Cotações de Moedas fornecidas por Investing.com Brasil.

Cotações de Moedas fornecidas por Investing.com Brasil.

NOTÍCIAS DO DIA - OUTUBRO 2017

31-10-2017

 

CSN tem lucro líquido de R$256 mi no 3º trimestre

SÃO PAULO - A Companhia Siderúrgica Nacional (CSN) registrou no terceiro trimestre deste ano lucro líquido de 256 milhões de reais, com o resultado refletindo incremento das margens operacionais em siderurgia e mineração, bem como melhor resultado financeiro no período, de acordo com dados não auditados para o ano divulgados nesta segunda-feira.

O resultado foi o melhor para o ano, depois de a siderúrgica ter registrado lucro líquido de 118 milhões de reais no primeiro trimestre e prejuízo de 640 milhões de reais no segundo trimestre deste ano, também de acordo com os dados não auditados.

Já o lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) ajustado para o terceiro trimestre somou 1,213 bilhão de reais, ante 896 milhões de reais no segundo trimestre e 1,333 bilhão de reais no primeiro trimestre deste ano.

Fonte: Reuters

 

Boom de exportações de petróleo nos EUA testa infraestrutura do país

NOVA YORK/HOUSTON - Os navios petroleiros que transportam volumes recordes de petróleo estão deixando em massa os portos do Texas e da Louisiana, e um maior crescimento no mercado de exportação da commodity pelos Estados Unidos poderá testar os limites de ativos de infraestrutura, como as tubulações, o espaço das docas e o tráfego das embarcações.

As exportações de petróleo dos EUA cresceram desde que uma proibição de décadas atrás foi revogada há menos de dois anos, com os embarques recentemente atingindo um recorde de 2 milhões de barris por dia. Mas os transportadores e operadores temem que a tendência ascendente não seja sustentável e, se os limites forem atingidos, poderá pressionar o preço do petróleo norte-americano.

A quantidade de petróleo bruto que os Estados Unidos podem exportar é um mistério. A maioria dos operadores de terminais e empresas não divulgam a capacidade, e agências federais, como o Departamento de Energia dos Estados Unidos, não a monitora.

Ainda assim, a infraestrutura de exportação de petróleo provavelmente precisará de investimentos adicionais nos próximos anos. Os gargalos atingiriam não apenas a capacidade de armazenamento e carregamento, mas também itens como a conectividade dos oleodutos e o tráfego dos navios.

Os analistas acreditam que as operadoras começarão a enfrentar gargalos se as exportações aumentarem para 3,5 milhões a 4 milhões de barris por dia (bpd). Os analistas da RBC Capital consideram um valor menor, em torno de 3,2 milhões de bpd.

Os Estados Unidos ainda não se aproximaram disso. Nos dias de carregamentos mais fortes, os principais locais de exportação (Houston, Port Arthur, Corpus Christi e St. James/New Orleans) embarcaram cerca de 3,2 milhões de bpd, de acordo com o Kpler, um serviço de rastreamento de cargas.

Mas com a produção total de petróleo dos EUA atualmente em 9,5 milhões de barris por dia, com previsão de aumento de 800 mil a 1 milhão de bpd por ano, a capacidade de exportação pode ser testada em breve. Ao longo das últimas quatro semanas, as exportações apresentaram uma média de 1,7 milhão de bpd, mais do que o triplo em relação a um ano antes.

“No momento, parece haver um pouco mais de espaço para os níveis de exportação”, disse o chefe da pesquisa de mercados de energia do Barclays, Michael Cohen.

“Daqui a dois ou três anos, se a produção dos EUA continuar a crescer nos níveis atuais, o mercado acabará por indicar que é necessária mais infraestrutura. Mas não acho que muitos desses planos estejam sendo feitos agora.”

Se as exportações atingirem um gargalo, isso estabeleceria um limite máximo sobre a quantidade de petróleo que poderá ser exportada. A crescente produção doméstica e as avenidas de exportação limitadas poderiam afundar os preços do petróleo nos EUA.

Fonte: Reuters

 

Importação de derivados de petróleo pelo Brasil em setembro cai ante agosto

SÃO PAULO- As importações de derivados de petróleo pelo Brasil em setembro avançaram 12,6 por cento na comparação com o mesmo mês do ano passado, para 17,685 milhões de barris, mas caíram mais de 14 por cento ante agosto, informou nesta segunda-feira a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).

A queda em setembro na comparação com agosto ocorreu em meio a preços mais altos dos combustíveis no mercado internacional naquele mês, por efeito da passagem do furacão Harvey, que paralisou boa parte das unidades de refino no Texas (EUA).

No acumulado do ano, as importações pelo Brasil cresceram 21,6 por cento, para 171,7 milhões de barris, de acordo com os dados da ANP.

As importações de óleo diesel somaram 6,2 milhões de barris em setembro, aumento na comparação com setembro de 2016, quando somaram 4,8 milhões de barris, mas uma queda ante os 7,9 milhões de barris de agosto.

De janeiro a setembro, as compras de diesel no exterior avançaram 56,5 por cento, para 57,1 milhões de barris.

Já as importações de gasolina caíram mais de 20 por cento ante setembro do ano passado, para 1,48 milhão de barris. As compras do combustível também recuaram fortemente ante os quase 2 milhões de barris de agosto.

No acumulado do ano, as importações de gasolina avançaram 55,3 por cento, para 22,7 milhões de barris.

Fonte: Reuters

 

Unctad alerta para o risco de oligopolio no transporte marítimo

A Unctad (United Nations Conference on Trade and Development), é o principal órgão das Nações Unidas responsável a lidar com comércio, investimentos e assuntos relacionados ao desenvolvimento mundial. No último dia 25 de outubro em Genebra, Suíça, o órgão fez o lançamento oficial do documento intitulado “Review of Maritime Transport 2017”. Trata-se de um extenso documento elaborado anualmente desde 1968 em que estatísticas e análises do transporte marítimo são revistas, assim como são apresentados dados da frota mundial de navios, custos de frete, tráfego portuário e as últimas tendências do universo legal e regulatório do transporte marítimo mundial. 

Um dos pontos que mais chamam a atenção é o alerta feito pelo órgão quanto ao risco de ser criado um oligopólio no transporte marítimo, em particular de contêineres, como resultado das fusões, aquisições e consórcios de armadores. Embora reconheça que esses movimentos dos armadores têm auxiliado a balancear a oferta e utilização dos navios, aponta para a necessidade dos organismos reguladores dos países membro monitorarem essas fusões e aquisições e os consórcios e alianças e eventualmente revisarem as regras para prevenir potenciais abusos de poder econômico. No dizer do Sr. Shamika N. Sirimanne, Diretor da Divisão de Tecnologia e Logistica da Unctad:  “O risco é que a crescente concentração de mercado no transporte de contêineres possa levar a uma estrutura oligopolista. Em muitos mercados de países em desenvolvimento há apenas três ou até mesmo menos fornecedores restantes. Os reguladores deverão monitorar o desenvolvimento das fusões e alianças para assegurar que exista competição no mercado”.

Note-se que os 10 maiores armadores do mundo concentravam 48% do mercado em 1996, passando a 64% em 2006, 83% em 2016 e projetando uma concentração de 90% em 2026.

Outro alerta que o organismo faz refere-se aos investimentos necessários dos portos para acomodar navios cada vez maiores e o efeito de transferência de navios das principais rotas para rotas secundárias, igualmente exigindo novos investimentos, e o fato de que esses custos podem não ter a contrapartida de mais carga, mas apenas o mesmo volume em menos e maiores navios. Esse fenômeno é sentido no Brasil, onde se constata que em 2010 registrávamos 179 escalas semanais de navios de contêineres nos portos nacionais e em março desse ano constatamos um total de 114 escalas, uma redução de 36%, enquanto os volumes cresceram no período de 2007 a 2016 36,4% segundo a Antaq. Reforçando essa percepção do efeito “cascading”, a consultora SeaIntel prevê que até 2020 menos de 10% dos navios empregados na rota Asia/Europa serão menores que 14 mil TEUs.

Interessante também é a constatação que em media os custos associados a transporte e seguro representam 15% do valor das importações a nível mundial. Mas esse valor passa a representar 22% em países insulares em desenvolvimento, 21% para os países menos desenvolvidos e 19% para os países sem saída para o mar. As diferenças se dão por menor eficiência dos portos, infraestrutura inadequada, pouca economia de escala e mercados de transporte menos competitivos. Nesse sentido a Unctad recomenda que os portos devam estabelecer planos para melhor adaptarem-se às novas demandas do mercado de transporte marítimo com foco na crescente pressão de custos adicionais. Uma recomendação feita para melhorar a eficiência dos portos em países em desenvolvimento é que as linhas de navegação nacionais, regionais e intercontinentais sejam interconectadas, chamando ainda a atenção, como no caso do Brasil e muitos outros países, para a cabotagem que é protegida da competição internacional. Essa restrição de mercado pode levar a ineficiências desnecessárias e perda de competitividade marítima. Uma politica bem desenhada que permita — sob condições muito bem definidas — que navios em tráfego internacional possam carregar cargas de transbordo poderia melhorar a competitividade dos portos nacionais e facilitar o acesso ao mercado internacional. 

Um dado relevante é a questão da demanda dos armadores em transformar determinados portos em “hub” de transbordo, opção que nem sempre pode demonstrar ser rentável. É necessário que todos os “stakeholders” ligados ao porto busquem formas de agregar receitas adicionais para enfrentar as novas e pesadas demandas. 

Por último, um dado curioso relatado pela Untad a respeito de gênero no transporte marítimo. Nos empregos a bordo de navios apenas 1% são ocupados por mulheres, enquanto que nos empregos em terra 55% das posições de nível júnior são femininas e somente 9% das posições executivas são ocupadas por mulheres, situação que está na contramão das metas de desenvolvimento sustentável. 

Fonte: Reuters

 

Movimentação ultrapassa 31 milhões de toneladas no Porto do Rio Grande

O Porto do Rio Grande movimentou, até setembro, 31 milhões de toneladas. O número representa um aumento de 1,76% sobre o mesmo período em 2016. No mês de setembro exclusivamente, o crescimento foi de 8%, ultrapassando 3,5 milhões de toneladas. “O Porto do Rio Grande vive um momento muito positivo. Estamos conseguindo cumprir com os contratos e ampliar o movimento. Isso mostra que mesmo com todas as dificuldades estamos trabalhando incansavelmente para termos um porto competitivo e ágil ao Rio Grande do Sul”, afirma o diretor superintendente do porto, Janir Branco.

Fonte: Reuters

 

MDIC PROJETA SALDO COMERCIAL ENTRE US$ 65 E US$ 70 BILHÕES PARA ESTE ANO

Previsão do superávit foi revisada para cima em virtude do bom desempenho das exportações, que acumulam alta de quase 20%

Diante do bom desempenho da balança comercial brasileira, o ministro da Indústria, Comércio Exterior e Serviços, Marcos Pereira, orientou sua equipe a estudar novas projeções para 2017. A expectativa agora é de que a balança feche o ano com um superávit que pode variar entre US$ 65 bilhões e US$ 70 bilhões. A previsão anterior era de um saldo acima de US$ 60 bilhões.

Os números refletem, principalmente, o desempenho das exportações brasileiras, cuja alta acumulada no ano é de quase 20%, com vendas externas expressivas puxadas por automóveis, veículos de carga, produtos siderúrgicos, produtos do agronegócio e commodities minerais. Na próxima quarta-feira (1º), o MDIC anunciará os dados do mês de outubro e também do período acumulado de dez meses no ano.

Segundo o secretário de Comércio Exterior do MDIC, Abrão Neto, “em termos absolutos, a exportação apresenta aumento de US$ 25 bilhões, entre janeiro e setembro, na comparação com o mesmo período de 2016”. No ano passado, até setembro, as exportações eram de US$ 139,4 bilhões e, no mesmo período deste ano, subiram para US$ 164,6 bilhões.

Produtos

Os principais responsáveis por esse comportamento são os aumentos das exportações de petróleo bruto (US$ 6,2 bilhões), minério de ferro (US$ 5 bilhões), soja (US$ 4,5 bilhões), automóveis de passageiros (US$ 1,7 bilhão), produtos siderúrgicos (US$ 1,5 bilhão), derivados de petróleo (US$ 961 milhões) e veículos de carga (US$ 604 milhões).

A Secretaria de Comércio Exterior (Secex) observou que os seguintes setores e/produtos apresentaram desempenho melhor que o esperado:

Produtos agrícolas: No início de 2017, havia incerteza quanto à variação dos preços de exportação das commodities agrícolas. Entretanto, ao longo do ano, os preços têm se mostrado sustentáveis e crescentes. Como exemplo disso, pode-se levar em conta a celulose, com crescimento de 8,5%; açúcar, com crescimento de 20%; carne de frango, com aumento de 9,2% e carne bovina, com crescimento de preço de 5,5%. “A soja apresenta um pequeno aumento de preço de 1% no ano. Porém, como o volume é muito grande, essa variação contribui positivamente para o aumento das exportações”, avalia Abrão Neto.

Automóveis de passageiros e veículos de carga: A Secex previa um aumento de exportação na esteira do desempenho de 2016, mas, segundo o secretário, “surpreende com crescimento de 52% na quantidade de automóveis exportados e de 26,4% na quantidade de veículos de carga”.

Petróleo e derivados: O aumento nos preços era esperado. Porém, observa-se também crescimento no volume exportado de petróleo bruto (37,3% até setembro);

Produtos siderúrgicos: a performance de crescimento de36% até setembro das exportações do setor supera as expectativas projetadas no início do ano.

Fonte: Assessoria de Comunicação Social do MDIC

 

27-10-2017

 

Empresas adotam novo sistema de importação e exportação no Porto de Santos

Protocolo assinado nesta quarta-feira (25) pelo ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Blairo Maggi, autoriza que Basf, Bayer, Adama, DuPont e Ihara, empresas importadoras de insumos agropecuários, adotem o sistema Operador Econômico Autorizado (OEA-Agro) no Porto de Santos.

De acordo com o Ministério da Agricultura, o novo sistema monitora menos as importações, mas não deixa de fiscalizar. O OEA usa uma amostragem específica para as empresas exportadoras e importadoras que já sejam reconhecidas internacionalmente pela confiabilidade de seus produtos. O objetivo é aumentar a eficiência de fiscalização e ao mesmo tempo reduzir custos, tendo como um dos instrumentos a certificação de empresas que atuam no comércio internacional.

“O rigor da inspeção será mantido. Só que a fiscalização será realizada de modo mais eficiente, com amostragem baseada em sistemas de inteligência e parametrização”, explicou Luis Rangel, secretário de Defesa Agropecuária do ministério.

Fonte: Agência Brasil

 

BRASIL LEVA 4,5 ANOS EM MÉDIA PARA PROMULGAR ACORDOS NEGOCIADOS COM OUTROS PAÍSES

Levantamento da CNI mostra que 27 tratados internacionais assinados pelo Brasil entre 2003 e 2017 se arrastam pela burocracia até serem incluídos na legislação brasileira

Acordos internacionais assinados pelo governo brasileiro levam, em média, 1.590 dias entre a foto oficial e a entrada em vigor no direito interno. São mais de quatro anos tramitando na burocracia do Estado. O prazo é muito longo e impede que o setor produtivo se beneficie rapidamente de acordos de livre comércio, facilitação de investimentos e tratados para acabar com a dupla tributação ou reduzir em mais de 60% o custo com expatriados. É o que mostra levantamento inédito feito pela Confederação Nacional da Indústria (CNI).

A CNI mapeou a tramitação de 27 acordos internacionais firmados pelos Brasil entre 2003 e 2017, que são críticos para a competitividade da economia brasileira. Destes, somente 18 foram promulgados até o momento. Os outros nove passaram pelo Congresso e aguardam o decreto presidencial. Fase que, em média, leva um ano.

“O Executivo consome muito tempo apenas com procedimentos burocráticos, pois não há mudança a ser feita no acordo após sua assinatura. Apenas o Legislativo pode deliberar se aprova ou não o texto”, explica o diretor de Desenvolvimento Industrial da CNI, Carlos Abijaodi.

O processo de internacionalização tem três etapas e pelo menos dois gargalos. Assim que assinado, o acordo é encaminhado para o Executivo, onde fica cerca de um ano dando voltas pelos ministérios, somente para conhecimento dos envolvidos. Na segunda etapa, a Casa Civil encaminha mensagem ao Congresso, onde fica, em média, 808 dias, em análise. Uma vez aprovado, o decreto legislativo volta para o Executivo, onde passa outro ano até ser promulgado.

Segundo Abijaodi, é praticamente impossível acompanhar a tramitação dos acordos no Executivo, pois ao contrário do Legislativo e do Judiciário, não há processos de acompanhamento online. “É pouco transparente. Às vezes nos informam que está num ministério x, mas está no y parado há mais de um mês”, diz o diretor.

A longa caminhada pela qual passam os acordos brasileiros dentro do governo se torna ainda mais grave quando há prazo de implementação após a entrada em vigor. Um exemplo é o acordo de livre comércio entre Mercosul e União Europeia, que começou a ser negociado em 1995. Se ele for assinado em dezembro de 2017, ele será internalizado em 2022. Com prazo de desgravação – redução do imposto de importação – de 10 anos, os efeitos totais só serão vistos em 2032.

EXEMPLOS – Entre os parceiros do Brasil no Mercosul, o trâmite é mais acelerado. No caso do Acordo de Comércio Preferencial entre Mercosul – Índia, assinado em 19 de março de 2005, ele foi aprovado pelo Parlamento do Paraguai em 11 de novembro de 2005. No Brasil, o Executivo só encaminhou a mensagem ao Congresso em outubro daquele ano. O decreto legislativo foi publicado em 4 de setembro de 2008 e o decreto presidencial só foi assinado em 1º de junho de 2009.

Há casos extremos como o Acordo de Comércio Preferencial Mercosul-SACU que levou sete anos e um mês para entrar em vigor. Os presidentes dos dois blocos assinaram o acordo em 3 de abril de 2009. O governo do Uruguai, por exemplo, promulgou o acordo em 30 de setembro de 2011. No Brasil, a Casa Civil só encaminhou a mensagem para o Congresso mais de um ano depois, em 14 de abril de 2010. O Congresso aprovou o texto, mas o Itamaraty identificou, pós-aprovação, mais de duas centenas de erros de tradução do inglês para o português. O documento voltou para o Congresso e só foi internalizado em 4 de abril de 2016.

O acordo para evitar dupla tributação (ADT) entre Brasil e Rússia passou 12 anos e 11 meses para ser promulgado. O Congresso também precisou apreciá-lo duas vezes, pois o Executivo encaminhou o documento faltando uma das páginas do anexo 1. O ADT entre Brasil e Venezuela levou nove anos e 11 meses para ser aprovado.

Fonte:  Agência CNI de Notícias

 

26-10-2017

 

Brasil avalia cota de importação de trigo sem tarifa para compras fora do Mercosul

SÃO PAULO - Diante de uma quebra de safra de trigo, o Brasil está avaliando a isenção de tarifa de importação do cereal para uma cota de 750 mil toneladas do produto de fora do Mercosul, uma decisão que poderia favorecer países exportadores como Estados Unidos e Rússia.

Campo de trigo é visto em Tolsty Mys, Rússia 29/08/2017 REUTERS/Ilya Naymushin

Uma reunião de ministros da Câmara de Comércio Exterior (Camex), que poderia analisar um pedido do Ministério da Agricultura sobre a cota, deverá ocorrer no dia 8 de novembro. Originalmente, o encontro estava marcado para esta quarta-feira, mas foi transferido para o próximo mês.

De acordo com o Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (Mdic), a proposta da cota sem tarifa foi incluída entre os assuntos da reunião de outubro do grupo técnico (Gecex), mas o tema não chegou a ser discutido no encontro que costuma ser preparatório para a reunião da Camex.

Isso foi feito a pedido dos técnicos do Gecex para que seja feito um debate aprofundado dos órgãos do governo, o que permitiria que a Camex decidisse algo em 8 de novembro, se até lá houver alguma conclusão.

Segundo o Mdic, não há previsão para uma próxima reunião do Gecex, que estava anteriormente agendada para o dia 8 de novembro.

Se aprovada, a isenção de tarifa de 10 por cento para 750 mil toneladas de trigo produzido fora do Mercosul --importações dentro do bloco não pagam a taxa-- poderia adicionar demanda pelo produto produzido no Hemisfério Norte, especialmente dos Estados Unidos e Canadá, que normalmente complementam as importações brasileiras, dominadas pelo produto do Mercosul.

Mas uma decisão pela isenção de tarifa também poderia agradar a Rússia, um dos maiores exportadores globais de trigo, que sempre afirma que gostaria de iniciar vendas aos brasileiros --os russos também são grandes importadores de carnes do Brasil.

O ministro da Agricultura do Brasil, Blairo Maggi, encontrou-se com seu colega russo em Moscou no início de outubro, para discutir formas de melhorar o comércio entre os dois países.

O secretário de Defesa Agropecuária, Luis Rangel, afirmou nesta quarta-feira à Reuters que um acordo fitossanitário para a Rússia exportar trigo ao Brasil foi acertado na visita do ministro à Rússia. Ele acrescentou que os russos já poderiam exportar trigo aos brasileiros.

Uma liberação da cota sem tarifa, contudo, poderia desagradar principalmente a Argentina, o principal exportador do produto ao Brasil e importante parceiro comercial, que vem aumentando sua produção do cereal após medidas governamentais que estimularam os produtores.

SAFRA QUEBRADA

A solicitação foi feita após o Brasil registrar uma quebra de safra do cereal em razão de adversidades climáticas e redução na área plantada de quase 10 por cento na comparação com 2016 --essa não seria a primeira vez que o país liberaria uma cota tarifária em momento de oferta menor.

A produção brasileira em 2017 foi estimada em 4,88 milhões de toneladas pelo governo brasileiro, redução de 27,4 por cento na comparação com 2016, quando o país obteve um recorde de 6,7 milhões de toneladas, o que desestimulou o plantio neste ano em meio a preços mais baixos.

O Brasil consome mais de 11 milhões de toneladas ao ano e deve importar 7 milhões de toneladas em 2017, segundo a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).

Importantes produtores como o Paraná e o Rio Grande do Sul sofreram este ano com problemas de seca, geadas e até chuvas em excesso no momento da colheita, após terem reduzido o plantio ante 2016.

Apesar de a questão da menor oferta de trigo do Brasil, o Ministério da Agricultura afirmou que o pedido para isenção de tarifa para uma cota tem a ver com compromisso assumido pelo Brasil com a Organização Mundial do Comércio (OMC).

Fonte: Reuters

 

EMBAIXADOR EUROPEU MANTÉM CALENDÁRIO DE NEGOCIAÇÕES DO ACORDO MERCOSUL-UE

Ministro Marcos Pereira se reuniu com o embaixador da União Europeia no Brasil, João Gomes Cravinho

Em encontro com o ministro da Indústria, Comércio Exterior e Serviços, Marcos Pereira, o embaixador da União Europeia no Brasil, João Gomes Cravinho, disse que está mantido o cronograma de negociações do acordo de livre comércio entre Mercosul e União Europeia até o final deste ano. Cravinho ainda reforçou expectativa de finalizar, no nível político, as discussões.

“Esse calendário está mantido. É viável e, nesse sentido, devemos procurar atingir o objetivo”, disse. “Temos muito trabalho pela frente mas estamos muito comprometidos com o resultado. Há sensibilidades dos dois lados, mas também há vontade de se chegar a um entendimento”, reconheceu. A próxima rodada negociadora está prevista para a semana de 6 a 10 de novembro, em Brasília.

“Estamos confiantes de que, cada lado fazendo sua parte, chegaremos a bom termo”, declarou Marcos Pereira. Ao final da próxima rodada, o ministro receberá o vice-presidente da Comissão Europeia para assuntos de Emprego, Crescimento, Investimento e Competitividade, Jyrki Katainen, para uma avaliação política sobre os avanços obtidos no nível técnico.

O ministro também lembrou o esforço realizado pelo Brasil para executar medidas de facilitação de comércio desde o início do governo Temer. E também destacou a disposição dos demais países membro do Mercosul para chegar a um entendimento com o bloco europeu.

As negociações entre os blocos também serão alvo de discussões entre parlamentares europeus. Na próxima semana, o Brasil receberá uma delegação de 14 deputados do Parlamento Europeu.

Propriedade intelectual

Com a assinatura, no dia 4 de outubro, do acordo de cooperação de projeto piloto de PPH (Patent Prosecution Highway) entre o INPI e o EPO (Escritório Europeu de Patentes), há também expectativa de novos avanços na área de propriedade intelectual. O objetivo é que as partes trabalhem em um texto sobre patentes na próxima rodada de negociações.

O embaixador Cravinho destacou as melhorias na gestão do INPI, que vem recebendo investimentos desde o ano passado. O órgão teve aumento no número de servidores em 25% e vem registrando reduções sucessivas nos backlogs de marcas e patentes. “A área de produção industrial e inovação é uma das que consideramos mais importantes e promissoras. Reconheço o empenho do ministério”, comentou.

Fonte: Assessoria de Comunicação Social do MDIC

 

FABRICANTES DE AUTOPEÇAS BRASILEIROS BUSCAM NEGÓCIOS NOS EUA

O Sindicato Nacional de Componentes para Veículos Automotores (Sindipeças) levará 14 fabricantes brasileiros de autopeças para a AAPEX 2017, feira mundial de reposição automotiva, que ocorre em Las Vegas (EUA), de 31 de outubro a 2 de novembro. A participação de fabricantes locais no estande coletivo da entidade é coordenada pelo projeto Brasil Auto Parts – Trusted Partners, parceria do Sindipeças com a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil).

As empresas no pavilhão brasileiro são Autolinea, DS, Duroline, Hipper Freios, Lontra, Luciflex, Mastra, Max Gear, Shana, Suporte Rei, Tecfil, Tecnomotor, Urba-Brosol e Vannucci. Outro fabricante local, a Fremax, estará em estande individual. Na edição de 2016, visitaram a mostra 16 mil compradores de 140 países.

As exportações brasileiras de autopeças este ano devem totalizar cerca de US$ 7 bilhões, 6,7% mais que em 2016, segundo estimativas do Sindipeças.

O Sindipeças é a entidade que representa a indústria de autopeças instalada no Brasil, independentemente da origem do capital. Representa cerca de 460 indústrias, localizadas em vários Estados brasileiros. Veja os principais indicadores do setor.

A Apex-Brasil atua para promover produtos e serviços brasileiros no exterior e atrair investimentos estrangeiros para setores estratégicos da economia brasileira. Apoia atualmente mais de 12 mil empresas de 82 setores.

Fonte: Reuters

 

25-10-2017

 

Distribuidores de aço plano tem alta anual de 5,6% nas vendas em setembro

SÃO PAULO - Distribuidores de aço plano do Brasil tiveram crescimento de 5,6 por cento nas vendas em setembro sobre o mesmo período do ano passado, para 265,4 mil toneladas, informou nesta terça-feira a entidade que representa o setor, Inda.

Já as compras de aço plano pelos distribuidores junto às usinas ficaram praticamente estáveis no período, a 263,3 mil toneladas.

Segundo a entidade, os estoques na cadeira terminaram setembro em 895,4 mil toneladas, praticamente o mesmo nível verificado um ano antes e equivalentes a 3,4 meses de comercialização.

O Inda estimou que as vendas de aço plano pelos distribuidores do Brasil deverão crescer cerca de 5 por cento em outubro na comparação com setembro.

Na semana passada, o grupo que representa os produtores de aço bruto do país, IABr, divulgou que as vendas do segmento no Brasil no mês passado cresceram 5,4 por cento sobre setembro de 2016, para 1,55 milhão de toneladas. A produção das usinas cresceu 7,6 por cento, para 2,96 milhões de toneladas, guiadas por exportações.

Fonte: Reuters

 

BRASIL LEVA 4,5 ANOS EM MÉDIA PARA PROMULGAR ACORDOS NEGOCIADOS COM OUTROS PAÍSES

Levantamento da CNI mostra que 27 tratados internacionais assinados pelo Brasil entre 2003 e 2017 se arrastam pela burocracia até serem incluídos na legislação brasileira

Acordos internacionais assinados pelo governo brasileiro levam, em média, 1.590 dias entre a foto oficial e a entrada em vigor no direito interno. São mais de quatro anos tramitando na burocracia do Estado. O prazo é muito longo e impede que o setor produtivo se beneficie rapidamente de acordos de livre comércio, facilitação de investimentos e tratados para acabar com a dupla tributação ou reduzir em mais de 60% o custo com expatriados. É o que mostra levantamento inédito feito pela Confederação Nacional da Indústria (CNI).

A CNI mapeou a tramitação de 27 acordos internacionais firmados pelos Brasil entre 2003 e 2017, que são críticos para a competitividade da economia brasileira. Destes, somente 18 foram promulgados até o momento. Os outros nove passaram pelo Congresso e aguardam o decreto presidencial. Fase que, em média, leva um ano.

“O Executivo consome muito tempo apenas com procedimentos burocráticos, pois não há mudança a ser feita no acordo após sua assinatura. Apenas o Legislativo pode deliberar se aprova ou não o texto”, explica o diretor de Desenvolvimento Industrial da CNI, Carlos Abijaodi.

O processo de internacionalização tem três etapas e pelo menos dois gargalos. Assim que assinado, o acordo é encaminhado para o Executivo, onde fica cerca de um ano dando voltas pelos ministérios, somente para conhecimento dos envolvidos. Na segunda etapa, a Casa Civil encaminha mensagem ao Congresso, onde fica, em média, 808 dias, em análise. Uma vez aprovado, o decreto legislativo volta para o Executivo, onde passa outro ano até ser promulgado.

Segundo Abijaodi, é praticamente impossível acompanhar a tramitação dos acordos no Executivo, pois ao contrário do Legislativo e do Judiciário, não há processos de acompanhamento online. “É pouco transparente. Às vezes nos informam que está num ministério x, mas está no y parado há mais de um mês”, diz o diretor.

A longa caminhada pela qual passam os acordos brasileiros dentro do governo se torna ainda mais grave quando há prazo de implementação após a entrada em vigor. Um exemplo é o acordo de livre comércio entre Mercosul e União Europeia, que começou a ser negociado em 1995. Se ele for assinado em dezembro de 2017, ele será internalizado em 2022. Com prazo de desgravação – redução do imposto de importação – de 10 anos, os efeitos totais só serão vistos em 2032.

EXEMPLOS – Entre os parceiros do Brasil no Mercosul, o trâmite é mais acelerado. No caso do Acordo de Comércio Preferencial entre Mercosul – Índia, assinado em 19 de março de 2005, ele foi aprovado pelo Parlamento do Paraguai em 11 de novembro de 2005. No Brasil, o Executivo só encaminhou a mensagem ao Congresso em outubro daquele ano. O decreto legislativo foi publicado em 4 de setembro de 2008 e o decreto presidencial só foi assinado em 1º de junho de 2009.

Há casos extremos como o Acordo de Comércio Preferencial Mercosul-SACU que levou sete anos e um mês para entrar em vigor. Os presidentes dos dois blocos assinaram o acordo em 3 de abril de 2009. O governo do Uruguai, por exemplo, promulgou o acordo em 30 de setembro de 2011. No Brasil, a Casa Civil só encaminhou a mensagem para o Congresso mais de um ano depois, em 14 de abril de 2010. O Congresso aprovou o texto, mas o Itamaraty identificou, pós-aprovação, mais de duas centenas de erros de tradução do inglês para o português. O documento voltou para o Congresso e só foi internalizado em 4 de abril de 2016.

O acordo para evitar dupla tributação (ADT) entre Brasil e Rússia passou 12 anos e 11 meses para ser promulgado. O Congresso também precisou apreciá-lo duas vezes, pois o Executivo encaminhou o documento faltando uma das páginas do anexo 1. O ADT

Fonte: Agência CNI de Notícias

 

CORREIOS E RECEITA FEDERAL FACILITAM IMPORTAÇÃO E EXPORTAÇÃO DE ENCOMENDAS

A nova plataforma está disponível no site dos Correios

Os Correios e a Receita Federal lançaram sistema online com o objetivo de facilitar importação e exportação de encomendas. A ideia é simplificar o pagamento de impostos.

A plataforma Minhas Importações integra os sistemas dos dois órgãos com um novo modelo de importação no Brasil.

Agora o correio do país de origem poderá enviar diretamente as informações do objeto postado para os Correios no Brasil que, por sua vez, passará os dados automaticamente para a Receita Federal e demais órgãos aduaneiro autorizados, como a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e a Vigilância de Trânsito Agropecuário Internacional (Vigiagro).

No site, o cliente terá acesso detalhado ao trâmite da encomenda, interagindo com órgãos de controle e fazendo pagamentos de impostos e serviços, além de enviar documentos complementares e fazer solicitações de revisão de tributos. Com o novo serviço, os usuários dos serviços poderão efetuar o pagamento dos tributos por meio do cartão de crédito.

“A parceria com a Secretaria de Fazenda facilita todos os processos de internalização dos produtos. Isso permite que o comprador faça todos os procedimentos e receba o produto em casa. Mas para isso, no momento da compra, seja qual for o país de origem, o cliente deve escolher uma modalidade de encomenda registrada”, explicou o presidente dos Correios, Guilherme Campos.

Para o subsecretário de aduana da Receita Federal, Luís Felipe de Barros Reche, o novo sistema trará maior eficiência à fiscalização. “Agora passamos a trabalhar com um modelo em que recebemos a informação antecipadamente. Isso permite selecionar melhor as encomendas que possam ter algo ilícito, seja subfaturamento, valoração inferior ou drogas. Com esse sistema, conseguiremos aprimorar o controle aduaneiro. Tudo gera mais transparência e controle para o cliente”, afirmou.

A nova plataforma, desenvolvida durante quatro anos, está disponível no site dos Correios, onde o importador terá acesso após efetuar o cadastro.

Comércio eletrônico

Segundos dados dos Correios, cerca de 21 milhões de pessoas já fizeram compras pela internet em sites de outros países. O valor movimentado chega a R$ 2,4 bilhões. Para Guilherme Campos, a nova plataforma permitirá que pequenas e médias empresas entrem no mercado mundial de comércio eletrônico.

“Além de facilidade e segurança em receber encomendas em casa, a plataforma beneficia o comprador e o vendedor, seja pessoa física ou empresa. O comprador é beneficiado porque pagará o imposto justo do produto que está sendo importado. As empresas nacionais também serão beneficiadas, pois passam a concorrer com as empresas lá de fora [outros países] pagando o imposto de exportação específico do produto vendido. Ou seja: não é mais por média ou amostragem”, afirmou Campos.

Fonte: Ag. Brasil

 

24-10-2017

 

BALANÇA COMERCIAL: SUPERÁVIT DE US$ 1,107 BILHÃO NA TERCEIRA SEMANA DE OUTUBRO

No mês, as exportações somam US$ 12,9 bilhões e as importações, US$ 9,3 bilhões, com saldo de US$ 3,5 bilhões

Na terceira semana de outubro, a balança comercial registrou superávit de US$ 1,107 bilhão, resultado de exportações no valor de US$ 4,580 bilhões e importações de US$ 3,473 bilhões. No mês, as exportações somam US$ 12,920 bilhões e as importações, US$ 9,331 bilhões, com saldo positivo de US$ 3,589 bilhões. No ano, as exportações totalizam US$ 177,524 bilhões e as importações, US$ 120,659 bilhões, com saldo positivo de US$ 56,865 bilhões.

A média das exportações da terceira semana chegou a US$ 916 milhões, 1,2% abaixo da média até a segunda semana, devido a queda nas exportações de produtos semimanufaturados (-2,0%), em razão de ouro em formas semimanufaturadas, óleo de soja em bruto, ferro fundido, alumínio em bruto, couros e peles; e de produtos básicos (-0,4%), por conta de petróleo em bruto, minério de cobre, carnes de frango, bovina e suína, cinzas e resíduos de metais preciosos e café em grãos.

Por outro lado, cresceram as vendas de produtos manufaturados (1,4%), em razão, principalmente, de automóveis de passageiros, motores e turbinas para aviação, óleos combustíveis, suco de laranja não congelado, partes e peças de aviões e helicópteros.

Do lado das importações, houve crescimento de 6,7%, sobre igual período comparativo (média da terceira semana sobre média até a segunda semana), explicada, principalmente, pelo aumento nos gastos com combustíveis e lubrificantes, veículos automóveis e partes, farmacêuticos, instrumentos de ótica e precisão, plásticos e obras.

Mês

Nas exportações, comparadas as médias até a terceira semana de outubro de 2017 com a de outubro de 2016, houve crescimento de 34,6%, em razão do aumento nas vendas das três categorias de produtos: básicos (45,9%), por conta, principalmente, de minério de ferro, milho em grãos, soja em grãos, petróleo em bruto, farelo de soja; semimanufaturados (32,3%), por conta de semimanufaturados de ferro e aço, açúcar em bruto, óleo de soja em bruto, ferro fundido e ferro-ligas; e manufaturados (23,4%), por conta de automóveis de passageiros, laminados planos de ferro e aço, máquinas e aparelhos para terraplanagem, motores e turbinas para aviação, torneiras, válvulas e partes.

Relativamente a setembro de 2017, houve retração de 1,1%, em virtude da diminuição nas vendas de produtos básicos (-3,1%) e manufaturados (-1,3%), enquanto cresceram as vendas de produtos semimanufaturados (2,3%).

Nas importações, a média diária até a terceira semana de outubro de 2017 ficou 17,2% acima da média de outubro de 2016. Nesse comparativo, cresceram os gastos, principalmente, com combustíveis e lubrificantes (83,4%), veículos automóveis e partes (21,4%), equipamentos eletroeletrônicos (20,1%), instrumentos de ótica e precisão (18,7%), químicos orgânicos e inorgânicos (11,9%). Ante setembro de 2017, houve queda de 1,2%, pela diminuição em adubos e fertilizantes (-38,7%), cereais e produtos da indústria da moagem (-26,0%), farmacêuticos (-24,8%), químicos orgânicos e inorgânicos (-17,6%) e equipamentos mecânicos (-9,4%).

Fonte: Assessoria de Comunicação Social do MDIC

 

AGROPECUÁRIA PRODUZ RIQUEZA RECORDE PARA O BRASIL EM 2017

Caso estimativa do Ministério da Agricultura se confirme, a produção rural do País deve alcançar R$ 535,4 bilhões no ano, número nunca antes registrado

A agropecuária deve gerar riqueza recorde para o Brasil em 2017. Serão R$ 535,4 bilhões, fruto da produção de grãos e da criação de gado. O número é uma estimativa do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento e, caso ele se confirme, representará uma alta de 2,1% frente ao ano passado.

Toda essa riqueza foi gerada por 1,6 milhão de trabalhadores formais e milhares de outros trabalhadores indiretos que garantem que o campo continue a ser um dos principais combustíveis do crescimento do País. Essa mão de obra, somada a intensos investimentos em tecnologia, transformaram o Brasil em um dos países mais produtivos do mundo.

Apenas as lavouras foram responsáveis por R$ 365,88 bilhões, o equivalente a 68,3% do total. Já a pecuária ficou com R$ 169,53 bilhões e 31,7 % de tudo que foi produzido. “Como o ano civil está quase encerrado, devemos ter pequenas alterações até o fim do ano”, calculou José Garcia Gasques, coordenador-geral de Estudos e Análises da Secretaria de Política Agrícola do ministério.

Produtos com melhor desempenho no campo

Os valores de produção de alguns itens se destacaram no ano ao registrar crescimento expressivo. É o caso de algodão herbáceo (+74,4%); cana-de-açúcar (+33,4%); mandioca (+91,1%); milho (+14,6%) e uva (+49,3%).

O ministério também divulgou o valor da produção gerada em cada região do País. O Sul apresentou o melhor desempenho, com faturamento de R$140,98 bilhões. Em segundo lugar ficou o Centro-Oeste, com R$ 138,53 bilhões, seguido por Sudeste (R$ 137,2 bilhões), Nordeste (R$ 49,4 bilhões) e Norte (R$ 32,5 bilhões).

Fonte: MAPA

 

RODADA DE NEGÓCIOS COM EMIRADOS ÁRABES GERA EXPECTATIVA DE INVESTIMENTOS

Interesse dos investidores em parceria passa por segmentos de frutas, orgânicos, lácteos, proteína animal, arroz, milho e outros grãos e sementes

Da esquerda para a direita, Odilson Silva, a embaixadora Hafsa Al Ulama, deputada Bruna Furlan e o diretor do Centro de Defesa Agropecuária dos Emirados Árabes, Khalifah Al Ali

Mais de 50 empresas participaram na tarde desta segunda-feira (23) de rodada de negócios realizada em Brasília pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) em parceria com a Embaixada dos Emirados Árabes. Empresários saíram do evento com perspectivas de conclusão de negócios. O interesse das empresas brasileiras em parceiros estrangeiros para seus negócios oscilou desde participações no valor de US$ 2 milhões até aproximadamente US$ 50 milhões.

O evento Brazil-United Arab Emirates Agribusiness Investor Road Show é um dos resultados de missão realizada neste ano, no mês de maio, pelo ministro Blairo Maggi com o objetivo de aumentar a parceria com o país, explicou o secretário de Relações Internacionais do Agronegócio, Odilson Luiz Ribeiro e Silva.

Empresas brasileiras do setor agropecuário e investidores da delegação vinda de Abu Dhabi contemplavam interesse dos investidores em setores de frutas, orgânicos, lácteos, proteína animal, arroz, milho, outros grãos e sementes, alimentos processados, além de energias alternativas.

A missão dos Emirados Arábes teve a presença do diretor-geral do Centro de Defesa Agropecuária do país, Khalifah Al Ali. A expectativa é de que as conversas sejam retomadas para eventuais fechamentos de negócios depois que os investidores retornarem ao seu país, detalhando as possibilidades que foram discutidas aqui no Brasil.

O evento foi uma iniciativa da Secretaria de Relações Internacionais do Agronegócio (SRI) do Mapa e faz parte do Programa Agro+ Investimentos, ação que visa atrair investimentos externos e identificar oportunidades no agronegócio brasileiro.

Fonte: ExportNews

 

WINES OF BRASIL INTENSIFICA AGENDA DE PROMOÇÃO NO PAÍS E NO EXTERIOR

Aproveitando oportunidades com potenciais consumidores estrangeiros em território nacional e em outros dois países da América, o projeto setorial Wines of Brasil diversifica seu campo de atuação e participa de uma série de ações para a promoção dos rótulos verde-amarelos entre os dias 23 de outubro e 14 de novembro. As iniciativas ocorrem nas cidades de Porto Alegre (RS), São Paulo (SP) e Brasília (DF), na capital uruguaia, Montevidéu, e também em Atlanta, nos Estados Unidos. O Wines of Brasil é desenvolvido pelo Instituto Brasileiro do Vinho (Ibravin) e pela Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil).

“As ações têm como objetivo alavancar a imagem do vinho brasileiro no mercado internacional, conquistar novos consumidores e ampliar as exportações nos países-alvos. Os produtos nacionais estão ganhando cada vez mais projeção no Exterior, especialmente os espumantes. Só nos últimos 10 anos, a categoria conquistou mais de 1,5 mil medalhas internacionais”, aponta o gerente de Promoção do Ibravin, Diego Bertolini.

Na segunda-feira (23), durante a 3ª Semana da Cultura do Rio Grande do Sul no Uruguai, em Montevidéu, o sommelier Vinícius de Miranda Santiago apresentou vinhos e espumantes de quatro empresas integrantes do Wines of Brasil. Rótulos das vinícolas Aurora, Casa Perini, Dunamis e Pizzato foram harmonizados em um jantar preparado pela chef Grace Barth, na Escola Superior de Gastronomia, da Universidad del Trabajo del Uruguay.

Na próxima semana, comitivas formadas por executivos e profissionais do ramo alimentício de diversos países desembarcam em São Paulo (SP) para participar do World Pasta Day (em português, Dia Mundial da Massa). O congresso mundial ocorre dia 25 de outubro (quarta-feira), na Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp). Em parceria com a organização do evento, o Wines of Brasil levará vinhos e espumantes de vinícolas do projeto para serem harmonizados durante o jantar oferecido aos participantes. Serão servidos produtos das empresas Campos de Cima Casa Perini, Lidio Carraro, Garibaldi e Viapiana. A sommelière Silva Mascella Rosa irá conduzir a degustação.

Às 15h do dia 27 de outubro (sexta-feira), o gerente de Promoção do Ibravin, Diego Bertolini, ministrará uma palestra sobre a vitivinicultura nacional aos futuros diplomatas do Instituto Rio Branco, em Brasília (DF). Os 37 profissionais que trabalharão nos postos comerciais do Brasil em todo o mundo terão acesso a informações sobre as regiões produtoras brasileiras e os diferenciais dos rótulos elaborados em solo verde-amarelo. Além da disseminação dos dados, a iniciativa busca fortalecer o relacionamento da entidade com os futuros diplomatas.

No dia 31 de outubro (terça-feira), em parceria com o Consulado Brasileiro em Atlanta, nos Estados Unidos, o Wines of Brasil fará uma degustação para 100 importadores, distribuidores, varejistas e formadores de opinião na churrascaria Fogo de Chão. A Vinícola Salton estará presente.

Para fechar a agenda de atividades, o Wines of Brasil participa, de 12 a 14 de novembro (domingo a terça-feira), do Encontro Econômico Brasil-Alemanha (EEBA), no Centro de Eventos Fiergs, em Porto Alegre (RS). O projeto terá um estande coletivo na 35ª edição do evento, o qual estará representado pela equipe de promoção dos vinhos brasileiros no mercado externo e por três vinícolas integrantes do Wines of Brasil. Das 8h às 18h o público conhecerá mais sobre a produção nacional e degustar vinhos, espumantes e sucos de uva das empresas Casa Valduga, RAR e Santini. A expectativa é reunir dois mil participantes, entre eles empresários, diretores, executivos e representantes governamentais.

Fonte: ExportNews

 

APEX-BRASIL APRESENTA AS OPORTUNIDADES DO ACORDO MERCOSUL-EGITO

As empresas que querem conhecer as oportunidades oferecidas para os brasileiros no âmbito dos acordos comerciais já em vigor com o Egito podem se inscrever até segunda-feira (23/10) para participar do webinar “Acordo de Livre Comércio Mercosul-Egito: como se beneficiar?”. O evento terá transmissão ao vivo na terça-feira (24/10), das 10h às 11h, e reunirá especialistas para debater o relacionamento comercial entre Brasil e Egito.

O evento terá a participação dos negociadores José Antônio Braga, do Ministério das Relações Exteriores (MRE); Carlos Biavaschi Degrazia, do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC), e Igor Celeste, da Apex-Brasil.

O webinar acontece na forma de um bate-papo entre os três integrantes e o público poderá participar por meio de perguntas enviadas à equipe de apoio, que serão repassadas ao moderador para apresentá-las aos especialistas na sessão de Perguntas e Respostas. Para se inscrever clique aqui.

SERVIÇO
Webinar Acordo de Livre Comércio Mercosul-Egito: como se beneficiar?

Data: 24/10 (terça-feira)

Horário: 10h às 11h

Fonte: ExportNews

 

CSN prevê captação externa na virada do ano e redução da alavancagem à metade em 2018

SÃO PAULO - O presidente-executivo e chairman da siderúrgica CSN, Benjamin Steinbruch, disse nesta sexta-feira que a companhia planeja fazer uma captação com bônus no mercado internacional, dentro dos esforços para melhorar o perfil de endividamento.

“Pensamos em fazer uma captação no mercado internacional entre o final deste ano e o início de 2018”, disse o executivo à Reuters, às margens de evento sobre o Jockey Club de São Paulo, órgão do qual é presidente do conselho.

Steinbruch disse também ver uma melhora do cenário para a negociar a venda de ativos não essenciais para a CSN. A companhia chegou a ser alvo de especulações em meses anteriores de que estaria negociando se desfazer de alguns ativos para reduzir endividamento. Mas as negociações não foram adiante, diante de preços não atrativos oferecidos por potenciais compradores.

“O cenário recente melhorou e as negociações para vendas de ativos, também”, disse Steinbruch, sem dar mais detalhes.

No balanço auditado mais recente da companhia, o do terceiro trimestre de 2016, a dívida líquida consolidada da CSN era de 25,84 bilhões de reais e alavancagem medida pela relação dívida líquida/Ebitda estava em 7,4 vezes.

“Nossa meta é reduzir essa relação para 3,5 vezes; já era para termos conseguido fazer isto neste ano, mas devemos fazer em 2018”, disse o executivo.

Para Steinbruch, o melhor ambiente econômico no Brasil e no exterior, especialmente por causa da China, também deve ajudar a CSN a elevar preços do aço, com as receitas adicionais também potencialmente ajudando a reduzir a dívida.

A CSN não divulgou os resultados auditados dos últimos três trimestres, enquanto tenta ajustar dados contábeis referentes à sua operação Congonhas Minérios.

Uma oferta inicial de ações (IPO, na sigla em inglês) da Congonhas Minérios está em discussão, disse Steinbruch, mas não deve acontecer no curto prazo.

O executivo deixou a coletiva sobre anúncio de revitalização do Jockey Club de São Paulo para participar de reunião do conselho de administração da CSN. O encontro pode dar aval aos relatórios financeiros atrasados da companhia, que poderiam ser divulgados ainda nesta sexta-feira, disse ele.

As ações da CSN encerraram nesta sexta-feira em alta de 3 por cento, a 10,16 reais. O Ibovespa teve alta de 0,14 por cento.

Fonte: Reuters

 

Cade aprova associação entre CBA e Nexans Brasil na fabricação de vergalhões de alumínio

SÃO PAULO - O Conselho Administrativo de Defesa Econômica aprovou sem restrições uma parceria firmada entre a Companhia Brasileira de Alumínio (CBA), do conglomerado Votorantim, e a Nexans Brasil, controlada pela francesa Nexans Participations, para a produção de vergalhões de alumínio.

Pelo acordo, a CBA fornecerá alumínio líquido para a Nexans Brasil, que fabricará os vergalhões na fábrica da CBA, e as duas empresas vão compartilhar a produção e os custos.

“Em que pese ambas as empresas atuem na produção de vergalhão, a operação não gera sobreposição horizontal no mercado de comercialização de vergalhão, uma vez que a Nexans Brasil não oferta tal produto ao mercado ... e adquire vergalhões de terceiros”, disse a Superintendência-geral do Cade em parecer sobre a operação.

Fonte: Reuters

 

Exportação de milho do Brasil em outubro perde ritmo ante setembro, diz Secex

SÃO PAULO - As exportações brasileiras de milho em outubro se mantêm quase cinco vezes maiores frente às do ano passado, mas perderam ritmo ante as registradas em setembro, sinalizando que o pico das vendas já pode ter passado.

Carregamento de milho perto de Sorriso, Mato Grosso 26/7/2017 REUTERS/Nacho Doce

Conforme dados divulgados nesta segunda-feira pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex), o Brasil embarcou nas três primeiras semanas de outubro (14 dias úteis) uma média de 266,5 mil toneladas de milho por dia, contra apenas 55,1 mil toneladas há um ano e 295,7 mil toneladas no fechado de setembro.

No mês passado, as exportações nacionais atingiram o segundo maior volume mensal da história.

Em 2017, os produtores brasileiros retardaram as exportações de milho em razão dos baixos preços do cereal, reflexo de uma safra recorde de quase 100 milhões de toneladas.

A situação levou o governo a realizar a maior subvenção ao milho em quatro anos para estimular o escoamento da produção, em especial para exportações, com leilões de prêmio para o transporte de mais de 9 milhões de toneladas de milho.

ACUMULADO

Até agora em outubro, o Brasil já exportou 3,73 milhões de toneladas de milho, elevando o acumulado no ano para cerca de 20,5 milhões de toneladas.

Embora ainda faltem sete dias úteis para o término de outubro, o volume acumulado em 2017 já é levemente maior que o de quase 20 milhões de toneladas alcançado nos 10 primeiros meses do ano passado, segundo os números da Secex.

Fonte: Reuters

 

19-10-2017

 

Consumo global de carne suína volta a crescer e garante mercado para Brasil

O consumo mundial de carne suína voltará a crescer pelo segundo ano consecutivo em 2018, atingindo 113 milhões de toneladas.

O Brasil, que vem se aproveitando desse bom momento da demanda internacional, deverá elevar as exportações.

A suinocultura mundial entra em um novo ciclo. A demanda cresce, mas a oferta também. Tecnologia e eficiência nas fazendas permitem esse aumento de produção e garantem uma consolidação das indústrias.

Com isso, os preços, que atingiram patamares recordes, devem ceder no próximo ano.

A avaliação é do Usda (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos), que aponta a China como maior produtora e consumidora mundial.

Os chineses vão consumir 56,1 milhões de toneladas de carne suína em 2018, um volume 2,4 milhões superior ao deste ano.

As importações do país asiático, no entanto, após terem atingido 2,2 milhões de toneladas em 2016, devem cair para 1,6 milhão no próximo ano.

A China, que sempre mexe com o mercado mundial quando eleva as importações, deverá cruzar menos as suas fronteiras para buscar carne suína.

Isso porque a produção chinesa vai a 54,8 milhões de toneladas no próximo ano, 2,34% mais do que neste ano.

Na avaliação do Usda, México, Rússia e Filipinas terão mercado aquecido e com elevação de importações.

A produção brasileira de carne suína será de 3,8 milhões de toneladas, com as exportações subindo para 830 mil toneladas no próximo ano.

Fonte: Folha SP

 

CAMEX PRORROGA ANTIDUMPING DEFINITIVO PARA IMPORTAÇÕES DE ÁCIDO CÍTRICO DA CHINA

Também foi homologado compromisso de preços

Foi publicada hoje, no Diário Oficial da União (DOU), a Resolução Camex n° 82 que homologa compromisso de preços para quatro empresas e prorroga direito antidumping definitivo, por um prazo de até cinco anos, para importações brasileiras de ácido cítrico e determinados sais de ácido cítrico, originárias da China. O produto é classificado nos códigos 2918.14.00 e 2918.15.00 da Nomenclatura Comum do Mercosul (NCM).

O ácido cítrico, o citrato de sódio e o citrato de potássio são produtos químicos utilizados na produção e formulação de uma grande variedade de produtos. O maior segmento de utilização final no mercado brasileiro é o de alimentos e bebidas, em especial, refrigerantes, seguido pelo segmento de aplicações industriais, particularmente detergentes e produtos de limpeza domésticos, e aplicações farmacêuticas, incluindo produtos de beleza e para higiene bucal e cosméticos.

A medida será aplicada na forma de alíquotas específicas, de acordo com os valores abaixo especificados:

Em US$/t

Origem

Produtor/Exportador

Direito Antidumping

China

TTCA Co. Ltd.

861,50

Weifang Ensign Industry Co. Ltd.

861,50

RZBC Co., Ltd.

861,50

Anhui BBCA International Co. Ltd.

835,32

Anhui BBCA Pharmaceutical Co., Ltd.

Anhui Koyo Imp. & Exp. Co. Ltd.

Augmentus Ltd. China

Changle Victor Trading Co. Ltd.

Changsha Newsky Chemical Co. Ltd.

Dalian Platinum Chemicals Co. Ltd.

Farmasino Pharmaceuticals (Jiangsu) Co. Ltd.

Foodchem International Corporation

Gansu Xuejing Biochemical Co. Ltd.

Gansu Xuejing Imp & Exp Co., Ltd

Hainan Zhongxin Chemical Co. Ltd.

Hangzhou Ruijiang Chemical Co. Ltd.

Huangshi Xinghua Biochemical Co. Ltd.

Huber Group

Hugestone Enterprise Co. Ltd.

Hunan Dongting Citric Acid Chemicals Co. Ltd.

Jiali Bio Group (Qingdao) Ltd.

Jiangsu Gadot Nuobei Biochemical Co. Ltd.

Jiangsu Lemon Chemical & Technology Co.

Juxianhongde Citriccid Co. Ltd.

Kelco Chemicals Co.Ltd.

Laiwu Taihe Biochemistry Co. Ltd.

Lianyungang Mupro Imp. & Exp. Co. Ltd.

Lianyungang Samin Food Additives Co. Ltd.

Lianyungang Shuren Scientific Creation Imp. & Exp. Co. Ltd.

Lianyungang Zhong Fu Imp & Exp. Co. Ltd.

Linyi Yingtai Economic and Trading Co. Ltd.

Nantong Feiyu Fine Chemical Co. Ltd.

New Step Industry Co. Ltd.

Natiprol Lianyungang Co

Norbright Industry Co. Ltd.

Qingdao Century Longlive Intl. Trade Co. Ltd.

Qingdao Sun Chemical Corporation Ltd.

Reephos Chemical Co. Ltd.

Shangai Fenhe International Co. Ltd.

Shanghai Trustin Chemical Co. Ltd.

Shenzhen Sed Industry Co. Ltd.

Shihezi City Changyun Biochemical Co. Ltd.

Sigma-Aldrich China Inc.

Sinochem Ningbo Ltd.

Sinochem Qingdao Co. Ltd.

Tianjin Chengyi International Trading Co. Ltd.

TTCA Co. Ltd. West

Wenda Co Ltd

Yixing Zhenfen Medical Chemical Co. Ltd.

Yixing-Union Biochemical Co. Ltd.

Zhangzhou Hongbin Import & Export Trading Co. Ltd.

Zhejiang Chemicals Import & Export Corporation

Zhejiang Chun-An Foreign Trade Co. Ltd.

Zhejiang Medicines and Health Products Imp. & Exp. Co. Ltd.

Demais

861,50

Fonte:  Assessoria de Comunicação Social do MDIC

 

ZERADO IMPOSTO DE IMPORTAÇÃO PARA 153 MÁQUINAS E EQUIPAMENTOS INDUSTRIAIS SEM PRODUÇÃO NO BRASIL

Resoluções Camex publicadas no Diário Oficial da União reduzem custos e incentivam novos investimentos produtivos

Foram publicadas hoje, no Diário Oficial da União (DOU), as Resoluções Camex nº 80 e nº 81 que reduzem de 16% e 14% para zero o Imposto de Importação para bens de informática e telecomunicações e de bens de capital sem produção no Brasil. As reduções tarifárias que entram hoje em vigor, de acordo com o regime de ex-tarifário, são temporárias e as importações sem tarifas podem ser feitas até 30 de junho de 2019, de acordo com o que estabelecem as duas novas Resoluções Camex.

As empresas que solicitaram o benefício à Camex informam que os equipamentos serão utilizados em projetos que representam novos investimentos no valor de US$ 399 milhões. Os principais setores contemplados são os de energia – geração, transmissão e distribuição (39,2%), ferroviário (20,7%) e de serviços (9,4%). Entre os principais projetos beneficiados estão a instalação de uma rede de transmissão de alta tensão e a modernização de uma planta para aumento da capacidade de produção de energia elétrica.

O que são ex-tarifários

O regime de ex-tarifário consiste na redução temporária da alíquota do Imposto de Importação de bens de capital (BK) e de informática e telecomunicação (BIT), assim grafados na Tarifa Externa Comum do Mercosul (TEC), quando não houver a produção nacional equivalente. Ou seja, representa uma redução no custo do investimento e produz um efeito multiplicador de emprego e renda sobre segmentos diferenciados da economia nacional.

Fonte: Assessoria de Comunicação Social do MDIC

 

REDUZIDO IMPOSTO DE IMPORTAÇÃO DE JUTA E ÁCIDO TEREFTÁLICO POR DESABASTECIMENTO INTERNO

O ácido tereftálico, utilizado pela indústria na fabricação produtos como garrafas PET, terá a alíquota reduzida de 14% para 2%

Foi publicada hoje, no Diário Oficial da União (DOU), a Resolução Camex n°84, que reduz temporariamente o Imposto de Importação de dois produtos, por razões de desabastecimento interno. O ácido tereftálico, utilizado pela indústria na fabricação produtos como garrafas PET, terá a alíquota reduzida de 14% para 2%, com cota de 850 toneladas, por um período de três meses.

A Camex concedeu também redução temporária de 8% para 2% na alíquota para importação de juta, fibra têxtil vegetal utilizada na indústria de embalagens (sacaria). A redução é válida por 12 meses, dentro de um limite máximo de 7 mil toneladas.

As duas alterações foram feitas com base no que determina a Resolução Grupo Mercado Comum (GMC nº 08/08), que possibilita a redução da alíquota do Imposto de Importação em caso de desabastecimento temporário.

Fonte: ExportNews

 

18-10-2017

 

Rio Tinto eleva embarques de minério de ferro no caminho certo para meta anual

RIO DE JANEIRO - A mineradora Rio Tinto anunciou nesta terça-feira que elevou seus embarques de minério de ferro no terceiro trimestre em 6 por cento, após a modernização do seu transporte ferroviário no interior australiano, mas cortou sua meta de produção de cobre devido a atrasos em uma grande mina no Chile.

A Rio Tinto, que compete com a Vale e a BHP Billiton no mercado transoceânico de minério de ferro, manteve sua meta de exportar 330 milhões de toneladas da matéria-prima siderúrgica em 2017.

O trimestre forte vem após uma primeira metade do ano lenta, quando o mau tempo e a manutenção de trilhos comprimiu a produção de minério de ferro.

“O negócio funcionou muito bem no trimestre terminado em setembro, com um forte desempenho de produção trimestral e uma onda de melhorias de produtividade incorporadas em nossas operações”, afirmou o presidente-executivo da Rio Tinto, Jean-Sebastien Jacques, em um comunicado.

Os embarques de minério de ferro totalizaram 85,8 milhões de toneladas no terceiro trimestre, contra 80,9 milhões no mesmo período do ano passado, informou a Rio Tinto. A UBS havia previsto embarques de 84,6 milhões de toneladas no terceiro trimestre.

Em contrapartida, a Rio Tinto cortou suas metas de produção de cobre para 2017 para o intervalo entre 460 mil e 480 mil toneladas, ante o intervalo entre 500 mil e 550 mil toneladas anunciadas anteriormente, atingidas por atrasos na mina Escondida, no Chile, na qual detém 30 por cento de participação.

Fonte: Reuters

 

Brasil prevê exportar frango à Indonésia já em 2018 após decisão da OMC

BRASÍLIA - O Brasil avalia que a decisão desta terça-feira da Organização Mundial do Comércio (OMC) em painel aberto contra a Indonésia permitirá a eliminação de entraves à exportação de carne de frango brasileira, possibilitando que os embarques ao importante mercado asiático comecem já no ano que vem.

Segundo o subsecretário de Assuntos Econômicos do Itamaraty, Carlos Cozendey, a OMC reconheceu nesta terça-feira que a Indonésia colocava limitações sem justificativa a importações de frango do Brasil, o maior exportador global do produto.

Cozendey ressaltou que o Brasil conseguiu derrubar na OMC todas as dificuldades que a Indonésia colocava para exportações: barreiras sanitárias, lista de limitação de importação e demora excessiva na emissão de licenças.

“Entendemos que a decisão vai permitir eliminação de entraves... O painel também reconheceu que a Indonésia colocava limitações sem justificativa às importações”, disse a autoridade do Ministério de Relações Exteriores a jornalistas.

O potencial do mercado da Indonésia para a carne de frango do Brasil é estimado pelo governo brasileiro em entre 70 milhões e 100 milhões de dólares por ano, no médio prazo.

Cozendey disse que o país já trabalha na implementação da decisão da OMC, pois acredita que, mesmo que a Indonésia recorra, uma nova decisão do órgão de comércio não alteraria significativamente o que foi decidido.

A partir da publicação da decisão da OMC, o que deve ocorrer no dia 22 de outubro, o Brasil já começará a negociar com a Indonésia como será o cumprimento das decisões do órgão de comércio multilateral.

Dessa forma, o Brasil acredita que poderá começar a exportar para a Indonésia a partir de 2018.

“Esta é uma vitória fundamental, que deve impactar positivamente no desempenho das vendas de carne de frango em 2018”, disse o presidente-executivo da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), Francisco Turra, em nota.

“A estimativa é chegar a 70 a 100 milhões de dólares anuais em exportações em dois a três anos. Pode até surpreender e ser mais, pode ter um potencial maior. Esse é o cálculo inicial”, acrescentou o vice-presidente de mercados da ABPA, Ricardo Santin, após uma coletiva de imprensa em Brasília.

“A questão com a Indonésia não é que ela não importa do Brasil. Ela não importa de ninguém. É uma questão de proteção do mercado interno. A decisão vai abrir para todo mundo”, acrescentou Santin, destacando que o Brasil enfrentará competição dos Estados Unidos e Irlanda pelo mercado.

“Mas o Brasil é muito mais competitivo”, afirmou.

Segundo Santin, o Brasil exporta partes de frango, como pescoço e coxa desossada, que os Estados Unidos, por exemplo, não teriam disponíveis para vendas.

Entre os grandes exportadores de carne de frango do Brasil estão a BRF, a JBS, cujas ações operavam em baixa de mais de 2 por cento na tarde desta terça-feira na B3.

MERCADO ISLÂMICO

Maior produtor e exportador de frango halal do mundo, o Brasil também tem essa vantagem competitiva de vender um produto demandado pelo mercado islâmico, que recebe um terço do que o Brasil exporta.

Em 2016, apenas o Oriente Médio --principal destino dos embarques brasileiros-- importou 1,57 milhão de toneladas, gerando receita superior a 2,3 bilhões de dólares, segundo a ABPA. Ao todo, o Brasil exportou 4,38 milhões de toneladas no ano passado, com receita de 6,8 bilhões de dólares, de acordo com dados da ABPA.

Com população de maioria muçulmana, a Indonésia é um dos mercados com maior potencial de crescimento no consumo de proteína animal mundial, ressaltou a associação.

Cada habitante do país asiático consome, em média, 6,3 quilos do produto por ano, enquanto no Brasil este indicador chega a 41 quilos per capita.

A ABPA já está em contato com associação de produtores e processadores de frango da Indonésia, para iniciar os negócios. Uma missão esteve aqui no Brasil no mês passado para começar os primeiros contatos, revelou Santin.

Toda a produção de frango da Indonésia, de 1,64 milhão de toneladas em 2016, é direcionada ao mercado doméstico, segundo a ABPA.

O Brasil ainda tem outro painel aberto na OMC para discutir limites contra exportações de carne bovina.

Fonte: Reuters

 

EUA abrem processo antidumping sobre importação de resinas que atinge Brasil

WASHINGTON - O Departamento de Comércio dos EUA disse nesta terça-feira que abriu investigação sobre se as importações de resina de tereftalato de etileno (Pet) de Brasil, Indonésia, Coreia do Sul, Paquistão e Taiwan estão infringindo regras antidumping do mercado norte-americano.

A resina Pet é usada principalmente para fabricar fibras para vestuário e garrafas plásticas.

Fonte: Reuters

 

Importação de combustíveis cresce e causa 'corrida' por logística no país

Com uma diminuição da participação da Petrobras na importação de combustíveis, a logística para trazer gasolina e diesel de outros países passou a ter prazos maiores, segundo a consultoria Terrafirma, que atua nesse setor.

"O mercado não estava pronto para importações de novas empresas. Antes, usava-se o sistema Petrobras, que tinha terminais. Uma novata vai ter de achar soluções para receber [o produto]", diz o consultor Julio Favarin.

A participação da estatal na importação vem em queda –em 2016, ela trouxe 60% da gasolina de fora, e no primeiro semestre de 2017, foi 26%.

Além disso, em julho ela passou a fazer ajustes diários nos preços dos combustíveis.

Nesse primeiro trimestre em que os preços da Petrobras seguiram os do mercado internacional, a importação de gasolina e diesel subiu 45%, na comparação com o mesmo período de 2016.

Com isso, as tradings que compram e estocam combustíveis pelo globo notaram que poderiam ganhar na arbitragem de diferenças de preços se adquirissem de fornecedores internacionais.

A entrada dessas empresas no negócio fez o valor de aluguel de ativos de logística de combustíveis, como tanques, subir, diz o responsável pelo transporte de uma das maiores distribuidoras do país.

Não são só as tradings, as próprias distribuidoras têm importado mais, afirma. A situação é de uma "corrida por infraestrutura", classifica.

Se essa política de preços da Petrobras for estável no futuro, haverá incentivos para investimentos em capacidade para dar vazão aos combustíveis trazidos de fora, especialmente no Norte do Brasil, segundo o executivo.

Fonte: Folha SP

 

Exportação do campo cresceu 24%, para US$ 8,6 bilhões, em setembro

As exportações brasileiras do agronegócio renderam US$ 8,6 bilhões em setembro, 23,7% mais que no mesmo mês do ano passado, conforme dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex/Mdic) compilados pelo Ministério da Agricultura. As importações caíram 12,6%, para US$ 1,1 bilhão, e, com isso, o superávit da balança setorial cresceu 32,1% e alcançou US$ 7,4 bilhões.

Os embarques voltaram a ser puxados pelo "complexo soja" (inclui grão, farelo e óleo) - a colheita do grão bateu recorde no país na safra 2016/17, o que mantém os embarques aquecidos, ainda que em menor patamar que nos meses anteriores. As vendas da matéria-prima e seus derivados ao exterior renderam US$ 2 bilhões, resultado 86,9% superior ao de setembro de 2016.

As vendas de carnes aumentaram 3,2%, para US$ 1,4 bilhão, as exportações de açúcar e etanol chegaram a US$ 1,4 bilhão em setembro, 49,2% mais, e as de produtos florestais subiram 18,3%, para US$ 1 bilhão. Mas outro grande destaque foram os cereais, farinhas e preparações. Puxados pela oferta da colheita recorde da segunda safra de milho, as exportações do grupo atingiram US$ 974,9 milhões, alta de 81% sobre setembro do ano passado, quando o cenário era de oferta escassa em razão da quebra da safra 2015/16.

Fonte: Valor

 

BRASIL FORNECE 30% DE TODO ALGODÃO BCI DO MUNDO

O presidente da ABRAPA, Arlindo A. Moura, realizou palestra sobre o algodão brasileiro no primeiro dia da Conferência Mundial de Moda do IAF, dia 16/10, no Rio de Janeiro. Destacando a responsabilidade social deste agronegócio. “Cerca de 81% dos produtores brasileiros têm certificação ABR, de âmbito nacional, e 71% têm também o BCI (Better Cotton Iniciative) de abrangência internacional” declarou Moura. Segundo ainda o presidente da ABRAPA, o selo brasileiro ABR é muito mais exigente que o BCI, uma vez que as exigências trabalhistas e ambientais no Brasil são muito mais rigorosas do que no resto do mundo. Desta forma, quem consegue se certificar em ABR, já teria 100% de condições para ser também BCI, porém, nem todos vão atrás de duas certificações. Contudo, o Brasil já é um grande fornecedor de algodão BCI, representando 30% de todo esse algodão no mundo. “O BCI tem enfoque na melhoria das condições de trabalho, na sustentabilidade de toda a produção e na rastreabilidade de cada lote, em cada colheita”.

Apesar dos avanços no campo, tanto em tecnologia quanto na qualidade do algodão brasileiro, considerado tão bom quanto aos melhores padrões mundiais, o algodão vem perdendo mercado para as fibras sintéticas, não só no Brasil como em todo o mundo. Em função disso, entidades internacionais do algodão e também a ABRAPA estão empenhadas em recuperar mercado através da valorização do algodão, destacando suas qualidades naturais de maciez, não-alergênico e de sustentabilidade. Lançada recentemente, a campanha da ABRAPA “Sou de algodão” efetivou parceria com uma das maiores redes de varejo, a C&A, e também o maior evento de moda da América Latina, a SPFW. A campanha agora entrou na segunda etapa, incentivando confecções e estilistas no maior uso de tecidos de algodão.

Fonte: Abit

 

BRASIL VENCE DISPUTA NA OMC E DEVE EXPORTAR FRANGO PARA A INDONÉSIA EM 2018

O Brasil venceu uma disputa comercial com a Indonésia na Organização Mundial do Comércio (OMC) e poderá começar a vender frango para o país já no ano que vem, a depender do andamento dos trâmites necessários. O mercado representa um potencial de US$ 70 milhões a US$ 100 milhões para o Brasil.

A decisão da OMC está no Painel da disputa iniciada pelo Brasil em 2014, contra a Indonésia, sobre normas que vedam as exportações brasileiras de carne e produtos de frango, divulgado hoje (17). As medidas favorecem os produtos indonésios, mas, de acordo com a conclusão do Painel, violam acordos da OMC e compromissos assumidos pelo país perante a organização.

“Entendemos, assim como o setor privado, que a implementação das recomendações do Painel vai permitir eliminar entraves de importação brasileira que existia no mercado”, comentou, em coletiva de imprensa, o subsecretário-geral de Assuntos Econômicos e Financeiros do Ministério das Relações Exteriores (MRE), embaixador Carlos Cozendey.

Ambos países têm um prazo de 60 dias para recorrer da decisão. Caso nenhum país recorra, o relatório do Painel deverá ser adotado pelo Órgão de Solução de Controvérsias da OMC em até também 60 dias e as partes deverão estabelecer um prazo para implementação das recomendações. O prazo geralmente é de seis meses. Assim, a expectativa é de que as exportações sejam autorizadas ao longo de 2018.

Segundo o embaixador, a abertura dependerá “da velocidade que essas etapas forem cumpridas”. De acordo com ele, a Indonésia deverá seguir as recomendações. “Todas as indicações que temos até o momento são de que a Indonésia está disposta a cumprir essas recomendações”, diz.

Na prática, o mercado de frango é fechado na Indonésia e, com a decisão, outros países, além do Brasil, também devem passar a ter acesso a ele, entre os quais os Estados Unidos.

Para o vice-presidente e diretor de Mercados da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), Ricardo Santin, o Brasil é bastante competitivo e deve obter uma grande fatia do mercado. Com uma população majoritariamente muçulmana, o principal produto exportado pelo Brasil à Indonésia deverá ser o frango halal, que é abatido de acordo com os preceitos e as normas ditadas pelo Alcorão Sagrado e pela Jurisprudência Islâmica.

O Brasil é o maior exportador de frango halal desde 2004. “Temos certeza que conseguimos cumprir as exigências. Inclusive as autoridades indonésias já estiveram aqui e já atestaram, no caso do halal, que as certificadoras brasileiras têm capacidade para certificar uma produção halal confiável para eles”, disse Santin.

Atualmente, o Brasil tem aproximadamente 40% do mercado total de frango do mundo. Em 2016, as exportações de frango congelado, fresco ou refrigerado totalizaram US$ 5,95 bilhões (aproximdamente R$ 20,7 bilhões), representando 3,2% das exportações brasileiras e ocupando o quinto lugar em produtos brasileiros mais exportados.

Fonte: Reuters

 

BALANÇA COMERCIAL: SEGUNDA SEMANA DE OUTUBRO TEM SUPERÁVIT DE US$ 586 MILHÕES

No ano, as exportações totalizam US$ 172,948 bilhões e as importações, US$ 117,186 bilhões, com saldo positivo de US$ 55,762 bilhões

Na segunda semana de outubro de 2017, a balança comercial brasileira registrou superávit de US$ 586 milhões, resultado de exportações no valor de US$ 3,287 bilhões e importações de US$ 2,701 bilhões. No mês, as exportações foram de US$ 8,344 bilhões e as importações de US$ 5,858 bilhões, com saldo positivo de US$ 2,487 bilhões. No ano, as exportações totalizam US$ 172,948 bilhões e as importações, US$ 117,186 bilhões, com saldo positivo de US$ 55,762 bilhões.

A média das exportações da segunda semana (US$ 821,7 milhões) ficou 18,8% abaixo da média da primeira semana (US$ 1 bilhão) em razão da queda nas exportações de produtos básicos (-32,4%), principalmente de petróleo em bruto, minério de ferro, milho em grãos, minério de cobre e minério de manganês – e de semimanufaturados (-22,2%), por conta de celulose, açúcar em bruto, alumínio em bruto, semimanufaturados de ferro e aço, ferro-ligas e catodos de cobre. Por outro lado, cresceram as vendas de produtos manufaturados (+0,3%), principalmente, em função do aumento dos embarques de laminados planos de ferro e aço, torneiras, válvulas e partes, máquinas e aparelhos para terraplanagem, óxidos e hidróxidos de alumínio, motores e geradores elétricos.

Nas importações, houve e crescimento de 6,9% sobre igual período comparativo (média da segunda semana, de US$ 675,2 milhões sobre a média da primeira semana, de US$ 631,4 milhões), explicada, principalmente, pelo aumento nos gastos com aeronaves e peças, equipamentos eletroeletrônicos, combustíveis e lubrificantes, cereais e produtos da indústria da moagem e adubos e fertilizantes.

Mês

Nas exportações, comparadas as médias até a segunda semana de outubro deste ano (US$ 927,2 milhões) com a de outubro do ano passado (US$ 685,7 milhões), foi registrado crescimento de 35,2%, em consequência do aumento nas vendas das três categorias de produtos: básicos (+46,2%, por conta, principalmente, de petróleo em bruto, milho em grãos, minério de ferro, soja em grãos, carnes bovina e de frango), semimanufaturados (+33,3%, em função de semimanufaturados de ferro e aço, açúcar em bruto, óleo de soja em bruto, ferro fundido e ferro-ligas) e manufaturados (+22,9%, causado por laminados planos de ferro e aço, automóveis de passageiros, máquinas e aparelhos para terraplanagem, torneiras, válvulas e partes, e etanol). Em relação a setembro de 2017, houve retração de 0,7%, em virtude da queda nas vendas de produtos básicos (-2,9%) e manufaturados (-1,7%), enquanto que cresceram as vendas de produtos semimanufaturados (3%).

Nas importações, a média diária até a segunda semana de outubro deste ano (US$ 650,8 milhões) ficou 14,4% acima da média de outubro do ano passado (US$ 568,8 milhões). Nesse comparativo, cresceram os gastos, principalmente, com aeronaves e peças (+72,6%), combustíveis e lubrificantes (+68,1%), borracha e obras (+26,0%), equipamentos eletroeletrônicos (+24,4%) e adubos e fertilizantes (+17,9%). Em relação a setembro de 2017, houve diminuição de 3,5%, nas importações pela queda nas compras de adubos e fertilizantes (-38,5%), farmacêuticos (-30,6%), cereais e produtos da indústria de moagem (-22,4%), químicos orgânicos e inorgânicos (-17,9%) e equipamentos mecânicos (-8,9%).

Fonte: Assessoria de Comunicação Social do MDIC

 

17-10-2017

 

Exportação ajuda a elevar produção industrial

O aumento na exportação da quantidade embarcada ajudou a elevar a produção física da indústria de transformação no segundo quadrimestre. Com a recuperação do comércio internacional, o volume embarcado por esse segmento subiu 1,5% de maio a agosto contra iguais meses do ano passado enquanto os preços cresceram 7%. Trata-se de uma mudança em relação ao primeiro quadrimestre, quando o valor exportado reagiu, mas foi puxado pelos preços, que avançaram 11,7% enquanto o volume exportado caiu 1,6%.

O aumento de preços é considerado importante para os segmentos industriais porque resulta em elevação de receitas e recomposição de margens, dizem analistas. Mas o aumento do volume exportado contribui de forma mais dinâmica para atividade industrial porque permite elevar a produção física e contribui para a ocupação de capacidade. No segundo quadrimestre a produção física da indústria de transformação cresceu 2,9% em relação a igual período de 2016. Dentre 22 setores de atividade, em dez houve elevação de produção física e de quantum embarcado de maio a agosto. Nos quatro meses anteriores essa alta simultânea ocorreu em apenas cinco segmentos. Os dados foram levantados pela Fundação Centro de Estudos do Comércio Exterior (Funcex), com dados do Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (Mdic) e do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

André Mitidieri, economista da Funcex, destaca que a elevação de volume ocorreu de forma mais acentuada em alguns setores, com destaque para a fabricação de veículos automotores, reboques e carrocerias, cuja produção industrial cresceu 18,6% e o quantum embarcado avançou 32,2% de maio a agosto.

Ainda segundo a Funcex, a indústria de máquinas e equipamentos aumentou em 12,9% o volume vendido ao exterior, o que contribuiu para alta de 4,7% na produção física do segmento. Os fabricantes de produtos de borracha e material plástico exportaram 8,7% mais e aumentaram em 3,5% a produção física. No setor de metalurgia e de fabricação de móveis o quantum embarcado subiu 3,1% e 4%. A produção industrial cresceu 0,8% e 8,2%, respectivamente.

Os dados, diz Rafael Cagnin, economista do Instituto de Estudos para o Desenvolvimento Industrial (Iedi), mostram que o aumento de quantum indicado vem de setores tradicionalmente exportadores e, por isso, ainda estão muito concentrados. Ele destaca que mesmo a alta em máquinas e equipamentos veio puxada, segundo dados do próprio setor, por demandas em segmentos específicos, como transportes e implementos agrícolas.

Os dados do Instituto Brasileiro de Economia (Ibre/FGV) também apontam tendência de elevação do volume exportado pela indústria de transformação, com alta de 7,1% em agosto. No acumulado até o mês o avanço foi de 6,1%. O preço também subiu, mas em níveis menores, com alta de 3,1% em agosto e de 5,9% no acumulado, sempre na comparação com igual período do ano passado.

Na segmentação da exportação industrial por categorias de uso feita pelo Ibre, o volume embarcado é puxado pelos bens de consumo duráveis, que cresceram 53,4% de agosto de 2016 para igual mês deste ano. Os não duráveis subiram 8% enquanto os bens intermediários avançaram 13,2%. Os semiduráveis subiram 1,4% enquanto os bens de capital recuaram 20,8%. Os números, diz a economista e pesquisadora do Ibre, Lia Valls, reafirmam a importância do setor automotivo na melhora do desempenho da exportação da indústria. Mesmo assim, avalia ela, há uma tendência de difusão maior da elevação de exportações para os demais segmentos.

Apesar de um câmbio não tão favorável, os embarques em alguns segmentos são beneficiados com a melhora do cenário internacional, no qual o comércio mundial volta crescer em nível maior que o da atividade econômica, diz Cagnin. "É uma recuperação lenta. Não vamos voltar ao nível pré-crise, quando o comércio internacional crescia em ritmo duas vezes maior que o da economia. O que se espera é um aumento cerca de 30% maior."

Outro fator favorável, diz Lia, é que a venda de produtos manufaturados brasileiros destina-se principalmente para a América Latina, cujas exportações também foram beneficiadas com a elevação de preços de commodities. Isso resulta em mais divisas também para a importação por esses países de produtos made in Brasil, diz ela.

Mantendo-se o cenário atual, diz Lia, é possível que o aumento de volume exportado pela indústria siga se recuperando, embora de forma gradual, principalmente porque a expectativa é de continuidade da recuperação do comércio internacional.

Mitidieri, da Funcex, diz que o nível de crescimento das exportações depende de mais acordos comerciais. Ele lembra que o aumento nos embarques de veículos brasileiros foi propiciado por acordos com países como Peru e Colômbia. Outro fator favorável é a recuperação econômica da Argentina, lembra Lia, para onde o fluxo de embarques melhorou com o afrouxamento das restrições impostas às importações e às operações de câmbio.

A recuperação do comércio internacional, destaca Mitidieri, propiciou o aumento do quantum na exportação como um todo, segundo dados da Funcex. De maio a agosto, o quantum embarcado, considerando o total das exportações, subiu 8,5% em relação a igual período do ano passado enquanto os preços cresceram 5,8%. No primeiro quadrimestre o quantum caiu 0,4%. Foi o avanço de 22% nos preços que promoveu a alta das exportações totais.

O aumento de volume no segundo quadrimestre, ainda segundo dados levantados pela Funcex, aconteceu não só na indústria de transformação, mas em todos os grandes setores. Na indústria extrativa o quantum embarcado aumentou 22,9% enquanto os preços subiram 12,6%. No primeiro quadrimestre o volume na mesma indústria extrativa avançou menos, com alta de 13,4%, mas o preço cresceu muito mais, com aumento de 89,8%.

Nos segmentos não industriais, que incluem agricultura e pecuária, o volume avançou 24,5% no segundo quadrimestre enquanto os preços recuaram 4,7%, invertendo a evolução do primeiro quadrimestre, quando a quantidade caiu 6,4% e os preços subiram 11,4%.

Os dados do Mdic mostram também uma recuperação no valor embarcado de manufaturados, que cresceu 11% de janeiro a setembro deste ano em relação a iguais meses do ano passado. Essa alta, porém, não foi suficiente para fazer com que essa classe de produtos volte a ter o mesmo espaço do passado na exportação total. Com vendas ao exterior de US$ 59,2 bilhões, os manufaturados representam 36% do valor total exportado no acumulado até setembro. Em igual período de 2016, a fatia foi de 38%. Há dez anos, antes da crise financeira mundial, foi de 53%.

Fonte: Valor 

 

OMC: Comércio mundial se recupera e deve crescer 3,6% neste ano

O comércio global deverá se recuperar neste ano e atingir um aumento de 3,6%, prevê a Organização Mundial do Comércio (OMC). A recuperação é considerada como substancial pela organização, já que, em 2016, o crescimento foi de apenas 1,3%.

A demanda das importações está particularmente grande na China, nos Estados Unidos e na União Europeia, diz o texto assinado pelo diretor-geral da Organização Mundial do Comércio (OMC), Roberto Azevedo, que foi entregue neste sábado, ao o Comitê Monetário e Financeiro Internacional (IMFC, na sigla em inglês) do FMI. "Os ciclos econômicos se tornaram mais sincronizados no mundo, resultando em efeitos que reforçam a demanda de bens comercializáveis", informou.

A expectativa da OMC é muito próxima da previsão de crescimento da economia global feita pelo FMI para 2017: 3,6%. Na década passada, porém, a previsão ficava cerca de dois pontos percentuais acima das estimativas para o PIB global. A mudança ocorreu pela alteração dos modelos econômicos, particularmente na Ásia, que passou de um sistema de comércio intensivo para outro baseado no consumo. Essa proporção deve retornar à diferença de 1,4 ponto, prevê a OMC.

Apesar da melhora nas perspectivas do comércio global, a organização alertou para eventuais riscos, como um aperto na política monetária em países desenvolvidos e a expansão fiscal nas grandes economias emergentes. A retórica protecionista também foi apontada como uma ameaça, mas apenas se ela se traduzir em ações restritivas efetivas. "O sistema multilateral de comércio está atuando bem", resumiu Azevedo.

De acordo com os dados da OMC, a insegurança econômica sentida por cidadãos de classe média em alguns países deve ser respondida. É preciso ajudar os trabalhadores a se ajustar às mudanças na economia, principalmente às transformações na tecnologia.

O FMI e o Banco Mundial realizam nesta semana a sua reunião anual, em Washington.

Fonte: Valor

 

Importação da China cresce mais do que o esperado em setembro e sinaliza economia forte

PEQUIM - O crescimento das importações e exportações da China acelerou em setembro, sugerindo que a segunda maior economia do mundo ainda está expandindo a um ritmo saudável, apesar das previsões de eventual desaceleração.

Um homem tira fotos da bandeira do Partido Comunista da China feita com flores em Xangai, China 30/09/2017 REUTERS/Aly Song

As importações cresceram 18,7 por cento em setembro em relação ao ano anterior, superando as previsões de expansão de 13,5 por cento e acelerando frente aos 13,3 por cento em agosto, informou o governo chinês nesta sexta-feira. O ganho foi mais forte do que a previsão mais otimista em pesquisa da Reuters com analistas.

As exportações aumentaram 8,1 por cento no período, abaixo das previsões de 8,8 por cento, mas o maior resultado em três meses e com vantagem expressiva sobre os 5 por cento em agosto.

Isso deixou o país com superávit comercial de 28,47 bilhões de dólares no mês passado, menos do que os quase 40 bilhões de dólares esperados em pesquisa Reuters e do saldo positivo de 42 bilhões de dólares em agosto.

As leituras positivas serão bem-vindas para Pequim antes do Congresso do Partido Comunista na próxima semana, no qual o presidente Xi Jinping deve fortalecer seu poder e estabelecer as principais prioridades políticas e econômicas do governo para os próximos cinco anos.

Mais uma vez, as importações da China foram lideradas por matérias-primas industriais, uma vez que o boom da construção não mostra sinais de desacelaração e as fábricas continuaram fortes, impulsionando a demanda por de aço a cobre.

As importações de minério de ferro atingiram o recorde de 103 milhões de toneladas, sobre 88,7 milhões de toneladas em agosto, de acordo com cálculos da Reuters. As importações de cobre foram as mais elevadas desde março.

Fonte: Reuters

 

Importações de minério de ferro pela China em setembro têm nível recorde

PEQUIM - As importações de minério de ferro pela China cresceram 11 por cento em setembro ante um ano antes, para um nível recorde, segundo dados alfandegários nesta sexta-feira, mesmo com usinas de aço no maior produtor global se preparando para cortes de produção no inverno.

Os desembarques no mês passado somaram 103 milhões de toneladas, segundo dados da Administração Geral de Alfândegas, e ultrapassaram recorde anterior de 96,5 milhões de toneladas em março. O número se compara a 92,99 milhões de toneladas em setembro de 2016 e 88,66 milhões de toneladas em agosto.

Até o momento neste ano, as importações somam 817 milhões de toneladas, alta de 7,1 por cento. Nesse ritmo, o maior consumidor global de minério de ferro irá provavelmente ultrapassar as importações recorde do ano passado, de 1,02 bilhão de toneladas.

Pequim ordenou cortes na produção no inverno ao norte do país, incluindo algumas regiões chave da indústria de aço, como Hebei, Shandong e Shanxi, a partir de novembro, como parte de esforços para cumprir metas de qualidade do ar.

Os cortes haviam levantado preocupações de que as usinas precisariam de menos matéria-prima. As usinas de aço vinham produzindo volumes recordes nos últimos meses, antes dos cortes, em uma tentativa de criar estoques e tomar vantagem de preços em alta e das melhores margens de lucro em mais de uma década.

Fonte: Reuters

                 

Importações de soja pela China em setembro sobem 13%, acima das expectativas

PEQUIM - A China, maior comprador de soja do mundo, importou 8,1 milhões de toneladas da oleaginosa em setembro, um aumento de 12,7 por cento em relação ao ano anterior, depois que os processadores viram as margens melhorarem ao longo do verão e anteciparam uma demanda saudável por farelo de soja em fazendas de suínos.

Os desembarques de setembro, divulgadas pela Administração Geral Alfandegária da China, superaram as expectativas do mercado, de cerca de 7 milhões de toneladas, impulsionados por carregamentos de grãos mais rápidos que o esperado na América do Sul, disseram analistas.

“Isto é muito mais do que o mercado esperava”, disse a analista da JC Intelligence, Monica Tu.

“Eu acredito que seja por causa do embarque nos navios, que foi rápido, e também durante esse período os lucros foram muito bons, então o volume de compras por processadores foi bem grande”, disse ela.

Os dados de setembro levaram as importações do ano safra de 2016/17, de outubro a setembro, para 93,5 milhões de toneladas, bem acima dos 83,2 milhões de toneladas do ano anterior, em um novo recorde, de acordo com cálculos da Reuters.

O Centro Nacional de Grãos e Oleaginosas da China estimou nesta semana que as importações de 2017/18 devem atingir 95 milhões de toneladas.

Fonte: Reuters

 

Importação de commodities pela China sobe com guerra à poluição encarecendo produção local

PEQUIM - As fábricas chinesas compraram muitas commodities importadas no mês passado, em meio a custos crescentes e fornecimento mais apertado de matérias-primas na segunda maior economia do mundo, impulsionados pela campanha antipoluição de Pequim.

Porto de importação de petróleo em Qingdao 9/11/2008 REUTERS

Mas a força na demanda de importação provavelmente não será sustentada nos próximos meses, já que muitas dessas empresas limitam a produção durante o inverno, de acordo com a aposta da China para um ar limpo.

As usinas de aço e os operadores importaram volume recorde de minério de ferro, enquanto as de carvão atingiram a máximo em quase três anos, os embarques de gás atingiram máximas de nove meses e as importações de cobre, bem como concentrados e minérios foram as maiores desde março.

A compra de commodities ajudou a impulsionar um aumento melhor do que o esperado de 18,7 por cento nas importações totais da China, informaram os dados aduaneiros nesta sexta-feira.

Com os preços subindo em casa, os fabricantes tiveram que importar para garantir suprimentos prontos e mais baratos. Os preços do carvão térmico aumentaram quase 50 por cento este ano, atingindo um recorde acima de 600 iuanes (91 dólares) por tonelada no mês passado e segurando grande parte dos ganhos de preços.

Isso destaca o desafio de Pequim, à medida que o governo intensifica os esforços para combater o ar notoriamente tóxico da China e seguir seu esforço de anos para racionalizar o excesso das indústrias, enquanto também tenta garantir que essas medidas não reduzirão suprimentos e elevarão os preços das principais matérias-primas.

Fonte: Reuters

 

Preços de petróleo sobem quase 2% após alta na importação chinesa e tensões entre Irã e EUA

NOVA YORK - Os preços do petróleo fecharam no seu maior patamar no mês de outubro nesta sexta-feira por notícias altistas de fortes importações de petróleo pela China e após a decisão do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de não certificar que o Irã está cumprindo com um acordo nuclear e outras tensões no Oriente Médio.

Sonda de petróleo perto de Midland, no Texas 03/05/2017 REUTERS/Ernest Scheyder

O petróleo Brent fechou em alta de 0,92 dólar, ou 1,6 por cento, a 57,17 dólares por barril, enquanto o petróleo dos Estados Unidos fechou em alta de 0,85 dólar, ou 1,7 por cento, a 51,45 dólares por barril.

Foi o maior fechamento para ambos os contratos desde 29 de setembro. Na semana, o Brent subiu quase 3 por cento e o WTI mais de 4 por cento.

Operadores disseram que o mercado de petróleo recuou de ganhos ainda maiores —ambos os contratos operavam em alta de mais de 2 por cento— mais cedo no dia por alívio de que Trump não buscou imediatamente impor sanções sobre o Irã. Em vez disso, ele deu ao Congresso norte-americano 60 dias para decidir se voltará a impor sanções.

As importações de petróleo pela China alcançaram 9 milhões de barris por dia em setembro, mostraram dados. As importações ficaram em média em 8,5 milhões de barris por dia entre janeiro e setembro, consolidando a posição da China como maior importador de petróleo do mundo.

Fonte: Reuters

 

Pecuaristas argentinos esperam exportação de 400 mil toneladas de carne por ano do Mercosul para UE

A Sociedade Rural Argentina (SRA) disse nesta sexta-feira que espera que o Mercosul exporte 400 mil toneladas de carne bovina por ano para a União Europeia, depois de considerar baixa uma oferta inicial da UE nas negociações de ambos os blocos para o livre comércio.

Os quatro membros plenos do Mercosul, Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai, e a UE estão entrando em fase decisiva de prolongadas negociações em que buscam alcançar um acordo inicial até o final deste ano.

O presidente da SRA disse à Reuters que a oferta de uma cota de 70 mil toneladas por ano com tarifas baixas para o envio de carne do Mercosul para a UE é “absurdamente insuficiente”.

“Nós (Mercosul) queremos 5 por cento do mercado europeu de carne, que é de 8 milhões de toneladas. Ou seja, esperamos 390 mil, 400 mil toneladas”, disse Luis Etchevehere, titular de uma das principais associações agropecuárias da Argentina.

Na semana passada, os principais negociadores da Argentina e do Brasil com Bruxelas também disseram que, depois de negociações com membros do bloco europeu, a oferta para as importações de carne do Mercosul foi decepcionante.

Fonte: Reuters

 

10-10-2017

 

BALANÇA COMERCIAL: SUPERÁVIT DE US$ 1,902 BILHÃO NA PRIMEIRA SEMANA DE OUTUBRO

No ano, as exportações totalizam US$ 169,663 bilhões e as importações, US$ 114,485 bilhões, com saldo positivo de US$ 55,177 bilhões.

Com exportações no valor de US$ 5,059 bilhões e importações de US$ 3,157 bilhões, a primeira semana de outubro teve superávit de US$ 1,902 bilhão na balança comercial brasileira. No ano, as exportações totalizam US$ 169,663 bilhões e as importações, US$ 114,485 bilhões, com saldo positivo de US$ 55,177 bilhões.

Nas exportações, comparada a média da primeira semana de outubro de 2017 (US$ 1,012 bilhão) com a média de outubro de 2016 (US$ 685,7 milhões), houve crescimento de 47,6%, em razão do aumento nas vendas das três categorias de produtos: básicos (70,8%, por conta, principalmente, de petróleo em bruto, minério de ferro, milho em grãos, soja em grãos, carnes de frango e bovina), semimanufaturados (47,8%, por conta de semimanufaturados de ferro e aço, açúcar em bruto, celulose, ferro-ligas, ouro em formas semimanufaturadas) e manufaturados (22,8%, por conta de automóveis de passageiros, suco de laranja congelado, etanol, veículos de carga, laminados planos de ferro e aço). Em relação a setembro de 2017, houve crescimento de 8,4%, em virtude do aumento nas vendas de produtos semimanufaturados (14,3%) e básicos (13,4%), enquanto que caíram as vendas de produtos manufaturados (-1,8%).

Nas importações, a média diária da primeira semana deste mês (US$ 631,4 milhões), ficou 11% acima da média de outubro do ano passado (US$ 568,8 milhões). Nesse comparativo, aumentaram os gastos, principalmente, com combustíveis e lubrificantes (57,0%), siderúrgicos (39,0%), químicos orgânicos e inorgânicos (17,6%), equipamentos eletroeletrônicos (12,5%) e veículos automóveis e partes (9,4%). Em relação a setembro deste ano, houve queda de 6,4%, devido à diminuição nas vendas de adubos e fertilizantes (-40,5%), farmacêuticos (-26,2%), químicos orgânicos e inorgânicos (-13,4%), equipamentos mecânicos (-11%) e equipamentos eletroeletrônicos (-3,5%).

Fonte: Assessoria de Comunicação Social do MDIC

 

Superávit ultrapassa R$ 25 milhões em 2017

A Superintendência do Porto do Rio Grande realizou o fechamento do balanço financeiro até mês de setembro de 2017. Até o momento o superávit ultrapassa a R$25 milhões. A receita da autarquia é composta por uma série de tarifas portuárias, contratos de arrendamento de áreas e também pela movimentação do complexo. De 2015 até setembro de 2017, já são mais de R$ 70 milhões de superávit. 

“As medidas de contenção do Governo do Estado buscam equilibrar as contas públicas sem perder a eficiência do serviço prestado. Essa foi a orientação que tivemos do secretário dos Transportes Pedro Wesphalen para conduzirmos nossas ações na SUPRG”, avalia o diretor superintendente Janir Branco. Até setembro, a autarquia arrecadou R$98 milhões e teve uma despesa de R$72,5 milhões. “Conduzimos uma administração voltada para as reais necessidades do complexo, visando a área ambiental que teve aumento em seu orçamento de trabalho e reduziu por exemplo, cargos em comissão, diárias e contratos”, conclui Branco. 

Até agosto, o complexo movimentou mais de 27 milhões de toneladas dos mais variados produtos. O complexo soja segue sendo o principal produto movimentado com quase sua totalidade tendo destino a China. Além das tarifas por movimentação, outras taxas compõe a receita corrente da autarquia. 

Fonte: Ascom Suprg

 

Indústria naval holandesa anuncia fim das atividades em Navegantes

A Huisman Brasil, braço catarinense da gigante holandesa Huisman, especializada em equipamentos para exploração de petróleo e gás, anunciou o fim das atividades em Navegantes. Impactada pela crise que atingiu os estaleiros navais, seus principais clientes no país, a indústria vai operar somente até junho do ano que vem, depois de entregar suas últimas encomendas de guindastes offshore e guinchos para manuseio de âncoras.

Em nota, a empresa citou a queda no volume de vendas e afirmou que o cenário econômico complexo, com reflexos no setor petrolífero, tornou a desmobilização necessária: “a empresa concluiu ser inevitável uma redução em sua estrutura com o consequente desligamento de colaboradores”, afirma o texto.

A indústria tem hoje 157 funcionários em Navegantes, que deverão ser demitidos gradativamente a partir de novembro. Na época da instalação, em 2015, ainda em pleno boom da construção naval offshore, a indústria planejava chegar a 3 mil funcionários _ volume que não chegou a alcançar, apanhada pela crise que viria logo depois.

O setor de petróleo e gás brasileiro enfrentou o que os especialistas chamam de “tempestade perfeita”, com a queda do preço do barril do petróleo em todo o mundo, aliada a uma crise moral sem precedentes, resultado da Operação Lava Jato. Impactada, a Petrobras, que dominava as encomendas, cancelou boa parte dos projetos e a crise atingiu em cheio um setor que vinha em pleno crescimento.

De 2002 a 2013, época da retomada do setor naval e da descoberta do pré-sal, o número de empresas ligadas ao setor no país havia crescido 128%. O Programa de Modernização e Expansão da Frota da Transpetro (Pronef), lançado em 2004, foi um dos grandes incentivadores da retomada, que atraiu multinacionais como a Huisman para o país.

A queda da produção dos estaleiros, nos últimos dois anos, atingiu diretamente Itajaí e Navegantes, que detêm o polo catarinense de construção naval offshore _ um dos maiores do país. O número de empregados no setor caiu de 6,5 mil, em 2014, para cerca de 3,8 até maio deste ano.

As duas cidades têm, juntas, 74 empresas ligadas ao setor, segundo dados da Fiesc. A maioria, no entanto, teve queda brusca no número de trabalhadores. Os estaleiros Detroit, Navship e Oceana são hoje os responsáveis por mais 90% dos empregos que perduram na indústria naval offshore catarinense.

Presidente do Sindicato dos Trabalhadores das Indústrias Metalúrgias e de Construção Naval de Itajaí e Região, Jurandir Sardo diz que a Huisman contratou uma empresa para auxiliar os empregados que serão demitidos a conseguir recolocação no mercado.

Expectativa em leilões

A retomada do preço do barril de petróleo no mundo e a chegada de novas frentes de trabalho com a abertura da exploração do petróleo brasileiro para empresas estrangeiras são vistas como perspectivas de futuro para os estaleiros pelo Sindicato das Indústrias de Construção Naval de Itajaí e Navegantes (Sinconavin).

Na semana passada, a australiana Karoon arrematou 46 dos 76 blocos de petróleo e gás da Bacia de Santos entre São Paulo, Paraná e Santa Catarina, oferecidos na 14ª Rodada de Licitações de Petróleo e Gás da Agência Nacional do Petróleo (ANP) _ um negócio de R$ 29 milhões.

A Karoon já possui outros blocos no país, entre eles Kangaroo, que é próximo de Navegantes. Desde 2012 a empresa já fez duas campanhas de avaliação na Bacia de Santos e fez descobertas de óleo, inclusive em Kangaroo. No entanto, não há previsão de início da exploração.

Rafael Theiss, presidente do Sinconavin, está fora do país e disse que a entidade ainda fará uma análise da decisão da Huisman, que classificou como uma “triste notícia”.

Fonte: Diário Catarinense

 

EGITO É O SEGUNDO MAIOR COMPRADOR DE CARNE BRASILEIRA

Conforme adianta a Abiec, país árabe importou 21,2 mil toneladas no mês passado, gerando US$ 73,7 milhões em receita. À frente no ranking de importadores, apenas Hong Kong.

O Egito foi o segundo país que mais comprou carne bovina brasileira em setembro, de acordo com dados divulgados pela Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carne (Abiec) nesta segunda-feira (09). No mês passado, o país árabe importou 21,2 mil toneladas, que renderam US$ 73,7 milhões aos frigoríficos brasileiros.

Segundo a associação, o crescimento das compras egípcias em volume foi de 5,3% em comparação com o resultado de agosto. Já há alguns meses o Egito vem se destacando nas importações de carne bovina: na divulgação do resultado de julho, a Abiec destacou o país árabe como “mercado proeminente do mês”. Em agosto, o país do norte da África foi o segundo do ranking – desempenho repetido no mês passado.

A flexibilização da moeda egípcia, que permitiu uma entrada maior de divisas no país, e as compras governamentais do Ministério da Defesa local ajudam a impulsionar o resultado. O órgão tem feitos grandes compras de alimentos do Brasil, especialmente carne bovina, que abastecem a tropa e também são vendidos no varejo.

Nos meses de julho e agosto o Egito foi o país árabe que mais comprou produtos brasileiros no geral, segundo dados do Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços compilados pela Câmara de Comércio Árabe Brasileira.

Desempenho geral

À frente do Egito no ranking de setembro ficou apenas Hong Kong, líder absoluto em importações de carne brasileira. Em setembro, a nação asiática comprou 32,8 mil toneladas, ou US$ 124,4 milhões, um aumento de 56% em relação a agosto.

No geral, as exportações brasileiras de carne bovina cresceram 17% em setembro, comparado com igual mês de 2016, somando 135,6 mil toneladas. As receitas com esses embarques alcançaram US$ 556 milhões, valor 17,5% superior ao de setembro do ano passado.

De janeiro a setembro, os frigoríficos brasileiros exportaram mais de 1 milhão de toneladas de carne bovina, 1,8% acima do volume embarcado nos nove primeiros meses de 2016. Foram US$ 4,3 bilhões em faturamento, alta de 6,6% na mesma base de comparação.

Fonte: ANBA

 

EXPORTAÇÕES DE CALÇADOS EM RITMO DE CRESCIMENTO

Dados elaborados pela Associação Brasileira das Indústrias de Calçados (Abicalçados) apontam para uma consolidação da recuperação nas exportações de calçados. Conforme levantamento, o mês de setembro registrou o mais alto volume embarcado para o exterior no ano corrente, alcançando 11,45 milhões de pares, 20,6% mais do que em agosto e 10% mais do que no mês correspondente do ano passado. O valor gerado com as exportações de setembro foi de US$ 97,12 milhões, 6,3% mais do que em agosto e 14,7% mais do que no mesmo mês de 2016. Com os números, no acumulado do ano os calçadistas já embarcaram 88,37 milhões de pares que geraram US$ 796,6 milhões, altas de 1,7% em volume e de 13,4% em dólares no comparativo com igual ínterim do ano passado.

Segundo o presidente-executivo da Abicalçados, Heitor Klein, os números são reflexos dos bons resultados gerados nas feiras internacionais do início do semestre. “Certamente, os resultados seriam ainda mais expressivos se tivéssemos um preço médio competitivo, pois com a valorização do real o nosso produto encareceu 12% no exterior”, ressalta. O executivo acrescenta que, seguindo a dinâmica anual das exportações, o segmento deve fechar 2017 com um leve crescimento nos embarques, “algo na casa de 4% a 5%” em valores gerados. No ano passado os embarques geraram US$ 998 milhões. “Porém, não dá para se apontar uma recuperação definitiva, já que o número está muito abaixo do praticado em anos passados, caso de 2007/2008, quando os embarques geraram quase US$ 2 bilhões. Tivemos uma perda de competitividade significativa nos últimos dez anos, acentuada a partir da crise de 2009, as oscilações no câmbio e a nossa própria incapacidade estrutural que onera o setor produtivo brasileiro”, avalia Klein.

Queda nos EUA

O destaque negativo de setembro foram os Estados Unidos. Historicamente o principal destino do calçado brasileiro no exterior, o país norte-americano foi ultrapassado pela Argentina no mês nove, quando importou 714,5 mil pares por US$ 14,1 milhões, quedas de 27,8% em volume e de 25,4% em valores no comparativo com igual mês de 2016. No acumulado, porém, os norte-americanos seguem como o principal destino do calçado brasileiro, tendo importado 7,5 milhões de pares por US$ 138,8 milhões, quedas de 16% e 13%, respectivamente, em relação ao ano passado. “A queda nas exportações para os Estados Unidos é reflexo da perda de competitividade, já que é um mercado muito sensível a preço. Com o encarecimento do nosso produto, é provável que estejamos perdendo ainda mais espaço para os asiáticos naquele mercado”, comenta Klein.

Argentina
A Argentina, que ultrapassou os Estados Unidos como principal destino do calçado verde-amarelo em setembro, importou 1,6 milhão de pares por US$ 19,4 milhões, altas de 24% e 22%, respectivamente, em relação ao mês nove de 2016. No acumulado, os hermanos, que seguem como segundo destino do calçado brasileiro no exterior no ano corrente, importaram 8,3 milhões de pares que geraram US$ 113 milhões, incrementos de 13,8% e 35,6%, respectivamente, no comparativo com igual período do ano passado.

Paraguai
O terceiro destino do calçado brasileiro em setembro e também no acumulado do ano é o Paraguai. No mês passado, os paraguaios importaram 1,52 milhão de pares por US$ 7,58 milhões, valor estável em pares e 30,5% maior em receita no comparativo com igual mês do ano passado. No acumulado, o país vizinho já comprou 10,8 milhões de pares por US$ 59,8 milhões, queda de 4% em volume e alta de 76,8% em dólares no comparativo com igual ínterim de 2016.

Importações em alta

Já as importações de calçados, favorecidas pela desvalorização do dólar frente à moeda brasileira, seguem em alta. Em setembro entraram no Brasil 2,24 milhões de pares por US$ 27 milhões, altas de 20,2% em pares e de 21,7% em dólares no comparativo com agosto. No comparativo com setembro de 2016, no entanto, as importações foram menores tanto em pares (-3,2%) quando em dólares (-13,7%).

No acumulado do ano, as importações já somaram 18,87 milhões de pares, pelas quais foram pagos US$ 267 milhões, alta de 2,8% em volume e queda de 2,4% em receita no comparativo com igual período do ano passado. As principais origens das importações foram: Vietnã (8,4 milhões de pares por US$ 149 milhões, alta de 1,3% em volume e queda de 2,2% em receita na relação com 2016); Indonésia (3,1 milhões de pares por US$ 51,5 milhões, quedas de 2,4% e 11%, respectivamente, na relação com o ano passado); e China (5 milhões de pares por US$ 24,68 milhões, quedas de 5,7% e 17,5%, respectivamente, no comparativo com mesmo período de 2016).

Em partes de calçados – cabedais, solas, saltos, palmilhas etc – as importações caíram 10,7% na relação com o ano passado, alcançando US$ 29,7 milhões. As principais origens foram China, Paraguai e Vietnã.

Fonte:  Abicalçados

 

09-10-2017

 

Exportações de algodão do Brasil deverão crescer 24% em 2017/18, diz adido dos EUA

Fardo de soja durante feira agrícola em Ribeirão Preto, no Estado de São Paulo, Brasil

As exportações de algodão do Brasil na safra 2017/18 deverão crescer 24 por cento ante a temporada passada, estimou o adido agrícola dos Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA, na sigla em inglês) nesta sexta-feira.

A alta ocorre em meio a um cenário de maior demanda global e melhora na qualidade do produto ofertado pelo Brasil, disse o representante agrícola dos EUA, que também projetou um leve aumento na demanda doméstica.

O adido também estimou que a área de algodão no Brasil na safra 2017/18 deverá crescer 15 por cento ante o ano anterior, para 1,08 milhão de hectares, segundo nota.

A maior área plantada é resultado da expectativa por melhores preços e da decisão de produtores de destinar áreas originalmente usadas para milho da segunda safra para a produção de algodão, devido aos melhores retornos.

A produção também deverá registrar alta de 10 por cento, para 7,73 milhões de fardos, segundo o adido.

Fonte: Reuters

 

Trading coreana enfrenta gigantes agrícolas no Brasil

Uma importante trader de grãos sul-coreana está trabalhando para eliminar intermediários e se aproximar dos agricultores do Brasil, em um último sinal de que as maiores potências agrícolas do mundo começam a perder influência no País.

A sul-coreana CJ CheilJedang, que negocia commodities agrícolas no Brasil há anos, começou a originar grãos no Brasil, o que significa que vai comprar diretamente de fazendeiros e cooperativas. Isso reduzirá a dependência em relação aos negociantes agrícolas e permitirá que a empresa aumente as vendas na Ásia, disse Alex Issa, diretor da CJ International no Brasil.

A decisão é semelhante às medidas adotadas por outras empresas de grãos asiáticas como a chinesa Cofco International, que decidiu originar grãos no Brasil, eliminando intermediários entre os agricultores do País e os consumidores asiáticos. Reflete também o cenário em constante mudança de um setor que no século passado foi dominado pelo quarteto conhecido como ABCD, formado por Archer-Daniels-Midland, Bunge, Cargill e Louis Dreyfus.

O aumento da produção e os estoques globais de grãos e oleaginosas nos últimos quatro anos-safra diminuíram a volatilidade e os preços. Esses são dois componentes-chave da rentabilidade para as tradings – as empresas que compram, armazenam, transportam, negociam e processam alimentos como milho, soja e trigo. No Brasil, as gigantes do grupo ABCD também tiveram que lidar com a expansão de capacidade de armazenamento dos agricultores e com a crescente presença de empresas asiáticas que procuram lidar com as necessidades de suas próprias regiões.

A CJ, que tem sede em Seul, espera duplicar o volume negociado de grãos para 20 milhões de toneladas no médio e longo prazos de 10 milhões de toneladas esperados para a safra 2017-2018, disse Issa. Na safra 2016-2017, a empresa vendeu cerca de 6 milhões a 8 milhões de toneladas. Todo o volume foi destinado à Ásia e cerca de metade foi produzida no Brasil.

’Grande player’

“Se você quer ser um grande player no mercado global, não pode ficar de fora do Brasil. Agora a CJ está preparada para isso”, disse Issa, em entrevista em São Paulo. O Brasil é o maior exportador de soja do mundo e o segundo de milho, atrás dos EUA.

Diferentemente de algumas de suas rivais asiáticas, que adquiriram traders locais para se aproximarem dos produtores rurais, a CJ montará sua própria equipe de originação no Brasil, disse Issa, que foi contratado em abril para formar a unidade brasileira. Anteriormente, ele foi diretor de grãos e oleaginosas da Nidera, trader de grãos holandesa adquirida pela Cofco.

Nos últimos meses, a CJ contratou traders locais e abriu escritórios para compra de grãos no município de Passo Fundo, no Rio Grande do Sul, em Londrina, que cobre Paraná e Mato Grosso do Sul, e no município de Rio Verde, para atender Goiás e Minas Gerais. 

O início das atividades de originação de grãos no Brasil ocorre após a CJ comprar a processadora e fabricante de proteína de soja Sementes Selecta. O grupo sul-coreano pagou R$ 450 milhões por 90% da empresa com sede em Goiânia em uma transação finalizada em agosto.

Fonte: Bloomberg News

 

UE impõe tarifas ao aço laminado a quente do Brasil, 3 países

A União Europeia atingiu a Rússia, Ucrânia, Brasil e Irã com a aplicação de tarifas antidumping por cinco anos sobre um tipo de aço conhecido como bobina laminada a quente, expandindo a proteção para produtores da UE, como Thyssenkrupp AG, depois que a China foi alvo de impostos similares.

As taxas do direito definitivo de até 96,50 euros (US$ 113) por tonelada métrica punem os exportadores dos quatro países por supostamente venderem bobinas laminadas a quente na UE abaixo do custo, uma prática conhecida como dumping. O mercado da UE para este tipo de aço, uma matéria-prima usada em tudo, desde carros até construção, equivale a cerca de 10 bilhões de euros.

As taxas que serão aplicadas sobre exportadores russos são de até 96,50 euros por tonelada, com o PJSC da Magnitogorsk Iron & Steel com a taxa máxima, sendo que a Novolipetsk Steel PJSC está sujeita a uma imposição de 53,30 euros e Severstal PJSC enfrentará uma taxa de 17,60 euros. O Grupo Metinvest, da Ucrânia, terá uma taxa de 60,50 euros por tonelada; os exportadores brasileiros terão a aplicação de uma taxa máxima de 63 euros, que é o nível estabelecido para Usiminas; e Mobarakeh Steel , do Irã, tem uma taxa de 57,50 euros.

Produtores da UE, que também incluem ArcelorMittal, tiveram “estrago material” como resultado de importações objeto de dumping de bobinas laminadas a quente da Rússia, Ucrânia, Brasil e Irã, disse a Comissão Europeia, o braço executivo do bloco de 28 países em Bruxelas, nesta sexta-feira no seujornal oficial. A comissão anulou a sua prática habitual de aplicar os direitos ad valorem a favor de montantes fixos em euros por tonelada; a taxa de 96,50 euros na Magnitogorsk equivale a uma taxa de 33%.

Proteção Comercial

Os direitos anti-dumping são o resultado de uma investigação iniciada em julho de 2016 que também abrangia a Sérvia, que está sendo poupada da proteção comercial da UE. Os impostos contra os quatro outros países entrarão em vigor no sábado e seguirão os direitos antidumping da UE de cinco anos impostos em abril à bobina chinesa a quente, que está sujeita a taxas de até 35,9%.

Os exportadores russos, ucranianos, brasileiros e iranianos de bobinas a quente expandiram sua participação combinada no mercado da UE para 12,6% nos 12 meses até meados de 2016, de 7,5% em 2013, de acordo com a comissão.

Ao longo do período, a participação do Irã subiu para 3,3% e a participação do Brasil cresceu para 1,8% por cento de uma fatia praticamente zero, enquanto a Rússia ampliou sua fatia para pouco acima de 4% e a Ucrânia expandiu para 3,2%, de 2,8%.

Fonte: Bloomberg News

 

06-10-2017

 

Brasil pode ampliar exportação de suco de laranja aos EUA em 50%

Após os estragos provocados pela passagem do furacão Irma pelas plantações de cítricos da Flórida, no mês passado, as empresas de bebidas dos EUA podem ser forçadas a começar a usar em suas misturas quantidades maiores do suco de laranja brasileiro, menos doce que o norte-americano, para compensar a perda de produção.

As exportações brasileiras de suco de laranja para os EUA podem aumentar em até 50 por cento, para 300.000 toneladas, atendendo as necessidades de cerca de metade do consumo dos EUA, disse Ibiapaba Netto, diretor-executivo da Associação Nacional dos Exportadores de Sucos Cítricos (CitrusBR), em entrevista por telefone.

O Brasil, maior produtor e exportador de suco de laranja do mundo, colherá uma safra abundante neste ano após condições climáticas quase perfeitas. Além dos danos causados pelo furacão, as plantações da Flórida também sofrem com a doença conhecida como citrus greening. Para piorar, uma nova tempestade pode provocar mais prejuízos na área. Uma depressão tropical que poderia se transformar em furacão deverá atingir a Costa do Golfo dos EUA no domingo à noite.

Os problemas da Flórida afetam todo o setor devido ao papel icônico do estado no mundo do suco de laranja, disse Netto.

“O hábito dos norte-americanos de beber suco de laranja está altamente associado à Flórida”, disse ele. “Se a Flórida se tornar um fornecedor menos importante, esse é outro motivo para os consumidores beberem menos suco.”

Fonte: Bloomberg News

 

BNDES QUER DIVERSIFICAR CARTEIRAS COM PARCERIA ÁRABE

Presidente do banco, Paulo Rabello de Castro, fez palestra na Câmara Árabe nesta quarta-feira e falou de uma nova fase do Brasil, na qual a instituição financeira deve investir em novos segmentos com fundos árabes.

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) pretende abrir novas carteiras de investimentos em diferentes segmentos e quer ter a parceria de investidores árabes para tal. A intenção foi manifestada nesta quarta-feira (04) pelo presidente da instituição financeira, Paulo Rabello de Castro, em palestra realizada no Auditório Walid Yazigi, na sede da Câmara de Comércio Árabe Brasileira, na capital paulista.

A palestra de Castro foi o pontapé inicial de uma parceria da Câmara Árabe com o BNDES para um trabalho conjunto pelo maior fluxo de comércio e investimentos entre Brasil e países árabes. O presidente do banco falou sobre diversificação de investimentos via BNDESPar, sua subsidiária com participação em empresas, e disse que não faz sentido o banco ficar “sentado” em Petrobras, Vale, JBS e outras. “Queremos convidar os investidores de países árabes a estarem conosco nestes (novos) investimentos”, afirmou Castro.

Ele disse que a equipe técnica do banco é muito boa e que o BNDES tem histórico de bons investimentos. “O BNDES é altamente lucrativo na sua seleção de portfólio, é o melhor cartão de apresentação para os investidores árabes, não precisa ficar fazendo ‘pit stop’ em outros lugares, vamos juntos, vamos com a tecnicalidade do próprio banco”, disse.

Segundo o presidente do BNDES, mesmo na JBS, empresa de carnes cujos líderes estão envolvidos em denúncias de corrupção, o banco não teve perdas. “Não perdemos nada e vamos ganhar ainda bastante, assim que a governança lá melhorar e se modernizar”, afirmou. Nesses possíveis investimentos em parceria com árabes Castro quer também o setor financeiro privado participando, intermediando ou distribuindo para que outros participem.

Mesmo elogiando as ações do governo do presidente Michel Temer, Castro falou que o Brasil precisa de um processo reconstrutivo e deve aderir a uma nova geopolítica, de produção, produtividade, comércio e paz. Segundo ele, nessa nova fase se insere a relação com os países árabes e o papel do BNDES. “Os países árabes, com todo o seu potencial, com toda a sua centralidade na geopolítica mundial, serão parceiros privilegiados neste processo”, disse ele.

Ele disse que alguns países, como os árabes, têm uma vertente de encontro diferenciada com o Brasil em função da miscigenação brasileira, da qual eles fazem parte. “Nós estamos aqui hoje para perceber isso, para capturar essa proximidade e fazê-la operacional”, disse Castro.

O presidente do BNDES apresentou os dados de investimentos do governo central, que neste ano não devem chegar a 0,5% do Produto Interno Bruto (PIB), menos de R$ 20 bilhões, e lembrou que esse valor já foi de R$ 100 bilhões ou mais. “Neste ano estamos no fundo do poço”, disse, lembrando que o governo está imerso em uma crise fiscal. Ele vê nisso, porém, uma oportunidade de crescimento porque acredita que no atual estágio não há mais para onde cair.

Castro acha que os países árabes podem se inserir nesse processo de recuperação do Brasil. “Nós precisamos desses recursos, dos povos árabes, que são eminentes poupadores”, afirmou o presidente do BNDES. Castro falou que o Brasil pode oferecer segurança jurídica e política de que esses recursos serão respeitados. “Mas eles têm que ser respeitados fundamentalmente e principalmente através de uma coisa simples: rentabilidade”, disse.

O presidente do banco se mostrou interessado em atrair capital árabe para a infraestrutura do “novo Brasil”, que segundo ele, se desenha num futuro próximo. Ele falou ainda que o País gostaria de aumentar as exportações de manufaturados e de serviços para o mercado árabe, mas também apresentou a disposição de que haja uma contrapartida, com mais compra brasileira de petróleo e fertilizantes e também com o incentivo ao turismo no mundo árabe. “Botar os brasileiros, que haverão de prosperar, a descobrir as rotas turísticas de países árabes, que têm muita coisa para mostrar, botar a turma para gastar um pedaço daquilo que nós amealhamos com nossas exportações”, afirmou Castro.

Ele afirmou que o BNDES vem trabalhando para dar previsibilidade aos investidores e que os parlamentares do País precisam ser chamados a priorizar o investimento. Segundo ele, o investimento deveria ser a única rubrica obrigatória no Brasil. “Isso foi esquecido na PEC dos gastos”, falou. Castro comparou a falta de previsibilidade de crescimento do País a uma viagem sem destino. “Temos que dizer no ano que vem, em março, quanto que o País pretende crescer na quadra entre 2019 e 2022”, disse, referindo-se ao mês em que deverá ocorrer um Fórum Econômico Brasil-Países Árabes, em São Paulo, com organização da Câmara Árabe.

O presidente do BNDES destacou que a união do Brasil com os árabes é de mil anos. “Desde que os mouros estiveram lá em Portugal, desde então estamos juntos”, disse Castro, fazendo depois uma espécie de poesia com o tema: “Estamos juntos na nossa língua, nos nossos costumes, não temos como estar mais juntos porque estamos aí embolados como sempre estivemos, então é mais uma questão de reconhecer que está no nosso DNA tudo isso que nós queremos agora resgatar de uma forma mais ostensiva”, afirmou.

Trio maravilha

Castro falou na palestra sobre outros temas, como a taxa de juros brasileira, que chamou de “pornográfica”. “O juro alto é a instalação da pornografia econômica no Brasil”, disse. Ele também abordou a situação da indústria no País, que está “malzona”, e citou como principal problema do Brasil a agenda macroeconômica: juros, tributos e Previdência. “Se botar num IVA só vai dar 40%”, disse sobre os impostos pagos no País. “É o trio maravilha do nosso inferno astral macroeconômico”, brincou Castro sobre juros, tributos e Previdência.

O presidente do BNDES apresentou um gráfico com as fontes de recursos do BNDES, mostrando que o Tesouro é o primeiro, seguido pelo Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT) e PIS-Pasep. “O banco pertence aos trabalhadores, não à viúva”. Material apresentado por Castro afirma que o banco quer mudar esse quadro, aumentando a participação das captações externas nos recursos do banco e diminuindo a do Tesouro.

Em coletiva de imprensa após a palestra, Castro comentou a possibilidade de um novo pagamento da dívida do BNDES com o Tesouro Nacional. Na semana passada, o banco antecipou R$ 33 bilhões ao Tesouro, mas a União vem pedindo que em 2018 sejam pagos mais R$ 130 bilhões. “Uma devolução para o ano 2018 é materialmente muito improvável, esse recurso não vai estar lá, ponto. A não ser que a gente raspasse o fundo do tacho, mas essa não seria uma administração prudente do caixa”, afirmou.

Ainda na palestra, Castro fez uma leve crítica aos bancos sobre as liberações de recursos para empresas pelo BNDES Giro, linha de financiamento para capital de giro. “É bom que o sistema financeiro corra e pegue seus clientes antes que a gente comece a conhecer os clientes todos e dispense aqueles que não estão fazendo seu serviço”, disse ele.

Ao público, Castro mencionou a Taxa de Longo Prazo (TLP) que vai substituir a atual Taxa de Juros de Longo Prazo (TJLP) no banco e que será aplicada a uma parte dos seus financiamentos. Ele falou que a TLP está fazendo o banco sair da sua zona de conforto e ir à luta.

Quem conduziu a palestra e o debate que se seguiu foi o jornalista Cláudio Gradilone, editor de Finanças da Revista IstoÉ Dinheiro, que também passou por outros grandes veículos de comunicação do Brasil, como o antigo jornal Gazeta Mercantil e a Revista Exame. A abertura foi feita pelo presidente da Câmara Árabe, Rubens Hannun.

Fonte: Anba

 

Exportação global de café cai 8,4% em agosto, diz OIC

LONDRES - As exportações globais de café caíram 8,4 por cento em agosto na comparação com igual período do ano passado, para 9,87 milhões de sacas de 60 kg, mostraram dados da Organização Internacional do Café (OIC) divulgados nesta quinta-feira.

Entretanto, no acumulando dos 11 meses da safra 2016/17, iniciada em 1º de outubro do ano passado, o total de embarques cresceu 5,8 por cento, para 113,28 milhões de sacas.

As exportações de arábica em agosto atingiram 6,34 milhões de sacas em agosto, queda de 5,4 por cento frente igual mês do ano passado.

As vendas acumuladas de arábica subiram 9 por cento, para 71,7 milhões de sacas.

As exportações de café robusta diminuíram 13,3 por cento em agosto, para 3,54 milhões de sacas, mas aumentaram 0,8 por cento no acumulado do ciclo, para 41,58 milhões de sacas.

Fonte: Reuters

 

Importação de soja dos EUA pela China deve atrasar após furacões, dizem fontes

As importações de soja dos Estados Unidos pela China devem atrasar em pelo menos duas semanas, já que os vendedores norte-americanos estão tendo dificuldades em encontrar grãos de alta qualidade após lavouras terem sido danificadas por furacões, disseram duas fontes com conhecimento do assunto.

Atrasos nos embarques podem resultar em estoques apertados no fim de setembro e início de novembro, acrescentaram as fontes, o que tem impulsionado os preços do farelo e do óleo no maior importador global de soja.

“Os exportadores estão pedindo para os compradores chineses baixarem as especificações de qualidade (da soja), mas eles não estão aceitando”, afirmou uma fonte de uma companhia internacional, em Cingapura, que não pôde se identificar por não ser autorizada a falar com a mídia.

A China, que compra cerca de 65 por cento da soja negociada mundo afora, vinha aumentando as negociações com os EUA nas últimas semanas, aproveitando a queda de quase 10 por cento nos preços desde meados de julho.

Mas a soja colhida mais cedo nos EUA, produzida perto do Delta do Mississippi, foi afetada por furacões no último mês, tornando difícil para exportadores atingirem as especificações de qualidade acertadas com os compradores chineses, afirmaram as fontes.

O problema na qualidade dos grãos está causando atrasos nos terminais do Golfo, com tempos de espera para os navios aumentando para 10 a 12 dias, ante o período comum de cinco dias nesta época do ano, disseram os operadores.

Fonte: Reuters

 

05-10-2017

 

Abiove mantém estimativas para safra, exportação e processamento de soja do Brasil

Bushel de soja é visto em instalação da Monsanto em Creve Coeur, Estados Unidos

SÃO PAULO - A produção de soja do Brasil em 2018 deverá totalizar 108,50 milhões de toneladas, projetou nesta quarta-feira a Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove), mantendo projeções feitas em setembro para a safra, exportações e processamento da oleaginosa.

A Abiove manteve seus números mesmo após uma estiagem em setembro, que atrapalhou o início do plantio da soja.

A safra que será colhida no início do ano que vem deverá recuar ante um recorde de 113,8 milhões de toneladas visto em 2017, quando as produtividades foram recordes, beneficiadas por um clima favorável.

O processamento de soja no próximo ano deverá alcançar 43 milhões de toneladas (ante 41,5 milhões em 2017); as exportações, 65 milhões de toneladas (ante 64 milhões neste ano); e os estoques finais, 7,3 milhões de toneladas.

Quanto aos derivados, a Abiove manteve suas previsões para 2018 de produção de 32,7 milhões de toneladas de farelo e de 8,5 milhões de toneladas de óleo.

Fonte: Reuters

 

Negociações do acordo Mercosul-União Europeia devem ficar para novembro

BRASÍLIA (Reuters) - Ficou para novembro a abertura das negociações de acesso a mercados dentro do acordo de livre comércio entre União Europeia e Mercosul, depois que uma oferta frustrante dos europeus nos setores de carne e etanol impediu que se levasse adiante, nesta rodada em Brasília, as conversas centrais sobre mercados, disse à Reuters uma fonte próxima das negociações.

“O que fica no ar agora é o acesso a mercados. O Mercosul transmitiu para a União Europeia que a oferta (de etanol e carne) estava abaixo do combinado e que era preciso a gente sentar e combinar um processo que permita uma negociação final”, disse a fonte.

Os negociadores confirmaram nesta quarta que a oferta final europeia para os dois setores é de 70 mil toneladas de carne e 600 mil toneladas de etanol por ano. Os números são inferiores aos oferecidos em 2004 - de 100 mil toneladas de carne e 1 milhão de toneladas de etanol - e foram considerados decepcionantes pelos negociadores e pelo setor privado do Mercosul.

O acordo entre os dois blocos era de que a oferta desta vez teria que ser melhor do que a de 2004.

Os negociadores europeus defendem que demais pontos da proposta poderiam compensar a oferta pobre de carne e etanol. Sandra Gallina, negociadora-chefe da UE, afirmou, em um encontro na terça-feira na Agência de Promoção a Exportações (Apex), que já havia sido muito duro chegar nessa oferta, dada as divergências internas do bloco.

“Entendo que é difícil, mas para mim também foi duro com setor automotivo, com setor de máquinas. Isso não é argumento”, disse a fonte.

Nesta quinta, os negociadores vão sentar para acordar pelo menos um método de trabalho - limites para que as ofertas sejam melhoradas para a próxima rodada de negociações, no início de novembro. Será mais uma tentativa de evoluir e começar realmente a conversar sobre acesso a mercados, ponto central do acordo.

“Para melhorar disso tenho que ter algum critério. Não é qualquer um coloca o quer”, explicou a fonte. “Mas não tem drama nenhum, ninguém disse que acabou.”

Os europeus haviam colocado como prazo a intenção de fechar o acordo até dezembro. Do lado do Mercosul, o prazo nunca foi colocado como determinante. Com essas dificuldades, a possibilidade de se chegar ao acordo nos próximos dois meses diminuem, admite a fonte.

Fonte: Reuters

 

FLUXO CAMBIAL POSITIVO EM US$ 2,545 BILHÕES EM SETEMBRO

Mais dólares entraram do que saíram no país em setembro. De acordo com dados do Banco Central (BC), divulgados hoje (4), o fluxo cambial ficou positivo em US$ 2,545 bilhões no mês passado. De janeiro a setembro, o fluxo cambial ficou positivo em US$ 6,679 bilhões.

Em setembro, a conta financeira (investimentos em títulos, remessas de lucros e dividendos ao exterior e investimentos estrangeiros diretos, entre outras operações) registrou déficit de US$ 64 milhões. Já o segmento comercial (operações de câmbio relacionadas a exportações e importações) apresentou resultado positivo de US$ 2,609 bilhões.

Commodities

O BC também divulgou hoje o Índice de Commodities Brasil (IC-Br), que mostra a variação de preços de produtos primários com cotação internacional. Em setembro, o índice apresentou alta de 1,11%. Em 12 meses, encerrados em setembro, o índice subiu 0,09%, e no acumulado do ano, houve retração de 5,7%.

O IC-Br é calculado com base na variação em reais dos preços de produtos primários (commodities) brasileiros negociados no exterior. O BC observa os produtos que são relevantes para a dinâmica dos preços ao consumidor no Brasil.

No mês passado, o segmento de energia (petróleo, gás natural e carvão) registrou aumento de 6,19%, enquanto o de metais (alumínio, minério de ferro, cobre, estanho, zinco, chumbo e níquel) subiu 1,74%.

O segmento agropecuário (carne de boi, algodão, óleo de soja, trigo, açúcar, milho, café, arroz e carne de porco) registrou alta de 0,21%.

O índice internacional de preços de commodities CRB, calculado pelo Commodity Research Bureau, registrou queda de 2,36% em setembro e alta de 2,94%, em 12 meses.

Fonte: Ag. Brasil

 

NOVO PROCESSO DE EXPORTAÇÕES PASSA A VALER PARA OPERAÇÕES AMPARADAS POR DRAWBACK

Regime especial aduaneiro garante desoneração na importação ou aquisição interna de insumos utilizados na fabricação de bens que somam 23% das exportações brasileiras

A partir desta quarta-feira, as exportações brasileiras de bens que utilizam o regime de drawback poderão ser feitas no Portal Único de Comércio Exterior, por meio do Novo Processo de Exportações. A mudança alcançará aproximadamente 23% das vendas externas brasileiras, o equivalente a US$ 42,2 bilhões em 2016. O anúncio foi feito hoje em São Paulo, durante seminário promovido pela Confederação Nacional da Indústria (CNI).

O drawback é um regime especial aduaneiro que garante desoneração na importação ou aquisição interna de insumos utilizados na fabricação de bens voltados para a exportação. A medida vale, por enquanto, para as operações realizadas na modalidade suspensão, nos casos em que o exportador é o próprio beneficiário do mecanismo, que representam mais 95% do total das operações amparadas por drawback. A novidade já conta com a adesão das empresas: já nas primeiras horas do dia houve registro de operações com drawback no Portal Único por duas grandes empresas.

Segundo o Secretário de Comércio Exterior do Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC), Abrão Neto, “será mais simples e rápido usar o drawback. Essa mudança contribuirá, inclusive, com redução de documentos para a comprovação da exportação do bem”.

Remessa postal

Criada a partir de demanda do setor privado, a medida permite ainda que as empresas que exportam por meio de remessa postal ou expressa possam utilizar o regime de drawback. Neste caso, a mudança vale apenas para empresas não optantes pelo Simples Nacional.

A medida beneficia empresas de pequeno porte, que passam a contar também com outra ferramenta de facilitação de comércio exterior. A partir de hoje, será possível realizar a importação por terceiro no âmbito do drawback. Segundo Abrão Neto, “são mudanças que atendem principalmente empresas de menor porte que não têm estrutura para realizar as operações de comércio exterior e que agora poderão obter apoio de especialistas na realização dessas atividades”, explicou.

Abrão Neto destaca que esta ampliação é mais um estímulo às empresas de pequeno porte, para que acessem cada vez mais o mercado internacional. Em 2016, houve aumento de 10% nos valores exportados por micro e pequenas empresas, segundo balanço divulgado pela Secretaria de Comércio Exterior na semana passada. As vendas para o mercado internacional, nesse segmento, vêm apresentando crescimento desde 2013. “Estamos atentos a essa demanda e estas medidas estão em linha com um grande esforço de facilitação de comércio pelo governo”, completou.

Nesta manhã, Abrão Neto, o diretor do Departamento de Comércio Exterior do MDIC, Renato Agostinho da Silva, e o Subsecretário de Aduana e Relações Internacionais da Receita Federal, Ronaldo Medina, responderam dúvidas de operadores de comércio exterior sobre as novas medidas.

Próximas etapas

A Secretaria de Comércio Exterior trabalha para disponibilizar no Portal Único a comprovação do Drawback Suspensão com exportações de terceiros até o final deste ano e a utilização da Declaração Única de Exportação (DUE) no registro de pedidos de drawback isenção no primeiro trimestre do ano que vem. Abrão Neto reitera que “todas as exportações registradas no Portal Único desde o lançamento do Novo Processo de Exportações poderão ser futuramente associadas a atos concessórios de drawback isenção”.

Fonte: Assessoria de Comunicação Social do MDIC

 

04-10-2017

 

Proposta da UE para importações de carne e etanol desagrada Mercosul, diz fonte

BRASÍLIA - A União Europeia apresentou nesta terça-feira ao Mercosul a proposta de cotas de importação de etanol e carne, dentro das negociações do acordo de livre comércio entre os dois blocos, mas os números estão muito abaixo dos parâmetros estabelecidos como aceitáveis pelo Mercosul para dar início às conversas, disse à Reuters uma fonte que acompanha as negociações.

Em conversas fora da mesa de negociação, antes da apresentação formal da proposta, os números que chegaram aos negociadores do Mercosul eram de uma cota de 600 mil toneladas de etanol e 70 mil toneladas de carne.

Os valores são muito inferiores aos que foram apresentados em 2004, quando se iniciaram as conversas de um acordo Mercosul-UE, paralisadas em 2006. Em 2004, a proposta era de 100 mil toneladas de carne e 1 milhão de toneladas de etanol.

“Nossos parâmetros mínimos partem do que tínhamos em 2004. Quando as negociações foram retomadas em 2010, houve um compromisso de aumentar esses números”, disse a fonte. “O que o Mercosul quer é conhecido da UE e em uma primeira olhada (na proposta), temos dúvidas se chegam a esse patamar”.

O presidente da Sociedade Rural Argentina (SRA), Luis Miguel Etchevehere, que estava em Brasília para um encontro de empresários do setor organizado pela Agência de Promoção às Exportações (Apex), afirmou que esses números, se confirmados, são “insignificantes”.

Segundo ele, a Europa consome 8 milhões de toneladas de carne por ano. “Essa oferta para os quatro países do Mercosul equivale a dois hamburguéres para cada habitante da União Europeia por ano”, disse.

As conversas sobre acesso a mercados, as mais delicadas e vitais dentro do acordo, estavam paradas desde maio do ano passado, quando uma proposta inicial de cotas de importação de carne e etanol foram retiradas da mesa por reclamações de produtores europeus. Desde então, as conversas pararam.

“Eu só posso conversar sobre acesso a mercados se tiver a oferta completa na mesa”, disse a fonte.

A oferta dos europeus deixa de fora o açúcar, o que também levou a reclamações de produtores brasileiros. No entanto, de acordo com a fonte, o produto nunca esteve na mesa. Pode entrar agora, durante a negociação, como medida de compensação.

“O que a UE nos devia era etanol e carne. Açúcar nunca esteve na oferta. Nem 2004, nem 2016. Eu não posso cobrar o que nunca esteve. Nós queremos, é claro, e não está fora da mesa”, disse a fonte.

A rodada de negociações que começou nesta segunda-feira, em Brasília, deveria ser decisiva para que o acordo fosse fechado até dezembro, como era a expectativa dos dois lados. Uma proposta dos europeus considerada ruim pelo Mercosul, no entanto, pode atrasar o cronograma.

“Temos dois meses. A matemática é complicada, mas ninguém desiste”, disse a fonte.

As negociações seguem até sexta-feira.

Fonte: Reuters

 

Porto de Paranaguá: Novo scanner garante segurança em 100% das cargas

A Administração dos Portos de Paranaguá e Antonina (Appa) faz a inspeção de 100% das cargas que desembarcam no Terminal de Contêineres de Paranaguá (TCP) e entram na área pública do Porto. Novos scanners estão trazendo mais segurança no processo de importação e exportação.

Localização - O scanner de cargas da Appa fica próximo ao berço 206, em uma área sinalizada e cercada dentro da faixa portuária. O equipamento funciona como uma máquina de raio-X que faz a varredura completa nas cargas. A operação dura menos de um minuto.

Cargas gerais - As cargas gerais que entram na área pública por contêiner são operadas por arrendatários do Porto de Paranaguá. Entre os produtos transportados por contêiner estão bobinas de aço, pneus, brinquedos, aditivos de ração animal, ervas medicinais, eletrônicos e outros.

Receita Federal - As imagens escaneadas são enviadas diretamente para o sistema da Receita Federal, que cruza, em tempo real, a imagem captada com os dados descritos na nota fiscal. Desta forma, o processo de fiscalização fica mais rápido e preciso. O scanner também é capaz de detectar qualquer tipo de substância ilícita ou contrabandeada, como produtos químicos, armas, drogas e radioatividade.

Controle - Segundo o diretor-presidente da Appa, Luiz Henrique Dividino, o equipamento traz mais controle e torna mais eficiente e ágil a fiscalização e liberação de cargas que entram e saem do Porto. “Com a nova fiscalização, liberamos os contêineres com total segurança e em menos tempo, barateando a logística dos clientes que operam por Paranaguá”, afirma.

Como funciona - Na primeira varredura do scanner o caminhão passa por uma placa que mede a radioatividade da carga. Se dentro do contêiner houver alguma carga líquida ou substância com nível radioativo acima do normal, uma luz vermelha se acende e um sinal sonoro é disparado. Automaticamente, o caminhão é bloqueado e a carga fica retida para análise.

Trava - Poucos metros à frente, o caminhão passa por uma trava, que faz a leitura em raio-X e gera a imagem da carga na central de controle. São analisadas diversas situações, como contêineres ditos vazios, mas que contém carga; material escondido; materiais não identificados. As informações são repassadas automaticamente para a Receita Federal, juntamente com os dados da Nota Fiscal e a placa do veículo.

Segurança do trabalho - Para garantir que os níveis de exposição não prejudiquem a saúde dos trabalhadores que operam o scanner, os funcionários que acompanham o escaneamento da carga mantém um chip no seu uniforme. Chamado de dosímetro, o chip mede diariamente a quantidade de radiação a que os funcionários são expostos eventualmente. Ainda que a radiação do equipamento seja mais fraca que a de raios solares, o procedimento é fundamental.

Emissão de raios - O scanner também é programado para não emitir raios contra a cabine do motorista do caminhão. Desta forma, somente a carroceria do veículo é alvo da emissão do equipamento.

Outros scanners - Além do scanner de cargas, a Appa conta ainda com um scanner de palets que pode ser utilizado sempre que requisitado pela Receita Federal. Para o acesso ao cais, visando a segurança de funcionários e tripulantes, que entram e saem da faixa portuária a pé – outros dois scanners de bagagens foram instalados nas portarias de entrada do Porto de Paranaguá. Estes funcionam próximos às catracas de identificação, desde 2016. Os equipamentos passam os pertences por esteiras de raio-x que identificam o conteúdo e verificam se há algo irregular na entrada ou saída dos objetos. (Agência de Notícias do Paraná)

Fonte: Agência de Notícias do PR

 

Negociações do Mercosul com Europa azedam

A negociação entre Mercosul e União Europeia sobre direitos de propriedade intelectual, tema de grande sensibilidade política, não terminou bem na semana passada, apurou o Valor.

Os europeus pressionaram e conseguiram avanços nas negociações sobre indicações geográficas. Mas quando o Mercosul tentou discutir um tema importante para o bloco - patentes e preservação da saúde pública -, a delegação da UE disse que não tinha autorização para tratar do assunto.

Fonte: Valor

 

Exportação sobe 18,7% no ano e superávit renova recorde

A balança comercial registrou mais um recorde ao alcançar um superávit de US$ 53,283 bilhões de janeiro a setembro. O resultado, puxado pela continuidade do crescimento da exportação mesmo com um real levemente mais valorizado em relação ao começo do ano, levou o governo a recalcular as projeções e estimar um superávit ainda maior que a expectativa atual de US$ 60 bilhões.

No ano, o ritmo de crescimento das exportações foi bem mais forte que o das exportações. Enquanto os embarques registraram alta de 18,7% (para US$ 139,4 bilhões) de janeiro a setembro, os desembarques subiram 8,5% (para US$ 103,2 bilhões). Segundo o secretário de Comércio Exterior do Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (Mdic), Abrão Neto, o aumento das exportações é influenciado tanto pela melhora na quantidade exportada (crescimento de 5,9%) como no preço dos produtos (12,5%).

"Pelas exportações, verificamos crescimento não só do valor, mas também das quantidades exportadas, em todas as categorias de produtos, além de aumento no número de empresas exportadoras", disse Abrão.

O efeito do aumento de preços é visto principalmente no minério de ferro, que se valorizou 52,3% entre janeiro e setembro deste ano contra igual período do ano passado. Também registram alta contra um ano antes produtos como semimanufaturados de ferro e aço (33,8%) e açúcar bruto (20,2%).

Os produtos básicos foram justamente os que puxaram os números de exportação em setembro, com crescimento de 36,7%. Eles foram seguidos pelos manufaturados (como óleos combustíveis, tratores e automóveis), que cresceram 18%; e pelos semimanufaturados (como ferro fundido e madeira serrada), que cresceram 11%.

Apesar de ainda em patamares baixos em valores, as importações no ano estão em ritmo de recuperação ao registrar o décimo mês consecutivo de aumento em relação a um ano antes, o que indica retomada da atividade interna.

"É um indicativo positivo de recuperação da economia. Confirmaremos essa tendência nos próximos meses, mas é fato que a média diária de importações vem apresentando crescimentos nos três últimos trimestres", disse o secretário. No acumulado até setembro o crescimento nas compras foi puxado pelo aumento de 35,3% em combustíveis e lubrificantes. Também subiram, embora em ritmo menor, as compras de bens intermediários (11,4%) e bens de consumo (5,7%).

No mês de setembro, a importação veio em ritmo mais acelerado, com alta de 18% contra igual mês de 2016. Na comparação mensal interanual, foi a maior taxa de crescimento do ano. O maior ritmo dos desembarques, diz José Augusto de Castro, presidente da Associação de Comércio Exterior do Brasil (AEB), está de acordo com a melhora das expectativas para economia tanto para o quarto trimestre como para 2018.

Mantidas as expectativas atuais, diz Castro, uma reação maior das importações deve se tornar mais clara em 2018, o que deve pressionar o superávit comercial para baixo no ano que vem. A corrente de comércio, porém, que dá o tom do dinamismo econômico, deve melhorar.

Rafael Cagnin, economista do Instituto de Estudos para o Desenvolvimento Industrial (Iedi), destaca que a importação brasileira tem alta elasticidade com a atividade interna. "A importação responde rapidamente com a economia girando um pouco mais. O desempenho bom de alguns ramos industriais, como bens de consumo duráveis da linha marrom e branca, também contribuem bastante porque o volume de componentes e de insumos importados nesses segmentos é expressivo, o que puxa a importação de bens intermediários."

Por conta dessa elasticidade, o aumento das importações pode ser um sinalizador positivo, diz ele. "Mas há também o efeito do câmbio que pode fazer com que parte desse dinamismo escape para a importação." O problema, explica ele, não está somente no câmbio, mas na questão da competitividade. O que preocupa, diz Cagnin, é que a recuperação muito lenta da economia pode dificultar às empresas a incorporação de novas tecnologias, o que é um desafio não somente para melhorar como para manter a competitividade.

O Mdic chama atenção ainda para as compras de bens de capital por importadores brasileiros, que cresceram pelo segundo mês consecutivo. Após um crescimento de 6,6% em agosto, houve aumento de 34,5% em setembro, sempre na comparação interanual. "Pode indicar uma tendência de recuperação dessa linha de importações, muito relacionada a investimentos. Confirmaremos essa tendência nos próximos meses", ressaltou o secretário de Comércio Exterior.

Os dados também continuam mostrando uma melhora significativa na balança comercial de petróleo e derivados, que chegou a US$ 4,3 bilhões de janeiro a setembro. Um ano antes foi registrado déficit de US$ 446 milhões. Segundo Abrão Neto, os números são puxados pelo aumento de produção e também pela recuperação do preço da commodity (alta de 37,6%) contra um ano antes. Segundo ele, o saldo de petróleo e derivados também deve fechar o ano com superávit.

Apesar dos números positivos no acumulado do ano, os analistas do Itaú ressaltam que as exportações, que avançaram fortemente no início do ano, agora "se estabilizaram em patamar mais baixo, em linha com os preços internacionais de commodities menores". Os fortes saldos em 2017, diz relatório do banco, é garantido por importações ainda em patamar baixo.

Fonte: Valor

 

ACORDO DE FACILITAÇÃO COMERCIAL BENEFICIA O COMÉRCIO EXTERIOR BRASILEIRO

As medidas preveem proporcionar maior transparência e reduzir os impactos burocráticos dos processos aduaneiros, podendo expandir o PIB mundial em até US$ 1 trilhão por ano

O comércio exterior tem papel fundamental na retomada do crescimento da economia brasileira, uma vez que a corrente de comércio pode impulsionar novos negócios. A oportunidade é maior ainda quando se analisa que o Brasil é um dos países que menos depende das trocas internacionais: grande parcela do PIB (Produto Interno Bruto) brasileiro é dependente do mercado nacional.

Os procedimentos complexos e a falta de previsibilidade nos processos de comércio exterior regulamentados pela Secretaria da Receita Federal (SRF), Secretaria de Comércio Exterior (SECEX) e os órgãos anuentes, como a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) e a Secretaria de Defesa Agropecuária (SDA), criam dificuldades para o setor privado brasileiro integrar-se às cadeias de valor internacionais. Segundo as medidas estabelecidas pelo Acordo de Facilitação Comercial da Organização Mundial do Comércio (OMC), a intenção é trazer a transparência nas regras de comércio exterior, aperfeiçoar o gerenciamento de riscos, simplificar os procedimentos, melhorar a disponibilidade de informações relevantes e diminuir os custos, ou seja, modernizar por completo o ambiente aduaneiro mundial.

Estão previstas como obrigatoriedades diversos novos parâmetros, como a cooperação entre as agências governamentais e entre as Aduanas, a regulamentação do trânsito aduaneiro internacional e o estabelecimento de regras para as soluções de consultas. Implementado pela SRF, o Programa Operador Econômico Autorizado (OEA), que é uma certificação concedida para empresas de cadeia logística internacional, também está entre as exigências do Acordo, assim como o Portal Único.

Com a implementação das medidas previstas no Acordo, o Brasil será beneficiado na fluidez dos fluxos de exportação e importação. Duas das medidas previstas são: a disponibilidade das informações de modo claro e transparente para sanar as dúvidas dos operadores do comércio exterior, também em alguma língua oficial da OMC; e o desembaraço sobre águas. Ambas as medidas impactam diretamente na economia, visto que as organizações ficam menos sujeitas a erros que geram penalidades como aplicações de multas, enquanto que podem acelerar e aumentar a previsibilidade do processo de passagem da carga física pelo porto, aeroporto ou fronteira.

“Sistemas desempenham um papel fundamental em redução de tempos, que por sua vez impactam em custos, além de diminuir a probabilidade de equívocos ao longo da transação. Se um sistema de comércio exterior está acoplado ao sistema de gerenciamento de produção, as informações tornam-se mais fluidas. O fato de o ECOMEX, ferramenta oferecida pela NSI, estar também integrada ao SISCOMEX, torna possível que as informações sejam enviadas e recebidas do Governo de forma padronizada e automática. Dessa maneira, o processo é acelerado, permitindo às empresas focarem o gerenciamento do tempo, dos custos e do conhecimento gerado no comércio exterior”, afirma Yuri da Cunha, Especialista em Processos de Comércio Exterior da NSI, companhia especializada em soluções para a cadeia logística de grandes indústrias importadoras e exportadoras e única com as soluções 100% web.

É comum que o setor privado desista de integrar-se ao mercado internacional por desinformação e pela complexidade dos procedimentos de comércio exterior. As novas medidas estabelecidas no Acordo de Facilitação Comercial, que estão em processo de implementação, simplificarão e incentivarão as empresas a estudarem a exportação e a importação com mais atenção.

Fonte: Exportnews

 

03-10-2017

 

BALANÇA COMERCIAL REGISTRA SUPERÁVIT RECORDE DE US$ 5,178 BILHÕES EM SETEMBRO

A balança comercial brasileira teve superávit de US$ 5,178 bilhões em setembro. Trata-se do melhor resultado para o mês desde o início da série histórica do governo, em 1989. Os dados foram divulgados hoje (2) pelo Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços.

De janeiro a setembro deste ano, a balança acumula superávit de US$ 53,283 bilhões. O valor também é o maior da história. O governo estima que a balança comercial terminará 2017 superavitária em mais de US$ 60 bilhões.

Caso se confirme, será o maior resultado anual da série histórica, superando o saldo positivo recorde de US$ 47,5 bilhões verificado em 2016.

O principal motivo para o bom desempenho da balança neste ano é o crescimento dos preços das commodities (produtos básicos com cotação internacional). Também aumentaram as quantidades exportadas de alguns produtos.

A balança comercial tem superávit quando as exportações (vendas do Brasil para parceiros de negócios no exterior) superam as importações (aquisições de produtos e serviços no exterior).

No mês de setembro, as exportações brasileiras ficaram em US$ 18,666 bilhões, superando os US$ 13,488 bilhões em importações. As exportações cresceram 24% em relação a setembro de 2016, segundo o critério da média diária, que leva em conta o valor negociado por dia útil. Ante agosto deste ano, houve queda de 10,2% sob o mesmo critério.

As importações, por sua vez, aumentaram 18,1% na comparação com setembro do ano passado e subiram 11,8% em relação a agosto deste ano, também segundo o critério da média diária.

Destaques

Em setembro cresceram as exportações de itens básicos (36,7%), manufaturados (18%) e semimanufaturados (11,1%). Entre os básicos, foram destaque as vendas de soja em grão (alta de 178,8% na comparação com setembro de 2016) e milho em grão (95,7%).

Nos manufaturados, produtos como torneiras e válvulas (437,1%), máquinas para terraplanagem (86,1%) e tratores (72,2%) encabeçaram a alta das exportações. Entre os semimanufaturados, cresceu a exportação de itens como catodos de cobre (779,3%).

Nas importações, cresceu a compra de bens de capital (34,5%), combustíveis e lubrificantes (26,4%), bens de consumo (15,9%) e bens intermediários (15,1%).
soja

Fonte: Ag. Brasil

 

Exportação de petróleo cresce 14,4% em agosto; dispara no ano, diz ANP

SÃO PAULO - A exportação de petróleo do Brasil atingiu 32 milhões de barris em agosto, crescimento de 14,4 por cento ante o total registrado no mesmo mês de 2016, informou a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) na segunda-feira.

No acumulado do ano até agosto, a exportação de petróleo pelo Brasil aumentou 43,1 por cento ante igual período de 2016, segundo a ANP.

Fonte: Reuters

 

Exportação de petróleo do Brasil cresce em agosto; sobe 43% no acumulado do ano

Plataforma de petróleo em terminal no Porto do Açu, em São João da Barra, no Rio de Janeiro

SÃO PAULO - A exportação de petróleo do Brasil atingiu 32 milhões de barris em agosto, crescimento de 14,4 por cento ante o total registrado em igual mês de 2016, informou a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) nesta segunda-feira.

No acumulado do ano até agosto, a exportação de petróleo pelo Brasil aumentou 43,1 por cento ante igual período de 2016, para 270,49 milhões de barris, segundo a ANP.

Paralelamente, as importações de derivados de petróleo em agosto atingiram 20,7 milhões de barris, ligeiramente acima dos 20,2 milhões de barris de igual mês do ano passado, mas que levaram as compras externas no acumulado do ano para 154,05 milhões de barris (alta de 22,8 por cento).

As importações de gasolina A cresceram 5,55 por cento em agosto na comparação anual, para 1,97 milhão de barris, e já são 66,6 por cento superiores no acumulado de 2017, com 21,25 milhões de barris.

No caso do diesel, as compras foram de 7,90 milhões de barris em agosto (alta de 61,22 por cento), com o acumulado indo a 50,88 milhões de barris (avanço de 60,8 por cento).

Em relação ao etanol anidro, as importações em agosto praticamente dobraram na comparação anual e totalizaram 850,97 mil barris, interrompendo uma sequência de quedas iniciada em junho.

No acumulado de 2017, as importações do biocombustível já são 346,5 por cento maiores, com 9,36 milhões de barris.

As fortes importações do produto levaram o setor sucroenergético nacional a pedir a taxação das compras, algo que se concretizou no mês passado após decisão da Camex.

Fonte: Reuters

 

Brasil tem superávit comercial recorde para setembro, de US$5,178 bi, diz ministério

BRASÍLIA - O Brasil registrou superávit comercial de 5,178 bilhões de dólares em setembro, melhor resultado para o mês da série histórica, com as exportações somando 18,666 bilhões de dólares e as importações 13,488 bilhões de dólares, informou o Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC) na segunda-feira.

O dado veio em linha com a estimativa de saldo positivo de 5 bilhões de dólares em pesquisa Reuters com analistas.

Em setembro, as exportações cresceram 24,0 por cento sobre igual mês do ano passado, pela média diária, a 18,666 bilhões de dólares.

As importações também subiram, mas em menor ritmo. O aumento foi de 18,1 por cento na mesma base de comparação, a 13,488 bilhões de dólares.

No acumulado dos nove primeiros meses do ano, o superávit da balança comercial já é de 53,283 bilhões de dólares, superando o saldo positivo de 47,683 bilhões de dólares alcançado em todo o ano de 2016.

Diante desse quadro, O MDIC melhorou em julho sua expectativa para a performance anual, passando a enxergar um superávit recorde de 60 bilhões de dólares para a balança em 2017.

O Banco Central, por sua vez, também elevou suas projeções no fim do último mês para um superávit comercial de 61 bilhões de dólares este ano.

DESTAQUES MENSAIS

As exportações tiveram alta generalizada em setembro, com destaque para os produtos básicos, cujas vendas cresceram 36,7 por cento ante igual mês do ano passado, puxadas pelo avanço de soja em grão (+178,8 por cento), minério de ferro (+18,9 por cento) e petróleo em bruto (+16,7 por cento).

As exportações de manufaturados cresceram 18,0 por cento ante setembro de 2016, e as de semimanufaturados aumentaram 11,1 por cento na mesma base.

Na ponta das importações, todas as categorias também mostraram desempenho positivo. O avanço na comparação anual foi de 34,5 por cento para bens de capital, de 26,4 por cento para combustíveis e lubrificantes, 15,9 por cento para bens de consumo e 15,1 por cento para bens intermediários.

Fonte: Reuters

 

Exportação de milho do Brasil em setembro é a segunda maior da história

SÃO PAULO - O Brasil exportou em setembro 5,91 milhões de toneladas de milho, o segundo maior volume mensal da série da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), atrás apenas das 6,26 milhões de toneladas observadas em dezembro de 2015.

Conforme os dados divulgados nesta segunda-feira pela Secex, os embarques de milho no mês passado superaram em 12,5 por cento as 5,26 milhões de toneladas de agosto e mais que dobraram ante setembro de 2016.

Neste ano, as exportações de milho do segundo maior exportador global da commodity demoraram a deslanchar em razão dos preços baixos, o que fez os produtores brasileiros se retraírem.

As cotações enfraquecidas do cereal refletiram uma safra recorde em 2016/17, perto de 100 milhões de toneladas.

Os embarques de milho normalmente são mais fortes no segundo semestre, quando as exportações de soja perdem força e abrem espaço nos portos para as vendas externas do cereal.

Neste ano, além da oferta abundante, as exportações de milho do Brasil também estão recebendo uma ajuda adicional de leilões de prêmio de escoamento realizados pelo governo brasileiro.

Desde maio, o governo brasileiro leiloou prêmio para apoiar o transporte de mais de 9 milhões de toneladas.

Fonte: Reuters

 

Negociações entre Mercosul e União Europeia vivem semana crucial

As negociações comerciais entre a União Europeia e o Mercosul vão viver uma semana crucial a partir desta segunda (2), em Brasília, onde os sul-americanos esperam receber uma oferta de carne bovina e etanol por parte dos europeus, que estão divididos sobre esses itens.

Após uma troca de ofertas em maio do ano passado, a União Europeia garantiu que completaria a proposta agropecuária após as eleições da França e da Alemanha. "Não apresentar a oferta seria terrível", diz uma fonte do Mercosul, principalmente quando o objetivo é alcançar um acordo até o fim do ano.

Na quinta (28), em reunião em Bruxelas, a Comissão Europeia, responsável pelas negociações comerciais, propôs aceitar 70 mil toneladas de carne bovina e 600 mil toneladas de etanol por ano de todos os países do Mercosul, disseram três fontes à AFP.

A proposta preocupou países com maior tradição agrícola. França, Irlanda, Bélgica e outros "garantem que não é a hora" de apresentar a oferta e pedem para que isso ocorra "mais para o fim das negociações", de acordo com uma fonte europeia.

Outros oito países, entre eles Alemanha, Itália, Portugal, Espanha e Reino Unido, consideram que "é um bom momento de avançar e propor algo aos países do Mercosul, para dar fôlego às negociações".

Nenhuma das fontes consultadas pela AFP confirmou se, nesta semana, a oferta europeia vai finalmente ser posta à mesa. Já são mais de 30 rodadas de negociações.

A União Europeia "ainda discute as ofertas aduaneiras" com os países, disse na sexta (29) fonte do bloco europeu, que destacou a vontade de "encontrar equilíbrio justo entre a importância de seus produtos para nossos parceiros do Mercosul e a necessidade de proteger os agricultores europeus".

OUTRAS DISCUSSÕES

Desde a troca de ofertas no ano passado, a discussão sobre o acesso ao mercado de bens, serviços e compras públicas ficou paralisada até que a UE conclua sua oferta agropecuária.

Mas isso não deteve outros grupos de trabalho, que debatem temas que terão que ser resolvidos politicamente. Sem a oferta agropecuária europeia, "depois de outubro não teremos nada para fazer, acaba o universo de assuntos técnicos", disse uma fonte.

Entre os temas abertos, ficariam questões sobre indicações de origem controlada. Outro ponto é o acesso a medicamentos. Europeus querem maior proteção às descobertas de suas companhias farmacêuticas, mas o Mercosul interpreta a questão sob ótica da saúde pública. 

Fonte: Folha SP

 

INCENTIVOS E REDUÇÃO DE BUROCRACIA ACELERAM EXPORTAÇÕES DE VEÍCULOS

Em agosto, Brasil registrou volume recorde em venda de automóveis para o exterior. Medidas do governo têm influência positiva direta no resultado

Exportação de veículos brasileiros cresce nos últimos anosDepois de mudanças que simplificaram e facilitaram a troca comercial entre o Brasil e o restante do mundo, as exportações de automóveis dispararam. O setor tem contribuído diretamente para a retomada da economia e para a recuperação do mercado de trabalho. Apenas em agosto, US$ 641,6 milhões em veículos de passageiros foram exportados – um recorde para o mês.

Fatores como a assinatura de acordos internacionais e a implantação do Portal Único de Comércio Exterior e a nova política automotiva (o Rota 2030), em fase final de elaboração, foram determinantes para o setor automotivo brasileiro ganhar espaço nas exportações.

Nas relações entre Brasil e Argentina, por exemplo, o portal único reduziu em 30% o custo das emissões dos certificados de origem. Segundo o Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (Mdic), o tempo de emissão dos documentos caiu de um dia para 30 minutos com o portal. Essa e outras medidas, de acordo com autoridades e especialistas, têm influenciado as exportações.

Para melhorar ainda mais o desempenho do setor a partir do ano que vem, o governo vai implantar o programa Rota 2030, um substituto para o Inova-Auto. “O Rota 2030 tem entre os seus pilares o desenvolvimento tecnológico, a segurança veicular, a eficiência energética, a competitividade e o aumento de produção”, explicou secretário de Desenvolvimento e Competitividade Industrial do Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços, Igor Calvet.

Perspectiva

Por conta do desempenho, a Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) revisou as projeções para a produção no ano. A expectativa para 2017 de veículos vendidos no Brasil e no exterior passou de 2,13 milhões de unidades para 2,20 milhões – um aumento de 7,3% em comparação ao ano passado.

“As novas previsões da Anfavea demonstram que a indústria caminha para um cenário de retomada neste ano”, avaliou o presidente da associação, Antonio Megale. Outro dado revisado pela entidade foi a expectativa para a produção: o crescimento esperado para 2017 passou para 25,2%, um incremento que vai permitir ao País alcançar 2,70 milhões de unidades produzidas.

De acordo com o executivo, agosto é tradicionalmente forte e o quadro econômico demonstra sinais positivos, o que explica o bom desempenho. Segundo Megale, o mês marcou um fato inédito: pela primeira vez, foi superada a marca de 200 mil unidades em vendas no ano. “O horizonte é promissor ao enxergarmos as quedas da inflação, da taxa de juros, do nível de desemprego, do endividamento das famílias e dos índices de inadimplência”, ponderou.

Fonte: Portal Brasil, com informações da Anfavea e do Mdic

 

02-10-2017

 

Porto Itapoá comemora 6 anos com recorde e aumento de 34% nas importações no primeiro semestre

Em relação ao mesmo período de 2016, o Porto Itapoá registrou o maior volume de importações de sua história, com um aumento de 34%. As exportações registraram alta de 12% no período; e as cargas de Cabotagem, de 24%.

Para o Diretor Comercial do Porto Itapoá, Roberto Pandolfo, o aumento dos volumes do Porto Itapoá, ano a ano, tem um significado muito importante.

“Do ponto de vista financeiro, esse incremento é obviamente significativo e, comercialmente, o aumento constante nas cargas de importação e exportação demonstra que o Porto Itapoá está consolidado como uma importante via logística de entrada e saída para a indústria brasileira”, explica Pandolfo.

No bom desempenho geral no semestre, o destaque foi para o mês de junho. Foram 34 mil unidades movimentadas, sendo 11,2 mil unidades de exportações e 8,4 mil unidades de importações. Parte deste volume é fruto da operação especial do Terminal para atender à demanda dos clientes que enfrentaram dificuldades para movimentar suas cargas durante o período de fortes chuvas em Santa Catarina.

Situado na Baía da Babitonga (litoral Norte de Santa Catarina), em águas abrigadas, o Porto Itapoá oferece mais segurança para a navegação e as operações portuárias. Esse tem sido um importante diferencial para a cadeia logística catarinense que, mesmo em situações climáticas adversas, não precisa migrar suas operações para portos de outros Estados.

Obras de Expansão

Somada à intensa movimentação de contêineres no primeiro semestre de 2017, o Porto Itapoá está, em paralelo, desenvolvendo a ampliação de suas instalações. Com as obras de expansão, iniciadas no segundo semestre de 2016, sua capacidade de movimentação de cargas passará dos atuais 500 mil TEUs (medida padrão para contêiner de 20 pés) para 2 milhões de TEUs anuais.

Com investimentos que somam R$ 500 milhões, o projeto tem prazo de conclusão de até cinco anos. A área física do Porto passará dos atuais 150 mil m² para 450 mil m². O cais, que hoje tem 630 metros de comprimento, passará a ter 1,2 mil metros. Até maio de 2018, a previsão é de que pelo menos mais 100 mil m² de pátio e 170 metros de píer estejam prontos para a operação. Com isso, a capacidade de movimentação, já em 2018, poderá ser de 1,2 milhões de TEUs/ano.

Fonte: ExportNews

 

Governo autoriza comercializadora Tradener a importar energia de Argentina e Uruguai

SÃO PAULO - O governo autorizou a comercializadora Tradener, do Paraná, a importar temporariamente energia elétrica da Argentina e do Uruguai, segundo portaria do Ministério de Minas e Energia publicada nesta sexta-feira no Diário Oficial da União.

A importação de energia dos países vizinhos até 2018 foi autorizada pelo governo em 20 de setembro, em meio a preocupações de que a falta de chuvas possa comprometer a geração nas hidrelétricas nacionais.

No dia 22, o Ministério de Minas e Energia já deu sinal verde para uma unidade da Enel em Goiás realizar esse tipo de operação.

A importação de eletricidade da Argentina deverá ocorrer por meio das Estações Conversoras de Garabi I e II, em Garruchos (RS), e da Conversora de Uruguaiana, localizada no município homônimo, também no Rio Grande do Sul.

Quanto ao Uruguai, a importação deverá ocorrer por meio das Estações de Rivera e de Melo, ambas naquele país.

Conforme o governo, toda a energia importada será destinada ao mercado de curto prazo brasileiro.

Fonte: Reuters

 

BRF está entre processadoras autorizadas a exportar carne suína para Coreia do Sul

SÃO PAULO - A BRF está entre as processadoras brasileiras que foram autorizadas a exportar carne suína para a Coreia do Sul pela primeira vez na história do país, informou nesta sexta-feira a empresa.

Em comunicado, a companhia disse sua fábrica em Campos Novos, em Santa Catarina, está na lista de unidades aprovadas pelo país asiático.

Ainda segundo a BRF, as conversas com os sul-coreanos já duram anos, e a conclusão depende da negociação entre as autoridades de ambos os países sobre os termos de certificação sanitária internacional das cargas.

Fonte: Reuters

 

MERCOSUL QUER FECHAR ACORDO COM UNIÃO EUROPEIA PARA DEPOIS MIRAR REINO UNIDO

O Mercosul recebeu um “firme interesse” por parte do Reino Unido para concretizar um Tratado de Livre Comércio (TLC) que buscará levar adiante assim que o bloco sul-americano concretizar o seu acordo com a União Europeia (UE), disse nesta sexta-feira (29) à imprensa o chanceler do Uruguai, Rodolfo Nin Novoa.

Ele declarou que, por enquanto, o Mercosul procura fechar um acordo com a UE, razão pela qual os dois blocos se reunirão na próxima semana, em Brasília, para realizar “uma troca de ofertas” e pôr sobre a mesa bens como carne e etanol. “Temos muitas expectativas e esperamos que o convênio cumpra com as expectativas geradas entre os dois blocos”, salientou o chanceler uruguaio.

Novoa destacou que existe “um conjunto de países” da Europa que “está colocando dificuldades”, mas que outro grupo grande, entre eles o Reino Unido, manifesta “seu firme apoio” à negociação.

Sobre um possível acordo com o Reino Unido, o chanceler explicou que demorará, uma vez que primeiro se deve concretizar o processo “de divórcio da União Europeia”, o que levará pouco mais de dois anos. “Uma vez que isto termine, eles primeiro negociarão um Tratado de Livre Comércio com a Europa e depois têm firme interesse de assinar um acordo comercial com o Mercosul”, disse.

Nin Novoa explicou que ainda é “muito cedo” para conversar temas específicos do possível acordo com o Reino Unido. “A intenção estará expressa em uma reunião que terei com o ministro de Relações Exteriores da Grã-Bretanha na próxima semana”, declarou.

Fonte: Ag. Brasil

 

INDÚSTRIA MOVELEIRA AMPLIA NEGÓCIOS NOS PAÍSES ÁRABES

Números de exportações do Sindmóveis até julho apontam forte crescimento nos embarques para Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos e Omã. Setor quer ampliar negócios com o mundo árabe.

O crescimento das exportações de móveis a países árabes do Golfo foi destaque de janeiro a julho, segundo dados divulgados pelo Sindicato das Indústrias do Mobiliário de Bento Gonçalves (Sindmóveis), do Rio Grande do Sul. Emirados Árabes Unidos, com crescimento de 90%, Arábia Saudita, com alta de 67%, e Omã, com embarques 47% superiores, foram alguns dos mercados com desempenho relevante no período, devido a algumas ações do setor.

A principal delas, de acordo com o diretor internacional do Sindmóveis, Leonardo Dartora, foi o retorno do setor brasileiro à Index Design Series, importante feira em Dubai, nos Emirados. “No ano passado não houve participação brasileira, mas voltamos esse ano. E foi uma feira bem boa para nós, pois foca muito no design, algo que ajuda muito a indústria brasileira”, afirmou.

No mercado árabe, o móvel brasileiro compete principalmente com produtos asiáticos. Leva vantagem por oferecer, além do preço mais baixo, um design diferenciado, que é algo que os consumidores árabes procuram, especialmente na Arábia Saudita. O país é, inclusive, um dos que mais tem potencial de crescimento, de acordo com Dartora.

“É uma população grande, com alto poder aquisitivo. Acredito que nos próximos anos a Arábia Saudita inclusive supere os Emirados Árabes e se torne o principal destino árabe para os móveis da região [de Bento Gonçalves]”, projetou.

De janeiro a julho, os embarques para os Emirados somaram US$ 2,967 milhões, deixando o país na 18ª posição do ranking de clientes do produto nacional. A Arábia Saudita ficou na 40ª posição, mas subiu 11 postos na comparação com 2016, com US$ 574 mil em embarques. Omã foi o 55º maior mercado no geral – à sua frente, também árabes, apareceram Argélia (53º) e o Catar (54º), mas ambos registraram queda na comparação com os primeiros sete meses do ano passado.

Para a cidade gaúcha de Bento Gonçalves, isoladamente, os Emirados Árabes foram o 14º principal mercado e a Arábia Saudita o 16º no período. Omã ficou na 35ª posição. Os três apresentaram crescimento mais vultosos que o total geral do Brasil: 75%, 279% e 10.558%, respectivamente.

Dartora aposta que a tendência para toda a região é de crescimento, ainda mais após a positiva participação da indústria brasileira na feira. “As portas foram abertas, os contatos foram estabelecidos e as empresas agora já são conhecidas. Indústrias que antes não miravam o Oriente Médio com certeza agora passarão a olhar com mais atenção este mercado”, analisou.

No total, a indústria moveleira brasileira apresentou crescimento de 4,4% nas exportações de janeiro a julho, comparado a igual período do ano passado.

Fonte: ANBA

Contato
+55 47 3390.2400
Rua Joinville, 304 | 9º andar | Centro | Itajaí/ SC | Brasil
falecom@repretec.com.br

Siga-nos

Copyright © 2014 - Repretec