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NOTÍCIAS DO DIA - SETEMBRO 2017

29-09-2017

 

MAGGI QUER INTENSIFICAR COMÉRCIO AGRÍCOLA COM O PERU

Ministro destacou em evento empresarial que a proximidade com Acre, Rondônia e Mato Grosso pode ser mais explorada

Ministro demonstra em gráfico trocas comerciais entre Brasil e Peru

Em reunião com empresários durante viagem oficial ao Peru, o ministro Blairo Maggi (Agricultura, Pecuária e Abastecimento) defendeu maior aproximação comercial entre o país e o Brasil, especialmente os estados vizinhos, como Acre, Rondônia e Mato Grosso. “A ideia é destravar o que emperra o comércio bilateral”, afirmou.

Maggi disse que há potencial a ser explorado, já que a relação no agronegócio entre os dois países ainda é muito pequena. O Peru é o 34º parceiro comercial do Brasil, sendo que no setor agropecuário foram registrados, no ano passado, US$ 179 milhões em exportações. No agronegócio como um todo, as vendas externas brasileiras para o mercado peruano totalizaram e US$ 392 milhões.

O Brasil tem condições de fornecer ao Peru alimentos que o país não produz, ressaltou o ministro, acrescentando que o Acre, por exemplo, vem desenvolvendo uma suinocultura moderna, além de ter terras para soja e milho, entre outros produtos.

Do lado do Peru, Maggi destacou o crescimento da produção de frutas, que rende ao país anualmente entre US$ 2 bilhões e US$ 3 bilhões. E observou que há um mercado interno consumidor no Brasil a ser explorado pelos peruanos. “Estamos voltando a crescer, com expectativa de que, neste ano, o índice seja de 1% e, no próximo, de 3%, o que significa muito para um país do nosso tamanho.”

O ministro enfatizou que o Brasil é um fornecedor seguro de alimentos com produção crescente, sendo responsável por 6,6% do mercado mundial. Ao mesmo tempo, observou que toda a produção de algodão deste ano, de 1,2 milhão de toneladas, já estava vendida desde 2017, o que representa confiança do mercado internacional.

“Tivemos pequena redução da fatia mundial do agro, mas por conta do preço das commodities e não do volume exportado”, explicou. E a expectativa é ocupar mais espaço em mercados onde a participação brasileira tem muito para crescer, como em países asiáticos, em função do poder de compra da população, e no México, onde o Brasil tem participação de apenas 1,2% no agronegócio, “é um alvo específico”.

O trabalho, segundo o ministro, é do de eliminar barreiras de comércio, já que a estimativa da produção brasileira é de continuar crescendo nos próximos anos.

Maggi destacou ainda que o Brasil segue cumprindo uma legislação ambiental rígida que precisa ser reconhecida pelos parceiros comerciais e que o aumento da produção se deve ao avanço de pesquisas, particularmente aquelas desenvolvidas pela Embrapa. Enfatizou como responsável por ganhos de produtividade a alternância de culturas, que permitem colher mais de uma safra por ano em uma mesma área, e entre a agricultura e a pecuária.

Nesta quarta-feira, o ministro participa ainda da abertura oficial da Expoalimentaria – maior feira de alimentação e bebidas da América Latina. Ele também terá ainda reunião com o ministro da Agricultura peruano, José Manuel Hernandez.

Na quinta-feira (28), Maggi viaja para a Bolívia. Na capital La Paz, terá encontros com o ministro do Desenvolvimento Rural e Terras da Bolívia, César Cocarico, e com o vice-ministro de Comércio e Integração boliviano, Walter Clarems.

A delegação chefiada pelo ministro ao Peru e à Bolívia é composta pelos secretários de Relações Internacionais do Agronegócio do Mapa, Odilson Ribeiro e Silva, e de Defesa Agropecuária, Luis Rangel. Participam do evento com empresários o presidente da Abafrutas (Associação Brasileira dos Produtores Exportadores de Frutas), Luiz Roberto Maldonado; o presidente da Ceasa de Mato Grosso, Baltazar Ulrich; o senador Cidinho Santos e o deputado Adillton Sachetti.

Fonte: MAPA

 

EMPRESAS BRASILEIRAS NO MAIOR EVENTO DE BEBIDAS DA CHINA

A China é o destino que muitos empresários brasileiros sonham para exportar seus produtos. No segmento de bebidas, alguns estão tentando transformar isso em realidade. De 12 a 14 de novembro, produtores brasileiros de vinhos, cachaças e cervejas artesanais poderão comprovar a força do comércio chinês durante a InterWine 2017, uma das mais importantes feiras do setor em todo o mundo, que pela primeira vez terá um estande exclusivamente voltado à exposição de marcas e fabricantes nacionais.

O evento foi criado há mais de 12 anos e reúne expositores vindos de países como França, Espanha, Itália, Chile e Estados Unidos, Será realizado na cidade de Guangzhou, capital da província de Cantão, no Sul da China. Considerada uma região estratégica, próximo de Hong Kong e de Macau, na famosa Região do Delta do Rio das Pérolas, é o local que mais rapidamente se desenvolve economicamente na China — o PIB já ultrapassa a marca de U$ 1,35 trilhão. Até 2030, a região terá 66 milhões de habitantes e um PIB de U$ 2.1 trilhões, com renda per capita de U$ 31 mil.

“Uma vez superadas as dificuldades causadas pela língua, diferenças culturais e demais aspectos, entrar no mercado chinês pode ser a maior oportunidade existente no momento, não apenas pelo tamanho e robustez da economia atualmente, mas principalmente pelas perspectivas para o futuro nos próximos anos”, destaca Claudio Melfi, sócio da Business Nesting Limited, que reunirá em um só estande as marcas e fabricantes brasileiros que marcarem presença na InterWine 2017.

Mercado de bebidas tem crescimento significativo na China

De acordo com dados do governo chinês, em 2016 o país importou 638 milhões de litros de vinho, representando um aumento de 15% se comparado com o mesmo período do ano anterior e totalizando um volume de mais de U$ 2,3 bilhões em importações.

Já o mercado de cervejas na China movimenta mais de U$ 70 bilhões anualmente, se consolidando como um dos maiores de todo o mundo. Também impressiona o aumento na participação de cervejas artesanais dentro deste cenário: de acordo com a consultoria Kantar Worldpanel, no último ano o crescimento ultrapassou a casa dos 40%.

“Também no setor de destilados os números são imensos e de forte crescimento. De acordo com o Euromonitor, até 2021 o consumo anual de destilados na China chegará a 6,7 bilhões de litros, o que significa uma grande oportunidade aos produtores brasileiros de cachaça, um produto exclusivo do nosso país e reconhecido internacionalmente”, explica Melfi.

Empresa oferece suporte e espaço exclusivos para brasileiros

Quem quiser garantir uma vaga no evento terá à disposição todo o apoio e a infraestrutura adequados através da Business Nesting. A empresa oferece pacotes exclusivos com acomodação em hotéis cinco estrelas, transfer, guia fluente em português, tours pela cidade e auxílio no envio das amostras. No evento, terá uma área exclusiva frontal para recepção e exibição dos produtos, display multimídia touch-screen individual, mesas de negociação, lounge e área de degustação. Haverá ainda intérpretes fluentes em português e mandarim, modelos para distribuição de impressos e fotógrafo/cinegrafista profissional para registro de toda a feira.

De quebra, os participantes poderão impulsionar ainda mais a popularidade de seus produtos na competição “2017 InterWine International Wine & Spirits Challenge”. O concurso ocorre durante o evento, com bebidas previamente inscritas. Especialistas irão provar os produtos concorrentes e avaliá-los dentro das regras da OIV International e padrões do ISO9002. “Por causa da extensa cobertura do evento pela mídia e sua importância dentro do setor, pode ser uma oportunidade única para transformar os produtos e as marcas em referência dentro do mercado de bebidas na China e mesmo em outros países”, adianta Melfi.

Além disso, a Business Nesting oferece o serviço de representação comercial continuada. “Não é incomum escutar histórias de empresários que investem pequenas fortunas em eventos fora do Brasil e retornam com a mala cheia de cartões de visitas e sem nenhum pedido. Conosco os expositores terão a possibilidade de seguir à risca os procedimentos mais básicos de atendimento ao cliente no pós-evento: o bom e velho follow-up. Um vendedor, um cliente, uma mesa, uma amostra física do produto e um aperto de mão”, assinala Melfi.

Sobre a Business Nesting International

Sediada em Hong Kong e com escritório no Brasil, a Business Nesting International Limited atua no ramo de importação, exportação e consultoria em comércio exterior desde sua fundação, em 2010. ​Também opera como uma trading company nos mais variados segmentos, incluindo o de máquinas e equipamentos.

Através de uma subsidiária na cidade de Zhongshan, na China, A Business Nesting lançará em 2018 uma plataforma de internacionalização de negócios que permitirá às pequenas e médias empresas lançar seus produtos e serviços na China, em um sistema de incubadora, de forma acessível. A empresa apresentará ainda uma plataforma de equity crowdfunding, através da qual irá oferecer a oportunidade para que investidores chineses possam se tornar sócios das operações internacionais que os empreendedores brasileiros lançarem no mercado asiático após o período de incubação.

Fonte: ExportNews

 

Governo afirma que exportação de carne para os EUA pode ser retomada em outubro

As exportações brasileiras de carne bovina in natura para os Estados Unidos, suspensas desde de junho, devem ser retomadas em outubro. A expectativa é de técnicos do Ministério da Agricultura, que acompanharam inspeções feitas nos últimos dias por delegação norte-americana, em vários frigoríficos do país.

Segundo o Ministério da Agricultura, o fim do embargo de cortes in natura deverá ocorrer depois que os americanos avaliarem documento enviado pelas autoridades brasileiras. Foto: Dida Sampaio/Estadão

Na segunda-feira, 25, os Estados Unidos liberaram a retomada das exportações de carne termoprocessada de cinco frigoríficos que haviam sido embargados devido a problemas como o rompimento de embalagens. 

As três unidades do frigorífico Marfrig, localizadas em São Gabriel (RS), Promissão (SP) e Paranatinga (MS); uma da JBS, localizada em Campo Grande (MS); e uma da Minerva, em Palmeiras de Goiás (GO), principais exportadores para os EUA, tiveram as exportações suspensas para evitar eventual embargo total da exportação.

De acordo com o Ministério da Agricultura, os produtos processados termicamente representam a maior parte da exportação de carne brasileira para os norte-americanos. O Brasil possui 18 frigoríficos fornecedores da matéria prima.

“Ontem [segunda-feira] mesmo, recebemos a informação de que a carne processada está liberada. Esperamos que, muito em breve, a gente consiga também liberar a carne in natura”, disse o ministro da Agricultura Blairo Maggi, na terça-feira, 26, em São Paulo, em evento do setor.

Segundo o Ministério da Agricultura, o fim do embargo de cortes in natura deverá ocorrer depois que os americanos avaliarem documento enviado pelas autoridades brasileiras, em resposta a questionamentos feitos pela missão veterinária que esteve no Brasil no primeiro semestre deste ano.

Fonte: Estadão

 

27-09-2017

 

Exportação de grãos pela Ucrânia atinge 10 mi t até agora na safra 2017/18

Motorista descarrega caminhão em loja de grãos durante a colheita da cevada em vila de Zhovtneve, na Ucrânia

KIEV - As exportações de grãos pela Ucrânia totalizaram 10 milhões de toneladas até o momento nesta safra, que vai de julho a junho, disse o Ministério da Agricultura nesta terça-feira.

As exportações incluem 5,6 milhões de toneladas de trigo, 3 milhões de toneladas de cevada e cerca de 1,2 milhão de toneladas de milho, destacou a pasta.

A Ucrânia planeja colher entre 61 milhões e 63 milhões de toneladas de grãos neste ano, na comparação com um recorde de 66 milhões de toneladas em 2016.

O ministério disse que as exportações de grãos podem atingir de 44 milhões a 45 milhões de toneladas no ciclo 2017/18, superando o recorde de 43,9 milhões de toneladas da temporada anterior.

Fonte: Reuters

 

Porto de Paranaguá bate novo recorde de movimentação

O Porto de Paranaguá acaba de bater mais um recorde de movimentação de cargas. No mês de agosto foram exportadas e importadas 5,44 milhões de toneladas de produtos pelo porto paranaense.

Este é o terceiro mês consecutivo que o Porto contabiliza recordes de movimentação em 2017. Em junho deste ano, foram movimentadas 4,95 milhões de toneladas em julho, o Porto registrou 5,15 milhões de toneladas de cargas exportadas e importadas e, agora, no mês de agosto um novo recorde.

O último recorde para o mês de agosto de movimentação havia sido registrado em 2015, quando o Porto de Paranaguá atingiu a marca de 4,6 milhões de toneladas.

A movimentação recorde inclui grãos, líquidos, contêineres, cargas gerais e fertilizantes.

De acordo com o diretor-presidente da Administração dos Portos de Paranaguá e Antonina, Luiz Henrique Dividino, os recordes consecutivos do Porto de Paranaguá se devem aos investimentos para aumentar a capacidade operacional do Porto e que estão trazendo resultados

“Os números de movimentação refletem o planejamento e o retorno dos investimentos, aliados ao trabalho técnico e operacional dos profissionais que atuam na área portuária. Esta soma de fatores vem aperfeiçoando todo o modelo logístico existente, promovendo a racionalização das operações e a elevação dos índices de competitividade dos Portos do Paraná em relação aos portos vizinhos”, ressaltou o presidente da Appa.

Ele lembrou que, recentemente, também no mês de agosto, o Porto registrou a maior movimentação de grãos da história.

NOVOS RECORDES – Nos últimos 25 meses, o Porto de Paranaguá bateu 35 recordes históricos de movimentação de cargas. Em 18 de agosto, por exemplo, o Correx bateu recorde de embarque de grãos num período de 24 horas, com 134.057 toneladas de milho e farelo de soja movimentados em um dia.

A exportação de veículos foi recorde nos oito primeiros meses de 2017, com 69.064 unidades. Já o carregamento de açúcar em um único dia também ultrapassou a marca de 62,6 mil toneladas do produto, superando em 19% o recorde anterior, de 2001, quando tinham sido embarcadas 52,5 mil toneladas em apenas um navio.

Fonte: APPA

 

PRINCIPAIS FRIGORÍFICOS DE PRODUTOS PARA CARNE PROCESSADA VOLTAM A EXPORTAR PARA OS EUA

Liberação da exportação de cortes in natura é esperada para outubro

Autoridades sanitárias do Serviço de Segurança e Inspeção de Alimentos do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos comunicaram o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) que o Brasil poderá restabelecer as exportações ao país de cinco frigoríficos para produção de carne termoprocessada.

As cinco unidades foram embargadas preventivamente pelo Ministério da Agricultura por problemas como rompimento de embalagens. A medida foi tomada com o objetivo de evitar eventual embargo total dessa exportação. O comunicado revertendo a situação foi enviado ao Mapa nessa segunda-feira (25).

Os produtos processados termicamente representam a maior parte da exportação de carne brasileira para os americanos. O Brasil possui 18 frigoríficos fornecedores dessa matéria prima.

Em evento em São Paulo, nesta terça-feira (26), o ministro Blairo Maggi (Agricultura) falou sobre a reabertura de mercado para os cinco frigoríficos, que são os principais exportadores para os EUA. Maggi lembrou que recentemente uma missão técnica norte-americana veio ao Brasil a convite do Mapa. A delegação dos EUA visitou várias plantas e conversou com técnicos do ministério e com pessoas da cadeia produtiva. “Ontem mesmo, recebemos a informação de que a carne processada está liberada. Esperamos que, muito em breve, a gente consiga também liberar a carne in natura”.

O fim do embargo de cortes in natura deverá ocorrer depois que os americanos avaliarem documento enviado a eles, em resposta a questionamentos feitos por missão veterinária que esteve no país no primeiro semestre deste ano. A previsão é que isso ocorra em outubro.

Fonte: ExportNews

 

BRASIL VOLTA A EXPORTAR CARNE BOVINA PARA A ARGENTINA

Dois países chegaram a um acordo, após cinco anos de negociação, de um novo certificado sanitário

O mercado argentino foi reaberto à carne bovina in natura brasileira, após cinco anos de negociações entre as autoridades sanitárias dos dois países. “Mais do que o tamanho do mercado importador argentino, o ativo fundamental dessa reabertura é a sinalização dada a terceiros países de que o nosso produto tem livre circulação no Mercosul, também do ponto de vista sanitário”, diz o secretário de Relações Internacionais do Agronegócio do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), Odilson Luiz Ribeiro e Silva.

De acordo com ele, a medida tomada pela Argentina deve ter impacto direto nas negociações em andamento entre o Mercosul e a União Europeia para estabelecer um acordo de livre comércio.

As exportações de carne bovina in natura brasileira estavam embargadas para a Argentina desde 2012, quando o Brasil notificou à Organização Mundial de Saúde Animal (OIE) um caso suspeito de EEB (encefalopatia espongiforme bovina), conhecida como doença da vaca louca.

Embora a OIE tenha informado, em dezembro daquele ano, que o Brasil apresentava risco insignificante para a enfermidade, apenas agora a Argentina chegou a acordo para um novo certificado sanitário.

Na semana passada, após meses de intensa negociação entre as autoridades sanitárias de Brasil e Argentina, o Serviço Nacional de Sanidade e Qualidade Agroalimentaria (Senasa) da Argentina autorizou a volta da operação do mercado de carne bovina in natura, por meio do certificado sanitário acordado entre os dois países.

Segunda a adida agrícola do Mapa em Buenos Aires, Eliana Valéria Covolan Figueiredo, a carne bovina argentina é conhecida mundialmente por sua qualidade e histórico de produção e o país importa quantidades muito pequenas do produto. Nos últimos três anos, a média de importação total anual foi de apenas 140 toneladas, segundo dados do Aliceweb Mercosul.

“A carne brasileira, por seu preço competitivo, encontrará espaço no mercado argentino, tanto pelos cortes diferentes dos locais, quanto pela matéria-prima para indústrias processadoras de embutidos e hambúrgueres”, salienta a adida agrícola.

Fonte: MAPA

 

26-09-2017

 

EXPORTAÇÃO DE MILHO DO BRASIL EM SETEMBRO CAMINHA PARA SUPERAR AGOSTO

Milho de segunda safra é armazenado do lado de fora de silos já cheios do grão perto de Sorriso, no Mato Grosso.

SÃO PAULO - As exportações de milho do Brasil atingiram 4,33 milhões de toneladas até a quarta semana de setembro, ou 289 mil toneladas por dia útil em média no mês, e estão no caminho certo para superar o volume de agosto, segundo dados divulgados nesta segunda-feira pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex).

A média diária de embarques em agosto foi de 228,6 mil toneladas, ante 138,7 mil toneladas em setembro de 2016.

Os fortes embarques neste ano ocorrem após uma safra recorde do cereal de 97,7 milhões de toneladas em 2016/17, segundo dados do governo.

A expectativa é de que o Brasil exporte em 2017 um recorde de 32 milhões de toneladas de milho, conforme previsão da Associação Nacional dos Exportadores de Cereais (Anec).

Já as exportações de soja, que nesta época já começam a perder ritmo, atingiram até o momento no mês 3,4 milhões de toneladas, ante 5,95 milhões em agosto e 1,44 milhão em setembro de 2016.

Os embarques de soja no acumulado do ano já superaram um recorde anual registrado em 2015, também em função da safra histórica. Para o ano de 2017, a indústria estima exportações de 64 milhões de toneladas.

Fonte: Reuters

 

PRODUTORA DE ALUMÍNIO NORSK HYDRO ALERTA PARA FALTA DE BAUXITA NO BRASIL

A produtora de metais norueguesa Norsk Hydro alertou consumidores nesta segunda-feira sobre uma escassez de suprimento de bauxita do Brasil, matéria-prima utilizada na produção do alumínio.

A mina de bauxita da Mineração Rio do Norte (MRN), na qual a Hydro possui 5 por cento de participação e extrai um total de 45 por cento do material, está enfrentando problemas em seus sistemas de rejeitos devido à falta de água causada pelo tempo seco.

“A Hydro emitiu uma notificação de força maior para seus clientes de bauxita, uma vez que a Hydro não vai receber os volumes totais contratados”, disse a companhia em nota.

A Vale é dona de 40 por cento da MRN. A companhia brasileira tentou sem sucesso vender no passado sua participação na MRN para a Norsk Hydro.

Os problemas de produção devem durar até o quarto trimestre do ano, podendo se alongar até o primeiro trimestre de 2018, disse um porta-voz da companhia.

“Nós vamos fazer o que pudermos para minimizar o impacto para os clientes”, disse o porta-voz.

A falta de produção é principalmente de bauxita seca para o mercado de exportações, e isso não deve afetar a produção da refinaria de alumina da Hydro, Alunorte, disse a companhia.

A Alunorte transforma bauxita em alumina, que então é transformada em alumínio em enormes fundições.

A produção de bauxita da MRN em 2017 deverá cair em 2 milhões de toneladas ante o nível anteriormente esperado, de 17 milhões a 17,5 milhões de toneladas, para 15 milhões a 15,5 milhões, disse a Hydro.

A mina, uma das maiores do mundo, foi desenvolvida para a extração de cerca de 18 milhões de toneladas de bauxita por ano.

O Brasil é o terceiro maior produtor de bauxita, atrás da Austrália e da China, segundo o serviço de pesquisa geológica dos Estados Unidos.

Fonte: Reuters

 

CRESCEM EXPORTAÇÕES DE MICRO E PEQUENAS EMPRESAS

Dados do MDIC mostram aumento tanto no valor exportado quanto no número de operadores

A Secretaria de Comércio Exterior do Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC) divulgou nesta quinta-feira (21) os dados completos de exportações realizadas em 2016 por porte de empresa. De acordo com as estatísticas, as micro e pequenas empresas foram as únicas que registraram aumento de suas exportações, o que aconteceu pelo terceiro ano seguido.

Em 2016, as exportações das micro e pequenas empresas somaram US$ 2,2 bilhões, um crescimento de 10,6% (ou US$ 218 bilhões) em comparação a 2015. Desde 2013, o montante de embarques de produtos de micro e pequenas empresas vem crescendo, passando de US$ 1,7 bilhões (2013) para US$ 1,9 bilhões em 2014 e US$ 2 bilhões em 2015.

Para o ministro Marcos Pereira o crescimento de 10,6% nas vendas externas das micro e pequenas empresas no ano passado deve-se a um conjunto de fatores, entre eles o sucesso do Plano Nacional da Cultura Exportadora (PNCE). Atualmente, cerca de 6 mil empresas estão cadastradas no PNCE. “Certamente esse resultado não seria alcançado sem a atuação do governo federal e todas as ações de fomento que permitiram a pequenas empresas ingressarem no comércio exterior”, afirma Marcos Pereira.

Coordenado pelo MDIC, o PNCE reúne iniciativas de instituições parceiras nacionais e estaduais, com o objetivo de aumentar a base exportadora, estimulando a inserção de empresas de pequeno porte no mercado externo. Em 2016, o PNCE foi lançado em 20 unidades da federação, com o apoio de 144 instituições nacionais e estaduais.

Apesar desse crescimento, as grandes empresas ainda concentram 94,1% do valor das exportações brasileiras, que somaram US$ 185,2 bilhões em 2016. A participação das micro e pequenas empresas nas exportações ainda é de apenas 1,2%, mas esse é o maior percentual desde 2008.

O número de micro e pequenas empresas que operam no comércio exterior também cresceu 16% (de 10.920 para 12.671). Com esse aumento, elas passaram a representar 49,6% dos exportadores brasileiros – maior participação desde 2007.

Entre 2015 e 2016, houve um crescimento no número de operadores em todos os portes de empresas, com exceção dos grandes exportadores que reduziram em 2,4% o número de empresas no comércio exterior (de 6.112 para 5.965). Em 2016, 25.541 empresas brasileiras realizaram operações no comércio internacional.

A metodologia usada pelo Departamento de Estatística e Apoio à Exportação da Secretaria de Comércio Exterior para enquadramento e identificação das empresas por porte adota o critério que associa o número de empregados da empresa e o valor exportado pela mesma, conforme a tabela abaixo:

PORTE

INDÚSTRIA

COMÉRCIO E SERVIÇOS

Empregados

VALOR

Empregados

VALOR
Microempresa

Até 10

Até US$ 400 mil

Até 5

Até US$ 200 mil.

Pequena Empresa

De 11 a 40

Até US$ 3,5 milhões

De 6 a 30

Até US$ 1,5 milhão

Média Empresa

De 41 a 200

Até US$ 20 milhões

De 31 a 80

Até US$ 7 milhões

Grande Empresa

Acima de 200

Acima de US$ 20 milhões

Acima de 80

Acima de US$ 7 milhões

Fonte: Assessoria de Comunicação Social do MDIC

 

ABERTAS INSCRIÇÕES DO WEBIMAR DA APEX SOBRE AGRO-INVESTIMENTOS

Estão abertas as inscrições até 27/9 para o webinar “Agro+Investimentos”, organizado pela Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil), em parceria com o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA). No evento serão apresentadas as oportunidades de atração de investimentos estrangeiros e parcerias estratégicas entre empresas brasileiras e estrangeiras previstas para 2017. A transmissão será ao vivo na quinta-feira 28/9, das 15h às 16h30.

A ideia é que o evento possibilite a formação de um banco de oportunidades no agronegócio brasileiro, o que será apresentado a potenciais investidores estrangeiros em feiras, congressos e outros eventos, tanto no Brasil como no exterior. As áreas com oportunidades para a realização de investimentos no agronegócio brasileiro são numerosas e estão ligadas aos setores de carnes, grãos, frutas, café, lácteos, pescados, florestal, energético, dentre outros. Com investimentos além da produção agropecuária, percorrendo os setores de máquinas e equipamentos, insumos, processamento, armazenamento, transporte, infraestrutura logística entre outros.

O Agro+Investimentos é uma ação de atração de investimentos estrangeiros para o agronegócio brasileiro, que envolve a governança local e os agentes de mercado de todos os estados brasileiros para identificar as mais variadas oportunidades de investimentos no agronegócio, aproveitando o potencial de cada região. O Webinar é aberto para quem quiser participar, basta o interessado se inscrever aqui até a véspera do evento.

 

SERVIÇO
Webinar “Agro+Investimentos”

quinta-feira-feira 28/9

De 15h às 16:30h

Inscrições aqui

 

BALANÇA COMERCIAL: SUPERÁVIT DE SETEMBRO CHEGA A US$ 1,270 BILHÃO NA QUARTA SEMANA

No ano, as exportações totalizam US$ 159,973 bilhões e as importações, US$ 108,028 bilhões, com saldo positivo de US$ 51,945 bilhões

Com exportações de US$ 4,808 bilhões e importações de US$ 3,538 bilhões, na quarta semana de setembro, a balança comercial brasileira teve superávit de US$ 1,270 bilhão. No mês, as exportações somam US$ 14,031 bilhões e as importações, US$ 10,192 bilhões, com saldo positivo de US$ 3,839 bilhões. No ano, as exportações totalizam US$ 159,973 bilhões e as importações, US$ 108,028 bilhões, com saldo positivo de US$ 51,945 bilhões.

A média das exportações da quarta semana (US$ 961,5 milhões) ficou 4,3% acima da média até a terceira semana (US$ 922,3 milhões), em razão do aumento nas exportações de produtos semimanufaturados (8,0%, por causa, principalmente, de açúcar em bruto, catodos de cobre, semimanufaturados de ferro e aço, ferro fundido, e estanho em bruto) e básicos (6,8%, por conta de minério de ferro, petróleo em bruto, farelo de soja, minério de cobre, cinzas e resíduos de metais preciosos). Por outro lado, caíram as vendas de produtos manufaturados (1,9%, em consequência de aviões, motores e turbinas para aviação, etanol, coque e betume de petróleo, automóveis de passageiros). Nas importações, houve aumento de 6,3%, sobre igual período do ano passado, explicado, principalmente, pelo crescimento nos gastos com bebidas e álcool, combustíveis e lubrificantes, farmacêuticos, instrumento de ótica e precisão e equipamentos eletroeletrônicos.

Mês

Nas exportações, comparadas as médias até a quarta semana de setembro deste ano (US$ 935,4 milhões) com a de setembro do ano passado (US$ 752,4 milhões), houve crescimento de 24,3%, causado, principalmente, pelo crescimento dos embarques das três categorias de produtos: básicos (36,5%), manufaturados (18,1%) e semimanufaturados (13,9%). Em relação a agosto último, houve crescimento de 10,5%, em função do aumento nas exportações de semimanufaturados (21,9%), básicos (9,3%) e manufaturados (9,2%). Nas importações, a média diária até a quarta semana de setembro deste ano (US$ 679,4 milhões) ficou 19% acima da média de setembro do ano passado (US$ 570,8 milhões). Nesse comparativo, cresceram os gastos, principalmente, com equipamentos eletroeletrônicos (35,2%), químicos orgânicos e inorgânicos (31,3%), combustíveis e lubrificantes (25,3%), veículos automóveis e partes (17,3%) e equipamentos mecânicos (14,2%). Em relação a agosto de 2017, houve crescimento de 12,6%, pelos aumentos em siderúrgicos (28,3%), químicos orgânicos e inorgânicos (27%), equipamentos mecânicos (21,4%), plásticos e obras (19,7%) e equipamentos eletroeletrônicos (13,5%).

Fonte: Assessoria de Comunicação Social do MDIC

 

GOVERNO BUSCA DIÁLOGO COM SETOR PRODUTIVO PARA FACILITAR COMÉRCIO EXTERIOR BRASILEIRO

Representantes da administração pública se reúnem com entidades privadas para discutirem ações de facilitação do comércio exterior brasileiro

O secretário de Comércio Exterior do Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC), Abrão Neto, e o Subsecretário de Aduana e Relações Internacionais da Receita Federal, Ronaldo Medina, presidiram, na última quarta-feira (20), a 2ª Reunião Ordinária do Subcomitê de Cooperação com o Setor Privado do Comitê Nacional de Facilitação de Comércio (Confac). Formado por integrantes do governo e representantes do setor produtivo, o subcomitê é uma instância consultiva sobre temas relacionados ao cumprimento do Acordo de Facilitação de Comércio (AFC) da Organização Mundial do Comércio (OMC).

Durante a reunião, o secretário Abrão Neto apresentou aos membros do Subcomitê o Plano de Trabalho do Confac para o período 2017-2018, aprovado na 112ª Reunião do Conselho de Ministros da Camex, realizada no último dia 25 de julho. O Plano de Trabalho é composto por sete eixos e prevê uma série de atividades a serem realizadas para facilitar e desburocratizar o comércio exterior brasileiro com cronograma específico para conclusão de cada etapa.

Na sequência, foram apresentados os encaminhamentos das demandas do setor privado entregues na 1ª Reunião do Subcomitê de Cooperação do Confac, realizada em maio de 2017. O secretário Abrão destacou a Portaria Secex nº 31, de 16 de agosto de 2017, resultado de demanda do setor privado apresentada ao Confac. A norma permite o embarque de mercadorias sujeitas a licenciamento não-automático na importação, antes da concessão da licença pelo órgão anuente, desde que autorizada tal situação na legislação específica de cada órgão. O subsecretário Medina mostrou as conquistas da RFB quanto às alterações normativas relativas aos temas de Remessas Expressas e Ata Carnet, especialmente, que trarão agilidade e previsibilidade ao comércio exterior brasileiro. O secretário de Defesa Agropecuária, Luiz Rangel, destacou ainda os trabalhos que estão sendo realizados no Ministério de Agricultura, Pecuária e Abastecimento com o objetivo de aprimorar a ação do órgão em vários temas pertinentes à facilitação de comércio.

A Secex e a RFB também apresentaram aos integrantes do Subcomitê o andamento da implementação do Portal Único de Comércio Exterior e do Novo Processo de Exportações, que está sendo disponibilizado em etapas graduais ao longo de 2017. Lançado em março, o Novo Processo de Exportações oferece trâmites simplificados para as vendas externas dos produtos brasileiros, com a eliminação de documentos e etapas e a redução de exigências governamentais. Ele já vale para o modal aéreo, marítimo, no Porto de Santos, e rodoviário, nas unidades aduaneiras em Uruguaiana e Foz do Iguaçu.

Também foi discutida a implantação de um processo de importação menos burocrático e mais eficiente. A proposta do Novo Processo de Importação está disponível no Portal Único de Comércio Exterior para consulta pública pelo prazo de 30 dias para sugestões do setor privado. As propostas devem ser encaminhadas no formato “.doc” ou “.docx” para consulta@siscomex.gov.br. As sugestões apresentadas serão analisadas e, caso pertinentes, consideradas durante a próxima etapa do Projeto.

Diálogo com setor produtivo

O Confac, colegiado integrante da Camex, é copresidido pelos Ministérios da Indústria, Comércio Exterior e Serviços e da Fazenda, e composto por representantes da Casa Civil, dos ministérios das Relações Exteriores, da Agricultura, Pecuária e Abastecimento e da Secretaria-Executiva da Camex. Ele tem o objetivo de orientar, coordenar, harmonizar e supervisionar as atividades operacionais dos órgãos e das entidades da Administração Pública Federal relativas às importações e exportações, com vistas à implementação das políticas e das diretrizes interministeriais determinadas pelo Acordo sobre Facilitação de Comércio da OMC e à redução dos custos de cumprimento com exigências da administração pública federal.

O Subcomitê de Cooperação formado por representantes do Confac e convidados do setor privado, como a Confederação Nacional da Indústria (CNI), a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), a Confederação Nacional de Transportes (CNT), a Confederação Nacional da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) e o Sebrae, é o ponto de contato do Comitê com a comunidade de comércio exterior.

Fonte: Assessoria de Comunicação Social do MDIC

 

25-09-2017

 

CAMEX ZERA IMPOSTO DE IMPORTAÇÃO PARA 115 MÁQUINAS E EQUIPAMENTOS INDUSTRIAIS SEM PRODUÇÃO NO BRASIL

Foram publicadas na sexta-feira no Diário Oficial da União duas novas Resoluções da Câmara de Comércio Exterior (Camex) com a descrição dos 115 equipamentos sem produção no Brasil que terão alíquotas de importação reduzidas de 16% e 14% a zero, até 30 de junho de 2019.

A Resolução Camex nº 78 especifica os 105 ex-tarifários para bens de capital, sendo 85 referentes a pedidos novos e 20 a pedidos de renovação, e a Resolução Camex nº 77 traz a relação de dez ex-tarifários para bens de informática e telecomunicações (oito novos e duas renovações).

As empresas que solicitaram o benefício à Camex informaram que a redução de alíquotas para os 115 itens vai diminuir custos de investimentos produtivos. Os equipamentos importados serão utilizados em projetos nos quais o setor privado vai investir mais de US$ 798 milhões, principalmente nos setores da construção civil, automotivo e alimentício.

Os maiores investimentos serão na construção de uma rodovia na região Sudeste; na produção de novo modelo de veículo de passageiros; e na ampliação da capacidade de produção de cápsulas para bebidas.

O que são ex-tarifários

O regime de ex-tarifários consiste na redução temporária da alíquota do Imposto de Importação de bens de capital (BK) e de informática e telecomunicação (BIT), assim grafados na Tarifa Externa Comum do Mercosul (TEC), quando não houver a produção nacional equivalente. As regras para a concessão dos ex-tarifários integram a Resolução Camex nº 66/2014.

Fonte: Assessoria de Comunicação Social do MDIC

 

Exportação de diesel pela Europa deve atingir recorde após furacão Harvey nos EUA

LONDRES - A Europa deve exportar um volume recorde de diesel em setembro, com os compradores da América Latina à procura do produto após o furacão Harvey reduzir a oferta dos Estados Unidos, de acordo com traders e dados de embarques.

A Europa regularmente importa grandes volumes do combustível, já que as refinarias locais não conseguem suprir a demanda.

Era esperada uma importação de 2 milhões de toneladas de diesel neste mês pelo bloco, mas os problemas provocados pelo Harvey nas operações de refino no Golfo do México acarretaram em uma inversão temporária nas rotas de fornecimento do produto.

Ao menos 600 mil toneladas de diesel e óleo de aquecimento devem sair da Europa e do Mediterrâneo rumo ao Brasil e à Argentina neste mês, segundo traders e dados de embarques

“O Harvey está causando tudo isso. Ele fez as exportações pela costa do Golfo (do México) muito caras, e as da Europa estão se provando mais baratas”, afirmou um operador.

Fonte: Reuters

 

BRF recebe autorização para exportar a partir de frigorífico em Mineiros

SÃO PAULO (Reuters) - O Ministério da Agricultura deu autorização para a BRF (BRFS3.SA) exportar a partir de frigorífico localizado em Mineiros, em Goiás, informou a maior exportadora de carne de frango do mundo em comunicado nesta sexta-feira.

A unidade tinha sido fechada por causa da operação Carne Fraca da Polícia Federal em março, que desvendou um esquema de corrupção em frigoríficos para fraudar a fiscalização sanitária. Em abril, a unidade foi reaberta para abate. Na ocasião, a empresa informou que a unidade tinha capacidade e autorização para abater 26 mil perus e 115 mil frangos por dia.

“A expectativa é que a empresa receba nos próximos meses missões comerciais de fora do Brasil para conduzir vistorias técnicas que precedem o processo de habilitação da planta e, consequentemente, o início das exportações”, disse a BRF.

A unidade em Goiás produz atualmente mais de 7 toneladas de alimento por mês e emprega aproximadamente 2 mil pessoas, disse a BRF.

Fonte: Reuters

 

Com queda na produção, Brasil importa maior volume de cacau em 16 anos, diz FCStone

Funcionário trabalha em fábrica de ovos de páscoa em preparação ao feriado de Páscoa em São Paulo, Brasil 26/02/2015 REUTERS/Paulo Whitaker

SÃO PAULO (Reuters) - O Brasil importou 54 mil toneladas de cacau nos primeiros seis meses do ano, o maior nível dos últimos 16 anos, devido à queda na produção e aos baixos níveis dos estoques, disse a consultoria INTL FCStone em nota nesta sexta-feira.

“Com um clima pouco favorável prejudicando as lavouras cacaueiras na Bahia, a produção de cacau brasileira no primeiro semestre de 2017 foi impactada”, disse a consultoria, acrescentando que foi o segundo pior desempenho dos últimos sete anos para o período.

Chuvas fora de época na Bahia, que na safra 2015/16 produziu 66 por cento do cacau do Brasil, prejudicaram o cultivo.

Nacionalmente, a produção foi estimada em 65 mil toneladas, a segunda pior dos últimos sete anos, superando apenas a do ano passado, quando foram colhidas 45 mil toneladas após uma quebra na safra da Bahia devido à estiagem.

O Brasil é importante na produção global de cacau, mas tem sido um importador líquido da commodity, pois a demanda interna é maior do que a safra.

Fonte: Reuters

 

DÉFICIT DA BALANÇA DO SETOR ELETROELETRÔNICO CRESCE 19% DE JANEIRO A AGOSTO

O déficit da balança comercial dos produtos elétricos e eletrônicos somou US$ 15,28 bilhões no acumulado de janeiro a agosto deste ano, 19% acima do registrado no mesmo período de 2016 (US$ 12,83 bilhões). As informações são da Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica (Abinee).

O resultado foi consequência do crescimento de 14,8% das importações, que vinham caindo nos últimos dois anos, uma vez que as exportações ficaram praticamente estáveis neste período.

No acumulado dos primeiros oito meses de 2017, as importações de produtos elétricos e eletrônicos somaram US$ 19,0 bilhões, 14,8% acima das ocorridas em igual período de 2016 (US$ 16,6 bilhões).

As exportações somaram US$ 3,77 bilhões, 0,2% acima das registradas no mesmo período de 2016 (US$ 3,76 bilhões).

Agosto
No mês de agosto de 2017, as exportações de produtos eletroeletrônicos somaram US$ 508,6 milhões, 5,2% acima das realizadas em agosto do ano passado (US$ 483,6 milhões). Este foi o segundo maior montante mensal exportado neste ano, ficando abaixo apenas do resultado registrado em março (US$ 683,5 milhões).

As importações de produtos do setor totalizaram US$ 2,78 bilhões no mês de agosto de 2017, 16,1% acima das ocorridas no mesmo mês do ano anterior (US$ 2,39 bilhões). Este foi o maior montante mensal importado desde abril de 2015, quando havia alcançado US$ 3,02 bilhões.

Com isso, o déficit atingiu US$ 2,2 bilhões, 18,8% maior do que no ano passado (US$ 1,9 bilhão).

Fonte: Abinee

 

APEX-BRASIL E DELEGAÇÃO DA UNIÃO EUROPEIA NO BRASIL LANÇAM MAPA BILATERAL DE INVESTIMENTOS

A Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil) e a Delegação da União Europeia no Brasil lançaram na última quinta-feira (21), o Mapa Bilateral de Investimentos Brasil – União Europeia. O documento foi construído a partir de dados oficiais e informações de investimentos estrangeiros diretos anunciados com o histórico recente da relação de investimentos entre o país e a União Europeia.

A análise dos investimentos realizados entre 2006 e 2015 demonstrou que Brasil e União Europeia possuem um longo relacionamento comercial, com robustos investimentos bilaterais em setores como mineração, agronegócio, produção de bens e serviços de alto valor agregado.

Em 2015, o estoque de Investimento Estrangeiro Direto (IED) da União Europeia no Brasil chegou a € 327,1 bilhões. Com isso, em termos de estoque com origem no bloco europeu, o Brasil foi o terceiro destino fora da União Europeia (atrás dos Estados Unidos e Suíça) e o primeiro entre países dos BRICS e da América Latina. Ainda em relação a esse quesito, a economia brasileira representou 48,5% do total de IED europeu destinado à América Latina e a 81% quando se avalia o Mercosul.

O Mapa mostra também que o Brasil se destaca na comparação com as demais economias dos BRICS. O estoque de IED da União Europeia no Brasil foi 1,14 vezes maior que na China (incluindo Hong Kong), 1,9 vezes maior que na Rússia, 4,2 vezes maior que na África do Sul e aproximadamente 6,4 vezes maior que na Índia.

Para o presidente da Apex-Brasil, Roberto Jaguaribe, o investimento europeu no Brasil é altamente significativo, o que representa um indicador da riqueza do relacionamento o país e a Europa como um todo. “O Brasil tem uma relação tradicional com a União Europeia e recebemos investimentos de lá desde o século XIX. O estudo mostra que 55% dos investimentos estrangeiros no Brasil até 2015 vieram da Europa e nós recebemos 50% dos investimentos europeus na América Latina”, destacou Jaguaribe.

Além de demonstrar o tamanho da integração econômica entre as duas regiões, o estudo tem como objetivo subsidiar formuladores de políticas públicas que favoreçam as relações entre o Brasil e a União Europeia com objetivo de promover o desenvolvimento econômico de ambos através da inovação, da sustentabilidade ambiental e da geração de empregos. O levantamento busca ainda ajudar a investidores com informações úteis para as suas estratégias de investimentos.

Embaixador da União Europeia no Brasil, João Gomes Cravinho, acredita que o Mapa será muito útil para a fundamentação de decisões de políticas públicas e também dos empresários, uma ferramenta para conhecer o panorama das relações entre Brasil e União Europeia que não existia no passado.

“O estudo demonstra claramente uma textura muito rica do relacionamento econômico e as possibilidades de aprofundar ainda mais esse relacionamento. Um dos méritos do estudo que surpreenderá muita gente é mostrar que o Brasil também é um grande investidor na Europa. É uma relação equilibrada e isso propicia ambiente favorável para um acordo comercial”, avalia Cravinho. Também participaram do evento a diretora de Negócios da Apex-Brasil, Márcia Nejaim, e representantes dos Estados Membros da União Europeia.

Fonte: Apex-Brasil

 

20-09-2017

 

EMPRESÁRIOS DO CATAR TÊM ENCONTRO COM EMPRESAS BRASILEIRAS

Empresários do país árabe desembarcam em São Paulo na próxima semana e participam de rodada de negócios com empresas nacionais na terça-feira (26).

Um grupo de empresários do Catar desembarcará em São Paulo na semana que vem com intenção de fechar negócios com brasileiros. Liderada pelo Qatar Development Bank (QDB), a missão do país árabe será a maior a visitar o Brasil, de acordo com o diretor geral da Câmara de Comércio Árabe Brasileira, Michel Alaby, que destaca o interesse deles em promover o intercâmbio comercial com o País.

“Eles estiveram aqui na Apas Show para estudar o mercado. Agora, querem buscar algo mais efetivo”, disse o executivo, citando a feira promovida pela Associação Paulista de Supermercados no começo de maio. O QDB foi um dos expositores presentes no espaço organizado pela Câmara Árabe no evento.

Controlado pelo governo do Catar, o QDB investe no desenvolvimento, na diversificação da economia e na indústria do país árabe. O banco tem sido um importante catalisador para o desenvolvimento socioeconômico do Catar.

Virão empresários de setores como agronegócio, alimentos, farmacêutico, petroquímico e metalúrgico, além de toda a diretoria do banco. Eles cumprirão dois dias de agenda, sendo a terça-feira (26) dedicada a conhecer e negociar com os brasileiros – e quando haverá oportunidade de estreitar relações, seja com os empresários catarianos, seja com os executivos do banco. Haverá uma rodada de negócios promovida pela Câmara Árabe na sede da entidade.

Na quarta-feira (27), os empresários do Catar visitarão o porto de Santos, um dos principais canais comerciais para exportação e importação do Brasil.

As reuniões da terça-feira serão realizadas na sede da Câmara Árabe, na avenida Paulista, em São Paulo. As inscrições são gratuitas e podem ser feitas no site da entidade.

Segundo Alaby, que fará uma apresentação aos catarianos sobre como negociar com brasileiros, a intenção dos visitantes é mesmo fechar negócios. “Alguns querem importar, outros buscam exportar. O papel da Câmara Árabe é promover os encontros entre brasileiros e catarianos para que eles negociem”, afirmou.

No ano passado, o Brasil exportou o equivalente a US$ 378 milhões para o Catar e importou US$ 532 milhões. O país árabe, rico em produção de gás, tem uma economia bastante liberal e incentiva o livre mercado e os investimentos externos. De acordo com Alaby, a visita da semana que vem também mira a Copa do Mundo de futebol de 2022, que será realizada no Catar.

Fonte: ExportNews

 

VENDA DE AÇO PLANO POR DISTRIBUIDORES SOBE 19% EM AGOSTO SOBRE UM ANO ANTES, DIZ INDA

Os distribuidores de aços planos do Brasil tiveram alta de 19,2 por cento nas vendas de agosto sobre o mesmo período do ano passado, para 301,7 mil toneladas, ampliando desempenho positivo visto em julho, informou o Inda, entidade que representa o setor.

A distribuição é responsável por cerca de 30 por cento das vendas das usinas siderúrgicas do país. Segundo o Inda, na comparação com julho, as vendas de agosto subiram 13,8 por cento.

Porém, para setembro, mês mais curto que agosto, a expectativa do Inda é de queda de cerca de 5 por cento nas vendas. As ações da siderúrgicas CSN, Gerdau e Usiminas tinham queda de 3,2, 3 e 1,3 por cento, respectivamente, às 13h09.

O setor terminou agosto com estoque de 897,5 mil toneladas, queda de 2,7 por cento sobre julho e equivalente a 3 meses de comercialização ante 3,5 meses em julho.

As importações de aços planos pelos distribuidores caíram 1,3 por cento sobre agosto, mas subiram 160,8 por cento sobre agosto de 2016, para 116,4 mil toneladas, informou o Inda.

Fonte: Reuters

 

19-09-2017

 

Exportação de milho do Brasil em setembro já supera o mesmo mês de 2016

Milho da segunda safra é guardado a céu aberto ao lado de silos já cheios do grão perto de Sorriso, no Estado do Mato Grosso, Brasil 26/07/2017 REUTERS/Nacho Doce

SÃO PAULO - As exportações de milho pelo Brasil já superam no acumulado de setembro deste ano todo o volume embarcado pelo país em igual mês de 2016, segundo dados divulgados nesta segunda-feira pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex).

Até a 3ª semana de setembro de 2017, o que engloba 10 dias úteis, foram exportadas 2,941 milhões de toneladas da commodity, ante 2,913 milhões de toneladas em todo o mês de setembro do ano passado.

A média diária de embarques até agora é de 294,1 mil toneladas. Em setembro de 2016, esse número ficou em 138,7 mil toneladas.

Os fortes embarques neste ano ocorrem após uma safra recorde do cereal.

No último dia 12, a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) estimou produção de 97,7 milhões de toneladas de milho na safra 2016/17, sendo 67,25 milhões de toneladas só na chamada “safrinha”, recém-colhida.

A expectativa é de que o Brasil exporte em 2017 um total de 32 milhões de toneladas de milho, conforme previsões da Associação Nacional dos Exportadores de Cereais (Anec).

Fonte: Reuters

 

Superávit na 3ª semana de setembro foi de US$ 1,080 bilhão

A balança comercial brasileira registrou superávit de US$ 1,080 bilhão na terceira semana de setembro (11 a 17). No período, as exportações somaram US$ 4,550 bilhões e as importações, US$ 3,470 bilhões.

Em setembro, o saldo positivo acumula US$ 2,454 bilhões até o dia 17, com exportações de US$ 9,108 bilhões e importações de US$ 6,654 bilhões.

Até a terceira semana deste mês houve alta de 21,1% nas exportações, na comparação com setembro de 2016. Em 2017, a balança acumula superávit de US$ 50,560 bilhões, já acima do recorde registrado em todo o ano de 2016. A expectativa do governo é que o valor ultrapasse US$ 60 bilhões.

Setembro. Até a terceira semana deste mês houve alta de 21,1% nas exportações, na comparação com setembro de 2016. Houve aumento nas vendas das três categorias de produtos: básicos (+33,5%, destaque para soja em grãos, milho em grãos e minério de ferro), manufaturados (+16,4%, destaque para automóveis de passageiros, torneiras e válvulas e partes) e semimanufaturados (+7,4%, destaque para celulose, ferro-ligas e ouro em formas semimanufaturadas).

Também nas importações foi registrado um aumento de 16,6% na mesma base de comparação, com aumento nas compras de adubos e fertilizantes (+32,8%), químicos orgânicos e inorgânicos (+32,0%), equipamentos eletroeletrônicos (+31,5%) e veículos automóveis e partes (+20,4%).

Fonte: Estadão

 

Programa incentiva indústria local e importador

Lançado em abril, o programa Rota 2030, que substituirá o Inovar-Auto como política para o setor automobilístico, concederá créditos tributários tanto a empresas que produzem no Brasil quanto às que importam. A intenção é sanar os problemas que levaram a Organização Mundial do Comércio (OMC) a condenar o Inovar-Auto, em vigor até 31 de dezembro.

As informações são do secretário de Desenvolvimento e Competitividade Industrial do Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (Mdic), Igor Calvet, que concedeu entrevista da Alemanha, onde participa de missão com representantes de outros órgãos públicos para conhecer as iniciativas do país europeu em eletromobilidade (veículos movidos a energia elétrica).

O secretário explicou que a condenação pela OMC abrange dois pontos do Inovar-Auto. Um deles diz respeito à discriminação de produtos importados por meio da oneração, em 30 pontos, do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI). O outro, à adoção de uma estrutura de conteúdo local (estabelecimento de valor percentual mínimo de componentes brasileiros para cada equipamento ou sistema da indústria de automóveis).

"Dessa vez, o governo tem tentado e vamos conseguir, com razoável êxito, fugir dessa controvérsia. Vamos tentar fazer incentivos todos horizontais, que valem tanto para a indústria que produz como para a que apenas comercializa no País, no caso, os importadores", afirmou.

Metas de eficiência

Segundo Calvet, além de créditos tributários, a ideia é estabelecer no Rota 2030 metas mais rígidas de eficiência energética ou dispêndios mínimos em pesquisa, desenvolvimento e engenharia. A previsão é que as discussões sobre o programa terminem até o fim deste mês e, na sequência, sejam editados os primeiros atos legais pertinentes, sob forma de Medida Provisória (MP) ou decreto.

De acordo com o secretário, além do tratamento igualitário aos importadores, a nova política se diferenciará do Inovar-Auto pela ênfase em sustentabilidade e segurança veicular. Ele ressalta que, até pouco tempo, esses temas não eram tratados como política industrial.

Apesar da condenação do Inovar-Auto, representantes do governo têm ressaltado que o programa foi positivo, no sentido de impulsionar a produção brasileira no setor automobilístico. "Nós temos, a partir do Inovar Auto, uma grande capacidade produtiva de pelo menos 450 mil veículos por ano", pontua.

Fonte: Diário do Nordeste

 

18-09-2017

 

PROJETO DA CNI VAI AJUDAR EMPRESAS A ADEQUAREM EMBALAGENS PARA CONQUISTAR MERCADO INTERNACIONAL

No piloto, desenvolvido pela Rede CIN e pelo SENAI, serão selecionadas 12 empresas dos setores de alimentos, bebidas, cosméticos e confecção de Goiás, Minas Gerais, Paraná, Rio de Janeiro e Santa Catarina com bom potencial de exportação.

Não se pode julgar um produto pela embalagem, certo? Na prática não é bem assim. Consumidores estão cada vez mais exigentes quanto ao design e às funcionalidades das embalagens. A qualidade e a adequação têm impactos na cadeia de produção e exportação muito antes de chegar ao consumidor final. Pensando nisso, a Rede Brasileira de Centros Internacionais de Negócios (Rede CIN), coordenada pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), e o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (SENAI) desenvolveram um projeto para ajudar pequenas e médias empresas brasileiras a fazer da embalagem uma vantagem para abrir novos mercados no exterior.

Para isso, o piloto selecionará 12 empresas dos setores de alimentos, bebidas, cosméticos e confecção de Goiás, Minas Gerais, Paraná, Rio de Janeiro e Santa Catarina com bom potencial de exportação. Elas receberão atendimento coordenado entre os CINs, instalados nas federações estaduais de indústrias, e o SENAI. A Rede CIN entrará com a inteligência comercial e o apoio à promoção de negócios e o SENAI com a execução técnica da adequação das embalagens. Assim, o projeto compreenderá prospecção de mercados externos, análise das empresas selecionadas, plano de adequação de embalagens com foco no mercado alvo, implementação das mudanças na embalagem, apoio especializado para negociação com compradores até a exportação efetiva.

Uma pesquisa da multinacional MeadWestvaco Corporation (MWV), de 2015, mostrou que 37% das pessoas entrevistadas em todo o mundo afirmaram ter comprado um novo produto motivados pela funcionalidade da embalagem. Na mesma enquete, 37% relataram ter testado um novo produto porque a embalagem chamou a atenção.

Para o setor de cosméticos, a meta é preparar as empresas para atender às exigências da Colômbia e de Dubai, mercados receptivos ao cosmético brasileiro. Já o setor de alimentos deve focar em ampliar o acesso de produtos do Brasil ao público do Chile. Os países foram selecionados com base em ações prévias da Rede CIN na identificação de oportunidades para a indústria brasileira nos países vizinhos. Presente nas federações de indústria dos 26 estados e do Distrito Federal, a Rede CIN conta com especialistas de comércio exterior que desenvolvem soluções encadeadas e complementares para os diversos níveis de maturidade das empresas brasileiras.

Com a expertise dos Institutos SENAI de Tecnologia, que compõem uma rede de 39 centros em operação no Brasil inteiro e outros 18 em fase de planejamento e implementação, as empresas receberão o suporte necessário em registro de marcas, design, tendências para o setor além de diagnóstico técnico para adequação da embalagem – do material ao rótulo.

BENEFÍCIOS – Na prática, a atuação conjunta da Rede CIN e SENAI permite uma oferta integrada e complementar para as empresas atendidas pelo Sistema Indústria. “Estamos permitindo que a inteligência de mercado, já consolidada pela Rede CIN, multiplique os atendimentos para o Sistema Indústria. Quem mais ganha com este alinhamento é a empresa, que receberá atendimento completo para se internacionalizar”, afirma o diretor de Desenvolvimento Industrial da CNI, Carlos Abijaodi.

“O SENAI tem se consolidado como um dos principais parceiros da indústria para ampliar a sua competitividade nacional e internacionalmente. Para isso, reúnimos o conhecimento técnico para ajudar as empresas a solucionar desafios de inovação, tecnológia e design para ampliar a capacidade de atuar no exterior”, afirma Rafael Lucchesi, diretor-geral do SENAI.

Lucas Baldissera, especialista em gestão e design de embalagem e consultor do projeto, explica que muitas vezes os benefícios vão além da relação com o consumidor. “Conseguimos substituir materiais poluentes por materiais recicláveis, por exemplo. Além disso, o desenho da embalagem é fundamental na hora de pensar na logística e no transporte. Com a embalagem certa, os bens não quebram, não há prejuízo com a devolução ou danos aos produtos”, explica.

Fonte: Agência CNI de Notícias

 

EXPORTAÇÕES DE FRANGOS E SUÍNOS DEVEM ENCERRAR 2017 ESTÁVEIS

As exportações brasileiras de carne de frango superaram a marca de 400 mil toneladas no mês de agosto. Ao todo, foram exportadas 416,8 mil toneladas no oitavo mês de 2017, resultado que supera em 14,6% o volume embarcado em igual período do ano passado. O volume, de acordo com dados da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), é o terceiro maior da história do setor.

Com esse desempenho, a expectativa dos produtores é fechar 2017 com resultado similar ao realizado no ano passado. “Esperamos repetir, tanto em aves quanto em suínos, os resultados alcançados em 2016, com possibilidade de alta de 1%. Em aves, exportamos 4,3 milhões de toneladas. De suínos, foram 732 mil toneladas”, estima Francisco Turra, presidente-executivo da ABPA.

Em relação à exportação de frango, tanto in natura como processado, o saldo das vendas gerou receita de US$ 690,6 milhões, desempenho 13,1% superior ao obtido em agosto de 2016, com US$ 610,5 milhões.

No acumulado dos oito primeiros meses do ano, a receita dos embarques alcançou US$ 4,887 bilhões, saldo 6,3% maior que os US$ 4,598 bilhões realizados no mesmo período.

Em volume, o desempenho alcançou 2,922 milhões de toneladas, número 2,3% inferior ao registrado nos oito primeiros meses de 2016, de 2,992 milhões de toneladas.

‘Esperamos repetir, tanto em aves quanto em suínos, os resultados alcançados em 2016, com possibilidade de alta de 1%’, diz Francisco Turra, presidente-executivo da ABPA. Foto: Édi Pereira

O maior faturamento diante de um volume menor exportado pode ser explicado, segundo Turra, por alguns fatores: “O mercado internacional está pressionado desde novembro de 2016. Há uma série de focos de Influenza Aviária em diversos grandes produtores internacionais, como a China e países da União Europeia. Por outro lado, o mix de exportação também se direcionou para produtos de maior valor em determinados mercados, o que contribuiu para esta elevação”.

As vendas de carne suína in natura alcançaram 58,9 mil toneladas em agosto, volume 2,4% superior ao registrado em agosto de 2016, com 57,5 mil toneladas. Em receita, o resultado foi ainda melhor: 12,7% de crescimento, com US$ 143 milhões em neste ano, contra US$ 127 milhões no mesmo período do ano passado.

No ano, a alta acumulada da receita de exportações chegou a US$ 1,006 bilhão, contra US$ 812 milhões obtidas entre janeiro e agosto de 2016. Em volume, houve retração de 2,3%, com 401,3 mil toneladas em 2017, frente a 411 mil toneladas nos oito primeiros meses do ano passado.

“A Rússia voltou a incrementar suas importações de carne suína do Brasil. Argentina e Hong Kong também foram determinantes para o resultado. Assim como em aves, dentro deste ritmo, o saldo final das exportações de carne suína em 2017 deverá ser positivo”, ressalta Ricardo Santin, vice-presidente de mercados da ABPA.

Fonte: SNA/Rio

 

15-09-2017

 

COM QUEBRA NA SAFRA DE TRIGO, BRASIL PODE ELEVAR IMPORTAÇÃO EM 2017

SÃO PAULO - Com problemas climáticos no Paraná, principal Estado produtor de trigo do Brasil, a oferta do cereal do país neste ano deve ser menor que o esperado, levando a um possível aumento da importação ante 2016, avaliou a Associação Brasileira da Indústria de Trigo (Abitrigo) nesta quinta-feira.

Até o momento, segundo previsões do Ministério da Agricultura, a previsão é de que o Brasil importe volumes historicamente elevados de 7 milhões de toneladas em 2017, mas ainda assim seria ligeiramente abaixo de 2016.

O Brasil é um dos maiores importadores globais de trigo, realizando a maior parte das compras na Argentina.

“Tiveram chuvas no Paraná, houve uma queda na produtividade, então é possível que a safra disponível este ano seja menor do que o ano passado”, disse a jornalistas o presidente da Abitrigo, Rubens Barbosa.

Barbosa admitiu que a safra menor pode elevar as importações, mas disse não ter números que confirmem isso ainda.

Antes das chuvas em meados de agosto, o trigo do Paraná havia sofrido com geadas e uma seca prolongada, reduzindo a produção para 2,6 milhões de toneladas, ante aproximadamente 3,5 milhões no ano passado, de acordo com os últimos dados do governo do Estado.

Com essa perda no Paraná --a safra estadual vai representar 50 por cento da produção nacional em 2017--, a importação do cereal pelo Brasil poderia manter a tendência registrada no acumulado do ano.

Até julho, as importações de trigo pelo Brasil já somam 3,591 milhões de toneladas, um aumento de 6,5 por cento ante igual período de 2016, segundo dados do governo.

SAFRA ARGENTINA

Com a iminência de uma safra recorde de trigo de boa qualidade na Argentina, os volumes do cereal do país importados pelo Brasil em 2017 poderão aumentar.

Até julho deste ano, o Brasil já importou 2,905 milhões de toneladas do cereal argentino, ante 2,271 milhões no mesmo período da safra anterior, um aumento de 28 por cento, com base em dados do governo.

Os maiores volumes de trigo argentino chegando aos moinhos brasileiros, no entanto, não têm relação com a quebra na safra do Paraná, segundo o diretor-executivo da associação, Ricardo Tortorella

“É muito mais decorrente da supersafra que a Argentina teve, do que da não produção nossa”, disse Tortorella.

Fonte: Reuters

 

SHELL INVESTIRÁ US$2 BI POR ANO NO BRASIL ATÉ 2020, SEM CONTAR LANCES EM LEILÕES

A petroleira Royal Dutch Shell vai investir 2 bilhões de dólares no Brasil por ano até 2020, disse nesta quinta-feira o diretor de Relações Governamentais e Assuntos Regulatórios da companhia no Brasil, Flávio Rodrigues.

O executivo ressaltou, no entanto, que a projeção não inclui valores a serem pagos por novos blocos em leilões de direitos de áreas de petróleo e gás.

A segunda rodada do pré-sal que o governo realizará em outubro vai oferecer a investidores uma área adjacente a Gato do Mato, operada pela Shell, o que gera expectativa no mercado de que a companhia possa disputar o certame.

Além disso, a Shell é uma das empresas que se inscreveram para a 14ª Rodada de Licitação de áreas de petróleo e gás, que vai ofertar 287 blocos nas bacias sedimentares marítimas de Sergipe-Alagoas, Espírito Santo, Campos, Santos e Pelotas e nas bacias terrestres do Parnaíba, Paraná, Potiguar, Recôncavo, Sergipe-Alagoas e Espírito Santo.

A Shell é a segunda maior produtora de petróleo do Brasil.

Fonte: Reuters

 

MINISTRO MARCOS PEREIRA DESTACA OS AVANÇOS DAS NEGOCIAÇÕES ENTRE BRASIL E ARGENTINA DURANTE REUNIÃO

Ministro presidiu plenária da quinta reunião da Comissão de Produção e Comércio Bilateral ao lado de ministro da Produção da Argentina, Francisco Cabrera

O ministro da Indústria, Comércio Exterior e Serviços do Brasil, Marcos Pereira, e o ministro da Produção da Argentina, Francisco Cabrera, presidiram, nesta quinta-feira (14), a sessão plenária da quinta reunião da Comissão de Produção e Comércio Bilateral. Durante a sessão que encerrou os trabalhos realizados durante dois dias, também na tarde de hoje, em Brasília, os técnicos e autoridades dos governos dos dois países relataram aos ministros os avanços que foram conquistados em temas como como comércio bilateral, defesa comercial, serviços, facilitação de comércio, acesso a mercados, cooperação regulatória, promoção de exportações e investimentos, compras governamentais, empreendedorismo e inovação.

O ministro Marcos Pereira declarou estar satisfeito com os progressos alcançados nas negociações com a Argentina desde a retomada do mecanismo de negociações bilaterais. “Neste intervalo de um ano e meio já realizamos cinco reuniões da Comissão de Produção e Comércio. A Argentina é um de nossos parceiros comerciais mais importantes e estou muito satisfeito com os avanços que temos atingido. Temos muito ainda a fazer mas estamos num bom caminho”, declarou o ministro.

Brasil e Argentina promoveram, em 2016, o lançamento da Comissão de Produção e Comércio Bilateral em substituição à Comissão Bilateral de Comércio e Investimentos, cujo último encontro havia ocorrido em 2011.

O ministro Francisco Cabrera também destacou os avanços das negociações: “Somos parceiros de longo prazo. Temos de nos preparar para enfrentar os desafios de novos mercados. Se a economia brasileira está indo bem para a economia argentina, está indo bem. Temos boas expectativas em trabalhar com o BID para tornar compatíveis padrões técnicos e para ser uma plataforma poderosa para outros mercados”, disse ele.

Ao final da Reunião Plenária, os dois ministros assinaram um Memorando de Entendimento para cooperação institucional entre o MDIC e o Ministério da Produção da Argentina. Além disso, houve a assinatura de outro Memorando para ampliar a cooperação institucional entre o INPI do Brasil e INPI da Argentina em Propriedade Industrial. Entre os temas que serão discutidos pelos dois países nesta área, estão: manuais e diretrizes para marcas e desenhos industriais; projetos de priorização de exame de patentes; intercâmbio de experiências; colaboração bilateral em análise de pedidos de patentes; e promoção do uso do sistema de PI.

Intercâmbio comercial e de serviços

A Argentina é o principal parceiro comercial do Brasil na América Latina e terceiro maior parceiro, em todo o mundo. Até agosto, as exportações brasileiras para a Argentina foram de US$ 11,4 bilhões, com um crescimento de 30% na comparação com os oito primeiros meses de 2016.No mesmo período, as importações de produtos argentinos pelo Brasil, por sua vez, aumentaram 6,7%, no mesmo período comparativo, somando US$ 6,1 bilhões. O comércio de serviços entre os dois países também é bastante relevante. De acordo com dados do MDIC, em 2016 o Brasil adquiriu US$ 374 milhões do país vizinho e vendeu US$ 458 milhões em serviços.

Fonte: Assessoria de Comunicação Social do MDIC

 

14-09-2017

 

Exportações do agronegócio brasileiro aumentaram 18,5% em agosto

Puxadas por soja e carnes, que abocanharam quase metade dos embarques do setor, as receitas com exportação do agronegócio brasileiro registraram alta de 18,5% em agosto deste ano em relação ao mesmo mês de 2016, alcançando US$ 9 bilhões. Com o resultado, o setor representou 46,4% de todas as vendas externas feitas pelo Brasil no mesmo mês.

Com exceção de açúcar e etanol e café, a grande maioria dos principais produtos da pauta agroexportadora nacional tiveram crescimento, a exemplo da soja, milho e carnes.

De acordo com dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex/Mdic), compilados pelo Ministério da Agricultura, já as importações recuaram 4% em agosto, para US$ 1,2 bilhão, em comparação com o mesmo período do ano passado. Com o resultado, o superávit setorial ficou em US$ 7,8 bilhões, 23,8% a mais que em agosto de 2016.

Entre os itens mais exportados, destaque para o “complexo soja” (inclui grão, farelo e óleo), que geralmente lidera o ranking das exportações de produtos agrícolas do Brasil, cujas vendas externas totalizaram US$ 2,7 bilhões em agosto, resultado 28% superior que no mesmo intervalo de comparação.

“A maior parcela desse valor foi gerada pelas exportações de soja em grãos, que alcançaram quantidade recorde para o mês de agosto com 5,95 milhões de toneladas (55,9% a mais), o que resultou em uma cifra de US$ 2,23 bilhões (40,5% a mais). Apesar disso, o preço médio do produto caiu 9,9% no período, passando de US$ 417 para US$ 376 por tonelada”, disse o ministério em nota.

No caso das carnes, os embarques também tiveram grande incremento, de 20%, para US$ 1,5 bilhão em agosto. Todas as principais carnes registraram crescimento, com destaque para o frango, cujos embarques foram recordes para meses de agosto tanto em valor (US$ 619,63 milhões) quanto em volume (382,7 mil toneladas). As receitas externas da carne bovina também cresceram, 35,1%, para US$ 606,5 milhões, e as de carne suína aumentaram 12,7%, para US$ 143 milhões — outro recorde para o mês.

Outros importantes itens exportados pelo setor agrícola em agosto foram: produtos florestais, cujas vendas externas cresceram 19%, para US$ 1 bilhão em relação a agosto de 2016; e as de milho, subiram 89,3%, para US$ 818 milhões.

Entre os itens que apresentaram queda em agosto, as exportações de açúcar e etanol recuaram 6,5%, para 1,4 US$ bilhão, e as de café encolheram 6,4%, para US$ 446,1milhões.

Principal mercado para as exportações brasileiras do agronegócio, a China importou do setor US$ 2,3 bilhões durante agosto, alta de 50,8% frente ao mesmo mês do ano anterior. Como efeito, a participação do país asiático na balança do setor brasileiro aumentou de 20,1% em agosto de 2016 para 25,6% no mesmo mês de 2017.

Já quando se considera o acumulado dos oito primeiros meses deste ano (janeiro a agosto), as vendas externas do agronegócio brasileiro também apresentaram resultado positivo – crescimento de 8,3%, para US$ 65,4 bilhões, frente ao mesmo intervalo do ano passado. As importações também cresceram: 12,5%, para US$ 9,5 bilhões nesse período. Como efeito, o superávit comercial cresceu 7,5%, para US$ 56 bilhões.

Entre os produtos mais exportados no ano até agosto, novo êxito para os embarques do “complexo soja”, que cresceram 15%, para US$ 25,7 bilhões, e para as de carne, que subiram 7,8%, para US$ 10,1 bilhões no mesmo intervalo.

No entanto, nem todos os produtos registraram alta nas exportações no acumulado dos oito primeiros meses do ano. Os embarques de cereais, farinhas e preparações, por exemplo, recuaram 30,3%, para US$ 2,1 bilhões.

Fonte: Valor

 

Movimentação portuária cresce 4,3% no segundo trimestre de 2017, diz Antaq

A Agência Nacional de Transportes Aquaviário – ANTAQ divulgou nesta segunda-feira (11) o Boletim Informativo Aquaviário com as estatísticas da movimentação dos portos organizados e instalações portuárias privadas do segundo trimestre de 2017.

Os dados, disponíveis no link no final desta matéria, mostram que os portos organizados e os terminais privados (TUPs) movimentaram 270,6 milhões de toneladas, o que representa um aumento de 4,3% em relação ao mesmo período de 2016, totalizando um acréscimo de 11,3 milhões de toneladas.

Segundo o Boletim, que é produzido pela Gerência de Estatística e Avaliação de Desempenho, o resultado do setor portuário brasileiro, no segundo trimestre deste ano, foi afetado principalmente pela movimentação de commodities, com crescimento de 4,4% no grupo de minérios, e de 2,9% em sementes e frutos oleaginosos.

Em relação aos TUPs, houve um aumento de 7,1%, nesse segundo trimestre, em comparação a igual período do ano passado, encerrando uma sequência de duas quedas consecutivas em sua movimentação. No primeiro trimestre de 2017, o aumento havia sido da ordem de 8,8% frente ao mesmo período de 2016.

Já os portos organizados apresentaram queda de 0,5% no segundo trimestre de 2017, quando comparado com igual trimestre de 2016.

Os destaques entre os grupos de mercadorias de maiores movimentações no segundo trimestre de 2017 continuaram sendo o grupo de minérios (107,7 milhões de toneladas, acréscimo de 4,4%) e combustíveis minerais (56,8 milhões de toneladas, acréscimo de 2,9%). O destaque negativo foi a movimentação de contêineres (24,9 milhões de toneladas, recuo de 0,9%) e os resíduos do óleo de soja (3,7 milhões de toneladas, queda de 9%).

Os terminais de uso privado, responderam por 65,6% da movimentação do trimestre, enquanto que 34,4% ocorreu nos portos organizados (aproximadamente 93,2 milhões de toneladas de carga bruta).

Os dez principais portos organizados, em movimentação, movimentaram aproximadamente 81,2 milhões de toneladas, o que corresponde a 87,2% da movimentação total dos 31 portos organizados que registraram operação no segundo trimestre deste ano. Os destaques foram Paranaguá, com crescimento de 3,9%; Itaqui, que registrou um avanço da ordem de 4%, e São Francisco do Sul, que obteve uma alta de 7% na comparação entre os segundos trimestres de 2016 e 2017.

Já os terminais de uso privado (TUPs) registraram movimentação de 177,5 milhões de toneladas brutas, sendo um dos destaques o Terminal Aquaviário de São Sebastião, que na comparação com o 2º trimestre de 2016 teve alta de 19,1%, um incremento de aproximadamente 2 milhões de toneladas. Outro destaque foi o Terminal portuário do Pecém, que obteve 57,9% de aumento em comparação ao segundo trimestre de 2016.

Tipos de navegação

A navegação de longo curso foi a mais representativa dos tipos de navegação, com 74,5% do total de cargas movimentadas no segundo trimestre de 2017. Em seguida, vem a cabotagem (19,5%), navegação interior (5,7%) e apoio marítimo e portuário (0,3%).

A principal explicação para o acréscimo no segundo trimestre se deveu ao desempenho registrado na tonelagem exportada de Combustíveis Minerais (+20,1%) e na importação de Fertilizantes (+10,2%). As exportações corresponderam a 82,1% da movimentação de longo curso no período.

A navegação de cabotagem apresentou uma leve alta na movimentação do segundo trimestre de 2017 em relação a igual período do ano passado (0,8%), somando 52,7 milhões de toneladas. Se tratando do transporte de cargas, efetuado via navegação de cabotagem, ocorreu um ligeiro avanço da ordem de 1% em relação ao mesmo período de 2016.

As principais mercadorias movimentadas na cabotagem, em participação, foram petróleo (61,7%), bauxita (11,2%) e contêineres (11%). A movimentação de contêineres na cabotagem registrou alta de 4,9% no segundo trimestre desse ano, quando comparado com o mesmo período de 2016.

Já na navegação interior, foram movimentados 15,4 milhões de toneladas, aumento acima de 20%. Esse bom desempenho se deve ao crescimento de 5,4% no grupo de sementes e grãos, bem como a boa performance do grupo de Minérios, que registrou aumento de 114,1% no segundo trimestre desse ano, quando comparado ao mesmo período de 2016.

Fonte: Antaq

 

BRASIL E ARGENTINA REALIZAM V REUNIÃO DA COMISSÃO DE PRODUÇÃO E COMÉRCIO BILATERAL

O Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC) e o Ministério da Produção da Argentina promovem, hoje e amanhã (13 e 14), a V Reunião da Comissão de Produção e Comércio entre Brasil e Argentina. Estão incluídos na pauta temas como comércio bilateral, defesa comercial, serviços, facilitação de comércio, acesso a mercados, cooperação regulatória, promoção de exportações e investimentos, compras governamentais, empreendedorismo e inovação.

Os ministros Marcos Pereira, pelo lado brasileiro, e Francisco Cabrera, pelo lado argentino, se reunirão na quinta-feira (14), no MDIC, para discutir temas relacionados ao comércio entre os dois países. Antes, haverá um encontro de alto nível coordenado pelos secretários de comércio do Brasil, Abrão Árabe Neto, e da Argentina, Miguel Braun.

A Argentina é o principal parceiro comercial do Brasil na América Latina e o terceiro maior parceiro, em todo o mundo. Até agosto, as exportações brasileiras para a Argentina foram de US$ 11,4 bilhões, com um crescimento de 30% na comparação com os oito primeiros meses de 2016. As importações de produtos argentinos pelo Brasil, por sua vez, aumentaram 6,7%, no mesmo período comparativo, somando agora US$ 6,1 bilhões.

Para o ministro Marcos Pereira, a relação comercial entre Brasil e Argentina é muito relevante para o crescimento econômico dos dois países. “É um comércio de altíssimo nível, focado em bens industrializados”, ressaltou. Cerca de 95% das exportações brasileiras para a Argentina e 80% das vendas argentinas para o Brasil são compostas por produtos industrializados.

Além disso, Marcos Pereira reitera que a Comissão de Produção e Comércio Brasil-Argentina é fundamental para o diálogo “abrangente, aberto e produtivo entre os dois países”, o que, segundo ele, garante avanços expressivos para o desenvolvimento, crescimento econômico e geração de emprego das duas maiores nações da América do Sul. O ministro destaca ainda que o diálogo permanente garante a dinamização da integração, o comércio e as oportunidades de negócios bilaterais.

Mercosul

Na agenda da reunião bilateral, ainda há temas relacionados ao Mercosul, como as negociações com a União Europeia e com o EFTA e a aproximação com outros países. O objetivo é conciliar as posições e facilitar o processo decisório regional.

Propriedade Industrial

Está prevista para esta quinta-feira (14) a assinatura do Memorando de Entendimento entre os Institutos Nacionais de Propriedade Industrial dos dois países, com o objetivo de fortalecer as relações bilaterais, por meio da cooperação em propriedade industrial. O documento formaliza e intensifica o intercâmbio técnico e científico entre os governos para a promoção do desenvolvimento da indústria, da tecnologia e da economia bilateral.

Histórico

Brasil e Argentina promoveram, em 2016, o lançamento da Comissão de Produção e Comércio Brasil-Argentina, em substituição à Comissão Bilateral de Comércio e Investimentos, cujo último encontro havia ocorrido em 2011.

Desde a primeira reunião, em abril de 2016, a comissão tem colaborado para o aprofundamento da relação bilateral, o enfrentamento de dificuldades conjunturais, a coordenação de políticas e o tratamento de pautas de interesse para a melhor inserção dos dois países nos mercados internacionais.

A Comissão também funciona como importante canal de comunicação com os setores privados dos dois países. Em setembro de 2016, foi criado o Conselho Empresarial Brasil-Argentina (Cembrar), a partir de acordo firmado pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) e pela União Industrial Argentina (UIA). No âmbito do Cembrar, os setores industriais dos dois países podem trocar informações sobre políticas industriais e comerciais, identificar oportunidades de comércio e investimentos e articular a defesa de interesses dos setores junto aos respectivos governos, além de coordenar atuação conjunta no Mercosul.

Em agosto de 2016, foi firmado um Memorando de Cooperação em Facilitação de Comércio, com apoio do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), a implementação de uma política conjunta de facilitação de comércio bilateral, que possibilitará crescimento do fluxo comercial e redução de custos operacionais, além de buscar mecanismos que viabilizem a interoperabilidade entre os portais únicos de comércio exterior dos dois países.

Na área de micro e pequenas empresas, foi assinada, em outubro de 2016, declaração conjunta sobre simplificação de procedimentos de comércio exterior para o segmento. Os dois países promoveram, também, intercâmbio de experiências em políticas públicas para startups, com apresentações sobre programas e marcos normativos em vigor e sobre projetos e objetivos de cada governo.

As secretarias de Comércio e aduanas de Brasil e Argentina também assinaram um documento que viabiliza a incorporação de Certificados de Origem Digitais (COD) no comércio bilateral. Desde maio deste ano, o Sistema de Certificação de Origem Digital está oficialmente implementado. O COD representa uma economia de custos de pelo menos 35% na emissão do documento, além da redução de três dias para cerca de 30 minutos no prazo. O sucesso da iniciativa coloca a Argentina como o principal parceiro do Brasil nos esforços de modernização dos processos de comércio exterior.

Em julho passado, foi assinado um novo acordo para evitar a dupla tributação no comércio de serviços. Havia um outro acordo, firmado em 1980, que não permitia aos exportadores argentinos a dedução do imposto dos lucros. A atualização do texto foi fundamental para fomentar o comércio bilateral de serviços.

Além disso, a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil) e a Agencia Argentina de Inversiones y Comercio Internacional (AAICI) têm trabalhado juntas para promover o intercâmbio de experiências, com foco em cinco pontos principais: ferramentas de informação e monitoramento; ações de promoção conjunta; capacitação de empresas; planejamento estratégico e estabelecimento de KPIs (key performance indicators) para a área de investimentos; e Policy Advocacy – melhora do ambiente de negócios para investimentos e exportações.

Com relação ao tema “defesa comercial”, Brasil e Argentina criaram um mecanismo de diálogo entre autoridades investigadoras, que possibilita a troca de experiências e a convergência das práticas de defesa comercial.

Fonte: Assessoria de Comunicação Social do MDIC

 

SOJA EM GRÃO E MILHO PUXAM AS VENDAS EXTERNAS DE AGOSTO

A quantidade de soja em grão e milho embarcada foi significativa em agosto

Apesar dos preços médios de exportação terem recuado, a quantidade de soja em grão e milho embarcada foi significativa no mês de agosto, puxando para cima os valores comercializados no mercado internacional.

As vendas externas de soja em grão alcançaram quantidade recorde com 5,95 milhões de toneladas (+55,9%), o que resultou em US$ 2,23 bilhões (+40,5%). O preço médio do produto caiu 9,9% no período, passando de US$ 417 para US$ 376 por tonelada.

Os embarques recordes de milho representaram 5,26 milhões de toneladas em agosto, com crescimento de 105% em relação ao mesmo mês do ano anterior e atingiu patamar também recorde de divisas, de US$ 817,55 milhões (+89,3%). O preço médio do cereal recuou 7,6%, passando de US$ 168 para US$ 156 a tonelada.

Os dados constam da balança comercial do agronegócio, divulgada nesta terça-feira (12) pela Secretaria de Relações Internacionais do Agronegócio (SRI) do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa). As exportações do agronegócio brasileiro de agosto alcançaram US$ 9,04 bilhões, em alta de 18,5% em comparação com os US$ 7,63 bilhões exportados em agosto de 2016. Com o valor alcançado, o agronegócio representou 46,4% do total das vendas externas brasileiras no mês.

As importações do agronegócio do mês totalizaram US$ 1,19 bilhão em agosto, com retração de 3,9% em relação ao mesmo período do ano anterior. Como resultado, o saldo da balança comercial do agronegócio no mês de agosto de 2017 foi de US$ 7,85 bilhões (+22,8%).

Carne bovina, suco de laranja e celulose foram outros setores de destaque nas exportações do agronegócio nacional de agosto deste ano. As vendas da carne bovina cresceram 35,1% em valor, totalizando US$ 606,56 milhões. Em quantidade, houve incremento de 34,4%, sendo embarcadas 145,73 mil toneladas.

O país vendeu 214 mil toneladas de suco de laranja, em alta de 75% em relação a agosto do ano passado, trazendo divisas de US$ 180 milhões (+81,5%). Já no complexo florestal, a celulose comercializou 1,2 milhão de toneladas (+8,8%), o que significou US$ 569 milhões (+31,1%).

Fonte: MAPA

 

13-09-2017

 

CRESCE A PARTICIPAÇÃO DOS IMPORTADOS NO CONSUMO NACIONAL

Estudo da CNI e da Funcex mostra que, com a valorização do real, o Brasil perdeu espaço para os concorrentes estrangeiros nos mercados interno e externo

Com a leve recuperação do consumo e a valorização do real frente ao dólar, a indústria brasileira aumentou as importações. A participação dos produtos importados no consumo nacional subiu de 16,4% para 16,8%, a preços constantes, no acumulado de julho de 2016 a junho deste ano. No mesmo período, a participação das vendas externas no valor da produção da indústria de transformação ficou em 15,6%, quase o mesmo registrado no acumulado de janeiro a dezembro de 2016. As informações são do estudo Coeficientes de Abertura Comercial, divulgado nesta terça-feira (12) pela Confederação Nacional da Indústria (CNI).

O estudo alerta que o desempenho dos quatro coeficientes – dois que avaliam as exportações e dois que medem a participação das importações no mercado doméstico – indica o aumento das dificuldades de competição dos produtos brasileiros. “A evolução dos coeficientes mostra que o desafio continua sendo a elevação da competitividade da indústria”, diz o estudo feito em parceria com a Fundação Centro de Estudos do Comércio Exterior (Funcex).

“Os resultados, em 2017, refletem a fragilidade do ganho de competitividade baseado na depreciação do real e tornam novamente evidente a baixa competitividade do país frente aos concorrentes estrangeiros. A baixa competitividade significa maiores dificuldades para as empresas e pode comprometer a retomada do crescimento econômico”, afirma a economista da CNI Samantha Cunha.

De acordo com o trabalho, o aumento da participação das importações no mercado doméstico e a interrupção da recuperação do coeficiente de exportação deve-se, especialmente, à instabilidade e à valorização da moeda nacional frente ao dólar. Em 2016, o real se valorizou 6,6%.

SETORES – Nos últimos 12 meses, o coeficiente de exportação caiu em nove dos 23 setores da indústria de transformação. As maiores quedas frente a 2016 foram nos setores de fumo, outros equipamentos de transporte (reboques, aviões, navios) e têxteis. O maior aumento das exportações em relação à produção foi registrado nos setores de veículos automotores e de madeira.

O coeficiente de penetração das importações, que mede a participação dos produtos estrangeiros no consumo nacional, cresceu na maioria dos setores, especialmente nos de coque (espécie de carvão mineral), derivados do petróleo, bicombustíveis, produtos têxteis, máquinas e materiais elétricos e farmacêutico. “Apenas outros equipamentos de transportes, máquinas e equipamentos e fumo registraram queda no coeficiente de penetração das importações a preços constantes”, afirma o estudo.
Conheça os quatro coeficiente de abertura comercial

1. Coeficiente de exportação: O indicador mede a participação das vendas externas no valor da produção da indústria de transformação. Com isso, mostra a importância do mercado externo para a indústria. Quanto maior o coeficiente, maior é a importância do mercado externo para o setor. O Coeficiente de Exportação a preços constantes, que exclui os efeitos das variações de preços, caiu de 15,7% em 2016 para 15,6% no acumulado em 12 meses encerrado em junho deste ano. Isso significa que a indústria de transformação brasileira exportou 15,6% da produção.

2. Coeficiente de penetração de importações: O indicador mede a participação dos produtos importados no consumo brasileiro. Quanto maior o coeficiente, maior é a participação de importados no mercado interno. O coeficiente de penetração das importações a preços constantes subiu para 16,8% no acumulado em 12 meses encerrado em junho de 2017. Isso significa que entre todos os produtos consumidos no país naquele período, 16,8% foram importados.

3. Coeficiente de insumos industriais importados: O indicador mede a participação dos insumos industriais importados no total de insumos industriais adquiridos pela indústria de transformação. Quanto maior o coeficiente, maior é a utilização de insumos importados pela indústria. O indicador ficou em 23,1% a preços constantes no acumulado em 12 meses terminado em junho de 2017. Isso significa que do total de insumos industriais consumidos pela indústria de transformação naquele período, 23,1% foram importados.

4. Coeficiente de exportações líquidas: O indicador mostra a diferença entre as receitas obtidas com as exportações e as despesas com a importação de insumos industriais, ambos medidos em relação ao valor da produção. Se o coeficiente é positivo, a receita com exportação é maior do que os gastos com importações de insumos industriais. No acumulado em 12 meses terminado em junho de 2017, o coeficiente ficou em 4,3% a preços constantes. Em 2014, era negativo em 0,5%.

Fonte: Agência CNI de Notícias

 

SISCOSERV PROMOVE A COMPETITIVIDADE DO SETOR DE SERVIÇOS BRASILEIRO

Em evento em São Paulo, secretário de Comércio e Serviços ressaltou a relevância do sistema

Os cinco anos do Siscoserv, sistema operacional cogerido pelo Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC) e pela Receita Federal do Brasil, foi tema de Seminário realizado nesta terça-feira (12) na Federação das Indústrias de São Paulo (Fiesp). O evento reuniu empresários e autoridades como o secretário de Comércio e Serviços do MDIC, Marcelo Maia, e o diretor titular adjunto do Departamento de Relações Internacionais e Comércio Exterior da Fiesp, Vladimir Guilhamat.

Para Maia, o seminário foi uma oportunidade para esclarecer aos empresários os mecanismos disponíveis no Siscoserv e a correta utilização dessa ferramenta pelo setor privado. “O Siscoserv surgiu a partir da necessidade de um sistema informatizado específico para as operações de comércio exterior de serviços. Hoje, o Siscoserv se transformou num importante instrumento que auxilia o governo, mas também o setor privado pois contribui na tomada de decisão em estratégias empresariais”, explicou o secretário.

Marcelo Maia ressaltou, ainda, que, a partir dos dados identificados no sistema, a SCS está trabalhando para elaborar políticas públicas que possam contribuir para alavancar o comércio exterior de serviços para os setores estratégicos identificados. “Estamos estudando a possibilidade de medir a eficácia dessa, e de qualquer outra política direcionada para promover o comércio externo de serviços, pois o monitoramento dos dados do sistema aumenta a confiabilidade e a efetividade dessas políticas”, garantiu.

O Seminário da Fiesp contou com a participação de 306 pessoas, sendo que 429 internautas puderam interagir e fazer perguntas por meio remoto on-line.Os representantes da Receita Federal e da área responsável pelo Siscoserv no MDIC puderam contribuir com respostas às mais de 500 perguntas apresentadas durante todo o evento.

Siscoserv

O Siscoserv é um sistema operacional de registro obrigatório das transações do Comércio Exterior de Serviços do Brasil, inclusive as operações de exportações e importações de intangíveis. O sistema permite extrair uma base de dados com estatísticas sobre o comércio exterior de serviços no Brasil.

O sistema é, ao mesmo tempo, um instrumento que auxilia o governo na formulação de políticas públicas e o mercado privado na tomada de decisão em estratégias empresariais. Além das empresas que já atuam no comércio exterior, as informações disponibilizadas a partir do sistema são úteis para empresários do setor que ainda não exportam, mas buscam informações para o planejamento de ações de exportação. Usufruem dos dados do sistema, ainda, institutos de pesquisa e universidades.

Fonte: Assessoria de Comunicação Social do MDIC

 

12-09-2017

 

Duas primeiras semanas de setembro têm superávit de US$ 1,376 bilhão

Nas duas primeiras semanas de setembro, que tiveram cinco dias úteis, a balança comercial brasileira alcançou um superávit de US$ 1,376 bilhão -  resultado de exportações no valor de US$ 4,560 bilhões e importações de US$ 3,184 bilhões. No ano, as exportações já chegam a US$ 150,502 bilhões e as importações, a US$ 101,021 bilhões, com saldo positivo de US$ 49,482 bilhões.

Nas exportações, houve crescimento de 21,2% na comparação da média das vendas externas até a segunda semana de setembro deste ano (US$ 912 milhões) com a média de setembro de 2016 (US$ 752,4 milhões), em razão do aumento nos embarques de produtos básicos (28,7%, por conta, principalmente, de soja em grãos, milho em grãos, minério de cobre, minério de ferro e carnes bovina, suína e de frango) e de manufaturados (28,7%, em função de aviões, óxidos e hidróxidos de alumínio, automóveis de passageiros, motores e turbinas para aviação, torneiras, válvulas e partes). Por outro lado, caíram as vendas de produtos semimanufaturados (4,7%, em função, principalmente, de semimanufaturados de ferro e aço, celulose, óleo de soja em bruto, açúcar em bruto, manteiga, gordura e óleo de cacau). Em relação a agosto de 2017, houve crescimento de 7,7%, em virtude do aumento nas vendas das três categorias de produtos: manufaturados (19%), básicos (3%) e semimanufaturados (2%).

Nas importações, a média diária até a segunda semana de setembro de 2017 (US$ 636,7 milhões) ficou 11,5% acima da média de setembro de 2016 (US$ 570,8 milhões). Neste comparativo, aumentaram os gastos, principalmente, com adubos e fertilizantes (81,1%), equipamentos eletroeletrônicos (29,1%), siderúrgicos (27,3%), químicos orgânicos e inorgânicos (15%) e veículos automóveis e partes (14,4%). Em relação a agosto de 2017, registrou-se crescimento de 5,5% pelo aumento nas compras de adubos e fertilizantes (48,6%), alumínio e obras (45,6%), equipamentos mecânicos (19,6%), químicos orgânicos e inorgânicos (11,2%) e equipamentos eletroeletrônicos (8,4%).

Fonte: MDIC

 

CRESCEM EXPORTAÇÕES DE CAFÉ PARA PAÍSES ÁRABES

De janeiro a agosto, exportações para os árabes cresceram 5% em volume, de acordo com o Cecafé. Desempenho é oposto ao geral, que registrou queda de 9,2% no mesmo período.

No sentido contrário ao desempenho geral do setor, as exportações de café aos países árabes cresceram 5% de janeiro a agosto, comparado com igual período do ano passado, totalizando 793.026 sacas de 60 quilos embarcadas. Os dados foram divulgados pelo Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé) na segunda-feira (11).

No total, os produtores brasileiros exportaram 19,3 milhões de sacas de café nos primeiros oito meses do ano, volume 9,2% inferior ao do mesmo período de 2016. Esses embarques renderam US$ 3,3 bilhões aos produtores, alta de 3,9% na mesma base de comparação. Aos árabes, separadamente, o avanço em receita chegou a 30%, para US$ 133,7 milhões.

O presidente do Cecafé, Nelson Carvalhaes, destacou em nota o resultado positivo do mês de agosto em isolado. Segundo o Cecafé, os embarques totais no mês passado avançaram 27,4% na comparação com julho.

“Agosto já traz para o setor uma perspectiva melhor, ainda que tímida, com dados mostrando sinais de recuperação. Isso reflete também em uma tendência para os próximos meses, como consequência das últimas safras colhidas. A expectativa é que, em setembro, o volume de exportação siga com disposição a crescer em torno de 20%”, disse o executivo, em comunicado.

Na comparação com agosto de 2016, porém, as exportações de café do mês passado registraram queda de 22% em volume. Foram enviadas 2,37 milhões de sacas no mês, gerando US$ 388,5 milhões em receita – que também caiu, 20,5%, apesar do preço médio da saca ter ficado 1,9% superior na mesma comparação.

Carvalhaes minimizou o desempenho negativo na comparação anual. “Os resultados já eram esperados por conta do cenário com uma safra menor e baixos estoques de cafés remanescentes.”

Os Estados Unidos seguem como principal cliente do café brasileiro, com 19,8% do total das exportações registradas de janeiro a agosto. Alemanha, com 17,1%, e Itália, com 9,2%, aparecem na sequência. Nenhum país árabe figura entre os dez maiores mercados compradores listados pelo Cecafé.

Fonte: Anba

 

Exportação de carne bovina do Brasil dispara em agosto, com maior volume desde 2013

Trabalhador carrega pedaço de carne em açougue em São Paulo, Brasil 27/06/2017 REUTERS/Nacho Doce

SÃO PAULO - As exportações brasileiras de carne bovina cresceram em agosto 13,4 por cento ante julho e 34 por cento na comparação com o mesmo mês do ano passado, para 145.822 toneladas, atingindo os maiores volumes em quase quatro anos, informou nesta segunda-feira a Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carne (Abiec).

O faturamento com as vendas externas do Brasil, maior exportador global, superou 607 milhões de dólares em agosto, alta de 12,8 por cento ante o mês anterior --crescendo também 34 por cento ante agosto do ano passado--, na medida em que grandes importadores como a China têm elevado a demanda.

O resultado foi o melhor desempenho do setor desde outubro de 2013, em volume, e dezembro de 2014, em faturamento, ressaltou a Abiec.

“A Abiec continua focando seus esforços na abertura de novos mercados e ampliação da presença em parceiros estratégicos. E a China tem sido prioridade”, disse em nota a associação.

A Abiec informou que Hong Kong continuou sendo o principal importador da carne bovina brasileira, responsável pela compra de 34.540 toneladas em agosto (7,4 por cento a mais do que foi comercializado em julho), seguido por Egito, que importou 23.070 toneladas (+27,8 por cento), e China, com 18.565 toneladas (+ 15,1 por cento).

Em agosto, a carne in natura se manteve como categoria mais exportada, gerando faturamento de mais de 520 milhões de dólares, com embarque superior a 123 mil toneladas, de acordo com dados da Abiec.

Segundo uma outra entidade representativa de frigoríficos no país, a Abrafrigo, “o mercado externo está atravessando um momento muito favorável”, que está sendo aproveitado por quase todos os países exportadores, que têm aumentado suas vendas principalmente para o mercado chinês.

A Abrafrigo afirmou que, se a tendência se mantiver até o final do ano, o Brasil poderá superar um pouco a meta de crescer 10 por cento em relação a 2016, ano de queda nas vendas, atingindo a comercialização de mais de 1,5 milhão de toneladas.

No acumulado de 2017, as vendas de carne bovina in natura e processada alcançaram 930.466 toneladas, praticamente o mesmo resultado visto no mesmo período do ano passado, disse a Abrafrigo, citando dados do governo. Já as receitas subiram 5 por cento, somando 3,77 bilhões de dólares ante 3,58 bilhões em 2016.

Fonte: Reuters

 

Exportações pelo Ceará crescem 87,4% em 2017

Mesmo com déficit de US$ 245 milhões na balança comercial do Estado entre janeiro e agosto de 2017, as exportações pelo Ceará nesse período tiveram um crescimento nominal de 87,4% em relação aos oito primeiros meses de 2016. Segundo dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (Mdic), as vendas ao exterior somaram US$ 1,2 bilhão no acumulado de 2017, ante US$ 685 milhões entre janeiro e agosto do último ano.

Já as importações pelo Estado registraram uma queda de 46% no mesmo período: as compras do exterior registraram US$ 1,5 bilhão em 2017, ante US$ 2,8 bilhões nos dois primeiros quadrimestres de 2016.

Somente no mês de agosto, a balança comercial registrou um déficit de US$ 56,2 milhões, resultado da diferença de US$ 156 milhões exportados e US$ 212 milhões importados.

Com o impacto da produção de placas pela Companhia Siderúrgica do Pecém (CSP), a exportação de produtos semimanufaturados, de ferro ou de aço, corresponde a quase metade de todo o volume exportado de janeiro a agosto deste ano pelo Estado - US$ 626 milhões (48,7%).

Em agosto, o volume de exportação do produto alcançou US$ 68,6 milhões, o equivalente a 43,8% do total de produtos exportados no mês. O segundo produto mais exportado no Estado, tanto no acumulado do ano quanto no mês de agosto, foi a castanha de caju, fresca ou seca, sem casca.

Representando 4,7% do volume exportado em 2017, US$ 61,1 milhões do produto foram vendidos a países do exterior, dos quais US$ 8,6 milhões no mês passado. Calçados de borracha ou plástico, com tiras superiores, ficaram em terceiro no ranking anual, com US$ 52,7 milhões vendidos até agosto.

Por outro lado, no ranking mensal, o terceiro lugar em volume de exportação foi ocupado pelas lagostas congeladas. Mais de 260 toneladas da iguaria foram vendidas a outros países, movimentando US$ 6,3 milhões. Completam o ranking mensal outros calçados de borracha e plástico (US$ 6,2 milhões) e couros e peles inteiros (R$ 5,7 milhões), e o anual, sucos de frutas ou produtos hortícolas (R$ 46,8 milhões) e gás natural liquefeito (US$ 45,9 milhões).

Destinos

Nesse ano, os países para os quais o Ceará mais vendeu foram Estados Unidos, com US$ 306,4 milhões (23,8% do total exportado); México, com US$ 219 milhões (17,1%); Argentina, US$ 82,6 milhões (6,4%); Itália, US$ 74,2 milhões (5,7%); Turquia, US$ 71,1 milhões (5,5%); Coreia do Sul, US$ 61,8 milhões (4,8%); Hungria, US$ 37 milhões (2,8%); Canadá, US$ 27 milhões (2,1%); Alemanha, US$ 26,3 milhões (2%); e França, US$ 25,7 milhões (2%).

Importações

Também impactado pela atividade da CSP, o principal produto adquirido no exterior em 2017 pelo Ceará foi a hulha betuminosa, que serve de insumo para a indústria local, por US$ 335 milhões, o equivalente a 21,9% de todo o montante importado no período. No mês de agosto, o produto também foi a principal aquisição externa e representou 17,4% das compras realizadas, com o montante de US$ 37,1 milhões.

O segundo produto mais importado, tanto no mês como no ano, foi o gás natural liquefeito, com o custo de US$ 189 milhões em 2017 (12,4%), dos quais US$ 35,5 milhões em agosto (28,4% das importações do mês). Em terceiro lugar de ambos os rankings estão outros trigos e misturas de trigo com centeio, insumo para os moinhos do Estado, que custaram US$ 113 milhões no ano (7,41%), dos quais US$ 22,6 milhões no mês passado (10,6%).

No ano, ocupam o quarto e quinto lugares, respectivamente, outras hulhas, com US$ 43,9 milhões (2,87%) e algodão, não cardado nem penteado, com US$ 40,1 milhões (2,6%). Já no ranking de agosto, a castanha de caju ficou na terceira colocação, com US$ 8,7 milhões (6,9%), e outros óleos de dendê, com US$ 6,4 milhões (5,1%), em quarto.

Compras

Em 2017, os países aos quais o Ceará mais comprou foram China, com US$ 260 milhões (16,9%); Estados Unidos, com US$ 186 milhões (12,2%); Colômbia, US$ 163 milhões (10,7%); Argentina, US$ 134 milhões (8,8%); Austrália, US$ 130 milhões (8,5%). Nigéria, US$ 115 milhões (7,5%); Alemanha, US$ 62 milhões (4,1%); Moçambique, US$ 46 milhões (3,0%); Índia, US$ 43 milhões (2,8%); e Angola, US$ 35 milhões (2,3%).

Fonte: Diário do Nordeste

 

11-09-2017

 

Importações de minério de ferro da China crescem em agosto com alta em preço do aço

PEQUIM - As importações chinesas de minério de ferro cresceram em agosto, à medida que os preços em alta do aço aumentaram o apetite por matéria-prima estrangeira.

O país asiático importou 88,66 milhões de toneladas no mês passado, um volume 1,1 por cento maior em relação ao mesmo período de 2016 e 2,8 por cento acima do apurado em julho, informou nesta sexta-feira a Administração Geral Alfandegária da China.

Nos oito primeiros meses deste ano, as importações de minério de ferro da China acumulam alta de quase 7 por cento sobre igual intervalo do ano passado, ao passo que mais siderúrgicas chinesas elevaram a produção para aproveitar as margens melhores em meio à repressão do governo chinês sobre produtos de aço de baixa tecnologia.

Isso resultou em encomendas maiores por matérias-primas, particularmente minério de ferro de alto grau.

“As importações seguirão elevadas, pois a produção de aço ainda está relativamente forte, e os cortes na produção chinesa de inverno não devem ocorrer até meados de novembro”, disse Helen Lau, analista da Agronauts Securities, em Hong Kong.

Fonte: Reuters

 

Porto de Paranaguá fecha o mês de agosto com recorde histórico no carregamento de grãos

O Corredor de Exportação (Correx) do Porto de Paranaguá bateu um novo recorde histórico de carregamento. Foram embarcadas 2,02 milhões de toneladas de milho, farelo de soja e soja nos 31 dias de agosto. Os números superam em 5,6% o recorde anterior de movimentação mensal de 1,9 milhão de toneladas movimentadas em junho de 2015.

Ao todo, foram exportadas pelo Porto de Paranaguá 644.035 toneladas de milho, 315.681 toneladas de farelo de soja e 1.068.506 toneladas de soja, nos três berços do Correx.

O secretário de Infraestrutura e Logística, José Richa Filho, atribui a movimentação recorde à alta produtividade agrícola e aos investimentos para o repotenciamento do Corredor de Exportação que vêm sendo feitos pela Administração dos Portos de Paranaguá e Antonina (Appa).

“Contabilizamos dias de chuva e problemas de mau tempo que prejudicam a atracação de navios. No entanto, o Porto de Paranaguá tem comprovado a sua capacidade operacional para atender o campo de acordo com a sua demanda de movimentação”, declarou Richa Filho.

NOVOS RECORDES – Nos últimos 25 meses, o Porto de Paranaguá bateu 34 recordes históricos de movimentação de cargas. Em 18 de agosto, por exemplo, o Correx bateu recorde de embarque de grãos num período de 24 horas, com 134.057 toneladas de milho e farelo de soja movimentadas em um dia.

A exportação de veículos foi recorde nos oito primeiros meses de 2017, com 69.064 unidades. Já o carregamento de açúcar em um único dia também ultrapassou a marca de 62,6 mil toneladas do produto, superando em 19% o recorde anterior, de 2001, quando tinham sido embarcadas 52,5 mil toneladas em apenas um navio.

O diretor-presidente da Appa, Luiz Henrique Dividino, lembra que os investimentos de aproximadamente R$ 600 milhões nos portos do Paraná resultaram em ganhos de produtividade de 33% no Correx.

“Batemos 34 recordes históricos em 25 meses com a movimentação de fertilizantes, contêineres, recordes de movimentação de grãos mensal, semestral e diário no Corredor de Exportação, recorde no embarque de etanol, recorde na descarga de diesel e na movimentação de caminhões no Pátio de Triagem”, destacou Dividino.

Em 2016, o Porto de Paranaguá acumulou recordes consecutivos de movimentação nos meses de janeiro, fevereiro, março e abril.

“Os números de movimentação refletem o planejamento e os resultados dos investimentos, aliados ao trabalho técnico e operacional dos profissionais que atuam na área portuária. Esta soma de fatores vem aperfeiçoando todo o modelo logístico existente, promovendo a racionalização das operações e a elevação dos índices de competitividade dos Portos do Paraná em relação aos portos vizinhos”, ressaltou o presidente da Appa.

Fonte: Portos e Navios

 

Importação chinesa de soja tem recorde para agosto

 A China, maior importador de soja do mundo, comprou 8,45 milhões de toneladas da oleaginosa em agosto, mostraram nesta sexta-feira dados aduaneiros, um recorde para o mês, com melhores margens aumentando a demanda dos compradores.

As importações de soja em agosto aumentaram 10,2 por cento em relação ao mesmo mês do ano passado (7,67 milhões de toneladas), mas ficaram 16,2 por cento abaixo das 10,08 milhões de toneladas registradas em julho, segundo dados da Administração Geral de Alfândega da China.

As importações de julho atingiram o nível mais alto desde o início dos registros, em 2010, após processadores de soja atrasarem descarregamentos em junho devido a estoques altos e uma mudança de impostos.

Algumas das chegadas de agosto também eram desembarques que tinham sido adiados devido ao congestionamento dos portos.

Os processadores também tinham realizado novas compras com as margens começando a mostrar um resultado mais positivo, disse Monica Tu, analista da Xangai JC Intelligence.

Grandes desembarques ao longo do ano levaram a altos níveis de estoques, mantendo margens de esmagamento na China em território negativo por alguns meses. As margens começaram a melhorar em junho e as esmagadoras têm feito lucros desde o final de agosto.

“As importações geralmente diminuem no terceiro trimestre, pois há um hiato entre os fornecimentos dos EUA e os fornecimentos da América do Sul”, disse Tian Hao, analista sênior da First Futures, antes da divulgação dos dados.

O Brasil é o maior exportador global de soja.

“Mas esse é o pico da temporada para a demanda, com os próximos feriados, então a pressão sobre os estoques será um pouco amenizada”, disse Tian.

A China importou 63,34 milhões de toneladas de soja nos primeiros oito meses do ano, contra 54 milhões de toneladas no mesmo período do ano passado, de acordo com dados aduaneiros.

Fonte: Reuters

 

08-09-2017

 

Brasil exportará volume recorde de soja em 2018 apesar de safra menor, diz Abiove

SÃO PAULO - A exportação de soja do Brasil crescerá em 2018 para um recorde 65 milhões de toneladas, ante 64 milhões previstos para 2017, com o país utilizando seus estoques diante de uma safra que deverá ser menor, disse a Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove), nesta quarta-feira.

“Com uma safra boa, não tão farta (quanto em 2017), combinando com bons estoques, o Brasil vai ter uma boa oferta, a China tem demandando volumes crescentes, e isso dá oportunidade de o Brasil embarcar volumes maiores”, declarou à Reuters o secretário-geral da Abiove, Fábio Trigueirinho.

A Abiove estimou que a safra de soja do Brasil em 2018, cujo plantio deve começar nas próximas semanas, deverá atingir 108,5 milhões de toneladas, um recuo de 4,7 por cento na comparação com 2017, quando o país colheu um recorde de 113,8 milhões de toneladas, contando com ótimas produtividades.

Em 2017, a produção saltou 17,6 milhões de toneladas ante 2016, com produtores beneficiados pelo tempo excelente em várias regiões, após uma seca no ano passado que afetou as lavouras.

Isso deve gerar estoques finais históricos em 2017 de quase 10 milhões de toneladas, que compensarão uma redução na produção e ainda serão suficientes para permitir um aumento no processamento doméstico para níveis recordes, segundo dados da Abiove.

A associação, que reúne as mais importantes empresas do setor, como ADM, Bunge, Cargill, Louis Dreyfus, Amaggi e Cofco, estimou um processamento de soja de 43 milhões de toneladas em 2018, 1,5 milhão acima do projetado para 2017.

O aumento do processamento se fia principalmente em uma expectativa de que haverá a antecipação de uma mistura maior de biodiesel no diesel para março de 2018.

Atualmente, o Brasil mistura 8 por cento do biocombustível --fabricado majoritariamente com óleo de soja-- no combustível fóssil. Pela regra atual, a mistura deveria subir para 9 por cento no ano que vem, mas a Abiove espera uma antecipação dos 10 por cento que só viriam em 2019.

“Estamos aguardando que seja confirmado, em março próximo... estamos conversando com o governo, então já foi bastante discutido, estamos querendo antecipar o B10”, disse Trigueirinho, que tem expectativa de que isso seja anunciado nos próximos dias.

Com uma boa oferta de matéria-prima, ele disse não ver problema para esta antecipação ocorrer. Com uma maior produção óleo para biodiesel, por consequência haverá maior fabricação de farelo de soja, matéria-prima da indústria de ração animal.

“Com certeza, está bom para a indústria de carnes, o milho voltou a patamar de preços mais baixos”, disse ele, em referência ao cereal, utilizado na mistura com o farelo para produção da ração.

PLANTIO MAIOR

Os preços mais baixos do milho, aliás, explicam o aumento da área em 2 por cento esperado para a próxima safra de soja do Brasil, cujo plantio crescerá principalmente em regiões dedicadas ao cereal na última safra.

“Não obstante os preços da soja não estarem ótimos, mas a soja está melhor do que os outros, com exceção do algodão. Então isso está levando o pessoal a plantar um pouco mais de soja”, disse Trigueirinho, da Abiove.

A safra cairá apesar do aumento de área porque o setor espera um “clima mais normal” na colheita que se inicia a partir o início de 2018, o que deve se reverter em produtividades médias menores ante os elevados patamares de 2017.

“A produtividade foi baseada em clima normal, nem muito bom nem muito ruim”, disse Trigueirinho, que revelou que a Abiove estima uma redução na colheita por hectare para 3.180 quilos, ante recordes de 3.401 quilos na temporada passada.

Fonte: Reuters

 

UE rejeita proposta de medidas antidumping para aço de Brasil, Irã, Rússia e Ucrânia

Governos da União Europeia (UE) rejeitaram nesta quinta-feira proposta para impor medidas antidumping contra o aço laminado a quente do Brasil, Irã, Rússia e Ucrânia.

A Comissão Europeia, que supervisiona a política comercial dos 28 países membros da UE, apresentou plano de cobrar tarifas de até 33 por cento sobre o produto, usado em construção e maquinários, dos quatro países.

Mas os países da UE se opuseram à proposta. Alguns acreditam que as medidas eram muito fracas e outros as consideraram como muito fortes, de acordo com fontes do bloco.

A Comissão também propôs que as tarifas não se aplicariam, se o produto fosse vendido ao preço mínimo de 472,27 euros por tonelada ou acima deste nível, mas a medida também foi recusada.

A proposta de preço mínimo ainda foi contestada pela federação das siderúrgicas europeias, a Eurofer, que havia apresentado queixa contra as importações.

Fonte: Reuters

 

Brasil entra no mercado exportador de leguminosas de maior valor nutricional

A produção mundial de "pulses" subiu 50% desde os anos 2000 e vai continuar subindo em um ritmo acelerado nos próximos. A Índia é a grande chave desse setor.

As "pulses" são um conjunto de espécies de leguminosas que produzem grãos de maior qualidade nutricional: grão-de-bico, lentilha, certos tipos de feijão etc.

Área e produtividade maiores foram os responsáveis pela aceleração da produção nos últimos anos.

Índia, Canadá e Austrália se destacam nesse setor, que, a partir de agora, também está na mira do Brasil.

Estudo do Rabobank aponta que o setor teve uma aceleração nas margens de rendimento nos últimos anos, mas que os preços recuaram a partir de 2016. Mesmo assim, a área continua crescendo.

Os países produtores de "pulses" miram a Índia. Os indianos produzem 25% do total desses grãos, consomem 30% da produção mundial e importam 40% do que é comercializado mundialmente, conforme dados do Rabobank.

O consumo de "pulses" cresce porque há uma substituição das carnes por vegetais em várias partes do mundo.

O Brasil entra nesse mercado via pesquisas da Embrapa. A empresa tem contratos de cooperação com entidades indianas de pesquisa e com empresas da Índia para o desenvolvimento de algumas variedades no país.

Números da Embrapa indicam que os indianos vão importar 7 milhões de toneladas nos próximos dois a três anos. Em 2030, serão de 30 milhões a 35 milhões.

Os produtores brasileiros começam a pôr no mercado as primeiras safras de grão-de-bico, já com vistas às exportações. Alguns deles começam a colocar no mercado externo pequenas quantidades para testar a viabilidade do negócio.

A Embrapa avalia o potencial produtivo de quatro variedades de grão-de-bico, duas das quais indianas. Dependendo do resultado da produtividade, o Brasil poderá deixar de importar e começar a exportar para a Índia.

Só no ano passado, a importação indiana de grão-de-bico atingiu 873 mil toneladas, no valor de US$ 688 milhões. Já o Brasil importou cerca de 8.000 toneladas.

Além da busca de maior produtividade, as pesquisas da Embrapa visam também obter respostas para o melhor controle de pragas e de doenças que afetam as lavouras.

Se conseguir desenvolver a produção de "pulses" e atender parte das necessidades da Índia, o Brasil estará presente nos dois principais mercados mundiais importadores de grãos: a China, com soja, e a Índia, com as "pulses".

Com isso, os produtores do Sul, com áreas menores, poderiam dedicar-se às "pulses", e os do Centro-Oeste, à soja.

Uma boa notícia para os sojicultores: os custos de produção não vão ter grandes variações na safra 2017/18. Uma péssima notícia: a rentabilidade poderá cair 52% na próxima safra.

A avaliação é da Agroconsult, que atribui a queda de rentabilidade ao excesso de oferta de soja e a preços baixos.

A renda dos produtores vai depender ainda da produtividade, que é um ponto de interrogação, segundo a Agroconsult.

A consultoria estima a produção total de soja em 111 milhões de toneladas na safra 2017/18.

No caso do milho, a safra total deverá ser de 95 milhões de toneladas, 5% menor. A produção no verão, porém, recua 14%, para 26 milhões de toneladas.

RENTABILIDADE

Os produtores de soja do médio-norte de Mato Grosso deverão ter rentabilidade de R$ 371 por hectare, bem abaixo dos R$ 784 da última safra.

No sudeste do Paraná, a rentabilidade cai para R$ 1.039 por hectare, ante R$ 1.224 na safra 2016/17. 

 Fonte: Folha SP

 

Putin não aceita suspender exportações de petróleo à Coreia do Norte

O presidente da Rússia, Vladimir Putin, disse, nesta quarta-feira (6), ao presidente da Coreia do Sul, Moon Jae-in, em encontro realizado na cidade portuária de Vladivostok, que cortar as exportações de petróleo para a Coreia do Norte violaria regras humanitárias. Trata-se de um sinal de que a Rússia deve bloquear os esforços liderados pelos EUA para impor um embargo de petróleo ao regime norte-coreano, após o sexto teste nuclear realizado pelo país, no fim de semana.

No encontro desta quarta, Moon defendeu que as sanções impostas à Coreia do Norte pelo Conselho de Segurança da ONU sejam intensificadas, de acordo com relato do gabinete de governo sul-coreano.

“É imperativo que o fornecimento de petróleo à Coreia do Norte seja interrompido, e a Rússia precisa cooperar ativamente [para que isso aconteça]”, disse o presidente sul-coreano.

Putin declarou que a Rússia exporta muito pouco petróleo para a Coreia do Norte – cerca de 40 mil toneladas por ano, enquanto as da China chegam a 500 mil toneladas por ano, de acordo com levantamento do Instituto Nautilus de Segurança e Estabilidade, em Berkeley, Califórnia.

“Temos a preocupação de que interromper as exportações resultaria em danos para os hospitais e as pessoas comuns na Coreia do Norte”, disse Putin.

Fonte: Valor

 

Comércio exterior se recupera e Maersk projeta crescimento

Importações e exportações se recuperaram mais rápido do que o previsto nos portos brasileiros e a Maersk Line, armadora líder mundial no transporte de contêineres, já prevê um aumento de volumes para o Natal. Com o otimismo de varejistas, além da recuperação de estoques, há a previsão do reaquecimento das vendas pelas fábricas de eletroeletrônicos, que já pensam na preparação para a Copa do Mundo do ano que vem.

As informações integram o relatório de comércio da armadora referente às atividades dos portos brasileiros no último trimestre, englobando também o primeiro semestre deste ano. Os dados são fornecidos pela consultoria Datamar para a Maersk Line (parte do grupo logístico e de energia A.P. Moller-Maersk) e envolvem toda a operação marítima de contêi-neres no Brasil. 

Segundo o balanço, as importações tiveram uma retomada um pouco mais rápida do que era esperado no segundo trimestre. No período, o crescimento foi de 16,6%, em relação ao mesmo período do ano passado. Mas, segundo o diretor de Trade Marketing da Maersk Line para a Costa Leste da América do Sul, João Momesso, o volume ainda está distante do verificado em 2015.

“As importações estão se consolidando, mas em um volume aquém de 2015, mas melhor que o de 2016 e cerca de 14% abaixo de 2014”, afirmou o executivo, explicando que as quantidades não devem voltar ao patamar de três anos atrás por conta de um novo cenário econômico, com a redução do consumo no País.

Momesso destacou ainda o aumento do volume de importação no Porto de Manaus (AM), local onde são produzidos produtos eletroeletrônicos vendidos para todo o País. Nesta região, o crescimento verificado é de 40% ano a ano.

Segundo o executivo, esta retomada pode ser um sinal importante de aumento da produção, principalmente diante dos baixos estoques verificados no pico da crise, no ano passado. “É o início de um fluxo. Faltam ainda 10 meses para a Copa do Mundo, mas há conversas de volumes já fechados para isso”. 

Exportações

Já as exportações foram mais modestas no segundo trimestre, caindo 2,2% após um desempenho mais fraco na Ásia e Europa em carga seca. No primeiro trimestre, as exportações aumentaram apenas 0,1%. Assim, importações mais exportações terminaram o segundo trimestre com crescimento de 5,4% versus 5,9% no primeiro. 

A carga refrigerada está liderando o declínio das exportações. Foi 5,3% menor no segundo trimestre contra as exportações não-refrigeradas, que caíram 1,5% durante o mesmo período. 

“O resultado refrigerado mais fraco implicaria a uma primeira vista uma queda na demanda por exportações brasileiras de carne bovina e aves durante o trimestre, mas a carga de carnes refrigeradas provou ser uma história de crescimento durante o resto do segundo trimestre”, destacou o diretor Comercial da Maersk Line para a Costa Oeste da América do Sul, Nestor Amador. 

Segundo o executivo, no início do ano, a Operação Carne Fraca, da Polícia Federal, e a falta de contêineres refrigerados impactaram as exportações de proteínas no Brasil e em alguns países da América Latina. Mas as perspectivas são melhores para o fim do ano. 

Muito disso se deve à safra de frutas na região Nordeste. A colheita de melão, por exemplo, começou na semana passada e segue até janeiro. O algodão também é outra carga bastante exportada em contêineres, segundo Amador. Neste caso, o pico da safra está previsto para o final do ano. 

Fonte: A Tribuna

 

06-09-2017

 

Indonésia leva Austrália à OMC por tarifa sobre papel A4

GENEBRA - A Indonésia apresentou uma queixa na Organização Mundial do Comércio (OMC) para contestar tarifas antidumping impostas pela Austrália sobre papel A4, segundo documento publicado pela OMC na terça-feira.

O processo de 1º de setembro afirma que as taxas antidumping australianas também se aplicam ao papel exportado do Brasil, China e Tailândia.

O “pedido de consultas” indonésio, o primeiro passo em uma disputa comercial, dá à Austrália 60 dias para resolver a questão. Após esse período, a Indonésia pode pedir que a OMC julgue o caso.

Fonte: Reuters

 

Exportação de veículos por Paranaguá bate recorde

A exportação de veículos pelo Porto de Paranaguá aumentou 20% de janeiro a agosto deste ano, no comparativo com o mesmo período de 2016. Neste ano, foram exportados 69.064 veículos, contra 57.636 no ano passado. O recorde de exportação anterior era do ano de 2013, quando haviam sido exportados 67.612 carros.

Os dados, que foram divulgados nesta semana pela Administração dos Portos de Paranaguá e Antonina (Appa), apontam que esse é o melhor desempenho de todos os tempos.

Além da saída de automóveis, o relatório aponta também o aumento no número de unidades importadas: nos oito primeiros meses de 2016, haviam chegado pelo porto 16.819 carros; neste ano, o número saltou para 19.665. O aumento na importação, considerando o mesmo período, é de 17%.

O diretor-presidente da Appa, Luiz Henrique Dividino, explica que o crescimento no número de veículos movimentados se deve ao mercado interno e, no que se refere à exportação por Paranaguá, nos investimentos feitos para ampliar os espaços para movimentação de cargas especiais. “Com um novo layout operacional, somente neste ano, aumentamos em 36% a área para movimentação de cargas especiais, o que representa 30 mil metros quadrados de novos pátios para o armazenamento de mercadorias como veículos”, conta Dividino.

NOVO LAYOUT - Para que novas áreas de movimentação fossem possíveis, barracões ociosos, que foram usados até as décadas de 1980, foram demolidos. “É preciso estar atento às mudanças nas operações, no mercado e, também, nas necessidades de importadores e exportadores. Temos trabalhado nesse sentido e as crescentes buscas pelo serviço mostram que estamos no caminho certo”, completa Dividino.

CAPACIDADE - Atualmente, os pátios destinados à movimentação de cargas especiais têm condições de armazenar 3,5 mil automóveis. Além disso, o Porto de Paranaguá cumpre as exigências dos fabricantes, como a existência de rampas específicas para o embarque de automóveis. “Essa capacidade, ligada aos baixos índices de avarias, faz a diferença na escolha de quem procura importar ou exportar pelo porto paranaense”, comenta o secretário de Infraestrutura e Logística, José Richa Filho.

DESTAQUE - Como segundo porto do país que mais movimenta veículos, o Porto de Paranaguá tem se destacado como opção para a movimentação desse tipo de carga. Em 2016, por exemplo, aproximadamente 110 mil automóveis foram exportados pelo local. Com isso, novos clientes têm procurado pelos serviços de importação ou exportação. Entre as principais marcas que operam por Paranaguá estão as fabricantes internacionais Audi, BMW, Renault, Volkswagen e Volvo.

Fonte: Agência de Notícias do Paraná

 

Alta nas importações indica fim de ano melhor, aponta relatório da Maersk

O crescimento de quase 17% registrado nas importações no segundo trimestre faz com que os varejistas brasileiros apostem em um fim de ano melhor. Um relatório de comércio da Maersk destaca que as exportações também devem apresentar números melhores até o final de 2017. De acordo com a publicação, as importações no Brasil refletiram as antecipações de pedidos para o Natal, aumentaram as importações asiáticas e permitiram crescimento consistente da entrega de peças eletrônicas para montagem em Manaus (AM). Já as exportações caíram 2,2% após um desempenho mais fraco na Ásia e Europa em carga seca.

A Maersk avalia que a demanda ainda está relativamente baixa, porém é possível enxergar um cenário mais promissor e encorajador. A análise é que a economia se recupera em velocidade acima do que era esperado e os volumes devem melhorar. “Vemos recuperação a nível mundial”, projeta o diretor comercial da Maersk Line para costa oeste da América do Sul, Nestor Amador.

A companhia espera crescimento nas importações no terceiro e quatro trimestres, com uma modesta melhora nas exportações. A empresa observa que, pela primeira vez em dois anos, os varejistas estão estocando mais suas prateleiras, deixando de ser importador líquido. No segundo trimestre de 2017, o volume de importações foi 14,5% mais baixo do que no mesmo período em 2014, anterior à crise.
A carga refrigerada liderou o declínio das exportações: 5,3% menor no segundo trimestre. As exportações não refrigeradas caíram 1,5% durante o mesmo período. O resultado da carga refrigerada, diz o relatório, foi impactado por uma crise de qualidade da carne no final do primeiro trimestre e no início do segundo. As exportações refrigeradas viram os maiores declínios no Oriente Médio e África, respectivamente 12,6% e 13,9% a menos. No entanto, os mercados asiáticos e europeus estiveram 5,6% menores e 1,6% maiores. Para os mercados de carga seca, os mercados europeu e asiático foram apenas 4,5% e 1,7% mais fracos no segundo trimestre.

Para a temporada de 2017-2018, os produtores de commodities esperam safras recordes de algodão, soja, e açúcar, e uma leve melhora na safra de melões após a seca de 2016. O milho deve apresentar uma queda brusca de dois dígitos de sua produção. O mercado espera que as exportações de algodão apresentem safra recorde, já que o setor aumentou a área de agricultura deste produto por mais de 10% para esta temporada.

O resultado do segundo trimestre é um pouco melhor em relação aos três primeiros meses do ano. O relatório destaca que o crescimento de 16,6% tem como base o segundo trimestre de 2016, que foi um dos dois piores resultados trimestrais para importações em mais de duas décadas. Nestor Amador explicou que as importações em todo o mundo crescem com melhorias do varejo para a indústria e, enquanto os fabricantes de automóveis esperam entrar em um período de crescimento de até cinco anos. Essa tendência ainda está para se materializar em termos de importações, tendo registrado crescimento zero no segundo trimestre.

Também são esperadas colheitas abundantes brasileiras nos próximos anos, a produção de soja e celulose e papel estão se expandindo, o que representa uma crescente necessidade de importar mais fertilizantes. "Nós acreditamos que os fertilizantes são um potencial mercado de crescimento entre produtores agrícolas brasileiros e especificamente provedores russos", diz o diretor de trade e marketing para Maersk Line para costa oeste da América do Sul, João Momesso. A expectativa é que as importações voltem a registar crescimento de dois dígitos no terceiro trimestre.

APM Terminals (Pecém) — De acordo com o relatório, os volumes em Pecém cresceram 21% no primeiro semestre de 2017, com a cabotagem aumentando 18%.

Fonte: Portos e Navios

 

Exportações fazem produção de caminhões crescer após 3 anos

Depois de três anos seguidos de queda na produção, a indústria de caminhões começa a dar sinais de recuperação, puxada pelo crescimento das exportações.

Entre janeiro e julho deste ano, foram fabricados 43.223 caminhões, alta de 22,4% na comparação com o mesmo período de 2016, quando saíram das linhas de produção 36.326 unidades.

A fabricação de veículos pesados ainda está bem abaixo de 2013, quando nos sete primeiros meses foram produzidas 109.990 unidades. Entretanto, os dados atuais são vistos como um alento para as montadoras que atuam no setor.

"Estamos vendo sinais de recuperação, e a venda de caminhões é um termômetro para toda a economia", diz Roberto Cortes, presidente da MAN Latin America.

No entanto, são as exportações que estão garantindo o aumento na produção.

Considerando os sete primeiros meses deste ano na comparação com o mesmo período de 2016, as vendas de caminhões ao exterior subiram 47,4%, enquanto as comercializações no mercado interno caíram 14,1%.

"O licenciamento ainda vai seguir negativo por alguns meses porque há um atraso de 30 a 90 dias entre a compra e o emplacamento. Após adquirir um veículo pesado, é necessário colocar implementos [baú, carroceria ou tanque, por exemplo], e isso leva tempo", diz Bernardo Fedalto, diretor de caminhões Volvo no Brasil, no Uruguai, no Paraguai e na Bolívia.

De acordo com Wellington Damasceno, diretor-executivo do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, as exportações e o agronegócio ajudaram cobrir parte da ociosidade nas fábricas atualmente, e as montadoras começam a repor postos de trabalho.

A Scania, por exemplo, contratou cerca de 500 profissionais para sua unidade em São Bernardo do Campo (Grande São Paulo).

"Como temos um produto global e fábricas padronizadas em todo o mundo, foi possível direcionar o volume para atender à demanda de outros países", diz Marcelo Gallão, vice-presidente de Logística da Scania Latin America.

Na Iveco, houve um aumento de 144% nas exportações de veículos comerciais no primeiro semestre deste ano em relação ao mesmo período de 2016. A produção, por sua vez, subiu cerca de 15%. Nos últimos três anos, a empresa teve crescimento de 236% nos envios ao exterior.

"A montadora se adaptou à nova realidade econômica do país, fazendo os ajustes necessários e mantendo os investimentos, e se preparou para atender as demandas internas e externas dos setores de transportes de cargas e de passageiros [vans e ônibus]", afirma Ricardo Barion, diretor de marketing da Iveco para a América Latina.

REAÇÃO EM MARÇO

Na Ford, o ano começou abaixo do esperado. "Os meses de janeiro e fevereiro foram os piores da indústria nos últimos 15 anos. A reação começou a partir de março, atingindo o que tínhamos planejado", diz João Pimentel, diretor da Ford Caminhões América do Sul.

"Em 2017, trabalhamos basicamente uma semana por mês para ajustar os estoques. Ou seja, estamos produzindo caminhões três dias por semana", conta Pimentel.

Para a adequação da produção, a Ford lançou o Projeto Fusão, que permite que os funcionários da fábrica de caminhões trabalharem na linha de automóveis nos outros dois dias da semana.

Para Pimentel, o segundo semestre será cerca de 15% melhor do que o mesmo período do ano passado.

Diante dos resultados em vendas, representantes das montadoras consideram que 2017 fechará com dados semelhantes a 2016, o que, de acordo com eles, será um bom desempenho, considerando o fraco 1° bimestre.

FROTA

Apesar de as vendas no mercado interno ainda estarem abaixo do ano passado, a indústria tem visto uma recuperação mês a mês dos negócios realizados por aqui.

"Em janeiro e fevereiro, o setor vendia 155 caminhões e ônibus por dia. No segundo trimestre, saltamos para 230, e hoje já estamos em 280 unidades comercializadas diariamente", comenta Roberto Cortes, da MAN.

Esse aumento reflete alguns bons negócios firmados pelas principais montadoras do país.

A Volkswagen Caminhões, por exemplo, fechou nesta semana seu maior negócio do ano, com a venda de 417 caminhões para a Ambev.

De acordo com Cortes, a empresa, que iniciou o ano com jornada reduzida para quatro dias por semana, desde junho opera cinco dias por semana e, a partir de setembro, trabalhará também três sábados por mês.

"Recorremos ao lay-off [suspensão temporária do contrato de trabalho], mas em agosto trouxemos 70 trabalhadores de volta à fábrica", diz o presidente da MAN.

Em setembro, um novo caminhão será apresentado. "A tendência é que, com o lançamento, ocorra aumento nas vendas e, consequentemente, mais contratações", afirma Cortes.

Em maio, a Mercedes-Benz fechou a maior venda para um cliente dos últimos 10 anos: a Raízen comprou 524 caminhões para suas operações fora da estrada. O negócio inclui um plano de manutenção e sistema de gestão de frota e rastreamento para alguns modelos.

Em julho, a montadora fechou ainda a comercialização de 134 caminhões blindados para a Prosegur, além de vender, em agosto, 105 caminhões para Transgrãos.

"Começamos a ver um ponto de inflexão neste cenário, mas ainda não sabemos qual o tamanho", avalia Roberto Leoncini, vice-presidente de vendas e marketing de caminhões e ônibus da Mercedes-Benz.

A montadora opera com um turno de trabalho para a produção de caminhões e ônibus em São Bernardo do Campo, e também com um turno em Juiz de Fora (MG). Atualmente, a empresa tem 120 colaboradores em lay-off. 

Fonte: Folha SP

 

REGULAMENTADA A IMPORTAÇÃO DE ETANOL SEM COBRANÇA DE IMPOSTO

Documento define critérios para a internalização de 1,2 bilhões de litros do produto por 24 meses

A Secretaria de Comércio Exterior (Secex), do Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC) publicou nesta segunda-feira (4), no Diário Oficial da União, a portaria nº32, que estabelece critérios para alocação de cota para importação de etanol isenta de Imposto de Importação (II), determinada pela Resolução Camex nº72. A decisão de isenção do II para o etanol (NCMs 2207.10.10 e 2207.20.11) é limitada a cota de 1,2 bilhão de litros, por um período de 24 meses. Também ficou estabelecido que a importação com tarifa zero não pode ultrapassar o volume de 150 milhões de litros por trimestre.

O ministro substituto do MDIC, Marcos Jorge de Lima, ressaltou que a decisão de zerar o imposto de importação para o etanol é um pleito do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) devido à crise enfrentada pelo setor sucroalcooleiro e pelo aumento das importações de etanol, principalmente no Norte e Nordeste do Brasil, regiões onde as compras externas do produto têm representado grande parte do consumo regional, colocando em risco cerca de 80 mil empregos.

Segue abaixo tabela explicativa sobre a administração das cotas com a vigência, quantidade e descrição dos tipos de etanol, publicada hoje no texto da portaria Secex nº32:

Código NCM

Descrição

Alíquota do II

Quantidade

Vi g ê n c i a

2207.10.10

Com um teor de água igual ou inferior a 1% vol. (Álcool Etílico)

0 %

150.000.000 litros

01/09/2017 a 30/11/2017

150.000.000 litros

01/12/2017 a 28/02/2018

150.000.000 litros

01/03/2018 a 31/05/2018

150.000.000 litros

01/06/2018 a 31/08/2018

2 2 0 7 . 2 0 . 11

Com um teor de água igual ou inferior a 1% vol. (Álcool Etílico)

150.000.000 litros

01/09/2018 a 30/11/2018

150.000.000 litros

01/12/2018 a 28/02/2019

150.000.000 litros

01/03/2019 a 31/05/2019

150.000.000 litros

01/06/2019 a 31/08/2019

Fonte: Assessoria de Comunicação Social do MDIC

 

05-09-2017

 

DECLARAÇÃO ÚNICA AGILIZA TRÂMITES DE EXPORTAÇÕES EM ATÉ DOIS DIAS

Até o próximo mês, a Receita Federal vai implantar, de forma definitiva, a Declaração Única de Exportação (DU-E). Com o documento, a expectativa dos despachantes aduaneiros que atuam no Porto de Santos é reduzir o tempo de processos em até dois dias. 

Na última quinta-feira (31), terminais, armadoras e comissárias de despachos se reuniram em uma palestra sobre os novos procedimentos da Receita Federal. O evento aconteceu na sede do Sindicato dos Despachantes Aduaneiros de Santos e Região (SDAS), no Centro.

“O documento único de exportação é um novo procedimento da Receita Federal para facilitação do comércio exterior. Este é o primeiro evento onde todos os órgãos que atuam no sistema estão juntos e trabalhando para que saia de forma correta e não haja nenhum problema no futuro”, explicou o presidente do SDAS, Nivio Peres dos Santos. 

De acordo com a Receita Federal, o novo processo de exportação, realizado por meio de DU-E busca adequar o controle aduaneiro e administrativo ao processo logístico das exportações. Esta etapa é realizada por intermédio de módulos especializados do Portal Siscomex.

Para o inspetor-chefe adjunto da Alfândega do Porto de Santos, Akiyoshi Omizu, o sistema poderá ser implantado definitivamente no próximo mês. Por enquanto, ele opera de forma paralela como uma espécie de teste.

“Agilidade, previsibilidade e segurança são os três elementos que a Receita busca no processo de inovação. Basicamente, como em todas as entidades privadas ou públicas, a DU-E busca investimentos em inovação tecnológica, informatização e, com isso, conquistar agilidade e segurança”, afirmou.

Segundo o presidente do SDAS, para que o sistema seja implantado de forma correta, é preciso sanar dúvidas de todos os envolvidos no processo, que envolve exportadores, despachantes e armadores. Além disso, também é preciso que os desenvolvedores do sistema atuem para eventuais ajustes que se fizerem necessários. 

“Hoje, no documento e no registro de exportação, nós temos que inserir 88 informações no sistema. Com a chegada da DUE, isso vai cair para 38, 40 no máximo. Ou seja, uma redução grande no número de informações que terão de ser prestadas. Isso cria uma agilidade. O que nós queremos é que a exportação tenha uma velocidade, como há em outros países da Europa. Isso já vem de uma determinação da OMA (Organização Mundial das Aduanas) e da OMC (Organização Mundial do Comércio)”.

Controle de cargas

Com a DU-E, o controle aduaneiro de uma carga de exportação é efetuado desde o momento de sua chegada ao local de despacho até a sua saída do País, segundo Omizu. 

“Além da esperada agilidade na elaboração do desembaraço da operação, esse sistema tem uma coisa muito interessante que é o controle de carga. Ele permite visualizar em que estágio está um processo. Com o controle, o exportador poderá visualizar onde é o ponto de gargalo, todos os passos em tempo real”, destacou.

Fonte: A Tribuna

 

EXPORTAÇÃO DE CARNE DE FRANGO DO BRASIL SOBE QUASE 15% EM AGOSTO, DIZ ABPA

SÃO PAULO - As exportações brasileiras de carne de frango atingiram 416,8 mil toneladas em agosto, resultado que supera em 14,6 por cento o volume embarcado no mesmo período do ano passado, informou nesta segunda-feira a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA).

O total embarcado no mês passado, considerando todos os produtos (in natura e processados), é o terceiro maior mensal da história do setor, segundo a ABPA, na medida em que a indústria de aves se recupera dos efeitos da Operação Carne Fraca.

“O mês de agosto marca a superação de um cenário difícil vivido no segundo trimestre. Esperamos números positivos nos próximos meses, recuperando as perdas e alcançando saldo final superior ao registrado em 2016”, disse o presidente-executivo da ABPA, Francisco Turra, em nota.

Em evento na semana passada, Turra disse que o volume exportado em agosto seria o maior do ano em termos mensais.

As vendas externas do Brasil, maior exportador global de carne de frango, geraram receita de 690,6 milhões de dólares em agosto, desempenho 13,1 por cento superior ao obtido em agosto de 2016.

No acumulado do ano (janeiro a agosto), a receita dos embarques alcançou 4,887 bilhões de dólares, resultado 6,3 por cento maior que o do mesmo período do ano passado.

Em volume, o desempenho alcançou 2,922 milhões de toneladas, número 2,3 por cento inferior ao registrado nos oito primeiros meses de 2016.

SUÍNOS

As vendas de carne suína in natura alcançaram 58,9 mil toneladas em agosto, volume 2,4 por cento superior ao registrado em agosto de 2016.

Em receita, o resultado foi 12,7 por cento maior, somando 143 milhões de dólares.

No ano, a receita de exportações chegou a 1,006 bilhão de dólares, contra 812 milhões de dólares obtidos entre janeiro e agosto de 2016.

Em volume, houve retração de 2,3 por cento, com 401,3 mil toneladas em 2017, frente a 411 mil toneladas nos oito primeiros meses do ano passado.

“A Rússia voltou a incrementar suas importações de carne suína do Brasil. Argentina e Hong Kong também foram determinantes para o resultado. Assim como em aves, dentro deste ritmo, o saldo final das exportações de carne suína em 2017 deverá ser positivo”, disse o vice-presidente de mercados da ABPA, Ricardo Santin.

Fonte: Reuters

 

ÍNDIA DECIDIRÁ EM BREVE SOBRE IMPORTAÇÃO DE AÇÚCAR, DIZ MINISTRO

NOVA DÉLHI - A Índia decidirá em breve sobre a necessidade de importar açúcar, disse o ministro de Alimentos do país, Ram Vilas Paswan, em mensagem em seu Twitter nesta segunda-feira.

No mês passado, a Reuters noticiou que Nova Délhi estava planejando permitir importações adicionais de 200 mil toneladas de açúcar livre de impostos devido previsão de que produção cairá abaixo do nível de consumo no ano-safra 2016/17.

Fonte: Reuters

 

BALANÇA COMERCIAL: SUPERÁVIT RECORDE EM AGOSTO

Saldo da balança chegou a US$ 48,1 bilhões, valor é o mais alto da série histórica iniciada em 1989

O superávit da balança comercial brasileira dos primeiros oito meses do ano foi de US$ 48,1 bilhões, valor que já ultrapassa o total alcançado em todo o ano passado, US$ 47,7 bilhões. Trata-se de recorde da série histórica, iniciada em 1989. O valor é 48,6% maior que o alcançado de janeiro a agosto de 2016 (US$ 32,3 bilhões). Os números foram divulgados hoje pelo Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC).

O resultado de janeiro a agosto é fruto de exportações de US$ 145,9 bilhões e importações de US$ 97,837 bilhões. O diretor do Departamento de Estatística e Apoio à Exportação, Herlon Brandão, destacou o crescimento de 18,1% das exportações e de 7,3% das importações. “O superávit vem crescendo com aumento dos dois fluxos de comércio. Claro que a importação depende da demanda interna, que vem se recuperando gradualmente. E as exportações têm sido favorecidas tanto por safras de grãos recordes, quanto aumento da produção de petróleo e minério de ferro e aumento dos preços desses produtos”, afirmou.

Segundo ele, o governo mantém a previsão de fechar o ano com um superávit na casa dos US$ 60 bilhões. “Pela característica sazonal da balança comercial, a soja, que foi um grande protagonista no primeiro semestre, deve perder força agora. Por outro lado, vamos ter crescimento dos embarques de milho, o que deve contribuir com maior força para nossos resultados. Também costumamos ter maiores embarques de minério de ferro no segundo semestre e esperamos ainda um aumento das importações de alguns produtos”, explicou. Brandão ainda ressaltou que historicamente os saldos comerciais registrados no segundo semestre são menores que os do primeiro, porém “com uma trajetória positiva e com possíveis recordes mensais pela frente”, concluiu.

Nos oito primeiros meses do ano, os maiores crescimentos das exportações foram óleos brutos de petróleo (101,6%), minério de ferro e seus concentrados (62,1%), soja (19,7%), automóveis de passageiros (53,1%) e açúcar em bruto (22,8%). Do lado das importações, os maiores crescimentos no período foram óleos combustíveis (+88,5), hulhas (+119,6%), circuitos integrados (+48%), naftas (38,2%), gasolina (+107%) e etanol (+276,1%).

Agosto

O mês de agosto também foi o melhor da série histórica com superávit de US$ 5,599 bilhões e crescimento de 35,3% em relação ao mesmo mês do ano passado (US$ 4,138 bilhões). No período, a exportação alcançou cifra de US$ 19,475 bilhões e as importações totalizaram US$ 13,8 bilhões. Os destaques do mês foram o crescimento de 48,6% das exportações de carne bovina in natura e o aumento de 6,6% da importação de bens de capital, que são insumos para a indústria. Segundo Brandão, essa rubrica não crescia desde junho do ano passado. “Ainda não podemos dizer que é um crescimento consistente, mas sem dúvidas é um dado positivo”, avaliou.

Fonte: Assessoria de Comunicação Social do MDIC

 

ACORDO DE LIVRE COMÉRCIO DO MERCOSUL COM EGITO ENTRA EM VIGOR

ALC beneficiará 63% das exportações brasileiras para o país. Exportadores e importadores contarão com novas tarifas a partir da publicação de decreto presidencial

Entrou em vigor, nesta sexta-feira, o Acordo de Livre Comércio (ALC) Mercosul-Egito. O documento, assinado em 2010, é o primeiro desta modalidade celebrado pelo bloco sul-americano com um país do continente africano.

De acordo com projeções da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) do Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC), aproximadamente 63% das exportações brasileiras para o país serão imediatamente beneficiadas com a entrada em vigor do ALC. A aplicação do acordo no Brasil somente será dada com a publicação de decreto presidencial, prevista para ocorrer em breve.

Relações comerciais

No ano passado, o fluxo de comércio entre Brasil e Egito alcançou US$ 1,8 bilhão, dos quais 78% corresponderam a produtos cobertos pelo acordo comercial. O país é importante parceiro comercial na África, ao responder por 23% das aquisições de produtos brasileiros no continente.

Em 2016, as exportações brasileiras para o Egito somaram US$ 1,7 bilhão. Entre os principais produtos vendidos ao país africano estão carne bovina (30%), açúcar (17%), milho em grão (14%) e minério de ferro (10%).

No mesmo período, as importações somaram US$ 94,3 milhões. O Brasil compra do Egito, principalmente, adubos e fertilizantes (36%), nafta (10%), fios de algodão (5,8%) e produtos hortícolas (4,4%).

Fonte: Assessoria de Comunicação Social do MDIC

 

CHINA DEVE AMPLIAR NÚMEROS DE FRIGORÍFICOS BRASILEIROS HABILITADOS À EXPORTAÇÃO

Em reunião com Temer e Maggi, presidente Xi Jinping diz que seu país quer comprar mais carne do Brasil

A China deve aumentar o número de frigoríficos brasileiros habilitados a exportar carnes para aquele mercado, disse nesta sexta-feira (1º) o ministro Blairo Maggi (Agricultura, Pecuária e Abastecimento). Segundo ele, o presidente chinês, Xi Jinping, anunciou a disposição de ampliar a compra de carnes do Brasil durante reunião com o presidente Michel Temer.

“O presidente Xi Jinping disse que gosta e é garoto propaganda da carne brasileira”, destacou o ministro, ao comemorar a intenção do governo do país asiático. A China, acrescentou Maggi, é o principal parceiro do agronegócio brasileiro no comércio mundial. Em 2016, as exportações de produtos agropecuários do Brasil para aquele mercado somaram US$ 17,8 bilhões.

Maggi está na China na comitiva de Temer, que participa de encontros bilaterais e seminários de negócios, em Pequim. De domingo (3) a terça-feira (5), Temer e Maggi estarão na 9ª reunião de Cúpula do Brics, bloco formado pelo Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul, na cidade de Xiamen, na província de Fujian.

Dos US$ 17,8 bilhões exportados para a China em 2016, as carnes tiveram participaram de US$ 1,75 bilhão. Do total, US$ 702,8 milhões foram embarques de carne bovina. As vendas de frango totalizaram US$ 859,5 milhões e, as de suíno, US$ 189,3 milhões.

A soja em grão é o principal produto da pauta de exportações do agro brasileiro para o mercado chinês. No ano passado, os embarques para a China alcançaram US$ 14,4 bilhões.

Fonte: ExportNews

 

EXPORTAÇÕES DE FRANGO TÊM AUMENTO DE 14% EM AGOSTO

Brasil exporta 416,8 mil toneladas de frango em agosto. Número é o terceiro maior resultado mensal da história do setor

As exportações brasileiras de carne de frango (considerando todos os produtos, entre in natura e processados) superaram a marca de 400 mil toneladas no mês de agosto. Ao todo, foram exportadas 416,8 mil toneladas no oitavo mês de 2017, resultado que supera em 14,6% o volume embarcado no mesmo período do ano passado, de 363,7 mil toneladas, segundo a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA). O volume é o terceiro maior da história do setor.

Superando um cenário difícil vivido no segundo trimestre, o saldo das vendas gerou receita de US$ 690,6 milhões, desempenho 13,1% superior ao obtido em agosto de 2016, com US$ 610,5 milhões. No acumulado do ano (janeiro a agosto), a receita dos embarques alcançou US$ 4,887 bilhões, saldo 6,3% maior que os US$ 4,598 bilhões realizados no mesmo período.

Em volume, o desempenho alcançou 2,922 milhões de toneladas, número 2,3% inferior ao registrado nos oito primeiros meses de 2016 – de 2,992 milhões de toneladas. Agora, segundo Francisco Turra, presidente da associação, o que se espera são números positivos nos próximos meses, recuperando as perdas e alcançando saldo final superior ao registrado em 2016. Com informações ABPA.

Fonte: Avicultura Industrial

 

ÍNDIA ABRE MERCADO PARA MAÇÃ FRESCA DO BRASIL

País asiático deverá ser o principal destino da fruta brasileira em 2018, prevê associação de produtores

A Índia autorizou a importação de maçã do Brasil por meio de tratamento a frio. Portaria do Ministério da Agricultura indiano, publicada na Gazeta Oficial da Índia, altera a legislação local relativa ao controle de pragas, de modo a introduzir a possibilidade de tratamento a frio em pré-embarque e em trânsito, por 40 dias, nos carregamentos de maçãs oriundas do Brasil.

Desta forma, o governo brasileiro vence mais uma barreira que possibilita a certificação fitossanitária das exportações brasileiras de maçãs à Índia. A portaria do governo indiano foi publicada no final de agosto.

De acordo com a Secretaria de Relações Internacionais do Agronegócio do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), a negociação com os indianos durou vários anos e envolveu, além do Mapa, o Ministério das Relações Exteriores e produtores brasileiros.

Antes desta nova regulamentação, havia o requisito de tratamento pré-embarque com brometo de metila, substância potencialmente danosa ao meio ambiente e de uso restrito a determinadas situações.

Autorização

O Brasil já exportava maçãs para a Índia, mas dependia de autorização daquele país para aplicar o brometo de metila no destino. Tal autorização era renovada anualmente e trazia insegurança para os exportadores.

“Estou convicto que já em 2018 a Índia será o maior destino de nossas exportações de maçãs frescas”, diz o diretor executivo da Associação Brasileira de Produtores de Maçã (ABPM), Moisés Lopes de Albuquerque.

Nos últimos anos, o principal destino das maças brasileiras foi Bangladesh. Com a retirada do entrave fitossanitário, estima Albuquerque, o Brasil deverá ter um crescimento relevante nas exportações para o mercado indiano.

Produção

A produção brasileira safra 2016/2017 foi de 1,3 milhão de toneladas. Santa Catarina e Rio Grande do Sul são os grandes produtores de maçãs, seguidos pelo Paraná. A região Sul produz 98% da safra nacional da fruta.

Até julho deste ano, o Brasil embarcou 55 mil toneladas, com divisas de US $ 42 mil. Os principais compradores da maçã brasileira são Bangladesh – em média 35% do volume total exportado -, Irlanda, Portugal, Reino Unido, França, Rússia, Espanha, Emirados Árabes Unidos, Países Baixos (Holanda), Suécia, Arábia Saudita e Índia.

Fonte: MAPA

 

01-09-2017

 

Exportações globais de café aumentam 11% em julho, diz OIC

LONDRES - As exportações globais de café aumentaram 11 por cento em julho na comparação com o mesmo mês do ano anterior, para 9,38 milhões de sacas de 60 kg, apontou na quinta-feira a Organização Internacional do Café (OIC).

Nos primeiros dez meses da temporada 2016/17, que começou em 1º de outubro do ano passado, as exportações de café subiram 5,9 por cento, para 101,93 milhões de sacas.

As exportações de café arábica em julho foram de 5,86 milhões de sacas, 22,2 por cento maiores que no ano anterior.

Os embarques globais de arábica no acumulado da temporada aumentaram 8,7 por cento, para 64,22 milhões de sacas.

As exportações de café robusta, no entanto, caíram 3,7 por cento em julho, para 3,52 milhões de sacas.

As exportações de robusta acumuladas na temporada aumentaram 1,5 por cento, para 37,71 milhões de sacas.

Fonte: Reuters

 

Cargill estima exportação de milho do Brasil em recorde de 35 mi t em 2017

SÃO PAULO - Um executivo da unidade brasileira da Cargill estimou nesta quinta-feira que o Brasil exportará um volume recorde de 35 milhões de toneladas de milho, com as vendas externas do país ganhando ritmo no segundo semestre, diante do escoamento de uma colheita recorde.

A previsão supera a estimativa da associação do setor, a Anec, em 5 milhões de toneladas. Os 30 milhões de toneladas apontados pela entidade já seriam volumes muito perto de um recorde histórico.

Paulo Sousa, chefe da unidade local de grãos e oleaginosas da Cargill, disse ainda durante uma conferência da indústria que o país fechará o mês de agosto com exportações de 5 milhões de toneladas de milho, com a companhia global com sede nos EUA sendo responsável por uma grande parte dos embarques.

Dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), do governo brasileiro, indicaram na última segunda-feira exportações de 4,5 milhões de toneladas até a quarta semana de agosto.

Espera-se que o Brasil represente 50 por cento das exportações globais de milho entre agosto e janeiro do próximo ano, acrescentou Sousa.

“A Cargill será líder”, disse ele em relação ao total que a empresa representará no volume das exportações de agosto. A companhia opera no país há 52 anos.

A força do Brasil como exportador de milho na segunda metade do ano ocorre devido à colheita de milho no inverno.

A colheita de segunda safra de milho fez do Brasil o segundo exportador do cereal atrás dos EUA.

A segunda colheita de milho representa cerca de 68 por cento da safra total do cereal no Brasil, que este ano deve atingir um recorde de aproximadamente 97 milhões de toneladas, de acordo com dados do governo.

“Mas o milho de inverno é muito mais vulnerável aos riscos climáticos, então a volatilidade dos preços tende a ser uma questão constante”, disse Sousa.

No ano passado, disse ele para ilustrar o seu argumento, houve uma queda acentuada da produção brasileira de milho devido a fatores climáticos, reduzindo fortemente a produção.

“O preço subiu tanto que permitiu a exportadores comoa Cargill e concorrentes comprarem o que tinham vendido”, disse ele, acrescentando que isso foi feito para cobrir a lacuna de produção e atender a demanda doméstica.

Nem todo o milho vendido para exportação pôde ser comprado de volta, ele disse. A demanda interna é estimada em cerca de 60 milhões de toneladas.

Fonte: Reuters

 

Brasil apelará à OMC para adiar retaliação contra incentivos

O governo deve recorrer da decisão da OMC (Organização Mundial do Comércio) que deu prazo de 90 dias para o Brasil suspender sete programas de apoio à indústria.

Esses programas são questionados pelo Japão e pela União Europeia e considerados como subsídios ilegais, segundo decisão do painel que analisou os casos.

A decisão de recorrer irá adiar o risco de retaliações por parte dos países que questionam essas políticas.

O Órgão de Apelação da OMC fará um novo exame do caso, o que deve levar entre três e seis meses. Com isso, o governo brasileiro espera ganhar tempo para que alguns programas sejam modificados ou até mesmo acabem.

É esse o caso do regime automotivo Inovar Auto, criado no governo petista e que acaba em dezembro deste ano.

De acordo com o subsecretário de Assuntos Econômicos e Financeiros do Itamaraty, Carlos Márcio Cozendey, a decisão final do órgão de apelação deverá indicar qual prazo o Brasil terá para suspender ou modificar os programas, se os 90 dias determinados agora ou mais.

Após esse período, o governo terá que apresentar as medidas tomadas. Se Japão e União Europeia aceitá-las, as retaliações serão evitadas.

A OMC também vai analisar o cumprimento das exigências. Apenas se a organização concordar que não houve ajustes a UE e o Japão ganham o direito de retaliar. "Não chegaremos a isso", disse Cozendey.

O Brasil vai questionar aspectos jurídicos da decisão, para entender melhor o que pode ou não pode ser feito, explicou o embaixador.

INFORMÁTICA

A OMC questiona, além do Inovar Auto, a Lei de Informática, o Padis (semicondutores), o PATVD (TV digital) e o programa de inclusão digital, além de programas que isentam empresas exportadoras (Recap e PEC).

Cozendey disse que o PATVD e a lei de inclusão digital já venceram e não foram renovados pelo governo.

Em outros casos, como do Inovar Auto, não há interesse da indústria em mantê-lo. Um novo programa, Rota 2030, planejado para substitui-lo, deve retirar preferências para conteúdo nacional, atendendo ao pedido da OMC.

As maiores dificuldades devem vir na área de informática, em que a indústria de componentes têm maior resistência a ceder nos programas de incentivo. De acordo com o subsecretário, a Lei de Informática e o Padis vencem em 2029 e 2021, respectivamente. Os outros programas são permanentes.

De acordo com a OMC, os programas do Brasil taxam excessivamente produtos importados na comparação com nacionais, usando subsídios proibidos por dar vantagens competitivas a empresas tendo como base regras de uso de conteúdo local ou desempenho em exportações.

A CNI (Confederação Nacional da Indústria) informou que vai avaliar as recomendações do painel e apresentará propostas de política industrial "que sejam eficazes para o desenvolvimento da indústria, respeitem as regras da OMC e ofereçam segurança jurídica aos investidores."

A entidade disse que parte dos programas foi criada para corrigir distorções do sistema tributário e que a melhor forma de resolver essa situação é realizando uma reforma que amplie a competitividade da indústria.

Em novembro do ano passado, a OMC já havia considerado ilegais esses sete programas. Boa parte das medidas foram implementadas pelos governos do PT, mas mantidos por Michel Temer.

Desde 2010, os sete programas somaram cerca de R$ 25 bilhões em subsídios. O governo começa a trabalhar para reduzir alguns deles em um momento em que o deficit nas contas do governo está aumentando.

"Há uma consciência muito clara e um esforço para que os programas que substituam os questionados não apresentem os problemas que os casos anteriores apresentaram", afirmou Cozendey.

*

Inovar-Auto (2012)

As montadoras que executam no Brasil algumas etapas de produção –garantindo que seus produtos tenham no mínimo 65% de conteúdo nacional– recebem isenção no IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados).

> Previsão de gastos para 2017: R$ 924 milhões

> Até 31/12/2017

Lei de Informática Nacional (1991)

Incentivos fiscais para quem produz hardwares e investe em pesquisa e desenvolvimento.

> Previsão de gastos para 2017: R$ 5,7 bilhões

> Até 31/12/2029

PADIS e PATVD (2007)

Os programas de apoio às indústrias de semicondutores e displays (PADIS) e de equipamentos para TV Digital (PATVD) oferecem um conjunto de incentivos fiscais para atrair investimentos às áreas. Ambos foram criados em 2007, mas a vigência do PATVD era até 22 de janeiro de 2017.

> Previsão de gastos para 2017 do PADIS: R$ 15 milhões

> Até 22/01/2022

Recap (2005)

O Recap (Regime especial de aquisição de bens de capital para empresas exportadoras) reduz o pagamento de impostos pagos pelas indústrias exportadoras na compra de máquinas, aparelhos, instrumentos e equipamentos 

Fonte: Folha SP

 

BRASIL QUER PROMOVER COMÉRCIO ENTRE MERCOSUL E SUDESTE ASIÁTICO

O Brasil tem desempenhado um papel importante na aproximação das regiões sul da América do Sul e do Sudeste asiático, com o comprometimento em fortalecer relações entre o Mercosul e a Associação das Nações do Sudeste Asiático (Asean). As declarações foram feitas pelo secretário-geral do Itamaraty, embaixador Marcos Galvão, em solenidade realizada na noite desta terça-feira (29), na sede da embaixada da Tailândia, em Brasília, para comemorar os 50 anos da associação.

A Asean é formada por dez países (Indonésia, Malásia, Filipinas, Cingapura, Tailândia, Brunei, Myanmar, Camboja, Laos e Vietnã), com população total de 620 milhões de habitantes.

O Mercosul, bloco que reúne Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai, “é um parceiro natural para a associação, não só porque os dois projetos de integração são os mais importantes em suas regiões, mas também porque têm a mesma posição em relação a diversos pontos da agenda internacional, como a promoção do desenvolvimento sustentável e o foco no comércio como ferramenta importante para o desenvolvimento e a integração”, disse o diplomata brasileiro.

O presidente do comitê da Asean, em Brasília, embaixador da Tailândia, Surasak Suparat, lembrou que a economia asiática continua em crescimento forte. “A Asean serviu como um motor que impulsionou a economia global”, disse.

Surasak Suparat fez um apelo para que o Brasil considere o grande potencial e oportunidades que a Asean pode oferecer, que inclui “comércio, investimentos, desenvolvimento de infraestrutura, transferência de tecnologia, educação e turismo”.

De acordo com o embaixador da Tailândia, a Asean está totalmente empenhada em proporcionar um excelente ambiente de investimentos para todos os negócios. “Estamos prontos para sermos uma plataforma de maior envolvimento econômico entre o Brasil e a Asean”, disse Surasak Suparat.

O secretário-geral do Itamaraty lembrou que a Asean é o segundo maior parceiro comercial do Brasil na Ásia, com fluxo de comércio bilateral superior a US$ 16,5 bilhões.

“Os investimentos [entre Brasil e a Asean] são florescentes e, para as comunidades empresariais do Sudeste Asiático e da América do Sul, a distância que separa ambas as regiões foi reduzida por oportunidades de investimentos excepcionais em ambos os lados do Pacífico”, afirmou Marcos Galvão.

Prioridade

Segundo Marcos Galvão, o ministro das Relações Exteriores, Aloysio Nunes Ferreira, depois de acompanhar o presidente Michel Temer em sua visita à China para a reunião de cúpula dos países do Brics, visitará também, entre 3 e 11 de setembro, três países da região (Malásia, Cingapura e Vietnã).

De acordo com Galvão, em consonância com a “crescente prioridade” que o Brasil vem dando à região, Aloysio Nunes também vai convocar, em Cingapura, uma reunião com chefes de missões brasileiras na Ásia visando a intensificar o comércio com os países asiáticos.

O professor emérito de Relações Internacionais da Universidade de Brasília (UnB), padre José Carlos Brandi Aleixo, ressaltou que, tanto do ponto de vista do comércio, como também das relações políticas e culturais, o crescimento de negócios entre o Mercosul e a Asean será muito benéfico para o Brasil. “Se o Brasil aproveitar bem essa relação, poderá tirar muito proveito dessa integração”, disse Aleixo, numa referência ao fato de que as exportações podem ser feitas para dez países e não apenas para um país, como no caso das negociações bilaterais.

Fonte: ExportNews

 

CNI VAI APRESENTAR PROPOSTAS SOBRE POLÍTICA INDUSTRIAL APÓS DECISÃO FINAL DA OMC

Relatório divulgado pelo painel da Organização Mundial do Comércio na quarta-feira (30) condena sete programas da política industrial brasileira. A decisão pode ser reavaliada pelo órgão

A Confederação Nacional da Indústria (CNI) vai apresentar ao governo um conjunto de propostas para a política industrial após a decisão final da Organização Mundial do Comércio (OMC), que considerou sete programas da política industrial brasileira inconsistentes com as regras internacionais. Os programas foram questionados pela União Europeia e pelo Japão, no entanto, a decisão ainda é preliminar e pode ser reavaliada pelo órgão de apelação da organização.

Segundo o diretor de Desenvolvimento Industrial da CNI, Carlos Abijaodi, com a divulgação do relatório, a entidade vai avaliar as recomendações contidas no relatório do painel, que afeta principalmente os setores automotivo, eletroeletrônico, siderúrgico, papel e celulose, mineração e sucroalcooleiro.

No momento, a CNI discute com os setores afetados e o governo propostas de novas medidas de política industrial que sejam eficazes para o desenvolvimento da indústria, respeitem as regras da OMC e ofereçam segurança jurídica aos investidores.

Para Abijaodi, é fundamental adotar programas de apoio ao desenvolvimento produtivo que sejam estáveis. “As empresas brasileiras e as estrangeiras que investem no Brasil precisam de instrumentos que tenham impacto real no desenvolvimento produtivo e estejam de acordo com as normas internacionais. A última coisa que o empresário precisa é de medidas pouco eficazes ou que podem ser questionadas no futuro”, diz o diretor.

Abijaodi explica que parte dos programas condenados pelo painel da OMC foi criada para corrigir distorções decorrentes do próprio sistema tributário brasileiro. “Se a decisão final da OMC confirmar a condenação dos programas brasileiros, a melhor forma de corrigirmos essa situação é realizando uma reforma tributária que amplie a competitividade da indústria”, afirma.

Os programas condenados pelo painel da OMC incluem o Inovar Auto, quatro programas do setor eletroeletrônico – a Lei de Informática, o PADIS (semicondutores), o PATVD (TV digital) e o programa de inclusão digital – e programas que isentam de impostos as empresas exportadoras que compram máquinas, aparelhos, instrumentos e equipamentos (RECAP e PEC). A CNI acompanha o contencioso com os setores afetados e o governo brasileiro desde 2013.

Fonte: Agência CNI de Notícias

 

BRASIL E JAPÃO DEBATEM COOPERAÇÃO BILATERAL

Representantes do governo brasileiro e do governo japonês se reuniram no MDIC para debater a promoção do comércio exterior, investimentos e a cooperação industrial entre os dois países

Representantes do governo brasileiro e do governo japonês se reuniram, na tarde desta quarta-feira (30) na sede do Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC), para discutir a promoção do comércio, investimentos e cooperação industrial entre os dois países. Durante a abertura da IX Reunião do Comitê Conjunto MDIC-METI, o ministro substituto Marcos Jorge de Lima ressaltou a importância dessa parceria. “Brasil e Japão têm economias complementares e é nosso desejo ampliar e aprofundar o relacionamento comercial, industrial, de investimentos e de cooperação técnica”, afirmou.

Segundo Marcos Jorge, o Brasil tem interesse em buscar novas oportunidades conjuntas com o Japão, especialmente nas áreas de eficiência energética, “smart grids”, rotulagem ambiental e carros elétricos. “Nosso desejo é que essas novas iniciativas ocorram num formato programático, ou seja, uma atuação que integre a agenda política de alto nível e do setor privado, para otimizar as ações e objetivos estratégicos de várias instituições, além de calendário de atividades”, disse. Dessa forma ele avalia que “há possibilidade de entrega de mais resultados, com redução de custos“.

O ministro substituto citou dados do comércio bilateral Brasil-Japão que, em 2016, chegou a US$ 8,1 bilhões. Marcos Jorge lembrou ainda que, em 2011, a corrente de comércio entre os dois países atingiu seu maior patamar que foi de US$ 17 bilhões. “Felizmente, em 2017, iniciamos a reversão da tendência de queda registrada a partir de 2011, já com pequena alta nos dados referentes aos sete primeiros meses do ano”, disse, ressaltando que tem convicção de que “podemos alcançar a essa corrente novamente”.

Brasil e Japão comercializaram mais de US$ 4,6 bilhões em 2017. Entre janeiro e julho, o Brasil registra superávit de US$ 644 milhões. As exportações brasileiras somaram US$ 2.664 milhões e importações de produtos japoneses US$ 2.020 milhões. O país ficou em oitavo lugar como destino das exportações brasileiras e também ocupa a oitava posição no ranking de fornecedores para o mercado brasileiro. A avaliação é de que há espaço para ampliar os negócios entre os dois países.

Cooperação e investimentos

Na reunião, foram discutidos temas relacionados à promoção do comércio bilateral, investimentos em infraestrutura, melhorias no ambiente de investimentos, reforma trabalhista brasileira e o Programa Rota 2030, que é a nova política industrial para o setor automotivo. Também foi debatida a possibilidade de cooperação industrial nas áreas relativas à propriedade intelectual, na cadeia de fornecedores da indústria automobilística, baseada no conceito de manufatura enxuta, e em biocombustíveis. De acordo com o embaixador do Japão no Brasil, Akira Yamada, há 700 empresas japonesas no Brasil e há oportunidades para a instalação de novos negócios no país.

Fonte: Assessoria de Comunicação Social do MDIC

 

CRESCE 83% A EXPORTAÇÃO DE MÁQUINAS AGRÍCOLAS

Vendas externas somaram US$ 487 milhões de janeiro a julho. Segundo a Abimaq, os embarques estão voltando aos patamares históricos após dois anos de queda.

As exportações brasileiras de máquinas e implementos agrícolas somaram quase US$ 487 milhões de janeiro a julho, um aumento de 82,7% em relação ao mesmo período do ano passado, segundo dados divulgados nesta quarta-feira (30) pela Associação Brasileira das Indústrias de Máquinas e Equipamentos (Abimaq). Em julho isoladamente, as vendas externas renderam US$ 71,3 milhões, um avanço de 84% sobre o mesmo mês de 2016.

De acordo com Cristina Zanella, do Departamento de Economia e Estatísticas da Abimaq, o crescimento registrado este ano até agora ocorreu sobre uma base de comparação reduzida em relação à média histórica de embarques, daí as variações significativas. “Nos últimos dois anos houve uma forte queda na média mensal e agora as exportações estão voltando ao nível normal”, disse.

Os principais mercados do Brasil neste segmento são nações vizinhas, com destaque para Argentina e Paraguai, mas o País vende para outras regiões também, como o mundo árabe, onde o maior mercado é o Sudão. Os itens mais importantes da pauta são colheitadeiras, pulverizadores e debulhadores, segundo Zanella.

Para ela, a tendência atual das exportações deverá continuar. “Claro que isso depende da taxa de câmbio, mas [as vendas externas] deverão oscilar em torno dos níveis mensais históricos”, declarou.

Total

Já as exportações totais de máquinas e equipamentos do Brasil somaram US$ 4,81 bilhões de janeiro a julho, um aumento de 4,7% sobre o mesmo período do ano passado. Em julho isoladamente, os embarques renderam US$ 727 milhões, um crescimento de 20,2% em relação ao mesmo mês de 2016.

De acordo com Zanella, neste caso as vendas externas seguem baixas em comparação com a média histórica, apesar do avanço registrado. Ela acrescentou que a média mensal historicamente girava em torno de US$ 1 bilhão e agora oscila de US$ 700 milhões e US$ 800 milhões.

“Mas houve uma retomada neste início de ano, pois com o mercado interno em baixa, muitas empresas têm optado pelo mercado externo, mesmo com rentabilidade reduzida e até prejuízo em alguns casos”, destacou. Além disso, segundo ela, multinacionais do setor com presença no Brasil têm concentrado pedidos de máquinas e equipamentos em suas filiais no País.

Fonte: Anba

 

EGITO BUSCA NO BRASIL FORNECEDOR DE 3 MIL TONELADAS DE CARNE

Ministério da Defesa do país quer comprar dianteiro de bovinos e pretende importar também 1 milhão de cabeças de gado, informou o diretor-geral da Câmara Árabe, Michel Alaby, em palestra na Fiemg.

O diretor-geral da Câmara de Comércio Árabe Brasileira, Michel Alaby, anunciou nesta quinta-feira (31) em seminário na Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg), em Belo Horizonte, que o Ministério da Defesa do Egito busca no Brasil frigoríficos para fornecimento imediato de 3 mil toneladas de carne da parte dianteira de bovinos. Os egípcios querem importar também um milhão de cabeças de gado vivo.

Estas demandas foram alguns dos temas tratados pelo embaixador do país árabe no Brasil, Alaeldin Roushdy, em reunião com o presidente da Câmara Árabe, Rubens Hannun, e Alaby na quarta-feira (30), na sede da entidade, em São Paulo.

De acordo com Alaby, no evento na Fiemg houve pronto interesse de um frigorifico de Minas e de outro do interior de São Paulo. Empresas que queiram saber mais sobre estas oportunidades de negócios devem entrar em contato com a Câmara Árabe

O Ministério da Defesa do Egito tem comprado carnes do Brasil recentemente, não só para suprimento das forças armadas, mas também para venda ao público em geral. Em julho, por exemplo, o país ocupou a primeira posição entre os mercados brasileiros no mundo árabe, com importações de US$ 295 milhões, um aumento de 110% sobre o mesmo mês do ano passado. As carnes bovina e de frango foram os principais itens da pauta, com quase US$ 100 milhões comercializados.

Na Fiemg, Alaby acompanhou executivos da Zona Econômica de Ras Al Khaimah (Rakez), dos Emirados Árabes Unidos, que fizeram uma apresentação sobre oportunidades de negócios no emirado e sobre os serviços oferecidos pela instituição, semelhante à que haviam feito na sede da Câmara Árabe na terça-feira (29).

A Rakez controla a Zona Franca de Ras Al Khaimah (RAK FTZ) e a Autoridade de Investimentos local (Rakia). O objetivo das apresentações no Brasil é atrair empresas brasileiras ao emirado para acessar os mercados do país e da região.

“Nós comentamos que infelizmente o Brasil é muito ‘comprado’, ou seja, não vai ao mercado, e essa possibilidade de utilizar a zona franca permite ter mercadorias para pronta entrega, o que facilita para o exportador, porque ele passa a estar próximo do mercado e a ter uma vantagem competitiva”, comentou Alaby.

Na apresentação anterior, em São Paulo, os representantes da Rakez propuseram até a criação de uma espécie de vila dedicada a empresas brasileiras no emirado, caso haja interesse de um número mínimo de companhias nacionais em estabelecer filiais em Ras Al Khaimah.

De acordo com comunicado da Fiemg, o gerente de Desenvolvimento de Negócios da Rakez, David Zabinsky, disse que as empresas podem escolher entre quatro modelos de negócios. “Pode ser uma mesa virtual, um escritório físico, uma instalação para armazenamento de produtos para exportação ou um espaço para produção em zona industrial a um preço de menos de US$ 5 por metro quadrado”, declarou.

Ainda segundo o comunicado, o superintendente executivo de Relações Institucionais da Fiemg, Paulo Brant, afirmou que a internacionalização é uma prioridade para as indústrias mineiras. “O Brasil tem uma cultura amigável ao intercâmbio com os estrangeiros, e a internacionalização é o principal caminho para o país captar pessoas, tecnologias, produtos e serviços”, ressaltou.

Guia

Na terça-feira, também em Belo Horizonte, Alaby participou de uma reunião na Associação Comercial e Empresarial de Minas Gerais (ACMinas). A Câmara Árabe foi convidada a integrar o Conselho de Relações Internacionais da instituição mineira.

De acordo com ele, a Câmara irá apoiar a ACMinas na tradução para o árabe do Minas Guide, guia com oportunidades de investimentos, comércio e turismo no estado.

Mais informações sobre a demanda do Egito por carne:

Fonte: Anba

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