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NOTÍCIAS DO DIA - JANEIRO 2017

31-01-2017

 

Exportador quer captar oportunidade

Brasília. Após a desistência dos Estados Unidos da Parceria Transpacífico (TPP), o setor exportador brasileiro aumenta a pressão para que o governo aproveite a oportunidade e acelere negociações para tentar ocupar parte do espaço surgido após o passo atrás dos norte-americanos. Para exportadores, México, Japão e Canadá são alguns dos mercados com potencial a ser explorado imediatamente.

A perspectiva de um governo norte-americano protecionista e contrário a acordos multilaterais, com o novo presidente Donald Trump, agita setores exportadores, que já aumentam a pressão para que o governo acelere ações para ampliar o acesso a mercados. Esse pedido tem chegado com mais frequência às autoridades em Brasília.

Com a frustração das negociações para o TPP, concorrentes de outros países (como os de frango e suínos dos EUA ou café do Vietnã) não ganharão acesso facilitado aos mercados do grupo. Por isso, brasileiros querem agir para ocupar o espaço.

Fonte: Portos e Navios

 

EMPRESAS ARGELINAS BUSCAM IMPORTADORES BRASILEIROS

Fabricantes de alimentos estão a procura de parceiros para colocar seus produtos no mercado nacional. Já há empresas negociando com os argelinos.

Empresas do setor agroindustrial argelino estão interessadas em exportar seus produtos para o Brasil. Duas companhias procuraram recentemente a embaixada da Argélia em Brasília em busca de importadores nacionais, com o objetivo de oferecer seus produtos aos consumidores brasileiros.

Uma delas é a Mertrav. Sediada em Bir El Djir, na província de Orã, ao Norte da Argélia, a empresa deseja exportar tâmaras, azeite de oliva, cuscuz, pimenta, ervilhas, alcachofra, abobrinhas e outros legumes, segundo informações da embaixada.

Já a Trésor de la Kahina, da cidade de Khenchela, capital da província de mesmo nome, tem a intenção de colocar seu azeite de oliva no mercado brasileiro.

“Importadores interessados em trabalhar com esse tipo de produto podem entrar em contato com essas empresas”, diz Chafik Kellala, primeiro secretário da embaixada da Argélia. Segundo ele, um importador de Curitiba (PR) já iniciou conversas com uma delas.

No ano passado os brasileiros importaram US$ 1,62 bilhão em produtos da Argélia, uma queda de 10% em relação a 2015. As exportações brasileiras ao país árabe somaram US$ 1,063 bilhão. O saldo do comércio bilateral é tradicionalmente positivo para o lado argelino em função das exportações de petróleo e derivados.

Fonte: Reuters

 

MAGGI DIZ NA BÉLGICA QUE QUER AUMENTAR VENDAS PARA A COMUNIDADE EUROPEIA

O ministro Blairo Maggi (Agricultura, Pecuária e Abastecimento), que está em Bruxelas (Bélgica), disse, na sexta-feira (27), que a agricultura vai ajudar o país a voltar a crescer. “O Brasil tem 9,6% do mercado europeu e queremos ampliar essa participação. Estamos muito interessados em continuar ampliando nossos negócios. O país vive uma crise econômica profunda e precisa sair rápido dessa posição”, declarou Maggi, que vem tendo reuniões com empresários e políticos da União Europeia.

Na Câmara de Comércio e Indústria Belgo-Luxemburguesa-Brasileira, o ministro comentou que o Brasil tem condições de ampliar a produção agrícola sem utilizar novas áreas da Floresta Amazônica. “A própria legislação brasileira determina que nós não ocupemos mais áreas da floresta”, frisou.

Floresta Amazônica

“Tive a oportunidade de ir ao Parlamento Europeu, de conversar com os parlamentares e de mostrar o que temos conseguido fazer nesses últimos anos. Nosso progresso é evidente, mas muitas vezes pouco reconhecido”, enfatizou o ministro. “As pessoas não conhecem muito bem o que estamos fazendo e precisamos divulgar, mostrar que o Brasil não é um país isolado, que faz parte do complexo sistema global de produção, com suas regras econômicas e políticas”.

“Há uma preocupação ambiental, ação e atitude do governo e dos brasileiros que, assim como a população mundial, defendem também a Amazônia. Não significa negar problemas e sim de agir. Tenho dito que o Brasil não deve e não tem do que se envergonhar ou deixar de falar o que faz. Vamos preservar o que deve ser preservado, o que é muito importante para a estabilização do clima mundial”.

Comércio livre

Maggi, que também esteve com o ministro do Comércio da Bélgica, Pieter de Crem, nesta sexta-feira, disse ter uma “posição muito clara” em relação às trocas bilaterais. “Vivo num ambiente muito competitivo e entendo que o mesmo contêiner que leva batata traz o frango. E o que leva a pera tem que trazer outra coisa”. São dois produtos (pera e batata) que os belgas têm interesse em exportar para o Brasil. “Tenho estimulado que nós, enquanto governo, criemos as condições necessárias para o comércio”.

Do ministro belga, Maggi teve a promessa de apoio à candidatura do brasileiro Guilherme Antonio da Costa Junior, coordenador de Assuntos Multilaterais do Departamento de Negociações Não Tarifárias da Secretaria de Relações Internacionais do Agronegócio do Mapa, à presidência da Comissão do Codex Alimentarius. O Codex é formado por 187 países e é referência internacional para a solução de disputas sobre inocuidade alimentar e proteção da saúde do consumidor. A eleição acontecerá durante a 40ª Reunião da Comissão do Codex Alimentarius, prevista para o período de 3 a 7 de julho deste ano, em Genebra (Suíça).

Embrapa

O modelo de desenvolvimento da agricultura brasileira está fortemente baseado em ciência e tecnologia, disse o presidente da Embrapa, Maurício Lopes, que integra a comitiva de Maggi. “Foi possível, em 40 anos, não só de alcançar a segurança alimentar, mas também projetar o país como grande produtor de alimentos no mundo. A ciência ajudou a agricultura a transformar as suas grandes extensões de solo pobre em solos férteis”, afirmou.

Infraestrutura

Questionado sobre as condições de infraestrutura do país, o ministro relatou avanços, como a criação de novos portos, conclusão de obras de rodovias em trechos estratégicos, como a BR163, que sai do Mato Grosso e chega até os rios Amazonas e Tapajós, formando um corredor de exportação. E ainda a abertura, em breve, de licitações de ferrovias para suprir, com a participação do setor privado, a necessidade de investimentos.

Blairo Maggi reuniu-se com representantes do Porto de Antuerpia e visitou o Porto de Ghent, por onde circula grande parte do agronegócio brasileiro.

Fonte: MAPA

 

Rondônia poderá exportar US$ 189 milhões em 2017

Pelo Porto Alfandegado na capital, o estado de Rondônia tem projeção de exportar para os Estados Unidos, Europa, Ásia e Cuba somando madeira, grãos, minérios e carne com uma variação de 2% a mais ou para menos 189 milhões de dólares, em 2017, de acordo com Márcio Assis, coordenador de exportação comercial da única empresa BDX de Logística e Transportes, autorizada pela Receita Federal a operar com cargas pesadas pelo rio Madeira no Estado.

As exportações de soja e milho, que passam pelos portos particulares das multinacionais Amaggi e Cargill em Porto Velho, não estão contabilizadas nesta conta. Porém, o Grupo Amaggi exporta por ano pelo Porto Público de Rondônia 480 mil toneladas de grãos entre soja e milho, com uma média de 20 balsas partindo todos os meses cada uma transportando 40 mil toneladas rumo a Itacoatiara no Amazonas.

Em 2016 as exportações de madeira beneficiada no Estado, principalmente a Teca, fora de 2.240 toneladas/mês, uma média de 80 cargas, totalizando 960 containeres/ano que deixaram entesourados nos cofres do Estado U$$ 96 milhões. Essa madeira em tora ou beneficiada, plantada e preservada conquistou o mundo levando a marca ambiental de Rondônia, frisa Márcio Assis.

Manganês e Cassiterita

Outra fonte importante de renda no mercado externo que pouca gente conhece em Rondônia trata-se da produção de minério, apesar dos estragos ambientais. A cassiterita e manganês produzidos no Estado devem deixar em 2017 pelos cálculos técnicos, ao exportar 1,7 mil contaneires, com 47 mil quilos cada um devem render em torno de U$$ 197,580 mil dólares.

Contêineres lacrados prontos para exportar madeira e minério oriundos de Rondônia

A perspectiva para exportação de carne, farelo de osso e couro pelo Porto alfandegado de Rondônia, para países Europeus também é uma possibilidade altamente positiva. Devem ser exportadas em 2017, 16,8 mil toneladas de carne/mês rendendo U$$ 186 mil, para geração de emprego, renda e circulação de dinheiro.

Outra realidade para a economia de Rondônia em termos de exportação, vem da produção de café que este ano tem contratos para vender para os Estados Unidos e União Europeia. O café depois do petróleo é produto que tem mais consumo no mundo. A previsão dos empresários da BDX Logística e Transportes sediada no Porto Alfandegado em Porto Velho, é de que Rondônia possa exportar 540 toneladas/mês do produto, totalizando 6.480 toneladas/ano, em 240 containeres.

O café ainda representa um volume pequeno diante da madeira, milho, soja, carne, madeira e minério. De qualquer maneira ele renderá negócios em torno de U$$ 200 mil. O cacau, açaí e castanha também estão sendo trabalhados para ser comercializados e escoados rumo aos Estados Unidos, Europa e Ásia, não representa muito, talvez um ou dois contaneires/mês, todavia são mercados que estão se abrindo.

Enquanto descansa carrega pedra

Na terça-feira (24) feriado na capital em comemoração aos 102 anos de instalação de Porto Velho, o vice-governador Daniel Pereira, reunia-se na sede da BDX Transporte e Logística no Porto Público para discutir com empresários locais e de Manaus a maneira mais rápida e objetiva para que os produtos rondonienses também alcancem, via transporte aquaviário, os mercados Andinos, Bolívia, Peru e Venezuela.

Com um sistema de transporte eficiente pelos rios Madeira e Amazonas, os produtos gerados em Rondônia podem alcançar a Costa Leste dos Estados Unidos encurtando a distância. Dário Lopes coordenou a reunião e mostrou, inclusive cargas de madeira liberadas pela Receita Federal com destino a Cuba, prontas para ser carregadas nos contaneires assegurou que essa rota encurta o caminho em direção aos mercados consumidores com os empresários ganhando tempo e dinheiro, gerando mais emprego e renda no Estado.

Fonte: Diário da Amazônia

 

30-01-2017

 

GOVERNO ACELERA NEGOCIAÇÕES ENTRE MERCOSUL E UNIÃO EUROPEIA

Ministro Marcos Pereira, do MDIC, participou de conversas com a comissária de Comércio da UE e com a chanceler argentina no Fórum Econômico Mundial, em Davos

O Fórum Econômico Mundial, realizado semana passada em Davos, na Suíça, serviu como palco para o governo brasileiro avançar nas negociações de acordos entre os blocos comerciais do Mercosul e da União Europeia. Segundo o ministro da Indústria, Comércio Exterior e Serviços, Marcos Pereira, os dois grupos estão otimistas sobre as discussões realizadas e a possibilidade de novos negócios.

Em Davos, o ministro conversou com a comissária de Comércio da União Europeia (UE), Cecilia Malmström, e com a chanceler argentina, Susana Malcorra. A ministra do país vizinho e Marcos Pereira decidiram avançar o máximo nas negociações com a União Europeia.

“Nós estamos negociando um acordo bilateral de comércio entre o Mercosul e a União Europeia, e nós pudemos ver que há um otimismo por parte da União Europeia e também evidentemente do Mercosul”, disse Pereira, em entrevista ao Portal Planalto. Ontem (26), ele fez um relato das conversas ao presidente da República, Michel Temer.

Pereira adiantou que, em Davos, houve a conclusão do diálogo inicial entre o Mercosul e a Associação Europeia de Livre Comércio (EFTA), região de livre comércio da Europa que não faz parte da União Europeia. “Agora vamos começar com as discussões e as negociações de livre comércio, a partir de março agora, também com Mercosul e EFTA”, afirmou.

As negociações entre os dois blocos para um acordo de livre comércio foram iniciadas em 1999, interrompidas em 2004 e relançadas em 2010. A associação entre as regiões envolve bens, serviços, investimentos e compras governamentais.

No primeiro semestre de 2016, os blocos trocaram ofertas tarifárias para continuar a negociar o acordo. A meta é reduzir impostos alfandegários, remover barreiras ao comércio de serviços e aprimorar as regras relacionadas a compras governamentais, procedimentos alfandegários, barreiras técnicas ao comércio e proteção à propriedade intelectual.

Fonte: Portal Planalto

 

México inspeciona frigoríficos brasileiros com o objetivo de importar carne do país

RIO DE JANEIRO - Uma missão veterinária do México está no Brasil para inspecionar frigoríficos com o objetivo de viabilizar a exportação de carne termoprocessada brasileira para o mercado mexicano, disse nesta sexta-feira o Ministério da Agricultura.

Durante a viagem, serão visitados 11 frigoríficos de bovinos, aves e suínos nos Estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Santa Catarina e Rio Grande do Sul.

"As visitas visam à habilitação de estabelecimentos que fornecem carnes termoprocessadas, a fim de que possam exportar para aquele mercado", disse o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento em comunicado.

A missão mexicana deve permanecer no país até 8 de fevereiro.

Fonte: Reuters

 

Japão diz que prepara todas as contingências possíveis sobre comércio com EUA

TÓQUIO - O Japão está preparando todas as contingências possíveis em relação às negociações comerciais com os Estados Unidos, afirmou nesta sexta-feira o principal porta-voz do governo japonês, depois que o presidente dos EUA, Donald Trump, decidiu sair de um acordo de livre comércio Ásia-Pacífico nesta semana.

O primeiro-ministro japonês, Shinzo Abe, está buscando marcar uma visita a Washington no próximo mês, e autoridades da administração Trump disseram que o presidente buscará um rápido avanço na direção de um acordo comercial bilateral com o Japão no lugar da Parceria Transpacífico (TPP).

"É verdade que estamos nos preparando para poder responder a qualquer situação possível", disse o secretário-chefe do Gabinete, Yoshihide Suga, em entrevista à imprensa.

Suga evitou comentar sobre a política comercial dos EUA até que ela esteja mais clara.

"A aliança e a economia entre Japão e EUA são muito importantes, então gostaríamos de negociar em vários níveis com os EUA sobre como podemos avançar", disse.

Trump reiterou na quinta-feira que prefere fechar vários acordos bilaterais separados em vez de acordos multilaterais como a Parceria Transpacífico.

Fonte: Reuters

 

EXPORTAÇÃO BRASILEIRA DE MÁQUINAS TEM QUEDA DE 3%

Vendas externas somaram US$ 7,8 bilhões no ano passado. Associação da indústria culpa a valorização do real frente ao dólar pelo recuo dos embarques.

As exportações brasileiras de bens de capital somaram US$ 7,8 bilhões no ano passado, uma queda de 2,9% em relação a 2015. “A apreciação do real ocorrida em 2016 voltou a prejudicar a competitividade da indústria de transformação brasileira”, informou na quinta-feira (26) a Associação Brasileira das Indústrias de Máquinas e Equipamentos (Abimaq).

A entidade lembrou que a desvalorização do real frente ao dólar em 2014 e 2015 havia beneficiado as vendas externas do setor, mas este ciclo foi interrompido com a valorização da moeda brasileira no ano passado.

Caíram principalmente os embarques de máquinas para petróleo e energia renovável, máquinas para agricultura, infraestrutura e indústria de base, e componentes para a indústria de bens de capital. Aumentaram, no entanto, as exportações de máquinas para bens de consumo, máquinas para a indústria de transformação e máquinas para logística e construção civil.

Os principais destinos dos produtos do setor foram países latino-americanos, Europa, Estados Unidos e China. Em 2016, entre estes mercados, as exportações brasileiras só cresceram para o país asiático.

As importações brasileiras também caíram em 2016. “Por conta da fraca demanda interna, as importações registraram queda de 18% e encerraram o ano em US$ 15,4 bilhões”, informou a Abimaq. Só houve avanço nas compras do segmento de infraestrutura e indústria de base, em função da siderurgia.

Os Estados Unidos foram os principais fornecedores do Brasil no ano passado, seguidos da China, Alemanha, Coreia do Sul, Itália e Japão.

Faturamento

A receita líquida total do setor caiu 24,3% em 2016, em comparação com 2015, para R$ 66,3 bilhões, a marca mais baixa desde 2003, segundo a Abimaq. Foi o quarto ano consecutivo de queda no faturamento desta indústria.

O consumo aparente (vendas internas mais importações) de R$ 100,84 bilhões ficou 24,9% abaixo do registrado em 2015. “A queda recorde [do consumo aparente] deixa evidente que a melhora da confiança [na economia brasileira] não foi suficiente para impulsionar investimentos e reflete a capacidade ociosa elevada e o alto nível de endividamento das empresas, cenário agravado pelos juros altos”, informou a associação.

Fonte: Anba

 

Itália se diz preocupada com aspectos da política comercial de Trump

BRUXELAS - Os sinais de que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, está disposto a adotar polícias comerciais protecionistas causam preocupação e prejudicariam a Europa, disse o ministro da Economia da Itália, Pier Carlo Padoan, nesta sexta-feira.

Falando a repórteres depois de uma reunião com outros ministros europeus em Bruxelas, Padoan disse ver positivamente a intenção de Trump de estimular a economia norte-americana, mas afirmou que as primeiras indicações de suas políticas para o comércio têm "aspectos muito preocupantes".

"Se o protecionismo realmente se instaurar nos Estados Unidos, isso prejudicaria a Europa", afirmou Padoan.

Sobre as finanças públicas italianas, o ministro disse que "seria um grande problema para a Itália" se a discórdia atual entre Roma e a Comissão Europeia levasse Bruxelas a empregar um procedimento formal para obrigar o governo a fazer cortes maiores em seu déficit.

Fonte: Reuters

 

Exportações fracas pressionam e crescimento dos EUA no 4°tri desacelera

WASHINGTON - O crescimento econômico dos Estados Unidos desacelerou mais do que o esperado no quarto trimestre uma vez que a queda nos embarques de soja pesou sobre as exportações, mas os gastos estáveis do consumidor e o aumento do investimento empresarial sugerem que a economia continuará a crescer.

O Produto Interno Bruto (PIB) cresceu a uma taxa anual de 1,9 por cento, informou o Departamento de Comércio nesta sexta-feira em sua primeira estimativa do PIB do quarto trimestre. A leitura representou uma forte desaceleração ante o ritmo de crescimento de 3,5 por cento registrado no terceiro trimestre.

Economistas consultados pela Reuters esperavam crescimento de 2,2 por cento no quarto trimestre.

Como resultado, a economia cresceu apenas 1,6 por cento em 2016, o ritmo mais fraco desde 2011. A expansão no primeiro semestre do ano foi prejudicada pelo petróleo barato e pelo dólar forte, que reduziu os lucros das empresas e pesou sobre o investimento empresarial.

No quarto trimestre, as exportações caíram a uma taxa de 4,3 por cento, revertendo o crescimento de 10 por cento do terceiro trimestre. A queda das exportações nos últimos meses do ano passado foi a maior desde o primeiro trimestre de 2015.

O comércio cortou 1,70 ponto percentual do crescimento do PIB no quarto trimestre, depois de colaborar com 0,85 ponto percentual no período anterior. Esse foi o maior impacto negativo desde o segundo trimestre de 2010.

A maior parte da queda foi motivada pelas exportações de soja, que haviam impulsionado o crescimento do PIB no terceiro trimestre após uma safra de soja fraca na Argentina e no Brasil.

Os gastos do consumidor, que representam mais de dois terços da atividade econômica dos EUA, aumentaram 2,5 por cento no quarto trimestre, ante 3,0 por cento no terceiro.

Com a demanda doméstica aumentando, as empresas continuaram a aumentar os estoques. Elas acumularam estoques a uma taxa de 48,7 bilhões de dólares no último trimestre do ano passado, contra 7,1 bilhões no terceiro trimestre. Os estoques colaboraram com 1 ponto percentual ao crescimento do PIB, o dobro da contribuição no terceiro trimestre.

O investimento empresarial aumentou, com os gastos em equipamentos avançando a uma taxa de 3,1 por cento após quatro quedas trimestrais seguidas. O ganho reflete aumento na exploração de gás e petróleo, em linha com a alta dos preços do petróleo.

Com o mercado de trabalho em pleno emprego ou perto dele começando a elevar os salários e a sustentar os gastos do consumidor, o cenário é favorável para a economia.

O crescimento este ano também pode receber um impulso da promessa do presidente Donald Trump de aumentar os gastos em infraestrutura, reduzir os impostos e as regulamentações.

Uma economia mais forte também significaria mais aumentos da taxa de juros pelo Federal Reserve. O banco central dos Estados Unidos tem projetado três altas dos juros este ano.

Fonte: Reuters

 

COURO DO BRASIL ESTARÁ NA ÍNDIA COM EXPECTATIVA DE US$ 10 MILHÕES

A Índia tem sido foco de importantes ações de prospecção comercial e de imagem do couro brasileiro nos últimos anos. Trata-se de um mercado com potencial de crescimento e que será o destino, em breve, de sete empresas brasileiras para participação na feira India International Leather Fair (IILF), em Chennai, entre os dias 1 e 3 de fevereiro, com a expectativa de gerar US$ 10 milhões em negócios. Os couros do Brasil neste evento contam com o suporte do projeto Brazilian Leather, iniciativa de incentivo às exportações deste produto nacional desenvolvida pelo Centro das Indústrias de Curtumes do Brasil (CICB) em parceria com a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil).

Em 2016, a Índia comprou do Brasil 3,23 milhões de metros quadrados de couro, o que representou uma alta de 2,7% em relação a 2015, conforme explica Rogério Cunha, da Inteligência Comercial do CICB. “É um país que pode importar ainda mais do Brasil, especialmente couros acabados, com maior valor agregado”, acrescenta. A Índia é o segundo maior produtor mundial de calçados e roupas em couro, com importação de peles em ascensão nos últimos anos; a participação dos couros brasileiros dentro do espectro importador da Índia é de 4%, o que indica potencial de crescimento, conforme analisa Cunha.

Em média, a feira IILF tem aumentado 10% ao ano em número de visitantes – só na edição de janeiro de 2016, o balanço final de público ficou em 12 mil pessoas, a maioria em busca de couros e outros materiais para calçados, além de químicos e equipamentos. Anualmente, são mais de 450 expositores de 25 diferentes países neste evento.

Fonte: Apex-Brasil

 

26-01-2017

 

Saída dos EUA de acordo Transpacífico pode ser positiva para Brasil, diz ministro Marcos Pereira

RIO DE JANEIRO - A decisão do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de retirar o país da Parceira Transpacífico (TPP, na sigla em inglês) pode ser positiva para o Brasil, especialmente para a exportação de produtos agrícolas, mas o protecionismo norte-americano é preocupante, afirmou nesta quarta-feira o ministro da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC), Marcos Pereira.

Em uma de suas primeiras medidas após tomar posse, Trump determinou esta semana a saída dos EUA do TPP, cumprindo uma promessa de campanha. O acordo fora firmado pelo governo Barack Obama, e os países integrantes formariam um dos maiores blocos comerciais do mundo.

Segundo Pereira, com a saída dos EUA abre-se uma boa oportunidade para o Brasil preencher um vazio deixado pela maior potência do planeta, especialmente para o agronegócio nacional, que é altamente competitivo.

“Entendemos que na área do agrobusiness, do agronegócio, abre-se uma oportunidade grande para o Brasil. Poderemos avançar em outras áreas também com os países, e esse será o nosso foco no comércio exterior”, disse o ministro a jornalistas.

A rejeição ao bloco comercial do Pacífico fazia parte da promessa de campanha de Trump de proteger e fortalecer a indústria local norte-americana e estimular a geração de empregos nos Estados Unidos. Se por um lado o Brasil pode ter benefícios com a saída dos EUA do TPP, a política protecionista do presidente norte-americano é vista com preocupação pelo ministro.

Pereira destacou que, justamente no momento em que o Mercosul negocia medidas para tornar o bloco mais aberto, as barreiras comerciais a serem criadas por Trump podem prejudicar esse impulso expansionista.

“No momento em que o Brasil e o Mercosul começam a se abrir, em que vamos tentar avançar no acordo com a União Europeia ainda, se possível, esse ano.... Com todos mais abertos, vem a maior economia do mundo se fechando, essa é uma preocupação”, disse.

O ministro afirmou ainda que o Brasil deve fechar 2017 com um novo superávit na balança comercial e o desempenho deve superar o saldo positivo de 47,7 bilhões de dólares em 2016. A previsão é de um resultado positivo de cerca de 50 bilhões de dólares, afirmou.

“A perspectiva é de algo em torno de 50 bilhões. Acho que a economia esse ano, a partir do segundo semestre, começa a crescer. Tudo vai depender também de como o câmbio vai flutuar”, disse.

Fonte: Reuters

 

Preços do minério e do aço sobem na China com expectativa de demanda após feriado

MANILA  - Os preços futuros do minério de ferro e do aço na China subiram pelo segundo dia consecutivo nesta quarta-feira, impulsionados por expectativas de que a demanda por commodities se fortaleça após o feriado do Ano Novo Lunar, que começa na sexta-feira.

"Eu acho que alguns comerciantes podem estar tentando empurrar o mercado, na esperança de sustentar esse sentimento após o feriado, quando as usinas devem estar recompondo seus estoques", disse um comerciante de minério de ferro com sede em Xangai.

"Nós não vimos muita atividade de nossos clientes e muitas usinas estão em modo de férias desde o início desta semana."

O contrato futuro do minério de ferro na bolsa de Dalian fechou em alta de 1,3 por cento, a 641,50 iuanes (93 dólares) a tonelada. No porto de Qindao, o insumo subiu 1,9 por cento, para US$ 82,69 a tonelada, de acordo com o Metal Bulletin.

O contrato mais ativo do vergalhão de aço na bolsa de Xangai fechou em alta de 1,1 por cento, a 3.299 iuanes por tonelada.

Fonte: Reuters

 

Brasil exportou US$ 36,6 bilhões em bens minerais em 2016

O setor de mineração brasileiro teve um superávit comercial de US$ 18,1 bilhões, resultado das exportações de US$ 36,6 bilhões e importações de US$ 18,5 bilhões em bens minerais em 2016. Os dados foram consolidados pela Secretaria de Geologia, Mineração e Transformação Mineral (SGM) do Ministério de Minas e Energia, e abrangem a mineração (indústria extrativa, sem petróleo e gás) e a indústria da transformação mineral (metálicos, não metálicos e compostos químicos).

As exportações do setor mineral participaram com cerca de 20% do total das exportações da balança comercial brasileira em 2016, que apresentou superávit de US$ 47,7 bilhões com exportações de US$ 185,2 bilhões e importações de 137,5 bilhões.

Em 2016, as exportações da mineração (indústria extrativa, excluindo petróleo e gás) participaram com 9,4% do resultado total brasileiro. Os embarques de minério de ferro, principal item dessa pauta, aumentaram 2,1%, passando de 366,2 milhões de toneladas em 2015 para 374 milhões de toneladas em 2016. Entretanto, a receita gerada com essas vendas recuou 5,6%, atribuindo-se ao fraco desempenho das exportações de pelotas, que declinaram 42,5% e 53,7%, em volume e valor, respectivamente. As exportações de minério de ferro representaram 76% do total da mineração; 36 % do setor mineral e 7,2 % das exportações brasileiras, em 2016.

As importações da mineração totalizaram US$ 5,4 bilhões, apresentando queda de 21,7%, em relação a 2015. Além do declínio em volumes importados, com exceção do potássio, observou-se acentuados recuos dos preços das principais commodities dessa pauta que são Carvão Metalúrgico, Cobre (concentrado), Enxofre e Rocha fosfática.

No período, a arrecadação da Compensação Financeira pela Exploração Mineral (CFEM), os royalties da mineração, aumentou cerca de 18,3% em relação a 2015, passando de R$ R$ 1,519 bilhão em 2015 para 1,797 bilhão neste ano. No período de janeiro a novembro de 2016, foram expedidos 12.607 alvarás de pesquisa, outorgadas 452 concessões de lavra e aprovados 1.541 relatórios de pesquisa.

Fonte: Portal Brasil, com informações do Ministério de Minas e Energia

 

Produção de minério de ferro da BHP sobe 4% no 2º semestre de 2016

A BHP Billiton informou na terça-feira que produziu, no segundo semestre de 2016, 118 milhões de toneladas de minério de ferro, o que representa uma alta de 4% em relação à segunda metade de 2015. No quarto trimestre, a produção de minério de ferro atingiu 60 milhões de toneladas, aumento de 9% ante o mesmo período do ano anterior.

"Nós tivemos um bom desempenho durante um período de preços altos, com produção recorde de minério de ferro na unidade na Austrália Ocidental (WAIO)", afirmou Andrew Mackenzie, presidente da BHP.

A companhia manteve sua projeção de produção da commodity para 2017 em 228 a 237 milhões de toneladas, desconsiderando a produção da subsidiária brasileira Samarco, cujas atividades estão suspensas desde o rompimento da barragem Fundão, em novembro de 2015.

A BHP informou também que ainda não pode estimar os potenciais impactos financeiros que os acordos de compensação ambiental com autoridades brasileiras terão em suas demonstrações de 2016.

Fonte: UOL Economia

 

25-01-2017

 

BALANÇA COMERCIAL: EXPORTAÇÕES CRESCEM 16% EM JANEIRO

Até a terceira semana, aumentaram as exportações de manufaturados, semimanufaturados e básicos em relação ao mesmo período do ano passado

Na terceira semana de janeiro de 2017, a balança comercial registrou superávit de US$ 1,058 bilhão, resultado de exportações no valor de US$ 3,837 bilhões e importações de US$ 2,779 bilhões. No mês, as exportações somam US$ 9,775 bilhões e as importações, US$ 8,377 bilhões, com saldo positivo de US$ 1,398 bilhão.

A média diária das exportações da terceira semana (US$ 767,4 milhões), ficou 29,2% acima da média até a segunda semana de janeiro (US$ 593,7 milhões), em razão do aumento nas vendas das três categorias de produtos: básicos (+60,7%), semimanufaturados (+8,4%) e manufaturados (+8,3%). Nas importações, houve retração de 0,7%, sobre igual período comparativo (média da terceira semana, US$ 555,8 milhões sobre média até a segunda semana, US$ 559,8 milhões), explicada, principalmente, pela queda nos gastos com adubos e fertilizantes, combustíveis e lubrificantes, bebidas e álcool, equipamentos eletroeletrônicos, aeronaves e peças.

Mês

Nas exportações, comparadas as médias até a terceira semana de janeiro (US$ 651,6 milhões) com a de janeiro de 2016 (US$ 561,9 milhões), houve crescimento de 16%, em razão do aumento nas vendas das três categorias de produtos: semimanufaturados (+28,6%, por conta de açúcar em bruto, semimanufaturados de ferro e aço, ferro-ligas, celulose, óleo de dendê, madeira serrada ou fendida), básicos (+24,1%, em função, principalmente, de minério de ferro, petróleo em bruto, soja em grão, farelo de soja, carnes suína, bovina e de frango) e manufaturados (+2,5%, causado, principalmente, por veículos de carga, óleos combustíveis, açúcar refinado, suco de laranja não congelado, produtos laminados planos de ferro e aço). Em relação a dezembro de 2016, houve retração de 10,1%, em virtude das quedas nas vendas de produtos manufaturados (-30%), e semimanufaturados (-1,3%), enquanto que cresceram as vendas de produtos básicos (+9,7%)

Nas importações, a média diária até a terceira semana de janeiro deste ano (US$ 558,4 milhões), ficou 8,2% acima da média de janeiro do ano passado (US$ 516,1 milhões). Neste comparativo, cresceram os gastos, principalmente, com adubos e fertilizantes (+99,7%), cereais e produtos da indústria da moagem (+98,9%), combustíveis e lubrificantes (+48,6%), equipamentos elétricos e eletrônicos (+40,2%), veículos automóveis e partes (+15,3%). Na comparação com dezembro de 2016, houve crescimento de 6,6%, pelos aumentos dos embarques de equipamentos elétricos e eletrônicos (+25,6%), plásticos e obras (+18,2%), químicos orgânicos/inorgânicos (+11,0%), combustíveis e lubrificantes (+7,3%) e equipamentos mecânicos (+4,9%).

Fonte: Assessoria de Comunicação Social do MDIC

 

Vendas de aço plano sobem 16,8% em dezembro, diz Inda

SÃO PAULO - Os distribuidores de aço plano do Brasil tiveram alta de 16,8 por cento nas vendas em dezembro sobre um ano antes, para 221 mil toneladas, informou nesta terça-feira a associação que representa cerca de um terço do consumo da liga produzida por usinas do país, Inda.

Os estoques de aço plano em distribuidores eram de 900,5 mil toneladas no final de dezembro, queda de 2,1 por cento na comparação com novembro.

O Inda estima alta de 15 por cento nas vendas de aço plano em janeiro.

Fonte: Reuters

 

“BRAZIL. THE COFFEE NATION” EXPORTA US$ 1,57 BILHÃO EM 2016

As empresas que integram o projeto setorial desenvolvido pela BSCA em parceria com a Apex-Brasil embarcaram o produto para 78 países no ano passado, com a receita crescendo 152,4% ante 2015

As exportações das empresas brasileiras que integram o “Brazil. The Coffee Nation”, projeto setorial realizado pela Associação Brasileira de Cafés Especiais (BSCA) em parceria com a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil), renderam ao País uma receita de US$ 1,57 bilhão em 2016, recorde histórico anual que implicou substancial alta de 152,4% na comparação com os US$ 622 milhões registrados no ano anterior.

O projeto é composto por 177 empresas nacionais, das quais, no ano passado, 55 exportaram para 78 países. O principal comprador dos cafés brasileiros comercializados através do “Brazil. The Coffee Nation”, em 2016, foram os Estados Unidos, que investiram US$ 388,2 milhões na aquisição do produto. Na sequência, vieram Alemanha (US$ 271,4 milhões), Bélgica (US$ 146,7 milhões), Japão (US$ 129,3 milhões) e Itália (US$ 99,2 milhões).

Para o gestor do “Brazil. The Coffee Nation” na Apex-Brasil, Claudio Borges, é gratificante colher bons frutos desse trabalho conjunto com a BSCA. “Tenho a grande satisfação de ver recompensado mais um ano do árduo trabalho, que tem início na lida do campo e se completa na satisfação dos consumidores e na sofisticação das cafeterias, que se multiplicam mundo afora. Ao longo de toda essa cadeia de ações, dois fatores unem todos os que dela participam: o amor pelo café e a busca incessante da qualidade que agrega valor ao produto”, destaca.

A diretora da BSCA, Vanusia Nogueira, que é a gestora do “Brazil. The Coffee Nation” pela Associação, explica que resultados como o obtido em 2016 trazem, ao mesmo tempo, um sentido de dever cumprido e de mais responsabilidade junto a todos os parceiros. “Seguiremos buscando aperfeiçoar nossas ações, trazendo cada vez mais retorno ao investimento realizado através do projeto BSCA/Apex-Brasil e pelos empresários do setor de café”, diz.

SOBRE O PROJETO SETORIAL

O “Brazil. The Coffee Nation”, desenvolvido em parceria pela BSCA e pela Apex-Brasil, tem como foco a promoção comercial dos cafés especiais brasileiros no mercado externo. O objetivo é reforçar a imagem dos produtos nacionais em todo o mundo e posicionar o Brasil como fornecedor de alta qualidade, com utilização de tecnologia de ponta decorrente de pesquisas realizadas no País. O projeto visa, ainda, a expor os processos exclusivos de certificação e rastreabilidade adotados na produção nacional de cafés especiais, evidenciando sua responsabilidade socioambiental e incorporando vantagem competitiva aos produtos brasileiros.

Iniciado em 2008, a vigência do atual projeto se dá entre maio de 2016 ao mesmo mês de 2018 e os mercados-alvo são: (i) EUA, Canadá, Japão, Coreia do Sul, China/Taiwan, Reino Unido, Alemanha e Austrália para os cafés crus especiais; e (ii) EUA, China, Alemanha e Emirados Árabes Unidos para os produtos da indústria de torrefação e moagem. As empresas que ainda não fazem parte do projeto podem obter mais informações diretamente com a BSCA, através dos telefones (35) 3212-4705 / (35) 3212-6302 ou do e-mail exec@bsca.com.br.

Fonte: Apex-Brasil

 

Brasil pode ganhar com onda protecionista dos EUA, avalia governo

A saída dos Estados Unidos da Parceria Transpacífico (TPP), confirmada ontem pelo presidente Donald Trump, foi comemorada, discretamente, pelo governo brasileiro. Entre as razões para isso, a principal é que os produtos em que o Brasil concorre com os EUA (soja, açúcar, suco de laranja, carne bovina, entre outros) nesses mercados do Pacífico, especialmente o Japão, ficariam mais caros em relação aos americanos. Isso porque as exportações americanas deixariam de ser tributadas, ao contrário das vendas provenientes do Brasil.

Na avaliação de fontes que estão na linha de frente da política externa brasileira, outro ponto favorável diz respeito às negociações entre Mercosul e União Europeia (UE). Espera-se que, com essa postura protecionista de Trump, os negociadores europeus voltem a focar o bloco sul-americano. Mesmo porque as perspectivas em torno da conclusão do Acordo de Parceria Transatlântica de Comércio entre EUA e UE são praticamente nulas neste momento.

“Com o TPP, o produto brasileiro sairia mais caro que o americano. Ficará mais fácil para nós”, afirmou o presidente da Associação de Comércio Exterior do Brasil (AEB), José Augusto de Castro.

Para Roberto Abdenur, ex-embaixador do Brasil em Washington, a saída do TPP é boa para o Brasil “entre aspas”.

“O TPP agravaria a marginalização do Brasil no comércio internacional, prejudicaria nosso acesso aos mercados dos países participantes e imporia novos padrões técnicos e regulatórios que iriam além do que nosso visceral protecionismo admite”, completou.

O presidente do Conselho Empresarial Brasil-China, Luiz Augusto de Castro Neves, enfatizou que a saída do TPP já era esperada. Segundo ele, Trump tenta, com isso, proteger industriais americanos mais antigos e menos competitivos. Ele concorda com o fato de o Brasil se beneficiar com a medida, mas acredita que os chineses é que sairão ganhando.

“Será aberto um enorme espaço de negociação comercial para a China”, disse Castro Neves.

No campo bilateral, equipes dos governos do Brasil e dos EUA começam a se reunir no mês que vem, para construírem uma agenda comum, com itens como facilitação de comércio e investimentos. Os primeiros contatos se darão através das embaixadas dos dois países. Na avaliação do Itamaraty, o aumento do protecionismo a ser patrocinado por Trump não preocupa tanto o Brasil como os outros parceiros internacionais.

“Nós não somos uma fonte de problemas para os EUA. Temos um déficit comercial com eles (US$ 646 milhões em 2016) e, portanto, não somos um país com o qual os EUA precisam consertar a relação comercial”, disse uma fonte do Itamaraty.

Além disso, os EUA são o país com maior estoque de Investimentos Estrangeiros Diretos (IEDs). No acumulado de janeiro a novembro de 2016, os EUA investiram US$ 5,66 bilhões no Brasil, o que o posiciona como o terceiro maior investidor estrangeiro no país. Já os investimentos brasileiros diretos tiveram nos EUA (US$ 1,354 bilhão) o quarto principal destino em 2016, atrás das Ilhas Cayman, Bahamas e Países Baixos.

Fonte: Gazeta do Povo

 

24-01-2017

 

ACORDO ENTRE MERCOSUL E BLOCO DE PAÍSES EUROPEUS PODE BENEFICIAR 322 PRODUTOS BRASILEIROS

A Confederação Nacional da Indústria identificou oportunidades para as exportações nacionais no contexto das negociações com a Associação Europeia de Livre Comércio (conhecida pela sigla em inglês EFTA)

O acordo dará acesso a um mercado cujas importações somaram US$ 294 bilhões em 2016
O lançamento oficial das negociações entre o Mercosul e a Associação Europeia de Livre Comércio (EFTA) pode criar oportunidades para a exportação de 322 produtos nacionais, segundo levantamento da Confederação Nacional da Indústria (CNI). A instituição também identificou que um acordo com o bloco europeu, fora da União Europeia, dará acesso a um amplo mercado consumidor, cujas importações somaram US$ 294 bilhões no ano passado, e a um mercado de compras governamentais de US$ 85 bilhões.

O EFTA é formado por Suíça, Noruega, Islândia e Liechtenstein, tem população de alta renda, desemprego abaixo de 5%. Apesar do elevado volume de compras, o Brasil exportou apenas US$ 2,5 bilhões para o bloco no ano passado, representando o 11º destino das vendas brasileiras.

“É um mercado importador muito importante para a indústria brasileira. O governo terminou o diálogo exploratório com o EFTA, etapa inicial para um acordo comercial, e verificou que não há confrontos de interesses, mas há oportunidades. Acredito que seja possível negociar um acordo com o EFTA ao mesmo tempo em que concluímos as negociações com a União Europeia”, avalia o diretor de Desenvolvimento Industrial da CNI, Carlos Eduardo Abijaodi. Mercosul e UE estão em negociação desde 1995.

O acordo com o EFTA pode se tornar o primeiro acordo do Brasil com países desenvolvidos. A CNI avalia que as negociações devem andar de forma mais acelerada, pois o EFTA já possui acordos de livre comércio com 27 parceiros, entre eles países como Chile, Colômbia, México e Peru, na América Latina. O bloco ainda negocia outros 10 acordos, como com a Índia, Rússia e Vietnã.

FIM DAS TARIFAS – Segundo a CNI, os acordos de livre comércio do EFTA oferecem de início a eliminação total de suas tarifas de importação para todos os produtos industrializados, considerando que as economias do bloco europeu possuem uma base industrial desenvolvida e diversificada. “Para o Mercosul, é importante negociarmos barreiras técnicas, fitossanitárias e sanitárias, além de picos tarifários em determinados produtos, pois as tarifas já são baixas. Seguramente, o acordo vai estimular os investimentos no Brasil”, diz Abijaodi.

O EFTA impõe o livre comércio para peixes e outros produtos marinhos em troca da redução das tarifas, pois o setor de pesca tem grande relevância na Islândia e na Noruega. Os acordos do EFTA se baseiam na OMC, mas incluem temas novos para o Brasil como, por exemplo, compras governamentais, comércio de serviços, propriedade intelectual, compras públicas, barreiras técnicas e barreiras sanitárias e fitossanitárias. Atualmente, o Brasil só assinou um acordo incluindo esses temas. Negociado no ano passado, o acordo com o Peru aguarda aprovação do Congresso Nacional.

Embora estejam dentro de um bloco, os quatro países negociam de forma separada. Veja quais são as oportunidades nas duas maiores economias do EFTA:

OPORTUNIDADES NA SUÍÇA – Um acordo entre Mercosul-EFTA abre oportunidade para 46 produtos industriais brasileiros já vendidos para a Suíça, como suco de laranja, produtos laminados, metais, produtos de carne, embarcações e aeronaves. Este grupo de produtos paga tarifas específicas, que reduzem bastante a competividade exportadora.

Além disso, há outros 236 com exportação insignificante para o país que podem ganhar espaço. Entre eles estão: veículos automotores, produtos farmacêuticos, máquinas e equipamentos, produtos químicos, extração de minerais não-metálicos, produtos alimentícios, fumo, têxteis, confecção de artigos do vestuário, acessórios de couros, calçados, madeira, papel e celulose, derivados do petróleo e biocombustíveis.

OPORTUNIDADES NA NORUEGA – A presença dos produtos industriais brasileiros no mercado norueguês é pouco significativa e chega a menos de 1%. Desta forma, uma redução de impostos de importação e barreiras não-tarifárias poderá aumentar as exportações de 26 produtos, que já têm presença na Noruega, e de outros 233 que ainda não entram no país. Os setores potencialmente beneficiados são: veículos automotores, metalurgia, produtos químicos, produtos alimentícios, motores, bombas, compressores e equipamentos de transmissão, máquinas e equipamentos de uso na extração mineral e na construção; tratores, máquinas e equipamentos para a agricultura e pecuária; produtos químicos orgânicos e, em particular, resinas e elastômeros, entre os produtos químicos.

COMPRAS GOVERNAMENTAIS – Estudo da CNI mostra que o mercado de compras governamentais dos países do EFTA gira em torno de US$ 85 bilhões e nenhum dos países dá preferência aos produtos e fornecedores nacionais. “O bloco mantém postura relativamente flexível nas negociações, o que permitirá acomodar os interesses das empresas brasileiras”, explica o diretor da CNI Carlos Abijaodi.

Apesar do pequeno porte dos países do EFTA, seus mercados de compras públicas, em conjunto, superam em valor o de diversos países latino-americanos. Mesmo respeitando algumas sensibilidades brasileiras, há oportunidades interessantes de exportação em setores importantes da economia nacional.

Fonte: Agência CNI de Notícias

 

Produção de aço na China sobe em dezembro

PEQUIM - A produção de aço da China cresceu 3,2 por cento em dezembro, levando a um aumento na produção para todo o ano, conforme dados divulgados na sexta-feira, com as usinas produzindo mais para atender uma demanda maior em um momento em que Pequim afirma agir para reduzir excesso de capacidade.

A produção de aço da China em dezembro subiu para 67,22 milhões de toneladas, ante 66,29 milhões em novembro, marcando o décimo mês consecutivo de ganhos, segundo dados da Agência Nacional de Estatísticas.

A produção siderúrgica chinesa no acumulado do ano cresceu 1,2 por cento, para 808,4 milhões de toneladas.

O salto foi ainda mais significativo, uma vez que as usinas normalmente reduzem a produção ante a desaceleração sazonal da demanda dos setores de infraestrutura e construção durante os meses mais frios do inverno.

Fonte: Reuters

 

Mercados chineses avançam com setor de matérias-primas

XANGAI/TÓQUIO - O principal índice de ações da China encerrou esta segunda-feira na máxima de duas semanas, mas reverteu alguns de seus ganhos anteriores com volume de negócios reduzido, uma vez que os investidores estavam relutantes em adotar novas posições antes do maior feriado do país.

O índice CSI300, que reúne as maiores companhias listadas em Xangai e Shenzhen, avançou 0,27 por cento, enquanto o índice de Xangai teve alta de 0,43 por cento.

A maioria dos setores ficou praticamente estável, mas os ganhos foram liderados pelo setor de matérias-primas, sustentado pelo dólar muito fraco.

O dólar recuou fortemente nesta segunda-feira, depois que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, adotou um tom protecionista em seu discurso de posse, minando o otimismo sobre a economia norte-americana que vinha sendo estimulada por suas promessas de cortes de imposto e de outro estímulos.

O índice MSCI, que reúne ações da região Ásia-Pacífico com exceção do Japão, tinha alta de 0,25 por cento às 7:20 (horário de Brasília).

Fonte: Reuters

 

Produção de aço bruto do Japão em 2016 recua para menor nível em 7 anos

TÓQUIO - A produção de aço bruto do Japão caiu 0,3 por cento em 2016, para o menor nível em sete anos, pressionada por demanda fraca por veículos no mercado local e preços baixos na Ásia, informou a Federação de Ferro e Aço do Japão nesta segunda-feira.

De acordo com os dados da federação, a produção recuou pelo segundo ano consecutivo, para 104,77 milhões de toneladas, o menor volume desde 2009.

"A produção lenta no primeiro trimestre (de 2016) por causa de demanda fraca por veículos no mercado doméstico pesou sobre o número anual", disse um pesquisador da entidade, que pediu para não ter o nome divulgado. "Mas a produção tem crescido desde então e deve se manter no caminho da recuperação", acrescentou.

A produção de aço do Japão, segundo maior produtor da liga no mundo, subiu 0,2 por cento no quarto trimestre, para 26,38 milhões de toneladas, o terceiro trimestre consecutivo de crescimento na comparação anual.

 

Apenas em dezembro, a produção japonesa de aço subiu 1,5 por cento sobre um ano antes, para 8,71 milhões de toneladas, após alta de 1,1 por cento em novembro.

No mês passado, a federação afirmou que a produção de aço bruto do Japão no ano fiscal que começa em abril desde subir para cerca de 105,5 milhões de toneladas.

Fonte: Reuters

 

MERCOSUL E EFTA CONCLUEM NEGOCIAÇÕES PRELIMINARES PARA ACORDO DE LIVRE COMÉRCIO

Bloco é formado por Suíça, Noruega, Islândia e Liechtenstein

O Mercosul e a Associação Europeia de Livre Comércio (EFTA), bloco formado por quatro países europeus – Suíça, Noruega, Islândia e Liechtenstein, concluíram com sucesso o diálogo exploratório e as negociações preliminares para um acordo de livre comércio.

“No Brasil, estamos promovendo uma atualização significativa da nossa política econômica e comercial, com vistas a assegurar uma inserção competitiva do país na economia global. Ao lado dos demais membros do Mercosul, procuramos novos parceiros para aumentar, diversificar e melhorar nossas relações comerciais, a fim de contribuir para o crescimento e a estabilidade da economia brasileira. A pronta aprovação de um mandato para negociar com a EFTA, pelo Grupo do Mercado Comum do Mercosul, é uma clara indicação da alta prioridade que todos nós do Mercosul atribuímos a essas negociações”, afirmou o ministro.

Os maiores ganhos para o Brasil com a conclusão do acordo concentram-se nos bens básicos. Em relação aos bens industriais, os setores mais beneficiados serão os de químicos orgânicos, vestuário e calçados, produtos de cerâmica e madeira.

Com o acordo, o Brasil poderá obter insumos mais baratos para produção de bens industriais, aumentando a competitividade de seus produtos. Além disso, a EFTA possui posição relevante no comércio internacional de bens, sendo que a Suíça é o 11º no ranking da OMC dos principais importadores em 2015 (participação de 1,9% das importações mundiais), e a Noruega é 24º nesse ranking (0,6% das importações mundiais).

Além da redução tarifária, o possível acordo incluirá disciplina sobre barreiras não tarifárias, ajudando exportadores brasileiros que eventualmente enfrentem essas barreiras naquele mercado.

Intercâmbio comercial

Em 2016, as exportações brasileiras para a EFTA totalizaram US$ 2,4 bilhões (participação de 1,3%), sendo que os produtos manufaturados representaram 64,9%, os semimanufaturados 25,9% e os básicos 9%. Os principais produtos exportados pelo Brasil foram plataformas de perfuração ou exploração (32,6%), óxidos e hidróxidos de alumínio (24,3%), soja em grãos (4,0%), ouro em formas semimanufaturadas (3,7%) e café em grãos (1,9%).

Por sua vez, as importações foram de US$ 2,4 bilhões (participação de 1,8%), sendo que a pauta ficou assim distribuída: 5,8% de produtos básicos, 1,8% de semimanufaturados e 92,4% de manufaturados. Entre os produtos importados da EFTA, destacam-se os seguintes itens: medicamentos para medicina humana e veterinária (21,5%), compostos de funções nitrogenadas (13,0%), compostos heterocíclicos (6,5%), óleos combustíveis (6,4%), adubos e fertilizantes com nitrogênio e fósforo e potássio (4,4%).

Em 2016, as exportações da EFTA totalizaram US$ 400 bilhões, sendo que 0,8% dessas exportações destinaram-se ao Brasil. Por sua vez, as importações da associação foram de US$ 333,4 bilhões nesse ano, sendo que 0,9% dessas importações originaram-se no Brasil.

Relativamente aos dados econômicos da EFTA em 2015, seu PIB total foi US$ 1.069 bilhões, equivalendo a uma renda per capita de US$ 77.601, dada uma população de 13,8 milhões de habitantes.

“Além desta negociação com a EFTA, o Mercosul está negociando um acordo de livre comércio com a União Europeia. Estamos também em processo de expansão e aprofundamento do nosso acordo comercial preferencial com a Índia e iniciamos as negociações do ALC com o Líbano e a Tunísia. Também estamos envolvidos em diálogos comerciais, alguns dos quais também passaram para a fase exploratória, com Canadá, Japão e Coréia”, afirmou Marcos Pereira.

Fonte: Assessoria de Comunicação Social do MDIC

 

20-01-2017

 

MARCOS PEREIRA LANÇA NEGOCIAÇÕES DE ACORDO DE LIVRE COMÉRCIO ENTRE MERCOSUL E EFTA

Bloco é formado por Suíça, Noruega, Islândia e Liechtenstein

O ministro Marcos Pereira lançou nesta quinta-feira, em Davos, na Suíça, as negociações para um acordo de livre comércio entre o Mercosul e a Associação Europeia de Livre Comércio (EFTA), bloco formado por quatro países europeus – Suíça, Noruega, Islândia e Liechtenstein.

“No Brasil, estamos promovendo uma atualização significativa da nossa política econômica e comercial, com vistas a assegurar uma inserção competitiva do país na economia global. Ao lado dos demais membros do Mercosul, procuramos novos parceiros para aumentar, diversificar e melhorar nossas relações comerciais, a fim de contribuir para o crescimento e a estabilidade da economia brasileira. A pronta aprovação de um mandato para negociar com a EFTA, pelo Grupo do Mercado Comum do Mercosul, é uma clara indicação da alta prioridade que todos nós do Mercosul atribuímos a essas negociações”, afirmou o ministro.

Os maiores ganhos para o Brasil com a conclusão do acordo concentram-se nos bens básicos. Em relação aos bens industriais, os setores mais beneficiados serão os de químicos orgânicos, vestuário e calçados, produtos de cerâmica e madeira.

Com o acordo, o Brasil poderá obter insumos mais baratos para produção de bens industriais, aumentando a competitividade de seus produtos. Além disso, a EFTA possui posição relevante no comércio internacional de bens, sendo que a Suíça é o 11º no ranking da OMC dos principais importadores em 2015 (participação de 1,9% das importações mundiais), e a Noruega é 24º nesse ranking (0,6% das importações mundiais).

Além da redução tarifária, o possível acordo incluirá disciplina sobre barreiras não tarifárias, ajudando exportadores brasileiros que eventualmente enfrentem essas barreiras naquele mercado.

Intercâmbio comercial

Em 2016, as exportações brasileiras para a EFTA totalizaram US$ 2,4 bilhões (participação de 1,3%), sendo que os produtos manufaturados representaram 64,9%, os semimanufaturados 25,9% e os básicos 9%. Os principais produtos exportados pelo Brasil foram plataformas de perfuração ou exploração (32,6%), óxidos e hidróxidos de alumínio (24,3%), soja em grãos (4,0%), ouro em formas semimanufaturadas (3,7%) e café em grãos (1,9%).

Por sua vez, as importações foram de US$ 2,4 bilhões (participação de 1,8%), sendo que a pauta ficou assim distribuída: 5,8% de produtos básicos, 1,8% de semimanufaturados e 92,4% de manufaturados. Entre os produtos importados da EFTA, destacam-se os seguintes itens: medicamentos para medicina humana e veterinária (21,5%), compostos de funções nitrogenadas (13,0%), compostos heterocíclicos (6,5%), óleos combustíveis (6,4%), adubos e fertilizantes com nitrogênio e fósforo e potássio (4,4%).

Em 2016, as exportações da EFTA totalizaram US$ 400 bilhões, sendo que 0,8% dessas exportações destinaram-se ao Brasil. Por sua vez, as importações da associação foram de US$ 333,4 bilhões nesse ano, sendo que 0,9% dessas importações originaram-se no Brasil.

Relativamente aos dados econômicos da EFTA em 2015, seu PIB total foi US$ 1.069 bilhões, equivalendo a uma renda per capita de US$ 77.601, dada uma população de 13,8 milhões de habitantes.

“Além desta negociação com a EFTA, o Mercosul está negociando um acordo de livre comércio com a União Europeia. Estamos também em processo de expansão e aprofundamento do nosso acordo comercial preferencial com a Índia e iniciamos as negociações do ALC com o Líbano e a Tunísia. Também estamos envolvidos em diálogos comerciais, alguns dos quais também passaram para a fase exploratória, com Canadá, Japão e Coréia”, afirmou Marcos Pereira.

Fonte: Assessoria de Comunicação Social do MDIC

 

EXPORTAÇÕES AOS ÁRABES RENDERAM US$ 11,5 BILHÕES EM 2016

Houve recuo de 5% sobre 2015. Fatores como a queda no preço do petróleo e a menor safra de milho influenciaram o desempenho.

As exportações do Brasil aos países árabes em 2016 somaram US$ 11,47 bilhões, um recuo de 5,34% em relação a 2015. Volume embarcado foi de 35,91 milhões de toneladas, uma queda de 18,69% na mesma comparação. Os números são do Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC), organizados pela Câmara de Comércio Árabe Brasileira.

“Houve queda no preço do petróleo, queda da safra de milho, uma baixa significativa do preço do frango e o preço da carne [bovina] ficou estável. Em 2016, houve a volta das exportações de carne para a Arábia saudita, porém, eles já tinham encontrado vários fornecedores [alternativos]”, explicou Michel Alaby, diretor-geral da Câmara Árabe, sobre os principais fatores que influenciaram a queda.

Alaby destaca, no entanto, que também houve pontos positivos no comércio entre o Brasil e os países árabes no último ano, como as vendas de US$ 8,627 bilhões em alimentos e cereais para a região, o que representou 12,4% do valor exportado pelo Brasil ao mundo. Em 2015, essa participação foi de 12%.

O executivo apontou que nações árabes como as Ilhas Comores e o Iêmen, que tinham pouca participação nas vendas externas do Brasil, aumentaram suas importações de produtos daqui. As exportações para as Ilhas Comores, na África, por exemplo, subiram 37,38% em volume e 119,97% em receita. Para o Iêmen, o aumento foi de 63,51% em volume e 79,15% em receita.

“Um fator positivo foi o aumento do preço do açúcar. Comores e Iêmen cresceram em suas importações por causa do açúcar”, disse. As importações do Djibuti, outro país árabe da África, “cresceram consideravelmente”, indicou Alaby. O volume de vendas do Brasil para lá aumentou mais de 1000% no último ano, enquanto as receitas cresceram 531%. O Iraque também comprou mais do Brasil ano passado, principalmente carne bovina e açúcar.

Importações

As importações de produtos árabes pelo Brasil ficaram em 15,9 milhões de toneladas em 2016, uma queda de 1,1% em volume. Em receita, as compras externas somaram US$ 5,24 bilhões, um recuo de 35,21% sobre 2015.

Os combustíveis tiveram a maior redução nas compras brasileiras, com queda de 12,2% em quantidade e 35,21% em dólares.

A compra de adubos, no entanto, que figura em segundo lugar na lista de produtos que o Brasil mais importa dos árabes, cresceu. Em 2016, o Brasil importou 4,95 milhões de toneladas de fertilizantes (+37,43%), com receita de US$ 1,31 bilhão (+6%).

No geral, o ano de 2016 fechou com um saldo comercial favorável ao Brasil de US$6,234 bilhões, 25% a mais que em 2015.

Para 2017, Alaby tem expectativas positivas. O diretor-geral da Câmara Árabe espera que fatores como a recuperação do preço do petróleo, a necessidade de o Brasil expandir seus mercados externos e de os árabes recomporem seus estoques de alimentos torne 2017 “um ano mais promissor de comércio com os países árabes”.

“Podemos ter uma melhoria substancial a partir de março, com a entrada das safras. As estimativas indicam que os preços das commodities continuarão estáveis, com uma tendência de crescimento, ao contrário do ano passado”, completou.

Fonte: Anba

 

Exportação de petróleo da Arábia Saudita sobe para 8,258 mi bpd em novembro

DUBAI  - As exportações de petróleo da Arábia Saudita em novembro subiram para 8,258 milhões de barris por dia, ante 7,636 milhões de bpd em outubro, mostraram dados oficiais nesta quinta-feira.

O volume de exportações é informado pelo governo saudita e por outros membros da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) a uma plataforma conjunta, que publica os dados em seu site na internet.

Fonte: Reuters

 

Ternium e Nippon Steel se reúnem em fevereiro para buscar saída para conflitos na Usiminas

SÃO PAULO - O grupo siderúrgico Ternium informou nesta quinta-feira que vai se reunir com a rival Nippon Steel no início de fevereiro para discutir propostas para solução da disputa que travam desde 2014 pelo comando da Usiminas

"A Ternium tem total interesse em resolver o conflito na Usiminas (...) A Ternium e a Nippon irão se reunir na primeira quinzena de fevereiro. Nós já oferecemos uma proposta clara e prática e vamos ouvir na reunião as propostas da Nippon para a cláusula de resolução de conflitos."

A proposta da Ternium, entregue à Nippon Steel em dezembro, propõe a criação de uma "cláusula de saída" para os sócios controladores da Usiminas em situações como a atual de falta de consenso entre os dois grupos. O mecanismo proposto pela Ternium seria uma espécie de leilão, em que o grupo que oferecer a maior quantia pela participação do outro fica com a fatia.

O presidente para o Brasil da Nippon Steel, Hironobu Nose, afirmou nesta semana que a companhia aceita que o executivo Sergio Leite, indicado pela Ternium, assuma a presidência-executiva da Usiminas a partir de maio, em um esquema de alternância de poder com a Ternium.

Porém, o grupo japonês quer que o atual presidente da Usiminas, Rômel Erwin de Souza, seja alçado à posição de presidente do conselho de administração da siderúrgica brasileira.

No comunicado desta quinta-feira, a Ternium afirma que Souza "não tem o mínimo apoio para ser indicado como presidente do conselho".

Fonte: Reuters

 

Porto de Cabedelo embarca 13 mil toneladas de minério para Europa

O Porto de Cabedelo vai embarcar para a Holanda e para a França, o minério ilmenita, extraído na Paraíba. O Navio African Joseph R, de bandeira grega, atracou na terça-feira para levar à Europa 13 mil toneladas do minério extraído na cidade de Mataraca, Litoral Norte da Paraíba.

O navio vai entregar parte da carga em Rotterdam, na Holanda, e tem destino final no Porto de Thann, na França. Ilmenita (FeTi02) é o mineral de titânio de ocorrência mais comum e abundante. É utilizado como pigmento nas indústrias de tinta, papel, plástico, borracha, fibras, vernizes, próteses ósseas, implantes dentários, instrumentos cirúrgicos, entre outros.

O minério apresenta-se na cor preta do ferro. Cerca de 88% da produção mundial de titânio é obtida da ilmenita. No Brasil os principais municípios produtores são: Mataraca (PB); São Francisco de Itabapoana (RJ) e Santa Bárbara de Goiás (GO). Em 2016, ocorreram alguns embarques do minério ilmenita para a Europa. Dezenas de trabalhadores portuários participam da operação de embarque das 13 mil toneladas de ilmenita.

Fonte: Secom-PB

 

19-01-2017

 

Porto do Rio Grande tem movimento recorde

Apesar das dificuldades enfrentadas pelas economias nacional e internacional, o porto do Rio Grande segue quebrando recordes de movimentação de cargas. Em 2015, o complexo já tinha alcançado o seu melhor resultado, com cerca de 37,6 milhões de toneladas; contudo, no ano passado, o desempenho foi de aproximadamente 38,2 milhões de toneladas (1,4% superior ao anterior).

Inicialmente, a expectativa era que a estrutura movimentasse algo próximo a 39 milhões de toneladas. No entanto, o diretor técnico do porto do Rio Grande, Darci Tartari, argumenta que, como muitos produtores de soja estocaram grãos, esperando melhores condições de preço e de câmbio, o patamar não foi atingido. Justamente por causa dessa demanda reprimida e da perspectiva de condições climáticas favoráveis, Tartari adianta que, se não houver uma reversão da expectativa da safra agrícola deste ano, o recorde deve novamente ser superado em 2017.

O resultado do porto gaúcho em 2016 torna-se mais impressionante na medida que o seu "carro-chefe", o complexo soja (óleo, farelo e grão), teve um desempenho aquém ao do ano anterior. No total, foram movimentadas cerca de 12,4 milhões de toneladas desses itens no ano passado, contra 14,2 milhões em 2015. Essa redução foi compensada na soma geral devido ao incremento de cargas como a celulose. Somente a produção da CMPC Celulose Riograndense, que envia celulose da sua planta de Guaíba ao porto da Metade Sul pela hidrovia, significou a movimentação de 1,4 milhão de toneladas no ano passado.

O movimento de embarcações até Rio Grande também aumentou passando de 3.067 viagens para 3.241. A maior elevação está relacionada com a navegação interior, que foi ampliada em 12% chegando a 1.343 viagens. O porto recebeu importações de 87 origens (os maiores volumes foram procedentes da Argentina, Estados Unidos, Marrocos, Argélia e Catar) e exportou para 70 destinos (principalmente para China, Irã, Coreia do Sul, Estados Unidos e Japão).

O diretor-superintendente do porto do Rio Grande, Janir Branco, salienta que o complexo, nos últimos dois anos, alcançou um superávit de R$ 52 milhões, sendo R$ 20 milhões no ano passado e R$ 32 milhões em 2015. Para 2017, o dirigente espera novas boas notícias. Branco informa que a modernização de 1.125 metros do cais público, que conta com recursos do governo federal na ordem de R$ 97 milhões, deverá ser concluída no segundo semestre deste ano. Iniciada em 2014, a medida ampliará o pátio de manobras e melhorará as condições de atracação dos navios, agilizando os embarques e desembarques. Posteriormente, a meta será aprofundar o calado do cais público, passando de 30 pés, para 40 pés. Essa ação deverá absorver aproximadamente R$ 60 milhões em investimentos.

O superintendente espera ainda para este ano o começo da dragagem de manutenção do porto, que também contará com aporte da União (R$ 368 milhões). O serviço deve levar em torno de nove meses para ser finalizado e possibilitará que o porto passe a operar com um calado de 46 a 47 pés, contra os 40 pés atuais. Tartari acrescenta que cada pé adicionado possibilita embarcar mais 2 mil ou 3 mil toneladas em cargas em um navio. O diretor técnico e o superintendente do porto do Rio Grande estiveram ontem em Porto Alegre para apresentar, juntamente com os secretários dos Transportes, Pedro Westphalen, e do Desenvolvimento, Ciência e Tecnologia, Fábio Branco, os resultados do complexo portuário obtidos no ano passado.

Movimentação de cargas no porto de Rio Grande

Transferência de atividades da SPH para a Suprg deverá ocorrer em prazo de 90 dias

A partir de ontem, quando o governador José Ivo Sartori sancionou a extinção da Superintendência de Portos e Hidrovias (SPH), começou a vigorar o prazo de 90 dias para fazer a transição das funções dessa autarquia para a Superintendência do Porto do Rio Grande (Suprg). O secretário dos Transportes, Pedro Westphalen, afirma que a ideia é potencializar o uso das hidrovias gaúchas (anteriormente, o dirigente já havia declarado que não rejeita, futuramente, a possibilidade de uma terceirização da gestão desses recursos).

A SPH é responsável pela administração de portos (da Capital, Pelotas, Cachoeira do Sul e Estrela), hidrovias e sinalização náutica. A probabilidade de que a terceirização seja implantada é concreta, já que Westphalen defende a participação da inciativa privada para otimizar as ações logísticas e desenvolver a intermodalidade. O dirigente cita como exemplo disso o terminal Santa Clara, localizado em Triunfo, que voltou a operar com a movimentação de contêineres no ano passado.

Além das hidrovias e da movimentação portuária, outro assunto comentado na reunião de ontem foi a situação do polo naval gaúcho. O secretário do Desenvolvimento, Ciência e Tecnologia, Fábio Branco, adianta que a ideia é manter reuniões com o governo federal, nas próximas semanas, para obter informações sobre o caminho que seguirá a indústria naval no País. O secretário salienta que o governo do Estado pretende evitar que áreas dentro do porto do Rio Grande fiquem ociosas. Nesse sentido, o Estaleiro Rio Grande 2 (ERG2), que integra o complexo da empresa Ecovix no município, não fará mais três sondas que haviam sido encomendadas pela companhia Sete Brasil. Assim, não está descartado que esse espaço seja destinado, mais adiante, a outras atividades, além da construção naval.

Fonte: Jornal do Comercio

 

ACORDO ENTRE E MERCOSUL E UNIÃO EUROPEIA É PRIORIDADE PARA BRASIL E ARGENTINA, AFIRMA MARCOS PEREIRA

Ministro Marcos Pereira com o ministro da Produção da Argentina Francisco Cabrera

O ministro Marcos Pereira se reuniu nesta quarta-feira, em Davos, na Suíça, durante a programação do Fórum Econômico Mundial, com o ministro da Produção da Argentina, Francisco Cabrera.

Eles conversaram sobre o lançamento das negociações envolvendo o Mercosul e a Associação Europeia de Livre Comércio (EFTA), bloco formado por quatro países europeus – Suíça, Noruega, Islândia e Liechtenstein, que ocorrerá nesta quinta-feira (19). As negociações com a União Europeia também foram tratadas no encontro.

“Hoje me encontrei em Davos com o ministro da Produção da Argentina, Francisco Cabrera. Estamos empenhados em acelerar as negociações Mercosul-União Europeia e Mercosul-Efta. Neste ano, a presidência do bloco é da Argentina neste primeiro semestre e do Brasil no próximo. Teremos um encontro em Brasília dia 31 para tratar do comércio bilateral”, disse o ministro.

Segundo o ministro Marcos Pereira, as negociações com EFTA fazem parte
de uma atualização da política econômica e comercial, com vistas a assegurar uma inserção competitiva do Brasil na economia global. Ele explicou que os maiores ganhos para o Brasil com a conclusão do acordo concentram-se nos bens básicos. Em relação aos bens industriais, os setores mais beneficiados serão os de químicos orgânicos, vestuário e calçados, produtos de cerâmica e madeira.

Sobre o acordo entre Mercosul e União Europeia, o ministro afirmou que as negociações avançarão bastante em 2017 pois Brasil e Argentina vão se dividir na presidência do bloco ao longo de 2017. O ministro avalia que as negociações com a União Europeia devem estar concluídas em 2018.

Fonte: Assessoria de Comunicação Social do MDIC

 

18-01-2017

 

Produção brasileira de aço bruto cai 9,2% em 2016 e consumo contrai 14,4%

SÃO PAULO - A produção brasileira de aço bruto acumulada em 2016 somou 30,2 milhões de toneladas, recuo de 9,2 por cento na comparação com 2015, informou nesta terça-feira a associação que representa os produtores da liga no país, IABr.

No final de novembro, o presidente do conselho diretor do IABr, Alexandre Lyra, afirmou a jornalistas que o setor fecharia 2016 com mesmo nível de produção de 10 anos atrás e com cerca de 30 milhões de toneladas.

A produção de laminados, por sua vez, recuou 7,7 por cento em 2016, para 20,9 milhões de toneladas. A queda na produção acompanha o declínio no consumo aparente de produtos siderúrgicos, de 14,4 por cento em relação a 2015, para 18,2 milhões de toneladas.

Na mesma entrevista de novembro, o IABr informou que esperava queda de 16,2 por cento no consumo aparente, conceito que inclui vendas de produtos produzidos no país e importações. Para as vendas internas, a previsão era de baixa de 10,1 por cento.

Em 2016, as vendas no mercado doméstico totalizaram 16,5 milhões de toneladas, decréscimo de 9,1 por cento frente a 2015.

Apenas em dezembro, a produção de aço bruto somou 2,148 milhões de toneladas, queda de 12,7 por cento sobre o resultado de um ano antes, enquanto a de laminados caiu 7,6 por cento, para 1,4 milhão de toneladas.

O consumo aparente no último mês de 2016 recuou 12,7 por cento em relação a dezembro de 2015, para 1,4 milhão de toneladas. As vendas internas, por sua vez, subiram 11 por cento, para 1,2 milhão de toneladas de produtos siderúrgicos.

MERCADO EXTERNO

De acordo com IABr, as importações em 2016 somaram 1,9 milhão de toneladas, ou 1,7 bilhão de dólares, declínios respectivos de 41,4 e 45,9 por cento frente a 2015.

As exportações, por sua vez, tiveram quedas de 2,1 por cento em volume, para 13,4 milhões de toneladas, e de 15 por cento em valor, para 5,6 bilhões de dólares.

Em dezembro, o volume das importações avançou 74,8 por cento na comparação com o mesmo mês de 2015, totalizando 201 mil toneladas, ou 152 milhões de dólares.

No caso dos embarques de produtos siderúrgicos, o volume caiu 17 por cento, para 1,3 milhão de toneladas no mês, que em termos financeiros representaram 569 milhões de dólares, elevação de 4,2 por cento ante dezembro de 2015.

Fonte: Reuters

 

Exportação de carne suína do Brasil cresce 32% em 2016, diz ABPA

SÃO PAULO - As exportações de carne suína do Brasil registraram alta de 32 por cento em 2016, totalizando 732,9 mil toneladas embarcadas, ante 555,1 mil toneladas em 2015, informou a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) nesta terça-feira.

Embora o consumo interno tenha caído, influenciado pela crise econômica no Brasil, a forte demanda externa garantiu bons resultados para o setor.

"Neste contexto, foi altamente positivo o crescimento da participação de Hong Kong, da China e de países da América do Sul no total exportado, diminuindo a dependência sobre as vendas para a Rússia", afirmou em nota o presidente-executivo da ABPA, Francisco Turra.

A receita proveniente das exportações também cresceu, para 1,483 bilhão de dólares em 2016, 16 por cento acima da receita obtida em 2015.

Para 2017, a expectativa é que as exportações para o Leste Europeu, Ásia e alguns países da América do Sul continuem em um bom ritmo. Também é esperada a abertura das exportações para a Coreia do Sul, que está em sua fase final, segundo o vice-presidente de mercados da ABPA, Ricardo Santin.

Fonte: Reuters

 

17-01-2017

 

BRASIL AUMENTA EXPORTAÇÃO DE INDUSTRIALIZADOS EM 2016

Manufaturados cresceram 8% frente a 2015, enquanto os semimanufaturados avançaram 9,5% entre um ano e outro

O Brasil aumentou a exportação de tecnologia em 2016. Dados do Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços revelam que a venda de produtos mais complexos, classificados como manufaturados, cresceu 8% entre o ano passado e 2015.

Em igual período, os semimanufaturados, que também foram processados de alguma maneira, cresceram 9,5% frente a 2015. Esses dados sugerem ainda que o setor externo garantiu rentabilidade para a indústria, apesar das dificuldades no ano passado, principalmente com o mercado doméstico.

Segundo o ministério, entre os industrializados, os principais destaques em volume foram açúcar em bruto (+24,5%), celulose (+12,6%), aviões (+15,3%), automóveis de passageiros (+44,3%) e óxidos e hidróxidos de alumínio (+5,7%).

Em faturamento também se destacaram açúcar em bruto (39,8%), ouro em forma semimanufaturada (31,1%), madeira serrada (17,4%), plataformas de petróleo (86,9%), automóveis de passageiros (38,2%), veículos de carga (27,1%) e aviões (6%).

Volume exportado em 2016

Com esse desempenho, as exportações brasileiras passaram de 638 milhões de toneladas, em 2015, para 645 milhões de toneladas, no ano passado – um avanço de 1,10%.

No caso de açúcar em bruto, celulose, óxidos e hidróxidos de alumínio e suco de laranja não congelado, o volume exportado foi recorde.

Fonte: Portal Brasil

 

Trump ameaça montadoras alemãs com imposto de importação de 35% 

FRANKFURT - Ações das montadores alemãs BMW (BMWG.DE: Cotações), Daimler (DAIGn.DE: Cotações) e Volkswagen (VOWG_p.DE: Cotações) caíam após o presidente eleito dos Estados Unidos, Donald Trump, ter alertado que vai impor uma tarifa de 35 por cento sobre veículos importados.

Todas as três montadoras investiram pesado em fábricas no México, onde os custos de produção são mais baixos do que nos EUA, a fim de exportarem veículos de pequeno porte para o mercado norte-americano.

Em uma entrevista ao jornal alemão Bild, publicada nesta segunda-feira, Trump criticou as montadoras alemãs por não produzirem mais carros em solo norte-americano. 

“Se você quer produzir carros no mundo, então lhe desejo o melhor. Você pode produzir carros para os Estados Unidos, mas para cada carro que vier de fora aos EUA, terá que pagar um imposto de 35 por cento”, disse Trump em comentários traduzidos para o alemão. 

“Eu diria à BMW que, se estiverem construindo uma fábrica no México e planejam vender carros para os EUA, sem contar com um imposto de 35 por cento, você pode esquecer disso”, disse Trump, acrescentando que montadoras teriam que construir fábricas nos EUA para evitar essa taxa.

Mercedes-Benz e BMW já possuem fábricas grandes nos EUA, onde montam veículos esportivos utilitários com altas margens. 

As ações da BMW caíam 0,85 por cento, ações da Daimler tinham queda de 1,54 por cento e as da Volkswagen perdiam 1,07 por cento no começo das negociações em Frankfurt. 

Uma porta-voz do grupo BMW disse que a fábrica na região central do México, em San Luís Potosí, construirá o modelo 3 Series a partir de 2019, visando o mercado mundial. A unidade do México seria um acréscimo a outras fábricas do 3 Series — na Alemanha e na China. 

Em junho do ano passado, a BMW prometeu investir 2,2 bilhões no México até 2019 para montar uma capacidade de produção de 150 mil carros por ano. 

A Daimler disse ter planos para começar a montar veículos Mercedes-Benz em 2018 a partir de uma unidade de 1 bilhão de dólares compartilhada com a Renault-Nissan (RENA.PA: Cotações), na cidade mexicana de Aguascalientes. A empresa não estava imediatamente disponível para comentários.

No ano passado, a Audi, divisão da Volkswagen, inaugurou uma fábrica de 1,3 bilhão de dólares com capacidade de 150 mil carros perto de Puebla. A companhia não pode ser imediatamente contactada.

Trump salientou que a Alemanha é uma grande produtora de veículos, notando que carros da Mercedes-Benz são frequentemente vistos em Nova York, mas alegou que não há reciprocidade suficiente. 

Alemães não estão comprando carros da Chevrolet no mesmo ritmo, disse ele, classificando a relação comercial como uma injusta rua de mão única.

Fonte: Reuters

 

China cancela importações de etanol por ameaça de alta em tarifa

PEQUIM - Compradores chineses cancelaram a compra de até sete cargas de etanol que deveriam chegar ao país no final de março, disseram fontes, no primeiro sinal de que uma provável alta em tarifas de importação ameaça frear a demanda do mercado chinês, líder em expansão global.

Uma vez que a China não incluir uma nova tarifa de importação de etanol no rol de exceções para 2017, há uma expectativa de que a tarifa suba para 30 por cento, ante 5 por cento atualmente, o que tiraria as importações do mercado devido aos preços, segundo duas fontes familiarizadas com o mercado de etanol chinês.

"Alguns transportadores que eram compradores regulares retiraram do mercado seis ou sete cargas para o primeiro trimestre", disse um operador, que pediu para não ser identificado.

Sete carregamentos podem representar entre 266 mil e 443 mil metros cúbicos de etanol. Os embarques de etanol para a China nos primeiros 11 meses de 2016 somaram 765,3 mil metros cúbicos, alta de 51 por cento ante o ano anterior. Em 2015, as importações para o país haviam crescido 2.741 por cento na comparação anual.

Mas o mercado está confuso sobre as tarifas para 2017, após o governo ter dito que iria ajustar a taxa para "proteger" a indústria doméstica, sem dar maiores detalhes.

Como uma lista de produtos com tarifas preferenciais de 5 por cento em 2017 já foi publicada e não incluiu o etanol, surgiram especulações de que as tarifas poderão voltar ao nível normal de 30 por cento.

Fonte: Reuters

 

Presidente da China diz que economia continuará crescendo de forma constante

BERN - A economia chinesa continuará estável e permanecerá crescendo de forma constante ao mesmo tempo em que resiste ao protecionismo, disse o presidente Xi Jinping a executivos suíços nesta segunda-feira.

"Estamos confiantes", disse Xi, acrescentando que há contratempos para a economia global, que ainda é fraca.

"Em geral, a economia da China tem um desempenho constante. Em 2016, no ano passado, o PIB deve ter crescido 6,7 por cento em termos anuais, o que significa que não atingimos nosso objetivo".

"O protecionismo, o populismo e a desglobalização estão aumentando. Isso não é bom para uma cooperação econômica global mais estreita", completou.

Xi, em uma visita de Estado à Suíça antes de discursar no Fórum Econômico Mundial em Davos, disse que a economia da China, com um crescimento esperado de 6,7 por cento em 2016, está entrando em um "novo normal", e as empresas suíças poderiam ajudar o país a melhorar a qualidade e a tornar-se mais eficiente, igualitário e sustentável.

"A reestruturação da economia chinesa e a modernização de nossas indústrias gerarão uma enorme demanda", disse Xi.

"Em termos de produção intelectual, finanças, seguros, conservação de energia, proteção ambiental, geração de energia, eletricidade, alimentos e medicina, a Suíça tem tecnologia avançada e ... conhecimento, podendo ser um novo parceiro de inovação para a China".

Fonte: Reuters

 

Vale inicia operação comercial de seu maior projeto de minério

RIO DE JANEIRO - A mineradora Vale embarcou sua primeira carga comercial de minério de ferro produzida na mina de S11D, seu maior projeto de minério, em Canaã dos Carajás, no Sudeste do Pará, na última sexta-feira, afirmou a companhia brasileira nesta segunda-feira, em comunicado.

Foram embarcados, a partir Terminal Marítimo de Ponta da Madeira, em São Luís (MA), um total de aproximadamente 26,5 mil toneladas, divididas em três navios, com a capacidade entre 73 mil e 380 mil toneladas, de acordo com a empresa. Os navios tiveram a sua capacidade completada com minério Carajá IOCJ, proveniente das outras minas no Sistema Norte.

Fonte: Reuters

 

Vendas de aços planos tiveram alta em dezembro, estima Inda

SÃO PAULO ­ Depois da queda de 2,3% em novembro, na comparação com igual período de 2015, as vendas de aços planos devem ter subido ligeiramente na comparação anual em dezembro, avalia Carlos Loureiro, presidente do Instituto Nacional dos Distribuidores de Aço (Inda). Os dados devem ser divulgados na próxima semana. Para Loureiro, o setor — que fornece insumo para a indústria automobilística, para o segmento de máquinas e equipamentos e também para a construção civil — “parou de piorar” em meados do segundo semestre.

“Talvez o primeiro trimestre de 2017 seja melhor do que o primeiro trimestre do ano anterior”, afirma o presidente do Inda. Em sua avaliação, todas as medidas tomadas pelo governo para reaquecer a economia, com destaque para a redução dos juros, devem surtir efeito mais acentuado somente no segundo semestre. Ainda assim, prevê, as vendas de aços planos devem ter ligeiro crescimento na primeira metade do ano, em relação a igual período de 2016.

No último trimestre de 2016, a expectativa é que as vendas tenham ficado estáveis na comparação com o mesmo intervalo de 2015, após pequena alta no período de julho a setembro, aponta Loureiro. “O pior trimestre de 2016 foi o primeiro”, diz, quando os estoques nas indústrias que compram aços planos, principalmente no setor automotivo, estavam bastante desajustados. “A indústria automotiva chegou a ter 400 mil veículos parados e hoje há cerca de 200 mil”, disse.

Para 2017, o Inda prevê expansão de 5% das vendas, crescimento que Loureiro considera fraco.

Fonte: Valor Econômico

 

EXPORTAÇÕES CRESCEM 5,7% ATÉ SEGUNDA SEMANA DE JANEIRO

Superávit comercial é de US$ 341 milhões no acumulado do mês

Com exportações de US$ 2,919 bilhões e importações de US$ 2,799 bilhões a segunda semana de janeiro teve superávit de US$ 120 milhões. No acumulado do mês, as vendas ao exterior totalizaram US$ 5,939 bilhões e as compras externas foram de US$ 5,598 bilhões, com saldo positivo de US$ 341 milhões.

Na segunda semana, a média das exportações chegou a US$ 583,9 milhões, o que significou uma queda de 3,3% em relação à média de US$ 603,9 milhões registrada na primeira semana de janeiro. O motivo foram as quedas nas exportações de produtos semimanufaturados (-34,7%, em razão de açúcar em bruto, celulose, ouro em formas semimanufaturadas, ferro-ligas e ferro fundido bruto) e de produtos manufaturados (-3,1%, em função, principalmente, de produtos laminados de ferro e aço, automóveis de passageiros, suco de laranja não congelado, veículos de carga, hidrocarbonetos e derivados halogenados). Já as vendas de produtos básicos cresceram 12,8%, por conta de petróleo em bruto, café em grão, soja em grão, minérios de ferro, trigo em grão.

Mês

Nas exportações, comparadas as médias até a segunda semana de janeiro deste ano (US$ 593,9 milhões) com a média de janeiro do ano passado (US$ 561,9 milhões), houve crescimento de 5,7%, em razão do aumento nas vendas de produtos semimanufaturados (+25,1%, por conta de açúcar em bruto, produtos semimanufaturados de ferro e aço, ferro-ligas, óleo de soja em bruto e ouro em formas semimanufaturadas) e de produtos básicos (+3,2%, por conta, principalmente, de minério de ferro, minério de manganês, farelo de soja, carnes suína e de frango, soja em grão, café em grão). No período em análise, houve uma pequena queda na venda de manufaturados (-0,2%,por conta de aviões, tubos flexíveis de ferro e aço, aquecedor, secador ou trocador de calor, suco de laranja congelado, tubos de ferro fundido de ferro e aço). Em relação ao mês anterior (dezembro de 2016), houve queda de 18%, causada por manufaturados (-31,9%), básicos (-8,8%) e semimanufaturados (-3,9%).

Nas importações, a média diária até a segunda semana (US$ 559,8 milhões), ficou 8,5% acima da média do mesmo período do ano passado (US$ 516,1 milhões). Nesse comparativo, aumentaram os gastos, principalmente, com adubos e fertilizantes (+126,3%), cereais e produtos da indústria da moagem (+99,4%), combustíveis e lubrificantes (+54,5%), equipamentos eletroeletrônicos (+42,4%) e instrumentos de ótica e precisão (+9,5%). Na comparação com dezembro de 2016, as compras externas cresceram 6,9% por conta de equipamentos eletroeletrônicos (+27,6%), adubos e fertilizantes (+14,9%), plásticos e obras (+14,6%), combustíveis e lubrificantes (+11,6%) e químicos orgânicos/inorgânicos (+10,1%).

Fonte: Assessoria de Comunicação Social do MDIC

 

16-01-2017

 

BRASIL BATE MAIS UM RECORDE NA EXPORTAÇÃO DE CAFÉ

Vendas do café arábica e o café solúvel atingiram, em 2016, o maior volume anual desde o início das exportações do produto no País. Setor faturou US$ 5,4 bilhões de receita cambial

As exportações dos cafés do Brasil superaram o volume de 34 milhões de sacas de 60 kg em 2016, das quais 29,56 milhões de foram de café verde arábica, 580,31 mil sacas de café robusta, 29,2 mil de café Torrado & Moído e 3,83 milhões de café solúvel.

De acordo com o Conselho dos Exportadores de Café do Brasil – CeCafé, responsável pelo relatório, o café arábica e o café solúvel embarcados ano passado atingiram o maior volume anual desde o início das exportações de café do Brasil.

O Conselho mostrou que as exportações dos Cafés do Brasil geraram aproximadamente US$ 5,4 bilhões de receita cambial em 2016 e representaram 6,4% do total das exportações do agronegócio brasileiro nesse ano, que foi de US$ 84,9 bilhões.

Nesse relatório constam os maiores continentes que importaram café brasileiro no ano passado: Europa, com 18,42 milhões de sacas; América do Norte, com 7,60 milhões de sacas; Ásia, 5,95 milhões; e América do Sul, 1,17 milhões. Os continentes África, Oceania e América Central juntos foram responsáveis pela importação de aproximadamente 860 mil sacas de café do Brasil.

Com relação especificamente ao mês de dezembro de 2016, o relatório apontou que foram exportadas 3,07 milhões de sacas de café, que geraram receita cambial de US$ 557 milhões para o Brasil. As exportações de cafés verdes foram de 2.748.710 sacas (sendo 2.737.673 sacas de arábica e 11.037 sacas de robusta) e as de cafés industrializados corresponderam a 320.268 sacas (319.331 sacas de café solúvel e 937 sacas de café torrado e moído).

Fonte: Portal Brasil, com informações da Embrapa

 

China tem em 2016 pior queda de exportações desde 2009 em meio a temor de guerra comercial com EUA

PEQUIM - As exportações da China recuaram pelo segundo ano consecutivo em 2016, com as vendas caindo diante da persistência da fraqueza da demanda global e com as autoridades expressando receios de uma guerra comercial com os Estados Unidos que ofusca as perspectivas para 2017.

Em uma semana, os líderes da China vão ver se o presidente eleito dos Estados Unidos, Donald Trump, mantém a promessa de campanha de rotular Pequim como manipulador de moeda em seu primeiro dia no cargo e se dá sequência à ameaça de impor altas tarifas sobre produtos chineses.

Mesmo se o governo Trump não tomar nenhuma ação concreta imediatamente, analistas dizem que a perspectiva de deterioração do comércio e dos laços políticos entre os EUA e a China provavelmente afetarão a confiança dos exportadores e investidores em todo o mundo.

As exportações da China no ano de 2016 recuaram 7,7 por cento sobre o ano anterior, enquanto as importações caíram 5,5 por cento. A queda das exportações foi o segundo declínio anual consecutivo e o pior desde o ápice da crise global em 2009.

Será difícil para o comércio exterior melhorar neste ano, especialmente se a posse de Trump e outras importantes mudanças políticas limitarem o crescimento das exportações da China devido a maiores medidas protecionistas, disse a agência aduaneira do país nesta sexta-feira.

"A tendência de antiglobalização está se tornando cada vez mais evidente e a China é a maior vítima desta tendência", disse o porta-voz da agência, Huang Songping, a repórteres.

O superávit comercial da China entre janeiro e dezembro foi de 509,96 bilhões de dólares.

Em dezembro, as exportações da China caíram 6,1 por cento na comparação com o ano anterior, acima do esperado, enquanto as importações superaram ligeiramente a expectativa ao cresceram 3,1 por cento diante da forte demanda por commodities.

Isso deixou o país com um superávit comercial de 40,82 bilhões de dólares no mês, informou a Administração Geral de Alfândega.

Analistas consultados pela Reuters esperavam queda de 3,5 por cento das exportações sobre o ano anterior após de alta inesperada de 0,1 por cento em novembro.

A expectativa para as importações era de crescimento de 2,7 por cento, após alta de 6,7 por cento em novembro.

A projeção era de que o superávit comercial subisse para 46,5 bilhões de dólares em dezembro, contra 44,61 bilhões em novembro.

Fonte: Reuters

 

Exportações chinesas de aço caem em 2016, para alívio dos produtores globais

MANILA - As exportações chinesas de aço caíram em 2016 ante um recorde no ano anterior, pressionadas pela melhora da demanda doméstica e pela determinação de Pequim de combater o excesso de capacidade, num alívio para as siderúrgicas de outros lugares, que tem sido atingidas pelas exportações chinesas baratas.

As exportações da China podem cair ainda mais neste ano, segundo analistas e autoridades do setor, na medida em que Pequim fortalece suas reformas no lado da oferta e os mercados estrangeiros lutam contra a inundação de produtos chineses.

As exportações de produtos siderúrgicos da China caíram 3,9 por cento em relação ao mês anterior, para 7,8 milhões de toneladas em dezembro, segundo dados da alfândega nesta sexta-feira. Os volumes de exportação de todo o ano caíram para 108,46 milhões de toneladas, de um recorde de 112,4 milhões de toneladas em 2015, segundo cálculos da Reuters.

Cerca de um terço das exportações de aço da China vão para países membros da Associação das Nações do Sudeste Asiático (ASEAN).

"É um alívio para os produtores de aço em todo o mundo, especialmente na ASEAN", disse o vice-presidente do Conselho de Ferro e Aço da ASEAN, Roberto Cola.

Fonte: Reuters

 

Importações de soja pela China alcançam máxima de 1 ano em dezembro

PEQUIM - A China, maior compradora de soja do mundo, importou 9 milhões de toneladas de soja em dezembro, o maior nível em um ano, mostraram dados oficiais de alfândega nesta sexta-feira, à medida que esmagadores reabasteceram seus estoques antes de um período de pico no consumo.

As importações do mês passado ficaram perto das 9,12 milhões de toneladas importadas no mesmo mês do ano anterior, segundo dados da Administração Geral de Alfândega, e ficaram 14,8 por cento acima das 7,84 milhões de toneladas importadas em novembro.

As importações totais para 2016 alcançaram 83,9 milhões de toneladas, 2,7 por cento acima do ano anterior, a menor alta em anos devido a aumentos na produção própria de soja da China e vendas de estoques públicos que reduziram a demanda pela oferta estrangeira.

As importações de soja pela China geralmente crescem nos meses de inverno no país, quando a nova safra dos Estados Unidos chega ao mercado, e produtores de ração começam a abastecer os estoques antes do feriado chinês do Ano Novo Lunar.

A demanda por soja também se beneficiou das taxas antidumping de Pequim sobre os grãos secos de destilarias dos EUA, um ingrediente chave para a ração animal que pode ser substituído pelo farelo de soja.

Fonte: Reuters

 

Reforma tributária nos EUA vai punir países exportadores

Um imposto de fronteira nos EUA poderá mudar completamente o modelo econômico baseado em exportação que trouxe prosperidade a milhões de pessoas na Ásia, disseram analistas, à medida que a região se dá conta das reformas propostas pelos republicanos no Congresso. Embora a atenção ainda esteja concentrada na questão sobre se o presidente eleito Donald Trump vai impor tarifas sobre a China ou atacar companhias que transferirem produção para o exterior, as propostas para um regime tributário que pune as importações dos EUA poderão ter um efeito mais permanente e de maior alcance. "Penso que será uma grande questão para a Ásia", disse Frederic Neumann, do HSBC em Hong Kong. "Isso também aumenta a ameaça de medidas de retaliação por parte de outros países." Dependendo do quanto um dólar mais forte irá compensar a mudança, um imposto de fronteira poderá inviabilizar o caminho adotado pelos países da Ásia, do Japão à China e agora pelo Vietnã, que construíram uma indústria baseada na exportação aos EUA, o que forçará a região a buscar um novo modelo econômico. Várias propostas de imposto corporativo dos republicanos preveem impor um "ajuste de fronteira" sobre insumos importados, ao mesmo tempo que isentam exportações do imposto. A estrutura é similar ao imposto sobre valor agregado, mas como as companhias americanas podem deduzir os custos com salários, o efeito potencial se assemelha a uma tarifa sobre bens estrangeiros. Republicanos, como o presidente da Câmara Paul Ryan, se opõem à ameaça de Trump de impor tarifas e defendem uma reforma tributária, apesar da forte oposição de varejistas e outros setores dependente de importações. Republicanos pró­comércio veem isso como uma forma de evitar uma guerra comercial com a China, enquanto estimulam a produção industrial nos EUA. Michael Gapen, do Barclays em Nova York, disse que incluiu tarifas sobre o México e a China em seu cenário base, mas alertou que há de "25% a 30% de chance de termos ajustes de fronteira". Gapen avalia que é improvável que a valorização do dólar vá anular completamente essa mudança e o impacto dependerá de como os parceiros comerciais dos EUA vão reagir. Eles podem mudar seu próprio sistema, abrindo um processo na Organização Mundial do Comércio (OMC) ou retaliar de outras formas. "O motivo desses planos prever um ajuste na fronteira é para tentar evitar uma reação", disse Gapen. Os mais prejudicados serão os exportadores de produtos com baixa margem de lucro, onde pouco valor é acrescentado nos EUA e a demanda é sensível ao preço. Isso pode incluir muitos dos bens vendidos por varejistas americanos, como a Walmart, onde os preços mais altos provavelmente vão reduzir o consumo, atingindo seus produtores. "Destacaria as economias altamente dependentes do comércio, como Coreia do Sul, Taiwan, China em certa medida, Malásia e Vietnã", diz Neumann. "Índia, Indonésia e as Filipinas estariam menos exportas." Neumann também avalia que, mesmo se um ajuste na fronteira for compensado por uma forte ala no dólar, isso poderia levar a uma nova rodada de tensão nos mercados de câmbio, mesmo se os países asiáticos resistirem à tentação de intervir para proteger suas economias durante uma transição. Em contraste com a tarifa que tem um país em particular como alvo, como a China, o imposto de fronteira vai afetar as importações de países do Acordo de Livre Comércio da América do Norte (Nafta, na sigla em inglês), atingindo até mesmo montadoras que têm alguma produção no Canadá ou no México. "Parece que a proposta de um novo código tributário será punitivo para os carros importados e conteúdo de qualquer nação", observou o analista Kurt Sanger, do Deutsche Bank. "Precisamos redefinir nossas análises sobre fração de importação para incluir México e Canadá." Por Robin Harding

Montadoras japonesas estão bem avançadas na produção local na América do Norte, mas muitas colocaram algumas fábricas no México ou Canadá. As importações correspondem a 34% dos carros que a Honda vende nos EUA, enquanto esse número é de 45% para a Nissan, 50% para a Toyota e 100% para a Mazda, segundo o Deutsche. No caso da Hundai, as importações representam 41% e, para a Kia, 63%, embora essa produção venha de suas matrizes na Coreia do Sul, em vez do México ou Canadá, portanto, o risco potencial para a economia nacional é maior. Todos serão prejudicados por um imposto de fronteira, mas o encargo real vai depender de quanto do produto final é feito nos EUA. De acordo com Sanger, no geral, as companhias japonesas estão melhores que as sulcoreanas e não estão em posição pior que as rivais americanas, considerando a forte dependência delas na produção no México.

Fonte: Valor Econômico

 

13-01-2017

 

Exportações da China caem mais que o esperado em dezembro, mas importações superam expectativa

PEQUIM  - As exportações da China caíram 6,1 por cento em dezembro na comparação com o ano anterior, acima do esperado, enquanto as importações superaram ligeiramente a expectativa ao cresceram 3,1 por cento diante da forte demanda por commodities, mostraram nesta sexta-feira dados oficiais.

Isso deixou o país com um superávit comercial de 40,82 bilhões de dólares no mês, informou a Administração Geral de Alfândega.

As exportações no ano de 2016 recuaram 7,7 por cento sobre o ano anterior, enquanto as importações caíram 5,5 por cento. O superávit comercial da China entre janeiro e dezembro foi de 509,96 bilhões de dólares.

Analistas consultados pela Reuters esperavam queda de 3,5 por cento das exportações sobre o ano anterior após de alta inesperada de 0,1 por cento em novembro.

A expectativa para as importações era de crescimento de 2,7 por cento, após alta de 6,7 por cento em novembro.

A projeção era de que o superávit comercial subisse para 46,5 bilhões de dólares em dezembro, contra 44,61 bilhões em novembro.

Fonte: Reuters

 

China tem em 2016 pior queda de exportações desde 2009 em meio a temor de guerra comercial com EUA

PEQUIM - As exportações da China recuaram pelo segundo ano consecutivo em 2016, com as vendas caindo diante da persistência da fraqueza da demanda global e com as autoridades expressando receios de uma guerra comercial com os Estados Unidos que ofusca as perspectivas para 2017.

Em uma semana, os líderes da China vão ver se o presidente eleito dos Estados Unidos, Donald Trump, mantém a promessa de campanha de rotular Pequim como manipulador de moeda em seu primeiro dia no cargo e se dá sequência à ameaça de impor altas tarifas sobre produtos chineses.

Mesmo se o governo Trump não tomar nenhuma ação concreta imediatamente, analistas dizem que a perspectiva de deterioração do comércio e dos laços políticos entre os EUA e a China provavelmente afetarão a confiança dos exportadores e investidores em todo o mundo.

As exportações da China no ano de 2016 recuaram 7,7 por cento sobre o ano anterior, enquanto as importações caíram 5,5 por cento. A queda das exportações foi o segundo declínio anual consecutivo e o pior desde o ápice da crise global em 2009.

Será difícil para o comércio exterior melhorar neste ano, especialmente se a posse de Trump e outras importantes mudanças políticas limitarem o crescimento das exportações da China devido a maiores medidas protecionistas, disse a agência aduaneira do país nesta sexta-feira.

"A tendência de antiglobalização está se tornando cada vez mais evidente e a China é a maior vítima desta tendência", disse o porta-voz da agência, Huang Songping, a repórteres.

O superávit comercial da China entre janeiro e dezembro foi de 509,96 bilhões de dólares.

Em dezembro, as exportações da China caíram 6,1 por cento na comparação com o ano anterior, acima do esperado, enquanto as importações superaram ligeiramente a expectativa ao cresceram 3,1 por cento diante da forte demanda por commodities.

Isso deixou o país com um superávit comercial de 40,82 bilhões de dólares no mês, informou a Administração Geral de Alfândega.

Analistas consultados pela Reuters esperavam queda de 3,5 por cento das exportações sobre o ano anterior após de alta inesperada de 0,1 por cento em novembro.

A expectativa para as importações era de crescimento de 2,7 por cento, após alta de 6,7 por cento em novembro.

A projeção era de que o superávit comercial subisse para 46,5 bilhões de dólares em dezembro, contra 44,61 bilhões em novembro.

Fonte: Reuters

 

Preços do aço e do minério têm maiores ganhos semanais na China desde novembro

MANILA - Os contratos futuros do aço e do minério de ferro negociados na China oscilaram perto de máximas de várias semanas nesta sexta-feira, registrando os maiores ganhos semanais desde novembro, em meio à determinação de Pequim para reduzir o excesso de capacidade siderúrgica.

A principal influência no mercado nesta semana foi o movimento da China para fechar unidades produtoras de aço de qualidade inferior até ao final de junho, uma vez que lida com um excedente e também com problemas crônicos de poluição.

O vergalhão mais ativo da Bolsa de Futuros de Xangai acabou fechando em baixa de 0,6 por cento, a 3.194 iuanes (463 dólares) a tonelada. No início da sessão, atingiu 3.247 iuanes, perto da máxima de três semanas de quinta-feira.

O produto subiu quase 9 por cento nesta semana, o maior avanço desde o final de novembro.

Já o minério de ferro negociado na bolsa de Dalian fechou em alta de 0,2 por cento, a 607 iuanes por tonelada, depois de atingir uma máxima de quatro semanas de 619 iuanes. O contrato subiu 11 por cento esta semana.

A demanda pela matéria-prima siderúrgica tem sido bastante estável, disseram operadores, com as usinas chinesas ainda buscando material de alta qualidade para lidar com os elevados preços do carvão.

O minério para entrega no porto de Qingdao teve poucas variações nesta sexta-feira, a 80,54 dólares a tonelada, de acordo com o Metal Bulletin.

Fonte: Reuters

 

Ações da Vale Indonésia despencam após liberação para exportação de minérios

JACARTA  - A medida da Indonésia para permitir as exportações de minério de níquel e bauxita levou as ações da Vale Indonésia a registrarem forte queda nesta sexta-feira, com analistas diizendo que a mineradora deve ser prejudicada por uma queda nos preços globais de níquel.

As ações da unidade indonésia da Vale, maior produtora global de níquel, caíram 15,6 por cento, a maior perda percentual intradiária desde outubro de 2008. Cerca de 111 milhões de ações foram negociadas, ou 8,9 vezes o volume médio diário nos últimos 30 dias.

Uma proibição à exportação de minérios não processados foi imposta em 2014 para impulsionar indústrias de maior valor agregado, mas na quinta-feira o governo revelou novas regras que permitem a exportação de minério de níquel e bauxita sob certas condições.

A notícia levou os preços do níquel a cair mais de 5 por cento, embora o índice tenha se recuperado levemente mais tarde. A retomada das exportações de minério de níquel da Indonésia deve inundar os mercados globais e aumentar a oferta total.

As ações da PT Aneka Tambang Tbk, no entanto, subiram 5,8 por cento, como analistas dizendo que um aumento na venda de minérios de níquel poderia compensar a queda nos preços.

A Vale só exporta níquel processado da Indonésia.

Fonte: Reuters

 

BRASIL RETOMA EXPORTAÇÕES DE CORTES SUÍNOS PARA A ÁFRICA DO SUL

O Brasil vai retomar as exportações de carne suína in natura para venda livre (no varejo) para a África do Sul. O departamento de Negociações Não Tarifárias do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) recebeu o comunicado da reabertura daquele mercado, nesta quarta-feira (11), do Departamento de Agricultura, Floresta e Pesca (DAFF) sul africano.

Desde 2005 que as negociações para a reabertura das compras vinham sendo realizadas. A paralisação do comércio foi decidida devido a focos de aftosa registrados no Brasil naquele ano. Os importadores daquele país só recomeçaram a comprar efetivamente, a partir de 2014, apenas os cortes destinados à indústria de embutidos (salsicharia).

Em 2014, os embarques de carne suína para a África do Sul somaram US$ 25 mil; em 2015 foram US$ 538 mil e no ano passado US$ 3,7 milhões. Além do Brasil os fornecedores dos cortes suínos aquele mercado são a União Européia, principalmente a Alemanha e o Canadá.

Fonte: MAPA

 

BRASIL EXPORTOU 193,9 MILHÕES DE M² DE COURO EM 2016

O balanço das exportações brasileiras de couro em 2016 totalizou 193,9 milhões de m² exportados, o que significa 3,8% a mais do que em 2015. Em valores, o movimento foi outro: o montante exportado foi de US$ 2,033 bilhões, com queda de 10,3%. A análise é da Inteligência Comercial do Centro das Indústrias de Curtumes do Brasil (CICB), com informações da Secretaria de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC).

Na indústria de couros 2016 foi um ano muito difícil, em especial em função da queda dos preços no mercado internacional, da diminuição do consumo na China (principal cliente do Brasil), além da instabilidade política brasileira e a flutuação cambial. Estes fatores, explica o presidente-executivo do CICB, José Fernando Belo, criaram um ambiente desfavorável à exportação, o que, para o Brasil, tem impacto muito negativo em função de o país vender mais de 70% de sua produção ao mercado externo (77 países ao todo compraram o couro brasileiro em 2016).

– Foi um ano de muito trabalho, com extensa ação internacional para que pudéssemos chegar a estes números – afirma Bello. Ele cita que houve atividades intensivas dos empresários em feiras, visitas a clientes e missões empresariais durante todo o ano para a abertura de novos mercados e captação de pedidos para a manutenção das plantas em bom fluxo de produção.

Sobre o ranking por tipo de couro exportado, há destaque expressivo para os couros semiacabados e acabados no resultado final de 2016: crescimento em área de 54,3% e 8,7%, respectivamente.

Trata-se de um dado positivo em função dos objetivos de ascensão da participação dos couros de maior valor agregado do Brasil no mercado externo. Por seu turno, a venda de couros no estágio wet blue, com menor valor agregado, caiu 1,7%. Outro dado interessante a destacar é a avaliação sobre as exportações desconsiderando o couro salgado e a raspa de wet blue (excedente a partir do couro): mostram que o país cresceu 8,4% em metragem, reduzindo sua queda em valores para 8,5%.

Para 2017, a previsão das vendas de couros compreende um crescimento de 5% em área, de acordo com Bello.

Fonte: Export News

 

12-01-2017

 

 

Exportações de café verde do Brasil caem quase 10% em 2016, diz Cecafé

SÃO PAULO - As exportações de café verde do Brasil em 2016 atingiram 30,15 milhões de sacas de 60 kg, queda de 9,8 por cento ante 2015, com uma menor oferta do grão do tipo robusta impactando negativamente as vendas externas do país, informou nesta quarta-feira o Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé).

Os embarques de café do tipo arábica do maior produtor e exportador global somaram 29,57 milhões de sacas, alta de 1,2 por cento ante 2015, enquanto as exportações do grão robusta atingiram 580,3 mil sacas, queda de 86,2 por cento ante o ano anterior, com a seca afetando as safras de importantes Estados produtores, como o Espírito Santo.

Fonte: Reuters

 

Cecafé vê estabilidade nas exportações de café do Brasil em 2017

SÃO PAULO - As exportações de café verde do Brasil, maior produtor e exportador global, deverão ficar estáveis este ano ante 2016, estimou nesta quarta-feira o Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé), avaliando que ainda não está claro se a colheita de 2017, de baixa do ciclo do arábica, será tão ruim quanto estimam alguns.

As exportações em 2016 atingiram 30,15 milhões de sacas de 60 kg, queda de 9,8 por cento ante 2015, com uma menor oferta do grão do tipo robusta impactando negativamente as vendas externas do país, informou o Cecafé nesta quarta-feira.

Para 2017, ano de produção menor do arábica após uma safra recorde em 2016, o cenário produtivo ainda está indefinido --a produtividade do arábica alterna altas e baixas anuais.

"Eu não tenho certeza se o ciclo de baixa realmente será tão intenso a ponto de impactar as exportações", afirmou o presidente do Cecafé, Nelson Carvalhaes, em entrevista a jornalistas.

Na terça-feira, a exportadora Terra Forte estimou a safra de café 2017/18 do Brasil em 48,055 milhões de sacas, queda de 11,7 por cento na comparação com a temporada anterior, com uma menor produção de grãos do tipo arábica devido à bienalidade negativa da cultura e também uma menor produção de robusta.

Os embarques de café do tipo arábica somaram 29,57 milhões de sacas em 2016, alta de 1,2 por cento ante 2015, enquanto as exportações do grão robusta atingiram 580,3 mil sacas, queda de 86,2 por cento ante o ano anterior, com a seca afetando as safras de importantes Estados produtores da variedade, como o Espírito Santo.

Em dezembro, a exportação de café verde do Brasil atingiu 2,75 milhões de sacas, queda de 6,3 por cento ante o mesmo mês de 2015, com os embarques de arábica recuando 3 por cento e os de robusta despencando 90 por cento na mesma comparação.

"É inquestionável que houve quebra na safra de robusta. Mas o preço interno subiu muito, e não ficamos competitivos lá fora também. Então não é só oferta, é questão de competitividade de preços também", afirmou ele, sobre a queda na exportação de robusta.

Com a quebra de safra de robusta, houve uma situação de mercado por alguns meses de preços atipicamente mais altos para o robusta em relação ao arábica.

Carvalhaes afirmou ainda que, com essa quebra de safra, os estoques foram se exaurindo.

Questionado sobre pedidos da indústria brasileira para liberar a importação de café verde, diante da baixa oferta, ele disse que a posição do Cecafé é "pelo livre mercado".

"Achamos que importações, se houverem, tem que haver regras claras", disse ele, ressaltando que os números mostram que a indústria de solúvel soube lidar com o aperto de oferta de robusta.

Fonte: Reuters

 

Ucrânia já embarcou 70% de potenciais exportações de trigo da safra 2016/17

KIEV - A Ucrânia exportou cerca de 10,8 milhões de toneladas de trigo na primeira metade da safra 2016/17, que vai de julho a junho, o que corresponde a cerca de 70 por cento de suas potenciais exportações de trigo para a atual safra, disse a consultoria UkrAgroConsult nesta quarta-feira.

A Ucrânia, uma das três maiores exportadoras do mundo, colheu 26,1 milhões de toneladas de trigo em 2016 e espera exportar cerca de 16,6 milhões de toneladas do grão durante toda a safra, segundo projeção do Ministério da Agricultura.

"A atual safra começou na Ucrânia com um ritmo recorde de exportações de grãos, incluindo entregas de trigo. Ao mesmo tempo, estimamos que a disponibilidade de exportações de trigo ucraniano vai diminuir de 7 a 8 por cento em 2016/17 em razão de reduções na safra", disse a consultoria em relatório.

A Índia importou cerca de 1,5 milhão de toneladas de trigo ucraniano de julho a dezembro de 2016, ou cerca de 14 por cento das exportações de trigo da Ucrânia na primeira metade da safra 2016/17, disse a consultoria, um recorde histórico.

Na primeira metade da temporada 2015/16, a Ucrânia exportou 10,5 milhões de toneladas de trigo, ou cerca de 62 por cento do potencial de exportações à época.

Fonte: Reuters

 

Produção global de café 2016/17 é estimada em 151,6 mi sacas, diz OIC

NOVA YORK - A Organização Internacional do Café (OIC) disse nesta quarta-feira que a produção global de café para 2016/17 foi estimada em 151,6 milhões de sacas de 60 kg, o que representa alta de 0,1 por cento ante as 151,4 milhões de sacas da produção revisada de 2015/16.

A produção global de café arábica foi estimada em um recorde de 93,5 milhões de sacas, 4,4 por cento acima do ano anterior, enquanto a produção de robusta foi projetada em 58,2 milhões de sacas, queda de 6 por cento em comparação com 2015/16.

Fonte: Reuters

 

BRASIL EXPORTOU 193,9 MILHÕES DE M² DE COURO EM 2016

O balanço das exportações brasileiras de couro em 2016 totalizou 193,9 milhões de m² exportados, o que significa 3,8% a mais do que em 2015. Em valores, o movimento foi outro: o montante exportado foi de US$ 2,033 bilhões, com queda de 10,3%. A análise é da Inteligência Comercial do Centro das Indústrias de Curtumes do Brasil (CICB), com informações da Secretaria de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC).

Na indústria de couros 2016 foi um ano muito difícil, em especial em função da queda dos preços no mercado internacional, da diminuição do consumo na China (principal cliente do Brasil), além da instabilidade política brasileira e a flutuação cambial. Estes fatores, explica o presidente-executivo do CICB, José Fernando Belo, criaram um ambiente desfavorável à exportação, o que, para o Brasil, tem impacto muito negativo em função de o país vender mais de 70% de sua produção ao mercado externo (77 países ao todo compraram o couro brasileiro em 2016).

– Foi um ano de muito trabalho, com extensa ação internacional para que pudéssemos chegar a estes números – afirma Bello. Ele cita que houve atividades intensivas dos empresários em feiras, visitas a clientes e missões empresariais durante todo o ano para a abertura de novos mercados e captação de pedidos para a manutenção das plantas em bom fluxo de produção.

Sobre o ranking por tipo de couro exportado, há destaque expressivo para os couros semiacabados e acabados no resultado final de 2016: crescimento em área de 54,3% e 8,7%, respectivamente.

Trata-se de um dado positivo em função dos objetivos de ascensão da participação dos couros de maior valor agregado do Brasil no mercado externo. Por seu turno, a venda de couros no estágio wet blue, com menor valor agregado, caiu 1,7%. Outro dado interessante a destacar é a avaliação sobre as exportações desconsiderando o couro salgado e a raspa de wet blue (excedente a partir do couro): mostram que o país cresceu 8,4% em metragem, reduzindo sua queda em valores para 8,5%.

Para 2017, a previsão das vendas de couros compreende um crescimento de 5% em área, de acordo com Bello

Fonte: Export News

 

10-01-2017

 

Austrália prevê forte queda no preço do minério de ferro nos próximos 2 anos

SYDNEY - A Austrália estimou nesta segunda-feira um declínio forte no preço do minério de ferro, a mais importante commodity de exportação do país, ao longo dos próximos dois anos, para um nível bem abaixo dos atuais preços de mercado.

O Departamento da Indústria, Inovação e Ciência australiano prevê que o preço do minério de ferro vai ficar em 51,60 dólares a tonelada em média neste ano e cair para 46,70 dólares em 2018. O nível atual do preço no mercado à vista é de cerca de 80 dólares, o dobro de um ano atrás. O departamento previu preço de 44,10 dólares em 2016.

O órgão afirmou que o aumento no preço da commodity está sendo causado por um aumento temporário na produção de aço da China e negócios especulativos na China com minério de ferro que não vão durar.

"O rali reflete uma combinação de motivadores fundamentais e negociação especulativa", disse o departamento em documento. "Entretanto, com a provável moderação destes fatores ao longo do período, o preço do minério de ferro ainda deve mostrar queda."

O departamento também cortou suas previsões para exportações da commodity em 2 por cento, para 832,2 milhões de toneladas no ano fiscal de 2016-2017. Apesar disso, a projeção ainda indica um aumento de 5,9 por cento na comparação anual. A Austrália é o maior produtor mundial de minério de ferro.

Enquanto isso, ainda segundo o departamento, o preço do carvão metalúrgico, uma das commodities de melhor performance no ano passado, deve subir em 59 por cento em termos de contrato este ano, para uma média de 182,20 dólares a tonelada.

Fonte: Reuters

 

Vale, Samarco e BHP pedem mais 10 dias para depósito de R$1,2 bi ordenado pela Justiça

As mineradoras Samarco, Vale e BHP Billiton pediram nesta segunda-feira a prorrogação para 19 de janeiro do prazo que vencia nesta data para um depósito de 1,2 bilhão de reais ordenado pela Justiça Federal em Minas Gerais para cobrir futuras medidas reparatórias ao desastre com a barragem em Mariana (MG), no ano passado.

"As partes estão em tratativas e apresentaram hoje petição conjunta para prorrogação do prazo de prestação da garantia", disse a Vale em comunicado.

Questionada, a Justiça Federal em Minas Gerais não deu imediatamente informações sobre o caso.

Fonte: Reuters

 

EXPORTAÇÃO DE CALÇADOS REGISTRA RECEITA DE US$ 999 MILHÕES EM 2016

Exportação de calçados registra receita de US$ 999 milhões em 2016

Se o mercado interno brasileiro não ajudou os calçadistas ao longo de 2016, o mesmo não se pode dizer dos compradores além-fronteiras. Com um câmbio favorável na maior parte do ano, apesar da instabilidade, os calçadistas fecharam 2016 somando 126,17 milhões de pares embarcados que geraram US$ 999 milhões, números superiores tanto em volume (1,7%) quanto em dólares (4%) no comparativo com 2015.

Segundo o presidente-executivo da Associação Brasileira das Indústrias de Calçados (Abicalçados), Heitor Klein, o último trimestre de 2016 alavancou os números das exportações do setor. “Vínhamos registrando incremento dos embarques desde agosto, com as vendas das coleções de primavera-verão, mas foi a partir de outubro que registramos os incrementos mais significativos”, explica. O dirigente ressalta que, além do câmbio, foram essenciais para o resultado as participações nas feiras internacionais por meio do programa Brazilian Footwear.

“Hoje estamos presentes em mais de 150 países e essa qualificação e pulverização das exportações são devidas à atuação do programa mantido em parceria com a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil)”, avalia Klein, ressaltando que somente em dezembro foram embarcados 18 milhões de pares que geraram US$ 128 milhões, número 62% maior do que o registro de novembro e 7% superior que o mesmo mês de 2015.

Destinos

O principal destino de 2016 foram os Estados Unidos, país que importou 13,24 milhões de pares por US$ 221,36 milhões, 15,4% mais do que em 2015. O segundo destino seguiu sendo a Argentina. No ano passado, os hermanos compraram 9,48 milhões de pares por US$ 111,6 milhões, 65,4% mais do que em 2015. O terceiro destino do ano foi a França (9 milhões de pares por US$ 56 milhões, 2,1% mais do que em 2015) e o quarto o Paraguai (14,53 milhões de pares por US$ 47,43 milhões, 4,7% mais do que no período anterior). “O grande revés do ano foi a Bolívia, que perdeu uma posição no ranking, justamente para o Paraguai, após adotar licenças não-automáticas para a importação de calçados brasileiros”, comenta Klein. Para a Bolívia, as exportações caíram 8,3% em 2016.

Origens

O principal exportador do Brasil no ano passado foi o Rio Grande do Sul. No período, os gaúchos exportaram 28,7 milhões de pares que geraram US$ 436 milhões, 17,8% mais do que em 2015. A segunda origem dos embarques foi o Ceará, de onde partiram 48,3 milhões de pares que geraram US$ 270,77 milhões, 3% mais do que no ano anterior. Na sequência apareceu São Paulo, de onde foram embarcados 9 milhões de pares por US$ 107,74 milhões, 12% menos do que em 2015. A Paraíba foi o quarto maior exportador, tendo remetido ao exterior 23,55 milhões de pares que geraram US$ 66,36 milhões, número 25% menor do que em 2015.

Importações em queda

O ano de 2016 também foi marcado pela queda nas importações de calçados. No total entraram no Brasil 22,74 milhões de pares pelos quais foram pagos US$ 343,7 milhões. Os números são inferiores tanto em volume (-31,6%) quanto em dólares (-28,5%) no comparativo com 2015. “Além da questão cambial, que encareceu as importações, o quadro foi agravado pela queda na demanda doméstica, já que devemos fechar o ano com um encolhimento próximo de 10% no varejo do setor”, avalia Klein.

As principais origens das importações seguiram sendo os países asiáticos. Em 2016, o Vietnã exportou 10,4 milhões de pares por US$ 190 milhões ao Brasil, quedas de 30,3% em volume e 27% em dólares em relação ao ano anterior. A segunda origem foi a Indonésia, de onde foram embarcados 4 milhões de pares com destino ao Brasil, perfazendo uma cifra de US$ 73,2 milhões, números inferiores tanto em volume (-37,6%) quanto em dólares (-37%) na relação com 2015. Na sequência apareceram a China (5,8 milhões de pares por US$ 35,85 milhões, queda de 22%) e a Itália (131,5 mil pares por US$ 16,54 milhões, 4% de incremento ante 2015).

Em partes de calçados – cabedais, solas, saltos, palmilhas etc – a importação também foi menor do que em 2015. No ano passado, entraram no Brasil o equivalente a US$ 41 milhões desses materiais, 28,6% menos do que em 2015. As principais origens foram China, Paraguai e Vietnã.

Fonte: Abicalçados

 

PÁSCOA MOVIMENTA SETOR LOGÍSTICO COM IMPORTAÇÃO DE PESCADOS

Apesar do elevado potencial pesqueiro do Brasil, 60% dos peixes que os brasileiros consomem são importados de outros países da América do Sul, Ásia e Europa. Por isso é intenso o movimento do segmento logístico nesse setor, principalmente nesta época do ano. “As importações se intensificam, visando a Páscoa, momento em que o pescado está muito presente nas refeições dos brasileiros. Os principais peixes importados são o salmão, do Chile; a polaca, pescada no Oceano Pacífico e processada na China; o peixe-panga, do Sudeste Asiático; e o bacalhau, pescado no Atlântico Norte”, revela Jailson Souza, Sales Manager da DC Logistics Brasil.

O transporte marítimo é feito com contêineres e caminhões refrigerados. Depois o produto é distribuído para diversas regiões do país. “É um processo minucioso e delicado já que estamos trabalhando com alimento perecível. Toda a nossa equipe fica atenta a cada detalhe no armazenamento adequado da carga para preservar a qualidade e garantir a segurança até o consumo do produto”, ressalta Jailson. O transporte dos peixes vindos da Ásia leva em torno de 30 a 40 dias, já os vindos da Europa podem chegar em 20 dias. A carga é trazida em um contêiner reefer com temperatura controlada e há a possibilidade de embarque do peixe in natura ou já processado.

Chocolates a caminho dos consumidores

Terceiro maior produtor mundial de chocolates, o Brasil também se prepara nesta área para o período de Páscoa. Seja pela exportação do cacau e do produto já beneficiado ou pela importação de insumos e tecnologia, o segmento colabora com setor logístico. Dados do Ministério da Agricultura apontam que as vendas do chocolate brasileiro chegam a todos os continentes do mundo, com exportações para mais de 100 países.

“É intensa a exportação de chocolates finos, principalmente para os Estados Unidos e Europa. Também é grande a movimentação dentro do Brasil para levar o produto até o público. Para atender a toda essa demanda, a DC Logistics Brasil trabalha com o transporte aéreo, marítimo e rodoviário”, diz o diretor da DC Logistics Brasil, Guilherme Mafra.
Fonte: Export News

 

COM AUMENTO 36,6%, EXPORTAÇÃO DE AÇÚCAR É DESTAQUE NA BALANÇA COMERCIAL DO 2016

Embarques do produto somaram US$ 10,4 bilhões, o equivalente a 28,93 milhões de toneladas

Apesar da soja ser o carro-chefe das vendas externas brasileiras, o açúcar chama a atenção da balança comercial do agronegócio no acumulado de 2016. O produto foi responsável por quase todo o montante do complexo sucroalcooleiro, com 92% do valor em vendas do setor (US$ 10,44 bilhões). Em comparação com 2015, houve crescimento de 36,6% em valor, em função do aumento da quantidade: de 24,01 para o recorde anual de 28,93 milhões de toneladas (+20,5%). Os dados foram divulgados pela Secretária de Relações Internacionais do Agronegócio (SRI) do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) nesta segunda-feira (9).

As exportações de álcool também tiveram expansão, passando de US$ 880,48 milhões em 2015 para US$ 896,34 milhões em 2016 (+1,8%). A despeito da queda na quantidade (-3,7%), o aumento no preço do produto (+5,7%), foi superior, o que levou ao crescimento das vendas em valor. As exportações do complexo sucroalcooleiro alcançaram a cifra de US$ 11,34 bilhões em 2016, o que representou incremento de 32,9% em comparação ao ano anterior.

De acordo com a SRI, o desempenho da carne suína também foi destaque em 2016. O produto somou US$ 1,47 bilhão, o que representou crescimento de 16,3% em relação ao ano anterior. A quantidade também foi ampliada, de 542,13 para 720,10 mil toneladas. As vendas de carne suína in natura registraram recorde no período de 12 meses para quantidade: 628,65 mil toneladas.

Entre janeiro e dezembro de 2016, as vendas externas do agronegócio brasileiro atingiram US$ 84,9 bilhões, com retração de 3,7% em relação aos US$ 88,2 bilhões exportados no ano anterior.

Fonte: MAPA

 

09-01-2017

 

Aço e minério de ferro seguem sob pressão e fecham em leve queda na China

PEQUIM - Os contratos futuros do aço e do minério de ferro na China voltaram a sofrer pressão na sexta-feira, em meio a uma demanda ainda fraca e a uma ampla oferta, o que levou as duas commodities a fechar em leve retração.

O contrato mais ativo do vergalhão de aço na bolsa de Xangai encerrou com queda de 0,33 por cento, a 2.943 iuanes por tonelada.

O minério de ferro na bolsa de Dalian também voltou a apresentar tendência baixista, ao cair 0,3 por cento e fechar a 547 iuanes por tonelada, devido a uma oferta abundante e a uma fraca demanda sazonal. Em meados de dezembro, o minério chegou a tocar máxima em anos de 655 iuanes por tonelada.

"Embora esperemos que os preços... do minério de ferro caiam ante as máximas recentes, ainda esperamos que eles fechem bem acima das mínimas registradas no início de 2016", disseram analistas do HSBC em um relatório. "Ou seja, esperamos que o pior já tenha passado".

Já os futuros do carvão siderúrgico na bolsa de Dalian fecharam em alta de 0,7 por cento, a 1.156,5 iuanes (167,02 dólares) por tonelada. Eles ganharam 1,3 por cento na semana, na primeira alta desde o início de dezembro.

Fonte: Reuters

 

Exportações globais de café sobem 13,6% em novembro, diz OIC

LONDRES - As exportações globais de café subiram 13,6 por cento em novembro, ante o ano anterior, para um total de 9,94 milhões de sacas de 60 kg, informou a Organização Internacional do Café (OIC) nesta sexta-feira.

Nos dois primeiros meses da temporada 2016/17, que começou em 1º de outubro de 2016, as exportações de café registraram alta de 8,5 por cento, a 19,52 milhões de sacas.

As exportações de café robusta foram 24,9 por cento mais altas em novembro, ante o ano anterior, a 3,68 milhões de sacas. As exportações acumuladas de robusta para a safra até o momento subiram 10,8 por cento, para 7,05 milhões de sacas.

As exportações de café arábica em novembro avançaram 7,9 por cento ante o mesmo mês de 2015, a 6,25 milhões de sacas. As exportações acumuladas de arábica para a safra até o momento subiram 7,3 por cento para 12,48 milhões de sacas.

Fonte: Reuters

 

Samarco exporta minério recuperado de estoques apesar de operações paralisadas

RIO DE JANEIRO - A mineradora Samarco, cujas atividades de mineração foram interrompidas há mais de um ano após o rompimento de uma de suas barragens de rejeitos, exportou para a China nesta semana aproximadamente 78 mil toneladas de finos de minério de ferro, material utilizado para a fabricação de pelotas.

Segundo informações da empresa, uma joint venture da brasileira Vale com a anglo-australiana BHP Billiton, o material foi recuperado de estoques de minério da própria Samarco e processado no Complexo de Ubu, no Espírito Santo, onde a empresa tem um terminal marítimo próprio.

"Desde a paralisação das atividades, esse é o segundo embarque de 'pellet feed' da mineradora", afirmou a Samarco, em um e-mail enviado à Reuters, explicando que não há previsão de novas transações no momento.

O primeiro embarque após a paralisação das atividades, de 25 mil toneladas de finos de minério de ferro, ocorreu em julho para os Estados Unidos, segundo a Samarco.

A atividade de mineração da Samarco foi interrompida após o rompimento da barragem de Fundão, em Mariana (MG), em novembro de 2015. As operações de suas usinas de pelotização e de exportação foram suspensas pouco tempo depois.

O desastre deixou 19 mortos, centenas de desabrigados e poluiu o rio Doce, que percorre diversas cidades e deságua no mar capixaba;

Atualmente a empresa está em processo de licenciamento para retornar às atividades.

Fonte: Reuters

 

VOLUME DE FRANGO EXPORTADO É RECORDE, MAS RECEITA TEM QUEDA

Brasil embarcou 4,4 milhões de toneladas em 2016, um aumento de 1,9% sobre 2015. Faturamento foi de US$ 6,8 bilhões, um recuo de 4,5% na mesma comparação.

As exportações de carne de frango alcançaram o melhor resultado da história em 2016, com 4,384 milhões de toneladas embarcadas, de acordo com dados divulgados pela Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) nesta terça-feira (03).

O volume representa um crescimento de 1,9% sobre as 4,304 milhões de toneladas de 2015, até então recorde para o setor, e considera todos os produtos, de carne in natura a processados. A média mensal de embarques chegou a 365,3 mil toneladas no ano passado, contra uma média de 358,7 mil toneladas de 2015.

Em receita, porém, o setor teve retração de 4,5%, com US$ 6,849 bilhões de faturamento com as exportações no ano passado, uma média de US$ 570,8 milhões por mês – em 2015 a média mensal chegou a US$ 597,4 milhões e o total a US$ 7,169 bilhões.

Em nota, o presidente-executivo da ABPA, Francisco Turra, afirma que o resultado confirma a pujança do setor, mesmo diante das dificuldades econômicas do ano e a pressão de custos sofrida.

“[O ano] foi marcado pelo forte ritmo de vendas para diversos mercados da Ásia, Europa e Américas, com destaque especial para a China”, analisa Turra.

Em dezembro os embarques de carne de frango caíram 9,4% na comparação com o último mês de 2015, somando 362,2 mil toneladas. Em receita o recuo foi de 4,7%, para US$ 574,1 milhões.

Fonte: Anba

 

FLUXO CAMBIAL FICA NEGATIVO EM US$ 4,252 BILHÕES EM 2016

Mais dólares saíram do que entraram no país em 2016. De acordo com dados do Banco Central (BC), divulgados hoje (4), o fluxo cambial ficou negativo em US$ 4,252 bilhões, no ano passado. Em 2015, esse resultado ficou positivo em US$ 9,414 bilhões.

O resultado negativo veio da conta financeira (investimentos em títulos, remessas de lucros e dividendos ao exterior e investimentos estrangeiros diretos, entre outras operações), com déficit de US$ 51,562 bilhões. O segmento comercial (operações de câmbio relacionadas a exportações e importações) contribuiu para reduzir o saldo negativo do fluxo cambial, ao registrar resultado positivo de US$ 47,309 bilhões.

Em dezembro, o fluxo cambial ficou negativo em US$ 1,087 bilhão, devido ao déficit de US$ 9,005 bilhões do segmento financeiro e ao saldo positivo do fluxo comercial de US$ 7,918 bilhões.

Fonte: Ag. Brasil

 

BALANÇA COMERCIAL: PRIMEIRA SEMANA DO ANO REGISTRA SUPERÁVIT DE US$ 222 MILHÕES

Saldo é resultado de exportações no valor de US$ 3,021 bilhões e importações de US$ 2,799 bilhões

A balança comercial brasileira registrou na primeira semana de janeiro de 2017, com cinco dias úteis, superávit de US$ 222 milhões, resultado de exportações no valor de US$ 3,021 bilhões e importações de US$ 2,799 bilhões.

Nas exportações, comparadas as médias da primeira semana de janeiro de 2017 (US$ 604,2 milhões) com a de janeiro de 2016 (US$ 561,9 milhões), houve crescimento de 7,5%, em razão do aumento nas vendas de produtos semimanufaturados (51,4%), de US$ 92,6 milhões para US$ 140,2 milhões, por conta de açúcar em bruto, semimanufaturados de ferro/aço, ferro-ligas, óleo de soja em bruto, ouro em formas semimanufaturadas.

As vendas de manufaturados cresceram 1,4%, de US$ 216,8 milhões para US$ 219,9 milhões, por conta de suco de laranja não-congelado, veículos de carga, chassis com motor, laminados planos de ferro e aço, açúcar refinado e hidrocarbonetos.

Por outro lado, caíram as vendas de produtos básicos (-3,0%), de US$ 237,4 milhões para US$ 230,4 milhões, por conta, principalmente, de milho em grãos, petróleo em bruto, soja, café em grãos, carne bovina e de frango.

Em relação a dezembro de 2016, houve retração de 16,6% em virtude da queda nas vendas de produtos manufaturados (-30,7%), de US$ 317,5 milhões para US$ 219,9 milhões; e de básicos (-14,2%), de US$ 268,5 milhões para US$ 230,4 milhões. Por outro lado, cresceram as vendas de produtos semimanufaturados (16,2%), de US$ 120,6 milhões para US$ 140,2 milhões.

Nas importações, a média diária da primeira semana de janeiro de 2017, de US$ 559,8 milhões, ficou 8,5% acima da média de janeiro de 2016 (US$ 516,1 milhões). Nesse comparativo, cresceram os gastos, principalmente, com adubos e fertilizantes (219,7%), cereais e produtos da indústria de moagem (121,5%), aeronaves e peças (115,0%), combustíveis e lubrificantes (64,8%), equipamentos eletroeletrônicos (26,1%) e instrumentos de ótica e precisão (17,1%).

Ante dezembro de 2016, houve expansão nas importações de 6,8%, pelos crescimentos em aeronaves e peças (95,7%), adubos e fertilizantes (62,3%), combustíveis e lubrificantes (19,1%), químicos orgânicos e inorgânicos (14,9%), equipamentos eletroeletrônicos (13%) e plásticos e obras (7,1%).

Fonte: Assessoria de Comunicação Social do MDIC

 

05-01-2017

 

MDIC PREVÊ MELHORA DE EXPORTAÇÕES E IMPORTAÇÕES EM 2017

O Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços prevê recuperação das exportações e importações brasileiras em 2017 e um superávit no mesmo patamar do registrado em 2016, de US$ 47,69 bilhões. As informações são do secretário de Comércio Exterior da pasta, Abrão Neto, que comentou nesta segunda-feira (2) o superávit de 2016, o maior desde o início da série histórica do governo, em 1989.

“Se este cenário [de recuperação para 2017] se confirmar, será o primeiro aumento de exportações nos últimos cinco anos e de importações nos últimos três anos. Isso nos levaria a um aumento da corrente de comércio, o que não ocorre desde 2014”, disse Neto. Em 2016, apesar do superávit recorde, a média diária exportada caiu 3,5% ante 2015, e a média diária importada recuou 20,1%.

O saldo positivo do ano passado deveu-se ao fato de as importações terem caído mais que as exportações. As vendas ao exterior caíram principalmente em razão da redução de preços das commodities (bens primários com cotação internacional). Já as importações caíram, entre outros motivos, porque a demanda por bens do exterior – entre os quais estão insumos e bens de capital, usados na produção industrial – recuou por causa da crise econômica no país.

Segundo Abrão Neto, para este ano espera-se a melhora desse cenário, com expectativa de recuperação dos preços das commodities minerais, apesar da incerteza quanto aos preços das commodities agrícolas. O secretário destaca, ainda, a previsão de crescimento da economia e comércio mundiais para este ano e a evolução das importações, que deram sinal de melhora ainda em 2016.

Tendência

No primeiro trimestre de 2016, as importações tiveram queda de 33,4% em relação a igual período de 2015. No segundo trimestre, a queda era de 23,9% feita a mesma comparação. No terceiro trimestre, as importações recuaram 13,2% em relação ao mesmo intervalo de tempo do ano anterior e, por fim, no quarto e último trimestre do ano, caíram 6,1%, de acordo com o critério da média diária.

No mês de dezembro, as importações registraram alta de 9,3% em relação ao mesmo mês de 2015, segundo o mesmo critério. O secretário de Comércio Exterior, contudo, acredita que os melhores dados para avaliar o cenário são os verificados nos trimestres. “Isso [aumento das importações no mês] se explica por uma base de comparação muito baixa em dezembro de 2015.”

Segundo Neto, a projeção de retomada do crescimento da economia brasileira este ano permitirá que as importações continuem em recuperação. Nesta segunda-feira, o boletim Focus, pesquisa semanal do Banco Central com projeções de instituições financeiras, previu crescimento de 0,5% do Produto Interno Bruto (PIB, soma dos bens e riquezas produzidos em um país) para 2017. O governo espera ainda, para este ano, manutenção da taxa de câmbio, favorável às exportações.

Mesmo com exportações e importações em queda, o secretário de Comércio Exterior afirma que o resultado de 2016 é positivo para o país. “É importante destacar a importância desse superávit em relação à manutenção de estoques robustos de reservas cambiais e também a contribuição para a melhora das nossas contas externas. Até novembro, a balança comercial contribuiu para uma redução de 75% no déficit de transações correntes do país.”

Fonte: Agência Brasil

 

Embarque de frango bateu recorde em 2016

Conforme dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), compilados pela Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), os embarques de produtos in natura e processados totalizaram 4,384 milhões de toneladas no ano passado, 1,9% mais do que em 2015.

Na primeira metade de 2016, as exportações de carne de frango cresceram 14%. No entanto, a quebra da safra brasileira de milho ­ e a consequente disparada do preço do grão ­ levou a indústria de frango a cortar a produção no segundo semestre, o que afetou a oferta disponível, reduzindo as exportações. A apreciação do real perante o dólar também tirou competitividade das exportações do Brasil, afirmou o vice­presidente de mercados da ABPA, Ricardo Santin.

O presidente da ABPA, o ex­ministro da Agricultura Francisco Turra, destacou, em nota, que houve crescimento das vendas mesmo com a crise de custos enfrentada pelo setor. Segundo Turra, 2016 foi marcado pelo "forte ritmo de vendas" para os continentes asiático, europeu e americano. Entre os países, o "destaque especial" foi a China, segundo ele. A entidade não detalhou os dados por país.

A receita com as exportações de carne de frango, contudo, caiu em 2016, pressionada pela queda dos preços do produto no mercado internacional ­ sobretudo no primeiro semestre. Em 2016, as vendas de carne de frango ao exterior renderam US$ 6,849 bilhões, queda de 4,5% em relação aos US$ 7,169 bilhões registrados no ano anterior.
A despeito da queda dos preços do frango exportado pelo Brasil, o BTG Pactual avaliou ontem, em relatório, que o ciclo negativo que atingiu a indústria avícola do país no ano passado está se revertendo.

Conforme o banco, os dados relativos ao volume exportado em dezembro e no quarto trimestre já indicam a reversão do ciclo, com o enxugamento da oferta de carne de frango, o que tende a permitir um aumento nos preços do produto. Em dezembro, as exportações de carne de frango recuaram 9,4% ante o mesmo intervalo de 2015, totalizando 362,2 mil toneladas.

Na indústria de carne suína, também houve desaceleração no segundo semestre. Segundo Santin, da ABPA, as exportações de carne suína in natura cresceram 55,5% na primeira metade do ano e "apenas" 17,4% no segundo semestre. Com isso, as vendas externas em 2016 subiram 33%, somando 628,7 mil toneladas. Os principais destinos dos embarques foram Hong Kong, China e Rússia. Em receita, as exportações somaram US$ 1,349 bilhão, alta de 15,5%.

Fonte: Valor Econômico

 

Minério de ferro e aço recuam na China por fraca demanda e altos estoques

PEQUIM - Os preços do minério de ferro e do vergalhão de aço na China recuaram nesta quarta-feira, com o produto siderúrgico tocando uma mínima de seis semanas, em meio a preocupações com uma fraca demanda e estoques elevados.

Recuando pela terceira sessão consecutiva, o minério de ferro na bolsa de Dalian DCIOcv1 fechou a 539 iuanes (77,53 dólares) por tonelada, queda de 2 por cento.

Já o minério de ferro no mercado à vista recuou 2,05 por cento no porto de Qingdao, sendo negociado a 77,25 dólares por tonelada.

Os estoques domésticos de minério permanecem em uma máxima de dois anos e meio, tendo subido em 90 mil toneladas na semana passada para quase 11 milhões de toneladas.

"O recuo dos preços resulta do grande volume de estoques, ao mesmo tempo que o mercado de distribuição não está ativo", disse o analista de aço da China Sublime Information Group, Liu Xinwei, destacando uma desaceleração na atividade de construção civil durante os meses de inverno na China.

O contrato mais ativo do vergalhão de aço na bolsa de Xangai SRBcv1 caiu 0,75 por cento para 2.914 iuanes por tonelada. Mais cedo na sessão, tocou 2.827 iuanes, menor patamar desde 22 de novembro.

Nesta quarta-feira, 2,7 milhões de lotes de aço foram negociados, menor volume desde meados de dezembro de 2015 e apenas 1,01 milhão de contratos de minério de ferro foram negociados, o menor número desde junho de 2015.

Analistas dizem que os negócios estão lentos desde do feriado de Ano Novo e antes do recesso do Ano Novo Lunar na China, que ocorre no fim de janeiro.

Fonte: Reuters

 

CSN, Usiminas e ArcelorMittal anunciam novos aumentos de preços de aços planos

SÃO PAULO - Produtores de aços planos do país estão comunicando distribuidores sobre novos reajustes de preços na faixa de 8 a 10 por cento que começam a entrar em vigor neste mês, afirmaram uma fonte do mercado e um analista do Bradesco BBI nesta quarta-feira.]

Segundo a fonte do mercado, os reajustes estão sendo comunicados por CSN, válido a partir de 1º de janeiro; Usiminas, que entra em vigor na 5ª-feira; e ArcelorMittal, a partir de 10 de janeiro. Os reajustes são adicionais aos implementados na distribuição pelas siderúrgicas em dezembro, de 11 a 12 por cento, disse a fonte.

As ações da Usiminas lideravam as altas do Ibovespa no início da tarde desta quarta-feira, avançando cerca de 5 por cento às 14:54. CSN, porém, tinha recuo de 1,1 por cento. No mesmo horário, o Ibovespa caía 0,5 por cento.

"Eles anunciaram reajuste para laminados a quente e a frio. Galvanizados não", disse a fonte.

Representantes de Usiminas e CSN não puderam ser contatados de imediato, enquanto a ArcelorMittal afirmou que tem como política não se pronunciar sobre preços.

O analista Thiago Lofiego, do Bradesco BBI, afirmou que a Usiminas tende a ser a siderúrgica que mais se beneficia do reajuste dado o seu foco em aços planos e maior exposição ao mercado brasileiro.

"Estimamos que um reajuste de mais de 10 por cento para todos os produtos e clientes vai impactar positivamente o lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) da companhia (Usiminas) em cerca de 650 milhões de reais", escreveu Lofiego em relatório, reiterando recomendação "acima da média do mercado" (outperform) para Usiminas e Gerdau.

Fonte: Reuters

 

FLUXO CAMBIAL FICA NEGATIVO EM US$ 4,252 BILHÕES EM 2016

Mais dólares saíram do que entraram no país em 2016. De acordo com dados do Banco Central (BC), divulgados hoje (4), o fluxo cambial ficou negativo em US$ 4,252 bilhões, no ano passado. Em 2015, esse resultado ficou positivo em US$ 9,414 bilhões.

O resultado negativo veio da conta financeira (investimentos em títulos, remessas de lucros e dividendos ao exterior e investimentos estrangeiros diretos, entre outras operações), com déficit de US$ 51,562 bilhões. O segmento comercial (operações de câmbio relacionadas a exportações e importações) contribuiu para reduzir o saldo negativo do fluxo cambial, ao registrar resultado positivo de US$ 47,309 bilhões.

Em dezembro, o fluxo cambial ficou negativo em US$ 1,087 bilhão, devido ao déficit de US$ 9,005 bilhões do segmento financeiro e ao saldo positivo do fluxo comercial de US$ 7,918 bilhões.

Fonte: Agência Brasil

 

04-01-2017

 

Argentina iniciará cortes na taxa sobre exportação de soja a partir de 2018

BUENOS AIRES - A Argentina vai começar a cortar sua taxa sobre exportação de soja em 0,5 ponto percentual a cada mês por dois anos a partir de janeiro de 2018, o que resultará em uma redução de 12 pontos, para 18 por cento, ao final de 2019, segundo um decreto do governo nesta segunda-feira.

Quando Mauricio Macri tornou-se presidente com um discurso pró-mercado em dezembro de 2015, ele cortou a taxa para 30 por cento, ante 35 por cento. Ele prometeu na época que continuaria cortando o imposto em 5 pontos percentuais por ano, mas preocupações fiscais travaram o plano.

A redução de 0,5 ponto percentual ao mês na taxa de exportação em 2018 e 2019 será válida também para o imposto de 27 por cento cobrado sobre as exportações de óleo de soja e farelo de soja.

A Argentina é a principal exportadora global de óleo e farelo de soja e a terceira maior em soja em grãos, atrás de Brasil e Estados Unidos.

Considerando uma meta de déficit de 4,2 por cento do Produto Interno Bruto (PIB) para 2017, Macri reduziu o impacto de algumas de suas reformas para a liberalização dos mercados. Logo após tomar posse, ele deixou o valor do peso variar livremente no mercado de câmbio e eliminou taxas de exportação para trigo e milho.

Fonte: Reuters

 

Balança comercial brasileira fecha 2016 com superávit recorde de US$47,7 bi

BRASÍLIA  - A balança comercial brasileira terminou 2016 com superávit recorde de 47,692 bilhões de dólares, após saldo positivo de 19,685 bilhões de dólares registrado no ano anterior, informou nesta segunda-feira o Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC).

O recorde anterior havia sido registrado em 2006, um superávit de 46,45 bilhões de dólares.

Em dezembro, o saldo da balança comercial foi positivo em 4,415 bilhões de dólares.

O saldo recorde no ano foi impactado por uma redução de cerca de 20 por cento nas importações entre janeiro e dezembro do ano passado, em um momento de forte recessão econômica no país. As importações em 2016 ficaram em 137,5 bilhões de dólares, ante os 171,4 bilhões de dólares registrados em 2015.

As exportações no ano também caíram, para 185,2 bilhões de dólares no ano passado, ante os 191,1 bilhões exportados em 2015.

No ano passado, o dólar registrou desvalorização de 17,7 por cento sobre o real. Por outro lado, os brasileiros vêm enfrentando a forte recessão econômica e mostram menos disposição para comprar e investir.

No último mês do ano as exportações atingiram 15,941 bilhões de dólares, com as importações chegando a 11,525 bilhões de dólares.

Fonte: Reuters

 

Brasil tem exportação recorde de minério de ferro em 2016, mas receita recua por preço

BRASÍLIA - As exportações brasileiras de minério de ferro e seus concentrados em 2016 atingiram um volume recorde de 373,962 milhões de toneladas, aumento de 1,7 por cento em relação a 2015, disse nesta segunda-feira o secretário de Comércio Exterior do país, Abrão Neto, durante apresentação dos números da balança comercial.

Mas a receita com os embarques de minério de ferro e seus concentrados, um dos principais produtos da pauta de exportação do Brasil, caiu 6 por cento, para 13,289 bilhões de dólares, devido a preços mais baixos dos produtos ao longo do ano, acrescentou ele.

As exportações de minério de ferro do Brasil são feitas majoritariamente pela Vale (VALE5.SA: Cotações), maior produtora global da commodity.

Fonte: Reuters

 

Importação recua 20% e balança bate recorde

A balança comercial brasileira teve o maior superávit da história em 2016, ao fechar o ano com um saldo positivo de US$ 47,692 bilhões. O Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (Mdic) projeta que o resultado de 2017 deve "ficar no mesmo patamar, com aumento nas exportações e nas importações", de acordo com o secretário de Comércio Exterior, Abrão Neto.

O resultado do último ano se deve a US$ 185,244 bilhões em exportações e US$$ 137,552 bilhões em importações. Assim o desempenho histórico da balança comercial em 2016 se deve a uma queda menor nas exportações do que nas importações. Na comparação entre os dois últimos anos, as exportações caíram 3,5% na média diária enquanto as importações recuaram 20,1%.

Embora o superávit seja importante para as contas externas, a queda das exportações e importações, ressaltam analistas, fez encolher, pelo terceiro ano consecutivo, a corrente de comércio. Os embarques e desembarques brasileiros em 2016 somaram US$ 322,79 bilhões, a pior corrente de comércio desde 2009, quando esse resultado foi de US$ 280,72 bilhões.

A corrente de comércio, explica Rafael Bistafa, economista da Rosenberg & Associados, é importante indicador do dinamismo do comércio e da economia doméstica. A expectativa para este ano é de início de recuperação desse resultado. O superávit de US$ 47,69 bilhões de 2016, diz ele, veio dentro da expectativa da consultoria.

Para este ano, afirma Bistafa, as projeções da consultoria indicam saldo positivo de US$ 40 bilhões, com alta de 7,5% nas importações e de 3% nas exportações. As estimativas levam em conta um crescimento de 1% do PIB e dólar a R$ 3,50 ao fim deste ano. Realizando­se as projeções, diz o economista, teremos em 2017 o primeiro ano com elevação de exportações desde 2011 e o início da recuperação da corrente de comércio.

Para o secretário de Comércio Exterior, o superávit de 2016 foi muito positivo pela contribuição às contas externas. Segundo ele, a queda nas exportações se deve à redução de 6,2% nos preços dos produtos vendidos ao exterior pelo Brasil, já que "houve aumento das quantidades exportadas em 2,9%".

Nas importações, afirma Abrão Neto, o comportamento é diferente. "Há queda tanto em preços ­ de 9%, que se explica por contexto internacional ­ quanto na quantidade, de 12,2%, que se explica em parte por conta da desaceleração da economia". A conta­petróleo teve resultado positivo pela primeira vez em duas décadas e foi crucial para engordar o superávit recorde da balança em 2016. A conta­petróleo considera apenas as exportações e importações do hidrocarboneto e seus derivados. O comércio desses produtos terminou 2015 com superávit de US$ 410 milhões para o Brasil. A queda de 43,1% na importação de combustíveis e lubrificantes puxou a melhoria da conta.

Segundo Abrão Neto, também houve redução na exportação de petróleo em bruto, mas em ritmo bem inferior (­14,8%). "O saldo positivo se explica primeiro pela redução no preço do petróleo, o menor desde 2004. O Brasil é importador líquido de petróleo e derivados e portanto redução de preços influência de forma mais significativa o lado das importações."

Além disso, houve um "aumento na quantidade das exportações de petróleo, decorrente, entre outros fatores, do aumento da produção brasileira", disse o secretário. A atividade econômica em queda no Brasil também contribuiu para diminuir a importações desses produtos. "O superávit de 2016 é conjuntural e não estrutural [da conta­petróleo]. Apesar dos aumentos consecutivos de produção de petróleo, a tendência é que, no curto e médio prazos, o Brasil continue sendo importador líquido de petróleo e derivados."

Para 2017, o ministério projeta desempenho semelhante a 2016, mas não estabeleceu um número preciso. Esse movimento deve ser o resultado de um crescimento tanto nas importações quanto nas exportações, disse o secretário. Ele listou uma série de eventos que influenciarão esse resultado.

O aumento da safra de grãos será determinante, disse ele, embora os preço sejam um fator de incerteza por conta da expectativa de alta na produção mundial de soja e milho. "Há também uma expectativa de melhora dos preços das commodities minerais. Teve aumento nos últimos três meses do preço de petróleo e nos últimos quatro meses do minério doe ferro. Essa melhora influencia nas exportações e importações", apontou. Além disso, Abrão Neto apontou expectativa de crescimento da economia e comércio mundial em patamares superiores a 2016, embora ainda de forma lenta.

As importações também devem ser impactadas pela "retomada do crescimento da economia", o que leva a uma alta nos desembarques. Já a taxa de câmbio, avaliou, deve permanecer no mesmo nível de 2016.

Fonte: Valor Econômico

 

Com importações fracas, superavit é o maior da história em 2016

Com as importações caindo quase cinco vezes mais que as exportações em relação a 2015, a balança comercial do ano passado foi positiva em US$ 47,7 bilhões, o maior superavit da história.

Como reflexo da crise em 2016, tanto as compras de outros países quanto as vendas externas foram as menores desde 2009, mostram dados divulgados nesta segunda (2) pelo Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços.

O resultado positivo recorde foi possível porque, enquanto as exportações recuaram 3,5% em relação a 2015, as importações sofreram ainda mais e caíram 20,1% na mesma comparação.

Quando se olha a corrente de comércio (formada pelas exportações mais importações), o dado é o menor em sete anos e representa uma queda de 33% na comparação com 2011, quando o número foi o maior da história.

"Esse é um superavit negativo", disse José Augusto de Castro, presidente da AEB (Associação de Comércio Exterior do Brasil).

"O que gera atividade econômica para o setor é a corrente de comércio, e ela reflete um momento muito ruim para o comércio exterior."

Ele lembrou que, no caso das exportações, o resultado de 2016 foi afetado principalmente pela queda de 6,2% ante 2015 nos preços dos produtos. Ao analisar as quantidades, houve aumento de 2,9% na mesma comparação.

"Dos principais produtos da pauta exportadora, só o açúcar em bruto teve alta no preço. Todos os outros produtos tiveram queda", observou Abrão Neto, secretário de Comércio Exterior do ministério.

Já no caso das importações, há queda tanto nos preços, que caíram 9% ante 2015, quanto na quantidade, que se reduziu em 12,2%.

As importações de bens de capital (máquinas e equipamentos), por exemplo, que sinalizam o interesse das empresas em investir, somaram US$ 18,35 bilhões em 2016, queda de 21,5% ante 2015.

Já as compras de bens intermediários (insumos para elaboração de produtos) de outros países somaram US$ 84,94 bilhões, redução de 14,9% em relação a 2015.

DEZEMBRO

O ministério também informou nesta segunda que, tomando somente os dados do mês passado, as importações cresceram pela primeira vez na comparação com o mesmo mês do ano anterior desde setembro de 2014.

O aumento nas compras de outros países foi de 9,3%, mas não pode ser considerado um sintoma de recuperação da economia, disse Neto.

"Esse aumento se explica por uma base de comparação muito baixa em dezembro de 2015, quando houve uma redução muito forte nas importações de petróleo", explicou.

Com esse resultado, no mês passado o superavit foi menor do que o registrado em novembro (queda de 7,2%) e do que o resultado positivo de dezembro de 2015 (um redução de quase 30%).

A expectativa do ministério é que neste ano as importações voltarão a crescer de forma consistente, assim como as exportações.

"No ano passado, a redução geral das importações foi de 20%, mas se concentrou no primeiro e no segundo trimestres", afirmou Neto. No terceiro e no quarto trimestre do ano, a queda das importações ocorreu em ritmo menor —as reduções foram de 13,2% e 6,1%, respectivamente.

O ministério não divulga projeções, mas o Banco Central espera aumento de cerca de US$ 10 bilhões tanto nas exportações quanto nas importações para 2017.

Fonte: Folha de São Paulo

 

Brasil bate recorde na quantidade de mercadorias exportadas em 2016

Houve recorde no volume exportado de minério de ferro, óleos brutos de petróleo, açúcar de cana em bruto, celulose, minérios de alumínio e seus concentrados, óxidos e hidróxidos de alumínio carne de frango, suco de laranja não congelado, polímeros de etileno, propileno e estireno e madeira em estilhas ou partículas.

Também foram destaque o crescimento nas exportações de produtos manufaturados como automóveis e aviões. Os automóveis tiveram alta de 44,3%, com 135 mil unidades a mais, e os aviões, aumento de 15,3%, com 34 unidades a mais. Esse desempenho contribuiu para reduzir o déficit comercial de produtos manufaturados, que caiu 40%, para US$ 43,7 bilhões, o menor resultado desde 2009. Em 2015, o saldo havia ficado negativo em US$ 71,9 bilhões.

Houve queda na quantidade exportada de café em grão, de 9,4%; soja em grão, de 5,4%; semimanufaturados de ferro e aço, de 3,5%; e farelo de soja, de 3%.

O destaque negativo nas exportações foram os preços, que caíram 6,2 % em média ante 2015. Entre os principais produtos que compõem a pauta de exportações brasileiras, só houve aumento no preço do açúcar em bruto, de 12,3%.

Em 2016, a soja teve o menor preço médio desde 2007; o minério de ferro teve o menor preço desde 2005; e o petróleo em bruto, o menor preço desde 2004.

Já as importações registraram recuo de 12,2% nas quantidades e de 9% nos preços ante o ano anterior. O maior destaque foi a queda de 43,1% nas importações de combustíveis e lubrificantes. Também caíram as compras de bens de capital (21,5%), bens de consumo (19,3%) e bens intermediários (14,9%).

Fonte: Diário de Pernambuco

 

Agronegócio e exportações vão impulsionar economia do Paraná

O agronegócio e as exportações devem ajudar a economia estadual nesse ano, de acordo com projeção do Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico Social (Ipardes). A previsão de safra agrícola recorde, bom desempenho do setor de carnes e das vendas externas devem dar um alento aos efeitos da crise econômica.

A expectativa do Ipardes é que 2017 seja mais favorável do que 2016, ano ainda bastante marcado pelos efeitos da recessão. Ainda não será uma retomada vigorosa, mas de acordo com o instituto, é grande a chance de a economia do Paraná interromper a trajetória de queda do PIB e registrar crescimento.

Em termos nacionais, a última projeção do Banco Central, divulgada em 22 de dezembro, previa um avanço de 0,8% no Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro em 2017. Em 2016, o Brasil deve ter registrado uma retração de 3,4% na sua economia.

EXPORTAÇÕES – Um dos fatores que devem contribuir para um desempenho melhor da economia é a elevação dos juros nos Estados Unidos e a consequente valorização do dólar. Com a moeda americana valorizada, a tendência é que os produtos brasileiros fiquem mais baratos no exterior. “E as vendas externas têm um peso na economia estadual maior do que na média do Brasil. No Paraná, elas representam 12% do PIB, contra uma média de 10% no País”, diz Julio Suzuki Júnior, diretor presidente do Ipardes.

Alguns sinais positivos já começam a aparecer do lado das exportações, principalmente para a Argentina. As vendas do Paraná para o País cresceram 33% de janeiro a novembro (último dado disponível), para US$ 1,36 bilhão. As maiores altas vieram das vendas de automóveis, caminhões e tratores. No acumulado de janeiro a novembro, as exportações totais do Paraná somaram US$ 13,9 bilhões, 1,06% acima do mesmo período do ano passado.

CAMPO FAVORÁVEL - No campo, a previsão, se mantido o clima favorável, é que o Paraná tenha uma safra de verão recorde 2016/2017, com a produção, somente de soja, de 18,3 milhões de toneladas - 11% mais do que na safra 2015/2016, de acordo com o Departamento de Economia Rural (Deral) da Secretaria da Agricultura e do Abastecimento. A produção de soja deve crescer, mesmo com a redução de 1% na área, que deve ficar m 5,23 milhões de hectares.

AVICULTURA - Outro segmento de forte participação na economia do Estado, a produção de frango também deve continuar a trajetória de crescimento. Mesmo com a crise, a produção seguiu com bom resultado.

Maior produtor e exportador do País, o Paraná acumulava, até novembro, 1,61 bilhão de cabeças abatidas de frango. O valor é aproximadamente 5% superior ao mesmo período de 2015, quando 1,53 bilhão de cabeças foram abatidas, de acordo com dados do Sindicato das Indústrias de Produtos Avícolas do Estado do Paraná (Sindiavipar).

A expectativa é que o setor no Paraná tenha fechado 2016 com crescimento de 5% a 7%, de acordo com o presidente do Sindiavipar, Domingos Martins. “Foi um ano difícil, com alta de custos e insumos, recessão e, mesmo assim, conseguimos aumentar a produção e a exportação. Acredito que 2017, com a boa produção agrícola e o câmbio vamos ter um desempenho bom”, afirma.

O Paraná exporta frango para mais de 160 países e responde por 35% dos embarques do produto no País. De janeiro a novembro, ao todo 1,43 milhão de toneladas foram exportadas pelo estado até novembro deste ano, 5% mais do que os 1,35 milhão de toneladas durante o mesmo período de 2915, de acordo com levantamento da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), vinculada ao Ministério de Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC)

COOPERATIVAS – Mesmo com a crise econômica, as cooperativas agropecuárias preveem, para 2017, um crescimento de, no mínimo, 15% no faturamento, embalado pela boa safra e pelo resultado das exportações. No ano passado, as cooperativas estimavam fechar com crescimento de 17% no faturamento, para R$ 70 bilhões.

“Foi um ano desafiador tanto política como economicamente. Conseguimos aumentar as receitas, mas tivemos alta de juros no crédito rural e aumento de custos com logística”, diz Robson Mafioletti, superintendente da Organização das Cooperativas do Paraná (Ocepar). As cooperativas fecharam 2016 com 85 mil empregados e a previsão é aumentar em 15% esse volume em 2017.

De acordo com ele, a previsão para 2017 é de bons preços para a soja, milho e trigo. “E se o clima ajudar teremos uma safra muito boa”, diz.

CONFIANÇA – Mesmo na indústria, um dos setores mais afetados pela crise econômica, a previsão é de um 2017 um pouco melhor do que seu antecessor. Uma pesquisa divulgada pela Federação das Indústrias do Paraná (Fiep) mostra que 55,11% dos empresários possuem expectativas favoráveis para 2017. Apesar de ser o segundo menor índice da série histórica, iniciada em 1996, apresenta um avanço em relação à sondagem para o ano anterior. Em 2015, apenas 32,89% dos entrevistados estavam otimistas em relação a 2016.

AJUSTE FISCAL – Para o presidente do Ipardes, apesar de a crise econômica ter afetado a todos os Estados, o Paraná ainda teve um ano menos pior, graças ao ajuste fiscal, que permitiu equilibrar as contas públicas e que deu maior estabilidade na atração de investimentos. “No caso do desemprego, por exemplo, a taxa no Paraná está em 8,5%, abaixo dos 12% registrados pelo Brasil”, diz.

O ajuste nas contas públicas também fez com que o Paraná fosse o único Estado a aumentar investimentos em 2016, com R$ 6 bilhões aplicados.

Para 2017, a previsão é investir mais R$ 7,6 bilhões, sendo R$ 2,3 bilhões em pavimentação, restauração e conservação de rodovias estaduais.

Fonte: Agência de Notícias do Paraná

 

02-01-2017

 

Após três anos, importações devem voltar a subir em 2017

Puxadas pela recuperação aguardada na economia, as importações devem voltar a subir em 2017 depois de três anos consecutivos em baixa - período no qual, sob o impacto da recessão, regrediram a patamares de 2009, quando a crise financeira internacional alcançou seu auge. Já as exportações, mesmo que cresçam, tendem variar menos do que as compras de produtos do exterior se as previsões do mercado estiverem, em sua maioria, corretas.

O resultado será um superávit inferior em US$ 2 bilhões aos US$ 47 bilhões previstos para este ano. Esse é, na mediana, o número considerado pelas instituições financeiras consultadas pelo Banco Central no boletim Focus, mas há prognósticos mais pessimistas, como o da Mapfre, que aponta redução de US$ 16 bilhões na balança.

A tendência é de peso menor - em alguns cálculos, até negativo - do setor externo na variação do Produto Interno Bruto (PIB) do ano que vem. Nas contas do Santander, a contribuição da balança na atividade econômica deverá ser de apenas 0,4 ponto porcentual enquanto nos cálculos do Itaú Unibanco o impacto é negativo, com desconto de 0,3 ponto porcentual. Em 2016, a contribuição foi de 2 pontos no cálculo do Santander e de 1,7 ponto porcentual no do Itaú. Ou seja, não fosse o setor externo, o PIB poderia, a grosso modo, encolher 5,5% em 2016, e não 3,5%, como se espera.

Apesar dos efeitos positivos, como ter aliviado o déficit das transações correntes, o salto é atribuído por analistas à crise econômica. Em 2017, com maior atividade produtiva, espera-se que as importações voltem a subir. A expectativa é de que sejam puxadas mais pelos bens intermediários do que pelos bens de consumo ou pelos investimentos em bens de capital, limitados pela ociosidade industrial.

"A importação de bens de capital deverá ser mais para repor do que para aumentar a capacidade de produção', diz André Leone Mitidieri, economista da Funcex. Entre consultorias, bancos e instituições empresariais, como a Associação de Comércio Exterior do Brasil (AEB), há consenso de que os importados voltarão a crescer não só em volume adicional sobre uma base de comparação deprimida, mas também em montante financeiro, dado o aumento nos preços de insumos, como os fertilizantes usados pelo agronegócio.

As variações previstas por economistas ouvidos pelo Broadcast, sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado, vão de crescimento de 4%, na conta mais conservadora - feita pelo Santander - a 15%, projeção feita pela Mapfre. Dentro dessa faixa, constam ainda previsões da consultoria Rosenberg, além de Itaú e AEB.

Trump
Já o desempenho das exportações parece ser mais incerto nos cenários dos analistas por causa da eleição de Donald Trump nos Estados Unidos. A depender do que Trump decidir fazer quando chegar à Casa Branca, não são desprezíveis os estragos que, mesmo indiretamente, o Brasil poderá sofrer. Barreiras dos Estados Unidos à China, como ameaça fazer o magnata, atingiriam em cheio não apenas produtos que carregam insumos brasileiros, mas também todos os demais países que dependem do apetite por matérias-primas de um gigante que respondeu por 30% do crescimento econômico global nos últimos dez anos.

Por ora, enquanto as promessas mais radicais feitas em campanha pelo republicano são tratadas como riscos no horizonte, a maioria dos economistas mantém a aposta na primeira alta das vendas de produtos brasileiros ao exterior em seis anos.

A valorização das commodities - sobretudo minério de ferro e petróleo -, a safra recorde da soja e a perspectiva de crescimento da economia argentina são motivos que justificam o otimismo. As previsões levam ainda em conta um dólar que deve manter o padrão de competitividade deste ano, ao redor da média próxima de R$ 3,50. Um câmbio abaixo da linha de R$ 3,00, possibilidade que chegou a assustar exportadores em alguns meses de 2016, saiu do radar com a crise política, as incertezas no cenário externo e o aumento dos juros americanos menos gradual do que se antecipava. 

Fonte: O Estado de S. Paulo

 

Preços do aço na China têm primeira alta anual desde 2009

PEQUIM - Os contratos futuros do vergalhão de aço e do minério de ferro na China encerraram a última sessão do ano sob pressão em meio a persistentes preocupações sobre o crescimento mais lento da demanda no maior mercado de commodities do mundo, embora os dois mercados tenham encerrado em 2016 uma sequência de anos de perdas.

Nesta sexta-feira, investidores realizaram lucros dos ganhos deste ano e demonstraram preocupação com o impacto de uma desaceleração na economia da China, a segunda maior do mundo. Eles também estão temerosos com mais fechamentos de fábricas à medida que as autoridades alertaram sobre outro período de nevoeiro tóxico no norte do país.

O contrato de vergalhão mais ativo para entrega em maio na Bolsa de Futuros de Xangai fechou em queda de 1,35 por cento, a 2.911 iuanes (419,04 dólares) por tonelada.

O minério de ferro na Bolsa de Dalian caiu 1,8 por cento, a 554,5 iuanes por tonelada.

Encerrando uma sequência de seis anos de perdas, os preços do vergalhão de aço avançaram mais de 60 por cento neste ano, por investimentos maiores do que os esperados em construção e infraestrutura e pela alta nos custos do carvão de coque, devido a fechamentos de minas de carvão determinados pelo governo.

Estes fatores desencadearam uma onda prolongada de compras por investidores de varejo e institucionais, mesmo com reguladores tentando conter a especulação.

Já o minério de ferro teve seu melhor ano desde 2013, com as siderúrgicas buscando matéria-prima de alta qualidade para atender padrões ambientais mais severos, mesmo com os estoques domésticos em seu maior nível em quase dois anos e meio neste mês.

Na bolsa de Dalian, o preço do minério de ferro subiu mais de 170 por cento no acumulado do ano.

Fonte: Reuters

 

Exportações de café do Vietnã devem crescer 33,7% em 2016, diz governo

HANÓI - O Vietnã, maior produtor mundial de café robusta, deverá exportar 1,79 milhão de toneladas (29,83 milhões de sacas de 60 kg) de café no calendário de 2016, um aumento de 33,7 por cento em relação ao ano passado, informou o governo nesta quarta-feira.

As exportações de café em dezembro estão estimadas em 160 mil toneladas, um aumento de 5,4 por cento em relação ao ano anterior, informou o Escritório Geral de Estatística em seu relatório mensal, um pouco acima das expectativas do mercado, de 150 mil toneladas.

A safra de café do Vietnã vai de outubro a setembro, mas as estatísticas do governo usam o ano civil.

Fonte: Reuters

 

Importações de petróleo do Irã por asiáticos mais que dobraram em novembro

TÓQUIO - As importações de petróleo pelos quatro principais compradores asiáticos do produto do Irã, em novembro, mais que dobraram pelo segundo mês consecutivo em relação ao ano passado, com as importações da Índia e da Coréia do Sul aumentando quatro vezes.

Os quatro maiores compradores asiáticos --China, Índia, Coreia do Sul e Japão-- importaram 1,94 milhão de barris por dia (bpd) no mês passado, um aumento de 117 por cento em relação ao mesmo período do ano anterior.

Isso foi menos do que a máxima de 2016 de 1,99 milhão de bpd atingida no mês anterior, a maior desde pelo menos 2010, de acordo com dados da Agência Internacional de Energia.

Os volumes estavam em linha com os planos de exportação de petróleo da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep).

As importações da Índia cresceram mais de quatro vezes em relação ao ano anterior, para 620 mil bpd, superando as importações da China pelo terceiro mês consecutivo. As importações sul-coreanas foram quase cinco vezes mais altas, com 472 mil bpd.

Fonte: Reuters

 

BRASIL ABRE MERCADO EM 17 PAÍSES A MAIS 22 PRODUTOS AGRÍCOLAS

Destaque foram os acordos comerciais com os Estados Unidos, Coreia do Sul, Vietnã e Japão

As negociações comerciais feitas pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) com 17 países, em 2016, resultaram na abertura de mercado para 22 produtos brasileiros. Os destaques foram as conclusões de acordos para exportar carne bovina in natura aos Estados Unidos, carne de aves termicamente processada para a Coreia do Sul, carne de aves e suína para o Vietnã e carne bovina termicamente processada para o Japão, de acordo com balanço das atividades do ano da Secretária de Relações Internacionais do Agronegócio do Mapa.

No total, o comércio desses 22 produtos com 17 países representam US$ 8,3 bilhões anuais e, com os acordos, o Brasil se habilitou a disputar uma fatia desse montante. As negociações fazem parte dos esforços do Mapa para elevar de 6,9% para 10%, em cinco anos, a participação do Brasil no comércio agrícola mundial, um mercado de US$ 1,08 trilhão por ano.

De janeiro a novembro de 2016, as exportações agrícolas brasileiras somaram US$ 66,7 bilhões. Desse valor, 71,9% corresponderam a exportações dos produtos dos complexos soja e sucroalcooleiro e carnes.

Ao longo do ano, o Mapa participou de 571 negociações sanitárias e fitossanitárias, envolvendo 134 países. O Mapa também realizou 56 missões técnicas, voltadas à exportação do agronegócio para 16 países, segundo a Secretaria de Relações Internacionais do Agronegócio.

“Também foram realizadas missões com objetivo de prospectar oportunidades, realizar negócios e atrair investimento para o país, num total de 22, de alto nível a países da Europa, do Oriente Médio e do Sudeste Asiático”, destacou o secretário de Relações Internacionais do Agronegócio, Odilson Ribeiro e Silva.

O secretário ressaltou o fortalecimento da parceria entre o Mapa e o Ministério das Relações Exteriores, o que permitiu a ampliar de oito para até 25 o número de adidos agrícolas. De acordo com Ribeiro e Silva, o reforço do apoio técnico é importante para as negociações de interesse do agronegócio.

As negociações com diversos países e blocos econômicos foram intensificadas para reduzir tarifas e ampliar o acesso de produtos brasileiros ao mercado mundial. Entre elas, o secretário destacou a retomada de entendimentos com a União Europeia, o México, a Índia, o Canadá, a EFTA (Islândia, Liechtenstein, Noruega e Suíça).

“Em todas essas negociações, o ministério desempenhou papel importante na defesa dos interesses do agronegócio brasileiro junto ao setor privado nacional e demais órgãos do governo brasileiro e do Mercosul”, diz o secretário.

Contenciosos e sustentabilidade

Na Organização Mundial do Comércio (OMC), assinalou Ribeiro e Silva, foram abertos contenciosos com a Indonésia, para carne de frango e bovina, e com a Tailândia, referente a subsídios para o açúcar.

O Mapa intensificou também ações internacionais em temas como propriedade intelectual, barreiras técnicas ao comércio, sustentabilidade, mudanças climáticas e biotecnologia. Na área de propriedade intelectual, houve o reconhecimento mútuo de tequila e de cachaça como indicações geográficas no México e no Brasil, respectivamente, e aprovação do Regulamento de Uso da Indicação Geográfica “Cachaça”, no âmbito da Camex, possibilitando maior valorização do produto nacional no mercado externo.

“Já o tema sustentabilidade, principalmente ambiental, passou a ser pauta constante na agenda ministerial, culminando com a participação do ministro Blairo Maggi nos dois principais fóruns mundiais sobre clima e biodiversidade, a Conferências das Partes sobre Mudanças do Clima (COP 22) e a Conferência das Partes sobre Biodiversidade (COP 13)”, lembrou o secretário.

Nessas ocasiões, Mapa pode mostrar as políticas e as práticas que garantem sustentabilidade na produção agropecuária do país. Além disso, a delegação do Ministério da Agricultura atuou para minimizar eventuais propostas que pudessem retirar a competitividade dos produtos agropecuários brasileiros.

Fonte: MAPA

 

AEB PREVÊ NOVO SUPERÁVIT COMERCIAL RECORDE EM 2017

A Associação de Comércio Exterior do Brasil estima que o saldo chegará a US$ 51,65 bilhões no próximo ano, contra US$ 45,65 bilhões neste, valor que já é recorde.

A Associação de Comércio Exterior do Brasil (AEB) projeta superávit de US$ 51,65 bilhões para a balança comercial brasileira em 2017, um novo recorde histórico. Se confirmado, ele representará um avanço de 13,1% sobre o saldo positivo de US$ 45,65 bilhões que a associação estima para o comércio exterior brasileiro no fechamento de 2016, número que já é recorde.

Em entrevista à Agência Brasil, o presidente da entidade, José Augusto de Castro, afirmou esperar recuperação nas exportações e importações no ano que vem. Neste ano e em 2015 o recuo mais acentuado das compras externas, por conta da recessão, garantiu um saldo positivo na balança comercial.

Segundo Castro, o aumento dos preços das commodities pode contribuir para o crescimento das vendas externas. “É provável que tenham um aumento em 2017, principalmente petróleo e minério de ferro. Acho que vai ter um aumento também nas importações. Mas a chance de errar é muito grande, pois além de tudo nós temos o efeito Trump”, afirmou o executivo.

A posse do novo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, traz diversas incertezas ao cenário econômico interno e externo. Especialistas ouvidos pela Agência Brasil acreditam que ele pode adotar medidas protecionistas na maior economia mundial, afetando o comércio internacional.

“Provavelmente vai aumentar um pouco a exportação e importação. Um total de 50% da importação brasileira é de insumos para a indústria. Quando você tem uma retomada do crescimento da economia, aumenta muito a importação de insumos”, disse Welber Barral, DA Barral M Jorge Consultoria, à Agência Brasil. O aumento no PIB para 2017 deverá ficar entre 0,5% e 1%.

A AEB acredita em crescimento de 7,2% nas exportações, passando de US$ 184,16 bilhões projetados em 2016 (os dados ainda não foram fechados) para US$ 197,36 bilhões no ano que vem. As importações, por sua vez, subirão dos esperados US$ 138,51 bilhões em 2016 para US$ 145,71 bilhões em 2017, avanço de 5,2%.

Dentre os produtos básicos, a AEB projeta aumento nas exportações principalmente de soja em grão (13,4%), minério de ferro (35,7%), petróleo bruto (26,6%) e carne de frango (6,2%). Nos semimanufaturados, destacam-se as projeções para o açúcar (2,9%) e celulose (8,8%). Já nos produtos manufaturados, puxam a previsão de crescimento aviões (8,2%) e automóveis (10,8%).

Fonte: Anba

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