Cotações de Moedas fornecidas por Investing.com Brasil.

Cotações de Moedas fornecidas por Investing.com Brasil.

NOTÍCIAS DO DIA - FEVEREIRO 2017

23-02-2017

 

Minério de ferro recua na China, mas segue perto de nível recorde

MANILA - Os preços do minério de ferro registraram leve recuo nesta quarta-feira na China, mas mantiveram-se perto de um nível recorde em meio à firme demanda por carregamentos de alta qualidade.

A forte demanda chinesa por aço puxou o rali do minério de ferro, com usinas buscando matéria-prima com alta concentração de ferro para melhorar a produtividade e acompanhar a alta das cotações.

"A demanda por aço está bastante boa e usinas estão tendo um bom lucro no momento, portanto elas têm forte demanda especialmente por minério de alta graduação", disse um comerciante de minério de ferro em Xangai.

O contrato mais ativo do minério de ferro na bolsa de Dalian DCIOcv1 fechou em queda de 0,7 por cento, a 722,50 iuanes, (105 dólares) por tonelada, após dois dias de alta que levaram o contrato para uma máxima de 741,50 iuanes na terça-feira, maior patamar desde que as negociações começaram em outubro de 2013.

O minério de ferro com entrega imediata no porto de Qingdao, na China .IO62-CNO=MB, caiu 0,6 por cento, para 94,30 dólares por tonelada, após tocar na terça-feira a máxima desde agosto de 2014, segundo o Metal Bulletin.

O contrato do vergalhão de aço na bolsa de Xangai SRBcv1 caiu 1,8 por cento, para 3.525 iuanes por tonelada.

Em um sinal de que comerciantes continuam elevando seus estoques de produtos de aço antes da primavera, quando esperam que a demanda para a construção civil aumente, os estoque de vergalhão na China alcançaram 8,3977 milhões de toneladas em 17 de fevereiro, maior volume desde abril de 2014, segundo a consultoria SteelHome SH-TOT-RBARINV.

Fonte: Reuters

 

Temer manda suspender autorização para importação de café robusta

BRASÍLIA - O presidente Michel Temer ordenou a suspensão provisória das autorizações dadas esta semana para a importação de café robusta pelo Brasil, informou nesta quarta-feira a Secretaria de Governo da Presidência.

A decisão foi tomada na noite de terça-feira, após uma reunião de dezenas de deputados federais ligados a cafeicultores com o ministro da Secretaria de Governo, Antonio Imbassahy.

Duas resoluções, reduzindo a tarifa de importação e autorizando compras do Vietnã, haviam sido publicadas no Diário Oficial da União no início da semana.

Por orientação do Ministério da Agricultura, a Câmara de Comércio Exterior (Camex) havia liberado a inédita importação de café robusta no Brasil, em um momento em que indústrias reclamam de forte escassez do produto.

"Em reunião com o presidente, Imbassahy expressou a preocupação dos parlamentares e produtores de café. Temer, decidiu suspender provisoriamente a portaria para analisar a situação juntos aos órgãos competentes", disse a Secretaria de Governo, em nota.

"A Frente Parlamentar do Café agradece este passo fundamental do governo brasileiro, fruto de uma sensibilização ampla e democrática promovida por produtores, lideranças, e que ganhou voz junto ao governo por meio dos parlamentares comprometidos com o setor da produção", comemorou em comunicado o deputado federal Carlos Melles (DEM-MG), presidente da frente parlamentar.

Até o momento, contudo, não houve nenhuma publicação no Diário Oficial revogando os documentos publicados esta semana.

Segundo a decisão de um comitê técnico da Camex, a tarifa de importação foi reduzida de 10 para 2 por cento para até 1 milhão de sacas, enquanto o volume que exceder a cota deverá pagar uma taxa de 35 por cento. A decisão do grupo técnico seria suficiente para a alteração das tarifas, sem necessitar chancela do grupo de ministros que compõem a Camex.

Uma reunião do colegiado de ministros estava marcada para esta quarta-feira, mas não estava imediatamente claro se o encontro irá ocorrer.

Na segunda-feira, o ministro da Agricultura, Blairo Maggi, chegou a dizer que as importações já estavam liberadas.

"Está tudo resolvido", disse o ministro em uma conferência de imprensa em São Paulo.

A liberação das importações havia sido feita após muita polêmica, envolvendo produtores e indústrias. A fábricas dizem que enfrentam dificuldade de adquirir matéria-prima no Brasil, após uma forte seca afetar a safra de robusta do Espírito Santo, maior produtor da variedade no país.

O ministério da Agricultura, após analisar levantamento de estoques privados feito pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), mostrou-se sensível aos argumentos da indústria e recomendou à Camex a abertura das importações. O fornecedor seria o Vietnã, maior produtor global de café robusta.

Já os agricultores se mostraram bastante contrários à medida, contestando os números da Conab e dizendo que há estoques disponíveis e que a entrada de grãos verdes de outros países traria riscos de infestação por pragas que não existem no Brasil.

A assessoria do ministério da Agricultura disse que o ministro Blairo Maggi não irá se manifestar sobre o assunto.

Além de líder na exportação de café da variedade arábica, o Brasil é o maior exportador mundial de café solúvel, fabricado em grande parte com grãos de robusta.

Fonte: Reuters

 

Gerdau tem prejuízo líquido ajustado de R$205 mi no 4º tri com queda em produção e vendas

SÃO PAULO - O grupo siderúrgico Gerdau teve prejuízo líquido consolidado ajustado de 205 milhões reais no quarto trimestre, marcado por redução tanto na produção quanto nas vendas de aço, ante resultado negativo de 41 milhões de reais no mesmo período de 2015.

Sem desconsiderar itens extraordinários, a empresa amargou perda líquida de 3,076 bilhões de reais de outubro a dezembro, ante prejuízo de 3,17 bilhões de reais no último trimestre de 2015.

A maior produtora de aços longos das Américas apurou geração de caixa medida pelo lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) ajustado de 716 milhões de reais, recuo de 21,4 por cento na comparação anual.

Já a receita líquida consolidada encolheu 17,5 por cento na mesma base, para 8,62 bilhões de reais. De outubro a dezembro, a Gerdau produziu 3,326 milhões de toneladas de aço bruto, um volume 14,5 por cento inferior ao do quarto trimestre do ano anterior.

Conforme material de divulgação do balanço, a queda refletiu a readequação dos níveis de estoques no Brasil e na América do Norte, além da alienação das unidades de aços especiais na Espanha. As vendas, por sua vez, recuaram 2,3 por cento, para 3,799 milhões de toneladas.

A siderúrgica investiu 226,5 milhões de reais no quarto trimestre, sendo 41,6 por cento no Brasil, 26,9 por cento na América do Sul, 20,6 por cento na América do Norte e 10,9 por cento em aços especiais. Em 2016, foram desembolsados 1,3 bilhão de reais, 43,1 por cento menos ante 2015.

Ao mesmo tempo, a Gerdau recebeu no ano passado 309 milhões de reais com desinvestimentos, o que a permitiu reduzir o nível de endividamento. A dívida líquida caiu para 14,495 bilhões de reais ao fim de dezembro, de 15,837 bilhões de reais em setembro e 19,542 bilhões de reais no término de 2015.

Com isso, a alavancagem medida pela relação dívida líquida sobre Ebitda passou para 3,5 vezes, ante 3,6 vezes no terceiro trimestre e 4,2 vezes no final do quarto trimestre de 2015.

A Gerdau destinou 85,4 milhões de reais, ou 0,05 real por ação, para pagamento de dividendos relativos ao exercício de 2016.

Para 2017, a siderúrgica revisou a projeção de investimentos para 1,3 bilhão de reais, ante 1,4 bilhão de reais previstos no balanço do terceiro trimestre.

METALÚRGICA GERDAU

No caso da Metalúrgica Gerdau, o prejuízo líquido ajustado consolidado foi de 276 milhões de reais no quarto trimestre, pior que o resultado negativo de 111 milhões de reais observado no mesmo intervalo de 2015 devido ao efeito da variação cambial sobre os passivos contratados em dólar.

Sem ajuste, a controladora teve perda líquida de 3,147 bilhões de reais, menor que a de 3,24 bilhões de reais verificada no último trimestre do ano anterior. O Ebitda ajustado consolidado caiu 21,4 por cento, para 714 milhões de reais.

Fonte: Reuters

 

Ternium compra CSA por 1,5 bilhão de euros

A siderúrgica Ternium informou na terça-feira que assinou acordo para comprar 100 por cento de participação da Thyssenkrupp na Companhia Siderúrgica do Atlântico (CSA), numa operação avaliada em 1,5 bilhão de euros.

De acordo com o comunicado, a CSA vai ceder para a Ternium um acordo de fornecimento de 2 milhões de toneladas de placas por ano para a antiga planta de laminação da Thyssenkrupp em Calvert, no Alabama, EUA.

A Ternium afirmou que o valor da operação tomou como base dados de setembro do ano passado, que inclui dívida de 300 milhões de euros da CSA com o BNDES. A Ternium espera desembolsar 1,26 bilhão de euros na transação, tomando para isso empréstimo bancário.

Os resultados da CSA serão consolidados pela Ternium a partir do terceiro trimestre deste ano, segundo o comunicado.

A CSA começou a operar em 2010, mas não conseguiu obter licença de operação. Desde o início das operações, a empresa tem sido alvo de processos por poluição e vem funcionando com uma licença de instalação e uma autorização para pré-operação.

Em nota, a Thyssenkrupp CSA informou que cumpriu integralmente o Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) e obteve a licença operacional em setembro, após o Instituto Estadual do Ambiente (Inea) atestar que todos os requisitos ambientais foram cumpridos.

Fonte: Reuters

 

Gerdau prevê cenário desafiador em 2017, com recuperação gradual da demanda

Executivos da Gerdau disseram nesta quarta-feira esperar um cenário ainda desafiador para o mercado de aço em 2017, mas preveem uma recuperação da demanda ao longo do ano.

Em teleconferência com analistas sobre os resultados do quarto trimestre, o presidente-executivo da companhia, André Gerdau Johannpeter disse que a recuperação da economia brasileira a partir do segundo trimestre deve beneficiar o mercado de aço.

Fonte: Reuters

 

Café robusta recua na ICE após Brasil reverter decisão sobre importação

NOVA YORK/LONDRES - Os contratos futuros do café robusta na ICE caíram nesta quarta-feira à medida que o Brasil recuou nos planos de permitir as importações da variedade pela primeira vez, enquanto o açúcar bruto caiu após não conseguir alcançar o nível de resistência psicológico a 21 centavos por libra-peso.

O café robusta para maio encerrou em queda de 28 dólares, ou 1,3 por cento, a 2.161 dólares por tonelada, após cair 46 dólares nos dois primeiros minutos da sessão.

A queda ocorreu após o presidente do Brasil, Michel Temer, determinar na noite de terça-feira a suspensão da autorização para a importação de robusta com tarifa reduzida, após os estoques terem sido afetados por dois anos de seca.

"Para mim, para alguma coisa assim ser aprovada, precisa ser uma situação desesperadora", disse um operador, ressaltando que uma recente queda nos preços internos sugerir não ser esse o caso. "Isso mostra que há café ali. Eles só precisam de um pouco mais de pressão para vendê-lo."

Produtores brasileiros se opuseram à medida, sustentando que há oferta doméstica suficiente para suprir a demanda.

O café arábica para maio fechou em queda de 0,95 centavo, ou 0,6 por cento, a 1,509 dólar por libra-peso.

O açúcar bruto para maio fechou em queda de 0,06 centavo, ou 0,3 por cento, a 20,68 centavos por libra-peso, após subir a 20,94 centavos, enquanto o açúcar branco para maio fechou em queda de 10 centavos, ou 0,02 por cento, a 560,50 dólares por tonelada.

Fonte: Reuters

 

Importação de café pelo Brasil será barrada com entrave burocrático, diz fonte

BRASÍLIA - Para atender à decisão do presidente Michel Temer de suspender a importação de café robusta, o governo federal vai exigir uma "anuência prévia" dessas importações, disse uma fonte do governo federal a par do assunto nesta quarta-feira.

Com essa barreira burocrática, na prática o governo vai segurar as inéditas importações do maior produtor global da commodity sem que seja necessário revogar as decisões favoráveis a compras externas já tomadas até agora, disse a fonte, na condição de anonimato.

A chamada "anuência prévia", um tipo de licença, foi a maneira encontrada por técnicos para colocar em prática a decisão de Temer sem ter de cancelar as duas decisões que haviam sido publicadas no Diário Oficial da União no início da semana, reduzindo a tarifa de importação de 10 para 2 por cento para uma cota de 1 milhão de sacas e autorizando compras do Vietnã.

Segundo essa fonte, Temer telefonou na terça-feira à noite para o ministro da Agricultura, Blairo Maggi, pedindo para suspender as importações até que sejam aprofundados os estudos da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) sobre a situação dos estoques de café robusta do país.

A decisão de segurar as importações ocorreu após forte pressão por parte de parlamentares de Estados produtores de café, e impactou nesta quarta-feira o mercado global de robusta, cujos preços futuros fecharam em queda de mais de 1 por cento.

A interlocutores, Blairo disse que "fez sua parte" no caso. O pedido de importação decorria de reclamações da indústria de café solúvel, que afirma haver escassez do café robusta no mercado, o que elevou os preços do produto para níveis recordes no final do ano passado.

Diante do apelo dos produtores e da frente parlamentar, que garantiram haver oferta para atender à indústria de café, o governo determinou um estudo mais profundo da situação, antes de efetivar as importações, afirmou o Ministério da Agricultura em nota, sem dar mais detalhes.

Fonte: Reuters

 

Exportações caem 12%, mas há indícios de recuperação

As exportações do Nordeste recuaram 12,57% em 2016, totalizando US$ 12,81 bilhões. Com importações de US$ 17,54 bilhões, a região registrou um saldo negativo em sua balança comercial de US$ 4,72 bilhões. O desempenho exportador da região foi muito pior que a média nacional, que teve uma queda de 3,18%.

A consultora Camila Saito, da Tendências, diz que a seca, a mais forte em cem anos, afetou a safra agrícola na área do Matopiba (Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia), e comprometeu o esforço exportador. Também influenciou a queda nas cotações internacionais das commodities minerais. As exportações de soja da região caíram 50,86% e de alumina, 15,37%. As vendas de pastas químicas de madeira, item que incorpora as exportações de celulose, recuaram em 19,11%.

A Suzano Papel e Celulose, que concentra em Mucuri (BA) e Imperatriz (MA) 80% de sua produção de celulose de mercado e 20% de sua produção de papel, ampliou em 3,8% suas exportações de celulose no ano passado, mas obteve uma receita cerca de 5,5% menor, de R$ 5,4 bilhões, em consequência da queda nos preços internacionais, informa o diretor comercial Leonardo Grimaldi.

Na Bahia, as exportações de produtos básicos caíram 31,3%, sendo que os embarques do agronegócio foram 25% menores. O Estado exportou no último ano US$ 6,77%, total 14% inferior ao de 2015. É o pior desempenho baiano em dez anos.

O ano foi positivo para as exportações de Pernambuco e Ceará que ampliaram seus embarques respectivamente em 35,47% e 23,75%. Thobias Silva, gerente de economia e negócios internacionais da Federação das Indústrias do Estado de Pernambuco (Fiepe), diz que o resultado sinaliza uma nova tendência.

Empresas que investiram no Nordeste, motivadas pelo consumo local, agora buscam alternativas no exterior para seus produtos. Essa situação é mais evidente em Estados que contam com bons portos. "Estamos mais próximos da Europa, da América do Norte e mesmo do mercado asiático, via Canal do Panamá, em relação às fábricas instaladas no Sul e Sudeste", diz.

A fabricante de garrafas de vidro Owens Illinois, que tem uma unidade instalada no Recife, iniciou no final de 2016 uma operação de exportações pelo Porto de Suape para abastecer o México. Os embarques já superam mil toneladas. A Vivix Vidros Planos é outra companhia instalada no Estado que passou encaminhar parte de sua produção para a Argentina, México e Estados Unidos.

Também a Fiat Chrysler Automobiles (FCA), fabricante dos carros Jeep em Goiana, na Zona da Mata Norte de Pernambuco, antecipou sua estratégia internacional. Em 2016, a companhia destinou 12 mil veículos para a Argentina e outros mil para o Chile, obtendo uma receita de US$ 304 milhões.

As exportações automotivas foram as que mais cresceram em 2016 no Nordeste, com uma alta de 15,33%, totalizando US$ 429,4 milhões. As vendas internacionais de combustíveis e lubrificantes também cresceram no ano passado, 11%. A entrada em operação da Refinaria Abreu e Lima contribuiu para o resultado.

No Ceará, as exportações de máquinas e equipamentos elétricos, peixes, sucos de fruta e castanha de caju foram os principais itens que colaboraram para o bom resultado. Mas o Estado conta com um trunfo importante para 2017, o início dos embarques das placas de aço produzidas pela Companhia Siderúrgica de Pecém. Apenas em janeiro foram exportadas 700 mil toneladas.

O comércio exterior deve ganhar um novo impulso com o apoio da Agência Brasileira de promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil). A diretora de negócios Marcia Nejaim diz que a agência inaugura em março um escritório regional, com sede no Recife, a exemplo do que foi feito em São Paulo em 2015. "A presença local nos permitirá criar um network com associações empresariais, consulados e organizações governamentais", diz.

Fonte: Valor

 

Produção global de aço bruto sobe 7% em janeiro, aponta Worldsteel

Os 67 países que a Worldsteel Association acompanha produziram 136,5 milhões de toneladas de aço bruto em janeiro, informou nesta terça-feira a entidade. Na comparação anual a alta é de 7% e sobre dezembro, o avanço chega a 1,8%.

Com esse nível produtivo, o uso de capacidade das siderúrgicas ao redor do mundo atingiu 68,5%, acrescentou a associação. Um ano antes, a taxa era de 65,1%, e no último mês de 2016, atingiu 67,6%.

De acordo com os dados publicados pela Worldsteel, a China seguiu em sua toada de aceleração. Na comparação anual, a produção de aço bruto em janeiro cresceu 7,4%, para 67,2 milhões de toneladas. Esse nível foi praticamente o mesmo de dezembro — em parte, contido por causa do feriado de Ano Novo Lunar no fim do mês.

No restante da Ásia excluindo os chineses, o volume fabricado pelos países foi a 26,2 milhões de toneladas, 6,1% a mais na comparação anual e aumento de 3% ante o último mês do ano passado. A Índia foi destaque, com 8,4 milhões de toneladas, crescimentos de 12% e 0,1%, respectivamente.

Enquanto isso, a União Europeia produziu 13,8 milhões de toneladas — volume 2,4% maior do que em janeiro de 2016 e 5,8% mais do que em dezembro. Na Rússia, a produção de aço bruto totalizou 6,2 milhões de toneladas, alta de 11,6% e queda de 0,5%, nesta ordem.

As informações divulgadas pela Worldsteel também apontam para crescimento nos Estados Unidos. O país produziu 6,9 milhões de toneladas, aumento de 6,5% na comparação anual e de 3,9% na mensal. O país é um dos que têm melhor perspectiva para o volume de aço fabricado, por conta das promessas do novo presidente Donald Trump de investir em infraestrutura.

Além disso, com o avanço na comparação anual de 14,4% na produção brasileira em janeiro, para 2,9 milhões de toneladas, o país passou a representar 2,1% do total mundial, frente a 1,9% em janeiro do ano passado e 1,6% em dezembro.

Fonte: Valor

 

22-02-2017

 

Minério de ferro atinge máxima na China com alta do aço

MANILA/PEQUIM - Os contratos futuros de minério de ferro subiram mais de 5 por cento na China nesta terça-feira, para uma máxima histórica, sustentados pela disparada nos preços do aço e com investidores apostando em forte demanda e oferta mais apertada à medida que o governo busca combater o excesso de capacidade de produção siderúrgica.

Outras matérias-primas do aço, como carvão de coque e coque também ampliaram ganhos em meio a possíveis cortes de produção de carvão na China e após suspensão de importações de carvão da Coreia do Norte.

"O renascimento dos investimentos em infraestrutura está impulsionando a demanda por aço e, por consequência, por minério de ferro", disse o analista Wang Fei, do Hua'an Futures, em Hefei, no leste da China.

O contrato mais negociado do minério de ferro na bolsa de Dalian tocou máxima de 741,50 iuanes (108 dólares) por tonelada, maior valor desde que a bolsa lançou os contratos em outubro de 2013. O contrato fechou com alta de 3,8 por cento, a 732 iuanes.

O minério ferro com entrega imediata no porto de Qingdao, na China, subiu 2,7 por cento, para 94,86 dólares por tonelada, maior valor desde agosto de 2014, segundo o Metal Bulletin.

Já o vergalhão de aço negociado na bolsa de Xangai encerrou com alta de 1,7 por cento, a 3.575 iuanes por tonelada. Mais cedo, o contrato tocou 3.630 iuanes, maior patamar desde fevereiro de 2014.

Fonte: Reuters

 

BHP Billiton eleva dividendos em meio a alta das commodities

SYDNEY - A mineradora gigante BHP Billiton recompensou os acionistas com dividendos acima do esperado nesta terça-feira, refletindo uma maior confiança no setor conforme uma alta nos preços das commodities eleva as receitas.

A BHP e outras mineradoras têm aproveitado a alta nos preços das commodities, resultante do apetite renovado da China matérias-primas importadas, que levou os preços do minério de ferro a subir mais de 80 por cento em 2016 e o do carvão a disparar até 300 por cento.

Contudo, o presidente executivo da BHP, Andrew Mackenzie, disse que o foco principal da companhia continua sendo reduzir dívidas, destacando incertezas quanto às perspectivas econômicas e políticas.

O executivo disse que apesar da preferência por fortalecer o balanço, a companhia quis sinalizar aos acionistas um comprometimento com fortes retornos.

O lucro líquido ajustado da companhia no primeiro semestre disparou, crescendo quase oito vezes, para 3,24 bilhões de dólares, ante 412 milhões de dólares na comparação anual. O resultado ficou próximo da estimativa de analistas de 3,4 bilhões de dólares.

A companhia declarou dividendos do primeiro semestre de 40 centavos de dólar por ação, ante 16 centavos há um ano, ultrapassando estimativas do mercado de 34 centavos por ação.

Fonte: Reuters                                                                                                                     

 

Ternium compra CSA por 1,5 bilhão de euros

SÃO PAULO - A siderúrgica Ternium informou nesta terça-feira que assinou acordo para comprar 100 por cento de participação da alemã Thyssenkrupp na Companhia Siderúrgica do Atlântico (CSA), numa operação avaliada em 1,5 bilhão de euros.

De acordo com o comunicado, a CSA vai ceder para a Ternium um acordo de fornecimento de 2 milhões de toneladas de placas por ano para a antiga planta de laminação da Thyssenkrupp em Calvert, no Alabama, EUA.

A Ternium afirmou que o valor da operação tomou como base dados de setembro do ano passado, e que inclui dívida de 300 milhões de euros da CSA com o BNDES. A Ternium espera desembolsar 1,26 bilhão de euros na transação, tomando para isso empréstimo bancário.

Os resultados da CSA serão consolidados pela Ternium a partir do terceiro trimestre deste ano, segundo o comunicado.

A Vale concluiu em maio passado a venda de sua fatia de 26,87 por cento na CSA para a Thyssenkrupp.

A CSA começou a operar em 2010, mas não conseguiu obter licença de operação. Desde o início das operações, a empresa tem sido alvo de processos por poluição e vem funcionando com uma licença de instalação e uma autorização para pré-operação.

Controlada pelo grupo ítalo-argentino Techint, a Ternium é um das controladoras da Usiminas, ao lado da japonesa Nippon Steel, com que vem travando uma batalha pelo controle da companhia brasileira.

Fonte: Reuters

 

Escoamento da supersafra impulsiona exportações de soja em janeiro

A safra de verão deste ano deve ser recorde e os primeiros sinais já começam a ser sentidos no Porto de Paranaguá. Com a demanda do mercado externo em alta, os embarques de soja pelo porto paranaense fecharam janeiro em alta de 15%. Foram 432 mil toneladas exportadas no primeiro mês de 2017 – 57 mil toneladas a mais do que no mesmo período do ano passado. 

A perspectiva é que estes números aumentem nos próximos meses. A safra começou a ser colhida ao longo do mês e, segundo os dados do Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria da Agricultura e do Abastecimento, os volumes de grãos colhidos devem ser superiores aos registrados nas safras anteriores. 

A previsão é que a colheita de verão do Paraná chegue a 23,3 milhões de toneladas e, no Brasil, a safra toda deve alcançar a marca de 215 milhões de toneladas. “O Porto de Paranaguá é a principal porta de saída dos produtos agrícolas do Sul e de outros estados produtores do Centro-Oeste. Nos preparamos para dar conta desta demanda, especialmente em períodos de pico como este”, afirma o secretário de Infraestrutura e Logística, José Richa Filho. 

A partir de fevereiro, a programação de cargas do porto prevê pelo menos 1 milhão de toneladas de soja por mês. Isso somado ao farelo deve resultar em um embarque de mais de 4,5 milhões de grãos até abril. 

“Estamos com novos equipamentos para dar conta desta demanda, como shiploaders, balanças e tombadores. Além disso, estamos atualizando procedimentos que garantirão que esta carga chegue a Paranaguá de maneira ordenada e segura, sem filas e sem prejuízos à cidade”, afirma o diretor-presidente da Administração dos Portos de Paranaguá e Antonina (Appa), Luiz Henrique Dividino. São R$ 923 milhões em investimentos públicos desde 2011 e previstos até 2018. 

Insumos

A importação de fertilizantes também cresceu no primeiro mês de 2017, na comparação com janeiro de 2016. Foram 4% de aumento, alcançando as 802 mil toneladas de produto. Este acréscimo é significativo uma vez que indica que o produtor rural está investindo para as próximas colheitas. 

Este movimento também impulsionou a movimentação do Porto de Antonina, que tem no fertilizante a sua principal carga operada. 

Neste primeiro mês do ano, as importações de adubos aumentaram 37% no porto, alcançando um total de 124 mil toneladas movimentadas. São 34 mil toneladas a mais do que foi importado no início de 2016.

Fonte: Massa News

 

Vendas de aço plano recuam 1% em janeiro ante igual mês de 2016, diz Inda

As vendas de aços planos por distribuidores no Brasil caíram 1 por cento em janeiro sobre o mesmo mês do ano passado, para 239 mil toneladas, informou nesta terça-feira a associação que representa o setor, Inda.

De acordo com o presidente do Inda, Carlos Loureiro, o volume vendido em janeiro foi o mais baixo para o mês desde 2009, quando 220,4 mil toneladas de aços planos foram negociadas.

"Janeiro foi um pouco pior do que imaginávamos", disse Loureiro. Na comparação com dezembro, as vendas de aços planos subiram 8,1 por cento, menos que a alta de 15 por cento esperada pela associação.

Segundo o presidente do Inda, alguns clientes estão optando por consumir os estoques e adiar as aquisições em razão do aumento de preços anunciado em janeiro. "Sentimos uma resistência ao aumento de preços e os clientes estão segurando as compras", observou.

O estoque na cadeia encerrou janeiro em 911,6 mil toneladas, alta de 1,2 por cento em relação a dezembro. Segundo a associação, o volume é suficiente para 3,8 meses de vendas.

Além do desempenho mais fraco das vendas no primeiro mês do ano, Loureiro atribui o aumento dos estoques à alta das compras por parte dos associados do Inda.

Ele acrescentou que alguns distribuidores buscaram se antecipar ao reajuste de preços comunicado pelas siderúrgicas. Com isso, as compras em janeiro somaram 250 mil toneladas, alta de 23,7 por cento ante dezembro e de 2,4 por cento sobre igual mês de 2016.

"Não é bom esse desentrosamento da compra e da venda, fruto do aumento de preços anunciado em janeiro", disse.

Para fevereiro, o Inda espera queda de cerca de 10 por cento nas vendas ante janeiro.

Loureiro alertou ainda que o aço brasileiro vem perdendo espaço para o importado em meio à queda do dólar ante o real. "Como o Inda trabalha mais com o aço nacional que com o importado, sentimos mais essa queda", afirmou.

As importações de aços planos em janeiro tiveram alta de 61,7 por cento ante dezembro e de 310,4 por cento sobre igual mês de 2016, somando 124,8 mil toneladas. "E as importações devem continuar nesse ritmo nos próximos dois a três meses", previu o presidente do Inda.

Segundo ele, com o dólar em torno de 3,10 reais, o prêmio do aço nacional já supera 20 por cento. "Se o dólar seguir derretendo, as usinas vão ter que mexer no preço para não perder mercado", alertou, apontando 3,30 a 3,40 reais como o intervalo desejado pelo setor para que os prêmios retornem ao nível de 10 a 15 por cento.

Mas, por enquanto, as siderúrgicas não deram qualquer sinalização de que devem conceder descontos aos distribuidores, informou Loureiro.

Fonte: Reuters

 

EXPORTAÇÕES DO AGRONEGÓCIO AO ORIENTE MÉDIO CRESCEM 49%

Exportações brasileiras ao bloco somaram US$ 688 milhões em janeiro. Argélia foi destaque com aumento de 108% em suas importações.

As exportações do agronegócio brasileiro ao Oriente Médio somaram US$ 688 milhões em janeiro, um aumento de 49% sobre o mesmo mês do ano passado, segundo dados divulgados nesta terça-feira (21) pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa). Foi a segunda região que mais cresceu como destino no período, atrás apenas da Europa Oriental. A participação do bloco nas vendas externas do setor avançou de 9,3% para 11,7%.

Três países árabes figuraram entre os 15 maiores mercados do Brasil em janeiro: Arábia Saudita, na quinta posição, Argélia, na 12ª, e Emirados Árabes Unidos, na 15ª.

A Argélia foi um dos países para onde as exportações mais cresceram. Os embarques para lá renderam US$ 134,6 milhões, um aumento de 108,5% em relação a janeiro do ano passado. Segundo o Mapa, o desempenho foi impulsionado pelos negócios com açúcar e milho.

As vendas para a Arábia Saudita somaram US$ 184 milhões, um crescimento de 27% sobre o primeiro mês de 2016. Para os Emirados, as exportações totalizaram US$ 121,2 milhões, um avanço de 23,6% na mesma comparação.

No total, as exportações do agronegócio brasileiro renderam US$ 5,87 bilhões em janeiro, um aumento de 17,9% em relação ao mesmo mês do ano passado.

Os principais itens exportados foram as carnes, açúcar e álcool, complexo soja (grãos, farelo e óleo), produtos florestais e café. Todos estes setores registraram avanços em suas vendas externas no mês passado.

Fonte: Anba

 

VENDAS EXTERNAS DO AGRONEGÓCIO EM JANEIRO ATINGEM US$ 5,87 BILHÕES, EM ALTA DE 17,9%

Crescimento se deve, principalmente, ao açúcar, soja em grão e carne de frango

As exportações do agronegócio em janeiro somaram US$ 5,87 bilhões, com crescimento de 17,9% em relação aos US$ 4,98 bilhões exportados em janeiro do ano passado. As importações também cresceram, passando de US$ 913,01 milhões para US$ 1,27 bilhão (+39,1%). Como resultado, o superávit do setor subiu de US$ 4,06 bilhões para US$ 4,60 bilhões. Os dados são da Secretaria de Relações Internacionais do Agronegócio (SRI) do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa)

O complexo sucroalcooleiro foi o setor com maior expansão nas vendas externas entre os setores exportadores do agronegócio nesse mês de janeiro. O valor das exportações desses produtos subiu 110% em relação a janeiro de 2016, passando de US$ 489,34 milhões para US$ 1,03 bilhão. No setor, o principal produto exportado foi o açúcar (92,9%). Foram US$ 955,40 milhões em açúcar de cana, com elevação de 120,7% no valor embarcado.

O setor de carnes – bovina, suína e de frango – atingiu US$ 1,21 bilhão. O montante representou crescimento de 31,1% em relação aos US$ 926,23 milhões exportados em janeiro de 2016. As vendas externas de carne de frango registraram o maior incremento em valor dentre os três principais tipos de carnes exportadas, subindo 33,6%, em janeiro de 2017 na comparação com o mesmo mês de 2016, o que gerou US$ 149,16 milhões. A quantidade também foi recorde para janeiro, com 355,1 mil toneladas exportadas.

As exportações do complexo soja tiveram expansão de 54,7%, em janeiro, o que resultou em US$ 961,05 milhões em exportações. As vendas externas de soja em grão foram de US$ 364,79 milhões (+147,1%).

Fonte: MAPA

 

21-02-2017

 

BALANÇA COMERCIAL: TERCEIRA SEMANA DE FEVEREIRO TEM SUPERÁVIT DE US$ 1,249 BILHÃO

No acumulado do ano, saldo positivo chega a US$ 5,140 bilhões, com crescimento de 85,3% em relação ao mesmo período de 2016

Na terceira semana de fevereiro, a balança comercial brasileira registrou superávit de US$ 1,249 bilhão, com exportações de US$ 4,274 bilhões e importações de US$ 3,025 bilhões. Os dados foram divulgados nesta segunda-feira pelo MDIC.

No período, a média das exportações chegou a US$ 854,8 milhões – valor 12% acima do registrado até a segunda semana de fevereiro (US$ 763,5 milhões). Houve aumento de 40,1% nas exportações de produtos básicos, por conta de petróleo em bruto, soja em grão, minério de ferro, carne bovina e minério de alumínio. Já os embarques de semimanufaturados tiveramredução de 9,4% e os de manufaturados caíram, 8,7%, em função de ouro em formas semimanufaturadas, semimanufaturados de ferro e aço, ferro fundido bruto e ferro spiegel (semimanufaturados), e de óleos combustíveis, tubos flexíveis, de ferro ou aço, suco de laranja não congelado, polímeros plásticos, motores e geradores elétricos (manufaturados).

Em relação à média diária das importações, houve uma retração de 2,1%. Caíram os gastos com combustíveis e lubrificantes, químicos orgânicos e inorgânicos, filamentos e fibras sintéticas e artificiais, cereais e produtos da indústria da moagem, aeronaves e peças.

Mês

Em fevereiro, até a terceira semana,as exportações somam US$ 10,383 bilhões e as importações, US$ 7,968 bilhões, com saldo positivo de US$ 2,415 bilhões. Nas exportações, comparadas as médias até a terceira semana de fevereiro (US$ 798,7 milhões) com a de fevereiro de 2016 (US$ 702,3 milhões), houve crescimento de 13,7%, em razão do aumento nas vendas de produtos básicos (+31,9%), e manufaturados (+3,5%), Por outro lado, caíram as vendas de produtos semimanufaturados (-5,1%). Em relação a janeiro de 2017, houve crescimento de 17,8%, em virtude dos aumentos nas vendas de produtos manufaturados (+29,5%) e básicos (+18%), enquanto caíram as vendas de produtos semimanufaturados (-3,4%).

Nas importações, a média diária até a terceira semana de fevereiro deste ano (US$ 612,9 milhões), ficou 13% acima da média de fevereiro de 2016 (US$ 542,2 milhões). Cresceram os gastos, principalmente, com bebidas e álcool, combustíveis e lubrificantes, adubos e fertilizantes, equipamentos elétricos e eletrônicos, veículos automóveis e partes. Na comparação com janeiro de 2017, houve crescimento de 10,7%, pelos aumentos em combustíveis e lubrificantes, bebidas e álcool, farmacêuticos, químicos orgânicos e inorgânicos, veículos automóveis e partes.

Acumulado

De janeiro até a terceira semana de fevereiro, os embarques totalizam US$ 25,294 bilhões e as compras externas, US$ 20,154 bilhões. O resultado da balança comercial é superavitário em US$ 5,140 bilhões, o que representa um crescimento de 85,3% em relação ao valor apurado no mesmo período do ano passado (US$ 2,773 bi). Pela média diária, houve crescimento de 74,7%.

Fonte: Assessoria de Comunicação Social do MDIC

 

 

Crescimento das exportações do Japão desacelera em Janeiro

TÓQUIO - As exportações do Japão subiram em Janeiro a um ritmo mais fraco do que no mês anterior devido à queda nos envios para os Estados Unidos e ao feriado do Ano Novo Lunar, num momento em que as preocupações sobre o protecionismo comercial levantam dúvidas sobre as perspectivas.

As exportações em Janeiro subiram 1,3 por cento em relação ao mesmo período do ano anterior, contra a expectativa de uma subida de 4,7 por cento e face a um crescimento de 5,4 por cento em Dezembro.

É o segundo mês seguido de crescimento das exportações, após 14 meses de contração.

Por sua vez, as importações tiveram a primeira subida desde Dezembro de 2014 uma vez que os preços do petróleo avançaram após o acordo no ano passado da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP) para cortar a produção.

O crescimento económico mais forte nos Estados Unidos sugere que a queda nas exportações do Japão para os EUA pode ser temporária, mas as repetidas promessas do presidente norte-americano, Donald Trump, de rever a propensão para o livre comércio levantaram preocupações de que o protecionismo se disseminará.

Fonte: Reuters

 

Brasil estabelece requisitos fitossanitários para importação de café do Vietnã

O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento estabeleceu requisitos fitossanitários para que o Brasil realize importação de café robusta do Vietnã, segundo instrução normativa publicada pela pasta no Diário Oficial da União desta segunda-feira.

Uma autoridade do ministério afirmou à Reuters na semana passada que a inédita importação de café pelo Brasil, o maior produtor global, dependia apenas da publicação das especificações fitossanitárias e de uma portaria que definirá a cota de importação com direito a tarifa reduzida.

Os grãos de café que forem importados do Vietnã deverão vir acompanhados de Certificado Fitossanintário emitido pela Organização Internacional de Proteção Fitossanitária do Vietnã (ONPF), com declaração adicional relacionada ao controle de pragas.

A importação de grãos poderá ser suspensa até revisão de análise de risco, no caso de interceptação de praga quarentenária ou praga sem registro de ocorrência no Brasil, segundo o texto.

Além disso, a ONPF do Vietnã deverá comunicar ao órgão equivalente do Brasil qualquer alteração na condição fitossanitária da cultura do café nas regiões produtoras que exportam para o país, conclui a publicação do ministério.

Fonte: Reuters

 

Brasil já pode importar café robusta, diz ministro da Agricultura

SÃO PAULO - A importação de café robusta pelo Brasil está liberada, depois que uma instrução normativa com requisitos fitossanitários foi publicada nesta segunda-feira no Diário Oficial da União, disse o ministro da Agricultura, Blairo Maggi.

"Está tudo resolvido", disse o ministro em uma conferência de imprensa em São Paulo, ao ser questionado se ainda seria necessário aguardar mais alguma publicação oficial.

Na semana passada, um grupo técnico no governo autorizou uma redução de 10 por cento para 2 por cento no imposto de importação de café robusta (conilon) para uma cota de 1 milhão de sacas, ou mensal de 250 mil sacas, até maio.

Contudo, uma autoridade do ministério chegou a dizer à Reuters que, além das especificações fitossanitárias, seria necessária uma outra publicação oficializando a cota.

As importações de café robusta, inéditas até o momento no Brasil, um grande exportador, foram um pedido da indústria, principalmente de café solúvel, que reclama da escassez de matéria-prima após forte seca afetar cafezais do Espírito Santos.

Por outro lado, agricultores e grupos políticos ligados à cafeicultura, se opuseram à liberação, afirmando que há estoques disponíveis no país.

"A situação em que nos encontramos é uma situação bastante delicada de falta de produto no mercado interno, que tem levado as indústrias de café solúvel... a uma extrema dificuldade, a ponto de termos perdido um mercado muito grande em janeiro e fevereiro, porque o café fora do Brasil está bem mais barato que aqui internamente", disse Blairo, após uma cerimônia oficial na capital paulista.

Além de líder na exportação de café da variedade arábica, o Brasil é o maior exportador mundial de café solúvel, fabricado em grande parte com grãos de robusta.

Blairo disse que haverá controle rígido sobre as cargas que venham a ser recebidas, para evitar a entrada de doenças nocivas aos cafezais do Brasil, outro ponto negativo destacado pelos opositores da importação.

"Teremos todo o cuidado com relação a pragas. Se alguma coisa aparecer, tenham certeza que esse café não será descarregado no Brasil", disse o ministro.

CÂMBIO

O ministro da Agricultura, ele próprio empresário do setor exportador de soja, disse que o atual patamar do câmbio está causando dificuldades aos agricultores brasileiros.

A moeda norte-americana tem sido negociada, nos últimos dias, na casa de 3,10 reais, ante mais de 4 reais um ano atrás.

"Isso traz problema para agricultura, para os exportadores... Abaixo de 3,60 (reais) é sacrifício", disse o ministro.

Por outro lado, ele estimou que os efeitos do real mais valorizado poderão ser superados, como ocorreu em 2011, quando chegou a ser negociado perto de 1,50 real.

"Todos nós achávamos que o iríamos quebrar (naquela época). Mas o mercado se ajusta... O grande problema é o prejuízo momentâneo", disse.

Fonte: Reuters

 

20-02-2017

 

BRASIL REBERÁ RECURSOS DA AL-INVEST PARA AJUDAR 500 EMPRESAS A COMEÇAR A EXPORTAR

O Rota Global terá parceiros na Argentina e na Espanha. Iniciativa contará com R$ 1,2 milhão da União Europeia para apoiar as empresas

O Programa AL-Invest 5.0 divulgou, nesta quarta-feira (15), os 15 projetos da América Latina que contarão com recursos europeus para fomentar a internacionalização de empresas na região. O projeto brasileiro é o Rota Global, que será desenvolvido pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) em parceria com a União Industrial Argentina (UIA) e o Parque Tecnológico de Extremadura na Espanha (Fundecyt-Pctex). A iniciativa ajudará 500 indústrias a começar a exportar e terá R$ 1,2 milhão em recursos.

Por meio da Rede Brasileira de Centros Internacionais de Negócios (Rede CIN), coordenada pela CNI, o Rota Global oferecerá consultoria completa para empresas não exportadoras empreenderem no mercado internacional, com diagnóstico, desenho de estratégia de exportação e acompanhamento da execução do plano. Em julho, será aberto o prazo para indústrias interessadas se inscreverem. Negócios de todos os portes, setores e estados poderão participar.

A meta é traçar o diagnóstico de 500 empresas, desenvolver planos de negócios para 200 delas e, ao final do projeto, em 2018, ter ao menos 100 novas empresas com operação concreta de exportação. Por ser fruto de uma parceria internacional, o Rota atenderá indústrias no Brasil (75%), na Argentina (20%) e na Espanha (5%). Nacionalmente, a execução do projeto contará com o apoio dos Centros Internacionais de Negócios das federações de indústrias dos estados e do Distrito Federal.

RECURSOS EUROPEUS – O AL-Invest é um Programa da Comissão Europeia para fomentar a produtividade e a competitividade de MPMEs, na América Latina como forma de combater a pobreza e a desigualdade social. Na segunda convocatória da quinta edição, foram disponibilizados 4,9 milhões de euros para financiar projetos na Fonte: Agência CNI de Notícias

 

Preço do aço sobe na China por expectativa de demanda; minério de ferro acompanha

MANILA - Os contratos futuros do aço subiram mais de 1 por cento nesta sexta-feira, operando perto da máxima de dois meses, e ampliaram ganhos com expectativas de uma oferta mais apertada e uma retomada da demanda na China com mais investimentos em infraestrutura.

O preço do aço usado na construção civil teve a melhor semana das últimas cinco, com o rali também impulsionando os preços do minério de ferro. Os futuros do minério atingiram esta semana o maior valor desde que os contratos começaram a ser negociados em outubro de 2013.

O contrato mais ativo do vergalhão de aço na bolsa de Xangai fechou em alta de 1,5 por cento, a 3.473 iuanes (506 dólares) por tonelada. O contrato acumulou alta de 5,5 por cento esta semana, após tocar 3.509 iuanes na quinta-feira, maior valor desde 12 de dezembro.

O minério de ferro na bolsa de Dalian subiu 0,4 por cento, para 702 iuanes por tonelada. Na quinta-feira, o contrato tocou máxima de 721 iuanes. Ele acumula alta de 4,7 por cento na semana.

O minério de ferro com entrega imediata no porto de Qingdao, na China, subiu 0,34 por cento, para 90,37 dólares por tonelada, segundo o Metal Bulletin.

Fonte: Reuters

 

Café robusta cai com dólar firme; operadores veem pouco impacto da importação do Brasil

LONDRES - Os contratos futuros do café robusta recuavam nesta sexta-feira pressionados por uma valorização do dólar e com avaliações de operadores de que os planos de importação do Brasil, autorizados pelo governo, são modestos.

O contrato maio do café robusta recuava 4 dólares às 13:22 (horário de Brasília), ou 0,18 por cento, para 2.175 dólares por tonelada, após subir 1,4 por cento na sessão anterior.

O mercado era pressionado por um dólar firme. Além disso, a notícia de que o Brasil poderá importar do Vietnã um volume de até 1 milhão de sacas era visto com ceticismo.

Operadores disseram que os detalhes da autorização do governo brasileiro ainda são "obscuros" e que a volume teria um impacto limitado na oferta global.

"Um milhão de sacas... eu não acho que esse era o comunicado que o mercado estava esperando", disse um operador.

A inédita importação de grãos verdes de café do tipo robusta pelo Brasil ainda depende da publicação de duas portarias, uma sobre a análise de risco fitossanitário do produto do Vietnã e outra oficializando uma cota de importação com tarifa reduzida, disse uma autoridade do Ministério da Agricultura à Reuters na véspera.

Fonte: Reuters

 

Produção de aço bruto cresce 13,3% em janeiro, diz Aço Brasil

O consumo aparente de produtos siderúrgicos cresceu 7,9% em janeiro na comparação com o mesmo período de 2016, para 1,4 milhão de toneladas, informou nesta sexta-feira o Instituto Aço Brasil, entidade que representa as siderúrgicas nacionais. A produção brasileira de aço bruto no país somou 2,8 milhões de toneladas em janeiro, alta de 13,3%.

Em relação aos laminados, a produção cresceu 10% no período, para 1,8 milhão de toneladas. Já os aços planos tiveram alta de 11,3%, para 1 milhão de toneladas, e os longos avançaram 8,1%, para 719 mil toneladas.

As importações cresceram 99% em janeiro, totalizando 209 mil toneladas. O volume resultou em US$ 173 milhões, alta de 40,7% na comparação anual.

A participação dos importados no consumo chegou a 14%, refletindo o patamar atual do câmbio e o prêmio do aço nacional em relação aos preços do aço estrangeiro.

As exportações somaram 1,3 milhão de toneladas em janeiro, aumento de 29,5%, atingindo um montante de US$ 563 milhões (51,3% maior).

As vendas de aço das usinas para o mercado externo tiveram alta de 23,8% em janeiro, para 1,031 milhão de toneladas.

Já as vendas dos produtos no mercado interno registraram aumento menor, de 0,2%, para 1,233 milhão de toneladas.

Fonte: Valor

 

Gigante chinesa negocia parceria com CSN no projeto da Transnordestina

A CSN, de Benjamin Steinbruch, deu início a conversas com a chinesa China Communications Construction Company (CCCC), maior estatal de infraestrutura da China, para vender uma parte ou mesmo toda sua participação na Transnordestina, apurou o ‘Estado’. As conversas entre as duas companhias ainda estão no início, mas reacendeu uma discussão em Brasília, que busca uma alternativa urgente para dar prosseguimento às obras, inclusive sem a participação de Steinbruch, dizem fontes a par do assunto.

Apesar do esforço do governo em sinalizar que a sociedade da estatal Valec com a CSN seguirá adiante, o fato é que as possibilidades de a empresa de Steinbruch seguir no negócio são mínimas. A relação entre os sócios já acumula anos de desgaste, mas a pá de cal foi dada com a decisão do Tribunal de Contas da União (TCU), que no mês passado determinou a paralisação de repasse financeiro para o projeto, até que se resolva uma série de irregularidades graves que pairam sobre a obra.

A Transnordestina - ferrovia projetada para ligar o Porto de Pecém, no Ceará, ao Porto de Suape, em Pernambuco, passando pelo Piauí - está orçada em R$ 11,2 bilhões, dos quais R$ 6 bilhões já foram aportados, boa parte com dinheiro público. 

Na tarde de ontem, uma comitiva liderada pelo ministro dos Transportes, Maurício Quintella, foi ao gabinete do ministro do TCU, Walton Alencar Rodrigues, relator do processo no tribunal, para discutir uma saída que destrave as obras. A reunião teve ainda a presença de representantes dos governos de Pernambuco, Ceará e Piauí, além do presidente interino da Valec, Mario Modolfo. 

O Estado apurou que o governo está até disposto a tocar a obra sozinho. O problema é viabilizar isso. Um imbróglio societário dificulta os planos porque a Valec é sócia da CSN na Transnordestina Logística S.A (TLSA), ou seja, a Valec não atua como empresa pública, mas como parte de uma concessionária que é alvo dos questionamentos do TCU. 

Chinesa de olho. A CCCC esteve em Brasília para falar do interesse na Transnordestina e em outros projetos de infraestrutura. A companhia mantém conversas com Steinbruch há alguns meses. A ofensiva chinesa, no entanto, não empolga tanto o governo. A CCCC não trouxe nenhuma sinalização concreta de que como deve entrar na sociedade.

Em novembro, a gigante asiática comprou 80% da Concremat e está em negociações avançadas para tocar o projeto de porto intermodal da WTorre, no Maranhão. Em recente conversa ao Estado, a WTorre não quis comentar o assunto.

Com dívida líquida de R$ 23,4 bilhões no terceiro trimestre, a CSN decidiu colocar, há alguns meses, ativos não estratégicos à venda. Até agora, porém, só se desfez de ativos menores. 

Procurada, a CSN não comentou. A CCCC não retornou os pedidos de entrevista.

Fonte: Estadão

 

17-02-2017

 

Vale produz recorde de 348,8 mi t de minério de ferro em 2016

SÃO PAULO - A mineradora Vale, maior produtora global de minério de ferro, produziu um recorde de 348,8 milhões de toneladas da commodity em 2016, alta de 0,9 por cento ante o ano anterior, informou a companhia nesta quinta-feira.

No quarto trimestre, a brasileira teve produção de 92,39 milhões de toneladas, alta de 4,5 por cento ante o mesmo período do ano anterior.

Fonte: Reuters

 

Minério de ferro recua novamente na China com queda no aço

MANILA - Os contratos futuros de minério de ferro na China caíram mais de 2 por cento nesta quinta-feira, revertendo ganhos que chegaram a levar a commodity a uma máxima recorde, à medida que os preços do aço também mudaram de sinal no fim do pregão.

As expectativas de uma retomada da atividade de construção civil e de uma aperto na oferta de aço da China, maior produtor global, têm ajudado os preços dos produtos siderúrgicos a subir neste ano, sustentando também uma forte alta nos mercados de minério de ferro.

O contrato mais ativo do vergalhão de aço na bolsa de Xangai fechou em queda de 0,9 por cento, a 3.381 iuanes (493 dólares) por tonelada, depois de subirem a uma máxima de dois meses, a 3.509 iuanes.

Já o minério de ferro na bolsa de Dalian caiu 2,4 por cento, fechando a 685,50 iuanes por tonelada. Os contratos chegaram a tocar uma máxima de 721 iuanes, maior nível intradia desde que as negociações começaram em outubro de 2013.

O minério de ferro no mercado à vista, com entrega no porto de Qingdao caiu 1,08 por cento, para 90,06 dólares por tonelada, segundo o Metal Bulletin.

Nas bolsas, o aço ainda acumula alta de 16 por cento neste ano e o minério de ferro ganhos de 26 por cento.

Fonte: Reuters

 

Gigante chinesa negocia parceria com CSN no projeto da Transnordestina

A CSN, de Benjamin Steinbruch, deu início a conversas com a chinesa China Communications Construction Company (CCCC), maior estatal de infraestrutura da China, para vender uma parte ou mesmo toda sua participação na Transnordestina, apurou o ‘Estado’. As conversas entre as duas companhias ainda estão no início, mas reacendeu uma discussão em Brasília, que busca uma alternativa urgente para dar prosseguimento às obras, inclusive sem a participação de Steinbruch, dizem fontes a par do assunto.

Apesar do esforço do governo em sinalizar que a sociedade da estatal Valec com a CSN seguirá adiante, o fato é que as possibilidades de a empresa de Steinbruch seguir no negócio são mínimas. A relação entre os sócios já acumula anos de desgaste, mas a pá de cal foi dada com a decisão do Tribunal de Contas da União (TCU), que no mês passado determinou a paralisação de repasse financeiro para o projeto, até que se resolva uma série de irregularidades graves que pairam sobre a obra.

A Transnordestina - ferrovia projetada para ligar o Porto de Pecém, no Ceará, ao Porto de Suape, em Pernambuco, passando pelo Piauí - está orçada em R$ 11,2 bilhões, dos quais R$ 6 bilhões já foram aportados, boa parte com dinheiro público. 

Na tarde de ontem, uma comitiva liderada pelo ministro dos Transportes, Maurício Quintella, foi ao gabinete do ministro do TCU, Walton Alencar Rodrigues, relator do processo no tribunal, para discutir uma saída que destrave as obras. A reunião teve ainda a presença de representantes dos governos de Pernambuco, Ceará e Piauí, além do presidente interino da Valec, Mario Modolfo. 

O Estado apurou que o governo está até disposto a tocar a obra sozinho. O problema é viabilizar isso. Um imbróglio societário dificulta os planos porque a Valec é sócia da CSN na Transnordestina Logística S.A (TLSA), ou seja, a Valec não atua como empresa pública, mas como parte de uma concessionária que é alvo dos questionamentos do TCU. 

Chinesa de olho. A CCCC esteve em Brasília para falar do interesse na Transnordestina e em outros projetos de infraestrutura. A companhia mantém conversas com Steinbruch há alguns meses. A ofensiva chinesa, no entanto, não empolga tanto o governo. A CCCC não trouxe nenhuma sinalização concreta de que como deve entrar na sociedade.

Em novembro, a gigante asiática comprou 80% da Concremat e está em negociações avançadas para tocar o projeto de porto intermodal da WTorre, no Maranhão. Em recente conversa ao Estado, a WTorre não quis comentar o assunto.

Com dívida líquida de R$ 23,4 bilhões no terceiro trimestre, a CSN decidiu colocar, há alguns meses, ativos não estratégicos à venda. Até agora, porém, só se desfez de ativos menores. 

Procurada, a CSN não comentou. A CCCC não retornou os pedidos de entrevista.

Fonte: Estadão

 

Exportações gaúchas crescem 32,6% em janeiro de 2017

As exportações gaúchas cresceram 32,6% em janeiro deste ano. As divisas somaram US$ 1,075 bilhão ante US$ 908 milhões do mesmo mês de 2016. A indústria foi responsável por 84% da receita. A fatia refletiu alta de 21% no fluxo industrial. O grupo das commodities, segundo classificação seguida pela Federação das Indústrias do Estado (Fiergs), alcançou US$ 162 milhões, alta de 184,2%, puxado pelo desempenho da soja, que teve elevação de 490,5% nos embarques.

“É importante lembrar que o setor exportador carrega para 2017 uma base de comparação com o ano passado que está bastante deprimida. Mesmo que o bom desempenho de janeiro se repita ao longo dos próximos meses, estaremos devolvendo apenas uma parte das perdas dos últimos anos”, disse o presidente da Fiergs, Heitor José Müller.

A receita de alimentos aumentou 45,7%, efeito do farelo de soja, que cresceu 74%. O complexo de carnes também teve elevação importante - frango (37%) e suíno in natura (67,3%). Um segmento que sofre quedas internamento mostra recuperação - veículos automotores, reboques e carrocerias tiveram alta de 76,7%, puxada pela expansão da demanda para a Argentina. Já madeira, tabaco e químicos tiveram recuos de 42,9%, 15,5% e 5,4%, respectivamente. 

As importações ficaram em US$ 598 milhões, alta de 64,3%, a maior desde 2008, segundo a Fiergs. As compras de bens intermediários cresceram 66,3%, de bens de consumo (123,3%) e combustíveis e lubrificantes (2.000%). 

Fonte: JCRS

 

16-02-2017

 

Petrobras reduz importação de gás da Bolívia para 45% do total contratado

RIO DE JANEIRO - A Petrobras reduziu a importação de gás natural da Bolívia para cerca de 45 por cento do volume máximo diário contratado com a estatal boliviana YPFB, devido à queda das demandas industrial e termelétrica e ao aumento da oferta nacional do insumo, disse a companhia à Reuters.

"A queda na importação reflete a redução conjuntural da demanda brasileira termelétrica e do mercado industrial, somada ao aumento da oferta de gás nacional, e está de acordo com as obrigações e direitos da Petrobras em seus contratos", disse a empresa, após questionamentos enviados pela Reuters.

A Petrobras tem importado pouco mais de 30 milhões de metros cúbicos/dia de gás da Bolívia nos últimos anos.

Fonte: Reuters

 

Portos brasileiros movimentaram 1% menos em 2016

O setor portuário nacional (portos organizados e terminais de uso privado) movimentou no ano passado 998 milhões de toneladas. O número representou um decréscimo de 1% em relação a 2015, quando foi movimentado 1,008 bilhão de toneladas. A informação é do Anuário Estatístico Aquaviário 2016 da Antaq, produzido pela Gerência de Estatística e Avaliação de Desempenho e divulgado nesta quarta-feira (15), na sede da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp).

A divulgação do Anuário Estatístico Aquaviário 2016 da Antaq aconteceu em parceria com a Fiesp e o Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Ciesp) nesta quarta-feira (15) e contou também com a presença do ministro dos Transportes, Portos e Aviação Civil, Maurício Quintella Lessa.

A movimentação de carga nos portos organizados em 2016 caiu 2,5%. No ano passado, foram movimentados 343 milhões de toneladas. Em 2015, esse número foi 351 milhões de toneladas. Em relação aos terminais de uso privado, a queda foi de 0,25%. Em 2016, os TUPs movimentaram 655 milhões de toneladas. Em 2015, 657 milhões de toneladas. Entretanto, a movimentação de cargas nos portos e nos TUPs entre 2011 e 2016 cresceu 12,4%.

Sobre a participação regional na movimentação de carga, o Sudeste ficou em 2016 com 496 milhões de toneladas. Já o Nordeste movimentou 270 milhões de toneladas. A Região Sul movimentou 142,4 milhões de toneladas. O Norte, 86 milhões de toneladas; e o Centro-Oeste, 3,7 milhões de toneladas.

Em relação à movimentação de contêineres nos portos e nos TUPs, Santos (SP) liderou em 2016, com 32 milhões de toneladas (-5,4%). A Portonave (SC) ficou em segundo, com 9,7 milhões de toneladas, aumento de 27,2%. Em terceiro, apareceu Paranaguá (PR), que movimentou 8,2 milhões de toneladas, queda de 5,4%.

Em relação às mercadorias, destaque para os minérios, com 418 milhões de toneladas movimentadas, aumento de 2,7% na comparação com 2015. O setor portuário registrou aumento na movimentação de açúcar (9,2%), adubos (19,3%) e celulose (31,3%). O ponto negativo foi a movimentação de cereais (grupo que inclui o milho), com queda de 30,6%.

Navegação

A movimentação na navegação de longo curso caiu 1,7% no ano passado em comparação com 2015. No entanto, entre 2011 e 2016, houve crescimento de 12,8%. Na cabotagem, houve crescimento de 0,8%. Em relação às vias interiores, a queda foi de 1,5% se comparado 2016 com 2015. Porém, entre 2010 e 2016, registrou-se um aumento de 11,3%.

Saiba mais

Os terminais de uso privado movimentaram 66% das cargas. Os portos organizados ficaram com 34%. Santos (28,3%), Itaguaí (17,1%), Paranaguá (11,7%), Rio Grande (7%) e Suape (6,6%) movimentaram 70,7% das cargas totais dos portos organizados. Em relação aos TUPs, Ponta da Madeira (22,7%), Tubarão (16,5%), Almirante Barroso (7,1%), Ilha Guaíba (7%) e Angra dos Reis (5,8%) representaram 59,1% do total de cargas.

Referência

Para o diretor-geral da Antaq, Adalberto Tokarski, o Anuário Estatístico Aquaviário é um produto bem trabalhado pela Agência. “Mês a mês, os portos devem informar à Antaq sua movimentação. Isso torna nossa estatística segura e atual”, destacou.

O diretor da Antaq, Fernando Fonseca, ressaltou que a Agência vem avançando no aprimoramento de plataformas para coleta e tratamento de dados aquaviários. “A disponibilização desses números está cada vez mais célere”, disse Fonseca, informando que a Antaq está trabalhando na elaboração de uma plataforma sobre o mercado de transporte marítimo.

O diretor da Antaq, Mário Povia, afirmou que a Agência vem se consolidando na produção de estatísticas. “A Antaq é referência na produção de dados do setor aquaviário.”, disse.

A Diretoria da Antaq reiterou que a Agência vem trabalhando para o incremento da infraestrutura do setor portuário, para viabilizar um ambiente competitivo, fortalecer a segurança jurídica e garantir previsibilidade. Além disso, os diretores da Antaq defenderam a redução do Custo Brasil, a simplificação do processo de outorgas e a desburocratização do setor aquaviário.

Fonte: Antaq

 

O contêiner: como tornou o mundo mais pequeno e a economia mundial, maior

 

A obra de Levinson se refere a uma análise histórica intensiva e descritiva sobre o contêiner. Mas por quê escrever sobre o contêiner? Afinal, o contêiner é, em sua essência, uma mera caixa metálica - objeto cotidiano de transporte de carga, e muitas vezes desinteressante na percepção da população em geral. E por isso o economista diz ter sido bem questionado na época, se a história do objeto utilitário seria de fato merecedora de uma pesquisa de cunho científico. Pois ao final de sua pesquisa, Levinson, em uma primeira instância, defende a tese de que foi o contêiner que primeiramente estimulou em larga escala, a velocidade da internacionalização do comércio. Explica também como a intervenção governamental encorajou (e reprimiu) o seu desenvolvimento. E em uma segunda instância, a importância da inovação é explorada densamente no livro: capital e mão-de-obra, fatores básicos de produção, acabaram perderam muito do seu fascínio para aqueles que se esforçavam em entender como as economias prosperam. O autor coloca que a questão chave atualmente não se trata do quanto de capital e mão-de-obra uma economia pode acumular, mas sim como a inovação ajuda a empregar estes recursos para produzir bens e serviços eficientemente.

Em 1956, o carreteiro Malcom McLean desenvolveu sua ideia prática de transportar e transferir a carga da sua carreta diretamente para o navio. Curiosamente, o período da década de 50 foi marcado pelo boom científico e tecnológico mundial em consequência das políticas públicas para o fomento tecnológico do pós-guerra. Dentro deste cenário fértil da institucionalização do conhecimento científico, conhecido também como o Big Science, o contêiner surge como uma invenção não científica, de tecnologia extremamente simples e de embasamento empírico, mas que representou uma grande inovação de ruptura que transformou a economia mundial.

A realidade do comércio antes do contêiner, e da década de 50, era bem desafiadora. O embarque de mercadorias era extremamente lento e custoso: lento porque os carregamentos eram realizados por estivadores que manuseavam a carga individualmente do costado para o bordo do navio; e custoso por causa do enorme número de mão-de-obra empregado nos portos. O surgimento do contêiner foi, portanto, um novo mindset que rompeu este paradigma da forma como as mercadorias eram transportadas. O valor do utilitário não estava em como ele é, mas sim em como ele é usado. Dessa forma, uma série de esforços econômicos, sociais e políticos surgiram para adaptar a infraestrutura terrestre e marítima para o seu uso, o que tornou o comércio internacional muito mais barato e viável.

O livro de Levinson é dividido em quatorze capítulos. Cada capítulo retrata um tema sócio-político e econômico do cenário de inserção do contêiner. Destaco o Capítulo I, “The World the Box Made”; Capítulo IX, “Vietnam”; e Capítulo X, “Ports in a Storm”; como aqueles que mais se aproximam com as abordagens feitas em disciplinas sobre inovação, empreendedorismo privado e público.

No Capítulo I, “The World the Box Made”, Levinson narra a história de Malcolm McLean, um carreteiro cansado das longas esperas no costado do navio enquanto os estivadores manuseavam mercadorias individualmente da carreta para bordo. A logística de mercadorias era um processo lento e caro por causa dos muitos furtos e avarias consequentes da frequente manipulação dos bens. McLean percebeu a falta de visão sistêmica na logística das mercadorias, e passou a ver no contêiner uma solução tecnológica de unitização e transporte para resolver este problema. McLean desenvolve seus negócios do contêiner a partir desta perspectiva, e mais tarde torna-se um grande empresário proprietário de caminhões e navios. Ele então abre seu negócio, uma empresa chamada SeaLand, que passa a transportar contêineres da origem até seu destino final, seja via terrestre ou marítima, em seus navios. Apesar do contêiner ter originalmente surgido de uma experiência empírica, Levinson mais tarde descreve em seu livro, vários fatos que comprovam que o aperfeiçoamento da concepção do contêiner foi mais tarde desenvolvido por estudos e pesquisas. Portanto o contêiner, de objeto criado à partir das experiências práticas dos transportados, se modernizou a ponto de ser considerado como uma tecnologia de embasamento científico.

O Capítulo IX, “Vietnam”, retrata como a guerra no Vietnã representou um novo marco na história da navegação mercante. O Exército americano enfrentava uma situação onde necessitava de um volume gigantesco de suprimentos, alimentos, roupas, remédios, em um lugar extremamente carente de infraestrutura. McLean ganhou a concorrência para transportar suprimentos em contêineres, abastecer o Vietnã para o governo americano, e ainda construir a infraestrutura portuária necessária no pobre país da Ásia. McLean, no entanto, tinha um “problema”: retornava do Vietnã com seus navios vazios. Como não havia prejuízo, porque o valor do serviço pago pelo governo americano já cobria esta despesa, ele viu uma oportunidade de ganhos extras caso embarcasse mercadorias no Japão para transportar para os Estados Unidos na viagem de volta. Surge a partir daí, uma nova rota comercial Ásia-Estados Unidos, impulsionando todo um segmento industrial mundial: de indústrias exportadoras e importadoras, de construção naval para atender ao aumento das encomendas de navios, e de pesados investimentos governamentais em modernização portuária.

O Capítulo X, “Ports in a Storm”, retrata como os governos atuaram decisivamente para a modernização da infraestrutura portuária. Para os portos existentes antes do contêiner, absorver o tráfego de navios conteineiros não seria uma tarefa fácil e muito menos, barata. A maior parte destes portos era localizada em áreas urbanas, com pouco espaço para armazenar contêineres e sem o capital necessário para investir em novos equipamentos pórticos, por exemplo. Então enquanto crescia o tamanho dos navios e o comércio marítimo, o tráfego marítimo era limitado a um menor número de portos maiores. Portos e navios maiores significavam dragagem de canais, infraestrutura, aquisição de equipamentos e pórticos e etc. O escopo de investimento em infraestrutura portuária era de tal magnitude e complexidade que só o poder governamental poderia assumir. Levinson relata em detalhes como o Porto de Nova York foi desmobilizado da área urbana, tendo suas atividades transferidas para Nova Jersey, mais todos os imbróglios e percalços causados por protestos generalizados da estiva. A consequência de massivos investimentos públicos portuários para adaptação à nova realidade foi o surgimento de grandes portos modernos nos Estados Unidos, Reino Unido, Yokohama, Singapura e Hong Kong, durante a década de 70.

A inovação em si (o contêiner) não traz benefícios econômicos se não houver empreendedores como McLean, que descobrem maneiras de tornar a inovação realmente útil beneficiando todo um sistema. Levinson apresenta em sua obra o histórico cenário inusitado de inovação e empreendedorismo público e privado causado pela invenção do contêiner. Acredito que a narrativa rica em detalhes e dados apresentados na obra deveria ser de leitura obrigatória para acadêmicos e profissionais da área de logística marítima e portuária, que desejam aprofundar seus conhecimentos em história econômica e marítima.

Fonte: Portos e Navios

 

EXPORTAÇÕES AOS PAÍSES ÁRABES COMEÇAM ANO EM ALTA

Receita com vendas de produtos brasileiros à região cresceu 13,5% em janeiro sobre o mesmo mês de 2016. Compras e preços maiores do açúcar e do minério foram determinantes para o avanço.

Depois de encerrar o ano passado em queda, as exportações do Brasil aos países árabes iniciaram 2017 com crescimento. A receita com vendas de produtos brasileiros ao mercado árabe somou US$ 936,4 milhões em janeiro, com avanço de 13,5% sobre o mesmo mês de 2016, segundo dados do Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (Mdic) compilados pela Câmara de Comércio Árabe Brasileira.

Os principais compradores de mercadorias brasileiras no mundo árabe aumentaram as suas importações em janeiro: Arábia Saudita, Emirados, Argélia, Omã e Marrocos. Também os produtos que tradicionalmente são os mais vendidos pelo Brasil para Oriente Médio e Norte da África tiveram crescimento de exportação em valores: açúcar, carnes e minérios.

“Houve efeito do preço no açúcar, carnes e minérios”, afirmou à ANBA o diretor-geral da Câmara Árabe, Michel Alaby. O Brasil vendeu estes três produtos ao mercado árabe no mês passado por preços maiores do que os praticados em janeiro de 2016, o que ajudou a aumentar a receita gerada com as vendas deles no exterior. Os três produtos têm cotações no mercado internacional, que tiveram alterações de um ano para cá.

No caso do açúcar, enquanto o faturamento com as exportações avançou 121%, o volume embarcado cresceu menos, 43%. As vendas carnes (bovina e de frango), segundo item mais vendido pelo Brasil aos árabes, subiram 10% em valores, mas caíram 3,5% em quantidade. O minério teve receita de vendas 163% maior e embarques 95% maiores.

Entre os cinco países árabes que mais compraram do Brasil em janeiro, a Arábia Saudita adquiriu mais carnes e os Emirados mais açúcar e minério. A Argélia quase triplicou suas compras de açúcar e Marrocos aumentou em seis vezes as suas importações da commodity.

O aumento das compras de Omã foi ocasionado principalmente por aquisições maiores de minérios e seus concentrados. Os gastos saíram de US$ 7,5 milhões em janeiro do ano passado para US$ 47,6 milhões no último mês. Em Omã, a companhia brasileira Vale tem usina de pelotização de minério de ferro e importa a matéria-prima do Brasil.

Os sauditas fizeram compras de US$ 188,9 milhões em produtos brasileiros em janeiro, os Emirados Árabes Unidos de US$ 183,5 milhões, a Argélia de US$ 136,2 milhões, Omã de US$ 71,8 milhões e o Marrocos de US$ 66,4 milhões. A receita gerada no geral com vendas de açúcar do Brasil para os árabes em janeiro foi de US$ 332,4 milhões, a valor gerado com exportação de carnes foi de US$ 290 milhões e com minérios foi de US$ 116,8 milhões.

Importações

As importações de produtos do mundo árabe para o Brasil também avançaram no primeiro mês deste ano, em 138%. Os gastos passaram de US$ 276,7 milhões em janeiro de 2016 para US$ 658,7 milhões em janeiro deste ano. Os maiores fornecedores árabes do Brasil foram, por ordem, Argélia, Arábia Saudita, Marrocos, Kuwait e Catar. Quase que a totalidade da pauta foi composta por petróleo e derivados e por fertilizantes.

Fonte: Anba

 

15-02-2017

 

Minério de ferro amplia ganhos na China e tem máxima de mais de 3 anos

MANILA - Os contratos futuros de minério de ferro negociados na China subiram pela sexta sessão consecutiva nesta terça-feira, atingindo o maior valor em mais de três anos, em meio à firme demanda por aço no maior consumidor global e oferta mais restrita impulsionada pela campanha de Pequim contra poluição.

À medida que os futuros subiram, os preços spot de minério de ferro romperam o nível de 90 dólares a tonelada pela primeira vez desde 2014 na segunda-feira.

"A perspectiva positiva da China para o aço é impulsionada pelo aperto e crescimento sustentado da demanda", afirmou Helen Lau, analista do Argonaut Securities em uma nota.

Lau disse que algumas siderúrgicas chinesas em Hebei, PequimTianjin receberam ordens dos governos locais para suspender a produção de aço a partir da segunda metade de fevereiro até a primeira quinzena de março.

O contrato de minério de ferro mais comercializado na bolsa de Dalian subiu até 716 iuanes (104 dólares) a tonelada, seu mais alto nível desde outubro de 2013. Ele fechou com ganhos de 1,7 por cento, a 712 iuanes.

Na Bolsa de Futuros de Xangai, o vergalhão de aço avançou 1,3 por cento, encerrando a 3.442 iuanes por tonelada. Também foi a sexta alta do produto para construção, que tocou 3.450 iuanes mais cedo, perto do pico de dois meses de segunda-feira.

As ofertas para as cargas no mercado físico de minério de ferro aumentaram com o rali no mercado futuro.

Fonte: Reuters

 

Futuros do minério de ferro ampliam ganhos na China; preço no físico recua

MANILA - Os contratos futuros de minério de ferro negociados na China subiram pela sexta sessão consecutiva nesta terça-feira, atingindo o maior valor em mais de três anos, em meio à firme demanda por aço no maior consumidor global e oferta mais restrita impulsionada pela campanha de Pequim contra poluição.

À medida que os futuros subiram, os preços spot de minério de ferro romperam o nível de 90 dólares a tonelada pela primeira vez desde 2014 na segunda-feira.

Mas, após uma alta de 6,5 por cento na véspera, o minério para entrega imediata no porto de Qingdao recuou 0,5 por cento nesta terça-feira, para 91,71 dólares a tonelada.

"A perspectiva positiva da China para o aço é impulsionada pelo aperto e crescimento sustentado da demanda", afirmou Helen Lau, analista do Argonaut Securities em uma nota.

Lau disse que algumas siderúrgicas chinesas em Hebei, PequimTianjin receberam ordens dos governos locais para suspender a produção de aço a partir da segunda metade de fevereiro até a primeira quinzena de março.

O contrato de minério de ferro mais comercializado na bolsa de Dalian subiu até 716 iuanes (104 dólares) a tonelada, seu mais alto nível desde outubro de 2013. Ele fechou nesta terça-feira com ganhos de 1,7 por cento, a 712 iuanes.

Na Bolsa de Futuros de Xangai, o vergalhão de aço avançou 1,3 por cento nesta terça, encerrando a 3.442 iuanes por tonelada. Também foi a sexta alta do produto para construção, que tocou 3.450 iuanes mais cedo, perto do pico de dois meses de segunda-feira.

As ofertas para as cargas no mercado físico de minério de ferro aumentaram com o rali no mercado futuro, segundo operadores.

Fonte: Reuters

 

Importação de café pelo Brasil é necessária apesar de preço desfavorável, diz Abics

SÃO PAULO (Reuters) - A indústria de café robusta do Brasil avalia que o atual mercado no país está com preços equivalentes aos do produto do Vietnã posto no porto brasileiro, o que poderia limitar importações inéditas do grão verde não fosse a severa escassez doméstica, avaliou representante de uma associação de empresas do setor.

Segundo o diretor de Relações Institucionais da Associação Brasileira da Indústria de Café Solúvel (Abics), Aguinaldo Lima, os preços atuais do café robusta no Brasil --semelhantes aos do Vietnã (maior produtor global de robusta), considerando frete marítimo e uma eventual redução da tarifa de importação para 2 por cento-- indicam que não seria vantagem importar, mas ainda assim a importação é necessária considerando que não há produto para atender a indústria nacional.

O preço do robusta no Espírito Santo (tipo 6, peneira 13 acima) está em torno de 459 reais por saca, abaixo do recorde de mais de 550 reais registrado em meados de novembro do ano passado, sendo pressionado desde então por notícias de que o Brasil tomaria medidas para importar o grão utilizado em grande parte na produção do café solúvel.

"Hoje os preços estão compatíveis, considerando custos e preços, a diferença é pouco favorável ao café do Vietnã, menos de um dólar. Não compensaria comprar no Vietnã, o problema é que não conseguimos comprar volumes no mercado interno", explicou Lima à Reuters.

De acordo com o diretor, os preços de mais de 500 reais a saca pedidos anteriormente pelos produtores de robusta do Brasil --que dizem ter estoques suficientes para evitar importações-- inviabilizam negócios do setor.

O Brasil --maior exportador global de café solúvel, assim como de grãos verdes-- já está perdendo negócios de solúvel para concorrentes na Ásia, incluindo do Vietnã, por não ter conseguido obter matéria-prima no mercado a preços adequados, disse o executivo.

Prova disso foi a exportação brasileira de janeiro de solúvel --feito majoritariamente com robusta--, que caiu 35 por cento ante o mesmo mês do ano passado.

Repetindo um argumento do ministro da Agricultura, Blairo Maggi, Lima disse que, quando a indústria de solúvel perde contratos por não ter produto, quem perde não é somente o empresário, mas também o cafeicultor, que tem se posicionado contra a importação de robusta.

"Ficando contra a importação, isso é contra o próprio negócio dele (cafeicultor)", comentou.

A entrevista do diretor da Abics foi dada após o Ministério da Agricultura ter anunciado na segunda-feira encaminhamento de pedido à Câmara de Comércio Exterior (Camex) para flexibilizar importação de café robusta pelo Brasil. A recomendação do ministério inclui redução tarifária de 10 por cento para 2 por cento para uma cota de 1 milhão de sacas.

A reunião de ministros da Camex está prevista para o dia 22 de fevereiro (quarta-feira), enquanto a reunião técnica do órgão deve ocorrer na quarta-feira desta semana, segundo o ministério.

Tanto Lima quanto o ministério afirmaram à Reuters que não deve haver barreiras fitossanitárias para a importação do produto do Vietnã, caso a flexibilização seja aprovada pela Camex.

Atualmente, a Análise de Risco de Pragas (ARP) é válida para o café robusta do Vietnã e da Indonésia, informou o ministério.

Fonte: Reuters

 

China aprova US$ 22,4 bilhões para projetos de infraestrutura em janeiro

A China aprovou projetos de infraestrutura no valor de 153,9 bilhões de yuans (US$ 22,4 bilhões) em janeiro, ante 184 bilhões de yuans no mês anterior.

Foram aprovados um total de 18 projetos no mês passado, segundo dados da Comissão Nacional de Reforma e Desenvolvimento, a principal agência de planejamento econômico do país.

O montante de janeiro inclui 96 bilhões de yuans para irrigação, 24,1 bilhões de yuans para transportes e 19,7 bilhões de yuans para energia.

Fonte: Dow Jones Newswires

 

14-02-2017

 

PIB anualizado do Japão cresce 1,0% no 4º trimestre com exportações e gastos de capital

TÓQUIO - A economia do Japão cresceu a uma taxa anualizada de 1 por cento no período entre outubro e dezembro, registrando o quarto trimestre de expansão, liderada por exportações sólidas e gastos de capital mais firmes, mostraram dados do governo nesta segunda-feira.

A leitura preliminar para o Produto Interno Bruto do quarto trimestre ficou ligeiramente abaixo da expectativa em pesquisa da Reuters de crescimento de 1,1 por cento.

No trimestre anterior houve expansão de 1,4 por cento, de acordo com dados revisados do Escritório do Gabinete.

Na comparação trimestral, o PIB avançou 0,2 por cento, contra crescimento de 0,3 por cento esperado por economistas.

Fonte: Reuters

 

Exportações impulsionam PIB do Japão no 4º tri, mas há incertezas com EUA

TÓQUIO - A economia do Japão cresceu pelo quarto trimestre consecutivo nos últimos três meses do ano passado com um iene mais fraco sustentando as exportações, mas o consumo privado fraco e os riscos de um crescente protecionismo dos Estados Unidos lançam dúvidas sobre uma recuperação sustentável.

A economia do Japão cresceu a uma taxa anualizada de 1 por cento no período entre outubro e dezembro, praticamente em linha com a alta de 1,1 por cento esperada pelos mercados, após uma expansão revisada de 1,4 por cento entre julho e setembro.

O crescimento do Japão no trimestre ajudou a reduzir o déficit econômico deixado pela demanda interna fraca. Mas há preocupações de que o persistente superávit comercial do Japão com os EUA possa tornar-se um alvo das críticas do presidente norte-americano, Donald Trump.

Durante uma reunião no fim-de-semana com o primeiro-ministro japonês, Shinzo Abe, Trump afastou-se de sua retórica anterior contra o Japão por usar seu estímulo monetário para enfraquecer o iene e ganhar uma vantagem comercial injusta. Mas analistas duvidam que uma lua de mel dure muito.

O ministro da Economia, Nobuteru Ishihara, disse que o Japão permanece com uma tendência de recuperação moderada e espera que o impulso positivo seja mantido, mas ele mostrou-se cauteloso sobre as perspectivas.

"Deve-se dar atenção à incerteza sobre a economia global e às flutuações nos mercados financeiros", disse ele a jornalistas após a divulgação dos dados do Produto Interno Bruto.

Na comparação trimestral, o PIB avançou 0,2 por cento, contra crescimento de 0,3 por cento esperado por economistas.

A demanda externa --ou as exportações menos as importações-- contribuiu com 0,2 ponto percentual para o PIB, com as exportações avançando 2,6 por cento, o crescimento mais rápido em dois anos, devido a embarques de carros para a China e para os Estados Unidos e de componentes eletrônicos para a Ásia.

O consumo privado, que representa cerca de 60 por cento do PIB, não mostrou crescimento, em linha com a previsão de economistas. O aumento dos preços dos alimentos frescos e vegetais deve ter deteriorado o poder de compra das famílias.

Fonte: Reuters

 

Blairo encaminha pedido à Camex para importação de café robusta

SÃO PAULO - O ministro da Agricultura, Blairo Maggi, afirmou nesta segunda-feira que encaminhou pedido à Câmara de Comércio Exterior (Camex) para flexibilizar importação de café robusta pelo Brasil, em um momento de escassez no mercado interno.

"Então, já na sexta-feira encaminhei o expediente à Camex. Agora, é com o Conselho. Particularmente, entendo que é necessário, neste momento, flexibilizar um pouco. E, dentro de cotas, não é uma liberação", afirmou ele a jornalistas, ao ser questionado sobre o assunto em Uberaba (MG), segundo relato da assessoria de imprensa do ministério.

Se o Conselho da Camex --formado pelo presidente da República e por ministros de Estado-- decidir pela flexibilização da importação, essa seria a primeira vez em muitos anos que o Brasil (maior produtor e exportador global) importaria café verde.

A reunião de ministros da Camex está prevista para a próxima segunda-feira, enquanto a reunião técnica do órgão deve ocorrer na quarta-feira desta semana, segundo o ministério.

O ministro disse que confia nos números de estoque da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), que levantou volumes menores nos armazéns do que os produtores afirmaram ter. Os cafeicultores, assim, alegam que não seria necessária a liberação de importações.

"Confio nos departamentos do Estado. Eu não vou confiar, agora, porque é desfavorável a um setor? Não, não posso", completou o ministro.

Com a decisão, Blairo está enfrentando pressões da poderosa bancada da agricultura no Congresso, contrária à liberação da importação. Ele chegou a receber na semana passada produtores do Espírito Santo, a pedido do presidente Michel Temer, para ouvir argumentos contra a importação.

Os cafeicultores capixabas dizem que têm cerca de 4 milhões de sacas em estoques, bem mais do que aponta a Conab.

A indústria de café brasileira teve que lidar com preços recordes do grão, diante da quebra de safra no ano passado no Espírito Santo e Bahia, que respondem pela maior parte da produção de robusta do país. Os produtores capixabas, aliás, vêm registrando problemas de safra nos últimos anos em função da seca.

"A vontade é apenas que a indústria brasileira sobreviva ao momento. Tenho dito sempre: não há agricultura forte sem a agroindústria forte. Nós somos uma unidade, um mesmo conjunto. Portanto, devemos olhar para ambas as partes", afirmou Blairo.

Por uma proposta anterior do ministério à qual a Reuters teve acesso, o café seria incluído em uma lista de exceção à Tarifa Externa Comum (TEC) do Mercosul, com alíquota de 2 por cento. Seria estabelecido um limite de internação para 1 milhão de sacas de café, volume visto como suficiente para atender a demanda até o início da colheita, em maio.

O ministro lembrou ainda que as exportações de café solúvel, que usa grãos robusta, também estão sendo afetadas pela baixa oferta.

"Se você olhar os números de exportação de café nos meses de janeiro e fevereiro, principalmente, de café industrializado... vai ver que os números são muito diferentes, que as quedas são significativas... Cabe ao governo sempre olhar como minimizar isso...", completou.

Fonte: Reuters

 

BALANÇA COMERCIAL REGISTRA SUPERÁVIT DE US$ 956 MILHÕES EM FEVEREIRO

Na segunda semana de fevereiro, exportações somam US$ 3,847 bilhões e importações, US$ 2,891 bilhões

Na segunda semana de fevereiro, a balança comercial registrou superávit de US$ 956 milhões, resultado de exportações no valor de US$ 3,847 bilhões e importações de US$ 2,891 bilhões. Os dados foram divulgados nesta segunda-feira pelo MDIC.

A média diária das exportações na segunda semana de fevereiro chegou a US$ 769,4 milhões, 2% acima do registrado na primeira semana do mês (US$ 754,3 milhões). Houve aumento de 6,4% nas vendas externas de produtos básicos por conta de soja em grão, petróleo em bruto, farelo de soja, trigo em grão e café em grão. As exportações de semimanufaturados caíram 4,4% em razão, principalmente, de semimanufaturados de ferro e aço, celulose, ouro em formas semimanufaturadas, ferro fundido bruto e ferro spiegel.

As vendas de manufaturados registraram recuo de 2,6%, devido à diminuição nas vendas de torneiras e válvulas, óxidos e hidróxidos de alumínio, produtos laminados planos de ferro e aço, hidrocarbonetos e etanol.

Em relação às importações, a média diária registrada na segunda semana de fevereiro teve queda de 15,5% em relação a primeira semana. Caíram os gastos com combustíveis e lubrificantes, equipamentos eletroeletrônicos, químicos orgânicos e inorgânicos e veículos automóveis e partes.

Acumulado

Em fevereiro, as exportações já somam US$ 6,110 bilhões e as importações, US$ 4,943 bilhões, com saldo positivo de US$ 1,167 bilhão. No acumulado do ano, os embarques totalizam US$ 21,022 bilhões (média de US$ 700,7 milhões), com crescimento de 16,7%, pela média diária, em relação ao mesmo período de 2016 (US$ 600,6 milhões). As compras externas, foram de US$ 17,129 bilhões (média de US$ 571 milhões), com crescimento de 9,4%, pela média diária, em relação ao acumulado até a segunda semana de fevereiro de 2016 (US$ 521,8 milhões). O superávit acumulado é de US$ 3,892 bilhões.

Fonte: Assessoria de Comunicação Social do MDIC

 

Alta do minério de ferro impulsiona Vale e siderúrgicas

A alta do preço do minério de ferro, cuja cotação mais que dobrou em pouco mais de um ano, tem ajudado a puxar o desempenho do setor no Brasil, em especial da Vale, uma das maiores fabricantes e exportadoras de minério de ferro do mundo.
O preço da commodity, que em janeiro de 2016 estava em US$ 41 a tonelada seca, atingiu US$ 92,20 nesta segunda-feira, 13, após alta de 5,5%. É o maior patamar em mais de três anos na cotação do porto de Qingdao, na China.

Puxada por esse ganho, a mineradora foi destaque do Ibovespa, com alta de 9,18% na Vale ON, a R$ 35,72, maior cotação de fechamento desde 10 de janeiro de 2013 e maior alta porcentual diária desde abril do ano passado.

Para o analista da Guide Investimentos, Rafael Yassuo Ohmachi, a China tem conseguido manter suas atividades relativamente estáveis, apesar dos temores de uma desaceleração econômica no país.

“A China continua recebendo estímulos do governo, principalmente no setor de infraestrutura imobiliária, altamente sensível à questão do aço e consequentemente do minério de ferro”, afirma Ohmachi.

O bom desempenho da Vale – e também de siderúrgicas brasileiras, como Gerdau PN (alta de 3,18%) e CSN ON (alta de 2,36%) – também se repetiu em outros mercados. Em Londres, por exemplo, os papéis da mineradora Anglo American tiveram valorização de 4,21%, os da Rio Tinto de 3% e os da Glencore subiram 2,56%.

Na visão de Ohmachi, com os preços do minério de ferro voltando aos níveis de US$ 90 a US$ 90, é possível que outras mineradoras, mesmo as menos eficientes em comparação à Vale, aumentem a produção e passem a oferecer preços mais baixos, reduzindo assim a cotação do produto.

Leonardo Correa, do BTG Pactual, vê o movimento de alta da cotação do minério de ferro como “exagerado”. Segundo ele, houve, no lado da oferta, uma conjunção de fatores com a saída da Samarco do mercado e a desaceleração da expansão de empresas como a própria Vale, a BHP e Rio Tinto, “que estão priorizando margens em detrimento de volumes.” Já do outro lado houve o choque da demanda da China, acima do esperado.

Exportações. O presidente da Associação de Comércio Exterior do Brasil (AEB), José Augusto de Castro, também vê um “componente de especulação” na alta recente do preço do minério. Os preços para exportação do produto saíram de US$ 23 a tonelada em fevereiro do ano passado para US$ 58 na semana passada, uma alta de 153%.

A especulação, em parte, viria de expectativas de que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, fará grandes investimentos em infraestrutura, o que deve ampliar a demanda por aço.

Para o Brasil, a alta é positiva, pois ajuda a melhorar os resultados da balança comercial. Em janeiro do ano passado, o País exportou US$ 656 milhões em minério de ferro, o equivalente a 5,8% das exportações totais. No mês passado, o valor atingiu US$ 1,62 bilhão, ou 10,9% do total.

Castro têm dúvidas se os preços vão continuar elevados. Caso se mantenham nesse ritmo, é possível que o superávit da balança comercial brasileira supere um pouco a previsão da AEB para este ano, que é de US$ 51,6 bilhões, ante US$ 47 bilhões registrados no ano passado.

“Pode até subir um pouco, mas vai depender também das importações pois, se a atividade econômica crescer, o País terá de importar mais petróleo e isso também vai afetar o resultado da balança”, disse Castro.

Fonte: Estadão

 

13-02-2017

 

Exportações e importações da China em janeiro superam as expectativas

PEQUIM - A China apresentou dados comerciais melhores do que o esperado para janeiro uma vez que a demanda acelerou tanto no país quanto no exterior, um início encorajador de 2017 mesmo que os exportadores asiáticos estejam se preparando para um aumento do protecionismo por parte dos Estados Unidos.

As exportações em janeiro avançaram 7,9 por cento sobre o ano anterior já que a demanda global aumentou, enquanto as importações cresceram 16,7 por cento devido ao melhor apetite por carvão, petróleo e minério de ferro, mostraram dados preliminares da alfândega nesta sexta-feira.

Isso deixou o país com um superávit comercial inicial de 51,35 bilhões de dólares para o mês, disse a Administração Geral de Alfândega.

Observadores alertam entretanto que as tendências em janeiro e fevereiro podem ser distorcidas pelo feriado do Ano Novo Lunar, com as empresas desacelerando o ritmo semanas antes e muitos reduzindo as operações ou fechando. Neste ano o feriado começou no final de janeiro, e no ano passado foi no início de fevereiro.

Analistas consultados pela Reuters projetavam que as exportações em janeiro subiriam 3,3 por cento após um 2016 fraco em que os embarques caíram 7,7 por cento devido à fraqueza da demanda global.

Para as importações a expectativa era de alta de 10,0 por cento, acelerando sobre o crescimento de 3,1 por cento de dezembro.

Analistas esperavam que o superávit comercial da China subisse para 47,90 bilhões de dólares em janeiro, contra 40,71 bilhões em dezembro.

Fonte: Reuters

 

Queda do dólar 'espreme' frigoríficos exportadores

A depreciação do dólar perante o real segue dificultando o desempenho dos frigoríficos exportadores neste início de 2017. Entre as principais proteínas exportadas pelo Brasil, somente a carne de frango conseguiu compensar, com preços mais altos em dólar, a valorização da moeda brasileira. Nos casos das carnes bovina e suína, ou o aumento foi insuficiente ou houve queda de preços na exportação.

Fonte: Valor

 

Estudo aponta crescimento das exportações pelos portos do Arco-Norte

O porto de Santos continua sendo o principal canal para escoamento de milho e soja produzidos na safra 2016/17, apesar do crescimento apresentado pelos portos do Arco Norte. A expectativa é que sejam exportados 19,8 milhões de toneladas de soja e 10,4 milhões de toneladas de milho pela cidade paulista, revela estudo da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) sobre rotas de exportações pelos portos nacionais.

De acordo com o documento, a expectativa é de que sejam exportadas 72,9 milhões de toneladas de soja e 24 milhões de toneladas de milho da safra 2016/17. Deste total , cerca de 75% da produção de milho e soja sairão pelos portos do centro-sul do país.

Em Santos/SP o incremento é pequeno, uma vez que os embarques estão perto da capacidade máxima do porto. A expectativa é de um aumento de 400 mil toneladas nas exportações de soja pelo terminal paulista, na comparação com a safra 2015/16. Pelo mesmo motivo, os embarques em Paranaguá/PR devem se manter mantêm em índices próximos a 13 milhões de toneladas do grão.

Arco Norte - O maior crescimento no fluxo de exportações está previsto para o porto de Itaqui/MA. Pelos dados de movimentações de anos anteriores, o melhor desempenho registrado pelo porto foi em 2015, com a saída de 7,2 milhões de toneladas de soja e milho. Neste ano, a estimativa é de que apenas a soja seja responsável por 6,6 milhões de toneladas exportadas por Itaqui.

Este bom desempenho no porto do Maranhão impulsiona o crescimento das exportações pelo Arco Norte. Cerca de 23,8% do total exportado de milho e soja devem deixar o país pelos portos fora do eixo centro-sul. Apenas Itaqui representa 37,2% do volume a ser destinado ao mercado externo pelos corredores de escoamento do Arco Norte.

Apesar do aumento da participação do Arco Norte, o porto de Santos ainda é o local que apresenta maior eficiência para escoamento da produção. A carência na infraestrutura de transporte entre as zonas de produção e os portos que não se situam no centro-sul do país dificultam o escoamento por essa região ao encarecer os custos para o produtor.

“O aumento da atratividade dos produtos agrícolas brasileiros no mercado externo vai depender de um sistema logístico nacional que promova maior agilidade para produtores e fornecedores de forma a propiciar otimização dos custos pelo menos próximos aos observados nos países concorrentes com a exportações nacionais”, avalia o analista de mercado Carlos Eduardo tavares, responsável pelo estudo. O trabalho, chamado "Estimativa do Escoamento das Exportações do Complexo Soja e Milho pelos Portos Nacionais: Safra 2016/17", faz parte do Compêndio de Estudos da Conab.

Fonte: Portos e Navios

 

10-02-2017

 

Exportações e importações da China avançam bem mais que o previsto em janeiro

As exportações da China medidas em dólares subiram bem mais que o esperado em janeiro, revertendo a queda do mês anterior, num possível sinal de recuperação da demanda externa por bens da segunda maior economia do mundo.
Na comparação anual, as exportações chinesas avançaram 7,9% em janeiro, segundo dados publicados pela Administração Geral de Alfândega do país. Em dezembro, os embarques externos da China haviam mostrado redução de 6,1%.

O resultado das exportações em janeiro superou de longe a expectativa de 11 economistas consultados pelo Wall Street Journal, que previam acréscimo de 3,1%.

Já as importações chinesas saltaram 16,7% no confronto anual de janeiro, após subirem 3,1% em dezembro. A variação também ficou bem acima da projeção do mercado, de alta de 10%.

O superávit comercial da China se ampliou em janeiro, a US$ 51,35 bilhões, de US$ 40,82 bilhões em dezembro, e ultrapassou a previsão dos analistas, que era de saldo positivo de US$ 50 bilhões.

Fonte: Estadão

 

Exportações e importações da China em janeiro superam as expectativas

PEQUIM - A China apresentou dados comerciais melhores do que o esperado para janeiro uma vez que a demanda acelerou tanto no país quanto no exterior, um início encorajador de 2017 mesmo que os exportadores asiáticos estejam se preparando para um aumento do protecionismo por parte dos Estados Unidos.

As exportações em janeiro avançaram 7,9 por cento sobre o ano anterior já que a demanda global aumentou, enquanto as importações cresceram 16,7 por cento devido ao melhor apetite por carvão, petróleo e minério de ferro, mostraram dados preliminares da alfândega nesta sexta-feira.

Isso deixou o país com um superávit comercial inicial de 51,35 bilhões de dólares para o mês, disse a Administração Geral de Alfândega.

Observadores alertam entretanto que as tendências em janeiro e fevereiro podem ser distorcidas pelo feriado do Ano Novo Lunar, com as empresas desacelerando o ritmo semanas antes e muitos reduzindo as operações ou fechando. Neste ano o feriado começou no final de janeiro, e no ano passado foi no início de fevereiro.

Analistas consultados pela Reuters projetavam que as exportações em janeiro subiriam 3,3 por cento após um 2016 fraco em que os embarques caíram 7,7 por cento devido à fraqueza da demanda global.

Para as importações a expectativa era de alta de 10,0 por cento, acelerando sobre o crescimento de 3,1 por cento de dezembro.

Analistas esperavam que o superávit comercial da China subisse para 47,90 bilhões de dólares em janeiro, contra 40,71 bilhões em dezembro.

Fonte: Reuters

 

Cecafé prevê exportação de café verde do Brasil entre 27 mi e 28 mi sacas em 2017

GUAXUPÉ, Minas Gerais - O Brasil deverá exportar entre 27 milhões e 28 milhões de sacas de café verde em 2017, ante 29 milhões no ano passado, estimou nesta quinta-feira o diretor-geral do Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé), Marcos Matos, em entrevista à Reuters, em Guaxupé, interior de Minas Gerais.

Ele disse, no entanto, que o quadro pode ser alterado caso preços subam e estimulem vendas de estoques.

Fonte: Reuters

 

Exportação de café verde do Brasil em janeiro soma 2,38 mi sacas, diz Cecafé

SÃO PAULO - As exportações de café verde do Brasil em janeiro somaram 2,38 milhões de sacas de 60 quilos, ante 2,53 milhões de sacas no mesmo mês de 2016, disse o Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé) em relatório mensal nesta quinta-feira.

As exportações de café arábica em janeiro totalizaram 2,36 milhões de sacas, ante 2,46 milhões no mesmo mês do ano passado, enquanto as exportações de robusta somaram 22,1 mil sacas, ante 78 mil sacas no igual período de 2016, informou o Cecafé.

Fonte: Reuters

 

FLUXO CAMBIAL FICA POSITIVO EM US$ 3,6 BILHÕES EM JANEIRO

Mais dólares entraram no país do que saíram no início deste ano. De acordo com dados do Banco Central (BC), divulgados hoje (8), o fluxo cambial ficou positivo em US$ 3,664 bilhões em janeiro.

Tanto o fluxo financeiro (investimentos em títulos, remessas de lucros e dividendos ao exterior e investimentos estrangeiros diretos, entre outras operações) quanto o comercial (operações de câmbio relacionadas a exportações e importações) ficaram positivos em janeiro, em US$ 1,595 bilhão e US$ 2,069 bilhões, respectivamente.

No três primeiros dias úteis deste mês o fluxo cambial ficou negativo em US$ 1,805 bilhão.

Fonte: Ag. Brasil

 

SAÍDA DOS EUA DO TRATADO TRANSPACÍFICO DEVE BENEFICIAR BRASIL, ANALISAM ESPECIALISTAS

 “O milho norte-americano poderia fechar certos mercados para os quais o Brasil exporta. Para a soja, a situação é diferente, uma vez que o maior importador do nosso país, a China, não é membro do TPP, o que permite uma válvula de escape ao Brasil”, comenta o diretor da SNA Marcio Sette Fortes.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, assinou um decreto, no último dia 23 de janeiro, retirando formalmente seu país do Tratado Transpacífico (sigla em inglês de Trans-Pacific Partnership – TPP), cumprindo uma promessa que fez durante corrida eleitoral à Casa Branca, no ano passado.

“A saída dos Estados Unidos do TPP poderá ser benéfica para o Brasil no seguinte sentido: um acordo daquela natureza, que enseja a ampliação de trocas comerciais, facilitaria a penetração de produtos agrícolas norte-americanos nos mercados dos países-membros, já que tais produtos gozariam das preferências inerentes ao bloco”, comenta Marcio Sette Fortes, diretor da Sociedade Nacional de Agricultura (SNA).

Em outras palavras, segundo ele, “os produtos do agronegócio norte-americano, que já acessam os mercados dos países-membros, passariam a ocupar ainda mais espaço com as vantagens previstas no acordo”.

“O milho norte-americano poderia fechar certos mercados para os quais o Brasil exporta. Para a soja, a situação é diferente, uma vez que o maior importador do nosso país, a China, não é membro do TPP, o que permite uma válvula de escape ao Brasil”, diz Fortes, em entrevista à equipe SNA/RJ.

Na opinião do diretor da Sociedade Nacional de Agricultura, sem os EUA e seus produtos agrícolas, desaparece um competidor de peso, que gozaria de vantagens das quais o Brasil não se beneficiaria, por não fazer parte do tratado. “E não são só os EUA, já que a Austrália – também grande exportadora do agronegócio – faria parte do bloco que, ora, deixa de existir. Sem os EUA, há um efeito em cascata que beneficia o Brasil.”

Enquanto isso, avalia Fortes, o acordo precisará ser renegociado, em novo formato, caso queria continuar a existir: “É tempo de o Brasil ir pensando, no âmbito do combalido Mercosul, em tecer acordos bilaterais com aqueles países, antes que um novo TPP ganhe forma”.

“Se desejar celeridade negocial, o Brasil deve negociar sozinho. Para isso, deve propor ao Mercosul deixar de ser uma União Aduaneira, para tornar-se uma Zona de Livre Comércio. Sob esse prisma, a melhor solução para o Brasil é menos Mercosul”, alerta o diretor da SNA, que também é consultor no escritório Fortes & Carneiro Advogados, professor do Ibmec (RJ) e membro associado da Associação Promotora de Estudos da Economia (Apec).

O TRATADO

De acordo com o documento Summary of the Trans-Pacific Partnership Agreement, os objetivos oficialmente declarados do TPP são “promover o crescimento econômico; apoiar a criação e manutenção de postos de trabalho; reforçar a inovação, a produtividade e a competitividade; elevar os padrões de vida; reduzir a pobreza em nossos países; e promover a transparência, a boa governança e proteção ambiental”.

Contando com as negociações massivas do governo do Japão e do então presidente dos EUA, Barack Obama, o TPP foi criado em cinco de outubro de 2015, após dez anos de conversações, que resultaram na união de 12 países. Mas conforme análises de especialistas feitas na época, o acordo de livre comércio, na verdade, visa conter o avanço econômico da China, que não faz parte do Tratado Transpacífico. Depois de quase um ano e meio, o TPP não foi implementado ainda e agora corre o risco de não sair do papel, após a saída dos norte-americanos.

AGRONEGÓCIO

Presidente da Associação de Comércio Exterior do Brasil (AEB), José Augusto de Castro concorda que o país pode se beneficiar com o recente decreto do novo governo norte-americano.

“A saída dos EUA do Tratado Transpacífico pode gerar benefícios para o agronegócio brasileiro, que deixará de perder mercado para as commodities norte-americanas, que entrariam nos 11 países signatários, com tarifas diferenciadas ou até mesmo sem tarifas”, comenta Castro, em entrevista à equipe SNA/RJ.

Ele ainda destaca que brasileiros e norte-americanos disputam a venda de produtos do agro para os países do Tratado Transpacífico: “Com o TPP, os EUA criariam uma reserva de mercado para seus produtos e passariam a ter quase um monopólio nas exportações para aqueles mercados. A revogação, portanto, fez com que o Brasil deixasse de perder os mercados que tem hoje”.

“Para aproveitarmos melhor essa oportunidade, são necessárias reformas estruturais para redução de custos e, assim, poder inserir nossos produtos no mercado internacional, de forma competitiva”, ressalta o presidente da AEB, José Augusto de Castro. Foto: Divulgação

“Para aproveitarmos melhor essa oportunidade, são necessárias reformas estruturais para redução de custos e, assim, poder inserir nossos produtos no mercado internacional, de forma competitiva”, avalia o presidente da AEB, José Augusto de Castro. Foto: Divulgação

Apesar do cenário parecer promissor, o presidente da AEB diz que o problema do Brasil são seus elevados custos produtivos, e não a falta de mercado externo.

“Para aproveitarmos melhor essa oportunidade, são necessárias reformas estruturais para redução de custos e, assim, poder inserir nossos produtos no mercado internacional, de forma competitiva”, ressalta Castro.

Em sua visão, por enquanto, as atuais cotações das commodities agropecuárias, a elevada produtividade do agronegócio brasileiro e o sacrifício na margem de lucro têm permitido superar a ineficiência de custos do Brasil. “Mas não podemos continuar dependendo de fatores fora de nosso controle”, alerta o presidente da AEB.

Fonte: SNA/RJ

 

BRASIL E ARGENTINA PLANEJAM APROXIMAÇÃO CONJUNTA COM A ALIANÇA DO PACÍFICO

Presidentes Maurício Macri, da Argentina, e Michel Temer no Palácio do Planalto

Brasil e Argentina pretendem criar condições para reforçar e expandir as relações comerciais com União Europeia, Japão, China, México e Estados Unidos. No encontro entre os presidentes dos dois países, Michel Temer e Maurício Macri destacaram também o interesse em avançar nas negociações com a Aliança do Pacífico. Segundo o presidente argentino, a ideia é aproveitar uma reunião de chanceleres prevista para março, ainda sem local definido, para aproximar o Mercosul da Aliança do Pacífico, uma iniciativa de integração regional idealizada por Chile, Colômbia, México e Peru.

“Temos de levar adiante negociações como as com a União Europeia, Japão, China, México, Estados Unidos e com a [Aliança] do Pacífico. Haverá uma reunião de chanceleres em março para discutir [as relações do] Mercosul com os países da Aliança do Pacifico”, disse Macri após assinar uma série de memorandos entre os dois países. O assunto foi abordado também durante a cerimônia de assinatura desses atos. Em seu discurso, Macri disse ter uma expectativa de que as parcerias resultem em um impulso histórico ao Mercosul e em um melhor posicionamento de Brasil e Argentina, não apenas no âmbito latino-americano. Segundo o argentino, 2017 será um “ano de inflexão positiva para o desenvolvimento dessa aliança estratégica e para o fortalecimento da relação do bloco com o mundo”.

Ampliação

O Mercosul será presidido no primeiro semestre deste ano pela Argentina e no segundo semestre pelo Brasil. Neste período, o objetivo dos dois países é integrar mais o bloco e ampliar as relações diplomáticas com outras regiões do mundo. “É tempo de ampliar o comércio, ampliar os investimentos, ampliar oportunidades para argentinos e brasileiros, já que a esta altura, não há tabus na relação Brasil – Argentina”, declarou Temer em discurso que antecedeu o tradicional almoço entre os chefes de Estado.

O presidente brasileiro destacou que a parceria ganha importância diante do contexto de “incertezas, do cenário internacional”. “No momento em que ganham forças tendências de desunião, isolamento e protecionismo, Argentina e Brasil respondem com mais aproximação, mais diálogo, mais comércio”, afirmou Temer, em referência à política protecionista empreendida pelo presidente norte-americano, Donald Trump.

Depois do discurso no Itamaraty, o presidente brasileiro entregou a Macri o colar da Ordem Nacional do Cruzeiro do Sul, a mais alta condecoração brasileira conferida a chefe de Estado estrangeiro. O presidente argentino também discursou seguindo o mesmo tom amistoso, chegou inclusive a brincar dizendo que a rivalidade entre Brasil e Argentina deve ficar restrita ao futebol. Estiveram no almoço no Itamaraty autoridades dos poderes Executivo, Legislativo e Judiciário, como o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes e os ex-presidentes da República, Fernando Collor e José Sarney, além de governadores e parlamentares.

Acordos

Esta é a primeira visita oficial de Mauricio Macri ao Brasil. Pela manhã, os dois chefes de estado se reuniram e assinaram acordos no Palácio do Planalto. Os memorandos de cooperação são nas áreas diplomática, comercial (inclusive de compras governamentais) e de segurança de fronteiras – o que inclui também a possibilidade de assistências em situações emergenciais e de cooperação em defesa civil nas regiões fronteiriças.

Também está prevista a cooperação entre agências de exportação e investimentos dos dois países. Um dos memorandos trata da parceria entre a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex) e a Agência Argentina de Investimentos e Comércio Internacional. Por meio dela, serão organizadas reuniões periódicas entre as duas agências; o intercâmbio de publicações e informações sobre os respectivos mercados; o estímulo à realização de missões comerciais entre os dois países; a assistência mútua à participação em feiras internacionais; e a promoção de contatos entre empresários para promover a colaboração comercial e industrial e a formação de sociedades mistas para atuar em terceiros países.

Macri e Temer assinaram também uma carta ao presidente do BID pedindo a realização de estudos sobre viabilidade de criação de uma agência para a convergência regulatória de Brasil e Argentina. Segundo Temer, essa cooperação regulatória ajudará a “tornar fluidos” os fluxos de comércio e de investimentos.

Para o presidente argentino, ao estabelecer critérios técnicos sanitários e fitossanitários, a agência a ser criada “fortalecerá a integração produtiva e abrirá mercados que permitam trabalho para brasileiros se argentinos”, disse ele. “Somos sócios e temos muitos a compartilhar e intercambiar. Queremos ser seus sócios. Em futebol queremos ganhar, mas nos outros [campos] queremos trabalhar juntos”, acrescentou.

O presidente argentino apontou também como prioridade o combate ao narcotráfico e ao crime organizado. Michel Temer ressaltou que a questão da segurança nas fronteiras “angustia” tanto o Brasil como seus vizinhos, e que, por isso, precisa ser adequadamente enfrentada.

Fonte: Ag. Brasil

 

CRESCEM 4,62% AS EXPORTAÇÕES DE CACHAÇA

Após encerrar o ano festejando o retorno da Cachaça ao SIMPLES NACIONAL, o Instituto Brasileiro da Cachaça – IBRAC inicia 2017 comemorando o aumento das exportações de Cachaça em 2016. Segundo dados divulgados pelo IBRAC, as exportações de Cachaça em 2016 cresceram 4,62% em valor e 7,87% em volume, totalizando US$ 13, 93 milhões e 8,3 milhões de litros.

Esse resultado positivo é um dos frutos do Projeto de Promoção às Exportações de Cachaça, “Cachaça: Taste the new, Taste Brasil”, (www.tastebrasil.com), desenvolvido em parceria pelo IBRAC e pela Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos
(Apex-Brasil).

Assinado em 2014, o Projeto teve investimentos de mais de R$ 1,3 milhão e contou com a participação de mais de 50 empresas, entre micro, pequenas e grandes empresas. Esses recursos foram investidos em ações de promoção da Cachaça nos Estados Unidos, Alemanha e México.

“A parceria e o apoio da Apex-Brasil têm sido fundamentais para o processo de consolidação, promoção e reconhecimento da Cachaça no mercado internacional”, explica Carlos Lima, Diretor Executivo do IBRAC.

Lima ainda ressalta que as empresas participantes do projeto foram responsáveis por mais de 60% do valor total exportado de Cachaça em 2016, e que a entidade está em fase final de elaboração de uma nova proposta de projeto a ser apresentado para a Agência.

Para o Gerente de Exportação da Apex-Brasil, Christiano Braga, a cachaça é um produto destilado tipicamente brasileiro e que tem tudo para alcançar status internacional. “A Cachaça é, cada vez mais, reconhecida internacionalmente. O objetivo desta parceria com o IBRAC é trabalhar para transformar este produto genuinamente nacional em um ícone internacional. Quanto maior a inserção das empresas nacionais no mercado externo, melhor será a reputação e o reconhecimento do nosso produto”, afirma.

Fonte: Apex-Brasil

 

09-02-2017

 

EXPORTAÇÕES AOS ÁRABES RENDERAM US$ 11,5 BILHÕES EM 2016

Houve recuo de 5% sobre 2015. Fatores como a queda no preço do petróleo e a menor safra de milho influenciaram o desempenho.

As exportações do Brasil aos países árabes em 2016 somaram US$ 11,47 bilhões, um recuo de 5,34% em relação a 2015. Volume embarcado foi de 35,91 milhões de toneladas, uma queda de 18,69% na mesma comparação. Os números são do Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC), organizados pela Câmara de Comércio Árabe Brasileira.

“Houve queda no preço do petróleo, queda da safra de milho, uma baixa significativa do preço do frango e o preço da carne [bovina] ficou estável. Em 2016, houve a volta das exportações de carne para a Arábia saudita, porém, eles já tinham encontrado vários fornecedores [alternativos]”, explicou Michel Alaby, diretor-geral da Câmara Árabe, sobre os principais fatores que influenciaram a queda.

Alaby destaca, no entanto, que também houve pontos positivos no comércio entre o Brasil e os países árabes no último ano, como as vendas de US$ 8,627 bilhões em alimentos e cereais para a região, o que representou 12,4% do valor exportado pelo Brasil ao mundo. Em 2015, essa participação foi de 12%.

O executivo apontou que nações árabes como as Ilhas Comores e o Iêmen, que tinham pouca participação nas vendas externas do Brasil, aumentaram suas importações de produtos daqui. As exportações para as Ilhas Comores, na África, por exemplo, subiram 37,38% em volume e 119,97% em receita. Para o Iêmen, o aumento foi de 63,51% em volume e 79,15% em receita.

“Um fator positivo foi o aumento do preço do açúcar. Comores e Iêmen cresceram em suas importações por causa do açúcar”, disse. As importações do Djibuti, outro país árabe da África, “cresceram consideravelmente”, indicou Alaby. O volume de vendas do Brasil para lá aumentou mais de 1000% no último ano, enquanto as receitas cresceram 531%. O Iraque também comprou mais do Brasil ano passado, principalmente carne bovina e açúcar.

Importações

As importações de produtos árabes pelo Brasil ficaram em 15,9 milhões de toneladas em 2016, uma queda de 1,1% em volume. Em receita, as compras externas somaram US$ 5,24 bilhões, um recuo de 35,21% sobre 2015.

Os combustíveis tiveram a maior redução nas compras brasileiras, com queda de 12,2% em quantidade e 35,21% em dólares.

A compra de adubos, no entanto, que figura em segundo lugar na lista de produtos que o Brasil mais importa dos árabes, cresceu. Em 2016, o Brasil importou 4,95 milhões de toneladas de fertilizantes (+37,43%), com receita de US$ 1,31 bilhão (+6%).

No geral, o ano de 2016 fechou com um saldo comercial favorável ao Brasil de US$6,234 bilhões, 25% a mais que em 2015.

Para 2017, Alaby tem expectativas positivas. O diretor-geral da Câmara Árabe espera que fatores como a recuperação do preço do petróleo, a necessidade de o Brasil expandir seus mercados externos e de os árabes recomporem seus estoques de alimentos torne 2017 “um ano mais promissor de comércio com os países árabes”.

“Podemos ter uma melhoria substancial a partir de março, com a entrada das safras. As estimativas indicam que os preços das commodities continuarão estáveis, com uma tendência de crescimento, ao contrário do ano passado”, completou.

Fonte: Anba

 

MERCOSUL E EFTA CONCLUEM NEGOCIAÇÕES PRELIMINARES PARA ACORDO DE LIVRE COMÉRCIO

Bloco é formado por Suíça, Noruega, Islândia e Liechtenstein

O Mercosul e a Associação Europeia de Livre Comércio (EFTA), bloco formado por quatro países europeus – Suíça, Noruega, Islândia e Liechtenstein, concluíram com sucesso o diálogo exploratório e as negociações preliminares para um acordo de livre comércio.

“No Brasil, estamos promovendo uma atualização significativa da nossa política econômica e comercial, com vistas a assegurar uma inserção competitiva do país na economia global. Ao lado dos demais membros do Mercosul, procuramos novos parceiros para aumentar, diversificar e melhorar nossas relações comerciais, a fim de contribuir para o crescimento e a estabilidade da economia brasileira. A pronta aprovação de um mandato para negociar com a EFTA, pelo Grupo do Mercado Comum do Mercosul, é uma clara indicação da alta prioridade que todos nós do Mercosul atribuímos a essas negociações”, afirmou o ministro.

Os maiores ganhos para o Brasil com a conclusão do acordo concentram-se nos bens básicos. Em relação aos bens industriais, os setores mais beneficiados serão os de químicos orgânicos, vestuário e calçados, produtos de cerâmica e madeira.

Com o acordo, o Brasil poderá obter insumos mais baratos para produção de bens industriais, aumentando a competitividade de seus produtos. Além disso, a EFTA possui posição relevante no comércio internacional de bens, sendo que a Suíça é o 11º no ranking da OMC dos principais importadores em 2015 (participação de 1,9% das importações mundiais), e a Noruega é 24º nesse ranking (0,6% das importações mundiais).

Além da redução tarifária, o possível acordo incluirá disciplina sobre barreiras não tarifárias, ajudando exportadores brasileiros que eventualmente enfrentem essas barreiras naquele mercado.

Intercâmbio comercial

Em 2016, as exportações brasileiras para a EFTA totalizaram US$ 2,4 bilhões (participação de 1,3%), sendo que os produtos manufaturados representaram 64,9%, os semimanufaturados 25,9% e os básicos 9%. Os principais produtos exportados pelo Brasil foram plataformas de perfuração ou exploração (32,6%), óxidos e hidróxidos de alumínio (24,3%), soja em grãos (4,0%), ouro em formas semimanufaturadas (3,7%) e café em grãos (1,9%).

Por sua vez, as importações foram de US$ 2,4 bilhões (participação de 1,8%), sendo que a pauta ficou assim distribuída: 5,8% de produtos básicos, 1,8% de semimanufaturados e 92,4% de manufaturados. Entre os produtos importados da EFTA, destacam-se os seguintes itens: medicamentos para medicina humana e veterinária (21,5%), compostos de funções nitrogenadas (13,0%), compostos heterocíclicos (6,5%), óleos combustíveis (6,4%), adubos e fertilizantes com nitrogênio e fósforo e potássio (4,4%).

Em 2016, as exportações da EFTA totalizaram US$ 400 bilhões, sendo que 0,8% dessas exportações destinaram-se ao Brasil. Por sua vez, as importações da associação foram de US$ 333,4 bilhões nesse ano, sendo que 0,9% dessas importações originaram-se no Brasil.

Relativamente aos dados econômicos da EFTA em 2015, seu PIB total foi US$ 1.069 bilhões, equivalendo a uma renda per capita de US$ 77.601, dada uma população de 13,8 milhões de habitantes.

“Além desta negociação com a EFTA, o Mercosul está negociando um acordo de livre comércio com a União Europeia. Estamos também em processo de expansão e aprofundamento do nosso acordo comercial preferencial com a Índia e iniciamos as negociações do ALC com o Líbano e a Tunísia. Também estamos envolvidos em diálogos comerciais, alguns dos quais também passaram para a fase exploratória, com Canadá, Japão e Coréia”, afirmou Marcos Pereira.

Fonte: MDIC

 

ACORDO ENTRE MERCOSUL E BLOCO DE PAÍSES EUROPEUS PODE BENEFICIAR 322 PRODUTOS BRASILEIROS

A Confederação Nacional da Indústria identificou oportunidades para as exportações nacionais no contexto das negociações com a Associação Europeia de Livre Comércio (conhecida pela sigla em inglês EFTA)

O acordo dará acesso a um mercado cujas importações somaram US$ 294 bilhões em 2016
O lançamento oficial das negociações entre o Mercosul e a Associação Europeia de Livre Comércio (EFTA) pode criar oportunidades para a exportação de 322 produtos nacionais, segundo levantamento da Confederação Nacional da Indústria (CNI). A instituição também identificou que um acordo com o bloco europeu, fora da União Europeia, dará acesso a um amplo mercado consumidor, cujas importações somaram US$ 294 bilhões no ano passado, e a um mercado de compras governamentais de US$ 85 bilhões.

O EFTA é formado por Suíça, Noruega, Islândia e Liechtenstein, tem população de alta renda, desemprego abaixo de 5%. Apesar do elevado volume de compras, o Brasil exportou apenas US$ 2,5 bilhões para o bloco no ano passado, representando o 11º destino das vendas brasileiras.

“É um mercado importador muito importante para a indústria brasileira. O governo terminou o diálogo exploratório com o EFTA, etapa inicial para um acordo comercial, e verificou que não há confrontos de interesses, mas há oportunidades. Acredito que seja possível negociar um acordo com o EFTA ao mesmo tempo em que concluímos as negociações com a União Europeia”, avalia o diretor de Desenvolvimento Industrial da CNI, Carlos Eduardo Abijaodi. Mercosul e UE estão em negociação desde 1995.

O acordo com o EFTA pode se tornar o primeiro acordo do Brasil com países desenvolvidos. A CNI avalia que as negociações devem andar de forma mais acelerada, pois o EFTA já possui acordos de livre comércio com 27 parceiros, entre eles países como Chile, Colômbia, México e Peru, na América Latina. O bloco ainda negocia outros 10 acordos, como com a Índia, Rússia e Vietnã.

FIM DAS TARIFAS – Segundo a CNI, os acordos de livre comércio do EFTA oferecem de início a eliminação total de suas tarifas de importação para todos os produtos industrializados, considerando que as economias do bloco europeu possuem uma base industrial desenvolvida e diversificada. “Para o Mercosul, é importante negociarmos barreiras técnicas, fitossanitárias e sanitárias, além de picos tarifários em determinados produtos, pois as tarifas já são baixas. Seguramente, o acordo vai estimular os investimentos no Brasil”, diz Abijaodi.

O EFTA impõe o livre comércio para peixes e outros produtos marinhos em troca da redução das tarifas, pois o setor de pesca tem grande relevância na Islândia e na Noruega. Os acordos do EFTA se baseiam na OMC, mas incluem temas novos para o Brasil como, por exemplo, compras governamentais, comércio de serviços, propriedade intelectual, compras públicas, barreiras técnicas e barreiras sanitárias e fitossanitárias. Atualmente, o Brasil só assinou um acordo incluindo esses temas. Negociado no ano passado, o acordo com o Peru aguarda aprovação do Congresso Nacional.

Embora estejam dentro de um bloco, os quatro países negociam de forma separada. Veja quais são as oportunidades nas duas maiores economias do EFTA:

OPORTUNIDADES NA SUÍÇA – Um acordo entre Mercosul-EFTA abre oportunidade para 46 produtos industriais brasileiros já vendidos para a Suíça, como suco de laranja, produtos laminados, metais, produtos de carne, embarcações e aeronaves. Este grupo de produtos paga tarifas específicas, que reduzem bastante a competividade exportadora.

Além disso, há outros 236 com exportação insignificante para o país que podem ganhar espaço. Entre eles estão: veículos automotores, produtos farmacêuticos, máquinas e equipamentos, produtos químicos, extração de minerais não-metálicos, produtos alimentícios, fumo, têxteis, confecção de artigos do vestuário, acessórios de couros, calçados, madeira, papel e celulose, derivados do petróleo e biocombustíveis.

OPORTUNIDADES NA NORUEGA – A presença dos produtos industriais brasileiros no mercado norueguês é pouco significativa e chega a menos de 1%. Desta forma, uma redução de impostos de importação e barreiras não-tarifárias poderá aumentar as exportações de 26 produtos, que já têm presença na Noruega, e de outros 233 que ainda não entram no país. Os setores potencialmente beneficiados são: veículos automotores, metalurgia, produtos químicos, produtos alimentícios, motores, bombas, compressores e equipamentos de transmissão, máquinas e equipamentos de uso na extração mineral e na construção; tratores, máquinas e equipamentos para a agricultura e pecuária; produtos químicos orgânicos e, em particular, resinas e elastômeros, entre os produtos químicos.

COMPRAS GOVERNAMENTAIS – Estudo da CNI mostra que o mercado de compras governamentais dos países do EFTA gira em torno de US$ 85 bilhões e nenhum dos países dá preferência aos produtos e fornecedores nacionais. “O bloco mantém postura relativamente flexível nas negociações, o que permitirá acomodar os interesses das empresas brasileiras”, explica o diretor da CNI Carlos Abijaodi.

Apesar do pequeno porte dos países do EFTA, seus mercados de compras públicas, em conjunto, superam em valor o de diversos países latino-americanos. Mesmo respeitando algumas sensibilidades brasileiras, há oportunidades interessantes de exportação em setores importantes da economia nacional.

Fonte: CNI de Notícias

 

BALANÇA COMERCIAL: EXPORTAÇÕES CRESCEM 16% EM JANEIRO

Até a terceira semana, aumentaram as exportações de manufaturados, semimanufaturados e básicos em relação ao mesmo período do ano passado.

Na terceira semana de janeiro de 2017, a balança comercial registrou superávit de US$ 1,058 bilhão, resultado de exportações no valor de US$ 3,837 bilhões e importações de US$ 2,779 bilhões. No mês, as exportações somam US$ 9,775 bilhões e as importações, US$ 8,377 bilhões, com saldo positivo de US$ 1,398 bilhão.

A média diária das exportações da terceira semana (US$ 767,4 milhões), ficou 29,2% acima da média até a segunda semana de janeiro (US$ 593,7 milhões), em razão do aumento nas vendas das três categorias de produtos: básicos (+60,7%), semimanufaturados (+8,4%) e manufaturados (+8,3%). Nas importações, houve retração de 0,7%, sobre igual período comparativo (média da terceira semana, US$ 555,8 milhões sobre média até a segunda semana, US$ 559,8 milhões), explicada, principalmente, pela queda nos gastos com adubos e fertilizantes, combustíveis e lubrificantes, bebidas e álcool, equipamentos eletroeletrônicos, aeronaves e peças.

Mês

Nas exportações, comparadas as médias até a terceira semana de janeiro (US$ 651,6 milhões) com a de janeiro de 2016 (US$ 561,9 milhões), houve crescimento de 16%, em razão do aumento nas vendas das três categorias de produtos: semimanufaturados (+28,6%, por conta de açúcar em bruto, semimanufaturados de ferro e aço, ferro-ligas, celulose, óleo de dendê, madeira serrada ou fendida), básicos (+24,1%, em função, principalmente, de minério de ferro, petróleo em bruto, soja em grão, farelo de soja, carnes suína, bovina e de frango) e manufaturados (+2,5%, causado, principalmente, por veículos de carga, óleos combustíveis, açúcar refinado, suco de laranja não congelado, produtos laminados planos de ferro e aço). Em relação a dezembro de 2016, houve retração de 10,1%, em virtude das quedas nas vendas de produtos manufaturados (-30%), e semimanufaturados (-1,3%), enquanto que cresceram as vendas de produtos básicos (+9,7%)

Nas importações, a média diária até a terceira semana de janeiro deste ano (US$ 558,4 milhões), ficou 8,2% acima da média de janeiro do ano passado (US$ 516,1 milhões). Neste comparativo, cresceram os gastos, principalmente, com adubos e fertilizantes (+99,7%), cereais e produtos da indústria da moagem (+98,9%), combustíveis e lubrificantes (+48,6%), equipamentos elétricos e eletrônicos (+40,2%), veículos automóveis e partes (+15,3%). Na comparação com dezembro de 2016, houve crescimento de 6,6%, pelos aumentos dos embarques de equipamentos elétricos e eletrônicos (+25,6%), plásticos e obras (+18,2%), químicos orgânicos/inorgânicos (+11,0%), combustíveis e lubrificantes (+7,3%) e equipamentos mecânicos (+4,9%).

Fonte: MDIC

 

“BRAZIL. THE COFFEE NATION” EXPORTA US$ 1,57 BILHÃO EM 2016

As empresas que integram o projeto setorial desenvolvido pela BSCA em parceria com a Apex-Brasil embarcaram o produto para 78 países no ano passado, com a receita crescendo 152,4% ante 2015

As exportações das empresas brasileiras que integram o “Brazil. The Coffee Nation”, projeto setorial realizado pela Associação Brasileira de Cafés Especiais (BSCA) em parceria com a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil), renderam ao País uma receita de US$ 1,57 bilhão em 2016, recorde histórico anual que implicou substancial alta de 152,4% na comparação com os US$ 622 milhões registrados no ano anterior.

O projeto é composto por 177 empresas nacionais, das quais, no ano passado, 55 exportaram para 78 países. O principal comprador dos cafés brasileiros comercializados através do “Brazil. The Coffee Nation”, em 2016, foram os Estados Unidos, que investiram US$ 388,2 milhões na aquisição do produto. Na sequência, vieram Alemanha (US$ 271,4 milhões), Bélgica (US$ 146,7 milhões), Japão (US$ 129,3 milhões) e Itália (US$ 99,2 milhões).

Para o gestor do “Brazil. The Coffee Nation” na Apex-Brasil, Claudio Borges, é gratificante colher bons frutos desse trabalho conjunto com a BSCA. “Tenho a grande satisfação de ver recompensado mais um ano do árduo trabalho, que tem início na lida do campo e se completa na satisfação dos consumidores e na sofisticação das cafeterias, que se multiplicam mundo afora. Ao longo de toda essa cadeia de ações, dois fatores unem todos os que dela participam: o amor pelo café e a busca incessante da qualidade que agrega valor ao produto”, destaca.

A diretora da BSCA, Vanusia Nogueira, que é a gestora do “Brazil. The Coffee Nation” pela Associação, explica que resultados como o obtido em 2016 trazem, ao mesmo tempo, um sentido de dever cumprido e de mais responsabilidade junto a todos os parceiros. “Seguiremos buscando aperfeiçoar nossas ações, trazendo cada vez mais retorno ao investimento realizado através do projeto BSCA/Apex-Brasil e pelos empresários do setor de café”, diz.

SOBRE O PROJETO SETORIAL

O “Brazil. The Coffee Nation”, desenvolvido em parceria pela BSCA e pela Apex-Brasil, tem como foco a promoção comercial dos cafés especiais brasileiros no mercado externo. O objetivo é reforçar a imagem dos produtos nacionais em todo o mundo e posicionar o Brasil como fornecedor de alta qualidade, com utilização de tecnologia de ponta decorrente de pesquisas realizadas no País. O projeto visa, ainda, a expor os processos exclusivos de certificação e rastreabilidade adotados na produção nacional de cafés especiais, evidenciando sua responsabilidade socioambiental e incorporando vantagem competitiva aos produtos brasileiros.

Iniciado em 2008, a vigência do atual projeto se dá entre maio de 2016 ao mesmo mês de 2018 e os mercados-alvo são: (i) EUA, Canadá, Japão, Coreia do Sul, China/Taiwan, Reino Unido, Alemanha e Austrália para os cafés crus especiais; e (ii) EUA, China, Alemanha e Emirados Árabes Unidos para os produtos da indústria de torrefação e moagem. As empresas que ainda não fazem parte do projeto podem obter mais informações diretamente com a BSCA, através dos telefones (35) 3212-4705 / (35) 3212-6302 ou do e-mail exec@bsca.com.br.

Fonte:  Apex-Brasil

 

Brasil quer elevar exportações ao México

O governo brasileiro se movimenta para aproveitar possíveis oportunidades no comércio internacional de commodities, após a chegada de Donald Trump à presidência dos Estados Unidos. Um dos alvos é o México, que compra anualmente cerca de US$ 30 bilhões em alimentos dos EUA. Segundo o ministro da Agricultura, Blairo Maggi, o Brasil está se preparando para exportar carne processada, soja e milho ao país.

Com receio de que o fornecimento de alimentos pelos EUA seja prejudicado pela discórdia, entre os países em torno do tema da imigração, o México se aproximou do Brasil nos últimos meses. “Na viagem que fiz em janeiro à Europa, havia lá 80 ministros de Estado da Agricultura. Falei com 17 deles. Muitos têm preocupações relacionadas aos EUA”, afirmou Blairo, em entrevista ao Broadcast Agro, sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado. Blairo disse que já tinha se encontrado antes com o ministro José Eduardo Calzada, em dezembro, em Cancún, quando o mexicano sinalizou interesse em ampliar o diálogo. Eles se encontrarão de novo nos dias 20 e 21, em São Paulo, para debater sobre o agronegócio.

De acordo com Blairo, já há representantes do país verificando os frigoríficos brasileiros para a compra de carne processada. Uma das vantagens do Brasil, segundo o ministro, é que as negociações com o México não partirão do zero. “Já temos há alguns anos um protocolo comercial, que nunca evoluiu porque o México não queria. Agora, eles querem e precisam. E no comércio, quando dois países querem, as coisas andam bem”, afirmou o ministro.

Além da carne processada, os mexicanos estão interessados na soja e no milho produzidos no Brasil. Este ano, a safra projetada é de 215,3 milhões de toneladas de grãos – um recorde histórico, conforme os números da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). No caso da soja, serão 103,8 milhões de toneladas, outro recorde.

“Não sei mais quem os EUA estão incomodando com tanta força. Mas a União Europeia, que é um grande parceiro, também está intranquila. O bloco tem um comércio muito grande com os EUA. O importante é estar atento”, disseBlairo.

Açúcar e café. De olho no mercado europeu, o Brasil também fez uma proposta formal à Argentina para incluir o açúcar na pauta de produtos do Mercosul. Assim, será possível negociar a venda à União Europeia em condições mais vantajosas. O problema é que a Argentina, que também é produtora, teme que o açúcar brasileiro, mais competitivo, invada suas fronteiras.

Segundo Blairo, foi proposto à Argentina uma blindagem contra o açúcar brasileiro, que inclui o estabelecimento de limites para exportação ao país vizinho e taxação de 35% – a alíquota máxima permitida no Mercosul. “O que o Brasil quer é o apoio da Argentina, e não o mercado do país”, afirmou. O ministro disse ainda que o tema foi colocado na reunião com o presidente argentino, Maurício Macri, que esteve no Brasil esta semana.

Além disso, Maggi confirmou que a importação do café do tipo conilon – usado na indústria brasileira – deve ser anunciada amanhã. Será importada 1 milhão de sacas de café.

Fonte: Estadão

 

07-02-2017

 

Exportações brasileiras devem aumentar 8,6% este ano

Em 2016 o Brasil exportou para a Argentina 4,4% a mais que no ano anterior, o que contribui para um superávit de US$ 4,3 bilhões, saldo bem maior que os US$ 2,5 bilhões do ano anterior. Para este ano a expectativa é que a exportação continue aumentando, com recuperação da corrente de comércio, embora sem grande ganho no saldo comercial.

Projeções da Associação de Comércio Exterior do Brasil (AEB) apontam para uma alta de 8,6% nos embarques brasileiros ao país vizinho, ainda mantida principalmente pela venda de veículos e baseada na expectativa de crescimento da economia argentina. As importações brasileiras de produtos argentinos devem crescer 9%, o que daria origem a um superávit a favor do Brasil de US$ 4,7 bilhões este ano, avalia José Augusto de Castro, presidente da AEB.

Segundo analistas, a visita do presidente argentino Mauricio Macri ao Brasil pode colocar à mesa a questão das licenças de importações, pelo lado brasileiro, e os saldos comerciais, pelo lado argentino. Castro lembra que, pela ótica argentina, a balança com o Brasil teve déficit de US$ 4,3 bilhões no ano passado. "É um valor representativo levando em consideração que o superávit argentino foi de US$ 2,13 bilhões em 2016." Essa é uma questão importante para as relações bilaterais, diz ele, num momento em que o Brasil tem interesse em avançar num acordo comercial do Mercosul com a União Europeia.

O que também precisa ser alvo de atenção no médio e no longo prazos, alerta o economista Fabio Silveira, sócio da MacroSector, é o efeito do governo do presidente americano Donald Trump nas relações bilaterais do Brasil com os argentinos e com os demais países da América Latina.

No ano passado, enquanto as importações argentinas de produtos brasileiros avançaram 4,4%, os desembarques argentinos de produtos chineses caiu 11%. Em 2015 o movimento foi inverso. A compra pela Argentina de produtos brasileiros caiu 8% contra 2014 e a de produtos chineses cresceu 10%.

O desempenho dos embarques brasileiros no ano passado é creditado a uma taxa de câmbio mais favorável à exportação e também à relativa normalização dos processos de desembarque pela Argentina. Mas o quadro de 2016, diz Silveira, não é necessariamente sustentável.

Ele lembra que ao ter alguns portas fechadas nos Estados Unidos, a China irá olhar com mais atenção para a América Latina como um todo, para elevar financiamento de dívidas e de investimentos, o que naturalmente deve atrair a compra de produtos do país asiático e dificultar a concorrência para os manufaturados brasileiros.

Fonte: Valor

 

Porto Hedland diz que clima corta exportações de minério para China em janeiro

SYDNEY - As interrupções no transporte marítimo provocadas por uma tempestade cortaram os embarques de minério de ferro para a China, a partir do terminal australiano de Port Hedland, em janeiro, em 7,8 por cento em relação ao mês anterior.

O porto, usado pela BHP Billiton (BHP.AX: Cotações) e pela Fortescue Metals Group (FMG.AX: Cotações), viu as exportações para a China caírem para 34,5 milhões de toneladas, ante 37,4 milhões de toneladas em dezembro, após uma tempestade varrer o distrito de minério de ferro Pilbara em 27 de janeiro, desencadeando uma limpeza de emergência de navios em pouco menos de 18 horas.

As remessas globais do maior terminal de exportação de minério de ferro do mundo caíram para 40,3 milhões de toneladas em janeiro, contra 43,9 milhões de toneladas em dezembro, segundo a Autoridade de Portos de Pilbara.

O transporte também foi suspenso por 38 horas no porto de Dampier, usado pela Rio Tinto (RIO.AX: Cotações) (RIO.L: Cotações) para o transporte de minério de ferro, disse o porto.

O minério de ferro foi uma das commodities com melhor desempenho em 2016, desafiando as previsões dos analistas para uma correção devido à oferta abundante e uma esperada queda na demanda da China, maior consumidor do mundo.

Fonte: Reuters

 

Políticas de Trump já abrem oportunidades para agronegócio do Brasil, diz Blairo

SÃO PAULO - As políticas protecionistas que estão sendo implementadas pelo novo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, já estão abrindo espaço para negociações do Brasil com novos compradores de produtos do agronegócio, como o México, disse nesta segunda-feira o ministro da Agricultura, Blairo Maggi.

"Com a movimentação política que o presidente Trump está fazendo, algumas coisas serão alteradas... Já estamos (Brasil) tendo oportunidades, abrindo negociações com vários países que não queriam ou não podiam conversar com o Brasil", disse o ministro em um evento em São Paulo, destacando que uma rodada de negócios com empresários mexicanos está agendada para dia 20 de fevereiro, com possível incremento no comércio de soja, carne bovina e carne suína.

Fonte: Reuters

 

03-02-2017

 

Commodities puxam exportações em janeiro

A balança comercial registrou superávit de US$ 2,725 bilhões em janeiro, resultado de exportações que alcançaram US$ 14,911 bilhões e importações de US$ 12,187 bilhões.
O desempenho de janeiro é o melhor para o mês desde 2006, quando a balança registrou superávit de US$ 2,835 bilhões, segundo o Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (Mdic). Em janeiro do ano passado o saldo comercial ficou em US$ 915 milhões.
Em janeiro, segundo o Mdic, as exportações cresceram 20,6% sobre igual mês de 2016, pela média diária. Em relação a dezembro, houve uma retração de 6,5%. No caso das importações, houve aumento de 7,3% sobre janeiro de 2016 e de 5,7% sobre dezembro, também pela média diária.

Segundo o diretor de Estatística e Apoio à Exportação do Mdic, Herlon Brandão, a taxa de crescimento das exportações em janeiro é a maior desde 2011. Em janeiro de 2011, as exportações subiram 28,2%. Segundo ele, o governo mantém previsão de fechar 2017 com saldo próximo ao do ano passado, de US$ 47,7 bilhões.

Para analistas, contribuíram para a alta das exportações em janeiro a antecipação do embarque de soja, a elevação na venda de carros e material de transporte, principalmente para a Argentina, e a alta de preços de commodities.

O valor embarcado de minério de ferro cresceu 124,5% em janeiro, puxado principalmente pelos preços, que subiram 113,8%. A exportação de petróleo também quase dobrou, com elevação de 97,7%, como resultado de 53,3% de alta nos preços e de 29% de volume de embarque. Os dois produtos, diz José Augusto de Castro, presidente da Associação de Comércio Exterior do Brasil (AEB), são emblemáticos da recuperação de preços de commodities, que beneficiou as exportações como um todo.

Ainda nos básicos, o embarque da soja em grão, um dos principais itens da pauta de exportação brasileira, aumentou 124,7%. A alta, diz Castro, foi provocada pela antecipação de embarques. Com a supersafra do grão no Brasil e na Argentina, a expectativa é de queda de preços, o que tende a acelerar os embarques, explica ele.

Nos manufaturados, destaca-se a venda de automóveis de passageiros, com alta de 34,5% contra janeiro de 2016, sempre no critério da média diária. Rafael Cagnin, economista do Instituto de Estudos para o Desenvolvimento Industrial (Iedi), destaca que não só os automóveis de passageiros como outros itens de transporte, como veículos de carga e tratores, têm contribuído positivamente para a elevação de exportações. Em janeiro, esses itens ajudaram no crescimento de 7,4% na exportação de manufaturados.
A elevação da exportação é resultado, ressalta Cagnin, do esforço do setor para ocupar a capacidade ociosa, assim como a elevação da produção industrial de bens de consumo duráveis. "Embora esse aumento nem de perto seja suficiente para recompor as perdas do mercado doméstico." Ele lembra que os embarques do setor são principalmente intracompanhia, o que torna essas operações menos suscetíveis aos efeitos da oscilação do dólar.

A exportação de bens da indústria automobilística e dos industrializados que são beneficiados pela recuperação de preços de commodities, diz Cagnin, têm um efeito "que não é desprezível" para a contribuição positiva do setor externo na economia. "Mas essa contribuição poderia ser maior sem a valorização mais recente da taxa de câmbio e as questões estruturais de competitividade."

Em boletim, a Rosenberg Associados destaca a "surpresa" com a alta das exportações totais em janeiro disseminada por todas as classes de produtos, mas pondera que há também influência da baixa base de comparação. As importações, destaca o boletim, tiveram em janeiro a segunda alta mensal seguida, na comparação com mesmo mês do ano anterior, após 26 meses consecutivos de queda, no mesmo critério de comparação.
"Essa incipiente recuperação das importações é um bom sinal que a atividade doméstica pode estar em um melhor patamar que em janeiro de 2016. A apreciação cambial verificada nos últimos meses também atua no sentido de aumentar as importações", avalia a consultoria.
A queda dos desembarques, lembra Cagnin, do Iedi, vinha se desacelerando e apontava para a saída das variações negativas desde o segundo semestre de 2016, o que é confirmado pelo dado de janeiro, com alta de 7,3% nas compras totais do exterior. "As importações chegam à soleira da porta trazendo o impacto concorrencial", avalia. Para Cagnin, parte da elevação de importação de bens de consumo e de intermediários acontece pela reversão do processo de substituição de importação que foi permitido em alguns segmentos pelo câmbio mais desvalorizado do início do ano passado.
Castro, da AEB, tem análise semelhante. Para ele, a importação de bens intermediários e de consumo é resultado mais do câmbio do que de melhora de demanda. Ao mesmo tempo, diz ele, a importação de bens de capital continua caindo, com recuo de 40,1% em janeiro, refletindo ainda baixa intenção de investimento e de confiança para expandir produção.
Brandão, do Mdic, pondera que a queda na importação de bens de capital deve levar em conta que em janeiro de 2016 foi importada uma plataforma de petróleo de US$ 518 milhões, o que não ocorreu este ano. Além disso, diz, as compras de bens de capital são as últimas a reagir num cenário de recuperação econômica, já que há capacidade ociosa da indústria.
"Vai aumentar a produção e esse aumento de produção demanda insumo. Então, primeiro, crescem as compras de bens intermediários. Depois de uma sinalização de que o consumo continua crescendo, cresce a compra de bens de capital", avalia Brandão.
Fonte: Valor

 

Índia vai precisar importar açúcar para combater escassez, diz analista

NOVA DÉLHI - A Índia vai precisar importar açúcar na temporada 2016/17, uma vez que a produção do país deverá cair para entre 21 milhões e 22 milhões de toneladas, disse o analista James Fry, nesta quinta-feira.

O país asiático é o maior consumidor global do adoçante, com uma demanda anual em torno de 25 milhões de toneladas.

"O Brasil vai ter açúcar suficiente para exportar porque o governo está tornando o etanol menos atrativo", disse Fry, presidente do conselho da consultoria em commodities LMC International, ao falar em uma conferência do setor.

As usinas de açúcar da Índia produziram 12,85 milhões de toneladas de açúcar entre 1° de outubro de 2016 e 31 de janeiro de 2017, cerca de 10 por cento a menos que no ano anterior, enquanto usinas nos principais Estados produtores fecharam as operações mais cedo devido à falta de cana-de-açúcar.

Fonte: Reuters

 

ENTREVISTA-Ministro da Agricultura vê debate acirrado para liberar importação de café

BRASÍLIA - O Ministério da Agricultura irá recomendar ao governo federal a liberação temporária de importação de café para abastecer torrefadoras que enfrentam uma crise de abastecimento, mas não garante que a medida será aprovada, por receber forte oposição de parlamentares ligados aos cafeicultores, disse o ministro Blairo Maggi à Reuters.

"Tecnicamente estamos bem embasados e eu estou convencido que isso (importação) deverá ser feito. Mas é um tema muito delicado para o Brasil. Raríssimas vezes o Brasil importou café e tem uma resistência muito forte por parte dos produtores, especialmente os do Espírito Santo, e os políticos do Espírito Santo estão mobilizados", disse Blairo. "É uma briga grande!"

Indústrias de café torrado, moído e solúvel têm enfrentado dificuldade nos últimos meses para adquirir café, principalmente da variedade robusta, após uma forte seca prejudicar a safra capixaba.

O Ministério da Agricultura fez recentemente um levantamento do atual estoque privado de café robusta.

"Os números que nós levantamos são números que recomendam uma importação para a manutenção da indústria brasileira, especialmente a de exportação", afirmou o ministro.

Contudo, ele relatou que foi chamado para discutir o assunto com o presidente Michel Temer, que pediu "muita calma".

"É uma decisão que, no momento que se tomar, ela vai criar arestas políticas", afirmou Blairo.

O ministro disse que a decisão será tomada no âmbito da Câmara de Comércio Exterior (Camex), envolvendo Casal Civil, ministérios da Fazenda, Relações Exteriores e Indústria e Comércio Exterior, além do próprio ministério da Agricultura.

"A decisão que sairia de lá eu não tenho como precisar", admitiu Blairo.

Fonte: Reuters

 

Investimentos externos no Brasil sofreram queda de US$ 15 bi

Investimentos externos no Brasil sofreram queda de US$ 15 biA ONU aponta que o Brasil sofreu uma contração de US$ 15 bilhões em investimentos entre 2015 e 2016, com multinacionais reduzindo suas apostas no País no ano passado por conta da recessão. Dados publicados nesta quarta-feira, 01, pela Conferência da ONU para Desenvolvimento e Comércio (Unctad) indicam que, depois de receber US$ 65 bilhões em investimentos externos em 2015, o Brasil acumulou US$ 50 bilhões em 2016. A queda, de 23%, foi uma das maiores do mundo.

Para 2017, uma recuperação no Brasil pode ser minada justamente por conta da incerteza gerada pelas novas políticas de Donald Trump, revisão em acordos comerciais e multinacionais que, diante do novo cenário, hesitariam em voltar a manter o fluxo de recursos para os emergentes.

O valor deixou o Brasil na sexta posição entre os principais destinos de multinacionais pelo mundo. O ranking foi liderado pelos EUA, com US$ 385 bilhões, seguido pelo Reino Unido com US$ 179 bilhões. A China aparece na terceira posição, somando US$ 139 bilhões. A lista dos primeiros colocados ainda se completa com Hong Kong com US$ 92 bilhões e Cingapura com US$ 50 bilhões. 

No mundo, a contração no fluxo de investimentos foi de 13%, totalizando US$ 1,52 trilhão. O grupo de países em desenvolvimento viram uma contração de 20% da entrada de capitais, para um total de US$ 600 bilhões. 

Mas um dos maiores tombos foi registrado no Brasil. A economia nacional sofreu ao mesmo tempo com a recessão - afastando empresas que estavam interessadas no mercado doméstico - e com a queda no preço das commodities, fazendo gigantes do setor de matéria prima adiar investimentos. 

Um dos aspectos mais importantes foi a queda na compra de ações de empresas brasileiras. O volume foi reduzido de US$ 49 bilhões para US$ 35 bilhões. O que chama a atenção também dos especialistas foi o tombo na abertura de novas fábricas por parte de multinacionais, passando de US$ 17 bilhões em 2015 para apenas US$ 11 bilhões, uma redução de 35%. 

Para 2017, A Unctad não garante uma expansão dos investimentos no Brasil. Se de um lado existe uma tendência ao aumento dos preços de commodities e, portanto, maior interesse por investir no País, a queda no consumo doméstico abortou planos de empresas de apostar no mercado brasileiro. 

"Os investimentos em toda a América Latina estavam em valores muito baixos e, portanto, não descartamos que possa haver um aumento", explicou James Zhan, diretor do Departamento de Investimentos da Unctad. "Mas não sabemos como esses investimentos vão poder compensar a queda em outros setores", disse.

Segundo ele, outra incerteza que ronda a América Latina é a eventual política comercial de Donald Trump, nos EUA. Um dos maiores investidores na região é o setor privado americano que, por sua vez, pode ser obrigado a manter seus recursos na economia dos EUA para não sofrer sobretaxas. 

Empresas do setor automotivo que tinham planos de investir no México foram obrigadas a repensar sua estratégia. O mesmo, portanto, pode ocorrer com o Brasil.

China - Zhan não descarta que o espaço deixado pelos americanos pode ser preenchido por empresas chinesas e europeias. De fato, as aquisições no Brasil subiram de 1 bilhão para US$ 8 bilhões entre 2015 e 2016. Mas praticamente graças a compras chinesas. 
A China Three Georges Corp investiu US$ 4 bilhões numa concessão de energia no Brasil e ainda gastou mais US$ 1 bilhão para ficar com os ativos brasileiros da empresa americana Duke Energy.

Ainda assim, a queda de fluxo ao Brasil afetou o total recebido pela América Latina. As mais de 30 economias da região acumularam, juntas, menos investimentos que individualmente foi aplicado por multinacionais China, EUA ou no Reino Unido. Com US$ 135 bilhões em 2016, a América Latina só conseguiu superar a África.

Para 2017, a previsão da ONU é de uma recuperação em 10% nos fluxos de investimentos no mundo, com um ano melhor para as economias emergentes e uma estabilização nos mercados ricos. Mas Zhan admite que "incertezas significativas" sobre o que ocorrerá com a política comercial dos EUA e as eleições em diversos mercados na Europa podem afetar qualquer cálculo. 

O principal impacto pode ser sentido justamente nos mercados emergentes, entre eles o Brasil. "Para economias emergentes, um período de incertezas nos investimentos dos países ricos pode minar a recuperação dos fluxos de investimentos a seus países", indicou a ONU.

Multinacionais estariam aguardando para entender o que Trump pretende fazer em termos de políticas de investimentos para tomar suas decisões. Outro fator que pode pesar seria uma retomada de um aumento das taxas de juros nos EUA, depois de uma década a níveis baixos. Para a ONU, tal medida significaria "uma mudança profunda na composição dos fluxos de capital, com implicações nas taxas de juros e nos sistemas financeiros pelo mundo, especialmente para economias em desenvolvimento". 

"O aumento do custo do capital pode minar investimentos por multinacionais que tenham assumido um nível de dívida elevado", disse.  No lado comerciais, o Brexit e a decisão de renegociar o Nafta e outros tratados também poderiam afetar. 

Fonte: Estadão

 

Exportações de petróleo do Brasil crescem mais de 40% em janeiro

As exportações de petróleo do Brasil em janeiro cresceram 42 por cento ante o mesmo mês do ano anterior, para 5,566 milhões de toneladas, mostraram dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) nesta quarta-feira, enquanto a produção da commodity no país registra recordes sucessivos.

A receita com as vendas externas, por sua vez, mais que dobrou, para 1,764 bilhão de dólares.
Fonte: Reuters

 

MDIC LANÇA CONSULTA PÚBLICA SOBRE NEGOCIAÇÕES COMERCIAIS COM JAPÃO E COREIA DO SUL

Participação do empresariado vai auxiliar o governo a construir as bases de eventuais acordos com estes mercados

O Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços lançou nesta quinta-feira consulta pública ao setor privado sobre negociações comerciais com Japão e Coreia do Sul. A consulta, com prazo de 60 dias, tem como objetivo mapear interesses em novos acordos comerciais a serem negociados entre Mercosul e Coreia do Sul, bem como Mercosul e Japão.

O MDIC quer conhecer o interesse do setor privado na abertura comercial do mercado brasileiro para cada um destes países, bem como no acesso de produtos brasileiros aos mercados da Coreia e Japão.

“O governo brasileiro está empenhado em ampliar a rede de acordos comerciais e por esse motivo lançamos uma consulta pública para ouvir nosso setor produtivo sobre o interesse a respeito de negociações comerciais com Japão e Coreia do Sul. A participação do empresariado vai nos auxiliar a construir as bases de eventuais acordos com estes mercados prioritários para o Brasil e o Mercosul”, disse o ministro Marcos Pereira.

Coreia do Sul

Mercosul e Coreia do Sul estabeleceram, em 2009, Grupo Consultivo para a Promoção de Comércio e Investimentos. Na II Reunião do mecanismo, em junho de 2016, as partes decidiram lançar Diálogo Exploratório.

O primeiro encontro do Diálogo Exploratório ocorreu nos dias 22 e 23 de novembro de 2016, em Buenos Aires, ocasião em que foi discutido documento geral que servirá de base para eventuais negociações comerciais. No momento, o governo brasileiro busca detalhar o posicionamento do setor privado brasileiro para o estabelecimento de negociações para concessões tarifárias mútuas.

Em 2016, as exportações brasileiras para a Coreia do Sul alcançaram a cifra de US$ 2,88 bilhões, e as importações, US$ 5,45 bilhões, com déficit de US$ 2,57 bilhões.

Japão

Em dezembro de 2012, em Montevidéu, foi estabelecido o Diálogo para o Fortalecimento das Relações Econômicas entre o Japão e o Mercosul. Desde então, foram realizadas três reuniões do mecanismo. Entre os objetivos do último encontro, realizado em maio de 2016, em Tóquio, esteve a identificação de possíveis ações para reforçar o relacionamento comercial entre as partes. Nesse sentido, o governo brasileiro busca detalhar o posicionamento do setor privado brasileiro para o estabelecimento de negociações para concessões tarifárias mútuas.

Em 2016, o Brasil exportou para o Japão o equivalente a US$ 4,6 bilhões. As importações chegaram a US$ 3,57 bilhões, com superávit de US$ 1,04 bilhão.

Como participar

As manifestações deverão ser formuladas em planilhas específicas disponibilizadas pelo MDIC no link (http://www.mdic.gov.br/comercio-exterior/negociacoes-internacionais/9-assuntos/categ-comercio-exterior/2287-consulta-publica-japao-e-coreia-do-sul) exclusivamente por associações ou entidades de classe, e enviadas ao endereço eletrônico consultas@mdic.gov.br. Empresas interessadas em contribuir para a consulta pública deverão entrar em contato diretamente com a associação ou entidade de classe a que sejam associadas ou que de alguma forma represente seu respectivo setor produtivo. No caso de dúvidas não esclarecidas na presente nota, favor encaminhar perguntas específicas ao email: consultas@mdic.gov.br.

A consulta trata principalmente de troca de concessões tarifárias em bens, que se traduz na oferta de reduções do imposto de importação pelo Mercosul (afeta importações do Brasil/interesses defensivos), bem como no pedido de reduções do imposto de importação pela Coreia e pelo Japão (afeta exportações do Brasil/interesses ofensivos). Portanto, cada país (Japão ou Coreia) possui seu respectivo arquivo com duas tabelas (abas), uma de oferta e outra de pedidos, totalizando quatro tabelas a serem preenchidas.

Na tabela de oferta brasileira, as associações ou entidades de classe deverão manifestar-se apenas em relação aos itens produzidos por seus associados, indicando, para cada item (linha tarifária), o período ideal de desgravação total tarifária de interesse. O período de desgravação tarifária indica em quantos anos a alíquota do imposto de importação daquele produto (item ou linha tarifária) será reduzida a zero. Os prazos indicados abaixo deverão ser respeitados no momento de preenchimento das tabelas (não serão consideradas respostas com prazos distintos dos indicados):

desgravação total imediata;

desgravação total em 4 (quatro) anos.

desgravação total em 8 (oito) anos.

desgravação total em 10 (dez) anos.

desgravação total em 12 (doze) anos.

desgravação total em 15 (quinze) anos;

Exclusão da referida negociação em caso de impossibilidade de concessão de qualquer preferência tarifária, com justificativa que embase o posicionamento.

A escolha pela exclusão do produto da oferta é considerada uma situação excepcional e deve ser acompanhada de justificativa por parte da entidade manifestante conforme opções pré-definidas na planilha de preenchimento disponibilizada pela SECEX/MDIC.

Ainda sobre a tabela de oferta brasileira, cumpre observar que a nomenclatura utilizada é a NCM, atualizada em 29/12/2016, conforme Resolução CAMEX nº 138/2016. Portanto, ao preencher a tabela, para garantir a precisão das manifestações, recomenda-se atenção à descrição dos produtos, a fim de evitar qualquer confusão em função de alterações ou atualizações de NCMs.

Na tabela de pedidos brasileiros, as associações ou entidades de classe deverão manifestar-se igualmente em relação aos itens produzidos por seus associados, indicando para cada item se há interesse na redução da alíquota do imposto de importação do país de destino (Japão ou Coreia). O pedido deverá ser manifestado na coluna intitulada “selecionar linhas de interesse”, colocando um “X” nas respectivas linhas tarifárias em que houver interesse ofensivo (acesso ao mercado estrangeiro). Os produtos indicados nesta tabela de pedidos comporão a lista brasileira de interesse exportador, ou seja, linhas tarifárias para as quais será pleiteada redução do imposto de importação até chegar a zero no país de destino das exportações do Brasil.

Vale ressaltar que as nomenclaturas utilizadas para as tabelas de pedidos correspondem às nomenclaturas oficiais da Coreia e do Japão. Assim, na tabela de pedidos do Japão, as classificações e descrições utilizadas são baseadas na nomenclatura oficial japonesa. Da mesma forma, para a tabela de pedidos da Coreia, as classificações e descrições utilizadas são baseadas na nomenclatura oficial coreana. Caso haja dúvida na correspondência com NCM, sugere-se que observem os 6 primeiros dígitos (Sistema Harmonizado) e as respectivas descrições dos produtos.

Além da vertente tarifária, que é a principal desta consulta, também há espaço para o setor privado manifestar-se sobre eventuais interesses relacionados a regras de origem ou barreiras não tarifárias, que deverão ser registrados na coluna “OBSERVAÇÕES”.

Por fim, ressalta-se que as contribuições enviadas em desconformidade com o formato estabelecido ou fora do prazo de sessenta dias, fixado na Circular SECEX nº 6/2017, não serão consideradas.

Fonte: MDIC

 

EXPORTAÇÕES DE FRANGO TÊM CRESCIMENTO DE 34%

As exportações de carne de frango do Brasil geraram receitas de US$ 604,9 milhões em janeiro. O valor é 34,1% maior que o obtido no mesmo mês de 2015. As informações foram divulgadas nesta quinta-feira (02) pela Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA).

Em volume, o Brasil embarcou 363,6 mil toneladas no último mês ao exterior, tanto de produtos in natura quanto processados. A quantidade exportada é superior em 14,8% aos embarques feitos no primeiro mês do último ano.

Segundo a ABPA, alguns países do Oriente Médio, Ásia e Europa ampliaram suas importações de produtos avícolas do Brasil no mês passado, o que, de acordo com a entidade, não é algo comum nesta época do ano.

“Iêmen e Catar foram os que mais cresceram e deram peso aos números”, apontou Francisco Turra, presidente-executivo da ABPA, sobre os países árabes que tiveram maior destaque nas importações de frango brasileiro. “Estes países foram uma surpresa positiva”, avaliou. Segundo o executivo, as compras feitas por Emirados Árabes Unidos e Arábia Saudita ficaram abaixo da média histórica do mês.

Turra atribui o aumento geral das exportações de frango em janeiro às medidas tomadas pelo Brasil para evitar a gripe aviária, o que, segundo ele, favoreceu as vendas nacionais de aves. “Captamos sobre os [países] que perderam com a gripe aviária”, disse.

Em reais, as exportações de janeiro renderam R$ 1,933 bilhão, 5,8% a mais que janeiro do ano passado. Para este ano, entre as ações de promoção comercial da ABPA no exterior está a participação da entidade e suas empresas parceiras na Gulfood, maior feira de alimentos do Oriente Médio, que ocorre em Dubai, nos Emirados Árabes Unidos, de 26 de fevereiro a 02 de março.

Fonte: Anba

 

02-02-2017

 

Balança tem superávit de US$2,725 bi em janeiro, melhor resultado para o mês desde 2006

BRASÍLIA - O Brasil teve superávit comercial de 2,725 bilhões de dólares em janeiro, melhor para o mês desde 2006, informou o Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC) nesta quarta-feira.

O dado veio acima do saldo positivo de 2,1 bilhões de dólares estimado por analistas em pesquisa Reuters. No primeiro mês do ano, as exportações somaram de 14,911 bilhões de dólares, enquanto as importações alcançaram 12,187 bilhões de dólares.

Fonte: Reuters

 

Exportações de petróleo do Brasil crescem mais de 40% em janeiro

RIO DE JANEIRO- As exportações de petróleo do Brasil em janeiro cresceram 42 por cento ante o mesmo mês do ano anterior, para 5,566 milhões de toneladas, mostraram dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) nesta quarta-feira, enquanto a produção da commodity no país registra recordes sucessivos.

A receita com as vendas externas, por sua vez, mais que dobrou, para 1,764 bilhão de dólares.

Fonte: Reuters

 

Brasil tem melhor superávit comercial para janeiro em 11 anos, a US$2,725 bi

SÃO PAULO/BRASÍLIA - O Brasil teve superávit comercial de 2,725 bilhões de dólares em janeiro, melhor resultado para o mês desde 2006, puxado pelo aumento maior das exportações, numa mudança de direção em relação à tendência vista nos dois últimos anos.

O dado veio acima do saldo positivo em 2,1 bilhões de dólares estimado por analistas em pesquisa Reuters.

No primeiro mês do ano, as exportações subiram 20,6 por cento ante igual período de 2016, pela média diária, a 14,911 bilhões de dólares, informou o Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC) nesta quarta-feira.

As importações avançaram 7,3 por cento na mesma base de comparação, a 12,187 bilhões de dólares.

Tanto em 2015 quanto em 2016, o superávit nas trocas comerciais foi obtido com ajuda da recessão econômica. Isso porque, com a atividade deprimida, as importações caíram em ritmo muito mais acentuado que as exportações.

Para 2017, a expectativa do MDIC é de saldo positivo semelhante ao de 2016, de 47,7 bilhões de dólares, mas com crescimento de exportações e importações na esteira da recuperação da economia brasileira, além de expansão do Produto Interno Bruto (PIB) global e melhoria no preço das commodities minerais.

DESTAQUES

Em janeiro, houve crescimento em todas as categorias exportadas pelo Brasil. O resultado positivo foi influenciado sobretudo pelo aumento da venda de produtos básicos. As exportações desse grupo somaram 6,787 bilhões de dólares, avanço de 30 por cento na comparação com janeiro de 2016.

As vendas de produtos semimanufaturados e dos manufaturados cresceram 27,5 por cento e 7,4 por cento, respectivamente.

Entre as importações, o principal avanço observado foi na categoria de bens intermediários, com alta de 22,8 por cento em janeiro deste ano ante o mesmo período do ano passado.

Também registraram avanço as importações de combustíveis e lubrificantes (15,8 por cento) e as de bens de consumo (2,8 por cento). As compras de bens de capital, no entanto, recuaram 40,1 por cento.

Fonte: Reuters

 

APEX-BRASIL E SEBRAE-SP SE UNEM PARA INCENTIVAR EXPORTAÇÕES

Entidades assinam nesta quinta-feira, dia 2, um protocolo de intenções para potencializar a venda de produtos de micro e pequenas empresas para o exterior

A Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil) e o Sebrae-SP a assinam nesta quinta-feira, dia 2, um protocolo de intenções para incentivar as exportações das micro e pequenas empresas do estado de São Paulo. As entidades se unem para potencializar o atendimento dos pequenos negócios por meio da aprendizagem mútua, complementando soluções para a promoção da cultura exportadora e internacionalização das empresas.

A partir da assinatura do protocolo, as entidades passarão a realizar atividades conjuntas, como cursos, consultorias, missões, eventos e palestras. Uma das primeiras atividades será na Arena de Negócios Internacionais na Feira do Empreendedor 2017, que será realizada de 18 a 21 de fevereiro no Anhembi, além da participação da Apex-Brasil nos seminários Caminhos para Exportação do Sebrae-SP. Os órgãos também vão atuar junto a micro e pequenas empresas paulistas que são potenciais exportadoras através da seleção e indicação de empresas para o Programa de Qualificação para Exportação da Apex-Brasil, o PEIEX.

Fonte: Apex-Brasil

 

01-02-2017

 

Fortescue vê alta na demanda por minério de ferro com busca por eficiência na China

SYDNEY - A aplicação de duras medidas da China contra a produção de aço ineficiente sustentará a demanda por importações de minério de ferro, avaliou a australiana Fortescue Metals Groups nesta terça-feira, mantendo sua projeção para embarques recordes neste ano em meio a uma recuperação nos preços.

As exportações para a China pela quarta maior mineradora de ferro do mundo caíram levemente no trimestre encerrado em 31 de dezembro, mostraram dados trimestrais de produção, mas ainda estão no caminho para se igualar ou até superar o ponto mais alto de seu guidance para 2016/17, de 165 milhões a 170 milhões de toneladas.

O minério de ferro foi uma das commodities com melhor performance em 2016, desafiando projeções de analistas para uma correção devido à oferta abundante e a uma esperada queda na demanda da China, maior comprador do mundo.

Um esforço de Pequim para acabar com usinas de aço altamente poluentes e de baixa eficiência, que utilizam sucata de aço ao invés de minério de ferro, irá ajudar mineradores, disse o presidente da Fortescue, Nev Power.

"Isso significa de 40 a 50 milhões de toneladas de minério de ferro", disse Power. "Estamos muito confiante que números substanciais serão substituídos por usinas integradas de aço."

Segundo algumas estimativas da indústria, a produção de mini usinas de aço poderia alcançar até 100 milhões de toneladas por ano, quase 10 por cento da capacidade total da China.

Fonte: Reuters

 

BRASIL E ARGENTINA REAFIRMAM PARCERIA ESTRATÉGICA PARA FORTALECER MERCOSUL E BUSCAR NOVOS MERCADOS

Parceria com o BID para facilitação de comércio terá investimento de US$ 250 mil

Após dois dias de trabalho, as delegações brasileira e argentina concluíram hoje a III Reunião da Comissão Bilateral de Produção e Comércio com uma série de propostas que têm como objetivo a eliminação dos obstáculos para o incremento do comércio entre Brasil e Argentina. O fortalecimento do Mercosul também foi considerado estratégico, de forma a tornar o bloco uma plataforma comercial de inserção dos dois países no mundo.

Sob a liderança do ministro da Indústria, Comércio Exterior e Serviços, Marcos Pereira; e do ministro da Produção da Argentina, Francisco Cabrera; os dois lados concordaram em ampliar o fluxo de comércio. Durante os encontros, Brasil e Argentina concordaram em priorizar as negociações em curso com a União Europeia e a Associação Europeia de Livre Comércio (EFTA), bem como estreitar laços comerciais com Japão, Canadá e os países da Bacia do Pacífico.

Aproveitando as presidências de Argentina e de Brasil em 2017 no Mercosul, e reconhecendo a liderança que os países exercem na região, Marcos Pereira e Francisco Cabrera ressaltaram durante as reuniões a oportunidade e responsabilidade de construir uma agenda pragmática que apresente resultados concretos e que possa fortalecer o bloco.

Cooperação técnica

Brasil e Argentina darão início, nas próximas semanas, a uma cooperação técnica com o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) para a execução de um plano de ação em facilitação de comércio, com investimento de US$ 250 mil.

A parceria terá os seguintes objetivos: mapear a eficiência e a transparência dos procedimentos em vigor no comércio bilateral; elaborar recomendações para facilitar, reduzir prazos e custos no fluxo comercial entre Brasil e Argentina; harmonizar o Portal Único de Comércio Exterior com a janela única de comércio exterior desenvolvida pela Argentina; e intensificar espaços de diálogo entre os governos e os setores privados.

Investimentos e compras públicas

Brasil e Argentina também demonstraram grande interesse em concluir as negociações do Protocolo de Cooperação e Facilitação de Investimentos (PCFI) com o Mercosul ainda durante este ano e possivelmente durante a Presidência argentina no bloco.

Concluir as negociações do Protocolo de Compras Públicas do Mercosul no mais curto tempo possível foi outro ponto acordado nas reuniões. Nesse sentido, a delegação argentina manifestou empenho em avançar com a negociação durante a Presidência do bloco e irá propor datas tentativas em abril e junho para as próximas reuniões do grupo de trabalho de compras governamentais do Mercosul.

As delegações também avaliaram oportunidades de cooperação em inovação, empreendedorismo e apoio a pequenas empresas. Brasil e Argentina puderam identificar ainda linhas de ação conjuntas em metrologia e em cooperação regulatória, tendo por base o desenvolvimento de pesquisa científica e tecnológica, assim como a redução dos prazos e de custos do comércio bilateral.

Fonte:  MDIC

 

Embarques de soja do Brasil começam fortes em 16/17 e podem dobrar em fevereiro

SÃO PAULO - A escala de navios previstos para carregar grãos no Brasil em fevereiro revela um forte aumento nos embarques de soja, que podem dobrar ante o mesmo período de 2016, em meio a um início acelerado de colheita e boa demanda pelo produto do maior exportador global.

A programação nos portos aponta atualmente embarques de 4,39 milhões de toneladas de soja em fevereiro, incluindo também alguns navios que já previstos para março, uma alta de 97 por cento ante a escala de 12 meses atrás, segundo dados da Wilson Sons Agência Marítima compilados pela Reuters.

"Isso é reflexo da forte demanda internacional e uma combinação de uma colheita correndo rápida e normal e uma ausência de atrasos significativos nos embarques de soja", disse o diretor da corretora Cerealpar no Brasil e consultor do Kordin Grain Terminal, em Malta, Steve Cachia.

Além disso, a soja não tem enfrentado este ano concorrência nos portos com milho, produto que disputou espaço com a oleaginosa nos terminais no mesmo período do ano passado.

Números preliminares das exportações de janeiro do Brasil já indicaram um início mais forte dos embarques de soja na safra 2016/17, enquanto no caso do milho a atividade exportadora está mais fraca, com uma menor oferta neste início de ano.

Segundo os dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), os embarques de soja em janeiro somaram 29,8 mil toneladas/dia nas primeiras três semanas, ante 19,7 mil toneladas/dia em janeiro de 2016, enquanto as exportações de milho no mesmo período estiveram 73 por cento menores.

Pouco mais de 4 por cento de toda a produção nacional de soja já foi colhida e segue para portos e indústrias do Brasil, conforme levantamento divulgado na sexta-feira pela consultoria AgRural.

"A colheita da soja foi um pouco antecipada, o que foi ao encontro da alta procura dos compradores externos, uma vez que já nos meses de novembro e dezembro os embarques de soja eram vendas antigas e somente resquício da safra (de 2016)", disse o analista comercial sênior da Wilson Sons Agência, Thiago Pierry.

Apesar do crescimento da previsão de embarques de soja nesta época, o Brasil não deverá ter dificuldades operacionais e de logística, já que há uma grande oferta de caminhões e diversos terminais portuários foram inaugurados ou elevaram capacidade de movimentação nos últimos anos.

MILHO

No caso do milho, o cenário é completamente oposto ao da soja, com previsão baixíssima para embarques a partir de fevereiro.

O levantamento aponta previsão de navios com 207 mil toneladas para o próximo mês, queda de 88 por cento ante o mesmo período do ano passado.

"As tradings não possuem grandes ofertas de milho nos estoques, já que muitas delas liquidaram no mercado doméstico e perderam muitos contratos com a quebra (de safra de 2016)", disse o analista de grãos Aedson Pereira, da IEG FNP.

No fim de 2015 e no início de 2016 o Brasil embarcou grandes volumes do grão, favorecido por uma grande safra em 2015 e por um câmbio bastante favorável às vendas internas. A situação reverteu-se ao longo do ano passado, quando a forte saída para o exterior somou-se a perdas na safra de inverno devido a um clima adverso.

"Além da menor disponibilidade de milho, os preços domésticos continuam como principal entrave à venda externa do cereal brasileiro... Mesmo com a pressão baixista ocasionada pela chegada da colheita da primeira safra (verão de 2016/17), os patamares de preço não são competitivos no exterior", destacou Pereira.

Fonte: Reuters

 

Trump pode acelerar disputa comercial com China, diz Stuhlberger

SÃO PAULO - As políticas do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, podem acelerar uma possível guerra comercial contra a China, criando sérios impactos aos mercados financeiros, disse o chefe do maior fundo de hedge do Brasil nesta terça-feira.

Luis Stuhlberger, presidente-executivo da Verde Asset Management, disse num seminário do Credit Suisse que Trump pode aumentar os laços com a Rússia e a Índia para compensar o poder crescente da China.

A Verde supervisiona 31 bilhões de reais em ativos.

Fonte: Reuters

Contato
+55 47 3390.2400
Rua Joinville, 304 | 9º andar | Centro | Itajaí/ SC | Brasil
falecom@repretec.com.br

Siga-nos

Copyright © 2014 - Repretec