

 

CE: exportação de frutas deve saltar 16% com nova rota

As exportações de frutas frescas do Ceará, por meio do Porto do Pecém, deverão crescer 16% neste ano, atingindo 10 mil contêineres. Em 2016, esse número fechou em 8,6 mil unidades. O aumento também será influenciado pela nova rota para a Europa, inaugurada na sexta-feira (18) pela empresa MSC durante evento realizado no terminal portuário.

O navio "MSC Margarita" tem como principal destino o porto de Antuérpia, na Bélgica, com chegada estimada em dez dias. A embarcação também passará pelos terminais de Roterdã/Holanda (12 dias), Hamburgo/Alemanha (14 dias), Bremerhaven/Alemanha (16 dias) e Le Havre/França (18 dias).

A rota vai operar de agosto deste ano até o mês de fevereiro de 2018, período que marca a safra de frutas no Estado. A carga segue para a Europa em contêineres refrigerados. O Ceará e o Rio Grande do Norte são os principais exportadores de melão, melancia e banana. Já as uvas e mangas vêm, principalmente, da Bahia.

A expectativa é que, no pico da operação, o "MSC Margarita" movimente em torno de 1,3 mil contêineres por semana. Atualmente, a região norte da Europa, que será contemplada com o novo serviço, já é atendida com uma linha da Maersk, enquanto a Hamburg Süd atende ao mercado norte-americano.

Volume

Os 10 mil contêineres de frutas frescas previstos para serem movimentados no Porto do Pecém neste ano equivalem a cerca de 220 mil toneladas. Isso porque cada unidade pesa 22 toneladas, de acordo com a diretora de desenvolvimento comercial da Cearáportos, Rebeca Oliveira.

"A inauguração dessa rota representa uma grande conquista para a Cearáportos, que administra o porto, além de ser uma ótima opção para alavancar os negócios dos empresários cearenses e nordestinos que exportam frutas", afirma.

Ela lembra que a MSC é parceira da Cearáportos há 15 anos, mas havia suspendido as operações há três. "Estamos muito felizes com o retorno da MSC, vendo esse grande navio atracado no porto, contribuindo com o desenvolvimento da economia do Ceará", acrescenta.

Segundo o gerente da filial da MSC em Fortaleza, Daniel Soares, a partir da nova rota, a empresa deverá ser responsável pela exportação de 20% do volume total de frutas frescas.

Para ele, a inauguração da rota é motivo de orgulho para a empresa e reforça o compromisso da MSC em contribuir com o crescimento do Brasil e, especialmente, do Ceará. "Essa nova escala proporciona aos nossos produtos mais credibilidade e aceitação, junto aos atuais e futuros mercados", destaca.

Movimentação total

Quanto à movimentação total prevista para o Porto do Pecém em 2017, Rebeca diz que são estimados 14 milhões de toneladas, o que representa um avanço de 25% em relação ao volume do ano passado, quando foram contabilizados 11,2 milhões de toneladas. Se alcançado, o resultado estimado para 2017 será o sexto recorde consecutivo na movimentação de cargas no terminal portuário cearense.

"Em 2018, queremos atingir 16 milhões de toneladas. Estamos trabalhando para isso", adianta.

Fiscalização

Sobre a suspensão do trabalho dos fiscais agropecuários em regime de plantão (sábados e domingos), problema que já foi noticiado pelo Diário do Nordeste e que poderia prejudicar as exportações de frutas no Ceará, a diretora de desenvolvimento comercial da Cearáportos informa que o impasse no Porto do Pecém foi, em parte, solucionado.

Conforme Rebeca Oliveira, depois de muito diálogo, o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) permitiu que os dois fiscais que atuam no Porto do Pecém trabalhem na liberação das cargas aos sábados, no período da manhã.

A suspensão do trabalho dos fiscais agropecuários em regime de plantão ocorreu em todo o Brasil e está ligada ao corte no Orçamento de 2017 do governo federal no valor de R$ 41,2 bilhões. O Mapa, cujo bloqueio das despesas alcançou 45,6% neste ano, foi uma das pastas mais atingidas. O valor para a Agricultura foi reduzido de R$ 2,21 bilhões para R$ 1,2 bilhão.

Fonte: Diário do Nordeste

 

21-08-2017

 

EXPORTAÇÕES DE VINHO CRESCEM 37% NO PRIMEIRO SEMESTRE

O ingresso de 10 novas vinícolas no projeto Wines of Brasil entre abril e agosto desse ano, ampliando o grupo para 40 empresas, deve ajudar a fortalecer o desempenho das exportações do setor. O primeiro semestre de 2017 registrou desempenho positivo de 37% em volume e 24% em valor nas vendas de vinhos e espumantes para o mercado externo, na comparação com o mesmo período do ano anterior. No total, foram exportados 1,14 milhão de litros, contabilizando US$ 2,74 milhões. Realizado em parceria entre o Instituto Brasileiro do Vinho (Ibravin) e a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil), o Wines of Brasil atua na promoção dos vinhos brasileiros no mercado internacional, e as empresas associadas ao projeto respondem por 90% das exportações da bebida.

“São números a serem comemorados, mesmo representando um percentual pequeno da produção nacional, pois mostram a maturidade do setor e, principalmente, a qualidade de nossos produtos. Estamos exportando para países bastante concorridos no mercado internacional, que recebem vinhos do mundo todo e estamos, aos poucos, ampliando nosso espaço”, observa o presidente do Ibravin, Dirceu Scottá.

Paraguai, Estados Unidos, Japão, China e Reino Unido lideram o ranking dos destinos dos rótulos verde-amarelos composto, no período, por 31 países.

Os espumantes foram o grande destaque no período. Apesar de representarem cerca de 18% do faturamento total das exportações, a categoria obteve um incremento de 84% no valor comercializado. Esse resultado se deve à venda de rótulos de categoria superior para alguns destinos como Estados Unidos, China e Japão.

O bom desempenho obtido nos últimos anos tem despertado o interesse de empresas pela exportação. Por isso, o ingresso das novas vinícolas no Wines of Brasil marca a edição 2017 do Programa Primeira Exportação (PPE), que oferece qualificação para atuação no mercado internacional. Serão realizados workshops sobre formação de preços, logística e tendências internacionais em produtos. “O foco do PPE é fornecer orientações antes das empresas irem para o Exterior, além de dar suporte às vinícolas no mercado internacional. E, como no mercado Externo precisamos atuar como bloco para marcar uma presença mais forte nos pontos de venda, o ingresso de novas empresas dará mais corpo ao Wines ”, explica o gerente de promoção do Ibravin, Diego Bertolini.

Os novos participantes são de três diferentes estados: Rio Grande do Sul, Paraná e São Paulo.

Para Samuel Santini, supervisor administrativo de uma vinícola de Caxias do Sul (RS), o que motivou a empresa a se associar ao projeto foi a troca de informações e a possibilidade de crescimento: “Estar no meio, buscar conhecimento para posicionar a vinícola no mercado internacional e crescer com foco e qualidade. No Wines, a gente tem contato com empresas que estão trabalhando fora do país e temos a possibilidade de buscar referências internacionais para desenvolver a empresa de forma geral”.

Principais destinos das exportações brasileira de vinhos e espumantes:

1º Paraguai
2º Estados Unidos
3º Japão
4º China
5º Reino Unido
6º Cuba
7º Chile
8º Angola
9º Uruguai
10º Bolívia
11º Suriname
12º Suíça
13º Bélgica
14º França
15º Alemanha

Confira as 40 vinícolas integrantes do Wines of Brasil

Aracuri Vinhos Finos – Vacaria (RS)*
Batalha Vinhas e Vinhos – Candiota (RS)*
Bueno Wines – São Paulo (SP)*
Casa Madeira – Bento Gonçalves (RS)
Casa Perini – Farroupilha (RS)
Casa Venturini Vinhos e Espumantes – Flores da Cunha (RS)*
Cave Geisse – Bento Gonçalves (RS)
Cooperativa Nova Aliança – Flores da Cunha (RS)
Cooperativa Vinícola Garibaldi – Garibaldi (RS)
Domno do Brasil – Garibaldi (RS)
Don Giovanni – Bento Gonçalves (RS)
Don Guerino Vinhos e Espumantes – Alto Feliz (RS)
Dunamis Vinhos e Vinhedos – Dom Pedrito (RS)*
Famiglia Valduga – Bento Gonçalves (RS)
Família Fardo Vinícola – Quatro Barras (PR)*
Fante Vinhos, Sucos e Destilados – Flores da Cunha (RS)
Laurentia Vinhedos do Brasil – Porto Alegre (RS)
Lidio Carraro Vinícola Boutique – Bento Gonçalves (RS)
Maison Forestier – Bento Gonçalves (RS)
Miolo Wine Group – Bento Gonçalves (RS)
Monte Paschoal – Farroupilha (RS)
Pizzato Vinhas e Vinhos – Bento Gonçalves (RS)
Sanjo – Cooperativa Agrícola de São Joaquim – São Joaquim (SC)
Viapiana Vinhos e Vinhedos – Flores da Cunha (RS)
Villa Francioni – São Joaquim (SC)
Vinhedos Capoani – Bento Gonçalves (RS)*
Vinhos Canção – Flores da Cunha (RS)
Vinhos Cristófoli – Bento Gonçalves (RS)*
Vinícola Arbugeri – Caxias do Sul (RS)
Vinícola Aurora – Bento Gonçalves (RS)
Vinícola Campestre – Vacaria (RS)
Vinícola Campos de Cima – Itaqui (RS)
Vinícola Don Affonso – Caxias do Sul (RS)
Vinícola Góes – São Roque (SP)
Vinícola Hermann – Blumenau (SC)
Vinícola Mioranza – Flores da Cunha (RS)
Vinícola Peterlongo – Garibaldi (RS)
Vinícola Salton – Bento Gonçalves (RS)
Vinícola Santa Augusta – Videira (SC)
Vinícola Santini – Caxias do Sul (RS)*
* Novos integrantes do Wines of Brasil

Fonte: ExportNews

 

AVANÇAM ACORDOS DO BRASIL COM MÉXICO E ARGENTINA

Acordo com México é prioritário e pode avançar depois de meses em compasso de espera, com efeito sobretudo para o setor automotivo

Brasil e México retomaram, este ano, as negociações paralisadas no ano passado. O objetivo é ampliar a lista de produtos isentos de tarifas no comércio entre os dois países e facilitar e dinamizar o intercâmbio de mercadorias, principalmente do setor automotivo. Estudos da CNI indicam que, com um acordo, as vendas industriais brasileiras para o México poderiam aumentar em 40%. Parcerias dessa natureza ajudam o Brasil em sua recuperação econômica e, para o México, podem reduzir a dependência dos Estados Unidos.

Para a gerente-executiva de Negócios Internacionais da CNI, Soraya Rosar, o cenário é favorável ao Brasil. “O presidente Donald Trump anunciou que vai rever o Acordo de Livre Comércio da América do Norte (Nafta), levando o México a buscar alternativas. Uma ótima oportunidade para o Brasil”, avalia.

Jà as negociações União Europeia- -Mercosul se arrastam há 20 anos. Houve um avanço recente, com uma reunião entre negociadores dos dois blocos em Buenos Aires (Argentina), em maio.

A expectativa dos países que integram o Mercosul é que haja um entendimento sobre isso ainda em 2017, ao menos no que diz respeito ao marco político do eventual tratado. “O Mercosul tem pressionado para que o acordo politico ocorra até o final do ano. O prazo final é outubro”, enfatiza Soraya.

Quanto ao acordo Brasil-Argentina, empresários da CNI e da União Industrial Argentina (UIA) decidiram criar o Conselho Empresarial Brasil-Argentina(Cembrar) no segundo semestre de 2016. O objetivo é identificar oportunidades de negócios e políticas comuns que os governos possam adotar, para fomentar a cooperação, tanto no setor público quanto no privado. Nos cinco primeiros meses de 2017, as vendas para a Argentina cresceram 26,7% em relação ao mesmo período do ano passado.

Em junho, foi realizada a primeira reunião da seção brasileira do Cembrar, que conta com a participação de 58 empresas e associações setoriais, num esforço de melhorar o ambiente de negócios entre as duas maiores economias do Mercosul.

“O Cembrar vai atuar na busca da redução de barreiras. Alguns setores, como têxtil, químico, alumínio, proteína animal e produtos alimentícios já reportaram barreiras que incluem regulamentos técnicos, questões sanitárias e rotulagem”, destaca a gerente de Política Comercial da CNI, Constanza Negri.

Fonte: Revista da Indústria Brasileira

 

China lança investigação sobre importação de carne de frango do Brasil

PEQUIM - A China lançou nesta sexta-feira uma investigação antidumping sobre as importações de carne de frango do Brasil após reclamação da indústria doméstica de que o país está vendendo seu produto abaixo do valor de mercado.

O Brasil respondeu por mais de 50 por cento da oferta de produtos de carne de frango para a China, segundo maior consumidor do mundo, entre 2013 e 2016, de acordo com uma análise preliminar, informou o Departamento do Comércio em comunicado.

Qualquer medida para penalizar as importações avaliadas em mais de 1 bilhão de dólares por ano seria um grande golpe para a indústria brasileira de proteínas, após o escândalo sobre as exportações de carne bovina.

O Brasil substituiu os Estados Unidos como maior fornecedor de frango depois que a China adotou tarifas antidumping sobre os produtos de frango dos EUA em 2010.

Fonte: Reuters

 

Brasil será diplomático ao lidar com investigação chinesa a vendas de frango

BRASÍLIA - O Brasil será diplomático ao se manifestar sobre uma investigação antidumping lançada pela China contra a carne de frango brasileira, antes de uma visita neste mês do presidente Michel Temer ao país asiático, afirmou à Reuters uma fonte do Ministério de Relações Exteriores.

A avaliação no Itamaraty é que investigações antidumping fazem parte do jogo comercial e a hora é de acompanhar e negociar.

Do outro lado, o Brasil tem várias ações antidumping contra produtos chineses. O país asiático costumar reagir com tranquilidade a essas ações, raramente emitindo uma manifestação oficial. A cautela, disse a fonte, também é uma questão de reciprocidade diplomática.

O Itamaraty afirmou que o governo tomou conhecimento da abertura da investigação, e disse que "vai apoiar os exportadores brasileiros no processo antidumping e buscar assegurar que as normas da OMC (Organização Mundial de Comércio) sejam seguidas estritamente".

O Brasil, maior exportador global de carne de frango, respondeu por mais de 50 por cento da oferta de produtos de frango para a China, segundo consumidor global, entre 2013 e 2016, de acordo com uma análise preliminar, informou o Departamento do Comércio chinês em comunicado. No primeiro semestre deste ano, segundo dados do Itamaraty, 83 por cento das importações chinesas de frango saíram do Brasil.

Qualquer medida para penalizar as vendas brasileiras à China, avaliadas em mais de 1 bilhão de dólares por ano, seria um grande golpe para a indústria brasileira de proteínas, abalada mais cedo neste ano pelas revelações da operação Carne Fraca, que apontou um esquema de propina envolvendo fiscais sanitários e indústrias.

Na semana que vem, negociadores brasileiros e chineses se encontrarão na reunião periódica da subcomissão econômica e comercial entre os dois países e o assunto será certamente tratado.

A fonte afirmou ainda que o governo brasileiro havia sido avisado pela China em 10 de agosto que o país poderia abrir uma investigação antidumping.

O tema vinha sendo aventado há meses, e não foi exatamente uma surpresa. Na quinta-feira, o governo chinês enviou à embaixada brasileira em Pequim a nota sobre a ação antes de publicá-la.

Uma reação mais dura do governo só é esperada se os chineses levarem adiante a intenção de criar salva-guardas contra o frango brasileiro. Nesse caso, a questão pode ser levada para discussão na OMC.

Fonte: Reuters

 

Peak Season exige planejamento extra para importação de cargas da Ásia

Com a intensificação das importações da Ásia para o Brasil e a saída de serviços marítimos que atendem a rota, as empresas precisam elaborar um planejamento sólido e antecipar as compras, evitando perdas e complicações com relação ao recebimento das mercadorias. De acordo com Maiara Cordova, coordenadora de produto de importação marítima da Allog International Transport, ainda que o País esteja passando por um período de ajustes na economia, não há estimativas de mudanças no cenário no que diz respeito ao chamado “peak season” - período em que aumentam os volumes de importação da Ásia para o Brasil - que neste ano começou em abril, mas tradicionalmente se estende de maio a setembro, de acordo com dados da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq).  

Em 2016, o volume importado de janeiro a abril, segundo a Antaq, teve média mensal de 2,3 milhões de toneladas. Já no período de peak season, a média mensal foi de 2,6 milhões de toneladas, chegando ao pico de 2,8 milhões de toneladas, uma alta de 22,5% em relação à média mensal dos quatro primeiros meses do ano. “Sabe-se que em anos economicamente aquecidos é possível registrar um fluxo alto de importações até a primeira quinzena de outubro, último período para embarque das cargas destinadas ao Natal”, reforça Maiara. A coordenadora explica que, com o aumento do volume de importações, as companhias marítimas passam a restringir o espaço nos navios e determinar o tipo de carga para ter a bordo.

O alvo do momento, segundo ela, são cargas leves e contêineres de 40'DRY (carga geral), 40'HC (maior que o contêiner dry) e de 40'Reefer (cargas frigorificadas) ou NOR ("Non Operating Reefer). Além disso, como a relação entre carga e espaço continua desequilibrada, com mais carga do que espaço, os armadores falam em overbooking médio de 20% por semana nas linhas que atendem a região asiática. 

Produtos

A lista de produtos importados da Ásia continua bastante diversificada, com destaque para o mercado têxtil, químicos, artigos domésticos, eletrônicos e pneus. A previsão é que, a partir deste mês de agosto, ocorra um aumento na demanda de brinquedos, artigos de R$ 1,99 e decoração para atender o Natal.

Maiara explica que, para evitar prejuízos nesta época do ano, o importador deve atuar de maneira estratégica, focando na data de chegada e analisando a necessidade do cliente final. “Assim é possível programar os embarques com mais antecedência e evitar prejuízos”, completa.

Fonte: Portos e Navios

 

18-08-2017

 

NORMA PERMITE LICENCIAMENTO DE IMPORTAÇÃO APÓS EMBARQUE DA MERCADORIA AO BRASIL

O Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC) publicou na quinta-feira (17), no Diário Oficial da União, a Portaria Secex nº 31, de 16 de agosto de 2017, que permite o embarque de mercadorias sujeitas a licenciamento não-automático na importação, antes da concessão da licença pelo órgão anuente, desde que autorizada tal situação na legislação específica de cada órgão. A medida está em linha com os esforços do governo para facilitar e desburocratizar as operações de comércio exterior, sem prejuízo do controle exercido pelos órgãos competentes para verificar a devida conformidade e segurança das operações.

O ministro da Indústria, Comércio Exterior e Serviços, Marcos Pereira, afirma que a nova regra trará importante ganho logístico nas operações de importação, além de garantir maior previsibilidade às transações comerciais.

“A análise e a concessão da licença pelos órgãos de governo poderão ocorrer durante o transporte da mercadoria para o Brasil, o que traz ganho de tempo para o importador, já que a licença será processada enquanto a caga se desloca da origem para o Brasil.” explicou o ministro.

Marcos Pereira afirmou ainda que a edição da norma “foi uma ação coordenada de interesse do setor privado e bem aceita pelos órgãos anuentes” e que a medida também deve gerar benefícios a setores da indústria que importam insumos necessários para seu processo produtivo.

A edição desta Portaria é resultado de demanda do setor privado apresentada ao Comitê Nacional de Facilitação de Comércio (Confac), co-presidido pela Secretaria de Comércio Exterior (MDIC) e pela Secretaria da Receita Federal (Ministério da Fazenda). Antes da publicação da mencionada portaria, o embarque prévio à concessão de licenças só era possível para mercadorias com anuência do Ministério da Agricultura, da Anvisa ou da Agência Nacional de Petróleo (ANP).

Para os órgãos anuentes que queiram se valer da alteração, a medida entra em vigor a partir de publicação de normas específicas por cada um deles. Além disso, passa a ser permitido o embarque no exterior de produtos sujeitos a cotas tarifárias estabelecidas pela Câmara de Comércio Exterior (Camex), antes da concessão da anuência pelo Departamento de Operações de Comércio Exterior da Secretaria de Comércio Exterior.

Inmetro

O Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro) publicará, em breve, a alteração da Portaria Inmetro nº 18, de 2016, para permitir a concessão de licenças de importação de sua competência após o embarque das mercadorias.

Drawback

Outra novidade prevista na Portaria é a possibilidade de concessão do regime de drawback às exportações que sejam efetuadas em moedas que possuam taxa de conversão diária para o dólar, conforme disponível no sistema do Banco Central do Brasil. Deste modo, as empresas que efetuam seus Registros de Exportação (RE) em renminbi (moeda chinesa) ou peso mexicano, por exemplo, vão evitar perdas cambiais, o que contribui para a redução dos custos da operação e favorece o aumento da corrente de comércio.

Fonte: Assessoria de Comunicação Social do MDIC

 

AMEX ZERA IMPOSTO DE IMPORTAÇÃO PARA 4.903 MÁQUINAS E EQUIPAMENTOS INDUSTRIAIS SEM PRODUÇÃO NO BRASIL

Decisão defendida pelo ministro Marcos Pereira tem objetivo de incentivar investimentos e gerar novos empregos. Segundo o ministro, nos próximos dias serão publicados novos ex-tarifários, a 0%, que devem estimular investimentos de US$ 3,1 bilhões

Entrou hoje em vigor a decisão da Câmara de Comércio Exterior (Camex) que zera o Imposto de Importação – pelo regime de ex-tarifário – para máquinas e equipamentos industriais sem produção no Brasil. A proposta apresentada pelo ministro Marcos Pereira na última reunião da Câmara de Comércio Exterior (Camex) e aprovada por unanimidade pelo Conselho de Ministros, passa a valer a partir desta quinta-feira, com a publicação da Resolução Camex n°64/2017 no Diário Oficial da União.

Assim, 4.903 ex-tarifários vigentes, que estavam com alíquotas de 2% (aprovadas em 2016 e 2017), serão ajustados para 0% – sem efeitos retroativos – visando à isonomia de tratamento com os novos ex-tarifários que forem aprovados. Deste total, 4.552 referem-se à bens de capital e 351 são bens de informática e telecomunicações. Serão beneficiadas importações de equipamentos para indústrias dos setores médico-hospitalar, autopeças, alimentício, eletroeletrônico e de embalagem, entre outros. A Camex informa que a nova regra vale apenas para as máquinas e equipamentos que não tiverem sido internalizados. As novas listas de ex-tarifários já virão com a alíquota reduzida de 2% para 0%.

Para Marcos Pereira, “é de extrema importância reduzir o custo do investimento produtivo no Brasil para gerar mais empregos e estimular a retomada da economia”. Segundo o ministro, nos próximos dias serão publicados novos ex-tarifários, a 0%, que devem estimular investimentos de US$ 3,1 bilhões.

Fonte: Assessoria de Comunicação Social do MDI

 

Camex publica decisão que zera imposto de importação de lista de bens de capital e informática

SÃO PAULO - A Câmara de Comércio Exterior (Camex) zerou a alíquota do imposto de importação de uma série de bens de capital e de informática e telecomunicações, segundo decisão publicada nesta quinta-feira no Diário Oficial da União.

A medida altera as alíquotas vigentes em 30 resoluções da Camex publicadas entre janeiro do ano passado e 5 de julho deste ano e vale para produtos sem similares nacionais (ex-tarifários). Não foi possível de imediato determinar a quantidade de produtos atingidos.

O texto publicado nesta quinta-feira determina que o imposto zerado vai valer até as datas finais previstas em cada resolução.

A decisão da Camex foi aprovada pelo conselho de ministros do órgão no final de julho. O Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços disse na ocasião que a decisão de reduzir o imposto de 2 para zero, em um momento em que o governo enfrenta desequilíbrio fiscal, "promove a atração de investimentos, uma vez que desonera os aportes direcionados a empreendimentos produtivos".

Segundo a pasta, em 2016 a Camex aprovou 3.270 pedidos de ex-tarifários, que reduziram os custos para a aquisição no exterior de bens de capital e bens de informática e telecomunicações para investimentos produtivos no Brasil que, juntos, somam 11,7 bilhões de dólares.

Fonte: Reuters

 

Exportação de petróleo da Arábia Saudita cai levemente em junho

KHOBAR, Arábia Saudita - As exportações de petróleo da Arábia Saudita em junho caíram ligeiramente para 6,889 milhões de barris por dia (bpd), 35 mil bpd abaixo do nível de maio, mostraram dados oficiais.

O maior produtor da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) também produziu 10,070 milhões de bpd em junho, alta de 190 mil bpd ante maio, de acordo com o site da Iniciativa Conjunta de Dados de Organizações (Jodi, na sigla em inglês).

O reino também continuou a consumir petróleo de seus estoques, que caíram 2,253 milhões de barris, para 256,55 milhões de barris em junho. As reservas de petróleo sauditas atingiram o pico em outubro de 2015, em um recorde de 329,430 milhões de barris.

Riyadh está liderando um esforço da Opep e de outros produtores para reduzir a produção e drenar um excesso de oferta global.

Fonte: Reuters

 

Coreia do Sul retira suspensão a importações de aves e ovos dos EUA

CHICAGO - A Coreia do Sul retirou uma suspensão às importações de carne de aves e ovos dos Estados Unidos, disse o Departamento de Agricultura dos EUA (USDA, na sigla em inglês) na quinta-feira, removendo um obstáculo ao comércio decorrente de preocupações sobre a gripe aviária.

Em março, a Coreia do Sul limitou as importações de aves dos EUA após o país norte-americano detectar o primeiro caso de gripe aviária do ano em uma granja.

Fonte: Reuters

 

ESTADO DO RIO BATEU RECORDE DE VOLUME DE EXPORTAÇÕES NO PRIMEIRO SEMESTRE

No primeiro semestre de 2017, o estado do Rio aumentou em 56% suas vendas externas, registrando saldo comercial positivo, diante de US$ 11 bilhões em exportações e US$ 5,6 bilhões em importações. O superávit ocorreu pelo aumento de 138% na receita das vendas de produtos básicos, sobretudo por conta da indústria de petróleo, que atingiram maior valor desde 2012. Os dados são do Boletim Rio Exporta, produzido pelo Sistema FIRJAN.

Segundo Thiago Pacheco, assistente de Comércio Exterior da FIRJAN Internacional, esse resultado dos produtos básicos é reflexo da retomada do preço do barril de petróleo, aliado dos recentes recordes em barris exportados.

“Com relação às vendas de industrializados, apesar do recuo total de 12% devido à exportação de plataformas ter diminuído no 1º semestre deste ano, a maioria das indústrias teve incremento, levando aos avanços tanto em preço (44%) quanto em volume (8%) das exportações do Rio”, explicou Pacheco.

Assim, o estado do Rio bateu recorde de quantidade exportada. “Importantes setores seguiram essa tendência, como as indústrias de petróleo, veículos automotores, farmoquímicos, bebidas e móveis”, analisou o assistente.

Em termos de parceiros comerciais, o Rio aumentou suas vendas de petróleo para China (158%), EUA (126%) e Índia (123%). Em relação aos produtos exceto petróleo, as exportações cresceram para os países latino-americanos da Aladi, como Chile, Colômbia e para o Mercosul, sobretudo pelo avanço nas vendas do setor automotivo.

Desse modo, Pacheco sinaliza que a Aladi se tornou o maior bloco parceiro de exportações exceto petróleo no semestre, pois foi destino de US$ 1,1 bilhão das vendas externas fluminenses.

Fabrício Biondo, vice-presidente de Comunicação, Relações Externas e Digital do Grupo PSA América Latina, destaca o bom desempenho das exportações da companhia, que fechou o primeiro semestre com aumento de 59% na venda de veículos, em comparação ao mesmo período do ano passado. Ao mesmo tempo, a produção de automóveis aumentou em 20%, estimulada pelas vendas para o exterior.

“Se considerarmos os valores em dólares, houve um aumento de 75% neste mesmo período. A maior parte destas vendas tem como destino a América Latina, especialmente a Argentina, mas a diversificação está ocorrendo. No ano passado, algumas unidades já foram exportadas para a África”, complementou.

Pedro Gutemberg, diretor executivo de Operações da Companhia Siderúrgica Nacional (CSN), explica que, em função da retração do mercado interno, a empresa prospectou novos mercados: “Consequentemente, ampliamos a exportação de produtos siderúrgicos em 2016 e 2017. Embora seja um mercado extremamente competitivo, temos conseguido bons resultados graças à qualidade do nosso produto”.

Importações

As importações apresentaram recuo de 10% no comparativo semestral e atingiram o menor patamar registrado desde 2009. As indústrias que registraram maior recuo de importações foram as de Outros Equipamentos de Transporte (60%), Máquinas e Equipamentos (39%) e Produtos Químicos (16%). Contudo, as compras de combustíveis cresceram 78%.

Fonte: Portos e Navios

 

16-08-2017

 

Exportação de soja pela Ucrânia deve cair para 2,8 mi t em 17/18, diz consultoria

KIEV - As exportações de soja pela Ucrânia devem cair para 2,8 milhões de toneladas na próxima safra 2017/18, ante 2,9 milhões de toneladas no atual ciclo 2016/17, que se encerra neste mês, de acordo com a consultoria UkrAgroConsult.

A colheita 2017/18 da oleaginosa pode alcançar um total de 4,26 milhões de toneladas, comparada a uma de 4,34 milhões de toneladas em 2016/17, acrescentou a consultoria, em nota. Em abril, a UkrAgroConsult havia projetado a colheita de 2017/18 em 4,12 milhões de toneladas.

A consultoria disse ainda que as vendas da produção deste ano têm como destinos principais Turquia, Irã e Egito, com esses três países respondendo por 65 a 70 por cento das exportações ucranianas de soja.

Até agora na atual temporada, a Ucrânia já exportou 716 mil toneladas de soja para Turquia, 582 mil toneladas para o Irã e 562,50 mil toneladas para o Egito. A safra de soja no país vai de setembro a agosto

Fonte: Reuters

 

MARCOS PEREIRA AFIRMA QUE INVESTIMENTO DE MONTADORA NO BRASIL É SINAL DA RETOMADA DO CRESCIMENTO

Ministro participou de cerimônia da Volkswagen, em São Bernardo do Campo, em que foram anunciados aportes de R$ 2,6 bilhões. O município terá a primeira planta da marca fora da Alemanha

O ministro da Indústria, Comércio Exterior e Serviços, Marcos Pereira comemorou hoje o anúncio de investimentos de R$ 2,6 bilhões da Volkswagen na fábrica Anchieta, de São Bernardo do Campo (SP), e afirmou que o aporte é um sinal da retomada do crescimento da economia brasileira. “A cadeia automotiva no Brasil responde por 22% do PIB industrial. O setor é também um dos principais empregadores, com grande capacidade de dinamizar toda a economia”, afirmou.

Na cerimônia onde a montadora anunciou os investimentos, o ministro também falou sobre o Rota 2030, programa voltado para o desenvolvimento do setor automotivo que está sendo discutido sob coordenação do MDIC. Segundo Marcos Pereira, o programa será instituído nos próximos meses.

“O Rota 2030 é uma política focada na competitividade da indústria automotiva brasileira” disse. “O programa tem um horizonte de 15 anos, ou seja, prevê três ciclos de investimentos do setor, e busca alinhar o produto nacional, no que diz respeito a tecnologia, eficiência energética, segurança veicular e estrutura de custos, ao padrão dos grandes polos globais de produção e desenvolvimento automotivo”, explicou.

O aporte da Volkswagen na fábrica de São Bernardo do Campo integra o cronograma de investimentos de R$ 7 bilhões que a empresa fará no Brasil até 2020. Marcos Pereira destacou a importância econômica da marca para o Brasil, o primeiro país a receber uma fábrica da Volkswagen fora da Alemanha.

“A empresa investe firmemente na modernização da planta, em certificações, no desenvolvimento local de peças, na qualificação de pessoal. É com este pensamento, de incentivar uma indústria cada vez mais moderna, tecnológica e de padrões internacionais, que o MDIC coordena as discussões para o desenvolvimento do Rota 2030”, disse.

Comércio Internacional

Marcos Pereira também participou hoje, pela manhã, do lançamento da Comissão de Comércio Internacional da ICC no Brasil e disse que as exportações são fundamentais para que mais investimentos possam ser feitos no país. O ministro citou acordos comerciais recém celebrados com a Colômbia, com o Peru e com a Argentina e os avanços nas negociações do Mercosul com a União Europeia.

De acordo com ele, o MDIC está engajado em um processo amplo de abertura comercial, com a celebração de novos acordos comerciais e aprofundamento dos já existentes. “Costumo dizer que o setor externo deve ser parte fundamental de uma estratégia consistente de desenvolvimento econômico a médio e longo prazos. Os acordos não são o único instrumento para se buscar maior integração internacional. O Brasil também tem se empenhado em outras ações, como facilitação de comércio, melhoria da competitividade, e promoção comercial.

Promoção da Igualdade

À noite, o ministro Marcos Pereira assinará, na capital paulista, carta de adesão do MDIC ao Compromisso Empresarial da Promoção da Igualdade, que tem o objetivo de aumentar a presença de profissionais negros nas empresas brasileiras. O evento será na Faculdade Zumbi dos Palmares.

Fonte: Assessoria de Comunicação Social do MDIC

 

15-08-2017

 

BALANÇA COMERCIAL: SUPERÁVIT DE US$ 873 MILHÕES NA SEGUNDA SEMANA DE AGOSTO

No ano, as exportações totalizam US$ 133,408 bilhões e as importações, US$ 89,678 bilhões, com saldo positivo de US$ 43,730 bilhões

Na segunda semana de agosto, a balança comercial registrou superávit de US$ 873 milhões, resultado de exportações de US$ 3,913 bilhões e importações de US$ 3,040 bilhões. No mês, as exportações somam US$ 6,9 bilhões e as importações, US$ 5,7 bilhões, com saldo positivo de US$ 1,219 bilhão.

A média das exportações da segunda semana chegou a US$ 782,7 milhões, 3,6% acima da média da primeira semana, em razão do aumento nas exportações de produtos básicos e manufaturados. A alta foi puxada pela venda de soja em grãos, petróleo em bruto, fumo e carne bovina, entre outros. Também houve crescimento no mercado de automóveis de passageiros, tubos flexíveis de ferro e aço e veículos de carga. Por outro lado, houve pequena queda, de 6,4%, no comércio de produtos semimanufaturados, provocada pela celulose, açúcar em bruto e madeira em estilhas.

Nas importações, a semana teve retração de 9,1%, sobre igual período comparativo (média da 2ª semana sobre a média da 1ª semana), explicada, principalmente, pela diminuição nos gastos com farmacêuticos, combustíveis e lubrificantes, adubos e fertilizantes, instrumentos de ótica e precisão, equipamentos eletroeletrônicos.

Mês

Nas exportações, se comparadas as médias até a segunda semana de agosto deste ano, com a do o mesmo período de 2016, houve crescimento de 4,4%, em razão do aumento nas vendas de básicos e semimanufaturados. Nas importações, a média diária até segunda semana ficou 13,7% acima da média de agosto de 2016. Nesse comparativo, cresceram os gastos, principalmente, com adubos e fertilizantes, siderúrgicos, combustíveis e lubrificantes, entre outros. No ano, as exportações totalizam US$ 133,408 bilhões e as importações, US$ 89,678 bilhões, com saldo positivo de US$ 43,730 bilhões.

Fonte: Assessoria de Comunicação Social do MDIC

 

Exportação de soja do Brasil no ano já supera o total registrado em 2016

SÃO PAULO - As exportações de soja em 2017 pelo Brasil, maior exportador global da oleaginosa, já superam os embarques registrados em todo o ano passado, de acordo com dados parciais de agosto divulgados nesta segunda-feira pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex).

Até a segunda semana de agosto, o Brasil havia exportado 53,37 milhões de toneladas de soja, ante 51,58 milhões de toneladas de janeiro a dezembro de 2016, segundo dados da Secex e do Ministério da Agricultura.

Nas duas primeira semanas de agosto, conforme a Secex, as exportações somaram 2,424 milhões de toneladas de soja, o principal produto de exportação do país.

As exportações maiores ocorrem após a colheita de uma safra recorde no país, de 114 milhões de toneladas em 2016/17, ante 95,4 milhões na temporada anterior, atingida pela seca.

As exportações, pelos dados do governo, estão perto de superar o recorde histórico de 54,3 milhões de toneladas, registrado em 2015.

A Abiove, que representa a indústria de soja do Brasil, estima as exportações do produto em 64 milhões de toneladas.

Isso significa que um volume de cerca de 10 milhões de toneladas de soja ainda disputará espaço com o milho nos terminais de exportação nos próximos meses --essa questão é apontada por alguns analistas como um dos fatores para os embarques de cereal ainda não estarem mais acelerados.

As exportações de milho nas duas primeiras semanas de agosto somaram 1,77 milhão de toneladas, o que leva o total no acumulado do ano para 7,30 milhões de toneladas.

A Anec, que representa os exportadores de cereais, estima os embarques do cereal do país em 30 milhões de toneladas em 2017, o que representaria uma recuperação importante ante o ano passado, quando somaram 21,8 milhões de toneladas.

O Brasil é o segundo exportador global de milho, atrás dos Estados Unidos, segundo dados do Departamento de Agricultura dos EUA (USDA).

Fonte: Reuters

 

CAMEX ELABORA AGENDA REGULATÓRIA DE COMÉRCIO EXTERIOR

Agenda será instrumento periódico de planejamento e gestão da regulação e dará maior transparência e previsibilidade às regras aplicadas ao comércio exterior brasileiro

A Secretaria Executiva da Câmara de Comércio Exterior (Camex) anunciou a realização de uma consulta interna aos 27 órgãos reguladores do comércio exterior brasileiro para a elaboração da primeira Agenda Regulatória de Comércio Exterior do Brasil para 2018/2019. Nesta primeira etapa serão identificadas áreas em que são necessários novos regulamentos, reformas ou aperfeiçoamento da regulação do comércio de bens e serviços.

“Será um processo aberto e com ampla participação dos interessados. Esperamos lançar a consulta aos órgãos intervenientes nos próximos dias. Quando tivermos o primeiro resultado em mãos, será realizada uma segunda consulta, desta vez ao setor privado”, explicou a secretária-executiva da Camex, Marcela Carvalho.

O anúncio foi feito durante a terceira reunião do Grupo de Trabalho de Regulação da Camex, no Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC), nesta quinta-feira (10/8), que reuniu representantes de 16 agências reguladoras e dez ministérios. O GT Regulação foi criado em março deste ano, com o objetivo de ampliar a troca de experiências sobre boas práticas regulatórias entre os órgãos de governo e contribuir para o aperfeiçoamento da regulação de comércio exterior no Brasil.

Para Marcela Carvalho, a criação da agenda dará maior transparência, previsibilidade e eficiência do processo regulatório aplicado ao comércio exterior. “A Agenda Regulatória balizará a definição de prioridades para a política de comércio exterior e permitirá o acompanhamento das ações pelo setor privado pelos operadores de comércio e pela sociedade”, completou a secretária-executiva da Camex.

Segundo ela, a agenda terá um caráter recomendatório, tornando-se, dessa forma, um instrumento de consulta para os órgãos envolvidos, que poderão fundamentar suas políticas regulatórias relacionadas às questões que afetam as operações de comércio exterior. A proposta se baseia também nos resultados auferidos pelo estudo “Coerência e Convergência Regulatória no Comércio Exterior ‐ O Caso do Brasil Frente à União Europeia e Estados Unidos com Ênfase na Experiência do Reino Unido”, elaborado pela Fundação Getúlio Vargas (FGV), em parceria com a Camex e com recursos do Prosperity Fund do Reino Unido, apresentados oficialmente ao Governo brasileiro em março de 2017. A consulta aos órgãos intervenientes tem por base, ainda as recomendações de boas práticas regulatórias da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE)

Palestra

Durante a reunião do GT Regulação da Camex foi realizada também uma apresentação do estudo” A ponte para a cooperação: coerência regulatória”, elaborado pelos consultores Steven Bipes e Jeff Weiss, contratados pela Câmara de Comércio dos EUA (U.S Chamber) e pela George Washington University, sobre os benefícios da adoção de boas práticas regulatórias para a melhora dos fluxos comerciais.

Fonte: Assessoria de Comunicação Social do MDIC

 

BRASIL E IRÃ BUSCAM META DE US$ 5 BILHÕES NO COMÉRCIO BILATERAL

Governos dos dois países apresentam alternativas para a falta de financiamento privado às exportações. Bancos brasileiros têm receio de manter relacionamento com os iranianos e sofrer punições por sanções dos Estados Unidos

O Irã é um país estratégico por sua posição na Ásia Central. No Oriente Médio possui um mercado consumidor de 80 milhões de pessoas e sua economia está em crescimento. No ano passado, após a suspensão das sanções americanas, seu PIB cresceu 13% e esse potencial não passou despercebido pelo Brasil. Levantamento da Confederação Nacional da Indústria (CNI) mostra oportunidades em pelo menos 203 produtos de dez setores brasileiros. A dificuldade é como financiar as exportações, já que os bancos brasileiros não mantêm relacionamento financeiro com o Irã, por receio de sofrer punições dos Estados Unidos.

Em parceria com a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil) e apoio do Banco Central do Brasil e do Ministério das Relações Exteriores, nessa última quarta-feira (9) a CNI organizou o Seminário Relações Econômicas Brasil – Irã. O evento contou com a participação do presidente do Banco Central do Irã, Hossein Yaghoobi, e do embaixador do Irã no Brasil Seyed Ali Saghaeyan, além de autoridades e empresários brasileiros.

O embaixador do Brasil no Irã, Rodrigo Azeredo, explicou que o novo desafio é convencer os bancos brasileiros de que eles não estão sujeitos a punições, caso negociem com o Irã. No curto prazo, Azeredo lembrou que os bancos iranianos possuem uma grande rede de acordos de correspondentes bancários com instituições na Europa e na Ásia, que podem ser usados pelas instituições brasileiras.

Além disso, o Banco Central do Brasil e do Irã começaram a estudar a possibilidade de utilizar o sistema de pagamento em moedas locais, entre os bancos centrais. “É claro que esse sistema de pagamento em moedas locais ajuda, facilita, mas nunca substituirá as relações bancárias que são sempre importantes”, disse Azeredo. Existe ainda a possibilidade de se abrir uma linha de financiamento de longo prazo com o BNDES, que seria um arranjo financeiro entre os governos com as garantias negociadas, para projetos estruturantes.

CRESCIMENTO DO COMÉRCIO – “A reabertura do Irã para o mundo nos dá a possibilidade de caminhar para um patamar novo de comércio bilateral. Hoje em dia, o nosso comércio está na casa de US$ 2,3 bilhões. Mas ainda há muito a fazer, principalmente se temos presente a ambiciosa marca de US$ 5 bilhões que estabelecemos para o comércio bilateral”, explicou o subsecretário-geral de Cooperação Internacional, Promoção Comercial e Temas Culturais do Itamaraty, embaixador Santiago Mourão.

Segundo ele, para avançar no comércio bilateral o governo brasileiro e o governo iraniano estão empenhados em encontrar as alternativas e os caminhos para normalizar o relacionamento financeiro entre os dois países. “É preciso que o setor privado, que é quem opera em última instância, esteja do nosso lado. E também se envolva na montagem de arquitetura que permita esse fluxo”, ressaltou.

O presidente do Banco Central do Irã, Hossein Yaghoobi, afirmou que as sanções foram muito pesadas para o país. No entanto, eles têm trabalhado para fortalecer os instrumentos do sistema financeiro, o que tem sido reconhecido por outros BRICS, como China e Rússia. Neste momento, o Irã está voltado para uma estratégia de ampliação das relações comerciais e acredita que o Brasil pode ser sua ponte na América Latina.

“O comércio nunca para. Se não tiver o canal bancário, o pagamento vai passar por meios não confiáveis. É sobre isso que estamos falando: os bens do Brasil estão entrando no Irã com risco”, afirmou Yaghoobi.

OPORTUNIDADES – Para o diretor de Desenvolvimento Industrial da CNI, Carlos Abijaodi, existem oportunidades de comércio, investimentos, integração e de cooperação não exploradas em diversas áreas como energia, indústria de defesa, setor automotivo, químico, transporte e siderurgia, com altas tarifas. “Neste momento, defendemos que o Mercosul negocie um acordo comercial com o Irã”, afirmou Abijaodi. Já o especialista em Negociações Internacionais da CNI, Fabrízio Panzini, lembrou que “o Brasil enfrenta tarifas que variam entre e 4% a 40% e o acordo comercial é o principal caminho para reduzir esse custo”.

Entre outras oportunidades, o coordenador de Inteligência e Comércio da APEX-Brasil, Igor Celeste, afirmou que na próxima década o Irã deve renovar sua frota de aviões, com 400 a 500 novas aeronaves. “Além disso, há oportunidades no setor de beleza. Os iranianos aceitam bem produtos estrangeiros nesta área, e franquias. A Yogoberry, por exemplo, já está no mercado iraniano”, acrescentou.

Fonte: ExportNews

 

11-08-2017

 

Futuros do aço na China voltam a avançar e atingem maior nível em mais de 4 anos

MANILA - Os futuros do aço na China avançaram para uma máxima em quatro anos e meio nesta quinta-feira, com investidores se mantendo altistas em meio à perspectiva de corte de produção no maior fabricante mundial do produto.

A demanda permanece forte, encorajando as usinas a manter os preços em patamares elevados. Paralelamente, os futuros do minério de ferro também avançaram.

O contrato mais ativo do vergalhão de aço na Bolsa de Xangai SRBcv1 ganhou 0,9 por cento e encerrou em 3.964 iuanes (595 dólares) por tonelada.

O objetivo da China de cortar a produção de aço em até 50 por cento nas principais áreas produtoras, como a província de Hebei, durante o inverno tem contribuído para o rali dos preços nesta semana.

A intenção de Pequim é reduzir a poluição atmosférica.

O contrato mais ativo do minério de ferro na Bolsa de Dalian DCIOcv1 ganhou 0,9 por cento e terminou em 563,50 iuanes por tonelada.

Fonte: Reuters

 

Movimentação do setor portuário cresce 4,7% no primeiro semestre do ano

O setor portuário brasileiro movimentou 517,5 milhões de toneladas no primeiro semestre de 2017. Esse valor representa um aumento de 4,7% em relação ao mesmo período do ano passado. Desse número, os terminais de uso privado movimentaram 343,04 milhões de toneladas, um aumento de 7,89%; e os portos movimentaram 174,46 milhões de toneladas, um decréscimo de 1,04%. Os dados são da Gerência de Estatística e Avaliação de Desempenho da ANTAQ e foram divulgados no dia 10 de agosto, durante o Encontro Nacional de Comércio Exterior (Enaex), evento realizado no Rio de Janeiro.

Nos primeiros seis meses do ano, foram movimentados 332,9 milhões de toneladas de granéis sólidos: um aumento de 5,9% em comparação com o primeiro semestre de 2016. Em relação aos granéis líquidos, foram movimentados 109 milhões de toneladas, um incremento de 1,2%. Analisando a carga geral solta, o levantamento realizado pela Agência registrou um aumento significativo: 12,6%, com 27 milhões de toneladas movimentados no primeiro semestre do ano. A movimentação de contêiner também obteve crescimento: 0,7%, com 48,5 milhões de toneladas.

Em relação às principais mercadorias, destaque para o minério de ferro. Nos primeiros meses do ano, o setor portuário nacional movimentou 190,3 milhões de toneladas, 7,62% a mais do que o registrado no mesmo período de 2016. Outro produto relevante foi o petróleo (combustíveis), com 95 milhões de toneladas movimentados, um aumento de 2%. A movimentação de soja teve um crescimento expressivo (10,29%), com 56,3 milhões de toneladas no primeiro semestre.

“A movimentação portuária no primeiro semestre de 2017 cresceu principalmente em função do granel sólido. Minério de ferro e soja, duas commodities que juntas representaram 47,7% da movimentação nos primeiros seis meses, tiveram crescimentos relevantes, 7,6% e 10,3%, o que contribuiu para o resultado do país. O minério teve seu resultado impactado por um aumento no preço da commodity a partir da segunda metade do ano passado até o primeiro trimestre desse ano. Já o crescimento da soja é em razão de uma safra recorde, quase 20% maior que a do ano passado, explicada pelo comportamento do clima em praticamente todas as regiões do país”, explica o gerente de Estatística e Avaliação de Desempenho da ANTAQ, Fernando Serra.

O levantamento traz, ainda, os dados sobre exportação e importação. Foram exportados 313 milhões de toneladas, o que significou um aumento de 3,8%; e foram importados 69,9 milhões de toneladas, um incremento de 10,5%. Números também referentes aos primeiros seis meses do ano em comparação com igual período de 2016.

Navegação

O estudo mostra que a navegação de longo curso movimentou 382,8 milhões de toneladas no primeiro semestre de 2017, aumento de 4,91% na comparação com igual período de 2016. Já a navegação de cabotagem movimentou 105 milhões de toneladas, o que significou incremento de 1,94%. A navegação interior ficou com 27,7 milhões de toneladas, contabilizando uma melhora importante de 13,62%.

A ANTAQ informou também algumas projeções. De acordo com o estudo da Agência, haverá um aumento na movimentação portuária de 1,75% no primeiro semestre de 2018, comparando com igual período de 2017. Outra expectativa é que seja movimentado 1,033 bilhão de toneladas neste ano, o que significará um aumento de 3,23% em relação a 2016.

O diretor-geral da ANTAQ, Adalberto Tokarski, destacou que a participação dos TUPs tem sido relevante devido à Lei 12.815/13, que retirou a obrigatoriedade de os terminais movimentarem carga própria, podendo, assim, trabalhar, por exemplo, apenas com carga de terceiros.

Tokarski apontou, ainda, dados referentes ao Arco Norte. Em relação à soja, houve um aumento na movimentação de 172,4%, levando-se em conta os primeiros semestres de 2012 a 2017. Analisando o milho, esse número alcançou um aumento de 51,1%.

Fonte: Antaq

 

Exportações têm custos tributários equivalentes a 6,45% de sua receita total, afirma especialista no Enaex

Apesar de proibida por lei, a tributação incidente sobre as cadeias produtivas das exportações já representa, em média, 6,45% das receitas obtidas pelo setor. O dado consta em uma pesquisa apresentada por José Roberto Afonso, pesquisador do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas. Ele participou da mesa de abertura do segundo dia do Encontro Nacional de Comércio Exterior (Enaex), promovido pela Associação Brasileira de Comércio Exterior (AEB).

“Voltamos a cobrar impostos indiretos ao longo da cadeia produtiva. E quanto mais longa a cadeia, como é no Brasil, pior é esse problema. Não se devolve créditos acumulados no país, mesmo sendo um mecanismo previsto na nossa legislação. A tributação no início da cadeia é uma prática inconsistente frente às práticas internacionais”, afirmou.

De acordo com ele, a indústria da transformação já tem mais tributos a recuperar do que a pagar. “O custo tributário é apenas um dos entraves. Há ainda outros dois gargalos, que são o câmbio e o crédito. Mas para trazer competitividade no longo prazo teremos que fazer a reforma tributária. O sistema atual faliu”, alertou.

Marco Polo de Mello Lopes, presidente do Instituto Aço Brasil e diretor da AEB, destacou que a agenda de reformas sinaliza uma mudança importante para fortalecer a presença do Brasil no mercado externo, mas que é preciso criar estímulos mais imediatos para estimular as exportações da indústria.

“O mercado interno não retomo. A Ociosidade média do setor siderúrgico é de 40%. A conclusão que se tira é que nossa saída é a exportação. O resultado positivo da balança comercial se deve às commodities, porque os manufaturados acumularam déficit nos primeiros sete meses do ano. Portanto, precisamos de medidas que impulsionem o setor produtivo”, defendeu.

Fonte: Portos e Navios

 

EXPORTAÇÕES DE MILHO DISPARAM EM JULHO E TÊM ALTA 122%

Exportações totais do setor no mês passado somaram US$ 8,26 bi, com acréscimo de 5,8% em relação ao mesmo mês de 2016

Os embarques de milho do Brasil atingiram 2,3 milhões de toneladas em julho, incremento de 122,2% em relação ao mesmo mês 2016, período em que foram exportadas 1 milhão de toneladas. O aumento no volume permitiu o incremento das receitas de exportação de US$ 184 milhões para US$ 357 milhões. Os principais destinos foram Irã (623 mil t), Egito (359 mil t), Vietnã (306 mil t), Israel (152 mil t), Malásia (150 mil t) e Coreia do Sul (133 mil t).

Os dados constam da balança comercial do agronegócio, divulgada nesta quinta-feira (10) pela Secretaria de Relações Internacionais do Agronegócio (SRI) do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa). As exportações brasileiras do agronegócio atingiram US$ 8,26 bilhões em julho de 2017, cifra 5,8% superior à registrada em igual mês de 2016, de US$ 7,81 bilhões. O superávit comercial do setor no mês passado foi de US$ 7,22 bilhões, ante US$ 6,67 bilhões de julho de 2016.

De acordo com a SRI, a diferença significativa nos volumes comercializados nas vendas externas de milho reflete a expectativa na produção recorde na safra 2016/2017, de 97,2 milhões de toneladas. De acordo com a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), as boas condições climáticas favoreceram o desenvolvimento das lavouras, levando a estimativas de alta produtividade do cereal.

Outro destaque da balança comercial do agronegócio de julho foi a soja em grãos, com incremento de 20,2%. Os volumes vendidos, principalmente, para China (5,3 milhões t), Espanha (303 mil t) e Irã (257 mil t), alcançaram 7 milhões de toneladas ante 5,7 milhões de toneladas (julho/2016), gerando divisas de US$ 2,5 bilhões. Somente a China corresponde a 76,2% do volume total de soja exportado do mês.

Em julho também houve uma melhora no desempenho das carnes bovina e de frango. Com uma recuperação de 23% em volume, a carne bovina atingiu 129 mil toneladas, representando US$ 538 milhões. Já a carne de frango teve alta de 5,5%, com vendas de 376 mil toneladas ou US$ 606 milhões.

Entre os destaques brasileiros no comércio internacional do agronegócio no acumulado de janeiro a julho deste ano, estão a soja em grão e os produtos florestais (papel, celulose, madeiras e suas obras). A soja saiu de 44,4 milhões toneladas para 51 milhões de toneladas no período, alta de 15%. Os produtos florestais somaram 12,9 milhões de toneladas, trazendo divisas de US$ 6,4 bilhões, de janeiro a julho.

Fonte: ExportNews

 

10-08-2017

 

PARA MARCOS PEREIRA, ONDA PROTECIONISTA NÃO VAI IMPEDIR CRESCIMENTO DAS EXPORTAÇÕES BRASILEIRAS

Ministro da Indústria, Comércio Exterior e Serviços participou hoje do Enaex no Rio de Janeiro. O presidente Michel Temer também esteve presente

Durante a realização do Encontro Nacional de Comércio Exterior (Enaex), no Rio de Janeiro, o ministro da Indústria, Comércio Exterior e Serviços, Marcos Pereira, disse que, apesar da onda de protecionismo que ganha força no contexto internacional, o país vai continuar avançando na conquista de novos mercados. “Somos a nona economia do mundo, mas apenas o vigésimo quinto exportador. Estamos focados agora em levar o Brasil para o mundo. Não ficaremos mais restritos a nossos vizinhos da América Latina, muitas das vezes pouco democráticos”, destacou.

O ministro citou o saldo comercial recorde de US$ 42,5 bilhões da balança comercial, registrado no ano até julho, para reforçar que os números atuais comprovam o potencial exportador do país e são uma oportunidade de buscar novos rumos para o futuro do comércio exterior. “Estamos diante de um cenário de ampliação nas vendas para os principais mercados, como China, Estados Unidos, Argentina e União Europeia. Somente para a China, as exportações cresceram mais de 30%”, destacou.

Marcos Pereira explicou que a estratégia de diversificação de parceiros comerciais, que inclui nações desenvolvidas e em desenvolvimento, adotada pela atual gestão do país, é bastante promissora, na medida em que amplia a temática dos acordos e inclui aspectos além dos tarifários, como investimentos, compras governamentais e facilitação de comércio e serviços.

“Atualmente, estamos em negociação com o México, países do EFTA e Índia e em tratativas com o Canadá, Japão e Coreia do Sul. Buscamos aproximação com os vizinhos da Aliança do Pacífico. Firmamos também acordo comercial como o Peru e celebramos novo acordo com a Colômbia”, esclareceu.

O ministro frisou ainda a relevância do Plano Nacional da Cultura Exportadora (PNCE), coordenado pelo MDIC, e que, na avaliação dele, é estratégico para o aumento da base exportadora nacional. Segundo o ministro, por meio dessa ação, “mais de seis mil empresas de micro a médio porte receberam auxílio para seguir a trilha de internacionalização de seus negócios”.

Também presente no evento, o presidente da República, Michel Temer, endossou a fala do ministro Marcos Pereira. “O Brasil se tornará ainda mais competitivo à medida que aumentemos nossa integração ao mundo. Para isso, estamos empenhados em derrubar barreiras que nossos produtos enfrentam nos mercados internacionais. Nosso empenho começa na vizinhança. Estamos revitalizando o Mercosul agora sob a presidência brasileira e temos também de eliminar entraves incompatíveis com o livre comércio e estimular a aproximação com a Aliança do Pacífico. É preciso pensar em aproximação institucional entre os Estados e não mais ideológica, como antes era feito”, encerrou Michel Temer.

Fonte: Assessoria de Comunicação Social do MDIC

 

Exportação de café verde do Brasil cai 8,1% em julho ante 2016, diz Cecafé

SÃO PAULO - As exportações de café verde do Brasil em julho somaram 1,515 milhão de sacas de 60 quilos, queda de 8,1 por cento ante 1,649 milhão de sacas exportadas em igual mês de 2016, disse o Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé) em relatório mensal nesta quarta-feira.

As exportações de café arábica em julho totalizaram 1,499 milhão de sacas, ante 1,610 milhão de sacas em igual mês do ano passado, enquanto as exportações de robusta somaram 16,35 mil sacas, ante 38,24 mil sacas há um ano, informou o Cecafé.

“Os estoques de passagem estavam em níveis reduzidos. Além disso, a nova safra entrou em velocidade reduzida, enfraquecendo a oferta", disse o presidente da entidade, Nelson Carvalhaes, em nota.

"Contudo, avaliamos que até setembro as exportações devam retomar os níveis normais, pois o resultado da colheita está entrando, ainda que lentamente, no mercado”, acrescentou.

Fonte: Reuters

 

Após tombo em julho, exportação de café deve se normalizar até setembro, diz Cecafé

SÃO PAULO - As exportações de café pelo Brasil caíram fortemente em julho, mas devem retomar os "níveis normais" até setembro, "pois o resultado da colheita está entrando, ainda que lentamente, no mercado", de acordo com o presidente do Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé).

Em nota, Nelson Carvalhaes explicou que "os estoques de passagem estavam em níveis reduzidos" e que "a nova safra entrou em velocidade reduzida, enfraquecendo a oferta", o que se refletiu sobre o desempenho dos embarques no mês passado.

Conforme os dados mensais do Cecafé, as exportações de café verde pelo Brasil em julho somaram 1,515 milhão de sacas de 60 quilos, queda de 8,1 por cento ante as 1,649 milhão de sacas exportadas em igual mês de 2016.

As exportações de café arábica em julho totalizaram 1,498 milhão de sacas, baixa de 6,9 por cento em relação ao mesmo período do ano passado, enquanto as de robusta somaram 16,35 mil sacas, redução de 57,3 por cento.

Os dados do Cecafé são inferiores aos reportados pela Secretaria de Comércio Exterior no dia 1° de agosto. Segundo a Secex, o Brasil embarcou em julho 1,6 milhão de sacas do produto, o menor volume em pouco mais de dez anos.

Procurado pela Reuters, o Cecafé não informou imediatamente sobre desde quando o volume exportado em julho é o mais baixo.

No total, considerando-se cafés verde e industrializado (torrado e moído e solúvel), o Brasil exportou no mês passado 1,751 milhão de sacas de café (baixa de 11 por cento ante o ano anterior), com receita cambial de 283,40 milhões de dólares (recuo de 7,3 por cento).

No acumulado de 2017, o país já exportou 16,78 milhões de sacas, baixa de 8 por cento, na comparação com o mesmo período do ano passado, com receita cambial, no entanto, 7,2 por cento maior, a 2,89 bilhões de dólares.

Os Estados Unidos mantiveram-se como principal destino do café brasileiro, seguidos de Alemanha, Itália, Japão e Bélgica.

Fonte: Reuters

 

ENAEX: GOVERNO ANUNCIA MEDIDAS PARA REDUZIR CUSTOS DE EXPORTAÇÃO

Iniciativas para facilitação de comércio serão uma das vertentes priorizadas pelo governo para reduzir custos de exportação no país, afirmou o secretário de Comércio Exterior do Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC), Abrão Árabe Neto. Segundo ele, a medida principal é a conclusão do Portal Único do Comércio Exterior, que reformula os processos de importação, exportação e trânsito aduaneiro.

A estimativa é que, até o fim de 2017, 100% das exportações ocorram pela ferramenta. Já as operações de importações estarão totalmente disponíveis pelo Portal até dezembro de 2018.

“Com o Portal, há um potencial de crescimento anual de 6% a 7% das exportações, e um incremento do PIB da ordem 1,5%. Nos aspectos operacionais, deverá reduzir 40% o tempo médio de importação e exportação. Atualmente, quase um terço das empresas que realiza vendas externas faz seus processos por meio do Portal”, disse Neto, em participação no primeiro painel do Encontro Nacional do Comércio Exterior (Enaex), que esse ano tem como tema “reduzir custos para exportar, industrializar e crescer”.

O secretário pontuou que, além da facilitação de comércio, a redução de custos também será contemplada em iniciativas de acordos comerciais e de investimentos, e de diminuição de barreiras à exportação: “Acordos também são formas de redução de custo, porque com eles podemos ter tarifas diferenciadas, acessar novos mercados e ter ganho de escala de produção. Devem, portanto, ser vistos como uma forma de integração e de dar competitividade à nossa produção”.

Roberto Giannetti da Fonseca, vice-presidente da Associação de Comércio Exterior do Brasil (AEB), defendeu que a redução de custos tributários e trabalhistas são primordiais para o fomento à exportação. “O custo tributário impacta o capital de giro. Os juros praticados no Brasil também são uma desvantagem para as empresas. Pelo lado trabalhista, o aumento de salários sem tem que ser acompanhado por um incremento da produtividade para que seja justificável. O excesso de custos gera desemprego e prejudica nossa competitividade”, concluiu.

Também participaram do painel Ronaldo Lázaro Medina, subsecretário de Aduana e Relações Internacionais da Secretaria da Receita Federal do Brasil, e José Rubens de La Rosa, presidente da Funcex e ex-CEO da Marcopolo.

Sobre o ENAEX

O encontro, o mais importante fórum de diálogo entre empresários e governo, reunirá representantes de toda a cadeia de negócios do comércio internacional para discutir as principais questões que envolvem o setor, com vistas a melhorar a competitividade dos produtos brasileiros.

Estão previstos workshops, painéis e debates sobre os principais temas relacionados ao setor. Os inscritos também terão a oportunidade de participar de despachos executivos e reuniões, assim como visitar a área de exposição com estandes de empresas, entidades, órgãos públicos e mídias especializadas.

Paralelamente ao evento, ocorrerá a reunião do Conselho de Comércio Exterior do MERCOSUL (MERCOEX), formado pelas coirmãs da AEB no âmbito regional: CERA (Câmara de Exportadores de La Republica Argentina), UEU (Unión de Exportadores del Uruguay) e CIP (Centro de Importadores del Paraguay).

Sobre a AEB

A Associação de Comércio Exterior do Brasil (AEB) é uma entidade privada, sem fins lucrativos e de âmbito nacional, que representa o segmento empresarial de exportação e importação de mercadorias e serviços, bem como as atividades correlatas e afins. Fundada em 20 de agosto de 1970, a AEB tem como principal objetivo atuar junto aos órgãos públicos e privados pela adoção de medidas que favoreçam a expansão competitiva e sustentável do comércio exterior. Também busca promover a aproximação de todos os elos da cadeia de negócios com fins de estudos técnicos, cooperação e defesa dos interesses e objetivos comuns, visando ao desenvolvimento econômico e social do país.

Fonte: ExportNews

 

Superintendente do BNDES aponta no Enaex setores prioritários para financiamento à exportação

Para alavancar as exportações brasileiras, o Banco Nacional do Desenvolvimento (BNDES) financiará setores estratégicos, como o de serviços e bens de capital. A afirmação foi feita pelo superintendente da instituição, Leonardo dos Santos, durante o Encontro Nacional do Comércio Exterior (Enaex), promovido pela Associação de Comércio Exterior do Brasil (AEB).

De acordo com ele, o fomento às exportações no setor de serviços traz benefícios importantes para o país em termos de geração de renda e empregos qualificados. “Talvez essa seja a atividade que mais agrega fornecedores às suas vendas externas. A exportação de serviços, além de fomentar os serviços especializados de engenharia, gera também grande impacto positivo para as vendas de bens para o exterior”, disse.

Roberto Giannetti, vice-presidente da AEB, reforçou a necessidade de incremento do Proex para facilitar as exportações do setor produtivo nacional. “O spread tem que ser competitivo. Temos orçamento pra fazer equalização nos níveis autorizados pela OCDE, mas de forma arbitraria, não quiseram utilizar esse mecanismo no limite do possível. A redução de spreads de equalização implementada em 2015 reduziu significativamente a competitividade dos exportadores de bens de capital. Precisamos ter racionalidade para evitar a perda de competitividade do país”, concluiu.

Fonte: Portos e Navios

 

09-08-2017

 

Importações e exportações da China crescem bem menos que o esperado em julho

PEQUIM - As exportações e as importações da China cresceram muito menos do que o esperado em julho, alimentando preocupações se a demanda global está começando a esfriar mesmo com os principais bancos centrais ocidentais considerando reduzir o estímulo maciço adotado por anos.

O comércio da China continuou crescendo com movimento saudável em julho, em 8,8 por cento, mas foi a taxa mais lenta deste ano.

O crescimento das exportações da China desacelerou para 7,2 por cento em julho em relação ao ano anterior, ritmo mais fraco desde fevereiro e bem menor que o aumento de 11,3 por cento em junho, mostraram dados oficiais nesta terça-feira. Os analistas esperavam ganho de 10,9 por cento.

Já as importações chinesas cresceram 11,0 por cento, mais lento desde dezembro e abaixo da expansão de 17,2 por cento no mês anterior e das expectativas de 16,6 por cento.

Alguns analistas entenderam que as leituras mais suaves vieram por fatores sazonais ou pontuais, mas outros disseram que o crescimento mais fraco das importações poderia ser o primeiro sinal tangível de uma desaceleração há muito esperada na segunda maior economia do mundo depois do primeiro semestre surpreendentemente forte.

A China e a Europa têm impulsionado boa parte do crescimento global este ano, diante da dificuldade política que os planos de estímulo que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, enfrentam.

Fonte: Reuters

 

Importações de minério de ferro pela China em julho caem 8,9% ante junho

PEQUIM - A China importou 86,25 milhões de toneladas de minério de ferro em julho, queda de 8,9 por cento sobre o mês anterior, segundo dados oficiais divulgados pelo país.

No acumulado de janeiro a julho, as importações da commodity pela China somaram 625,43 milhões de toneladas ante 581,75 milhões registradas no mesmo período do ano passado.

As exportações de produtos siderúrgicos do país somaram 6,96 milhões de toneladas ante 6,81 milhões em junho. Nos primeiros sete meses, o país exportou 47,95 milhões de toneladas de produtos siderúrgicos queda ante as 67,21 milhões apuradas um ano antes.

Fonte: Reuters

 

Importação de soja pela China tem máxima histórica em julho

PEQUIM - As importações chinesas de soja em julho subiram 30 por cento, para o seu nível mais alto, de acordo com os cálculos da Reuters com base em dados aduaneiros, enquanto a China busca se livrar de congestionamentos nos portos em função das elevadas chegadas do produto.

As importações em julho atingiram 10,08 milhões de toneladas, superando o nível mais alto registrado anteriormente, em maio, de 9,59 milhões de toneladas. Em junho, o volume desembarcado havia somado 7,69 milhões de toneladas.

As esmagadoras de soja atrasaram a descarga dos graneleiros em junho devido a estoques elevados e uma mudança nos impostos.

A China já importou 54,89 milhões de toneladas de janeiro a julho, alta de 16,8 por cento em relação ao mesmo período do ano passado, segundo dados da administração geral da alfândega.

"O grande volume de importações em julho foi principalmente devido à mudança de impostos e atraso de chegada do mês anterior", disse Tian Hao, analista sênior da First Futures.

Os grandes desembarques já pressionaram as margens da indústria na China.

As margens passaram para o positivo brevemente em julho antes de retornarem ao vermelho.

Os suprimentos devem começar a diminuir a partir deste mês, disseram analistas, o que ajudaria a indústria a recuperar as margens.

"Espera-se que as margens se recuperem como estoques de soja e farelo de soja começando a diminuir gradualmente a partir de agosto", disse Liang Yong, analista da Galaxy Futures.

"Mas a recuperação não será relevante, provavelmente de volta ao ponto de equilíbrio, já que os estoques estão realmente altos agora e a demanda da indústria de criação de animais continua fraca", disse Liang.

Fonte: Reuters

 

Exportações da China crescem 7,2% em julho, quinta alta consecutiva

As exportações da China cresceram pelo quinto mês consecutivo em julho, mas a um ritmo mais lento, sugerindo um possível enfraquecimento da demanda externa por bens da segunda maior economia do mundo.

As exportações, em dólares, aumentaram 7,2% em julho em relação ao mesmo mês do ano anterior, após crescimento de 11,3% em junho, informou a Administração Geral de Alfândegas na terça-feira.

Uma pesquisa feita pelo “The Wall Street Journal” junto a economistas previa que o total das remessas no exterior cresceria 10,5%.

As importações em julho cresceram 11,0% em relação a igual mês do ano anterior, em comparação com uma expansão de 17,2% em junho, na mesma base de comparação. O aumento foi menor que a previsão dos economistas consultados, de um ganho de 16,4%.

O superávit comercial da China em julho aumentou para US$ 46,74 bilhões, de US$ 42,77 bilhões no mês anterior, em grande parte correspondendo à mediana da previsão, de superávit de US$ 46,4 bilhões.

Yuan

Em yuan, as exportações chinesas cresceram 11,2% em julho em termos anuais, após um ganho de 17,3% em junho, também mostram os dados oficiais.

As importações em julho expandiram 14,7% em termos de yuan em relação ao ano anterior, em comparação com um aumento de 23,1% em junho.

O superávit comercial do país em julho aumentou para 321,2 bilhões de yuan (US$ 47,8 bilhões) ante um superávit de 294,3 bilhões de yuan em junho.

Fonte: Valor Econômico

 

Movimentação do armazém de exportação da TCP cresce 60% em um ano

O armazém de exportação da TCP – empresa que administra o Terminal de Contêineres de Paranaguá, registrou recorde no mês de junho com 3.090 TEUs movimentados (medida equivalente a um contêiner de 20 pés).  O número é 64% maior que o registrado no mesmo período de 2016, quando o Terminal havia movimentado 1.996 TEUs.

O recorde é resultado da consolidação do armazém que acaba de completar um ano de operação e é voltado para estufagem de produtos como os de sacaria (fubá, feijão, açúcar, entre outros), madeira e celulose, e também, é consequência da atração de novos exportadores para Paranaguá. Entre os exemplos desse crescimento, Juarez Moraes e Silva, diretor Superintende Comercial da TCP destaca, aumento de mais de 200% entre junho de 2016 e junho de 2017  na movimentação do grupo de alimentos, e de 174% em madeira. “Há outros produtos, como cerâmica e celulose, que contribuíram para o novo recorde”.

Para Moraes e Silva, a possibilidade de realizarem o processo de estufagem dos produtos na área primária do Porto foi um diferencial para que o exportador escolhesse Paranaguá para escoar suas cargas. “Com o armazém de Exportação, apresentamos aos clientes o serviço de cross stuffing, onde o produto acessa o Terminal, é estufado, vistoriado pelos órgãos intervenientes e fica disponível para embarque no navio, em um único espaço. É um serviço inédito em nossa área de influência”, explica.

Ele lembra que a redução dos steps logísticos torna a operação mais barata para o exportador e contribui para que os produtos sejam mais competitivos lá fora, já que se trata de produtos de baixo valor agregado. “Além disso, o exportador se sente muito confortável em utilizar a TCP pela confiabilidade que oferecemos de que os contêineres serão embarcados dentro do prazo contratado”, diz o executivo, acrescentando que o Terminal tem uma célula destinada ao acompanhamento da carga desde a porta do cliente até o Porto de Paranaguá, antecipando necessidades e solucionando possíveis problemas existentes no processo de traslado dos produtos.

Os produtos movimentados pelo armazém são provenientes, principalmente, dos estados do Paraná, Santa Catarina e Mato Grosso do Sul, e têm como destino países da Ásia, Europa e o Golfo do México. “Com a agilidade em que a TCP opera e a sinergia com os órgãos intervenientes, o exportador ganha agilidade e qualidade. São pelo menos dois dias a menos para o embarque das cargas e economia de até 15% nos gastos dedicados ao processo logístico”, finaliza.

Sobre o TCP

A TCP é a empresa que administra o Terminal de Contêineres de Paranaguá – um dos maiores terminais de contêineres da América do Sul, e a empresa de serviços logísticos TCP Log.

Após receber investimentos de R$ 365 milhões, um dos maiores aportes privados do setor portuário brasileiro nos últimos anos, a TCP atualmente tem capacidade para movimentar 1,5 milhão de TEUs/ano, conta com 320 mil m² de área de armazenagem e oferece três berços de atracação, com extensão total de 879 metros, além de dolfins exclusivos para operação de navios de veículos.

A atuação do terminal é complementada pela TCP Log, que oferece serviços de integração da cadeia logística; como armazenagem, estrutura para carregamento e descarregamento de contêineres, pátio para contêineres e transporte do modal rodo ferroviário ao terminal em Paranaguá.

Fonte: Portos e Navios

 

Comércio mundial ganha força, indica OMC

O comércio mundial da sinais de ganhar força, principalmente no terceiro trimestre de 2017. Dados divulgados nesta segunda-feira pela Organização Mundial do Comércio (OMC) apontam que um forte desempenho de cargas aéreas, pedidos de exportação e reservas de containers estariam compensando resultados mais fracos em outros setores. 

O índice estabelecido pela OMC sobre o crescimento do fluxo de bens aponta para 102,6 pontos. O resultado ficou acima do índice divulgado em maio, com 102,2 pontos. Isso, de acordo com a OMC, “sugere que existe uma tendência sustentável para o crescimento do comércio”.

Segundo a OMC, crescimento do volume de comércio continuará a aumentar acima da tendência no 3º trimestre Foto: Márcio Fernandes/Estadão

Combinando dados de diversos setores, a entidade consegue construir um índice único que serve para identificar tendências no comércio mundial. Acima de 100 pontos, a taxa revela uma tendência de crescimento. 

O índice publicado nesta segunda-feira é ainda o mais alto desde abril de 2011, “o que indica que o crescimento do volume de comércio continuará a aumentar acima da tendência no terceiro trimestre de 2017”. 

“Forte crescimento em encomendas de exportação, cargas aéreas e transporte marítimo tem liderado a tendência de alta, na medida em que a economia se recupera ao redor do mundo”, apontou a OMC. “Resultados sobre matéria-prima agrícola e componentes eletrônicos tem sido mais fracos. Mas ambos os índices passaram a ser positivos recentemente”, disse. 

No caso dos bens agrícolas, que interessam aos exportadores brasileiros, a queda foi registrada desde meados de 2016. Mas, segundo a OMC, uma recuperação tímida da sinais de estar ocorrendo. Ainda assim, o índice está 4,4% abaixo dos valores do ano passado. 

Mas o que mais preocupa é o setor automotivo. “Enquanto isso, o crescimento fraco na produção de carros e vendas é uma causa de preocupação, já que mostraria um enfraquecimento da confiança de consumidores”, indicou a OMC. 

“Pedidos de exportação também deram sinal de terem chegado a um patamar, o que poderia significar que o crescimento do comércio mundial pode ter atingido seu pico. Nesse caso, o crescimento do comércio pode ser sofrer uma moderação, no final do ano”, avaliou a entidade. 

Previsão. Diante dos novos dados, a OMC deixa uma brecha para rever sua projeção de crescimento para 2017. “Esses resultados são um pouco mais fortes que a previsão mais recente da OMC sobre o comércio, que antecipou um crescimento moderado neste ano, depois de uma expansão fraca no ano passado”, explicou. 

2016 viu o pior resultado de expansão das exportações mundiais desde 2009, com uma alta de apenas 1,3%. Em abril deste ano, a entidade indicou que a previsão para 2017 seria de um crescimento médio de 2,4%. Mas, caso as incertezas se confirmem, a expansão pode ser de 1,8%. Num cenário mais positivo, a taxa poderia chegar a 3,6%.

Para o ano de 2018, a OMC trabalha com a perspectiva de que a expansão esteja entre 2,1% e 4,1%. 

Fonte: Estadão

 

MPES TIPO EXPORTAÇÃO: MAIS INOVAÇÃO E SUSTENTABILIDADE

Exportar não é mais um sonho distante para as 30 micro e pequenas empresas que terminaram o segundo ciclo do projeto ICV Global, fruto de uma parceria entre a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil) e o Centro de Estudos em Sustentabilidade (GVces) da Fundação Getulio Vargas (FGV). Foi um ano e meio de muito esforço, com oficinas de capacitação ministradas em diferentes estados do Brasil para que as empresas ganhassem competitividade e ficassem prontas para os desafios do mercado internacional. Todas as selecionadas possuem inovação e sustentabilidade em seu DNA. Maturidade exportadora, atributos do produto, comportamento empresarial, argumentos de venda e networking são alguns dos pontos trabalhados durante o projeto, que funciona como um programa de aceleração.

“Perdi completamente o medo de exportar. Antes eu achava que isso era só coisa de empresa grande, que não era para mim”, conta Oto Barreto, dono da Sanhaçu, uma cachaçaria de Pernambuco, cuja produção orgânica é totalmente movida a energia solar. “Mas descobri há muito mercado para a minha bebida lá fora. Essa semana estou enviando a primeira remessa de exportação para a Áustria. Tem quem valorize um produto como o meu, de qualidade e sustentável”, comemora.

O gerente de Exportação da Apex-Brasil, Christiano Braga, lembrou durante o evento de encerramento do ciclo, em São Paulo, na última quinta-feira (3/8), que o projeto começou com apenas 10 empresas. “Vejo esse segundo ciclo como uma evolução do trabalho que começamos aliando inovação, sustentabilidade e micro e pequenas empresas. Os empreendedores precisam saber que há mercado lá fora, mas para quem está preparado”, afirmou.

O vice-coordenador do GVces, Paulo Branco, conduziu duas rodas de conversa com as empresas durante o evento e destacou a importância de olhar para dentro da empresa e pensar em como ajustar os produtos para que eles possam ganhar outros mercados. “A gestão empresarial é fundamental para que a empresa consiga desenhar uma estratégia de longo prazo. Isso, muitas vezes, requer grandes transformações e o empresário precisa estar preparado para implementá-las se quiser chegar lá”, declarou.

Durante o projeto, as empresas estiveram em dois mercados importantes: Colômbia e Estados Unidos. Para Mônica Souza, sócia da Sigo Homeopatia Veterinária, conhecer pessoalmente o mercado fez toda a diferença. “Eu imaginava que a nossa linha para animais de grande porte poderia ter muita saída na Colômbia. Mas, após ir até lá, constatei que na realidade podemos sim vender para lá, mas o que terá mais chance de sucesso é a linha de animais domésticos. O mercado de pet é forte lá. Já o da pecuária não está no seu melhor momento. É muito diferente daqui porque a predominância na Colômbia é de agricultores familiares, que não têm os mesmos problemas de um grande pecuarista”, explicou.

Como a empresa de Mônica, há várias outras que participaram do segundo ciclo e, no próximo dia 30 de agosto, vão se encontrar com compradores internacionais e comercias exportadoras para apresentar seus produtos. A Apex-Brasil está organizando a rodada de negócios e países como China, Nigéria, África do Sul, Peru e Colômbia já demonstraram interesse nos produtos desenvolvidos pelas empresas que participaram do ICV Global.

CADEIAS DE VALOR

Duas grandes empresas brasileiras, a Vicunha e a Duratex também participaram do projeto como âncoras de suas cadeias de valor – que engloba todos os parceiros e fornecedores da grande companhia. No total, 20 empresas ligadas a essas grandes participaram de oficinas sobre sustentabilidade e inovação. O objetivo é mostrar como esses dois atributos podem ser bons aliados na hora de fechar negócios.

Fonte: ExportNews

 

07-08-2017

 

Abiove eleva projeções para produção e exportação de soja

SÃO PAULO - A produção de soja pelo Brasil na safra 2016/17 deverá totalizar 113,80 milhões de toneladas, com alta de 0,5 por cento ante o projetado em junho (113,20 milhões de toneladas) e de 18,3 por cento frente às 96,19 milhões de toneladas do ano passado, projetou nesta sexta-feira a Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove).

Os números da entidade se aproximam da mais recente estimativa da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), de julho, cuja previsão para a produção de soja é de 113,9 milhões de toneladas em 2016/17.

Em relação à exportação, a Abiove estimou que o Brasil deverá vender ao exterior neste ano 64 milhões de toneladas da oleaginosa, ante 63 milhões de toneladas esperadas em junho e 51,58 milhões de toneladas registradas em 2016.

O processamento de soja, por sua vez, deve alcançar 41,50 milhões de toneladas neste ciclo, acima do considerado pela Abiove em junho, de 41 milhões de toneladas. Na temporada anterior, o processamento foi de 39,53 milhões de toneladas.

Os estoques finais da commodity, principal produto da pauta de exportação do Brasil nos últimos anos, deverão totalizar 9,79 milhões de toneladas, ante 10,59 milhões de toneladas previstos em junho e 4,29 milhões de toneladas observados no ano passado.

DERIVADOS

Ainda de acordo com a Abiove, a produção de farelo de soja em 2016/17 deverá alcançar 31,50 milhões de toneladas, contra 30,22 milhões de toneladas no ano passado. Em junho, a entidade estimava 31,10 milhões de toneladas.

Quando ao óleo de soja, a fabricação deverá ser de 8,20 milhões de toneladas, frente às 8,10 milhões de toneladas previstas em junho e 7,88 milhões de toneladas reportadas um ano atrás.

Fonte: Reuters

 

Produção de veículos no Brasil sobe em julho e exportações são recorde no acumulado do ano

SÃO PAULO - A indústria de veículos do Brasil voltou ampliar exportações em julho na comparação anual, renovando recorde de vendas externas no acumulado do ano em meio a um impulso de vendas pela América Latina que está ajudando a minimizar um mercado interno que se recupera em marcha lenta de quatro anos de quedas.

As exportações da indústria cresceram 42,5 por cento sobre julho do ano passado, para 65.722 carros, comerciais leves, caminhões e ônibus. O acumulado dos primeiros sete meses do ano foi recorde histórico para o período, com exportações de 439.586 unidades, crescimento de 55,3 por cento na comparação anual.

"Foi o melhor acumulado de exportações da história e caminhamos para termos recorde no ano", disse o presidente da associação de montadoras de veículos, Anfavea, Antonio Megale, em entrevista a jornalistas, acrescentando que os maiores mercados foram Argentina, México, Chile, Uruguai e Colômbia.

O recorde anterior de vendas externas de janeiro a julho foi cravado há 12 anos, quando o setor exportou um total de 420 mil veículos no acumulado dos primeiros sete meses de 2005.

As exportações ajudaram a puxar a produção do setor, que subiu 5,9 por cento ante junho, para 224,8 mil unidades. Na comparação com julho do ano passado, a alta foi de 17,9 por cento. No acumulado do ano, a produção somou 1,488 milhão de unidades, alta de 22,4 por cento sobre o mesmo período de 2016, ficando próxima do recorde para o período ocorrido em 2015, a 1,514 milhão de veículos.

Já a venda de veículos novos no Brasil caiu 5,2 por cento em julho ante junho, para 184,8 mil unidades, mas na comparação ano a ano subiu 1,9 por cento. No ano, a venda acumulada chega a 1,204 milhão de unidades, alta de 3,4 por cento.

"A gente esperava vendas melhores em julho, que costuma ser um mês forte para o setor, mas o cenário político criou incertezas. Esperamos que agosto seja melhor agora que as importantes decisões políticas já foram tomadas", disse Megale.

"Se as vendas não mostrarem um sinal mais positivo em agosto a gente pode ficar um pouco mais preocupado...Os primeiros dias de agosto estão mostrando até agora bons números de vendas", acrescentou o presidente da Anfavea.

A entidade decidiu manter suas estimativas de crescimento de vendas de 4 por cento em 2017, para 2,133 milhões de veículos, disse o presidente da Anfavea, acrescentando, porém, que em setembro a entidade deverá ajustar a estimativa. Segundo Megale, o viés para caminhões e ônibus é de corte nas estimativas e no caso de veículos leves a perspectiva é de elevação.

No acumulado do ano até julho, a participação das importações no total de vendas do mercado brasileiro foi de 11 por cento, e Megale avaliou que o índice deverá passar a subir a partir do início do próximo ano, quando termina o programa Inovar Auto, que elevou em 30 pontos percentuais o Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) do setor. A vigência do programa se encerra no fim deste ano e a partir de janeiro veículos importados não mais pagarão a sobretaxa.

"A participação dos importados voltará a subir, para pelo menos a faixa dos 15 por cento. Isso deve ocorrer gradualmente", disse Megale. "É importante que o país não seja fechado e tenha acesso a produtos importados, especialmente aqueles produtos com nível tecnológico maior", acrescentou.

Fonte: Reuters

 

Exportações de carne bovina cresceram 31% em julho, diz Abiec

As exportações brasileiras de carne bovina (in natura, miúdos, industrializada, tripas e salgada) renderam US$ 540 milhões em julho, crescimento de 31% na comparação com os US$ 410 milhões reportados no mesmo período do ano passado, de acordo com dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) compilados pela Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec).

Em volume, os embarques também registraram expressivo crescimento. Conforme a Abiec, os frigoríficos do país exportaram 129 mil toneladas, incremento de 22,9%  ante as 104,9 mil toneladas comercializadas em igual período do ano passado.

Em julho, Hong Kong seguiu como principal destino da carne bovina exportada pelo Brasil. Ao todo, a cidade-Estado gastou US$ 126 milhões para importar 32,1 mil toneladas, o que representou pouco menos de 25% de todas as exportações do Brasil.

Na segunda posição do ranking de maiores compradores da carne brasileira, está a China. Os chineses gastaram US$ 70 milhões para importar 16,1 mil toneladas de carne bovina brasileira em julho. Em terceiro, aparece o Egito, que importou 18 mil toneladas, gastando US$ 64,3 milhões.

Fonte: Estadão

 

MODA PRAIA FAZ BONS NEGÓCIOS EM FEIRAS NOS EUA

De 22 a 25 de julho, 19 marcas brasileiras participaram de duas relevantes feiras de moda praia da costa leste norte-americana: a SwimShow e a Cabana, realizadas na cidade de Miami, na Flórida (Estados Unidos).

Com o apoio dos programas de exportação de moda brasileira Fashion Label Brasil, da ABEST, e Texbrasil, da Abit, ambos em parceria com a Apex-Brasil (Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos), as empresas realizaram negócios no valor de USD 1,9 milhão durante os salões, com expectativas de vendas de USD 7,7 milhões para os próximos 12 meses.

Referência em moda praia de luxo, a estilista Adriana Degreas participou pelo quarto ano consecutivo da Cabana, ao lado da Clube Bossa. A designer contou que foram mais de 150 contatos efetivados durante o evento, não só dos Estados Unidos, mas também de clientes da Rússia, Chile, Dubai, Israel, Holanda, entre outros. “Durante a feira tivemos a oportunidade de atender todos os nossos clientes e também prospectamos novas oportunidades. A nossa expectativa é obtermos um crescimento de 20% em relação ao ano passado”, revelou Adriana.

Já as marcas Despi, Feriado Nacional, Guria Beachwear, Karla Vivian Beach Brazil e Sol & Energia, também do Texbrasil, marcaram presença na Miami SwimShow. O responsável pelo departamento de exportação da Feriado Nacional, Fernando Aquila, também comemorou os resultados positivos com o evento. “Começamos o trabalho de feira com 5 meses de antecedência, sendo assim conseguimos nos preparar para atender os clientes de diversos países que já haviam marcado e também a novos. Com certeza essa edição superou os negócios realizados ano passado”, afirmou.

Do Fashion Label Brasil, da ABEST, as marcas Vix Swimwear, Água de Coco, Nannacay, Salinas e Lenny Niemeyer participaram da Cabana. “Ficamos muito satisfeitos pela estrutura e objetividade proposta pela Cabana Show. Nossa estimativa de vendas para os próximos doze meses é de USD 500 mil, focando em países como Estados Unidos, Costa Rica, Rússia e Inglaterra”, conta Camila Sabra, gerente comercial da Lenny Niemeyer.

Já as marcas Marta Reis, Mos Beachwear, Dalai Beachwear, Triya, Shorts.co, Gluck Rio e Amir Slama estiveram na SwimShow. “Após três anos participando da feira, notamos que os compradores estão mais animados para conhecer marcas diferentes do que estão acostumados a comprar. Com esse novo comportamento, obtivemos muitos pedidos durante a feira e abrimos novos mercados, o que pode gerar futuras vendas até a próxima edição da feira”, diz Camila Rades, coordenadora de estilo e marketing da MOS Beachwear.

Sobre a Abit

A Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção (Abit), fundada em 1957, é uma das mais importantes entidades dentre os setores econômicos do País. Ela representa a força produtiva de 33 mil empresas instaladas por todo o território nacional, empresas de todos os portes que empregam mais de 1,6 milhão de trabalhadores e geram, juntas, um faturamento anual de US$ 36,2 bilhões.

Sobre o Texbrasil

O Texbrasil, Programa de Internacionalização da Indústria Têxtil e de Moda Brasileira, foi criado em 2000 pela Abit em parceria com a Apex-Brasil, com o objetivo apoiar e preparar as empresas das indústrias têxtil e de confecção interessadas em comercializar seus produtos em outros países. Desde seu lançamento, mais de 1,5 mil empresas utilizaram os serviços do Programa, entre eles encontro com compradores e jornalistas internacionais, participação em feiras e eventos em todo o mundo, ações de capacitação em inovação, sustentabilidade e design, e realização de pesquisas e prospecções de mercado.

Sobre a ABEST

Criada em 2003, a Associação Brasileira de Estilistas tem como objetivo fortalecer e promover o design e a moda brasileira. Sua principal proposta é auxiliar o desenvolvimento de marcas brasileiras de alcance internacional e garantir a autenticidade e criatividade de cada uma delas, além de divulgar o estilo de vida do Brasil, contribuindo assim para o crescimento de todos os segmentos vinculados à moda. Atualmente a ABEST, que não tem fins lucrativos, conta com 120 marcas de todo o Brasil que exportam produtos para 57 países. Além disso, executa constantemente ações estratégicas para ampliar a penetração em novos mercados do globo e estreitar relações com os já conquistados.

Sobre o Fashion Label Brasil

O Fashion Label Brasil, Programa de Internacionalização da Moda Brasileira de Valor Agregado, foi criado em 2003 pela ABEST em parceria com a Apex-Brasil, cuja proposta é posicionar a imagem da moda brasileira no exterior, valorizando a imagem de um Brasil inovador e contemporâneo. O programa conta com atividades estratégicas — Projeto Comprador e Imagem, Feiras e Desfiles Internacionais, Projeto Showroom, além de ações especiais —, para ampliar a penetração em novos mercados do globo e estreitar relações com os já conquistados.

Fonte: ExportNews

 

03-08-2017

 

Exportação de carne de frango cresce em julho, diz ABPA; vendas de carne suína recuam

SÃO PAULO - As exportações brasileiras de carne de frango totalizaram 385 mil toneladas em julho, alta de 6,2 por cento ante o total embarcado em igual período do ano passado (362,4 mil toneladas), informou a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) na quarta-feira.

Conforme a entidade, esse é o primeiro saldo mensal positivo desde a Operação Carne Fraca, da Polícia Federal, em março deste ano.

Já as exportações brasileiras de carne suína in natura registraram queda de 6,8 por cento em julho ante igual período de 2016, para 48,7 mil toneladas.

Fonte: Reuters

 

ÁSIA É O MERCADO COM MAIOR POTENCIAL PARA EXPORTAÇÕES DO AGRO BRASILEIRO

O agronegócio brasileiro vai continuar, nos próximos anos, com a responsabilidade de sustentar os superávits comerciais brasileiros, pautado na exportação de commodities para mais de 200 países. No entanto, o governo precisará se preocupar cada vez mais com o mercado internacional, porque existe risco grande de redução de exportação dos produtos brasileiros no Ocidente. A saída estará na Ásia, que detém 61% do mercado mundial, com destaque para China, Índia, Indonésia, Japão e Coréia do Sul, que já se consolidam como grandes consumidores do futuro. O Brasil precisa se inserir ainda mais, urgentemente, nesses mercados mais dinâmicos.

Esse foi o principal recado passado por dois dos melhores especialistas brasileiros em questões globais do agronegócio: Marcos Sawaya Jank, consultor da Agência para o Programa de Acesso a Mercados do Agronegócio e Alimentos (PAM-Agro); e Augusto Castro, gerente executivo da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil). Ambos participaram de uma videoconferência com a diretoria da Embrapa no último dia 19 de julho, com transmissão para todas as unidades descentralizadas, e falaram sobre como agregar valor à parceria comercial com os países asiáticos. Destacaram a importância da presença naquele mercado, onde a Embrapa tem papel estratégico, e a busca por melhoria na qualidade dos produtos exportados.

“Esse tema muito nos interessa, porque o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento conta com a Embrapa para ajudar a Apex-Brasil em sua missão”, afirmou o presidente Maurício Lopes no início do encontro. “O continente asiático é também mercado para nossas tecnologias, mas acima de tudo temos o compromisso de auxiliar políticas públicas com estudos e dados qualificados, que possam embasar a criação de uma imagem positiva dos produtos brasileiros nesses mercados e a defesa dos interesses brasileiros”, completou.

Jank apresentou pontos da estratégia delineada pela Apex para os próximos meses e anos para aumentar a exportação de produtos brasileiros, relatou os problemas que o país vem atravessando no mercado internacional de carnes por conta dos desdobramentos da operação Carne Fraca e das denúncias envolvendo dirigentes da JBS e da preocupação com o baixo valor agregado dos nossos produtos exportados. “Temos que exportar menos commodities e cada vez mais produtos com valor agregado.”

Informação de qualidade

O consultor pediu maior colaboração da Embrapa na geração de informação qualificada sobre os produtos brasileiros. Sugeriu até a criação de um site ou página especial para ser utilizada em eventos internacionais, que possam mostrar que os produtos nacionais exportados têm qualidade, são produzidos sem gerar desmatamentos ou trabalho escravo e são fruto do conhecimento tropical gerado por cientistas reconhecidos no mundo inteiro. Apontou ainda cinco desafios internacionais para o país: competitividade, acesso a mercados, valor adicionado, melhoria da imagem e internacionalização.

Elísio Contini, chefe da Secretaria de Inteligência e Macroestratégia (SIM) da Embrapa, considerou o evento positivo e importante para consolidar uma parceria mais estreita com a Apex. “A pedido do presidente, vamos coordenar a partir do segundo semestre deste ano esses estudos qualificados sobre os produtos brasileiros voltados para a exportação, mobilizando observatórios, unidades, portfólios e arranjos”, adiantou.

Participaram da videoconferência representantes de todas as UDs e dos observatórios do Agropensa e também gestores e técnicos das principais UCs envolvidas com o tema.

Apex-Brasil

A Apex-Brasil é uma instituição jurídica de direito privado, sem fins lucrativos, de interesse coletivo e de utilidade pública, criada em 2003 com a responsabilidade de executar políticas de promoção de exportações de produtos brasileiros em cooperação com o poder público, inclusive ações para promoção de investimentos. Atua também de forma coordenada com atores públicos e privados para atrair investimentos estrangeiros diretos para setores estratégicos da economia brasileira, com foco no desenvolvimento da competitividade das empresas brasileiras e do país.

Para alcançar esses objetivos, a Apex-Brasil realiza ações diversificadas, como missões prospectivas e comerciais, rodadas de negócios, apoio à participação de empresas brasileiras em grandes feiras internacionais, visitas de compradores estrangeiros e formadores de opinião para conhecer a estrutura produtiva brasileira entre outras plataformas de negócios que também têm por objetivo fortalecer a marca Brasil.

Fonte: ExportNews

 

MDIC FIRMA COOPERAÇÃO BILATERAL PARA O SETOR DE SERVIÇOS COM A CHINA

Plano de Ação foi assinado pelo secretário de Comércio e Serviços do MDIC, Marcelo Maia, e o vice-ministro de Comércio da China, Wang Shouwen

O secretário de Comércio e Serviços (SCS) do Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC), Marcelo Maia, e o vice-ministro do Ministério do Comércio da China, Wang Shouwen. assinaram na terça-feira (1º), em Xanghai, um plano de ação que prevê iniciativas que serão tomadas nos próximos dois anos para a cooperação bilateral de serviços com a China.

O Plano de Ação tem o objetivo de implementar o Memorando de Entendimentos (MoU) no setor de Serviços, assinado em outubro de 2016 pelo ministro Marcos Pereira e o ministro de Comércio da China, Gao Hucheng. O acordo vai incentivar o comércio exterior e os investimentos bilaterais em Serviços e promover o intercâmbio de informações sobre melhores práticas no setor para fomentar serviços de maior qualidade, competitividade e eficiência.

Na ocasião, o secretário Marcelo Maia começou a negociar com a diretora-geral do Departamento de E-commerce do Ministério do Comércio da China, Qia Fangli, a negociação de um plano de ação específico para e-commerce.

A assinatura do Plano de Ações ocorreu em evento paralelo à 7ª Reunião de Ministros de Comércio do BRICS, que acontece em Xangai até amanhã (2). Ainda dentre as atividades paralelas à reunião do BRICS, o secretário de Comércio e Serviços tratou de perspectivas de cooperação tanto no âmbito bilateral como no BRICS em reunião com o novo ministro do Comércio da China, Zhong Shan.

A SCS chefia a delegação brasileira na 7ª Reunião de Ministros de Comércio, representando o ministro Marcos Pereira. No primeiro dia de reunião, foram discutidos temas de grande destaque no atual comércio internacional, como e-commmerce, facilitação de comércio e investimentos.

Fonte: MDIC

 

CRESCEM EXPORTAÇÕES DE FRANGO PARA OS PAÍSES ÁRABES

Embarques cresceram 6,2% em volume no mês passado, o primeiro avanço desde a Carne Fraca. Segundo a ABPA, Emirados Árabes, Egito e Kuwait contribuíram para o desempenho do setor.

As exportações de carne de frango cresceram 6,2% em junho, comparado com igual mês do ano passado, segundo dados divulgados pela Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) na quarta-feira (02). Os embarques somaram 385 mil toneladas, ante as 362,4 mil toneladas enviadas a outros mercados há um ano.

Foi o primeiro resultado mensal positivo em volume registrado desde a divulgação da Operação Carne Fraca – na qual a Polícia Federal brasileira passou a investigar irregularidades em frigoríficos nacionais, em março.

O presidente-executivo da associação, Francisco Turra, creditou a alguns países árabes o aumento no volume exportado no mês passado. “Emirados Árabes Unidos, Egito, Japão, México, Kuwait, Angola e outros mercados contribuíram para o bom desempenho registrado neste mês”, afirmou, em nota.

Em valores, as vendas avançaram 2,7%, com US$ 619,2 milhões arrecadados com os embarques de carne de frango. Ao contrário do ocorrido com o volume exportado, as receitas não haviam sido afetadas pela divulgação da operação da Polícia Federal, mantendo o ritmo de crescimento nos últimos meses.

De janeiro a julho, o faturamento com as exportações registrou alta de 5,4%, somando US$ 4,201 bilhões, contra US$ 3,987 bilhões dos primeiros sete meses do ano passado. O volume de embarques, porém, foi 4,6% menor no período comparado, com 2,506 milhões de toneladas em 2017, ante as 2,628 milhões de toneladas de 2016.

Turra acredita, no entanto, em manutenção do ritmo de crescimento de volume até o fim do ano. “Nossa expectativa é que o ritmo se mantenha nestes níveis até o fim de 2017, recuperando o setor exportador dos impactos negativos registrados ao longo do primeiro semestre”, analisa o presidente-executivo da ABPA.

Fonte: ExportNews

 

02-08-2017

 

BALANÇA COMERCIAL: SUPERÁVIT DE JULHO FOI O MELHOR DA HISTÓRIA

A balança comercial brasileira teve superávit de US$ 6,3 bilhões em julho. Trata-se do melhor resultado para o mês desde o início da série histórica do governo, em 1989. O saldo positivo supera o recorde de julho de 2006, quando a balança ficou positiva em US$ 5,659 bilhões.

Os dados foram divulgados hoje (1°) pelo Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços. De janeiro a julho deste ano, a balança acumula superávit de US$ 42,5 bilhões. O valor também é o maior da história, superando o recorde de US$ 28,2 bilhões registrado de janeiro a julho de 2016.

O governo elevou de US$ 55 bilhões para mais de US$ 60 bilhões a estimativa de superávit da balança comercial para 2017. Caso se confirme, o resultado será o maior anual da série histórica, superando o saldo positivo recorde de US$ 47,5 bilhões verificado em 2016.

O principal motivo para o bom desempenho da balança neste ano é o crescimento dos preços das commodities (produtos básicos com cotação internacional). Também aumentaram os volumes exportados de alguns produtos.

A balança comercial tem superávit quando as exportações (vendas do Brasil para parceiros de negócios no exterior) superam as importações (aquisições de produtos e serviços no exterior).

No mês de julho, as exportações brasileiras ficaram em US$ 18,769 bilhões, superando os US$ 12,471 bilhões em importações. As exportações cresceram 14,9% em relação a julho de 2016, segundo o critério da média diária, que leva em conta o valor negociado por dia útil. Ante junho deste ano, houve queda de 5,1% sob o mesmo critério.

As importações, por sua vez, aumentaram 6,1% na comparação com julho do ano passado e caíram 1% em relação a junho deste ano, também segundo o critério da média diária.

Destaques

Em julho cresceram as exportações de itens básicos (19%), manufaturados (12,6%) e semimanufaturados (8,7%). Entre os itens básicos, foram destaque as vendas de milho em grão (alta de 93,7% na comparação com julho de 2016), minério de cobre (88,2%), petróleo bruto (72%), carne bovina (38,5%), minério de ferro (18,2%) e carne suína (10%).

Nos manufaturados, produtos como óleos combustíveis (273,3 %), tratores (91,7%), máquinas para terraplanagem (83,4 %) e automóveis de passageiros (69,7 %) puxaram a alta das exportações. Entre os semimanufaturados, cresceu a exportação de itens como óleo de soja bruto (94,4 %) e semimanufaturados de ferro e aço (60,1%).

Nas importações, cresceu a compra de combustíveis e lubrificantes (57,3 %), de bens intermediários (6,8%) e de bens de consumo (3,4%). Por outro lado, caiu a aquisição de bens de capital (22,7%) .

Fonte: Reuters

 

EXPORTAÇÕES DE MADEIRA, PAPEL E CELULOSE CRESCEM 7,3% NO 1º SEMESTRE

O setor de produção de madeira, papel e celulose do Brasil aumentou em 7,3% as exportações no primeiro semestre deste ano, alcançando faturamento de US$ 4 bilhões. Só os embarques de celulose somaram 6,8 milhões de toneladas de um total processado de 9,5 milhões. As vendas externas de celulose superaram em 6,8% o volume de 2016 e 42% referem-se às importações feitas pela China que ampliaram as encomendas em 25,5%.

Os dados foram divulgados hoje (31), em São Paulo, pela Indústria Brasileira de Árvores (Ibá), entidade que representa empresas da cadeia produtiva de árvores plantadas, reunindo 60 companhias e nove entidades estaduais vinculadas às lavouras de eucaliptos, pinus e outros espécies florestais, bem como aos itens beneficiados (painéis de madeira, pisos laminados, celulose, papel, florestas energéticas e biomassa).

Madeira

O balanço indica que foram exportados de janeiro a junho deste ano 597 mil metros cúbicos de madeira, 34,8% acima de igual período de 2016 com uma receita de US$ 137 milhões, valor 25,7 % maior do que no primeiro semestre do ano passado.

Já as vendas externas de papel cresceram a um ritmo menor na comparação com a celulose e a madeira com taxa de apenas 1%.

Os principais parceiros comerciais de papel e de painéis de madeira são os países latino-americanos que juntos geraram um faturamento de US$ 593 milhões em compras de papel com alta de 10% e US$ 75 milhões em painéis de madeira, total que representa aumento de 27,1 %.

Mercado interno

As vendas de papel ao mercado interno encolheram 1,6%, fechando os primeiros seis meses do ano com 2,6 milhões de toneladas. Houve recuo ainda de 1,6% na comercialização doméstica de painéis de madeira que atingiu movimento de 3,1 milhões de metros cúbicos.

Fonte: ExportNews

 

Indústria da China acelera em julho com exportação mais forte, mostra PMI

PEQUIM - O crescimento da indústria chinesa acelerou em julho, mostrou a pesquisa Índice de Gerentes de Compras (PMI, na sigla em inglês) nesta terça-feira, com a produção e as novas encomendas aumentando ao ritmo mais rápido desde fevereiro diante das fortes exportações.

Mesmo assim, os níveis de emprego nas fábricas caíram ao ritmo mais rápido em 10 meses e uma leitura sobre as perspectivas de negócios foi a mais baixa desde agosto passado, sinais de que o impulso econômico pode começar a diminuir nos próximos meses.

O PMI da Caixin/Markit aumentou para 51,1 em julho, acima da marca de 50 pontos que separa crescimento de contração, dos 50,4 em junho e da mediana das previsões de 21 analistas em pesquisa Reuters.

O setor de exportação em expansão, apoiado por uma economia global mais forte, ajudou a China a exibir crescimento surpreendente do Produto Interno Bruto de 6,9 por cento na primeira metade do ano.

Fonte: Reuters

 

Indústria do Brasil desacelera em julho, mostra PMI

SÃO PAULO - O crescimento da indústria brasileira desacelerou em julho diante do menor volume de produção e de novos negócios, segundo a pesquisa Índice Gerente de Compras (PMI, na sigla em inglês) divulgada na terça-fera, para o nível mais fraco desde março.

NO mês passado, o PMI do setor apurado pelo IHS Markit foi de 50, nível indicativo de ausência de mudanças no setor e que separa contração de expansão. Em junho, o indicador havia sido de 50,5 na leitura.

O volume de produção avançou pelo quinto mês consecutivo por causa da entrada de novos trabalhos em julho, segundo o PMI, mas a taxa de crescimento foi a mais fraca desde abril.

No período, o volume de novos pedidos --maior subcomponente do PMI-- também desacelerou e igualou-se ao ponto mais lento na atual sequência de cinco messes de crescimento. A pesquisa apurou queda apenas em bens de consumo e aumento no volume de bens intermediários e de investimentos.

"A principal mensagem da última pesquisa do PMI é que o setor industrial no Brasil ainda está enfrentando obstáculos", afirmou a economista-sênior do IHS Markit, Pollyanna De Lima, em nota.

Apesar de o volume de novos pedidos ter mostrado fraqueza, houve avanço nos pedidos de exportação, para o ritmo mais rápido desde abril de 2016, com destaque para a categoria de bens de capital.

"Uma área de força foi o desempenho das empresas brasileiras nos mercados internacionais, com os dados de julho indicando a maior recuperação da demanda externa desde abril de 2016", afirmou Pollyanna.

O PMI também apurou que a quantidade de trabalhadores no setor continuou recuando em julho diante da necessidade dos empresários em reduzir custos. Ao todo, a indústria brasileira já soma 29 meses de corte de funcionários.

O levantamento de julho ainda capturou queda nos preços cobrados pelos fabricantes brasileiros, interrompendo sequência de 36 meses de aumento nos preços de venda. A queda da taxa foi a mais intensa desde o fim de 2009.

Também no mês passado, a confiança da indústria brasileira avançou diante da melhora das percepções dos empresários tanto da situação atual como das expectativas para o setor, segundo a Fundação Getulio Vargas (FGV).

O movimento, no entanto, devolveu apenas parte da queda registrada em junho, em meio à intensa crise política que envolve o governo do presidente Michel Temer.

Fonte: Reuters

 

Brasil tem superávit comercial recorde para julho, de US$6,3 bi, diz ministério

BRASÍLIA - O Brasil registrou superávit comercial de 6,298 bilhões de dólares em julho, melhor para o período da série histórica iniciada em 1989, em mais um mês de dado recorde, embalado pela alta nas exportações, informou o Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC) nesta terça-feira. Em pesquisa Reuters junto a analistas, a expectativa era de um superávit de 6,39 bilhões de dólares. De um lado, as exportações em julho avançaram 14,9 por cento sobre igual mês de 2016, pela média diária, a 18,769 bilhões de dólares. De outro, o crescimento das importações na mesma base de comparação foi de apenas 6,1 por cento, a 12,471 bilhões de dólares. No acumulado dos sete primeiros meses do ano, o superávit da balança comercial já é de 42,514 bilhões de dólares, alta de 50,6 por cento sobre o mesmo período do ano passado, e bem próximo ao resultado alcançado em todo o ano de 2016 (47,683 bilhões de dólares). De olho nessa dinâmica, o MDIC melhorou em junho sua expectativa para a performance anual, passando a enxergar um superávit recorde de mais de 60 bilhões de dólares para a balança em 2017. DESTAQUES As exportações tiveram alta generalizada em julho, sendo de 19,0 por cento em produtos básicos, de 12,6 por cento em manufaturados e de 8,7 por cento em semimanufaturados, sempre sobre igual mês do ano passado.

No grupo dos básicos, que puxou o avanço geral, o destaque ficou com petróleo em bruto (+72 por cento, a 1,6 bilhão de dólares), minério de ferro (+18,2 por cento, a 1,2 bilhão de dólares) e soja em grão (+4,6 por cento, a 2,5 bilhões de dólares). Na ponta das importações, houve um crescimento expressivo em combustíveis e lubrificantes, de 57,3 por cento ante julho do ano passado.

Também ficaram no azul as compras de bens intermediários (+6,8 por cento) e bens de consumo (+3,4 por cento). Por outro lado, as importações de bens de capital recuaram 22,7 por cento sobre um ano antes.

Fonte: Reuters

 

ENTREVISTA- Exportação de café solúvel do Brasil em 2017 pode cair a nível de 2010

SÃO PAULO - As exportações brasileiras de café solúvel devem registrar queda em 2017, interrompendo um ciclo de crescimento anual que vem desde 2014, com os embarques sofrendo agora os efeitos da quebra acentuada de safra do robusta (conilon) no ano passado, disse o diretor de Relações Institucionais da associação que representa a indústria (Abics), Aguinaldo José de Lima.

Caso a redução no ritmo de embarques observada no primeiro semestre do ano, de aproximadamente 12 por cento, se mantenha, as vendas do maior exportador mundial de solúvel poderiam cair em 2017 para os menores níveis desde 2010, abrindo espaço para concorrentes como o Vietnã, admitiu Lima, em entrevista à Reuters.

De acordo com ele, a queda em potencial refletiria o menor número de contratos fechados para venda ao exterior após a quebra de produção no Espírito Santo por causa da estiagem. Em 2015 e 2016, a seca no principal Estado produtor de conilon do país comprometeu a oferta nacional da variedade que responde por 80 por cento da matéria-prima usada na fabricação de café solúvel.

"Vínhamos em uma situação animadora, batemos o recorde (de exportações) no ano passado, com contratos feitos antes da crise do conilon. Mas esse problema da quebra de safra do Espírito Santo acabou machucando muito nosso desempenho e podemos perder clientes para indústrias baseadas na Ásia", afirmou.

A partir de dados do Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé) compilados pela Abics, Lima lembrou que o país embarcou 3,828 milhões de sacas de café solúvel em 2016.

Assim, se a redução de cerca de 12 por cento registrada de janeiro a junho deste ano ante igual período do ano passado se mantiver, 2017 pode terminar com embarques de 3,37 milhões de sacas do produto, menor volume desde as 3,36 milhões de sacas de 2010, disse o diretor.

Lima acrescentou que, em 2015, a Abics também projetava exportações de 3,981 milhões de sacas de café solúvel para este ano, o que não se concretizará.

"Se eu comparar esse número com 2014, a queda é de 522 mil sacas", disse ele, que também é diretor de Relações Institucionais do Sindicato Nacional das Indústrias de Café Solúvel (Sincs).

"A indústria de solúvel não trabalha no curto prazo. Nesse primeiro semestre estivemos com comercializações muito travadas, na expectativa sobre o que o Brasil colheria", comentou Lima, referindo-se aos negócios fechados para exportações futuras.

Conforme o levantamento mais recente da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), de maio, o Brasil deverá colher neste ano 45,56 milhões de sacas de café, abaixo dos 51,36 milhões de sacas do ano passado. A safra vigente é de bienalidade negativa de produção.

Especificamente para o conilon, a produção deverá aumentar em 26,9 por cento, para 10,13 milhões de sacas, recuperando-se ante a quebra de safra.

Ainda que seja líder na produção e exportação de café solúvel, o Brasil não se destaca quanto ao consumo desse produto.

De acordo com Lima, o solúvel representa apenas 5 por cento do consumo nacional de café.

"No final do ano que vem devemos lançar um plano de estímulo ao consumo de café solúvel", adiantou Lima, sem dar mais detalhes.

Fonte: Reuters

 

Importações de combustíveis e lubrificantes crescem 57,3% em julho para US$1,522 bi

RIO DE JANEIRO - As importações de combustíveis e lubrificantes pelo Brasil cresceram 57,3 por cento em julho ante o mesmo mês de 2016, para 1,522 bilhão de dólares, segundo dados publicados nesta terça-feira pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex).

No caso específico de gasolinas para automóveis, no mesmo período, o crescimento das importações foi de 9,3 por cento, para 115 milhões de dólares, apontaram os dados.

O aumento aconteceu após a Petrobras ajustar, no fim de junho, sua política interna de preços de diesel e gasolina, buscando reconquistar mercado perdido para outras empresas que estavam elevando importações do Brasil.

"O crescimento ocorreu principalmente pelo aumento de petróleo em bruto, carvão, óleo diesel, gás natural, gás GLP (Gás Liquefeito de Petróleo), querosenes, óleos lubrificantes", afirmou a Secex em nota.

Fonte: Reuters

 

Exportação de café verde do Brasil em julho tem menor volume em mais de 10 anos

SÃO PAULO - As exportações de café verde do Brasil, maior exportador global do produto, atingiram em julho os menores volumes mensais em pouco mais de dez anos, pelo menos, apontaram dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) nesta terça-feira.

O Brasil exportou 1,6 milhão de sacas de café em grão, abaixo dos 1,66 milhão de sacas de maio de 2008, que até esta terça-feira era o menor volume em uma série de dados da Secex iniciada em 2006.

Os embarques foram baixos em um momento em que a colheita de uma safra menor ainda não chegou efetivamente ao mercado, com produtores segurando vendas enquanto não veem preços melhores, na avaliação de um diretor do Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé). Além disso, os países importadores estão relativamente bem abastecidos, segundo a associação.

A exportação no mês passado ficou ainda levemente abaixo dos embarques de julho de 2016, quando somaram aproximadamente 1,7 milhão de sacas de café verde, também um número pequeno perto das exportações mensais do Brasil, que em seus melhores momentos ficam mais próximas ou superam 3 milhões de sacas.

"O que a gente está vendo é uma queda por uma série de fatores. A safra que o Brasil está colhendo ainda vai entrar no mercado...", disse o diretor-técnico do Cecafé, Eduardo Heron, em entrevista à Reuters.

Ele acrescentou que as exportações do país, em geral, ganham força nos próximos meses, quando a colheita já está concluída.

Heron explicou ainda que, com o verão no hemisfério norte, quando o consumo de café é menor, os compradores no exterior do produto brasileiro "não estão tendo tanto interesse".

Outro fator são os armazéns relativamente bem abastecidos nos países importadores, o que limita o interesse de compras, acrescentou.

Não bastassem esses fatores, o mercado não está favorável aos negócios pelos cafeicultores.

"Os produtores não estão se sentindo atraídos pelos preços, eles fazem vendas pontuais..."

Isso em um momento em que o Brasil colhe uma safra menor, impactada pela bienalidade negativa do ciclo do café arábica.

Conforme o levantamento mais recente da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), de maio, o Brasil deverá colher neste ano 45,56 milhões de sacas de café, abaixo do recorde de 51,36 milhões de sacas do ano passado.

O diretor do Cecafé afirmou que há alguns critérios que diferem os números do conselho dos da Secex, mas concordou que as exportações em julho foram baixas. A entidade só fecha os dados do mês passado nos próximos dias.

"Em linhas gerais, olhando o que tem de café verde, não vai estar tão fora disso", disse ele em referência ao dado da Secex, complementando que o número de julho do Cecafé "certamente" ficará abaixo de 2 milhões de sacas.

Pelos dados do Cecafé, a exportação mais baixa da história recente foi vista em junho de 2008 (1,568 milhão de sacas), enquanto no passado mais distante o Brasil exportou volumes menores, de pouco mais de 500 mil sacas.

Fonte: Reuters

 

02-08-2017

 

BALANÇA COMERCIAL: SUPERÁVIT DE JULHO FOI O MELHOR DA HISTÓRIA

A balança comercial brasileira teve superávit de US$ 6,3 bilhões em julho. Trata-se do melhor resultado para o mês desde o início da série histórica do governo, em 1989. O saldo positivo supera o recorde de julho de 2006, quando a balança ficou positiva em US$ 5,659 bilhões.

Os dados foram divulgados hoje (1°) pelo Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços. De janeiro a julho deste ano, a balança acumula superávit de US$ 42,5 bilhões. O valor também é o maior da história, superando o recorde de US$ 28,2 bilhões registrado de janeiro a julho de 2016.

O governo elevou de US$ 55 bilhões para mais de US$ 60 bilhões a estimativa de superávit da balança comercial para 2017. Caso se confirme, o resultado será o maior anual da série histórica, superando o saldo positivo recorde de US$ 47,5 bilhões verificado em 2016.

O principal motivo para o bom desempenho da balança neste ano é o crescimento dos preços das commodities (produtos básicos com cotação internacional). Também aumentaram os volumes exportados de alguns produtos.

A balança comercial tem superávit quando as exportações (vendas do Brasil para parceiros de negócios no exterior) superam as importações (aquisições de produtos e serviços no exterior).

No mês de julho, as exportações brasileiras ficaram em US$ 18,769 bilhões, superando os US$ 12,471 bilhões em importações. As exportações cresceram 14,9% em relação a julho de 2016, segundo o critério da média diária, que leva em conta o valor negociado por dia útil. Ante junho deste ano, houve queda de 5,1% sob o mesmo critério.

As importações, por sua vez, aumentaram 6,1% na comparação com julho do ano passado e caíram 1% em relação a junho deste ano, também segundo o critério da média diária.

Destaques

Em julho cresceram as exportações de itens básicos (19%), manufaturados (12,6%) e semimanufaturados (8,7%). Entre os itens básicos, foram destaque as vendas de milho em grão (alta de 93,7% na comparação com julho de 2016), minério de cobre (88,2%), petróleo bruto (72%), carne bovina (38,5%), minério de ferro (18,2%) e carne suína (10%).

Nos manufaturados, produtos como óleos combustíveis (273,3 %), tratores (91,7%), máquinas para terraplanagem (83,4 %) e automóveis de passageiros (69,7 %) puxaram a alta das exportações. Entre os semimanufaturados, cresceu a exportação de itens como óleo de soja bruto (94,4 %) e semimanufaturados de ferro e aço (60,1%).

Nas importações, cresceu a compra de combustíveis e lubrificantes (57,3 %), de bens intermediários (6,8%) e de bens de consumo (3,4%). Por outro lado, caiu a aquisição de bens de capital (22,7%) .

Fonte: Reuters

 

EXPORTAÇÕES DE MADEIRA, PAPEL E CELULOSE CRESCEM 7,3% NO 1º SEMESTRE

O setor de produção de madeira, papel e celulose do Brasil aumentou em 7,3% as exportações no primeiro semestre deste ano, alcançando faturamento de US$ 4 bilhões. Só os embarques de celulose somaram 6,8 milhões de toneladas de um total processado de 9,5 milhões. As vendas externas de celulose superaram em 6,8% o volume de 2016 e 42% referem-se às importações feitas pela China que ampliaram as encomendas em 25,5%.

Os dados foram divulgados hoje (31), em São Paulo, pela Indústria Brasileira de Árvores (Ibá), entidade que representa empresas da cadeia produtiva de árvores plantadas, reunindo 60 companhias e nove entidades estaduais vinculadas às lavouras de eucaliptos, pinus e outros espécies florestais, bem como aos itens beneficiados (painéis de madeira, pisos laminados, celulose, papel, florestas energéticas e biomassa).

Madeira

O balanço indica que foram exportados de janeiro a junho deste ano 597 mil metros cúbicos de madeira, 34,8% acima de igual período de 2016 com uma receita de US$ 137 milhões, valor 25,7 % maior do que no primeiro semestre do ano passado.

Já as vendas externas de papel cresceram a um ritmo menor na comparação com a celulose e a madeira com taxa de apenas 1%.

Os principais parceiros comerciais de papel e de painéis de madeira são os países latino-americanos que juntos geraram um faturamento de US$ 593 milhões em compras de papel com alta de 10% e US$ 75 milhões em painéis de madeira, total que representa aumento de 27,1 %.

Mercado interno

As vendas de papel ao mercado interno encolheram 1,6%, fechando os primeiros seis meses do ano com 2,6 milhões de toneladas. Houve recuo ainda de 1,6% na comercialização doméstica de painéis de madeira que atingiu movimento de 3,1 milhões de metros cúbicos.

Fonte: ExportNews

 

Indústria da China acelera em julho com exportação mais forte, mostra PMI

PEQUIM - O crescimento da indústria chinesa acelerou em julho, mostrou a pesquisa Índice de Gerentes de Compras (PMI, na sigla em inglês) nesta terça-feira, com a produção e as novas encomendas aumentando ao ritmo mais rápido desde fevereiro diante das fortes exportações.

Mesmo assim, os níveis de emprego nas fábricas caíram ao ritmo mais rápido em 10 meses e uma leitura sobre as perspectivas de negócios foi a mais baixa desde agosto passado, sinais de que o impulso econômico pode começar a diminuir nos próximos meses.

O PMI da Caixin/Markit aumentou para 51,1 em julho, acima da marca de 50 pontos que separa crescimento de contração, dos 50,4 em junho e da mediana das previsões de 21 analistas em pesquisa Reuters.

O setor de exportação em expansão, apoiado por uma economia global mais forte, ajudou a China a exibir crescimento surpreendente do Produto Interno Bruto de 6,9 por cento na primeira metade do ano.

Fonte: Reuters

 

Indústria do Brasil desacelera em julho, mostra PMI

SÃO PAULO - O crescimento da indústria brasileira desacelerou em julho diante do menor volume de produção e de novos negócios, segundo a pesquisa Índice Gerente de Compras (PMI, na sigla em inglês) divulgada na terça-fera, para o nível mais fraco desde março.

NO mês passado, o PMI do setor apurado pelo IHS Markit foi de 50, nível indicativo de ausência de mudanças no setor e que separa contração de expansão. Em junho, o indicador havia sido de 50,5 na leitura.

O volume de produção avançou pelo quinto mês consecutivo por causa da entrada de novos trabalhos em julho, segundo o PMI, mas a taxa de crescimento foi a mais fraca desde abril.

No período, o volume de novos pedidos --maior subcomponente do PMI-- também desacelerou e igualou-se ao ponto mais lento na atual sequência de cinco messes de crescimento. A pesquisa apurou queda apenas em bens de consumo e aumento no volume de bens intermediários e de investimentos.

"A principal mensagem da última pesquisa do PMI é que o setor industrial no Brasil ainda está enfrentando obstáculos", afirmou a economista-sênior do IHS Markit, Pollyanna De Lima, em nota.

Apesar de o volume de novos pedidos ter mostrado fraqueza, houve avanço nos pedidos de exportação, para o ritmo mais rápido desde abril de 2016, com destaque para a categoria de bens de capital.

"Uma área de força foi o desempenho das empresas brasileiras nos mercados internacionais, com os dados de julho indicando a maior recuperação da demanda externa desde abril de 2016", afirmou Pollyanna.

O PMI também apurou que a quantidade de trabalhadores no setor continuou recuando em julho diante da necessidade dos empresários em reduzir custos. Ao todo, a indústria brasileira já soma 29 meses de corte de funcionários.

O levantamento de julho ainda capturou queda nos preços cobrados pelos fabricantes brasileiros, interrompendo sequência de 36 meses de aumento nos preços de venda. A queda da taxa foi a mais intensa desde o fim de 2009.

Também no mês passado, a confiança da indústria brasileira avançou diante da melhora das percepções dos empresários tanto da situação atual como das expectativas para o setor, segundo a Fundação Getulio Vargas (FGV).

O movimento, no entanto, devolveu apenas parte da queda registrada em junho, em meio à intensa crise política que envolve o governo do presidente Michel Temer.

Fonte: Reuters

 

Brasil tem superávit comercial recorde para julho, de US$6,3 bi, diz ministério

BRASÍLIA - O Brasil registrou superávit comercial de 6,298 bilhões de dólares em julho, melhor para o período da série histórica iniciada em 1989, em mais um mês de dado recorde, embalado pela alta nas exportações, informou o Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC) nesta terça-feira. Em pesquisa Reuters junto a analistas, a expectativa era de um superávit de 6,39 bilhões de dólares. De um lado, as exportações em julho avançaram 14,9 por cento sobre igual mês de 2016, pela média diária, a 18,769 bilhões de dólares. De outro, o crescimento das importações na mesma base de comparação foi de apenas 6,1 por cento, a 12,471 bilhões de dólares. No acumulado dos sete primeiros meses do ano, o superávit da balança comercial já é de 42,514 bilhões de dólares, alta de 50,6 por cento sobre o mesmo período do ano passado, e bem próximo ao resultado alcançado em todo o ano de 2016 (47,683 bilhões de dólares). De olho nessa dinâmica, o MDIC melhorou em junho sua expectativa para a performance anual, passando a enxergar um superávit recorde de mais de 60 bilhões de dólares para a balança em 2017. DESTAQUES As exportações tiveram alta generalizada em julho, sendo de 19,0 por cento em produtos básicos, de 12,6 por cento em manufaturados e de 8,7 por cento em semimanufaturados, sempre sobre igual mês do ano passado.

No grupo dos básicos, que puxou o avanço geral, o destaque ficou com petróleo em bruto (+72 por cento, a 1,6 bilhão de dólares), minério de ferro (+18,2 por cento, a 1,2 bilhão de dólares) e soja em grão (+4,6 por cento, a 2,5 bilhões de dólares). Na ponta das importações, houve um crescimento expressivo em combustíveis e lubrificantes, de 57,3 por cento ante julho do ano passado.

Também ficaram no azul as compras de bens intermediários (+6,8 por cento) e bens de consumo (+3,4 por cento). Por outro lado, as importações de bens de capital recuaram 22,7 por cento sobre um ano antes.

Fonte: Reuters

 

ENTREVISTA- Exportação de café solúvel do Brasil em 2017 pode cair a nível de 2010

SÃO PAULO - As exportações brasileiras de café solúvel devem registrar queda em 2017, interrompendo um ciclo de crescimento anual que vem desde 2014, com os embarques sofrendo agora os efeitos da quebra acentuada de safra do robusta (conilon) no ano passado, disse o diretor de Relações Institucionais da associação que representa a indústria (Abics), Aguinaldo José de Lima.

Caso a redução no ritmo de embarques observada no primeiro semestre do ano, de aproximadamente 12 por cento, se mantenha, as vendas do maior exportador mundial de solúvel poderiam cair em 2017 para os menores níveis desde 2010, abrindo espaço para concorrentes como o Vietnã, admitiu Lima, em entrevista à Reuters.

De acordo com ele, a queda em potencial refletiria o menor número de contratos fechados para venda ao exterior após a quebra de produção no Espírito Santo por causa da estiagem. Em 2015 e 2016, a seca no principal Estado produtor de conilon do país comprometeu a oferta nacional da variedade que responde por 80 por cento da matéria-prima usada na fabricação de café solúvel.

"Vínhamos em uma situação animadora, batemos o recorde (de exportações) no ano passado, com contratos feitos antes da crise do conilon. Mas esse problema da quebra de safra do Espírito Santo acabou machucando muito nosso desempenho e podemos perder clientes para indústrias baseadas na Ásia", afirmou.

A partir de dados do Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé) compilados pela Abics, Lima lembrou que o país embarcou 3,828 milhões de sacas de café solúvel em 2016.

Assim, se a redução de cerca de 12 por cento registrada de janeiro a junho deste ano ante igual período do ano passado se mantiver, 2017 pode terminar com embarques de 3,37 milhões de sacas do produto, menor volume desde as 3,36 milhões de sacas de 2010, disse o diretor.

Lima acrescentou que, em 2015, a Abics também projetava exportações de 3,981 milhões de sacas de café solúvel para este ano, o que não se concretizará.

"Se eu comparar esse número com 2014, a queda é de 522 mil sacas", disse ele, que também é diretor de Relações Institucionais do Sindicato Nacional das Indústrias de Café Solúvel (Sincs).

"A indústria de solúvel não trabalha no curto prazo. Nesse primeiro semestre estivemos com comercializações muito travadas, na expectativa sobre o que o Brasil colheria", comentou Lima, referindo-se aos negócios fechados para exportações futuras.

Conforme o levantamento mais recente da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), de maio, o Brasil deverá colher neste ano 45,56 milhões de sacas de café, abaixo dos 51,36 milhões de sacas do ano passado. A safra vigente é de bienalidade negativa de produção.

Especificamente para o conilon, a produção deverá aumentar em 26,9 por cento, para 10,13 milhões de sacas, recuperando-se ante a quebra de safra.

Ainda que seja líder na produção e exportação de café solúvel, o Brasil não se destaca quanto ao consumo desse produto.

De acordo com Lima, o solúvel representa apenas 5 por cento do consumo nacional de café.

"No final do ano que vem devemos lançar um plano de estímulo ao consumo de café solúvel", adiantou Lima, sem dar mais detalhes.

Fonte: Reuters

 

Importações de combustíveis e lubrificantes crescem 57,3% em julho para US$1,522 bi

RIO DE JANEIRO - As importações de combustíveis e lubrificantes pelo Brasil cresceram 57,3 por cento em julho ante o mesmo mês de 2016, para 1,522 bilhão de dólares, segundo dados publicados nesta terça-feira pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex).

No caso específico de gasolinas para automóveis, no mesmo período, o crescimento das importações foi de 9,3 por cento, para 115 milhões de dólares, apontaram os dados.

O aumento aconteceu após a Petrobras ajustar, no fim de junho, sua política interna de preços de diesel e gasolina, buscando reconquistar mercado perdido para outras empresas que estavam elevando importações do Brasil.

"O crescimento ocorreu principalmente pelo aumento de petróleo em bruto, carvão, óleo diesel, gás natural, gás GLP (Gás Liquefeito de Petróleo), querosenes, óleos lubrificantes", afirmou a Secex em nota.

Fonte: Reuters

 

Exportação de café verde do Brasil em julho tem menor volume em mais de 10 anos

SÃO PAULO - As exportações de café verde do Brasil, maior exportador global do produto, atingiram em julho os menores volumes mensais em pouco mais de dez anos, pelo menos, apontaram dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) nesta terça-feira.

O Brasil exportou 1,6 milhão de sacas de café em grão, abaixo dos 1,66 milhão de sacas de maio de 2008, que até esta terça-feira era o menor volume em uma série de dados da Secex iniciada em 2006.

Os embarques foram baixos em um momento em que a colheita de uma safra menor ainda não chegou efetivamente ao mercado, com produtores segurando vendas enquanto não veem preços melhores, na avaliação de um diretor do Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé). Além disso, os países importadores estão relativamente bem abastecidos, segundo a associação.

A exportação no mês passado ficou ainda levemente abaixo dos embarques de julho de 2016, quando somaram aproximadamente 1,7 milhão de sacas de café verde, também um número pequeno perto das exportações mensais do Brasil, que em seus melhores momentos ficam mais próximas ou superam 3 milhões de sacas.

"O que a gente está vendo é uma queda por uma série de fatores. A safra que o Brasil está colhendo ainda vai entrar no mercado...", disse o diretor-técnico do Cecafé, Eduardo Heron, em entrevista à Reuters.

Ele acrescentou que as exportações do país, em geral, ganham força nos próximos meses, quando a colheita já está concluída.

Heron explicou ainda que, com o verão no hemisfério norte, quando o consumo de café é menor, os compradores no exterior do produto brasileiro "não estão tendo tanto interesse".

Outro fator são os armazéns relativamente bem abastecidos nos países importadores, o que limita o interesse de compras, acrescentou.

Não bastassem esses fatores, o mercado não está favorável aos negócios pelos cafeicultores.

"Os produtores não estão se sentindo atraídos pelos preços, eles fazem vendas pontuais..."

Isso em um momento em que o Brasil colhe uma safra menor, impactada pela bienalidade negativa do ciclo do café arábica.

Conforme o levantamento mais recente da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), de maio, o Brasil deverá colher neste ano 45,56 milhões de sacas de café, abaixo do recorde de 51,36 milhões de sacas do ano passado.

O diretor do Cecafé afirmou que há alguns critérios que diferem os números do conselho dos da Secex, mas concordou que as exportações em julho foram baixas. A entidade só fecha os dados do mês passado nos próximos dias.

"Em linhas gerais, olhando o que tem de café verde, não vai estar tão fora disso", disse ele em referência ao dado da Secex, complementando que o número de julho do Cecafé "certamente" ficará abaixo de 2 milhões de sacas.

Pelos dados do Cecafé, a exportação mais baixa da história recente foi vista em junho de 2008 (1,568 milhão de sacas), enquanto no passado mais distante o Brasil exportou volumes menores, de pouco mais de 500 mil sacas.

Fonte: Reuters

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