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NOTÍCIAS DO DIA - MARÇO 2017

31-03-2017

 

Termina greve dos caminhoneiros de áreas portuárias de SC

Terminou a greve dos caminhoneiros de Itajaí, Navegantes, no Litoral Norte, Imbituba, no Sul, e Itapoá, no Norte. O acordo foi assinado entre os sindicatos dos motoristas e patronal, além de outras entidades, na noite desta quarta-feira (29). Os caminhoneiros voltam ao trabalho na manhã desta quinta (30), confirmou o Sindicato dos Transportadores Autônomos de Containeres e de Cargas em Geral de Itajaí e Região (Sintracon).

Pelo acordo, haverá reajuste imediato de 15% nos fretes lineares, feitos dentro dos portos, e, a partir de abril, 15% nos intermunicipais e interestaduais. Douglas da Costa Verbinenn, do Sintracon afirmou que foi feita assembleia com os caminhoneiros e que haverá nova conversa com o sindicato patronal em alguns meses sobre o preço dos fretes.

O G1 tentou contato com o Sindicato das Empresas de Veículos de Transporte de Carga e Logística de Itajaí e Região (Seveículos) e com o Porto de Itajaí, mas não obteve êxito até a publicação desta notícia.

A greve começou em 2 de março. Três dias depois, voltaram a trabalhar porque as empresas disseram que iriam negociar. Pararam novamente no dia 20 porque ainda não havia acordo.

Fonte: G1

 

Demanda chinesa por aço deve cair em 2017 e pressionar minério de ferro, diz instituto

PERTH, Austrália - A demanda da China por aço deve cair 1,9 por cento neste ano, pressionando os preços do minério de ferro, à medida que a produção da principal matéria-prima do aço aumenta, disse o presidente de um instituto de estudos chinês nesta quinta-feira.

A demanda por aço na China, maior consumidor e produtor global, deve cair para 660 milhões de toneladas, afirmou Li Xinchuang, do Instituto de Planejamento e Pesquisas da Indústria Metalúrgica da China.

A queda vem em um momento em que a China promove duras reformas para cortar excesso de capacidade de produção.

"Nós acreditamos que o consumo de aço da China vai cair gradualmente --talvez suba em alguns anos, como no ano passado. Essa é nossa posição", disse Li, que também é vice-presidente do Conselho de Administração da Associação Chinesa de Ferro e Aço, durante uma conferência da indústria em Perth, na Austrália.

Ele disse que a demanda por importações de minério de ferro da China subiu 0,7 por cento para 1,1 bilhão de toneladas em 2016, com o país dependendo das importações para atender 87 por cento da demanda total.

O instituto prevê que a oferta de minério de ferro transportado por navios pode crescer cerca de 50 milhões de toneladas neste ano, o que é cerca de 10 milhões de toneladas acima da previsão da segunda maior produtora de minério de ferro do mundo, a Rio Tinto.

Como resultado, o instituto prevê que os preços do minério de ferro vão variar entre 55 dólares e 90 dólares a tonelada em 2017, com uma média no ano de 65 dólares.

"Infelizmente, com a rápida alta dos preços do minério de ferro, a produção chinesa de minério de ferro subiu 15 por cento nos primeiros dois meses", disse Li.

O minério de ferro está sendo negociado a cerca de 77,60 dólares a tonelada, alta de quase 40 por cento ante um ano atrás.

"Qual é o futuro? Nós acreditamos que a sobreoferta global de minério de ferro é muito séria no longo prazo", afirmou. Ele adicionou, no entanto, que a China deve continuar fortemente dependente de importações de minério de ferro no longo prazo.

Fonte: Reuters

 

EUA impõem tarifas contra importações de aço plano de oito países

WASHINGTON - O Departamento de Comércio dos Estados Unidos decidiu nesta quinta-feira pela imposição de tarifas antidumping de 3,62 a 148 por cento contra certos tipos de aço carbono laminado importados de oito países, afirmou o secretário de Comércio, Wilbur Ross.

As determinações se aplicam a importações de chapa grossa de tipo CTL da Áustria, Bélgica, França, Alemanha, Itália, Japão, Coreia do Sul e Taiwan, disse Ross.

Além disso, houve uma decisão final de que as importações de produtos sul-coreanos são subsidiadas, o que gerou imposição de tarifa de 4,31 por cento.

Em 2015, as importações de chapas grossas CTL pelos Estados Unidos vindas dos oito países somaram 732 milhões de dólares.

O aço CTL é usado em uma ampla variedade de aplicações, incluindo construção, máquinas e equipamentos e tubos de grande diâmetro.

Fonte: Reuters

 

30-03-2017

 

EM ABRIL COMEÇAM MISSÕES PARA RESGATAR IMAGEM DO PAÍS COMO EXPORTADOR DE CARNE

O ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Blairo Maggi, anunciou, em entrevista no Palácio do Planalto, nesta quarta-feira (29), que já no próximo mês serão iniciadas missões ao exterior para reverter a imagem da carne do Brasil entre os países importadores, criada a partir da deflagração da Operação Carne Fraca da Polícia Federal. A primeira visita deverá ser feita pelo secretário-executivo Eumar Novacki e, em maio, a viagem será liderada pelo próprio ministro.

Num período de 20 dias, Maggi irá aos Emirados Arábes, Arábia Saudita e Ásia, onde visitará a China. “Temos bom comércio e é importante termos, com eles [chineses], essa transparência”, destacou o ministro. A volta, observou, deverá ser pela Europa. “Passamos por muita preocupação. O Brasil ficou muito ameaçado, numa posição difícil, complicada”, desabafou.

Mas Maggi considerou que “boa parte da batalha foi vencida”, revertendo suspensões de importação por parte de grandes parceiros comerciais, como China, Hong Kong, Chile e Egito. “A situação era de emergência”, disse o ministro, reconhecendo empenho do presidente Michel Temer e de outras áreas de governo, além da equipe do Mapa, para dar informações detalhadas e claras a consumidores de fora do país e brasileiros.

Maggi esclareceu não ter nada contra a Operação da PF envolvendo frigoríficos. “A operação deve continuar”, afirmou. “O problema foi a forma de divulgação, que colocou em dúvida a qualidade do produto e nosso sistema de inspeção, que é forte, robusto.”

Temer anunciou, no lançamento do novo Regulamento da Inspeção Industrial e Sanitária de Produtos de Origem Animal (RIISPOA), a reabertura também do mercado do Irã, no dia de hoje. “Agora há pouco, o escritório veterinário do Irã comunicou reabertura. Esse é um mercado de 380 milhões de dólares”, disse o presidente. O Irã havia suspendido importação, mas reabriu o mercado no mesmo dia. A informação consta de tabela atualizada pelo governo até quarta-feira(29).

Fonte: ExportNews

 

Codesp prevê crescimento na operação de contêiner até 2045

Com a melhora da economia brasileira e seu maior desenvolvimento e, ainda, novos avanços tecnológicos, as expectativas apontam para que o Porto de Santos amplie sua movimentação de contêineres nas próximas três décadas. E, neste cenário, o cais santista aumentará a operação de cargas de maior valor agregado, segundo o diretor-presidente da Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp), José Alex Oliva. 

 Para definir os parâmetros do crescimento previsto para os próximos 28 anos – até 2045 – foram abertos ontem os trabalhos para a elaboração do Plano Mestre do complexo marítimo santista. As discussões sobre esse estudo aconteceram durante a 1ªedição do Seminário sobre Planejamento Portuário, promovido pelo Ministério dos Transportes, Portos e Aviação Civil (MTPAC) na manhã dessa terça-feira, no Terminal de Passageiros Giusfredo Santini, no Porto. 

O plano mestre é um instrumento de planejamento de um porto, com projeções de seu desenvolvimento e de suas operações. A nova versão irá trabalhar com as demandas do complexo marítimo para 2045. O trabalho será feito a partir da parceria entre o MTPAC e a Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC).

“Esperamos cargas com valores agregados mais representativas, para fortalecer a economia brasileira. É fundamental o agronegócio, mas ele só não pode ser responsabilizado pelo crescimento do País. Nós precisamos de tecnologia, melhoria, produto industrializado, produção e competitividade no mercado externo e, para isso, nós temos que estar tecnicamente qualificados”, destacou o diretor-presidente.

Segundo a coordenadora-geral de Gestão da Informação Portuária do MTPAC, Mariana Pescatori, a previsão é de que o Plano Mestre do Porto de Santos seja concluído em setembro. Antes disso, em junho, uma versão inicial do estudo será apresentada à comunidade portuária. 

“A versão preliminar do plano vai ser publicada no site da SEP (Secretaria Nacional de Portos) e vamos abrir um prazo para que a comunidade encaminhe seus comentários. E eles serão todos respondidos e incorporados, eventualmente, ao documento”, destacou a executiva. 

Segundo Mariana, para se ter uma projeção apurada do complexo até 2045, serão necessárias entrevistas com a comunidade portuária, que já foram iniciadas. A partir daí, serão definidas as prioridades do Porto nos próximos 28 anos. 

“A gente calcula a capacidade do Porto para atender a essa demanda e verifica lacunas, o que a gente tem de deficit de capacidade. E a partir disso, a gente define o plano de ação. Ele não está só na área de infraestrutura. Ele está na área de melhoria da gestão, em questões de meio ambiente, porto-cidade e ações que devem ser aprimoradas. É uma visão completa de todas as melhorias que podem acontecer no Porto”, destacou a coordenadora. 

Fonte: A Tribuna

 

EUA querem exportar trigo com tarifa zero ao Brasil

Os Estados Unidos passaram a cobrar do Brasil acesso ilimitado para exportar trigo ao mercado brasileiro com tarifa zero num período fixo do ano, entre fevereiro e setembro. Em dois encontros entre representantes do primeiro e do segundo maior exportadores mundiais de produtos agrícola na Organização Mundial do Comércio (OMC), ontem, a questão do comércio de trigo dominou as discussões, apurou o Valor.

De seu lado, o Brasil reafirmou sua proposta de reduzir a alíquota consolidada da commodity, de 55% para 37,9%, nos compromissos do país na OMC. Essa seria uma forma de compensação, já que o Brasil rejeitou a demanda americana de criação de cota tarifária de 750 mil toneladas de importação de trigo com tarifa baixa, que Brasília chegou a se comprometer a adotar ainda na Rodada Uruguai.

A delegação americana avisou que a recusa formal da proposta brasileira de redução da tarifa consolidada virá depois que o US Trade Representative (a agência de negociação comercial dos EUA) tiver seu novo chefe confirmado pelo Congresso, o que deve ocorrer nas próximas semanas.

Mas foi adiante com uma demanda ainda mais agressiva, cobrando acesso ilimitado ao trigo americano no mercado brasileiro num determinado período do ano, sem cobrança de alíquota. O problema é que, primeiro, dentro do período sugerido por Washington ocorre a colheita de trigo produzido no Brasil.

Segundo, esse acesso ilimitado daria uma entrada muito maior ao trigo dos EUA no mercado brasileiro do que a cota defendida anteriormente por Washington. Terceiro, haveria problemas também para o Brasil no Mercosul, já que a Argentina, Paraguai e Uruguai teriam sua vantagem como sócios do bloco anulada e uma concorrência direta com os EUA.

A impressão entre observadores na cena comercial é de que a administração de Donald Trump está elevando a demanda para tentar obter pelo menos a cota que o Brasil já se recusou a adotar.

Em segunda reunião bilateral, os EUA apareceram com a União Europeia e o Paraguai, desta vez para insistir na preocupação com supostos efeitos sobre as exportações do apoio dado por Brasília aos produtores de trigo brasileiros por meio do Prêmio para Escoamento do Produto (PEP) e do Prêmio de Equalização pago ao Produtor (Pepro).

Washington marcou posição, refletindo pedido de produtores americanos para reagir aos programas brasileiros. A delegação do Brasil já tinha afirmado na segunda-feira na OMC que o PEP continuará sendo operado como antes, só beneficiará o trigo e que a ferramenta não distorce o comércio internacional do produto.

No Comitê de Agricultura da OMC, os subsídios ao trigo também levaram a Índia a ser questionada pela Austrália, com apoio dos EUA, Ucrânia, Canadá e UE. Os indianos explicaram que a garantia de preço mínimo para o produto commodity depende de fatores como custo de produção e preço do mercado. A Índia foi cobrada também em relação ao preço mínimo para o açúcar produzido a partir de cana no Estado de Uttar Pradesh. O país afirmou que o objetivo é garantir a sobrevivência de produtores em regiões pobres.

Fonte: Valor

 

Minério de ferro e aço sobem na China

MANILA - Os contratos futuros do aço e do minério de ferro saltaram mais de 3 por cento nesta quarta-feira no mercado chinês, afastando-se de mínimas de várias semanas registradas nesta semana, embora operadores não descartem novos declínios nas cotações em um cenário de oferta maior que a demanda.

O contrato mais ativo do vergalhão de aço na bolsa de Xangai SRBcv1 fechou em alta de 3,2 por cento, a 3.169 iuanes (460 dólares) por tonelada, perto da máxima da sessão, de 3.177 iuanes.

O vergalhão, usado na construção civil, atingiu 3.003 iuanes na segunda-feira, menor valor desde 10 de fevereiro.

Já o minério de ferro na bolsa de Dalian DCIOU7 subiu 3,5 por cento, encerrando a 571 iuanes por tonelada. Na segunda-feira, o contrato tocou a mínima desde 10 de janeiro, a 541 iuanes.

No mercado físico, o minério subiu 0,3 por cento, negociado a 82,25 dólares por tonelada no porto de Qingdao .IO62-CNO=MB, segundo o Metal Bulletin.

Fonte: Reuters

 

União Europeia pede controles independentes na indústria de carnes do Brasil

BRASÍLIA - O Brasil precisa controles independentes nas inspeções na indústria de carnes, disse uma autoridade de saúde da União Europeia nesta quarta-feira, ao encerrar uma visita ao país onde a Polícia Federal revelou um esquema envolvendo propinas para auditores agropecuários, desencadeando uma série de embargos no mercado externo.

O comissário da União Europeia para a saúde e segurança alimentar, Vytenis Andriukaitis, disse a repórteres em Brasília que o bloco econômico poderá adotar medidas adicionais na próxima terça-feira e irá enviar um time de auditores ao Brasil para inspecionar diversos abatedouros.

Fonte: Reuters

 

Irã retoma compras de carnes do Brasil, diz Temer

BRASÍLIA - O Irã, importante comprador da carne brasileira, informou ao Brasil que reabriu as importações do produto nacional, disse nesta quarta-feira o presidente Michel Temer, durante uma cerimônia para lançamento do novo regulamento de inspeção industrial e sanitária.

Dessa forma, o Irã se soma a outros importantes importadores que anunciaram suspensão de embargos à carne brasileira, que haviam sido impostos como desdobramento das investigação da operação Carne Fraca, da Polícia Federal.

Fonte: Reuters

 

Novas regras sanitárias para carne preveem punições duras e multas mais altas

BRASÍLIA - As novas regras de inspeção da indústria de carnes do Brasil, anunciadas nesta quarta-feira em meio a desdobramentos da Operação Carne Fraca, preveem multas mais altas e punições mais severas para infratores, que podem resultar na cassação do selo do Serviço de Inspeção Federal de uma empresa.

Segundo o ministro da Agricultura, Blairo Maggi, uma empresa que receber três punições gravíssimas poderá perder o SIF, o registro que a companhia precisa para poder operar.

Além disso, as multas para empresas infratoras poderão subir para até 500 mil reais, ante uma penalidade máxima de 15 mil reais anteriormente, de acordo com a nova norma.

Blairo afirmou ainda a jornalistas, ao anunciar o novo regulamento, que substitui um código de 65 anos, que as regras atualizadas são mais claras e tiram do fiscal agropecuário a interpretação da norma.

Durante evento para anunciar o novo regulamento, o secretário-executivo do Ministério da Agricultura, Eumar Novacki, afirmou que a atualização do regulamento não ocorreu em função da Carne Fraca, que investiga recebimento de propina por fiscais agropecuários.

Ele admitiu, no entanto, que a divulgação do novo código é oportuna diante da operação da Polícia Federal.

Fonte: Reuters

 

29-03-2017

 

Exportações globais de café tiveram leve alta em fevereiro

As exportações globais de café somaram 9,71 milhões de sacas em fevereiro deste ano, leve alta de 0,2% sobre as 9,69 milhões de fevereiro de 2016, de acordo com a Organização Internacional do Café (OIC).

As exportações mundiais nos primeiros cinco meses do ano-safra internacional do café (outubro de 2016 a fevereiro de 2017) subiram 6,7%, para 49,52 milhões de sacas ante 46,4 milhões de sacas do mesmo período no ano-safra interior.

Conforme a OIC, nos 12 meses terminados em fevereiro de 2017, as exportações de café arábica subiram e totalizaram 73,76 milhões de sacas comparadas com as 71,51 milhões de um ano antes. Já as exportações mundiais de robusta alcançaram 45,5 milhões de sacas ante 43,24 milhões um ano antes.

Fonte: Valor

 

Hong Kong suspende embargo a carnes do Brasil, diz ministério

BRASÍLIA - Hong Kong suspendeu o embargo às importações de carnes do Brasil, informou o Ministério da Agricultura brasileiro nesta terça-feira.

O Brasil ainda mantém a proibição para exportação das 21 unidades de produção que estão sendo investigadas pela Operação Carne Fraca, da Polícia Federal.

Após o anúncio em 17 de março da operação, que investiga pagamentos de propinas a fiscais sanitários da indústria de carnes, o governo brasileiro bloqueou exportações das 21 fábricas citadas no caso.

Nos dias seguintes, diversos países foram mais longe, embargando todas as importações de carne do Brasil em meio a preocupações de que irregularidades no setor poderiam ser mais generalizadas, gerando riscos à saúde.

No entanto, a maioria desses países agora já suspendeu as proibições temporárias, após uma campanha do governo brasileiro junto a parceiros comerciais para informar os padrões da indústria.

O Centro de Segurança Alimentar de Hong Kong afirmou que liberou as importações brasileiras de carnes após informações das autoridades brasileiras esclarecendo o caso, de acordo com uma declaração em seu site.

    Juntamente com a China, que suspendeu a proibição no último sábado, Hong Kong comprou quase um terço dos 14 bilhões de dólares em exportações de carnes realizadas pelo Brasil no ano passado.

Hong Kong reduziu sua proibição para envolver apenas as 21 plantas brasileiras que estão em investigação pelas autoridades nacionais e expressou confiança nas "rigorosas verificações dos procedimentos de emissão de certificados sanitários internacionais" pelas autoridades brasileiras.

O ministro da Agricultura do Brasil, Blairo Maggi, disse na véspera que as investigações não encontraram produtos que podem causar mal à saúde, mas admitiu que o país sofrerá para recuperar a confiança do mercado internacional.

Fonte: Reuters

 

Exportação de soja do Brasil irá subir para novo recorde, diz Oil World

HAMBURGO - A safra recorde de soja que está sendo colhida no Brasil irá gerar uma grande alta nas exportações do país em 2017, disse nesta terça-feira a consultoria especializada em oleaginosas Oil World, sediada em Hamburgo.

A Oil World estimou que a colheita do Brasil irá alcançar 108,5 milhões de toneladas de soja nesta temporada, ante 95,43 milhões na safra passada.

"Nós estimamos que as exportações brasileiras de soja serão impulsionadas em um novo recorde de 61,4 milhões de toneladas no ano calendário 2017, alta de 9,8 milhões ante o ano passado", disse a Oil World.

"A alta nas exportações pode ser ainda maior, levando em conta que a safra brasileira vai crescer em pelo menos 13 milhões de toneladas."

A previsão da Oil World supera os 59,8 milhões de toneladas de embarques previstos pela Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove) em 20 de março.

Na segunda-feira, os contratos futuros da soja caíram para o menor nível em cinco meses na bolsa de Chicago, pressionados por grandes colheitas na América do Sul e expectativas de aumento no plantio nos Estados Unidos.

"As exportações de soja dos EUA irão cair ante o ano anterior, durante o restante da temporada, devido à perspectiva de uma forte alta da oferta do Brasil", estimou a Oil World.

A safra de soja da América do Sul, incluindo Brasil, Argentina, Paraguai, Bolívia e Uruguai, foi projetada pela Oil World em 180,2 milhões de toneladas em 2017, ante 165,3 milhões no ano passado.

As exportações da América do Sul irão acelerar a partir de março, disse a consultoria.

Fonte: Reuters

 

EUA e México retomarão negociações sobre comércio de açúcar em Washington

CIDADE DO MÉXICO - Representantes do comércio do México e dos Estados Unidos irão retomar as negociações em Washington com o objetivo de resolver uma disputa sobre açúcar entre os países vizinhos, disse a maior autoridade do Comércio do México na terça-feira.

As negociações focam no acordo de açúcar do fim de 2014 que regula o acesso mexicano ao mercado dos Estados Unidos e ocorre no momento em que os laços entre os dois países têm se desgastado sob o governo do presidente Trump, que prometeu reformar o Tratado Norte-Americano de Livre Comércio (Nafta, na sigla em inglês).

O ministro da Economia mexicano, Ildefonso Guajardo, e seu equivalente, o secretário de Comércio dos EUA, Wilbur Ross, anunciaram recentemente que as negociações sobre o açúcar seriam retomadas, mas não estabeleceram uma data.

"O diálogo vai ser retomado nesta semana entre equipes técnicas do Ministério da Economia do México e a equipe de Wilber Ross", disse Guajardo a repórteres.

As cotas de açúcar nos EUA são estabelecidas sob um acordo de 2014 que tornou-se fonte de tensão entre os dois países. O acordo pôs fim a uma investigação de um ano pelo governo dos EUA após produtores e empresas norte-americanas dizerem que usinas do México estavam inundando o mercado com açúcar barato e subsidiado.

"Estamos trocando informações, as posições daqueles que abriram a investigação nos EUA, as posições da indústria mexicana e estamos fazendo progresso", disse Guajardo, sem entrar em mais detalhas.

Fonte: Reuters

 

Exportação de carne sofre em março, mas Abiec mantém previsão de embarques no ano

SÃO PAULO - As exportações de carne bovina do Brasil caíram mais de 40 por cento em receita e volume na semana de 20 a 26 de março, ante o período anterior, como consequência de embargos declarados após a eclosão da operação Carne Fraca.

Mas as previsões de embarques no ano estão mantidas, com a maioria dos grandes importadores suspendendo as proibições, afirmou nesta terça-feira o presidente da associação que representa o setor (Abiec), Antonio Camardelli.

Fonte: Reuters

 

Temer diz que crise com carne está sendo superada, questão da UE ainda permanece

BRASÍLIA - O presidente Michel Temer disse nesta terça-feira que os problemas enfrentadas pelas exportações de carne brasileira após a operação Carne Fraca da Polícia Federal está sendo superada, embora tenha reconhecido que as questões com a União Europeia ainda permanecem e estão sendo tratadas pelo ministro da Agricultura, Blairo Maggi.

Temer disse a jornalistas, após participar de evento da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) nesta noite em Brasília, que Maggi terá novas conversas com representantes do bloco europeu nesta semana e na próxima para discutir a venda de carne brasileira à UE.

"Acho que o problema está sendo superado, ainda permanece a questão da união europeia, o ministro Blairo acabou de me dizer que vai ter novas conversações durante essa semana e a semana que vem", disse Temer a jornalistas.

"Técnicos virão ao Brasil para inspeção, mas veja que em pouquíssimo tempo vários países que iriam eventualmente embargar não o fizeram, e portanto revelando a higidez da carne brasileira", acrescentou.

Nesta terça, Hong Kong, um dos maiores importadores de carnes do Brasil, anunciou a suspensão de embargos ao produto brasileiro.

Juntamente com a China, que suspendeu a proibição no último sábado, Hong Kong comprou quase um terço dos 14 bilhões de dólares em exportações de carnes (bovina, suína e de frango) realizadas pelo Brasil no ano passado.

Fonte: Reuters

 

BRASIL QUER AMPLIAR AS EXPORTAÇÕES DE FLORES NO MERCOSUL

O Brasil busca aumentar as exportações de flores, focando em países da América Latina, principalmente aqueles que integram o Bloco do Mercosul. Essas informações foram divulgadas pela Rede Agropecuária de Comércio Exterior (InterAgro), uma iniciativa conjunta da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil e da Apex-Brasil.

De acordo com a instituição, apesar dos mercados europeus e americanos possuírem valores comerciais mais elevados, os países do Mercosul oferecem vantagens como ausência de barreiras tarifárias relevantes e uma logística menos complicada. Nesta quarta-feira (22/3), será realizado um seminário sobre o comércio exterior de flores, onde serão debatidas estratégias para aumentar as exportações da floricultura brasileira. O evento faz parte da rede InterAgro.

Setor em expansão

Embora o Brasil tenha passado por dificuldades econômicas, a floricultura apresentou um crescimento médio de 11% ao ano, na última década. O Estado de São Paulo lidera a produção brasileira de flores com 48% do total. Em segundo lugar, vem Minas Gerais (13%), seguida de Rio de Janeiro (11%) e Rio Grande do Sul (4%). Segundo o estudo “Mapeamento e Quantificação da Cadeia de Flores e Plantas Ornamentais do Brasil”, em 2014, o Brasil movimentou mais de R$ 2 bilhões com a produção de flores.

A Confederação da Agricultura, Pecuária do Brasil (CNA) menciona, que no mercado mundial, as flores que mais se destacam são as rosas, os crisântemos e os cravos. O principal importador de flores são os Estados Unidos que gastou mais de US$ 2 bilhões com o produto, entre 2012 e 2015. A União Europeia e a Rússia também são importantes compradores.

Entre 2012 e 2015, as rosas dominaram o ranking das importações mundiais com 37,3% do total, os crisântemos ficaram com 9,8% e os cravos apareceram em terceiro lugar com 6,6%.

Fonte: CnaBrasil

 

BALANÇA COMERCIAL: QUARTA SEMANA DE MARÇO TEM SUPERÁVIT DE US$ 1,6 BI

Exportação de carnes teve média diária de US$ 50,5 milhões, com queda de 19% em relação ao registrado até a terceira semana do mês

Na quarta semana de março de 2017, a balança comercial registrou superávit de US$ 1,602 bilhão, resultado de exportações no valor de US$ 4,453 bilhões e importações de US$ 2,851 bilhões. No mês, as exportações somam US$ 15,982 bilhões e as importações, US$ 10,525 bilhões, com saldo positivo de US$ 5,457 bilhões. No ano, as exportações totalizam US$ 46,363 bilhões e as importações, US$ 33,627 bilhões, com saldo positivo de US$ 12,736 bilhões. Quanto ao grupo das carnes, a média diária de exportações da quarta semana foi de US$ 50,5 milhões, com queda de 19% menor em relação ao valor registrado até a terceira semana de março (US$ 62,2 milhões).

A média das exportações da quarta semana (US$ 890,6 milhões) foi 0,4% acima da média até a terceira semana (US$ 886,9 milhões) em razão do aumento nas exportações de produtos básicos (+3,9%, por conta de soja em grãos, minério de ferro, cinzas e resíduos de metais preciosos, mel natural). Caíram as vendas de produtos semimanufaturados (-15,5%, em razão de açúcar em bruto, ferro-ligas, semimanufaturados de ferro/aço, couros e peles, alumínio em bruto) e manufaturados (-0,7%, em razão de laminados planos de ferro/aço, óleos combustíveis, hidrocarbonetos e seus derivados halogenados, óxidos e hidróxidos de alumínio, tubos de ferro fundido).

Nas importações, houve queda de 3,4%, sobre igual período comparativo (média da quarta semana, de US$ 570 milhões, sobre média até a terceira semana, de US$ 590 milhões), explicada, principalmente, pela diminuição nos gastos com equipamentos eletroeletrônicos, equipamentos mecânicos, combustíveis e lubrificantes, plásticos e obras, aeronaves e peças, instrumentos de ótica e precisão.

Análise do mês

Nas exportações, comparadas as médias até a quarta semana de março de 2017 (US$ 887,9 milhões) com a de março de 2016 (US$ 726,9 milhões), houve crescimento de 22,1%, causado, principalmente pelo aumento nas vendas das três categorias de produtos: básicos (+35,8%, por conta, principalmente, de minério de ferro, petróleo em bruto, soja em grão, carnes de frango, suína e bovina, café em grão), manufaturados (+10,9%, em razão de automóveis de passageiros, veículos de carga, tubos flexíveis de ferro e aço, óleos combustíveis, hidrocarbonetos e seus derivados halogenados, açúcar refinado) e semimanufaturados (+4,4%, por conta de semimanufaturados de ferro e aço, celulose, ferro fundido, ouro em forma semimanufaturada, borracha sintética e artificial).

Nas importações, a média diária até a quarta semana deste mês (US$ 584,7 milhões) ficou 11,3% acima da média de março do ano passado (US$ 525,5 milhões). No período, cresceram os gastos, principalmente, com bebidas e álcool (+120,3%), eletroeletrônicos (+30,3%), combustíveis e lubrificantes (+28,6%), adubos e fertilizantes (+16,6%) e químicos orgânicos e inorgânicos (+12,9%).

Exportações de carnes

No grupo das carnes, a média diária de exportações da quarta semana de março, que teve cinco dias úteis, foi de US$ 50,5 milhões e ficou 19% menor em relação à média diária registrada até a terceira semana de março (US$ 62,2 milhões). Já a média diária de exportações do mês de março, que teve 18 dias úteis, foi de US$ 59 milhões, o que representa um aumento de 7,1% em relação à média diária de março do ano passado (US$ 55 milhões) e uma redução de 3,7% em relação à média de fevereiro deste ano (US$ 61,3 milhões). Os três tipos de carnes foram embarcados na semana, sendo 60% de aves, 27% de bovinos, 10% de suíno e 3% de tripas e miúdos em geral. Quanto aos destinos, observa-se elevada diversidade, com exportações para 108 países na semana, principalmente para Arábia Saudita (12% do total da semana), Rússia (10%), Hong Kong (9%), Japão (8%), China (8%), Emirados Árabes (6%), Países Baixos (5%), Egito (4%), Estados Unidos (3%), Irã (3%) e Alemanha (2%).

Fonte: Assessoria de Comunicação Social do MDIC

 

Porto de Suape registra crescimento de 10% nas exportações em fevereiro

Fevereiro foi um bom mês para as exportações em Pernambuco. De acordo com dados divulgados pela Federação das Indústrias de Pernambuco (Fiepe), a Balança Comercial pernambucana registrou a maior alta do Nordeste em exportações (231,49%), quando as vendas para o exterior totalizaram US$ 190.576.102 (FOB). Os números positivos estão ligados diretamente ao Porto de Suape, por onde saem as principais cargas exportadas no estado. No mês, o Porto registrou a movimentação de 532.466 mil toneladas exportadas, crescendo 10% em comparação ao mesmo período de 2016.

As montadoras do grupo FCA (FIAT e Jeep) exportaram 3.830 veículos em fevereiro de 2017, crescendo 63% em comparação ao mesmo período de 2016 quando 2.347 foram enviados para o exterior. Esses carros têm como destino principal a Argentina. Durante todo o ano de 2016, o Porto de Suape exportou 39.389 carros, assumindo a 5º posição no ranking de portos públicos brasileiros que enviam essas cargas para o mundo.

Os combustíveis minerais (petróleo e derivados), principais cargas exportadas pelo Porto de Suape registraram o aumento de 6%. Foram 370.957 mil toneladas enviadas para o exterior, contra 350.374 mil toneladas em fevereiro de 2016. Suape é o atracadouro que mais exporta este tipo de carga entre os portos públicos do país, assumindo a primeira posição no ranking em 2016, com 5.032.947 toneladas exportadas.

As movimentações de contêineres também registraram expressivo crescimento. Foram 2.374 TEUs (unidade equivalente a 20 pés) exportados em fevereiro de 2017, em comparação a 1.950 TEUs em fevereiro de 2016, resultando no crescimento de 22% das operações apenas neste período. A licitação do Segundo Terminal de Contêineres (Tecon II), que deve ser lançada ainda este ano, deverá ampliar a capacidade de movimentação dessas cargas de 700 mil TEUs para 1.700.000 TEUs/ano. Hoje, Suape é o porto público com a maior movimentação de contêineres do Norte/Nordeste e o quarto do país.

“Fechamos o mês de fevereiro, que é um mês considerado curto, com registros positivos. Queremos que março seja ainda melhor. Estamos sempre recebendo empresas e conversando com futuros investidores. Nossa meta é subir no ranking nacional de movimentação entre os portos públicos este ano. Vamos trabalhar para evoluir cada vez mais”, comentou o presidente do Complexo Industrial Portuário de Suape, Marcos Baptista.

Fonte: Da Redação

 

Demora para obter licenças de importação leva Porto de Santos a perder cargas

A demora na obtenção de licenças de importação (LI) no Porto de Santos está causando uma fuga de cargas para outros complexos portuários do País, como Itajaí (SC) e Paranaguá (PR). O alerta é do Sindicato dos Despachantes Aduaneiros de Santos e Região (SDAS) e do Sindicato das Agências de Navegação Marítima do Estado de São Paulo (Sindamar), Além disso, o posto portuário da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) deve perder seu chefe. 

As duas entidades se reuniram para tratar destes e de outros problemas enfrentados no cais santista com o deputado federal João Paulo Papa (PSDB-SP). Questões como a demora na inspeção de embarcações e ainda o baixo número de funcionários da Anvisa no cais santista também foram levados ao deputado. 

De acordo com o presidente do SDAS, Nívio Peres dos Santos, após o desembarque de cargas no Porto de Santos, são necessários cerca de 20 dias para a obtenção de uma LI pela Vigilância Sanitária. “O prazo é um absurdo, porque depois tenho que submeter a licença à Receita Federal. Os custos ficam altíssimos. Paga-se mais armazenagem, demurrage. Geralmente, são usados contêineres reefer (refrigerados) e isso aumenta demais o custo para importador”, destacou o presidente do SDAS. 

O tempo, segundo o representante dos despachantes aduaneiros, já foi maior. Antes, o trâmite levava cerca de 30 dias, mas a agência sanitária fez uma força-tarefa para agilizar as operações. No entanto, em outros portos como Itajaí e Paranaguá, a LI é expedida em três ou quatro dias. 

Para o deputado federal João Paulo Papa, o maior prejuízo causado por esse problema é a fuga de cargas do Porto de Santos para outros portos, como os catarinenses e paranaenses.[TEXTO] “Este problema é grave por conta dos medicamentos e alimentos. O prazo é longo e afeta bastante o interesse do cliente. Quando o alimento esta finalmente liberado para consumo, ele já consumiu muito do prazo pela burocracia”, destacou o parlamentar, que prometeu levar o assunto à Anvisa e ao Ministério dos Transportes, Portos e Aviação Civil (MTAPC).

“Em audiência com o ministro (Maurício Quintella), vou colocar esse ponto também porque o Porto de Santos é o maior do País, tem presença grande nas importações e precisamos ter uma estrutura à altura do movimento que nós temos aqui”, destacou Papa. 

Livre Prática

Uma pauta antiga dos agentes marítimos é a limitação do horário de inspeção dos navios na Barra de Santos. Segundo o diretor-executivo do Sindamar, José Roque, as visitas a bordo das embarcações acontecem até as 16 horas. 

“Existem dezenas de casos que mesmo o navio tendo atracado, bem antes das 16 horas, o servidor não comparece ao navio. Como consequência, o navio permanece inoperante e pagando o dobro de atracação. Há a incidência de demurrage, sobreestadia do navio por conta do exportador, elevando o custo Brasil, o que acarreta falta de competitividade com outros players internacionais”, explicou o diretor-executivo do Sindamar.

Roque explica que a Anvisa se norteia pelo Regulamento Sanitário Internacional (RSI) para efetuar as inspeções somente durante o dia. Mas, em alguns casos, há possibilidade de flexibilização da regra. “Essa situação é contraditória já que muitas vezes, nos navios de passageiros, efetuaram as inspeções no período noturno. Nos navios de passageiros, se houver atraso, é a única carga que fala, reclama, grita”.

Guias de recolhimento

Os agentes marítimos ainda relatam ainda dificuldades no pagamento de Guias de Recolhimento da União (GRU), necessárias para a obtenção da Livre Prática (documento que atesta as condições sanitárias das embarcações e as libera para entrar no cais) bem como para a Renovação do Certificado Sanitário de Bordo. O problema é recorrente e já foi alvo de muitas reclamações de usuários do Porto. 

“As agências efetuam o peticionamento eletrônico, solicitando a emissão da GRU, e a guia não é disponibilizada no sistema Porto Sem Papel (programa de liberação dos navios nos portos) para ser baixada e recolhida. Já acionamos a direção da Anvisa em Brasília e o MTPAC/SEP. O problema não está concentrado no sistema Porto Sem Papel mas no sistema obsoleto da Anvisa”, destacou Roque. 

Falta de fiscais também preocupa

Outra questão que vem preocupando os usuários do Porto de Santos é o baixo efetivo da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) no posto do complexo marítimo. De acordo com o diretor-executivo do Sindicato das Agências de Navegação Marítima do Estado de São Paulo (Sindamar), José Roque, hoje, cinco servidores atuam em regime de plantão no setor de embarcações e outros nove se dedicam ao setor de importação. Segundo ele, o contingente deveria saltar para oito e 14 funcionários em cada departamento. 

Para Roque, esse baixo número de funcionários acaba causando problemas para os usuários do Porto. “Na questão do quadro atual de servidores, além de prejudicar a entrada dos navios, no setor de importação, que faz a análise de produtos, acaba sendo prejudicada a fiscalização sanitária de fato, pois além da análise documental, temos as inspeções de produtos e existem outras atribuições pertinentes aos produtos ilegais”. 

O problema afeta toda a cadeia logística e gera ainda mais despesas. “Enquanto a Anvisa não liberar os produtos, há a retenção dos equipamentos, dos contêineres, com custos para o importador, demurrage e sobreestadia. Esses custos são repassados para o consumidor final, nós”, destacou Roque. 

Outra preocupação que atinge agentes marítimos e despachantes aduaneiros é com relação à saída do chefe do posto da agência sanitária no Porto de Santos, Rogério Gonçalves Lopes. A informação é de que ele será transferido para o posto localizado no Aeroporto Internacional de São Paulo, que fica em Guarulhos.

“Revelamos nossa preocupação com a mudança da chefia local da Anvisa, com quem temos obtido avanços e possuímos excelente relacionamento. Essas mudanças sempre acarretam dificuldades de atendimento, sendo necessário iniciarmos uma nova aproximação, visando obtermos um canal de comunicação eficiente, que nem sempre ocorre”, destacou o diretor-executivo do Sindamar.

Fonte: A Tribuna

 

27-03-2017

 

China, Egito e Chile reabrem mercado para carne brasileira, governo comemora

BRASÍLIA - China, Egito e Chile anunciaram neste sábado a reabertura de seus mercados para a importação de carne brasileira, movimentos que foram comemorados pelo governo brasileiro, que se mobilizou nos últimos dias para tentar diminuir o dano às exportações após escândalo envolvendo a fiscalização dos produtos no Brasil.

Juntos, os três países receberam 20,7 por cento de total de exportações brasileiras de carne em 2016. A China foi o maior mercado, com 12,6 por cento do total -- ou 1,75 bilhão de dólares.

O país havia divulgado uma suspensão temporária das importações na segunda-feira, após as denúncias da Polícia Federal sobre supostas propinas pagas para venda de produtos sem inspeção, no âmbito da operação Carne Fraca.

Agora, os produtos brasileiros poderão voltar a ser importados pela China, com exceção daqueles provenientes dos 21 frigoríficos sob suspeita, cujas licenças de exportação já haviam sido suspensas pelo governo brasileiro.

Segundo o Ministério da Agricultura, apenas a fábrica da JBS em Lapa, no Paraná, havia exportado para a China nos últimos 60 dias.

Em outra frente, a China também bloqueará e recolherá do país os produtos cujos certificados foram assinados por sete técnicos investigados na operação Carne Fraca.

As importações brasileiras de carne já começaram a ser liberadas em Xangai, afirmou uma fonte ouvida pela Reuters em Pequim.

"Estamos plenamente confiantes que outros países seguirão o exemplo da China", afirmou o presidente Michel Temer, em nota, na qual ressaltou que o posicionamento chinês representa uma confirmação do trabalho de esclarecimento feito pelo governo brasileiro nos últimos dias.

O governo coordena esforços para impedir o embargo e reverter suspensões à carne brasileira após a operação da PF ter levantado uma onda de preocupações em vários países no mundo.

A intenção é circunscrever as restrições às plantas que estão sob suspeita. Entre elas, estão unidades de gigantes do setor, como JBS e BRF.

A expectativa agora é que o movimento da China acabe influenciando outros importantes mercados, como Hong Kong, segundo maior importador de carne brasileira, tendo comprado 1,62 bilhão de dólares em 2016.

"A liberação (pela China) é um esforço gigante que foi feito aqui no Brasil com as explicações, de mostrar que as investigações estavam numa direção de investigar conduta de pessoas, comportamento de pessoas, desvio de conduta das pessoas", disse à Reuters o ministro da Agricultura, Blairo Maggi, por telefone.

Ainda ecoando as consequências da operação da PF para as operações brasileiras de carne, o Ministério de Mudanças Climáticas e Meio Ambiente dos Emirados Árabes Unidos anunciou na sexta-feira a suspensão de importações provenientes de seis empresas brasileiras e a remoção de todos os seus produtos dos mercados do país, de acordo com a agência estatal de notícias WAM.

EGITO E CHILE

Egito e Chile também decidiram neste sábado retomar as importações de carne brasileira, segundo autoridades dos dois países.

Em 2016, as importações de carne brasileira pelo Egito somaram 690 milhões de dólares, segundo informações do Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC). As do Chile, por sua vez, responderam por 441 milhões de dólares.

Em comunicado, o Ministério de Agricultura egípcio informou que reabriu o mercado para importações autorizadas de empresas brasileiras, acrescentando que as remessas estariam sujeitas aos controles tanto no Brasil quanto no desembarque no Egito.

O governo chileno também anunciou neste sábado a derrubada das suspensões, mas destacou que as restrições seguirão de pé para as importações advindas das 21 fábricas sob investigação na Carne Fraca.

Em nota, o Serviço Agrícola e Pecuário do Chile afirmou que poderá impor a suspensão à "qualquer outro estabelecimento que se tornar envolvido nestes atos (de corrupção) no decurso da investigação pela autoridade brasileira".

No início desta semana, o governo brasileiro chegou a sinalizar que poderia adotar medidas de retaliação, com suspensão de importação de produtos do Chile, caso o país decidisse barrar a importação de carne brasileira de maneira generalizada e não apenas das unidades envolvidas na Carne Fraca.

Em outra nota divulgada neste sábado, Temer e Maggi apontaram que a decisão dos países corrobora "a confiança da comunidade internacional no nosso sistema de controle sanitário, que é robusto e reconhecido mundialmente".

Nos últimos dias, as exportações e a produção de carne no Brasil foram duramente atingidas pela repercussão da operação da PF, com as empresas do setor perdendo bilhões de reais em valor de mercado na bolsa brasileira.

Fonte: Reuters

 

China remove barreiras à carne australiana após embargo ao Brasil

SYDNEY - A China removeu nesta sexta-feira as últimas restrições que restavam sobre as importações de carne bovina australiana, depois de ter imposto um embargo às importações do Brasil em decorrência do escândalo em fiscalizações descoberto pela operação Carne Fraca.

Em visita à Austrália, o primeiro-ministro chinês, Li Keqiang, disse que o gigante asiático agora aceitará a carne bovina de todos os exportadores licenciados. Anteriormente, as vendas eram limitadas a apenas 11 vendedores australianos.

O acesso expandido da Austrália ao mercado chinês ocorre após Pequim anunciar no início desta semana a suspensão das importações de carne brasileira devido ao escândalo sobre o esquema de corrupção que permitia a venda de produtos estragados e contaminados.

"As exportações australianas desempenham importante papel para sustentar o crescimento da China", disse o primeiro-ministro da Austrália, Malcolm Turnbull. "Nossa produção agrícola verde e de alta qualidade contribui para a segurança alimentar da China."

Durante a visita, o premiê chinês também anunciou planos em estágio inicial para desenvolver em parceria com a Austrália um grande projeto de mineração, ferrovias e portos. As políticas sinalizam um avanço nas relações comerciais entre os dois países, num momento em que crescem as tensões entre a Austrália e os Estados Unidos, seu tradicional aliado.

Li e Turnbull participaram de cerimônia nesta sexta-feira, na qual a China State Construction Engineering se comprometeu a construir um novo porto e linha ferroviária para uma mina a ser aprovada em Western Australia.

O memorando de entendimento está vinculado a um projeto de 6 bilhões de dólares australianos (4,6 bilhões de dólares) na região de Pilbara com a neozelandesa BBI Group.

"Eu acho que é o momento de China e Austrália entrarem em uma era de livre comércio, o que significa que precisamos ter comércio livre entre nossos países em áreas mais amplas", disse Li a repórteres em Canberra.

A Austrália é um dos muitos países tentam salvar a parceria Transpacífico ao encorajar a China e outros países asiáticos a aderirem ao pacto comercial, depois que o presidente dos EUA, Donald Trump, abandonou o acordo.

A China já é o maior parceiro comercial da Austrália, com os negócios impulsionados por um amplo acordo de livre comércio entre os dois países, assinado em 2015.

Fonte: Reuters

 

ACORDO ENTRE MERCOSUL E UNIÃO EUROPEIA AUMENTA ACESSO DO BRASIL A MERCADOS COM BARREIRAS REDUZIDAS, DIZ CNI

Atualmente, o país tem livre comércio com economias que representam menos de 8% das importações mundiais. Esse percentual subirá para 25% após a negociação com o bloco europeu

Levantamento da Confederação Nacional da Indústria (CNI) mostra que o Brasil tem vantagem comparativa em 1.101 produtos para exportar para a União Europeia. No entanto, os europeus mantêm tarifas, cotas de importação ou barreiras não-tarifárias para 68% deles, o que reduz a competitividade nacional.

A indústria espera que as negociações entre Mercosul e União Europeia, que ocorrem nesta semana em Buenos Aires, na Argentina, avancem e os dois blocos cheguem a um acordo com redução de barreiras ao comércio dos dois lados. A CNI lidera missão com 15 associações empresariais, que estão na capital argentina para apoiar as negociações.

“Estamos nos reunindo com os negociadores dos dois blocos para reiterarmos o apoio às negociações. A CNI, com as outras três entidades empresariais de Argentina, Paraguai e Uruguai, entregou uma nota conjunta reforçando que o acordo deve servir para potencializar os fluxos de comercio e investimentos”, diz a gerente-executiva de Negociações Internacionais da CNI, Soraya Rosar.

De acordo com a CNI, a corrente de comércio entre Brasil e União Europeia atingiu um pico de US$ 100 bilhões em 2011, quando o Brasil exportou US$ 53 bilhões e importou US$ 46 bilhões. Mas o valor caiu um terço, para US$ 64 bilhões, em 2016. O Brasil exportou US$ 20 bilhões a menos e comprou menos US$ 15 milhões dos países do bloco europeu. “A queda mais significativa ocorreu na exportação de produtos manufaturados”, diz o especialista em Negociações Internacionais da CNI, Fabrízio Panzini.

ACESSO AO MERCADO – Consulta da CNI com 37 entidades empresariais mostra que a União Europeia é o segundo parceiro com o qual os setores industriais querem acordos comerciais, atrás apenas dos Estados Unidos. Se Mercosul e UE realmente firmarem um acordo, o Brasil passaria a ter acesso com benefícios tarifárias e redução de barreiras não-tarifárias a um quarto dos compradores mundiais (25%). Atualmente, os países com os quais o Brasil tem acordo representam menos de 8% das importações mundiais. O percentual ainda é baixo se comparado com economias da América Latina. O Chile, por exemplo, tem acordos que cobrem 83% do comércio mundial. Já os acordos do Peru alcançam 74% dos mercados globais e, do México, 57%.

Fonte: Agência CNI de Notícias

 

ESTADOS UNIDOS DECIDEM MANTER IMPORTAÇÕES DE CARNE BRASILEIRA

Os EUA comunicaram oficialmente que não vão embargar as carnes brasileiras e seus derivados, embora tenham aumentado a inspeção, que fazem de rotina, sobre produtos cárneos que importam do país, informou nesta sexta-feira (24) o ministro Blairo Maggi (Agricultura, Pecuária e Abastecimento). “O embaixador americano, Michael McKinley, me ligou dizendo que essa é a posição de Sonny Perdue, indicado para ocupar o posto de secretário da Agricultura dos Estados Unidos.”

O ministro também esclareceu a respeito dos contatos que tem mantido com autoridades de outros países, como Hong Kong e China, para reduzir o impacto da Operação Carne Fraca, da Polícia Federal, sobre as exportações brasileiras de proteína animal.

De acordo com Maggi, as tratativas com Hong Kong, maior importador de carnes do Brasil, estão avançadas. “Estamos conversando bem e já mandamos toda a documentação que foi solicitada por eles.” Corrigiu ainda a informação, sobre a notícia de retirada de produtos das prateleiras do país: “Não é uma ação do governo, mas dos comerciantes, como medida de precaução”.

“Nas conversas bilaterais que temos com eles (governo de Hong Kong), está tudo absolutamente normal e espero que a gente resolva o assunto nas próximas horas”, ressaltou o ministro, acrescentando que a Rússia também considerou suficientes as providências tomadas pelo Ministério da Agricultura.

O ministro relatou ainda conversas com chineses, outro importante mercado. “Com a China, estamos discutindo questões técnicas e nos encontramos na fase final das negociações. As autoridades chinesas pediram várias explicações sobre tudo que o está acontecendo. Agora, está bem claro para a China que a investigação não é sobre a qualidade da carne brasileira, mas em relação ao comportamento de pessoas. Esclarecemos tudo, de modo transparente, e esperamos ter uma posição em breve.”

Maggi explicou também que não houve suspensão das importações por parte dos chineses, mas apenas do desembarque das mercadorias nos portos, até haver maior clareza sobre os fatos. “Não houve embargo”, afirmou.

Depois de resolver as questões emergenciais, surgidas em razão das investigações da PF, Maggi vai visitar alguns mercados. “Quero ir à China e a vários países compradores dos nossos produtos. Vou junto com uma missão especial para a gente restabelecer a confiança que tínhamos até agora.” No roteiro da viagem, estão Emirados Árabes, Kuwait, Arábia Saudita, Rússia, China e Hong Kong. Ele também pretende visitar representantes da Comunidade Europeia.

Fonte: MAPA

 

Exportadores de frangos e suínos perdem US$40 mi em uma semana após Carne Fraca

SÃO PAULO - Indústrias exportadoras de carne suína e de frango perderam 40 milhões de dólares na primeira semana após as revelações da Operação Carne Fraca, que levaram ao fechamento de diversos mercados no exterior, estimou nesta sexta-feira a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA).

A receita corresponde a 22 por cento da previsão total de embarques de uma semana, de 185,7 milhões de dólares.

A ABPA estimou que os bloqueios totais ou parciais, que ocorrem em 25 mercados, representam 20 por cento da receita das exportações de carne de frango e 33 por cento dos embarques de carne suína.

A entidade destacou que os principais impactos ocorrem com os bloqueios na Ásia. A China é a segunda maior importadora de carne de frango e terceira maior importadora de carne suína do Brasil. Já Hong Kong é a segunda maior importadora de carne suína e sexta no ranking de embarques de carne de frango.

"Os equívocos na divulgação da Operação Carne Fraca (da Polícia Federal) causaram impactos globais. Já temos 25 mercados com algum tipo de bloqueio, parcial ou total. Estamos, juntamente com o governo brasileiro em um esforço para apresentar os devidos esclarecimentos aos vários mercados que são nossos importadores, buscando restabelecer a situação das exportações", disse em nota o presidente-executivo da ABPA, Francisco Turra.

Fonte: Reuters

 

Exportações globais de café sobem 0,1% em fevereiro, diz OIC

LONDRES - As exportações globais de café subiram 0,1 por cento em fevereiro ante o mesmo mês do ano anterior, para 9,71 milhões de sacas de 60 kg de café, segundo dados da Organização Internacional de Café (OIC) divulgados nesta sexta-feira.

Para os cinco primeiros meses da safra 2016/7, que começaram em 1º de outubro do ano passado, as exportações de café subiram 6,7 por cento para 49,52 milhões de sacas.

As exportações de café robusta subiram 4,7 por cento em fevereiro, ante o ano anterior, para 3,56 milhões de sacas.

As exportações cumulativas de robusta na safra até o momento subiram 6,7 por cento para 17,79 milhões de sacas.

No caso do café arábica, as exportações da variedade em fevereiro estavam 2,3 por cento abaixo do mesmo período do ano passado, a 6,15 milhões de sacas.

As exportações cumulativas de café arábica na safra até o momento subiram 6,7 por cento para 31,73 milhões de sacas.

Fonte: Reuters

 

BC ELEVA PREVISÃO PARA BALANÇA COMERCIAL EM 2017

Aumento das exportações e do valor dos produtos devem garantir um saldo comercial maior que o esperado no ano

Com a alta nas exportações, além de preços melhores para o produtor, o resultado da balança comercial deve ser maior que o esperado inicialmente. De acordo com relatório divulgado pelo Banco Central nesta sexta-feira (24), a previsão para esse saldo passou de US$ 44 bilhões para US$ 51 bilhões.

Os embarques para o exterior, segundo o BC, devem encerrar o ano em US$ 200 milhões. Caso esse valor se confirme, será um avanço de 8,7% frente aos US$184,4 bilhões observados em 2016. No caso das importações, o Brasil deve registrar compras de US$ 149 bilhões neste ano.

Diante desse cenário, a estimativa do BC supera a projeção do mercado financeiro, que espera um saldo comercial de US$ 48,1 bilhões em 2017. No ano passado, a balança comercial registrou superávit de US$ 47,6 bilhões, o maior na história.

Investimentos diretos no País

O Banco Central manteve a expectativa para o ingresso de capital estrangeiro no Brasil. Em 2017, segundo estima a autoridade monetária, US$ 75 bilhões devem ser injetados diretamente no setor produtivo do País. No ano passado, o valor apurado foi de US$ 78,9 bilhões.

Fonte: Portal Brasil, com informações do Banco Central

 

PRAZO MÉDIO PARA EXPORTAÇÃO PODE CAIR 40% COM SIMPLIFICAÇÃO DE PROCESSOS

Governo quer agilizar exportações de produtos feitas por aviões

O prazo para vendas de produtos ao exterior poderá ser reduzido em cerca de 40%, segundo estimativa do governo, com o lançamento do Novo Processo de Exportações do Portal Único do Comércio Exterior (sicomex.gov.br). A meta é reduzir o tempo de exportações de 13 para 8 dias e de importação de 17 para 10 dias, quando o projeto estiver totalmente implementado.

O objetivo é também oferecer trâmites simplificados para vendas externas com eliminação de documentos e etapas. Segundo o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, o novo processo vai alcançar cerca de 5 milhões de operações anuais de exportações, envolvendo mais de 25,5 mil empresas.

Na fase inicial, o projeto só contempla as exportações realizadas por transporte aéreo, por meio dos aeroportos de Guarulhos-SP, Viracopos-SP, Galeão-RJ e Confins-MG, sujeitas a controle apenas da Receita Federal. A proposta do governo é estender a medida para todos os aeroportos do país e demais modais (marítimo, fluvial, rodoviário e ferroviário, além das operações com intervenção de outros órgãos federais, ao longo deste ano.

Segundo o ministério, a fase inicial nos quatro aeroportos agilizará o desembaraço das mercadorias de elevado valor agregado que representaram, em 2016, quase US$ 6 bilhões em exportações, 55,7% das operações realizadas por via aérea.

Medidas do novo processo

Eliminação de documentos: os atuais Registro de Exportação, Declaração de Exportação e Declaração Simplificada de Exportação serão substituídos por um só documento – a Declaração Única de Exportação;

Eliminação de etapas processuais: fim de autorizações duplicadas em documentos, com possibilidade de autorizações abrangentes a mais de uma operação;

Integração com a nota fiscal eletrônica;

60% de redução no preenchimento de dados;

Automatização da conferência de informações:

Guichê único entre exportadores e governo;

Fluxos processuais paralelos: despacho aduaneiro, movimentação de carga e licenciamento e certificação deixam de ser sequenciais e terão redução de tempo;

Portal Único

O Portal Único do Comércio já permite consultas em tempo real sobre a situação de exportações e importações. Os usuários podem também anexar documentos eletronicamente, o que possibilitou a eliminação de 99% do papel nas operações.

Fonte: Agência Brasil 

 

23-03-2017

 

AUMENTO NAS IMPORTAÇÕES MOSTRAM RETOMADA DO CRESCIMENTO, AFIRMA MARCOS PEREIRA

Ministro proferiu palestra hoje, em São Paulo, sobre futuro do Brasil e destacou também esforço para inserir país no mercado internacional

O ministro da Indústria, Comércio Exterior e Serviços, Marcos Pereira, destacou hoje, durante palestra sobre as perspectivas para o futuro do Brasil, em São Paulo, que o País já apresenta sinais de retomada do crescimento econômico, medido a partir de dados como o aumento das importações no primeiro bimestre deste ano.

Nos primeiros dois meses de 2017, as importações tiveram um crescimento de 9,2% com aumento dos gastos com bens intermediários (19,5%), e diminuição das compras de bens de capital (-28,5%) e bens de consumo (-1,5%). “Estamos comprando mais, o que sinaliza uma nova perspectiva de produção e comercialização, algo que não tivemos ano passado. É sem dúvida um sinal importante de reaquecimento da economia”, afirmou o ministro.

No período, houve aumento nas importações de insumos usados para produção agrícola e para produção industrial de alguns setores como eletroeletrônico, aviação, indústria química e indústria de equipamentos mecânicos, além de combustíveis e lubrificantes.

O ministro fez uma avaliação do último ano, a partir do início do governo interino, em maio. Para ele, o Brasil estava “à beira do abismo”, com perspectiva de recuo no PIB entre 3,8% e 4,8%, o que não se confirmou. “O PIB caiu 3,3% e tivemos superávit comercial de US$ 47 bilhões”, comentou.

Marcos Pereira lembrou o esforço do governo para ampliar mercados fora do Brasil e disse que o desafio para o futuro é aumentar a participação do país no comércio internacional. “Estamos conversando com o México para aumentarmos nossas relações comerciais”, exemplificou. “No âmbito do Mercosul, suspensa a Venezuela, começamos a revitalizar o bloco”, avaliou.

Na primeira semana de abril haverá, em Buenos Aires, edição do Fórum Econômico Mundial América Latina, do qual participará junto com delegação técnica do MDIC. “O encontro de Buenos Aires viabilizará acordo do Mercosul com Japão e Coreia”, afirmou. “Nossa perspectiva é posicionar o MDIC como articulador com outros ministérios”, disse. O ministro negou que os desdobramentos da operação Carne Fraca estarão na pauta do Fórum.

Embora o mercado externo seja tratado como prioridade, o ministro colocou as reformas estruturais como essenciais para melhoria do ambiente interno de negócios, o que oferecerá aos empresários condições sustentáveis e reais de crescimento. Nesse sentido, Marcos Pereira defendeu que o governo construa uma política industrial “mais realista”, sem incentivos. Das três reformas prioritárias para o governo – previdenciária, trabalhista e tributária – a tributária é a mais “hercúlea”, segundo Marcos Pereira, embora menos polêmica.

Fonte: Assessoria de Comunicação Social do MDIC

 

Supermercados chineses retiram carne brasileira das prateleiras após escândalo

PEQUIM - Alguns dos maiores supermercados na China retiraram das prateleiras produtos brasileiros de carne bovina e de frango, no primeiro sinal concreto de que o escândalo envolvendo a indústria processadora do Brasil está afetando os negócios em seu principal mercado de exportação.

A medida foi tomada pela Sun Art Retail (6808.HK: Cotações), maior rede de hipermercados da China, e pelos braços chineses das gigantes globais Wal-Mart (WMT.N: Cotações) e Metro (MEOG.DE: Cotações), dias após a China banir temporariamente as importações de carne brasileira.

Temores sobre a qualidade da carne brasileira surgiram depois que a Polícia Federal deflagrou a operação Carne Fraca, na semana passada, acusando fiscais de receberem subornos para permitir a venda de produtos estragados e contaminados.

Uma porta-voz da Sun Art Retail, que opera 400 hipermercados chineses, disse nesta quarta-feira que a rede recolheu carne fornecida pela BRF (BRFS3.SA: Cotações) e pela JBS (JBSS3.SA: Cotações) de suas prateleiras a partir de segunda-feira. A carne bovina brasileira responde por menos de 10 por cento da oferta da Sun Art Retail, segundo ela.

O Wal-Mart também retirou produtos de carne brasileira de suas lojas, afirmou uma pessoas familiarizada com o assunto. Já a alemã Metro recolheu asas e coxas de frango de suas lojas na China, segundo um gerente da rede, que pediu para não ser identificado porque não estava autorizado a falar com a imprensa.

Fonte: Reuters

 

China eleva produção de aço bruto em 4,6% em fevereiro sobre um ano antes

LONDRES - A produção chinesa de aço bruto em fevereiro subiu 4,6 por cento sobre um ano antes, para 61,2 milhões de toneladas, informou nesta quarta-feira a associação mundial de siderurgia World Steel Association.

Segundo a entidade, a produção global da liga teve alta anual de 4,l por cento no mês passado, para 127 milhões de toneladas.

A produção brasileira, segundo informações do Instituto Aço Brasil (IABr), teve crescimento de 5,7 por cento em fevereiro sobre o mesmo período de 2016, a 2,57 milhões de toneladas.

Fonte: Reuters

 

Carne Fraca arranhou imagem do Brasil e pode gerar oscilação de mercado de 10%, diz Maggi

BRASÍLIA -  As suspeitas em torno da qualidade da carne brasileira, geradas pela operação Carne Fraca da Polícia Federal, arranharam a imagem do Brasil no exterior e podem resultar em uma "oscilação de mercado" para o país em torno de 10 por cento, disse nesta quarta-feira o ministro da Agricultura, Blairo Maggi.

Em audiência conjunta das comissões de Agricultura e de Assuntos Econômicos do Senado, Maggi disse que os importadores de carne brasileira que mais preocupam o governo brasileiro são China e Hong Kong, que ainda não se posicionaram claramente sobre embargos.

Ele disse que nos demais países com que o governo brasileiro discutiu o assunto, as restrições devem se limitar aos 21 frigoríficos colocados sob suspeita pela PF.

Fonte: Reuters

 

Movimentação de contêineres em portos caiu 4% em 2016, diz entidade

O fluxo de contêineres nos portos brasileiros caiu 4% em 2016, segundo a Abratec (associação do setor).

"A economia brasileira e a indústria perderam força e os terminais refletem isso", diz Sérgio Salomão, presidente-executivo da entidade, que representa empresas arrendatárias de terminais portuários.

"Não há uma projeção, mas neste ano prevemos um reaquecimento do setor. Somos responsáveis por 70% da movimentação de contêineres nos portos do país e, mesmo com a crise, as companhias não adiaram obras e aportes."

O porto de Itajaí (SC) foi beneficiado por exportações no ano passado e foi um dos poucos que tiveram alta -em torno de 10%, afirma o superintendente Marcelo Salles.

Nos dois primeiros meses do ano, o volume de cargas que passou pelo complexo catarinense aumentou 7%, na comparação com o mesmo período de 2016. "Projetamos um crescimento em torno de 15% em 2017", afirma.

O porto de Rio Grande (RS) também terá uma melhora, segundo o diretor Darci Tartari.

"Sofremos pouca variação nos últimos anos. Com uma leve recuperação da indústria, prevemos um incremento e deveremos chegar a um nível similar ao de 2015."

Fonte: Folha

 

PROWEIN GERA US$ 1,5 MI NEGOCIADO POR VINÍCOLAS BRASILEIRAS

A projeção das 10 vinícolas brasileiras que participaram da ProWein – a maior feira de vinhos do mundo – foi superada em quase 60% e deve atingir US$ 1,5 milhão em vendas para o Exterior. O montante será atingido nos próximos 12 meses e foi resultado de mais de 250 contatos comerciais feitos em três dias de realização do evento. Entre os países com maior interesse pelos vinhos brasileiros estão importantes mercados para a bebida no mundo, como Reino Unido, Estados Unidos, Alemanha e China, e também países com procura mais recente pelo produto nacional, como Canadá e Peru.

As vinícolas que representaram o Brasil em sua 13ª participação na exposição encerrada nesta terça-feira (21), em Düsseldorf, na Alemanha, foram a Aurora, Basso, Casa Perini, Casa Valduga, Don Guerino, Lidio Carraro, Miolo, Peterlongo, Pizzato e Salton. A ação é do projeto setorial Wines of Brasil, desenvolvido pelo Instituto Brasileiro do Vinho (Ibravin), por meio do Fundo de Desenvolvimento da Vitivinicultura do RS (Fundovitis), em parceria com a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil).

Como de costume, a mesa coletiva que apresentou alguns rótulos campeões de concursos internacionais esteve entre as atrações principais do estande. O destaque da Get to know our Champions (em tradução livre, Conheça nossos Campeões) foram os espumantes, com 12 dos 17 produtos apresentados.

“O Brasil, hoje, é reconhecido pelo trade especializado como um importante país produtor de vinhos do Novo Mundo. Além disso, somos reconhecidos internacionalmente como um produtor de espumantes de excelente qualidade. Outro destaque é a consolidação e a ampliação dos canais de distribuição dos nossos vinhos nos principais países-alvo das exportações brasileiras”, resumiu o gerente de Promoção do Ibravin, Diego Bertolini.

O dirigente também relatou a presença de grandes críticos no estande brasileiro na ProWein. Entre eles, o responsável pelo lendário Julgamento de Paris e fã declarado do vinho brasileiro, Steven Spurrier, da revista britânica Decanter, e Felicity Carter, editora da alemã Meininger’s Wine Business Magazine. Ambas as publicações estão entre as principais do segmento na Europa. Durante o período da feira, a vitivinicultura brasileira também figurou na capa da revista austríaca Falstaff. A matéria especial aborda os produtores sul-americanos da bebida, com destaque para o Brasil.

Exportação de vinho brasileiro em alta

Em 2016, as vinícolas brasileiras ampliaram o valor das exportações para os países europeus em 10% em relação ao ano anterior, com a comercialização de US$ 1,24 milhão. Em volume, as vendas atingiram 272,2 mil litros, alta de 7,6% sobre 2015, remetidos para 11 países. No total, o vinho brasileiro foi comercializado para 36 países no ano passado. As vendas resultaram em US$ 5,9 milhões em 2016, o que representou um aumento de 45% em relação a 2015. Em volume o crescimento foi semelhante: 43% a mais, com a venda de 2,2 milhões de litros. Nos espumantes, o incremento foi de 20%, com a comercialização de 174 mil litros.

Fonte: ExportNews

 

EXPORTAÇÕES JÁ COMEÇARAM A CAIR E PREJUÍZO PODE CHEGAR A R$ 1,5 BILHÃO

Ministro Blairo Maggi: prejuízo virá com certeza

O ministro da Agricultura, Blairo Maggi, disse ontem que os problemas identificados na Operação Carne Fraca, da Polícia Federal, são questões “localizadas” e “pontuais” de desvio de conduta de servidores, mas reconheceu perdas sensíveis para o País. Maggi defendeu o sistema e controle de qualidade da carne brasileira e disse que com o episódio a imagem do país ficou “arranhada” e “abalada”, impactando nas vendas para o mercado externo. De acordo com o ministro, a média diária de exportação brasileira de carnes é de US$ 63 milhões e na terça-feira ficou em US$ 74 mil. “Estamos falando de números estratosféricos. Não sabemos o tamanho da pancada que vamos levar ainda”, disse.

O ministro estimou que o Brasil poderá ter um prejuízo de até US$ 1,5 bilhão por ano com os desdobramentos da Operação Carne Fraca. “Os prejuízos que vamos ter serão muito grandes”. O Paraná pode ser o Estado mais impactado, já que a maioria dos frigoríficos sob suspeita estão aqui. O Estado também é um dos grandes produtores de carne e é o principal produtor de carne de frango para exportação.

O Brasil comunicou a todos os países que compram carnes dos 21 frigoríficos investigados na Operação Carne Fraca, da Polícia Federal, que foram suspensos os registros de exportação dessas unidades, disse o ministro da Agricultura, Blairo Maggi. Segundo ele, “é natural agora recebermos pedidos de esclarecimento de cada um desses países”. O ministro disse ainda que esta é uma chance para o governo brasileiro dar informações detalhadas a cada país, para evitar embargos totais e por tempo indeterminado.
Maggi reforçou a segurança e a robustez dos sistemas brasileiros de produção de carnes e de defesa agropecuária, e ressaltou que o objetivo, no momento, é tranquilizar os mercados interno e externo. “Estamos dando aos mercados importadores a garantia de que não há problemas com os produtos embarcados”, disse. “Nosso sistema detecta tudo. É totalmente rastreado “.

Fonte: ExportNews

 

GOVERNO COMUNICA PAÍSES SOBRE SUSPENSÃO TEMPORÁRIA DE 21 CERTIFICADOS DE EXPORTAÇÃO

Ministro Blairo Maggi disse, em entrevista, que um do objetivos, no momento, é tranquilizar os mercados interno e externo

O Brasil comunicou a todos os países que compram carnes dos 21 frigoríficos investigados pela Polícia Federal a suspensão dos seus registros de exportação, segundo o ministro Blairo Maggi (Agricultura, Pecuária e Abastecimento). Em relação às conversas que o Mapa tem tido com autoridades de governos estrangeiros sobre a Operação Carne Fraca da Polícia Federal, destacou que “é natural agora recebermos pedidos de esclarecimento de cada um desses países.” De acordo com Maggi, essa é uma chance para o governo brasileiro dar informações detalhadas a cada país, a fim de evitar embargos totais e por tempo indeterminado.

Maggi reforçou a “segurança e a robustez” dos sistemas brasileiros de produção de carnes e de defesa agropecuária. “Estamos dando aos mercados importadores a garantia de que não há problemas com os produtos embarcados. Não podemos ser embargados definitivamente pelos países, porque teríamos prejuízos imediatos e no futuro.”

O ministro ressaltou também que o objetivo, no momento, é tranquilizar os mercados interno e externo. “Nosso sistema detecta tudo. É totalmente rastreado. Ontem, por exemplo, vimos que havia um caminhão levando mercadoria para o Chile. Então, pedimos ao frigorífico que o veículo retornasse para não criar problema com o país. Podemos determinar, por exemplo, em qual navio e em qual posição no mar estão os contêineres.”

Como parte da estratégia de reforçar a transparência do sistema brasileiro de produção de carnes, Maggi esteve na terça-feira (21) em uma unidade da Seara, no município da Lapa, região metropolitana de Curitiba. A empresa é exportadora de carnes e foi citada na operação da Polícia Federal. A visita do ministro serviu para mostrar a regularidade dos procedimentos sanitários adotadas na produção.

Fonte: MAPA

 

22-03-2017

 

Vendas de distribuidores de aços planos do Brasil têm pior fevereiro desde 2008, diz Inda

SÃO PAULO - As vendas de aços planos por distribuidores do Brasil em fevereiro caíram 11,3 por cento sobre o mesmo período do ano passado, para 215,5 mil toneladas, informou nesta terça-feira a associação que representa o setor, Inda.

Segundo o presidente do Inda, Carlos Loureiro, o resultado para o mês é o pior desde 2008, desempenho sentido também pelos estoques, que atingiram nível equivalente a 4,3 meses de vendas, ou 918,3 mil toneladas. Em janeiro, as vendas já tinham sido as mais fracas desde 2009.

"Todo mundo sentiu muita dificuldade de venda, muita dificuldade de repassar os aumentos de preços das usinas", afirmou Loureiro a jornalistas em referências a reajustes de preços realizados pelas siderúrgicas no final de 2016.

Ele afirmou que a diferença de preços entre o mercado interno e externo no segmento de laminados a quente está em 15 a 16 por cento enquanto em laminados a frio está em 20 a 25 por cento. Estes prêmios, que têm avançado diante da valorização do real contra o dólar, pode acabar sendo revisto nos próximos meses, conforme preços internacionais do aço sofrem pressão de queda decorrente de baixa nos preços de insumos como minério de ferro, disse Loureiro.

"O spread (diferença entre preços do aço e de insumos) está num nível muito alto. Se tiver um movimento de queda de preço do minério de ferro, definitivamente vai direto para o preço internacional do aço", afirmou o presidente do Inda. Esse movimento poderá pressionar usinas siderúrgicas brasileiras a reverem parte dos reajustes aplicados anteriormente, como forma de defesa de mercado ante material importado.

Segundo os dados do Inda, as importações de aços planos do Brasil dispararam 237 por cento sobre o mesmo período do ano passado, para cerca de 184 mil toneladas. Com isso, a participação dos importados no consumo aparente brasileiro de aço plano correspondeu a 13 por cento nos dois primeiros meses do ano ante nível de 4,6 por cento no mesmo período de 2016.

"Se o prêmio crescer mais, as usinas vão ter de mexer de novo no preço", disse Loureiro.

O presidente do Inda afirmou que a entidade vai esperar até maio para avaliar a necessidade de rever sua projeção de crescimento de 5 por cento nas vendas em 2017, após queda de 4 por cento em 2016, a 3,039 milhões de toneladas.

Para março, a expectativa da entidade é de crescimento de 25 por cento nas vendas sobre fevereiro, em um movimento apoiado em parte por efeitos sazonais. O estoque, com isso, pode avançar 1 por cento, a 926,6 mil toneladas.

Fonte: Reuters

 

Suíça suspende importações de carnes de 4 plantas do Brasil

ZURIQUE - A Suíça suspendeu as importações de 4 plantas processadoras de carne do Brasil como parte de uma ampla medida de segurança no continente europeu, disseram autoridades suíças nesta terça-feira.

"Um total de quatro unidades foram barradas de exportar produtos de carne à União Europeia ou Suíça", disse o órgão federal de segurança alimentar e veterinária. "Três destas unidades exportaram produtos de carne para a Suíça no passado."

Fonte: Reuters

 

Brasil espera derrubar veto da China à importação de carne, diz secretário

LAPA, Paraná - O Brasil espera derrubar em breve a proibição anunciada pela China às importações de carne do país após um escândalo que envolve investigações da Polícia Federal sobre supostas propinas pagas para venda de produtos sem inspeção, disse à Reuters um secretário do Ministério de Agricultura.

A pasta teve uma videoconferência com autoridades chinesas na noite de segunda-feira (horário de Brasília), na qual a China pediu mais garantias de que o escândalo não terá efeitos sobre a qualidade sanitária dos produtos brasileiros. A China anunciou uma suspensão temporária das importações de carne do Brasil na segunda-feira, após as denúncias da PF na semana passada.

"Nós vamos apresentar essa carta a eles hoje com nossas garantias e uma vez que o tenhamos feito, esperamos que as restrições às importações sejam retiradas", disse o secretário de Defesa Agropecuária do Ministério da Agricultura, Luís Eduardo Rangel.

"Nós estamos confiantes de que não há riscos de saúde pública associados à carne brasileira", acrescentou Rangel.

A China, por sua vez, pediu que o Brasil adote medidas de segurança mais severas em seus embarques de alimentos.

A porta-voz a do Ministério de Relações Exteriores chinês, Hua Chunying, disse a jornalistas que "a China está preocupada com os problemas de qualidade de alguns produtos de carne do Brasil".

Hua Chunying recusou-se a comentar quando a proibição temporária às importações de carne do Brasil poderá ser retirada. Essa decisão será tomada pela Administração Chinesa de Supervisão de Qualidade, Inspeção e Quarentena (AQSIQ, na sigla em inglês).

Na videoconferência da noite de segunda-feira, autoridades do governo brasileiro conversaram com o vice-ministro da AQSIQ sobre o assunto, disse uma fonte com conhecimento do assunto.

A reunião foi a discussão em mais alto nível entre as duas nações sobre o assunto até o momento, ressaltando a urgência com que Brasil e China querem evitar mais interrupções no comércio.

O Brasil é o maior fornecedor de carne bovina à China, respondendo por cera de 31 por cento das importações do país na primeira metade do ano passado. O segundo maior fornecedor, a Austrália, ainda está reconstruindo seu rebanho após uma seca, e não é vista como capaz de satisfazer a ascendente demanda chinesa.

O Brasil também fornece mais de 85 por cento das importações de carne de aves da China, segundo o Departamento de Agricultura dos EUA. Outros grandes produtores, como os EUA e alguns mercados europeus menores, estão proibidos de vender à China devido a surtos de gripe aviária.

HONG KONG

Autoridades do Ministério da Agricultura do Brasil também confirmaram que Hong Kong anunciou um veto a todas importações de carne brasileira até que o governo brasileiro envie mais informações sobre o escândalo em investigação.

Hong Kong é o segundo mercado de exportação para a carne brasileira, tendo totalizado 1,62 bilhão de dólares em 2016. A China foi o maior mercado, com 1,75 bilhão de dólares.

Fonte: Reuters

 

Argentina vai elevar controle sobre importações de carnes do Brasil, diz ministério

SÃO PAULO - A Argentina vai aumentar os controles sobre importações de carne do Brasil, após o escândalo da operação Carne Fraca pela Polícia Federal do Brasil sobre um esquema de corrupção em frigoríficos para fraudar fiscalização, disse o ministério argentino da agricultura em um comunicado.

O governo da Argentina, país que também é exportador de carne bovina, disse na nota que apenas uma fábrica envolvida no escândalo exporta para a Argentina.

Fonte: Reuters

 

México suspende importação de produtos pecuários do Brasil após escândalo

CIDADE DO MÉXICO - O México suspendeu a partir de 19 de março as importações de produtos pecuários do Brasil, em meio a um escândalo pela suposta venda de produtos estragados, informou nesta terça-feira a Secretaria de Agricultura mexicana em um comunicado.

O México não importa carne bovina ou de porco do Brasil, mas compra do país produtos avícolas como carne refrigerada, congelada e desidratada de frango e de peru, ovo fértil e aves domésticas, informou a secretaria.

Fonte: Reuters

 

Japão suspende importações de frango de fábricas citadas em operação Carne Fraca

SÃO PAULO - O governo japonês suspendeu importações de frango e outros produtos do Brasil oriundos dos 21 estabelecimentos citados na investigação da operação Carne Fraca, da Polícia Federal.

"O governo do Japão suspendeu, até novas notificações, o trâmite das importações de frango e de outros produtos oriundos dos 21 estabelecimentos citados", afirmou em nota a embaixada do Japão no Brasil sobre a decisão desta terça-feira.

Fonte: Reuters

 

Exportações brasileiras já sentem o baque

A Operação Carne Fraca, deflagrada na sexta-feira pela Polícia Federal, já começou a provocar estragos no comércio internacional. Enquanto aguardam pelas respostas do Ministério da Agricultura sobre a extensão das irregularidades que possam atingir alimentos exportados pelo Brasil, China, União Europeia, Chile e Coreia do Sul, que em conjunto gastaram quase US$ 4 bilhões ao longo do ano passado com a importação de carnes do país, suspenderam - total ou parcialmente - as compras dos produtos brasileiros.

Ainda que o setor privado seja cauteloso em estimar as perdas financeiras, as exportações no primeiro semestre devem ficar comprometidas, frustrando a expectativa de recuperação acalentada pelas indústrias de carne bovina e limitando a vantagem que os frigoríficos de carne de frango esperavam com o surto de gripe aviária que atinge mais de 50 países - entre eles, concorrentes como EUA.

Os prejuízos serão tanto maiores quanto mais demorado for o envio dos relatórios técnicos pelo Ministério da Agricultura. Ontem, o ministro Blairo Maggi disse pretender resolver a questão em três semanas. Nesse cenário, já seria quase um mês de embarques sob algum risco.

Os problemas não param por aí. Se ontem a lista de países que impuseram algum tipo de trava às carnes chegava a quatro, não há dúvida de que o número pode aumentar - em 2016, o Brasil exportou para mais de 150 países, obtendo uma receita de bilhões US$ 13,7 bilhões. Desde sexta-feira, diversos países já pediram esclarecimentos para o ministério.

Por ora, o país que mais preocupa é a China, devido à importância do país asiático para os frigoríficos brasileiros e, sobretudo, pelo caráter generalizado do veto temporário aos produtos brasileiros. Desde o domingo, os chineses interromperam a inspeção dos embarques de carnes que chegam aos portos. O Ministério da Agricultura informou que o país não liberará os embarques brasileiros por uma semana, mas há dúvidas no setor privado sobre o prazo.

Em entrevista na sede da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) ontem, em São Paulo, o vice-presidente de mercados da entidade, Ricardo Santin, estimou que, somente de carne de frango, 300 contêineres ou mais de 7 mil toneladas aportam semanalmente na China.

O país asiático é de suma importância para as três principais carnes, ocupando o posto de segundo principal destino das carne bovinas e de frango do Brasil, e de terceiro principal da carne suína. No ano passado, os chineses desembolsaram US$ 1,7 bilhão para importar carne do Brasil, segundo dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) compilados pela ABPA e pela Associação das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec).

Na tarde de ontem, Blairo Maggi admitiu preocupação com a China e também com a União Europeia. Na visão do ministro, um embargo generalizado e permanente dos dois mercados seria um "desastre completo" não só para as divisas do país, mas também para a população brasileira. A cadeia produtiva das carnes gera 6 milhões de empregos, disse.

No caso dos europeus, que gastaram no ano passado US$ 1,6 bilhão com a compra de carne brasileira, os prejuízos, ao menos por enquanto, tendem a ser localizados, visto que a União Europeia só deixará de comprar de quatro unidades - um frigorífico de bovinos, dois de aves e uma planta de produção de mel - envolvidas nas investigações da Polícia Federal.

Na tarde de ontem, a União Europeia informou que pediu esclarecimentos adicionais ao Brasil sobre como o país vai assegurar que nenhum desses quatro estabelecimentos continue exportando à Europa. Ao mesmo tempo, Bruxelas anunciou que está acompanhando de muito perto, com os 28 países-membros, o problema no Brasil, e que pediu aos países-membros para aumentarem os controles sobre a carne proveniente do Brasil, tanto em termos de documentação como de testes físicos.

Em resposta, o Ministério da Agricultura informou ter suspendido as emissões de certificados para exportação das quatro unidades, que pertencem à BRF, JBS, JJZ Alimentos e Breyer (ver arte acima) Procurada pelo Valor, a JBS reconheceu o embargo europeu à unidade de Lapa, no Paraná. "A empresa reforça que a planta não foi interditada na operação e não foi constatada nenhuma irregularidade na qualidade dos produtos produzidos pela unidade". A planta da BRF, localizada em Mineiros (GO), foi interditada pelo Ministério da Agricultura sexta-feira.

Além do veto dos europeus, a BRF também será penalizada pela Coreia do Sul. O país asiático proibiu as compras de carnes da companhia, disse o ministro Blairo, em entrevista. Procurada pela reportagem, a BRF não respondeu sobre o bloqueio coreano até o fechamento desta edição. No ano passado, os coreanos gastaram quase US$ 170 milhões para importar a carne de frango do Brasil. O número da empresa em si não foi divulgado, mas a BRF é maior exportadora do país.

Ainda no que diz respeito à Coreia, também já houve aumento na fiscalização. De acordo com Santin, da ABPA, os coreanos, que até então inspecionavam 1% do produto brasileiro que chegava nos portos do país, passará a inspecionar 15%.

Na mesma linha, os EUA também decidiram aumentar os testes laboratoriais. Os testes deverão ser elevados em até 100% das importações, de acordo com fontes ligadas ao setor nos Estados Unidos. A tendência inicial é não haver descontinuidade nas importações no Brasil. Também não há informações até o momento sobre uma eventual retomada do embargo à carne brasileira. Os trâmites para o fim do embargo de carne "in natura" foram concluídos apenas no ano passado, quando foram realizadas as últimas inspeções de técnicos de um país sobre o outro e vice-versa.

Na América do Sul, o único país que impôs restrições aos produtos brasileiros foi o Chile, ao menos até agora. De acordo com a Embaixada do Chile no Brasil, o embargo temporários a todas as carnes brasileiras valerá até que Brasília envie as respostas técnicas. Depois disso, poderá ser flexibilizado. No ano passado, as vendas dos frigoríficos aos chilenos- especialmente de carne bovina - renderam US$ 412,1 milhões A expectativa é que, quando o governo brasileiro enviar as explicações, apenas os 21 estabelecimentos investigados na Operação Carne Fraca sigam proibidos de vender ao Chile.

Em reação à postura chilena, o ministro Blairo ameaçou retaliar o país sul-americano. "Nós somos grande importadores de produtos do Chile - peixes, frutas - e os produtores brasileiros vivem reclamando que deveríamos criar barreiras. O comércio é assim, não tem só bonzinho. Comércio é feito a cotovelada e se eu tiver que ter uma reação mais forte com o Chile eu terei", disparou. O ministro espera que o veto chileno fique circunscrito àquelas 21 plantas investigadas pela Polícia Federal.

Essa também é a esperança da Marfrig, que não foi citada na Operação Carne Fraca. Em nota, a empresa informou que Chile e a China, que suspenderam a carne sem distinção de envolvidos na investigação, representam 8,8% das vendas da operação de carne bovina no Brasil e 3% do faturamento total. (Colaboraram Alda do Amaral Rocha, Bettina Barros, Camila Souza Ramos, Daniel Rittner, Fernanda Pressinott e Fernado Lopes, de São Paulo e Brasília).

Fonte: Valor

 

21-03-2017

 

BALANÇA COMERCIAL: SUPERÁVIT DE US$ 1,437 BILHÃO NA TERCEIRA SEMANA DE MARÇO

No acumulado do ano, as exportações totalizam US$ 41,908 bilhões com crescimento de 22%

Na terceira semana de março, a balança comercial registrou superávit de US$ 1,437 bilhão, resultado de exportações no valor de US$ 4,262 bilhões e importações de US$ 2,825 bilhões. No mês, as exportações somam US$ 11,527 bilhões e as importações, US$ 7,673 bilhões, com saldo positivo de US$ 3,854 bilhões. No ano, as exportações totalizam US$ 41,908 bilhões e as importações, US$ 30,775 bilhões, com saldo positivo de US$ 11,134 bilhões.

A média das exportações da terceira semana (US$ 852,3 milhões) ficou 6,2% abaixo da média até a segunda semana (US$ 908,2 milhões), em razão da queda nas exportações de produtos básicos (-15,7% por conta de minério de ferro, farelo de soja, minério de cobre, soja em grão, trigo em grão, carne suína e de frango) e semimanufaturados (-10%, causado, principalmente, por semimanufaturados de ferro e aço, ouro em formas semimanufaturadas, óleo de soja em bruto, couros e peles, madeira em estilhas). Já as vendas de manufaturados cresceram (+9,6%) em razão, principalmente, de aviões, hidrocarbonetos e seus derivados halogenados, tubos flexíveis de ferro ou aço, açúcar refinado, máquinas-ferramentas para forjar metais, óxidos e hidróxidos de alumínio.

As importações, pela média diária, tiveram retração de 6,8%, sobre igual período comparativo (média da terceira semana, de US$ 565 milhões sobre média até a segunda semana, que foi de US$ 606 milhões). A queda pode ser explicada, principalmente, pela queda nos gastos com equipamentos mecânicos, equipamentos elétricos e eletrônicos, químicos orgânicos e inorgânicos, veículos automóveis e partes e siderúrgicos.

Acumulado do ano

Nas exportações, comparadas as médias até a terceira semana de março (US$ 886,7 milhões) com a de março do ano passado (US$ 726,8 milhões), houve crescimento de 22%, em razão do aumento nas vendas das três categorias de produtos: básicos (+34,4%, causado por minério de ferro, petróleo em bruto, soja em grão, carnes suína e de frango, e café em grão, entre outros produtos), manufaturados (+11%, por conta de automóveis de passageiros, óleos combustíveis, veículos de carga, tubos flexíveis de ferro ou aço, hidrocarbonetos e seus derivados halogenados) e semimanufaturados (+9,2%, por conta de produtos semimanufaturados de ferro e aço, celulose, açúcar em bruto, ferro-ligas, e ouro em formas semimanufaturadas). Em relação a fevereiro deste ano, houve crescimento de 3,2%, em virtude dos aumentos nas vendas de produtos básicos (+10,3%) e manufaturados (+1%), enquanto que caíram as vendas de produtos semimanufaturados (-14,4%).

Nas importações, a média diária até a terceira semana de março (US$ 590,2 milhões), ficou 12,3% acima da média de março de 2016 (US$ 525,5 milhões). Cresceram os gastos, principalmente, com bebidas e álcool (+112,6%), equipamentos elétricos e eletrônicos (+36,5%), combustíveis e lubrificantes (+31,5%), plásticos e obras (+19%), químicos orgânicos e inorgânicos (+14,3%). Ante fevereiro/2017, houve retração de 2,6%, pelas quedas em farmacêuticos (-28,9%), combustíveis e lubrificantes (-26,9%), bebidas e álcool (-20,8%), adubos e fertilizantes (-11,8%), equipamentos mecânicos (-7,1%).

Fonte: Assessoria de Comunicação Social do MDIC

 

México estuda importar milho de Brasil e Argentina

O México estuda a possibilidade de vir a comprar milho do Brasil e Argentina ante a incerteza quanto à revisão do Tratado de Livre Comércio da América do Norte (Nafta), o que coloca em alerta os produtores americanos temerosos de perder seu maior cliente.

"Não sabemos o que os Estados Unidos vão propor (ao Nafta) e temos que antecipar para, quando cheguarmos a essa mesa de negociação tenhamos a certeza de que partimos de uma posição de total fortaleza", explicou o secretário de Agricultura mexicano, José Calzada.

E afirmou que o diálogo com os dois países sul-americanos está avançado.

Seu governo já está proporcionando preços de referência para que os importadores interessados vejam que há outras opções além de Estados Unidos onde comprar este grão, que no México é utilizado para alimentar o gado.

O senador opositor de esquerda Armando Ríos Piter lançou uma iniciativa legislativa para aumentar paulatinamente a compra de milho de ambos os países sul-americanos, diminuindo a dependência dos Estados Unidos.

"Talvez os produtores de milho estivessem sendo enganados por Donald Trump dizendo que México é o único que tira proveito do Nafta", disse o senador à AFP.

O milho amarelo está entre os produtos mais importados pelo México dos Estados Unidos, só superado pela gasolina, pelo diesel e pelo gás natural.

Em 2016, as compras mexicanas do grão a produtores americanos somaram 2,32 bilhões de dólares, 10,36% a mais do que em 2015, segundo dados da Secretaria de Economía de México.

As importações da Argentina são 17,7 milhões de dólares e as do Brasil 10 milhões de dólares no mesmo período.

Benefício do Nafta

O milho é um dos maiores produtos de exportação de Iowa, Dakota do Norte, Kansas, Missouri e Nebraska, estados que votaram em Trump e no Partido Republicano nas eleições de 2016. Por esse peso há uma preocupação na indústria.

"Para os produtores, o México é seu principal mercado de exportação, e por isso estão preocupados em manter uma excelente relação de gerações", disse à AFP Thomas Sleight, presidente do US Grain Council, organização de produtores e exportadores de grãos nos Estados Unidos.

Os produtores dessas regiões estiveram em contato com seus representantes em Washington para ressaltar a importância do acordo em seus negócios diante da revisão que Trump quer fazer do Nafta neste ano, acrescentou.

Entretanto, não é a primeira vez que apresentam suas preocupações ao governo.

Em 23 de janeiro, três dias depois da posse de Trump, a industria agroalimentar lhe enviou uma carta ressaltando que as exportações de alimentos quadruplicaram desde que o Nafta entrou em vigor.

"A melhor opção de fornecimento de milho e outros grãos para o México, por questões logísticas e de custo, está dentro do bloco norte-americano integrado pelos três países membros do Nafta", disse à AFP um porta-voz da empresa americana Cargill, uma das empresas que assina a mensagem.

Até o momento, o milho americano continua sendo mais barato para o México do que o do Brasil e da Argentina.

"O milho dos Estados Unidos nos sai a 198 dólares por tonelada, o do Brasil a 210 dólares e o da Argentina a 217 dólares", explicou à AFP Juan Carlos Anaya, diretor do Grupo Consultor de Mercados Agrícolas.

Comprar de outras regiões implicaria em uma perda de competitividade para a indústria mexicana e em um impacto para os consumidores, pelo encarecimento de vários produtos.

No entanto, o golpe para os produtores agrícolas nos Estados Unidos por uma revisão do Nafta não termina com o milho.

O México é também um mercado importante para os produtos lácteos, a carne de porco, o arroz, o trigo e a soja.

"Qualquer ruptura do comércio con México só pioraria a situação dos produtores americanos, na medida que o setor luta com preços baixos, menor valor de suas terras e aumentos na taxa de juros, motivo pelo qual a rentabilidade diminuiu", avalia a BMI Research.

Fonte: G1

 

Chile vai barrar temporariamente carne do Brasil após escândalo, diz ministério

SANTIAGO - O Chile está barrando temporariamente importações de carne do Brasil após o escândalo sobre o suposto pagamento de propinas a agentes de fiscalização sanitária, divulgado pela Polícia Federal na sexta-feira, disse o ministério de Agricultura chileno nesta segunda-feira.

Também nesta segunda-feira, o presidente Michel Temer tem tentado acalmar temores em relação à carne brasileira, um produto-chave para as exportações do país, após a operação da PF na semana passada anunciar investigações sobre o possível pagamento de propinas por empresas do setor frigorífico para ocultar condições inadequadas dos produtos.

Fonte: Reuters

 

EXPORTAÇÕES DE 21 FRIGORÍFICOS INVESTIGADOS ESTÃO SUSPENSAS

O ministro da Agricultura brasileiro, Blairo Maggi, disse que as emissões de certificados para exportação dos 21 frigoríficos investigados pela Polícia Federal na Operação Carne Fraca estão suspensas pelo governo brasileiro, em declarações a jornalistas no fim da tarde de segunda-feira, dia 20. China, Chile, União Europeia e Coreia do Sul [este último já voltou atrás nesta 3ª-feira pela manhã) anunciaram suspensão temporária completa ou parcial de importações de carnes do Brasil na segunda-feira, depois que a Polícia Federal informou na sexta-feira, dia 17, que investiga esquema de pagamento de propinas envolvendo frigoríficos e fiscais agropecuários para liberação de licenças sanitárias irregularmente.

Na ocasião, a PF mencionou que produtos adulterados, vencidos ou impróprios para o consumo podem ter sido liberados. Maggi disse que a PF foi alarmista em suas declarações e que os processos de fiscalização do governo federal são robustos e confiáveis. “Nosso sistema (de fiscalização) está funcionando, ele é muito forte, rígido e previsível. O que aconteceu foi o desvio de pessoas dentro do processo e estas pessoas foram afastadas”, disse Maggi durante coletiva de imprensa. O governo brasileiro afastou 33 funcionários de suas funções após as divulgações feitas pela PF. Maggi acrescentou que os superintendentes federais de agricultura do Paraná e de Goiás também foram afastados de seus cargos. Os 21 frigoríficos investigados pela PF estão localizados no Paraná, Santa Catarina e Goiás. Entre esses, três foram interditados temporariamente, um da BRF em Mineiros (GO) e dois da Peccin em Jaraguá do Sul (SC) e Curitiba (PR).

O governo federal divulgou a lista com os nomes das plantas investigadas na segunda-feira, entre as quais também está a unidade de processamento de aves da Seara Alimentos, do grupo JBS, em Lapa (PR). A China suspendeu temporariamente os desembarques de todos os produtos cárneos brasileiros na segunda-feira, até receber mais esclarecimentos do governo federal sobre as investigações. A União Europeia suspendeu as compras de carne de quatro frigoríficos investigados que vendiam produtos para o bloco. O ministro Maggi não detalhou quais eram esses frigoríficos, mas na lista com o nome das 21 empresas investigadas, consta que a unidade da BRF em Mineiros e a da Seara (JBS) em Lapa estão entre os estabelecimentos que exportaram produtos para a Europa. A Coreia do Sul suspendeu as compras da BRF, segundo o ministro.

A BRF informou em nota no início da tarde de segunda-feira (20) que não tinha recebido nenhuma notificação oficial das autoridades brasileiras ou estrangeiras a respeito da suspensão de suas fábricas por países com os quais mantém relações comerciais, incluindo Coreia do Sul e União Europeia. O ministro da Agricultura do Chile, Carlos Furche, informou que as compras de carne brasileira estavam suspensas até obter mais informações sobre as investigações, segundo informações em nota no site do Ministério da Agricultura chileno. Maggi disse que ainda não tinha detalhamento sobre como se daria a suspensão pelo Chile.

Fonte: Carnetec

 

Empresas do setor de carne perdem quase R$8 bi em valor de mercado após operação da PF

SÃO PAULO - O setor de carnes na BM&FBovespa já perdeu quase 8 bilhões de reais em valor de mercado desde o lançamento da operação Carne Fraca, da Polícia Federal, na sexta-feira, com a JBS sendo responsável por mais da metade deste total.

Na sexta-feira, a Polícia Federal lançou a operação para desarticular uma organização criminosa envolvendo fiscais agropecuários federais e cerca de 40 empresas. A PF afirmou que entre elas estavam unidades dos grupos JBS e BRF.

Embora Marfrig e Minerva não tenham sido citadas pela Polícia Federal, as ações das empresas também são prejudicadas em meio aos receios causados no setor e com uma série de países anunciando suspensão de importação da carne brasileira.

Desde sexta-feira e até as 13:40 desta segunda-feira, as ações da JBS, BRF, Marfrig e Minerva já acumulam perda de 7,72 bilhões de reais em valor de mercado. Considerando apenas JBS, a queda era de cerca de 4 bilhões de reais no período.

Por volta do mesmo horário, as ações da JBS, da BRF e da Marfrig caíam 1,9, 3,2 e 4,1 por cento, respectivamente. Os papéis da Minerva, que não fazem parte do Ibovespa perdiam 6,84 por cento.

Mais cedo, o governo chinês suspendeu importação de carne brasileira e pediu explicações ao governo brasileiro. A Coreia do Sul afirmou que vai intensificar fiscalizações de carne de frango importada do Brasil e suspendeu temporariamente vendas de produtos de frango da BRF. A Comissão Europeia afirmou que está monitorando importações de carne do Brasil e que todas as empresas envolvidas no escândalo terão acesso negado à UE.

Fonte: Reuters

 

Paraguai estima safra recorde de soja com mais de 10 mi t

ASSUNÇÃO - A safra de soja do Paraguai em 2016/17 foi estimada em mais de 10 milhões de toneladas, disse a repórteres nesta segunda-feira o ministro da Agricultura, Juan Carlos Baruja, criando expectativas para o que pode vir a ser uma colheita recorde para o quarto maior exportador de soja do mundo.

A safra deverá gerar mais de 3 bilhões de dólares para o país, disse o ministro após uma reunião com o presidente Horácio Cartes.

"Informarmos o presidente que estamos projetando uma safra recorde de soja", disse o ministro durante coletiva de imprensa. "Pela primeira vez, a colheita ultrapassará 10 milhões de toneladas."

A safra começou com preocupações sobre o fenômeno La Niña, que tende a trazer clima excessivamente seco para o Paraguai. Mas as chuvas ficaram acima das expectativas, ajudando a produção a alcançar mais de 4 mil quilos por hectare em algumas áreas, segundo estimativas privadas.

A soja paraguaia é colhida em fevereiro e março.

Fonte: Reuters

 

China vai reter nos portos carne do Brasil até receber esclarecimentos, diz Maggi

O ministro da Agricultura, Blairo Maggi, informou na segunda-feira (20) que o governo chinês pediu esclarecimentos sobre as investigações que apontam irregularidades cometidas por frigoríficos brasileiros, reveladas pela Operação Carne Fraca.

Segundo o ministro, a China decidiu reter em seus portos as cargas de carne vindas do Brasil até que essas informações cheguem e sejam avaliadas.

Maggi informou que 65 empresas têm hoje autorização para exportar carne para a China, maior comprador brasileiro. E que a decisão daquele país de reter o produto em seus portos atinge todas elas.

Além da China, a União Europeia, a Coreia do Sul e o Chile também anunciaram medidas contra a carne brasileira. A Comissão Europeia informou que está monitorando as importações de carne e exigiu que o Brasil suspenda, temporariamente, exportação de empresas envolvidas na Operação Carne Fraca. Nenhum nome de empresa foi citado.

Segundo Maggi, até o momento o governo brasileiro recebeu, de maneira oficial, apenas o comunicado da China.

"Oficial até agora é uma manifestação via Itamaraty, da China, suspendendo o desembaraço dos conteineres que estão nos portos. Não há embargo da China por enquanto. O que tem é que os conteineres que estão lá não podem sair do porto e ir em direção aos mercados que já estavamos vendidos", disse Maggi a jornalistas, em Brasília.

O ministro afirmou que a restrição para o desembarque na China é provisória, mas que não há um prazo. De acordo com ele, nenhum embaixador presente na reunião com o presidente Michel Temer, no domingo, falou em trancamento de mercado. Maggi, porém, se disse preocupado com as reações dos importadores.

"Só não sei o tamanho da reação que vem, mas que virá, virá”, disse. "[A indústria da carne] é um negócio muito grande para ser jogado da forma como está ai”, completou. Maggi afirmou também que torce para que tudo se restrinja às 21 empresas investigadas.

O ministro voltou a criticar exageros nas irregularidades que no setor de carnes e na fiscalização do governo.

"Pelo amor de Deus, não creem nas versões que foram colocadas, pelo menos não nessas. Dizer que não há problema não dá para dizer, mas dessa forma, não. Não é possível", disse.

Ministro da Agricultura, Blairo Maggi, minimiza problemas no setor de carnes no Brasil

Carne Fraca

Essas medidas são uma resposta às revelações da operação da Polícia Federal, deflagrada na semana passada, que investiga a existência de um esquema montado para liberar irregularmente licenças para venda de carne e fraudar a fiscalização de frigoríficos. Segundo a PF, servidores do governo estão envolvidos nas irregularidades.

De acordo com a investigação, agentes do governo teriam recebido propina para liberar licenças de frigoríficos, que vendiam carne vencida no mercado interno e no exterior, além de usar produtos químicos para mascarar os produtos estragados. Ainda segundo a PF, os partidos PP e PMDB eram beneficiados com propina do esquema.

A operação envolve grandes empresas do setor, como a BRF Brasil, que controla marcas como Sadia e Perdigão, e também a JBS, que detém Friboi, Seara, Swift, entre outras marcas, mas também frigoríficos menores, como Mastercarnes, Souza Ramos e Peccin, do Paraná, e Larissa, que tem unidades no Paraná e em São Paulo.

Coisa menor

Também nesta segunda, em declaração durante evento em São Paulo, o pesidente Michel Temer disse que o agronegócio no país não pode ser desvalorizado por um "pequeno núcleo" e por uma "coisa que será menor".

O presidente ainda defendeu o sistema sanitário no país e afirmou que os frigoríficos investigados pela Carne Frava representam um número pequeno do total.

No domingo, em uma tentativa de tentar reduzir o impacto da operação para as exportações brasileiras, Temer foi a uma churrascaria com ministros e embaixadores de países que compram carne do país.

Fonte: G1

 

ABPA – ABIEC: 99% DA CARNE DO BRASIL NÃO PODE PAGAR POR CRIME DE POUCOS

Dirigentes da ABPA e ABIEC defenderam as carnes brasileiras, criticaram a maneira como a Polícia federal fez a primeira divulgação e garantiram que vão lutar para manter todos os mercados com ações concretas e transparência

A Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) e a Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carne (ABIEC) realizaram nesta segunda-feira, dia 20, uma coletiva conjunta de imprensa para esclarecer as generalizações decorrentes da operação da Polícia Federal (PF), ocorrida na última sexta-feira, dia 17. Durante a coletiva, o presidente-executivo da ABPA, Francisco Sérgio Turra, e o presidente da ABIEC, Antônio Jorge Camardelli, enfatizaram que os padrões sanitários da indústria de proteína animal – seja ela bovina, suína ou avícola – são um modelo internacional. Segundo a ABPA e ABIEC, os eventuais desvios de conduta nas fábricas nacionais representam uma fração mínima da produção brasileira de proteína animal, devendo ser repudiados e combatidos. Para as entidades, a luta pela excelência em qualidade é contínua e não se pode contaminar a imagem do setor em razão de exceções isoladas.

“A comunicação da operação policial ensejou generalizações, que tanto o governo federal quanto as entidades do setor estão esclarecendo aos consumidores brasileiros e mercado internacional. Mas não fomos ontem (19) à Brasília protestar contra a PF e nem estamos hoje falando contra ninguém. Nossa preocupação é com mais de 6 milhões de trabalhadores brasileiros, que atuam nesta cadeia de produção de carnes bovina, suína e de aves. Estamos em uma missão patriótica, em defesa da indústria de proteína animal, que embarca anualmente 262 mil containers para 160 países, gerando uma receita que representa 15% do total das exportações brasileiras”, afirmou Turra, presidente da ABPA, entidade que representa as indústrias brasileiras de carnes suína e de aves.

De acordo com comunicado conjunto da ABPA e da ABIEC, publicado nesta segunda-feira (20) nos principais jornais, é irresponsável colocar dúvidas sobre a qualidade da carne brasileira, tanto em âmbito nacional como mundial. “Estamos aqui, ABPA e ABIEC, juntas, para solidificar aos consumidores do Brasil e países importadores a orientação que podem consumir com segurança sanitária as carnes produzidas em nosso País”, disse Camardelli, presidente da ABIEC. Para Camardelli, há uma grande tarefa conjunta de ambas as entidades, frente – nas suas palavras – a “esta crise desnecessária”. O dirigente da entidade cujas empresas representam 91% das exportações brasileiras de carne bovina ressaltou que foi determinante a rápida atitude da Presidência da República e do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) para dirimir as implicações da operação policial para os mercados interno e externo de carnes brasileiras. “Governo federal, entidades do setor e indústria de proteína animal brasileira, juntos, vamos superar esta situação com a verdade e a transparência”, complementou Turra.

Atualmente, o Brasil é líder global em exportação de carne de frango, bovina e suína, exportando para países e regiões com elevado padrão de exigências como Estados Unidos, Japão e União Europeia, que regularmente fazem visitas de inspeção dos rígidos sistemas de produção da indústria de proteína animal brasileira. “As associações representativas da indústria de proteína seguirão firmes na defesa de um setor em que o Brasil é exemplo global. As carnes são fonte de proteína segura. As entidades garantem a confiabilidade perante o consumidor”, afirmaram em comunicado conjunto as entidades. De acordo com dados do Ministério da Agricultura, até 2020, a produção nacional de carne bovina deve suprir 44,5% da demanda mundial, enquanto a carne de frango terá 48,1%, e a suína, 14,2%. “Nenhum outro setor nacional tem números como esses”, ressalta o comunicado.

Para os dirigentes, foram necessárias décadas para que o Brasil construísse sua reputação internacional como grande produtor e exportador de carne de frango, bovina e suína. “A abertura de mercados foi lenta, país a país, uma conquista de todos os brasileiros. Hoje, as empresas brasileiras detêm as melhores certificações internacionais de excelência”, disse Camardelli. “Eventuais restrições à importação de carne brasileira, além de representarem um retrocesso de muitos anos, impactarão a economia e resultarão em perda de empregos e renda. O setor de proteínas de frango, bovina e suína emprega mais de 7 milhões de pessoas e representa 15% das exportações brasileiras”, adicionou Turra.

Antonio Camardelli: “O mistério suspendeu provisoriamente as atividades em seis unidades para maiores investigações. Uma de mel, uma de bovinos e outras quatro de aves e suínos. Elas serão vistoriadas pelo próprio MAPA”.

“No caso de bovino, a empresa auditada pode ter exportado para a Ásia e ela não é ligada à ABIEC”

Rui Vargas: “A Salmonella é um problema da indústria mundial e todo mundo previne riscos à saúde humana. E é normal que uma unidade tenha problemas porque existem inúmeros protocolos quando um número passa a ser preocupante. E o descumprimento destas práticas é sim caso de polícia”.

Ricardo Santin: “São quatro plantas suspensas para a União Europeia: duas de aves, uma de bovinos e uma de equídeos. Mas o valor em volume é ínfimo em relação ao total. Em 2015, exportamos 407 mil toneladas de carne de frango e 399 mil toneladas em 2016”

Francisco Turra: “Verdade e transparência é a única forma de recuperarmos nossa confiança. Já abrimos 65% do mercado mundial das três carnes. Mostrar o que ocorreu, as medidas que estão sendo tomadas, informar a todos sobre todos os processos. É uma tarefa a mais

Fonte: Revistas Ave, Pork e Beef

 

20-03-2017

 

Nova onda de investimentos chineses deve trazer US$ 20 bi para o Brasil

O Brasil em crise virou a grande oportunidade para os chineses ampliarem seus negócios no País. Sem medo de gastar e com forte apetite para o risco, eles planejam desembolsar neste ano mais US$ 20 bilhões na compra de ativos brasileiros – volume 68% superior ao de 2016, segundo a Câmara de Comércio e Indústria Brasil-China. O movimento tem sido tão forte que o País se transformou no segundo destino de investimentos chinês na área de infraestrutura no mundo, atrás apenas dos Estados Unidos.

Na lista de companhias que planejam desembarcar no País, de olho especialmente nos setores de energia, transportes e agronegócio, há nomes ainda desconhecidos dos brasileiros, como China Southern Power Grid, Huaneng, Huadian, Shanghai Eletric, SPIC e Guodian. “Há dezenas de empresas chinesas que passaram a olhar o País como oportunidade de investimentos e estão há meses prospectando o mercado brasileiro”, diz Charles Tang, presidente da CCIBC. 

Enquanto essas companhias não chegam, outras chinesas estão mais avançadas na estratégia de expandir os negócios. A State Grid, por exemplo, liderou os investimentos no ano passado, com a compra da CPFL; a China Three Gorges arrematou hidrelétricas que pertenciam à estatal Cesp e comprou ativos da Duke Energy; a China Communications Construction Company (CCCC) adquiriu a construtora Concremat; e a Pengxin comprou participação na empresa agrícola Fiagril e na Belagrícola.

Segundo levantamento das consultorias AT Kearney e Dealogic, de 2015 para cá, os chineses compraram 21 empresas brasileiras, que somaram US$ 21 bilhões. “Hoje, o Brasil é um país que está barato, por conta do cenário político e econômico. E isso é visto como uma grande oportunidade pelo investidor chinês”, afirma o diretor para a área de infraestrutura da A.T. Kearney, Cláudio Gonçalves. 

O atual movimento dos asiáticos no Brasil tem sido considerada como a terceira onda de investimentos chineses. Na primeira, vieram grandes multinacionais, como a Baosteel, de olho no setor de mineração e aço. A empresa chegou a fazer parceria com a Vale para construir duas siderúrgicas no País, mas o projeto não prosperou. Em 2011, comprou uma pequena participação na Companhia Brasileira de Metalurgia e Mineração, que aposta na exploração de nióbio. 

Na segunda onda de investimento chinês, apareceram companhias que tinham pouca ou quase nenhuma experiência no mercado externo, afirma o advogado do escritório Demarest, Mário Nogueira. Ele explica que, nesse segundo movimento, muitas empresas – incluindo o setor automobilístico – não se deram bem no Brasil, por não terem recebido orientação adequada de como funcionava o mercado nacional. “Dessa leva, algumas quebraram e outras tentam até hoje se desfazer de ativos.” A onda atual também inclui empresas inexperientes no mercado internacional, mas gigantes na China, com muito dinheiro para gastar. E, desta vez, as companhias têm se cercado de assessores financeiros e jurídicos.

“Tem cliente que montou escritório de representação e está há três anos estudando o mercado brasileiro. De tanto rodarem em busca de negócios, já conhecem mais o País do que eu”, afirma Nogueira. Por ora, os escândalos revelados pela Operação Lava Jato envolvendo as maiores empreiteiras do Brasil estão longe de serem vistos como fator de preocupação econômica ou de instabilidade política pelos investidores chineses. Pelo contrário, têm ajudado, já que os preços dos ativos caíram.

Futuro. Nos próximos meses, vários negócios em andamento poderão ser concluídos. É o caso da Shanghai Electric, que estuda assumir projetos de transmissão da Eletrosul, cujos investimentos somam R$ 3,3 bilhões; a SPIC está na disputa pela compra da Hidrelétrica Santo Antônio; e a CCCC tem vários ativos na mira, de construtoras a ferrovias. Outra que fez aquisições em 2016 e não deve parar por aí é a Pengxin. A empresa negocia a compra de parte do banco Indusval, apurou o Estado. Fontes afirmam que há ainda planos da Pengxin levantar um fundo de US$ 1 bilhão para investir em agricultura. Procurados, o banco não comentou o assunto e a Pengxin não retornou os pedidos de entrevista.

Fonte: Estadão

 

Exportações sobem, mas zona do euro tem déficit comercial em janeiro

BRUXELAS - A zona do euro registrou em janeiro déficit comercial pela primeira vez em três anos uma vez que a alta das exportações sobre o ano anterior foi mais do que compensada por um aumento maior das importações, informou nesta sexta-feira a agência de estatísticas da União Europeia nesta sexta-feira.

A Eurostat disse que a zona do euro registrou déficit de 600 milhões de euros em janeiro em sua balança comercial com países de fora do bloco.

Esse é o primeiro déficit, não ajustado para fatores sazonais, desde janeiro de 2014. Déficits não são comuns em janeiro, quando a demanda de inverno por energia pode saltar e as exportações de outros produtos desaceleram.

As exportações da zona do euro cresceram 13 por cento em janeiro sobre o ano anterior, para 163,9 bilhões de euros, mas a alta foi compensada por um aumento de 17 por cento das importações, que totalizaram 164,5 bilhões de euros.

Na comparação com dezembro, os números ajustados para fatores sazonais mostraram queda de 0,6 por cento das exportações e aumento de 4,1 por cento das importações.

Fonte: Reuters

 

Toyota busca ampliar exportações brasileiras com motor de fabricação local

SÃO PAULO - A Toyota em breve iniciará a venda de automóveis Corolla de fabricação brasileira no Peru e está em estudos avançados para exportar veículos do Brasil para Chile e Colômbia, em um esforço para tornar as fábricas sul-americanas mais competitivas, disseram executivos da montadora na quinta-feira.

Executivo mais sênior da empresa na região, Steve St. Angelo afirmou que as exportações para o Peru fazem parte de um plano de longo prazo para integrar as operações brasileiras com o restante da América Latina, que por muito tempo importou o Corolla dos Estados Unidos.

As fábricas brasileiras da Toyota, que exportavam apenas para Argentina quando St. Angelo assumiu a posição em 2013, agora também fornecem o sedã Corolla e o Etios para Uruguai e Paraguai.

A montadora japonesa investiu em uma nova unidade de motores e instalações de engenharia no Brasil, que segundo St. Angelo serão fundamentais para elevaro conteúdo doméstico do Corolla e do Etios dos atuais 60 por cento. Passando a importar menos peças, as fábricas brasileiras devem ser capazes de exportar de modo mais competitivo para novos mercados, explicou o executivo.

O novo presidente-executivo da Toyota no Brasil, Rafael Chang, disse que espera ter novidades "em breve" sobre as exportações para Chile e Colômbia.

As exportações do Brasil pela Toyota subiram quase 10 por cento em 2016, para cerca de 43 mil automóveis, dos 176 mil produzidos no país.

"Estamos tentando diversificar nossas operações brasileiras, então não seremos tão dependentes de uma única economia", disse St. Angelo a jornalistas no evento de lançamento do novo Corolla no Brasil.

A pior recessão em mais de um século no Brasil derrubou quase pela metade as vendas de automóveis desde 2012, afetando os resultados da montadoras e levando-as a cortar cerca de 35 mil trabalhadores.

As fábricas automotivas no Brasil ainda estão usando menos de metade da capacidade instalada, uma vez que o elevado desemprego e o aperto de crédito inibem a demanda. St. Angelo reconheceu que a Toyota passou por dificuldades para gerar lucro no Brasil durante a recessão.

"Não vamos ter lucro neste ano", disse ele em relação aos negócios no Brasil, acrescentando que a Toyota não concluiu as projeções para o ano fiscal. "Estamos fazendo uma quantia inacreditável de corte de despesas. Todo mundo está se sacrificando."

St. Angelo afirmou ainda que uma reformulação das operações na Argentina também diversificou as exportações daquele país para além de Brasil, passando a incluir Honduras, Guatemala, Peru, Chile e Colômbia.

Fonte: Reuters

 

Alemanha pode abrir ação na OMC contra EUA por tarifa de importação de Trump, diz ministra

BERLIM - A Alemanha pode iniciar uma ação contra os Estados Unidos na Organização Mundial do Comércio (OMC) em reação à proposta do presidente Donald Trump de adotar uma tarifa de fronteira, disse a ministra da Economia alemã nesta sexta-feira antes de um encontro entre o líder norte-americano e a chanceler alemã, Angela Merkel.

Trump alertou que os EUA irão aplicar um imposto fronteiriço de 35 por cento sobre os carros que a montadora alemã BMW planeja construir em uma nova fábrica no México e exportar para o vizinho do norte.

Indagada sobre como a Alemanha reagiria à taxa proposta, Brigitte Zypries disse à rádio Deutschlandfunk que é muito difícil por causa das complexidades de tal sistema tributário.

"A outra opção é entrarmos com uma ação na OMC -- existem procedimentos delineados ali porque nos acordos da OMC está claramente delineado que você não pode recolher mais do que 2,5 por cento em impostos sobre a importação de carros", disse Zypries.

Ainda nesta sexta-feira, Trump e Merkel terão sua primeira reunião desde que o novo presidente norte-americano tomou posse, em janeiro. Merkel deve pressionar Trump para obter garantias de apoio a uma União Europeia forte e um comprometimento com o combate à mudança climática, e ele deve pedir que a alemã apoie sua exigência de que as nações da Otan paguem mais para ter suas necessidades defensivas atendidas.

O superávit comercial alemão de 50 bilhões de euros com os EUA tem sido uma fonte de tensão entre Washington e Berlim.

"Nós mesmos sabemos que isso é um problema, e estamos trabalhando nisso", afirmou Zypries. "Felizmente hoje mesmo soubemos que um aumento de salários foi acertado novamente, e isso significa que a demanda doméstica pode aumentar novamente, e queremos abordar os incentivos fiscais para pesquisas... então estamos bem encaminhados", acrescentou.

Cerca de 72 mil operários siderúrgicos do nordeste da Alemanha terão um aumento de 2,3 por cento nos pagamentos a partir de abril e um novo acréscimo salarial de 1,7 por cento a partir de 1º de maio, anunciou o grupo Arbeitgeberverband Stahl nesta sexta-feira.

"Os americanos precisam de nossas máquinas e nossas fábricas... e a outra questão é que só temos um superávit nas exportações do setor de máquinas e fábricas; no setor de serviços é o contrário, devido às grandes empresas de internet dos EUA", afirmou Zypries.

Fonte: Reuters

 

Ministério da Agricultura tenta tranquilizar consumidor após escândalo sobre carnes

BRASÍLIA - O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento tentou tranquilizar os consumidores após a operação Carne Fraca realizada pela Polícia Federal na sexta-feira em torno de um esquema gigantesco de fraudes na fiscalização sanitária da carne brasileira.

"O produto que chega na mesa dos brasileiros é de qualidade", disse o secretário-executivo do ministério, Eumar Novacki, durante entrevista coletiva em que reconheceu temores do governo federal com o impacto da operação no mercado internacional.

Mas se garantiu que "a população brasileira pode ficar tranquila", Novacki admitiu "riscos muito pequenos" por conta das carnes fraudadas.

Segundo o secretário foram interditadas unidades da BRF de Mineiros (GO), com suspeitas sobre carne de aves, e da Peccin em Jaraguá do Sul (SC) e Curitiba, ambas com suspeitas sobre embutidos --mortadela e salsicha.

Novacki disse que a partir da semana que vem haverá uma força-tarefa para investigar quatro grandes grupos empresariais e 21 unidades do Serviço de Inspeção Federal (SIF), que estão sob fiscalização.

O secretário disse que o ministro Blairo Maggi determinou o afastamento de 33 servidos envolvidos no escândalo e disse que o ministério continuará colaborando com a Polícia Federal.

Para ele, todas instituições passam por problemas de condutas, mas o sistema de fiscalização como um todo não pode ser penalizado pelas falhas de alguns.

Especialistas ouvidos pela Reuters, porém, veem um grande dano à imagem das empresas envolvidas no escândalo.

"No segmento alimentar, confiança é algo que vem no inconsciente desde pequeno", disse o professor do curso de Publicidade e Propaganda da Fundação Armando Alvares Penteado (FAAP), Sérgio Silva, especializado em marcas.

"Se tem desconfiança tão grande com comida, e nessas marcas o problema aparentemente existe, imagina o resgate de confiança que isso não vai demandar", acrescentou. [nL2N1GU1H8]

MERCADO INTERNACIONAL

Novacki reconheceu também que o governo teme uma reação dos mercados internacionais.

"Existe sim o receio de fechamento dos mercados, mas estamos conversando", disse o secretário, confirmando que instituições da União Europeia e dos Estados Unidos já fizeram contato com o governo brasileiro para levantar questões sobre a operação.

“Lógico que nos preocupa o mercado internacional. Existem falhas mas estamos aprimorando o sistema”, acrescentou.

O ministro Blairo Maggi cancelou uma viagem de férias aos Estados Unidos e na próxima segunda-feira terá encontros com embaixadores de países que demonstraram preocupação com as informações levantadas pela operação Carne Fraca.

Fonte: Reuters

 

China se opõe a protecionismo comercial e apoia livre comércio, diz vice-premiê

PEQUIM  - A China se opõe às várias formas de protecionismo comercial e apoia o livre comércio, disse o vice-primeiro-ministro do país, Zhang Gaoli, neste domingo, reafirmando a posição de Pequim em meio a preocupações sobre a fragilidade da demanda global.

"A China está disposta a trabalhar com outros países para se opor às várias formas de protecionismo comercial e aos investimentos", disse Zhang durante o Fórum de Desenvolvimento da China, em Pequim.

"Devemos pressionar incessantemente pela globalização econômica... não podemos parar nossos avanços por conta de dificuldades temporárias", disse.

Zhang disse que os formuladores de políticas ao redor do mundo devem tornar o processo de globalização mais "inclusivo" ao colocar mais ênfase na igualdade.

"A economia mundial está em um ajuste profundo, o crescimento é fraco e o protecionismo comercial está crescendo", afirmou.

A China está lutando para lidar com uma demanda global fraca e enfrenta riscos de um crescente protecionismo dos Estados Unidos, em um momento em que o governo do presidente dos EUA, Donald Trump, mostra aversão à globalização.

Em janeiro, durante discurso no Fórum Econômico Mundial em Davos, na Suíça, o presidente chinês, Xi Jinping, fez uma defesa vigorosa da globalização e sinalizou o desejo da China de desempenhar um papel maior no cenário global.

Fonte: Reuters

 

China se prepara para responder a qualquer penalidade dos EUA sobre comércio, dizem fontes

PEQUIM - O governo da China tem buscado aconselhamento junto a seus institutos e conselheiros de política sobre como conter potenciais penalidades comerciais do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, preparando-se para o pior mesmo que as expectativas sejam de negociações.

Os conselheiros políticos acreditam que a administração Trump deve adotar tarifas mais altas sobre alguns setores em que a China tem grande superávit com os EUA, como aço e móveis, ou sobre empresas não estatais.

A China pode responder com ações como encontrar fornecedores alternativos de produtos agrícolas ou de maquinário e bens manufaturados, enquanto reduz as exportações de bens ao consumidor como celulares ou laptops, disseram eles.

Outras opções incluem taxas ou outras restrições a grandes empresas norte-americanas que operam na China, ou limitar o acesso delas ao setor de serviços chinês, completaram.

O Gabinete Estatal de Conselho da Informação, braço de relações públicas do governo, e o Ministério do Comércio não retornaram os pedidos para que comentassem.

"Ainda há espaço para ambos os lados resolverem problemas através da cooperação e consultas, em vez de apenas recorrer à retaliação", disse um conselheiro político sob condição de anonimato. "Mas devemos ter planos no caso de as coisas darem errado."

Fonte: Reuters

 

Coreia do Sul barra temporariamente importação de produtos de frango da BRF

SEUL - A Coreia do Sul vai intensificar a fiscalização de carne de frango importada do Brasil e banir temporariamente as vendas de produtos da BRF (BRFS3.SA: Cotações) após o escândalo deflagrado pela Operação Carne Fraca na semana passada, informou o Ministério de Agricultura sul-coreano em comunicado na segunda-feira.

O ministério disse que fornecedores brasileiros de carne de frango terão que enviar um certificado de saúde emitido pelo governo brasileiro. Mais de 80 por cento das 107.400 toneladas de frango importadas pela Coreia do Sul no ano passado vieram do Brasil, sendo quase metade fornecida pela BRF.

Fonte: Reuters

 

UE vai suspender empresas envolvidas no escândalo de carne no Brasil

BRUXELAS - A Comissão Europeia disse na segunda-feira que está monitorando as importações de carne do Brasil e que todas as empresas envolvidas em um escândalo de carne terão acesso negado ao mercado da União Europeia.

A Polícia Federal lançou na sexta-feira uma operação para desarticular uma organização criminosa envolvendo fiscais agropecuários e cerca de 40 empresas, incluindo as gigantes BRF e JBS. A investigação apontou fraudes na fiscalização sanitária, com o pagamento de propina para liberação de mercadorias adulteradas e estragadas.

"A Comissão garantirá que quaisquer dos estabelecimentos implicados na fraude sejam suspensos de exportar para a UE", disse um porta-voz da Comissão Europeia em coletiva de imprensa regular.

A Comissão acrescentou que o escândalo da carne não terá qualquer impacto nas negociações em curso entre a União Europeia e o Mercosul, no qual os dois lados esperam chegar a acordos sobre livre comércio.

Fonte: Reuters

 

Escândalo da carne deve impactar também preços de grãos, diz AEB1

O presidente da AEB, associação que reúne os exportadores brasileiros, José Augusto Castro, considerou uma tragédia histórica a notícia de que frigoríficos brasileiros pagavam propinas a fiscais sanitários para liberar carnes e acredita que o impacto do escândalo vai além do mercado de proteína animal, influenciando também os preços de grãos no mercado global.

Ele avaliou que carne de origem duvidosa é menos valorizada no mercado e para que possa a voltar a entrar nos mercados consumidores externos, os compradores podem oferecer preços menos atrativos e fazer uma análise de qualidade mais minuciosa. Isso aumentaria o custo ao exportador nacional.

"É a maior crise da história do Brasil do mercado de carnes", disse Castro à Reuters. "Vai aumentar custo com mais fiscalização e menos receita. Podemos ver uma perda de competitividade", acrescentou, citando como possibilidade a imposição de barreiras fitossanitárias mais rigorosas entre os importadores da carne nacional, além de perda de mercados para fortes concorrentes como Estados Unidos e Austrália.

"O pior é que a denúncia envolve grandes empresas. Não tem desculpa para dizer que elas não tem estrutura", disse Castro.

Analistas consultados pela Reuters mais cedo manifestaram posições semelhantes sobre impactos para as exportações de carne brasileira e perda de confiança de consumidores nacionais.
O secretário-executivo do ministério, Eumar Novacki, reconheceu que o governo federal teme uma reação dos mercados internacionais. "Existe sim o receio de fechamento dos mercados, mas estamos conversando", disse o secretário a jornalistas, confirmando que instituições da União Europeia e dos Estados Unidos já fizeram contato com o governo brasileiro para levantar questões sobre a operação.

"Lógico que nos preocupa o mercado internacional. Existem falhas mas estamos aprimorando o sistema”, acrescentou.

Os impactos dessa fraude na fiscalização no mercado de carnes também devem ser sentidos no mercado de grãos. Produtos como milho e soja, com forte presença na pauta exportadora brasileira, devem ter uma redução de preços no mercado global, na avaliação do dirigente.

"Se o Brasil reduzir a quantidade (de carne) exportada, principalmente o frango que consome muita ração, vamos deixar de transformar soja e milho em farelo; vai ter que colocar isso no mercado externo e com oferta maior isso pode derrubar o preço (dos grãos)".

No primeiro bimestre deste ano, o preço da carne de frango exportada pelo Brasil subiu 21 por cento, afirmou Castro. "É claro que vai perder essa alta." Já o preço da carne bovina avançou 4,2 por cento e a suína subiu 29 por cento a tonelada, disse o presidente da AEB.

Para minimizar os efeitos do escândalo, Castro defende a entrada de importadores no Brasil para analisarem in loco a qualidade dos produtos.

Fonte: Uol

 

União Europeia pode suspender importações de carne bovina e de frango do Brasil

O risco de o Brasil ser punido com o fechamento de mercados importantes para carnes bovina e de frango, como o europeu, é cada vez maior, por causa da Operação Carne Fraca da Polícia Federal. Segundo o embaixador da União Europeia (UE) em Brasília, João Gomes Cravinhos, se as explicações a serem fornecidas neste fim de semana pelo Ministério da Agricultura sobre o funcionamento do sistema sanitário brasileiro não forem suficientes, o bloco poderá suspender as importações desses produtos. 

"O Brasil é o maior exportador de carne de frango e um dos maiores fornecedores de carne bovina para a União Europeia, mas estamos com um problema que põe em dúvida a credibilidade do sistema sanitário brasileiro. Nossa preocupação é com o consumidor europeu e a suspensão é uma possibilidade", disse o embaixador ao GLOBO.

As informações foram pedidas na última sexta-feira, mesmo dia em que foi divulgado o esquema de irregularidades e corrupção que pôs em xeque a qualidade da carne consumida no Brasil e vendida ao exterior. Cravinhos disse que, além de dados técnicos sobre o funcionamento do sistema e da própria fiscalização, a UE quer saber quanto, neste momento, navios que estão a caminho da Europa levam de carne bovina e de frango do Brasil.

"Precisamos saber se é um problema pontual ou se realmente estamos diante de um problema maior. Também precisamos saber se a carne a caminho da Europa pode ser consumida", afirmou o embaixador.

Cravinhos foi convidado para uma reunião na tarde deste domingo, no Palácio do Planalto, com o presidente Michel Temer. Ele elogiou o convite de Temer que, em sua opinião, mostra que o governo brasileiro quer um tratamento de alto nível para essa questão. 

"Se os esclarecimentos não forem satisfatórios, vamos aplicar todos os mecanismos possíveis para defender o consumidor, inclusive a suspensão das importações. Até a última quinta-feira, não podíamos imaginar que isso fosse acontecer."

Fonte: Época Negócios

 

Fluxo das exportações brasileiras deverá ser afetado

Diante das conclusões expostas pela Polícia Federal no âmbito da Operação Carne Fraca, será inevitável que o fluxo dos embarques brasileiros de carnes sofra algum abalo, de acordo com fontes do governo e da iniciativa privada.

Ainda que nenhum país importador tenha anunciado embargos aos produtos brasileiros até o fechamento desta edição (22h30 de ontem), era grande o número de pedidos de esclarecimento apresentados por companhias importadoras aos governos dos países compradores, sobretudo China (em Pequim eram 09h30 de segunda-feira no fechamento desta edição) diversas nações que fazem parte da União Europeia. China e UE são dois dos principais destinos das exportações de carnes do Brasil - que totalizaram quase US$ 15 bilhões no período de 12 meses encerrado em fevereiro passado.

Ainda assim, segundo apurou o Valor, interrupções do fluxo comercial são esperadas, e o risco de que cargas já a caminho desses destinos sejam barradas nos portos e devolvidas é grande. Também poderão ser adotados embargos específicos contra o Paraná, onde está concentrada boa parte dos problemas sanitários derivados do esquema de corrupção investigado pela PF. O Valor apurou que nos países do Oriente Médio, região também fundamental para os exportadores brasileiros, os esclarecimentos prestados até agora pelo governo e pela iniciativa privada foram bem recebidos e a pressão dos importadores é bem menor.

Aparentemente, a maior pressão vem da UE, onde a Copa-Cogeca, poderosa central que representa produtores rurais europeus, demonstrou preocupação e reiterou a importância de as importações da UE respeitarem os padrões sanitários definidos pelo bloco. E isso às vésperas do início de mais uma rodada de negociações no âmbito do acordo de livre comércio entre a UE e o Mercosul, hoje em Buenos Aires.

No pronunciamento que fez a jornalistas ontem em Brasília, o presidente Michel Temer informou que, em 2016, foram expedidas, no total, 853 mil partidas de produtos de origem animal do país para o exterior, e que apenas 184 foram consideradas fora de conformidade por importadores. E não necessariamente por questões sanitárias, muitas vezes por problemas de rotulagem e preenchimento de certificados.

Fonte: Valor

 

17-03-2017

 

Eldorado Brasil eleva preço da celulose para China em US$30 a partir de abril

SÃO PAULO - A Eldorado Brasil anunciou na quinta-feira aumento de 30 dólares na tonelada de celulose vendida na China a partir de 1o de abril, acompanhando reajuste de mesma magnitude divulgado pela rival Suzano SUZB5.SA no começo da semana.

"A sólida demanda nos diversos segmentos de papel na região sustentam o aumento e ratificam a forte recuperação do mercado de celulose", afirmou a Eldorado Brasil, em comunicado à imprensa.

O novo preço da celulose da Eldorado Brasil na China é de 660 dólares, mesmo valor da Suzano.

A Fibria, maior do setor, não comentou se irá acompanhar as rivais no reajuste, que representa o quarto este ano para o país asiático.

Fonte: Reuters

 

Rússia pode exportar 550 mil t de açúcar em 2016/17, diz grupo da indústria

MOSCOU - A Rússia poderá exportar 550 mil toneladas de açúcar na safra 2016/17, que começou em 1º de agosto, disse o chefe do Sindicato de Produtores de Açúcar da Rússia, Andrey Bodin, durante conferência em Moscou nesta quinta-feira.

O país tem aumentado a produção para reduzir sua dependência de importações, com a produção tendo dobrado ao longo das dez últimas safras.

A Rússia exportou cerca de 120 mil toneladas de açúcar entre o início de agosto e o fim de janeiro, principalmente para a Ásia Central, disse Bodin. As exportações totais na safra anterior ficaram em 8 mil toneladas.

Além da Ásia Central, a Rússia também está planejando exportar seu açúcar para o Afeganistão e planeja remessas para a Sérvia em breve, acrescentou.

As refinarias de açúcar da Rússia concluíram o processamento do açúcar de beterraba colhido em 2016 no início de março, produzindo um recorde de 6,15 milhões de toneladas de açúcar, ante 5,2 milhões de toneladas no ano anterior, mostraram os dados do sindicato de produtores.

O sindicato espera que a produção de açúcar de beterraba da Rússia caia para 5,8 milhões de toneladas em 2017, disse Bodin.

Fonte: Reuters

 

Brasil foi um dos poucos países a acelerar reformas em 2016, diz OCDE

O Brasil é um dos poucos países onde a intensidade das reformas estruturais aumentou consideravelmente no último ano, diferentemente dos dois anos anteriores, quando não figurava entre os reformistas mais ativos. A avaliação é da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) em relatório apresentado na sexta-feira (17) aos ministros de finanças e presidentes de bancos centrais que formam o G20, reunidos em BadenBaden, na Alemanha.

Globalmente, o ritmo das reformas continuou a desacelerar recentemente e retrocedeu a níveis pré-crise de 2008, suscitando preocupações por causa do declínio persistente e generalizado do aumento da produtividade.

O menor ritmo de reformas ocorreu principalmente em países que tiveram uma atividade mais intensa entre 20142015, como México, Portugal,

Espanha, Irlanda, Grécia e Polônia, além de países onde as reformas já eram lentas como Austrália, Indonésia e Eslovênia. Por outro lado, as reformas ganharam força no Brasil, Chile, Colômbia, Bélgica, Israel, Itália e Suécia, Áustria e França.

Com relação ao Brasil, a OCDE cita progressos nos investimentos em infraestrutura e na melhoria do acesso à formação profissional e destaca que, embora as tarifas de importação continuem altas, progressos na facilitação do comércio reduziram certas barreiras comerciais.

A OCDE acredita que o apoio financeiro do governo federal ao BNDES deverá diminuir mais, o que deverá facilitar o desenvolvimento dos mercados privados de crédito de longo prazo, mas constata menos progressos na área de reforma tributária.

A entidade também observa que a redução da diferença significativa do PIB per capita do Brasil com os países desenvolvidos estagnou nos últimos anos, principalmente por causa do desempenho relativamente fraco da produtividade do trabalho no país. A desigualdade diminuiu, mas em ritmo menor. E a desigualdade e a pobreza continuam elevadas.

A OCDE reitera, ainda, que uma força de trabalho mais instruída, melhor infraestrutura e menos distorções fiscais ajudariam a melhorar a produtividade do país. E insiste que a redução das barreiras comerciais continua a ser uma prioridade para o Brasil aumentar a exposição à concorrência internacional.

A OCDE sugere que, para conciliar a necessidade reduzir a desigualdade de renda com a diminuição do espaço fiscal, as despesas sociais devem se concentrar mais nos instrumentos mais eficientes, particularmente nas transferências condicionadas de dinheiro. Isso aceleraria o declínio da desigualdade de renda sem gastar mais, diz.

O documento "A Caminho do Crescimento" (Going for Growth) leva em conta políticas estruturais identificadas como prioritárias para um crescimento sólido e inclusivo, como a educação e a formação, os sistemas tributários e de prestações sociais, as regras sobre comércio e investimento, políticas de inovação e desempenho econômico.

O secretário geral da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), Angel Gurria, conclama os países a continuarem reformas para poderem superar a armadilha do baixo crescimento.

''O crescimento global pode ficar em 3,3% este ano, uns 3,6% ano que vem, está subindo gradualmente, mas é preciso ações dos governos'', disse Gurria ao Valor.

Para Gurria, a desaceleração de reformas em vários países deve-se a razões políticas, como fatiga da população em ouvir falar em ajustes. Mas insistiu que elas são necessárias para elevar a produtividade, o crescimento e reduzir a desigualdade social.

O ministro de Finanças da Alemanha, Wolfgang Schauble, comentou que os governos concordam no G20 em fazer reformas, mas a questão é depois na implementação.

Fonte: Valor

 

16-03-2017

 

CRESCIMENTO DO AGRONEGÓCIO BRASILEIRO SERÁ MAIOR DO QUE NO RESTO DO MUNDO

Desempenho do setor até 2026 será melhor em várias áreas, como no caso da soja, milho e carnes

O desempenho do agronegócio brasileiro no período de 2016 a 2026 será melhor do que a média mundial para produtos como soja, milho, açúcar e carnes (bovina, suína e frango), aumentando a participação do País no mercado global. Apesar disso, não repetirá para os próximos dez anos a robusta taxa de crescimento apresentada na última década em relação à produção e às exportações das principais culturas.

A conclusão é do “Outlook Fiesp 2026 – Projeções para o Agronegócio Brasileiro”, levantamento elaborado pelo Departamento de Agronegócio (Deagro) da Fiesp, que reúne diagnósticos e projeções do setor para a próxima década, em termos de produção, produtividade, consumo doméstico e exportações.

Paulo Skaf, presidente da Fiesp e do Ciesp, ressalta que “há muitos e grandes desafios de curto prazo, especialmente da situação econômica do País, que afetam diretamente o desempenho do agronegócio, mas também há muitas oportunidades”. Skaf lembra que atualmente, 60% das exportações do setor passam por algum tipo de industrialização. “Precisamos abrir novos mercados, como o asiático, para aumentar essa proporção. Se o governo fizer o que precisa ser feito em termos de política comercial, alcançaremos números ainda mais significativos.”

De acordo com o Outlook Fiesp 2026, a participação de mercado do Brasil nas exportações mundiais de soja, por exemplo, chegará a 49% em 2026, com crescimento anual de 4,6%, acima dos 2,7%, em média, dos demais produtores.

A projeção para o milho brasileiro, que passou a ser disputado no mercado internacional pela sua qualidade, é de crescimento anual de 8,8%, com a participação nas exportações mundiais indo a 23% ao final do período projetado. Para a safra 2025/2026, estima-se aumento de 21% no consumo interno, puxado pelo setor de proteínas animais.

No caso do açúcar, o país, que já é o grande supridor mundial, em dez anos será responsável por metade do que é comercializado internacionalmente, segundo as projeções da Fiesp, com taxa de crescimento de 2,2% ao ano. Vale destacar que 2016 foi um ano importante de recuperação para o setor, impulsionado pela forte alta do preço do açúcar, em razão do desequilíbrio ocorrido no quadro de suprimento global.

Laranja e café

Pela mesma razão, os preços da laranja deram um fôlego a produtores e indústrias, assim como o do café, mesmo com a valorização do real que, de forma atípica, acabou contribuindo para o desempenho dessas três culturas, ao melhorar os custos na lavoura e ao oferecer certo alívio para as indústrias com dívidas em dólar. Dessa forma, iniciarão o próximo ano em situação mais favorável.

Segundo o gerente do Deagro, Antonio Carlos Costa, 2017 também pode marcar o início da recuperação para as carnes, como a de frango e suína, que enfrentaram uma “tempestade perfeita” em 2016, com aumentos históricos dos custos de produção, somados ao consumo estagnado por conta da redução do poder de compra da população. Como resultado, os integradores registraram margens negativas nos primeiros seis meses do ano para aves e, no caso de suínos, o cenário continua negativo. Os prejuízos acumulados neste elo da cadeia produtiva devem chegar a R$ 4 bi até o final do ano, segundo cálculos da Fiesp. A carne bovina, cuja demanda doméstica foi fortemente afetada pela crise econômica, registra neste ano o pior consumo per capita em 15 anos.

Mesmo com uma recuperação da economia em ritmo menor do que o esperado, esses segmentos devem ser os um dos primeiros a se beneficiar com uma melhora da conjuntura macroeconômica. O milho também deve contribuir para que o próximo ano seja melhor, com os preços voltando à paridade de exportação a partir da recuperação esperada para a segunda safra.

O cenário projetado para a carne bovina aponta para um crescimento anual das exportações de 4,5%, com sua fatia do mercado internacional se elevando para 18% na próxima década, marcando uma melhora em relação ao desempenho registrado entre 2005-2015 (0,3% e 15% para crescimento e fatia do mercado mundial, respectivamente). No entanto, a abertura recíproca entre Brasil e EUA para o produto sinaliza, no médio prazo, a possibilidade de acesso a novos mercados, mais exigentes e que remuneram melhor o produto brasileiro, o que poderá resultar em números ainda mais positivos.

A projeção para os próximos dez anos para a carne suína também é favorável, com crescimento anual das exportações de 3,0% – contra retração de 1,2% ao ano na década anterior – e participação no mercado internacional de 10%. A carne de frango manterá sua expressiva fatia do mercado global, com 41% do total comercializado.

Riscos

O gerente do Deagro explica que o agronegócio já mostrou que não está blindado do que ocorre na economia brasileira, já que a queda na renda e na confiança do consumidor atingem o consumo de alimentos mais elaborados, e a situação fiscal do País lança um enorme desafio para a política agrícola brasileira – especialmente para o crédito e o seguro rural, instrumentos fundamentais para assegurar o desempenho futuro. O primeiro impacta diretamente os investimentos, com consequências para a produtividade das lavouras. Além disso, o ponto de equilíbrio do câmbio e o possível surgimento de uma onda protecionista jogam elementos adicionais de preocupação no curto prazo. “Para o país que detém o maior superávit comercial do agronegócio do mundo, movimentos protecionistas são ruins por princípio. No entanto, temos que estar atentos a oportunidades, mesmo com este horizonte, como uma maior aproximação com a Ásia, por exemplo”.

Fonte: Fiesp

 

Minério de ferro salta 5% na China com máxima de 3 anos do aço

MANILA - Os contratos futuros do minério de ferro negociados na China subiram mais de 5 por cento nesta quarta-feira, com os preços do aço avançando para o seu maior valor em mais de três anos, diante de expectativas de demanda firme.

Operadores comentaram que Pequim deve incentivar investimentos em infraestrutura e que as vendas de imóveis estão crescentes.

O mercado de minério de ferro teve nesta semana uma forte recuperação. Os contratos futuros do aço na China sustentam os preços.

"Continuamos a acreditar nos investimentos da China em infraestrutura em 2017 para impulsionar o crescimento, com os líderes se preparando para as eleições em novembro", afirmou analista do Commonwealth Bank of Austrália Vivek Dhar em nota.

O vergalhão mais ativo da Bolsa de Futuros de Xangai subiu para 3.692 iuanes (534 dólares) por tonelada, seu maior valor desde fevereiro de 2014. O contrato fechou em alta de 1,6 por cento a 3.641 iuanes.

O minério de ferro na Bolsa de Mercadorias de Dalian subiu 5,5 por cento para terminar a 724,50 iuanes a tonelada, depois de ter tido um pico de duas semanas de 730,50 iuanes mais cedo.

Fonte: Reuters

 

Premiê da China defende livre comércio e diz que não há pouso forçado para a economia

PEQUIM - O primeiro-ministro da China, Li Keqiang, assegurou aos investidores nesta quarta-feira que a segunda maior economia do mundo está forte e não corre o risco de um pouso forçado, ao mesmo tempo em que enfatizou o apoio de Pequim à globalização e ao livre comércio em um momento de alta do protecionismo.

Li também reiterou que a China não quer uma guerra comercial com os Estados Unidos, e pediu negociações com Washington para encontrar uma base comum.

"Não queremos ver nenhuma guerra comercial surgindo entre os dois países. Isso não tornará nosso comércio mais justo", disse Li em sua entrevista anual à imprensa ao final da reunião do Parlamento da China.

"Nossa esperança do lado chinês é de que, não importa quais obstáculos essa relação atinja, esperamos que ela continue a avançar em uma direção positiva", disse ele.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, tem atacado a China em questões que vão do comércio ao Mar do Sul da China, e o que ele entende como falta de interesse em controlar a Coreia do Norte, que tem armas nucleares.

Durante a campanha eleitoral, Trump ameaçou classificar a China como um manipulador cambial e adotar fortes tarifas sobre as importações dos bens chineses.

Mas autoridades da China, maior exportador mundial do mundo e com amplo superávit comercial com os EUA, têm em geral adotado um tom conciliatório, pedindo que qualquer disputa seja enfrentada com discussões.

"Acredito que, qualquer que sejam as diferenças que possamos ter, podemos todos sentar e conversar e trabalhar para encontrar soluções", disse Li.

Empresas estrangeiras têm reclamado nos últimos anos de uma piora do ambiente empresarial na China, afirmando que as políticas do governo favorecem as companhias locais, embora Li diga que a China vai acelerar o ritmo em que abre sua economia a investidores estrangeiros.

Li reconheceu que há riscos internos e externos à economia da China, mas acrescentou que os rumores de uma desaceleração acentuada devem parar.

"Quase todo ano ouço uma previsão de que a economia chinesa terá um pouso forçado", disse Li. "Mas acredito que nosso desempenho econômico nos últimos anos...deve bastar para acabar com tais profecias de um pouso forçado."

A economia cresceu 6,7 por cento no ano passado e reduziu sua meta para este ano para cerca de 6,5 por cento, contra 6,5 a 7 por cento em 2016.

Fonte: Reuters

 

Exportação de suco de laranja do Brasil recua 16% no acumulado da safra 2016/17

SÃO PAULO (Reuters) - As exportações de suco de laranja do Brasil, maior exportador global da commodity, acumulam queda acentuada nos oito primeiros meses do ano comercial 2016/17, com as importações da União Europeia, principal comprador, pesando nos embarques brasileiros.

A CitrusBR, associação que reúne os exportadores, informou nesta quarta-feira que o volume de suco congelado concentrado (equivalente 66º Brix) fechou em baixa de 16 por cento entre julho de 2016 e fevereiro de 2017, para 605.498 toneladas, em relação ao mesmo período do ano anterior.

Em receita, houve uma queda menor, com preços mais altos em cenário de oferta escassa de suco no Brasil --os estoques brasileiros atingiram o menor nível da história, após quebras de safra.

As divisas geradas com as exportações somaram 1,091 bilhão de dólares de julho a fevereiro, recuo de 7 por cento ante o mesmo período do ano anterior.

"Observando as exportações para os principais destinos, percebemos que a União Europeia puxou os números para baixo", afirmou o diretor-executivo da CitrusBR, Ibiapaba Netto, em nota.

Os volumes para a União Europeia, principal destino do suco de laranja brasileiro, com 66,7 por cento de participação, somaram 380.199 toneladas, queda de 24 por cento no período, segundo a CitrusBR. Em receita, o bloco econômico fechou o período com compras de 686,5 milhões de dólares, recuo de 16 por cento.

Por outro lado, os Estados Unidos ampliaram em 5 por cento as importações, para 133.856 toneladas, com aumento de 23 por cento na receita, a 244,1 milhões de dólares. "Contudo, o cenário continua preocupante para aquele mercado. Os últimos dados divulgados pela Nielsen mostram novo recuo no consumo de suco de laranja no país...", disse nota da CitrusBR.

Do lado da oferta, o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) voltou a reduzir a estimativa para a safra de laranjas na Flórida, principal região produtora daquele país, para 67 milhões de caixas de 40,8 kg.

A CitrusBR apontou ainda dois cenários diferentes na Ásia, destino menos importante das exportações brasileiras.

No Japão, o volume embarcado fechou o período com uma queda acentuada de 32 por cento, somando 20.154 toneladas, enquanto os embarques para a China tiveram alta de 17 por cento, com 21.395 toneladas.

Dados do governo brasileiro das exportações de suco nas duas primeiras semanas de março apontam forte queda na média diária dos embarques em relação ao mesmo mês do ano passado, mas muitas vezes tais oscilações em um curto período são influenciadas pela programação de navios ou pelo fluxo dos registros de dados pela alfândega.

Fonte: Reuters

 

2017 Porto de Paranaguá: movimentação cresce 20% e é recorde para fevereiro

O Porto de Paranaguá teve, em 2017, o melhor mês de fevereiro da sua história. Foram 4,29 milhões de toneladas movimentadas, o que representa um aumento de 20% em relação ao recorde anterior para o mesmo período, alcançado em 2014, quando 3,58 milhões de toneladas foram operadas pelo porto paranaense.

A marca histórica foi alcançada por conta do aumento na movimentação de vários produtos. As operações de soja em grão e farelo, fertilizantes, açúcar e granéis líquidos cresceram no período. “O Porto de Paranaguá tem mostrado um dinamismo cada vez maior. Realizamos o maior pacote de investimentos da história do porto para capacitá-lo para todos seus usuários, sejam os exportadores do agronegócio e da indústria, seja para os importadores. Isso fica evidente quando batemos um recorde incrementando a movimentação de vários produtos diferentes”, afirma o secretário de Infraestrutura e Logística, José Richa Filho. São R$ 923 milhões em investimentos públicos do Governo do Paraná desde 2011 e previstos até 2018. Entre eles, estão a troca dos shiploaders (carregadores de navios), os investimentos em novas balanças, portarias, acesso ao Pátio de Triagem e reforma do cais e berços de atracação.

Corredor de exportação

O Corredor de Exportação, complexo de escoamento de grãos do Porto de Paranaguá, também registrou o melhor mês de fevereiro da sua história. Foram exportadas 1,69 milhão de toneladas, 11% a mais do antigo recorde de 1,51 milhão de toneladas exportadas no ano passado. O crescimento é fruto da alta no escoamento da soja em grão e em farelo. Somados, os dois produtos movimentaram 1,56 milhão de toneladas, um aumento de 56% em relação ao mesmo período do ano passado.

Segundo o diretor-presidente da Administração dos Portos de Paranaguá e Antonina, Luiz Henrique Dividino, o aumento é natural, já que o momento está propício para o mercado exportador de commodities e o Porto de Paranaguá se capacitou para atender as demandas nestes períodos. “Estamos nos mostrando preparados para não só bater este recorde como também para receber um volume ainda maior de cargas nos próximos meses de escoamento da safra, com a mesma agilidade que se tornou uma marca dos Portos do Paraná”, afirma Dividino.

Safra recorde

A perspectiva é que, aliando aumento da capacidade de movimentação e o momento do mercado, estes números realmente aumentem nos próximos meses. De acordo com os dados do Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria da Agricultura e do Abastecimento, os volumes de grãos colhidos devem ser superiores aos registrados nas safras anteriores.

A previsão é que a colheita de verão do Paraná chegue a 23,3 milhões de toneladas e, no Brasil, a safra toda deve alcançar a marca de 215 milhões de toneladas. Hoje, o Porto de Paranaguá atende o escoamento dos grãos dos principais estados produtores brasileiros, como Mato Grosso do Sul, Mato Grosso e Goiás, além do próprio Paraná. Segundo a estimativa de movimentação dos terminais que operam pelo Corredor de Exportação do Porto de Paranaguá, cerca de cinco milhões de toneladas de grãos estão devem ser exportadas pelo porto ao longo dos meses de março, abril e maio, quando o escoamento da safra atinge seu pico.

Exportação e importação

Além da exportação da soja, o escoamento de açúcar também teve forte crescimento. Foram 177 mil toneladas exportadas ao longo do mês, o que representa um aumento de 41% em relação a fevereiro do ano passado. Nas importações, os fertilizantes também bateram recorde. A marca de 852 mil toneladas descarregadas no mês foi a melhor da história para o produto, superando o recorde anterior de 747 mil toneladas em fevereiro de 2014.

Fonte: sfagro

 

15-03-2017

 

Exportação de petróleo do Brasil tem recorde pelo segundo mês seguido, diz Opep

O Brasil exportou cerca de 1,63 milhão de barris por dia (b/d) de petróleo em fevereiro de 2017, estabelecendo um novo recorde pelo segundo mês consecutivo, informou na terça-feira (14) a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) em relatório.

As exportações de petróleo do país continuaram a registrar fortes ganhos desde o início do ano. As exportações médias de 2016 ficaram pouco abaixo de 840 mil barris por dia e terminou o ano com uma contração de 29% em relação a 2015. No primeiro mês de 2017, as exportações subiram para 1,32 milhão b/d e continuaram a subir fevereiro.

Maiores exportações permitiram o Brasil aumentar sua presença no crescente mercado asiático. O aumento dos fluxos tem sido apoiado por preços mais baixos do WTI em relação ao Brent e os valores de Dubai, tornando as classes baseadas em WTI mais competitivas.

Segundo a Opep, duas empresas estatais chinesas teriam comprado 5 milhões de barris ou mais de petróleo bruto brasileiro em março.

O aumento das exportações também ocorre em um momento de novos projetos na área do pré-sal do país. Em janeiro, a produção do pré-sal atingiu uma média de 1,28 milhão b/d, representando cerca de 48% da oferta de petróleo do país.

Com crescimento apoiado principalmente pelo aumento da produção do pré-sal, outro fator que ajudou às exportações foi a redução das necessidades domésticas de petróleo, além da recessão nos últimos dois anos, destacou a Opep.

Para 2017, espera-se que a demanda brasileira de petróleo aumente em 35 mil b/d, com média de 2,36 milhões de b/d. "A indústria de petróleo do país tem se mostrado um dos pontos fortes da economia brasileira este ano em termos de investimento estrangeiro direto", apontou a Opep. No início de março, a Total e a Petrobras assinaram o acordo final de venda de US$ 2,25 bilhões em ativos, incluindo participações em áreas de concessão offshore.

O fornecimento de petróleo da América Latina deverá aumentar em 180 mil b/d para uma média de 5,30 milhões b/d em 2017, diminuindo em relação a 2016 em 90 mil b/d. A produção de petróleo no Brasil deverá aumentar em 260 mil b/d, enquanto outros países da região sofrerão declínios.

Fonte: jcrs

 

Chineses anunciam interesse em ampliar parcerias comerciais com o Paraná

O governador Beto Richa recebeu na sexta-feira (10), no Palácio Iguaçu, o cônsul-geral da China em São Paulo, Song Yang, e uma comitiva de empresários e executivos chineses, que procuraram o Paraná para fortalecer a parceria comercial com o estado. A China é um dos maiores importadores de produtos paranaenses, principalmente de proteínas animais, soja, papel e celulose.

A proposta do governo, agora, é ampliar a participação na economia paranaense com a atração de investimentos de empresas chinesas. “A China é uma grande parceira comercial do Paraná e do Brasil. Temos interesse em consolidar as boas parcerias que temos e receber novos investimentos em nosso estado” disse Richa. “O Paraná está de portas abertas para as empresas chinesas, que podem trazer um desenvolvimento mais vigoroso e gerar mais empregos para os paranaenses”, destacou.

Segundo ele, os programas do governo do estado para atração de investimentos privados, fortalecimento das empresas públicas e os investimentos em infraestrutura fazem com que o estado se destaque no cenário nacional. “O Paraná passa pelo maior ciclo industrial de sua história. Com os programas de governo que implantamos para garantir estabilidade e segurança jurídica conseguimos reinserir o estado na agenda nacional e internacional de investimentos”, afirmou o governador.

O cônsul-geral explicou que a condição do Paraná no cenário nacional atrai o interesse dos empresários chineses. “A China tem importantes parcerias e quer, neste momento, fazer mais investimentos no estado, considerando que o Paraná é a quinta economia do País, tem uma boa gestão e uma economia variada”, disse Yang.

Ele citou o interesse em investimentos principalmente nas áreas de logística, infraestrutura, energia, telecomunicações e no agronegócio. “Queremos conhecer melhor o estado, trazer mais investimentos, fechar mais negócios e aprofundar os nossos laços de amizade e cooperação”, salientou.

PROSPECÇÃO – O presidente da Agência Paraná de Desenvolvimento (APD), Adalberto Netto, ressaltou que o estado prioriza a China na atração de investimentos. Ele lembrou que uma comitiva liderada pelo governador Beto Richa esteve no país em 2015 em busca de novos negócios com empresas chinesas.

“Fizemos uma análise dos países que estavam investindo na América do Sul e tinham potencial de negócios, e a China apareceu em primeiro. Por isso, priorizamos o país na agenda de prospecção de investimentos para o Paraná”, explicou Netto. “Eles também têm interesse no Paraná, porque o governo fez vários ajustes que chamam a atenção dos investidores”, disse.

Além das parcerias já consolidadas no setor do agronegócio, o interesse do estado é atrair investimentos na área de tecnologia. “A China é uma das líderes de patentes e inovação tecnológica. O Paraná precisa se alinha com isso para ter um espaço maior no mercado”, acrescentou.

Fonte: Agência de Notícias do governo do Paraná

 

Superávit comercial se aproxima dos US$ 10 bilhões na parcial de 2017

As exportações brasileiras superaram as importações em US$ 9,69 bilhões no acumulado deste ano, até o dia 12 de março, o que configura superávit da balança comercial no período. A informação foi divulgada nesta segunda-feira (13) pelo Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC).

No mesmo período do ano passado, a balança comercial brasileira também havia registrado superávit, porém menor: US$ 6,02 bilhões.

No acumulado de 2017, as exportações somam US$ 37,64 bilhões, com média diária de US$ 784 milhões, alta de 21,3% sobre o mesmo período do ano passado. Já as importações somaram US$ 27,95 bilhões, ou US$ 582 milhões por dia útil, aumento de 11,8% sobre igual período de 2016.

Mês de março

Somente em março, ainda de acordo com o governo, a balança registrou um superávit (exportações maiores que importações) de US$ 2,42 bilhões até domingo (12).

Neste período, as exportações somam US$ 7,26 bilhões, com média diária de US$ 908 milhões, e alta de 25% sobre o mesmo mês do ano passado. Cresceram, na comparação com março de 2016, as exportações de produtos básicos (+43,1%), manufaturados (+7,1%) e também de produtos semimanufaturados (+13,6%).

As importações somam US$ 4,84 bilhões na parcial de março, com média de US$ 606 milhões por dia útil, e alta de 15,3% sobre o mesmo período de 2016. Houve aumento nas importações de equipamentos eletroeletrônicos (+43,8%), siderúrgicos (+36,3%), plásticos e obras (+31,9%), químicos orgânicos/inorgânicos (+24,1%), combustíveis e lubrificantes (+17,8%).

Estimativas para 2017

A expectativa do mercado financeiro para este ano é de pequena alta no superávit comercial na comparação com 2016, segundo pesquisa realizada pelo Banco Central com mais de 100 instituições financeiras na semana passada.

Já o Banco Central prevê um superávit da balança comercial de US$ 44 bilhões para este ano, com exportações em US$ 195 bilhões e importações no valor de US$ 151 bilhões.

Fonte: G1

 

14-03-2017

 

BALANÇA COMERCIAL: EXPORTAÇÕES CRESCEM 25% NA SEGUNDA SEMANA DE MARÇO

Houve aumento das vendas nas três categorias de produtos: básicos, semimanufaturados e manufaturados

Na segunda semana de março, a balança comercial brasileira teve superávit de US$ 1,725 bilhão, resultado de exportações de US$ 4,868 bilhões e importações de US$ 3,142 bilhões. No mês, as exportações chegam a US$ 7,268 bilhões e as importações, a US$ 4,848 bilhões, com saldo positivo de US$ 2,420 bilhões. No acumulado do ano, os embarques ao exterior somam US$ 37,649 bilhões e as compras externas são de US$ 27,950 bilhões, com saldo positivo de US$ 9,699 bilhões.

Pela média da segunda semana (US$ 973,6 milhões), as vendas externas tiveram crescimento de 21,7% sobre a média da primeira semana do mês (US$ 800 milhões). Os valores foram influenciados, principalmente, pelo aumento das exportações nas três categorias de produtos: básicos (+31,2% de crescimento, influenciado por petróleo em bruto, soja em grão, minério de cobre, farelo de soja, café em grão), semimanufaturados (+19,3%; ouro em formas semimanufaturadas, celulose, açúcar em bruto, óleo de soja, ferro fundido bruto e ferro spiegel) e manufaturados (+11%; tubos flexíveis de ferro/aço, veículos de carga, aviões, partes de motores e turbinas para aviação, açúcar refinado).

Nas importações, pela média diária da segunda semana (US$ 628,5 milhões) em comparação com a média da primeira semana (US$ 568,5 milhões), foi registrado um crescimento de 10,6%. O aumento é explicado, sobretudo, pelo aumento nos gastos com combustíveis e lubrificantes, adubos e fertilizantes, cereais e produtos da indústria da moagem, químicos orgânicos e inorgânicos, instrumentos de ótica e precisão.

Mês

Nas exportações, comparadas as médias até a segunda semana de março deste ano (US$ 908,5 milhões) com a média registrada em março do ano passado (US$ 726,8 milhões), foi verificado um crescimento de 25%, em razão do aumento nas vendas das três categorias de produtos: básicos (+43,1% de crescimento, em razão, principalmente de minério de ferro, petróleo em bruto, soja em grão, farelo de soja, carne suína e de frango, minério de cobre), semimanufaturados (+13,6%; semimanufaturados de ferro e aço, ouro em formas semimanufaturadas, ferro-ligas, borracha sintética e artificial, couros e peles) e manufaturados (+7,1%, por conta de automóveis de passageiros, veículos de carga, óleos combustíveis, produtos laminados planos de ferro/aço, tubos de ferro fundido).

Em relação ao mês anterior (fevereiro de 2017) houve crescimento de 5,7% nos embarques, em virtude do aumento nas vendas de produtos básicos (+17,4%). Nesta comparação, caíram as vendas de produtos semimanufaturados (-11%) e manufaturados (-2,5%).

Nas importações, a média diária até a segunda semana deste mês (US$ 606 milhões), ficou 15,3% acima da média de março do ano passado (US$ 525,5 milhões). Cresceram os gastos, principalmente, com equipamentos eletroeletrônicos (+43,8%), siderúrgicos (+36,3%), plásticos e obras (+31,9%), químicos orgânicos/inorgânicos (+24,1%), combustíveis e lubrificantes (+17,8%). Na comparação com fevereiro de 2017, a média diária das importações manteve-se constante, com destaque para os aumentos em plásticos e obras (+29,6%), veículos automóveis e partes (+23,1%) e equipamentos eletroeletrônicos (+13,9%) e as quedas em farmacêuticos (-37,2%) e combustíveis e óleos lubrificantes (-34,5%).

Fonte: Assessoria de Comunicação Social do MDIC

 

MDIC E CNI PRETENDEM INSERIR 500 EMPRESAS BRASILEIRAS NO MERCADO DE EXPORTAÇÃO

O Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC) e a Confederação Nacional da Indústria (CNI) anunciaram hoje (8) uma parceria para apoiar a inserção de 500 empresas brasileiras no mercado internacional. O prazo de inscrição será aberto em julho para indústrias de todos os portes, setores e unidades da federação.

Elas farão parte do programa Rota Global, que oferece consultoria completa para empresas não exportadoras investirem no mercado internacional, com diagnóstico, desenho de estratégia e acompanhamento.

A meta é traçar o diagnóstico de 500 empresas, desenvolver planos de negócios para 200 delas e, ao final do projeto, em 2018, ter ao menos 100 novas empresas com operações concretas de exportação. O programa é desenvolvido pela CNI, em parceria com a União Industrial Argentina e o Parque Tecnológico de Extremadura, na Espanha.

O investimento de R$ 1,2 milhão da iniciativa vem do AL-Invest, um programa da Comissão Europeia para fomentar a produtividade e competitividade de micro, pequenas e médias empresas na América Latina, como forma de combater a pobreza e a desigualdade social.

Presença digital

Também foi anunciada a parceria entre o MDIC e o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) para ações de convergência entre o Plano Nacional da Cultura Exportadora (PNCE) e a ConnectAmericas.com, uma plataforma virtual de negócios internacionais de empresas da América Latina e Caribe. Em dois anos de operação, mais de US$ 152 milhões em negócios foram fechados por meio da ferramenta.

A parceria MDIC-BID vai disponibilizar conteúdo didático sobre ingresso das empresas na atividade exportadora e estimular as empresas da ConnectAmericas.com a participarem do PNCE e vice-versa.

Os anúncios foram feitos hoje pelo ministro do MDIC, Marcos Pereira, durante reunião da Coordenação Nacional do PNCE. “As micro e pequenas empresas têm uma participação importante na geração de empregos e fomento da economia nacional. Mas não têm, pelo seu tamanho, uma condição de competitividade. Vamos poder fazer consultorias, apresentar essas empresas de forma mais abrangente no cenário internacional, treiná-las e com isso conseguir vender seus produtos que muitas vezes ficam focados no mercado doméstico”, disse Pereira.

O PNCE reúne iniciativas de instituições parceiras nacionais e estaduais, com o objetivo de aumentar a base exportadora, estimulando a inserção de empresas de pequeno porte no mercado externo. Em 2016, o plano contribuiu para que quase 5 mil empresas exportassem pela primeira vez. E para 2017, estão previstas mais de 200 ações de apoio às exportações no âmbito do PNCE.

Fonte: AG. Brasil

 

EXPORTAÇÕES DE CALÇADOS CRESCEM 5% EM FEVEREIRO

Dados elaborados pela Associação Brasileira das Indústrias de Calçados (Abicalçados) indicam que, em fevereiro, os calçadistas exportaram 9,16 milhões de pares que geraram US$ 81,54 milhões, 6,8% menos em volume e 5% mais em receita no comparativo com igual mês de 2016. Com isso, no acumulado do bimestre, os exportadores de calçados chegaram a 20,53 milhões de pares embarcados que geraram US$ 162,9 milhões, volume 3,5% menor e receita 10,8% maior no comparativo com igual período do ano passado.

O presidente-executivo da Abicalçados, Heitor Klein, ressalta que, embora o resultado ainda seja positivo na comparação com o mesmo mês do ano passado, o registro já demonstra um arrefecimento das exportações, que haviam crescido mais de 17% em janeiro. “O dólar sofreu uma forte desvalorização a partir do final do ano passado, passando de uma mediana de R$ 3,40 para R$ 3,15. O impacto foi muito forte na formação de preços”, explica o executivo, ressaltando que o dólar valorizado promove condições para a formação de preços mais competitivos para o calçado brasileiro no exterior.

Projeções

Segundo ele, as projeções não são positivas para as exportações ao longo do ano. “Ao contrário do ano passado, quando vivíamos um momento de contração da demanda interna por calçados ao passo que as exportações indicavam uma espécie de porto seguro da atividade, em 2017 a gangorra se inverteu. Com uma política internacional influenciada pelas atitudes do polêmico presidente norte-americano Donald Trump, seus flertes com o protecionismo e a possibilidade de aumento dos juros básicos dos Estados Unidos – atribuição do banco central estadunidense, o FED – a taxa cambial perdeu qualquer previsibilidade”, avalia, ressaltando que, “empatar com o mesmo resultado do ano anterior já terá sido uma façanha”.

Destinos
Principal destino do calçado brasileiro desde os primeiros embarques, na década de 1970, os Estados Unidos diminuíram suas importações de calçados brasileiros no primeiro bimestre. Nos dois primeiros meses do ano, os norte-americanos compraram 2,24 milhões de pares por US$ 33 milhões, resultados inferiores tanto em pares (-13,5%) quanto em valores (-1,4%) no comparativo com igual período de 2016. A Argentina, segundo destino, importou 928,5 mil pares que geraram US$ 15,74 milhões, números superiores em volume (28,1%) e em dólares (64,6%) na relação com o mesmo ínterim do ano passado. O terceiro principal destino do calçado verde-amarelo no período foi a França, que importou 1,7 milhão de pares por US$ 13,5 milhões, números inferiores tanto em volume (-56,3%) quanto em receita (-13%) no comparativo com o primeiro bimestre de 2016.

Estados
No primeiro bimestre do ano o Rio Grande do Sul seguiu sendo o principal exportador de calçados do Brasil. No período, os gaúchos embarcaram 4,3 milhões de pares que geraram US$ 72,36 milhões, registros superiores tanto em pares (19,2%) quanto em receita (18%) no comparativo com igual período de 2016. O Ceará apareceu no segundo posto, tendo embarcado 8 milhões de pares por US$ 43,38 milhões, resultados inferiores em volume (-0,5%) e receita (-2,8%) no comparativo com o mesmo ínterim do ano passado. O terceiro exportador foi São Paulo, de onde partiram 1,26 milhão de pares que geraram US$ 17,42 milhões, 8,5% menos em volume e 15,8% mais em receita no comparativo com o primeiro bimestre de 2016.

Importações
Mesmo que em queda, as importações já deram os primeiros sinais de retomada. Com a melhora gradual da demanda doméstica e o dólar desvalorizado, essa deve ser a realidade para o restante do ano. No primeiro bimestre entraram no Brasil 4,7 milhões de pares pelos quais foram pagos US$ 61,4 milhões, números inferiores em volume (-19,4%) e em dólares (-13,1%) no comparativo com igual período do ano passado – quando as exportações caíram mais de 30% na relação com 2015.

As principais origens das importações de calçados seguem sendo os países asiáticos. Nos meses de janeiro e fevereiro, o Vietnã exportou 1,9 milhão de pares por US$ 35,24 milhões ao Brasil, números inferiores em pares (-10,8%) e em dólares (-8,5%) na relação com 2016. A segunda origem foi a Indonésia, que exportou 619,67 mil pares, equivalente a US$ 11,14 milhões, para o Brasil. Os números são inferiores tanto em volume (-33%) quanto em dólares (-32%) no comparativo com o ano passado. A terceira origem foi a China, de onde partiram 1,72 milhão de pares pelos quais foram pagos US$ 6,58 milhões, registros inferiores em volume (-27,8%) e em valores (-23,4%) na relação com 2016.

O primeiro bimestre foi de baixa também para as importações de partes de calçados – palmilhas, solas, saltos, cabedais etc -, que caíram 59% na relação com o mesmo período de 2016, somando US$ 1,57 milhão.

Fonte:  Abicalçados

 

MERCOSUL E COREIA DO SUL AVANÇAM EM NEGOCIAÇÃO DE ACORDO COMERCIAL

Parceiros concluíram Diálogo Exploratório na última semana em Buenos Aires.

Na quinta-feira (2), foi concluído o Diálogo Exploratório entre o Mercosul e a Coreia do Sul com vistas à negociação de um futuro acordo comercial. O anúncio ocorreu em Buenos Aires durante encontro entre a chanceler da Argentina, Susana Malcorra, e o ministro do Comércio, Indústria e Energia da Coreia do Sul, Joo Hyunghwa.

Como divulgado em declaração conjunta, as partes acordaram iniciar procedimentos internos com o intuito de viabilizar o lançamento das negociações no primeiro semestre de 2017. No caso do Brasil, o mandato dependerá de aprovação do Conselho de Ministros da Camex.

A posição brasileira será construída a partir das respostas do setor privado à consulta pública aberta pela Secretaria de Comércio Exterior (SECEX em 2 de fevereiro de 2017).

Fonte: MDIC

 

ESTADO DO RIO REGISTROU AUMENTO DE 63% NAS EXPORTAÇÕES EM JANEIRO

O estado do Rio teve bom desempenho em exportações no mês de janeiro, enquanto as importações continuaram em queda. Esse foi o cenário apresentado no Boletim Rio Exporta do Sistema FIRJAN. O saldo no período foi de US$ 857 milhões, diante de US$ 1,9 bilhão em exportações e US$ 1,1 bilhão em importações. No comparativo com o mesmo mês de 2016, as vendas para o exterior registraram aumento de 63%, enquanto as importações recuaram 24%.

A exportação de produtos básicos (US$ 1,5 bilhão), principalmente petróleo, impulsionou a balança comercial fluminense no período. “Esse saldo comercial é explicado pela valorização no preço do barril de petróleo, item importante para o resultado geral da balança”, explicou Claudia Teixeira, especialista em Comércio Exterior da FIRJAN Internacional.

No que se refere aos principais parceiros das exportações, no comparativo mensal, o estado do Rio conseguiu triplicar as receitas de venda de petróleo para a China, com US$ 684 milhões, e com isso dobrou a receita de exportação desse produto. Esse número representou 47% da pauta exportadora do Rio.

Já as outras exportações para o país caíram 91%. “Isso representou uma perda de 55% do mercado de produtos exceto petróleo na Ásia (US$ 61 milhões), especialmente pelo recuo de vendas para a China”, analisa Claudia.

As exportações para os Estados Unidos aumentaram 1% em janeiro de 2017 devido ao incremento das vendas de semimanufaturados de ferro ou aço. A especialista afirma que, se por um lado as exportações desses produtos cresceram 66%, as vendas de laminados de ferro ou aço, que sempre foram os principais produtos manufaturados exportados para aquele país, caíram 57%. “Esse efeito negativo possivelmente está ligado ao protecionismo das medidas de defesa comercial que os Estados Unidos implementaram ano passado contra o aço brasileiro no último ano do governo Obama, mas ainda é cedo para observarmos os efeitos do governo Trump na balança comercial do Rio”, diz.

Já as importações mantiveram a tendência de queda identificada em 2016. Houve redução de 88% nas compras de bens de capital, o que levou a uma diminuição de 37% nas importações de bens industriais. Ainda assim, houve aumento de US$ 61 milhões (117%) nas importações de bens de consumo duráveis, principalmente de automóveis.

Fonte: Firjan

 

BRASIL FATURA MAIS COM EXPORTAÇÃO DE CAFÉ AOS ÁRABES

Embarques à região somaram US$ 38,4 milhões no primeiro bimestre, um aumento de 27% em comparação com o mesmo período do ano passado.

O Brasil exportou o equivalente a US$ 38,4 milhões em café aos países árabes no primeiro bimestre, um aumento de 27% em comparação com o mesmo período do ano passado, segundo dados divulgados nesta quinta-feira (09) pelo Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé). Foram embarcadas 226,5 mil sacas, volume muito próximo ao registrado nos dois primeiros meses de 2016.

Nesse sentido, o crescimento da receita ocorreu principalmente em função do aumento do preço médio do produto. De acordo com o Cecafé, o valor ficou 19% mais alto no primeiro bimestre de 2017 em relação ao mesmo período do ano passado.

No total, as exportações brasileiras de café somaram US$ 900,2 milhões em janeiro e fevereiro, um avanço de 6% sobre os dois primeiros meses de 2016. Foram comercializadas 5,1 milhões de sacas, um recuo de 11% na mesma comparação.

Em fevereiro isoladamente o Brasil exportou quase 2,5 milhões de sacas, 15,5% a menos do que no mesmo mês de 2016. As exportações renderam US$ 439 milhões, um aumento de 1% na mesma comparação.

“Temos que levar em consideração que o resultado foi impactado pelo mês de fevereiro, que por conta do carnaval, foi ainda mais curto. No entanto, observamos que o Brasil conseguiu entregar um volume bem próximo aos 2,5 milhões de sacas, o que comprova nossa competência em atender a demanda”, disse o presidente do Cecafé, Nelson Carvalhaes, segundo nota da entidade. “Vale destacar também que a receita do mês foi superior na comparação com o ano passado”, acrescentou.

No primeiro bimestre, os principais destinos do café brasileiro foram a Alemanha, Estados Unidos, Itália, Japão, Bélgica, Rússia, Turquia, França, Canadá e Espanha.

Fonte Anba

 

CRESCIMENTO DO AGRONEGÓCIO BRASILEIRO SERÁ MAIOR DO QUE NO RESTO DO MUNDO

Desempenho do setor até 2026 será melhor em várias áreas, como no caso da soja, milho e carnes

O desempenho do agronegócio brasileiro no período de 2016 a 2026 será melhor do que a média mundial para produtos como soja, milho, açúcar e carnes (bovina, suína e frango), aumentando a participação do País no mercado global. Apesar disso, não repetirá para os próximos dez anos a robusta taxa de crescimento apresentada na última década em relação à produção e às exportações das principais culturas.

A conclusão é do “Outlook Fiesp 2026 – Projeções para o Agronegócio Brasileiro”, levantamento elaborado pelo Departamento de Agronegócio (Deagro) da Fiesp, que reúne diagnósticos e projeções do setor para a próxima década, em termos de produção, produtividade, consumo doméstico e exportações.

Paulo Skaf, presidente da Fiesp e do Ciesp, ressalta que “há muitos e grandes desafios de curto prazo, especialmente da situação econômica do País, que afetam diretamente o desempenho do agronegócio, mas também há muitas oportunidades”. Skaf lembra que atualmente, 60% das exportações do setor passam por algum tipo de industrialização. “Precisamos abrir novos mercados, como o asiático, para aumentar essa proporção. Se o governo fizer o que precisa ser feito em termos de política comercial, alcançaremos números ainda mais significativos.”

De acordo com o Outlook Fiesp 2026, a participação de mercado do Brasil nas exportações mundiais de soja, por exemplo, chegará a 49% em 2026, com crescimento anual de 4,6%, acima dos 2,7%, em média, dos demais produtores.

A projeção para o milho brasileiro, que passou a ser disputado no mercado internacional pela sua qualidade, é de crescimento anual de 8,8%, com a participação nas exportações mundiais indo a 23% ao final do período projetado. Para a safra 2025/2026, estima-se aumento de 21% no consumo interno, puxado pelo setor de proteínas animais.

No caso do açúcar, o país, que já é o grande supridor mundial, em dez anos será responsável por metade do que é comercializado internacionalmente, segundo as projeções da Fiesp, com taxa de crescimento de 2,2% ao ano. Vale destacar que 2016 foi um ano importante de recuperação para o setor, impulsionado pela forte alta do preço do açúcar, em razão do desequilíbrio ocorrido no quadro de suprimento global.

>> Ouça boletim sobre o Outlook 2026

Laranja e café

Pela mesma razão, os preços da laranja deram um fôlego a produtores e indústrias, assim como o do café, mesmo com a valorização do real que, de forma atípica, acabou contribuindo para o desempenho dessas três culturas, ao melhorar os custos na lavoura e ao oferecer certo alívio para as indústrias com dívidas em dólar. Dessa forma, iniciarão o próximo ano em situação mais favorável.

Segundo o gerente do Deagro, Antonio Carlos Costa, 2017 também pode marcar o início da recuperação para as carnes, como a de frango e suína, que enfrentaram uma “tempestade perfeita” em 2016, com aumentos históricos dos custos de produção, somados ao consumo estagnado por conta da redução do poder de compra da população. Como resultado, os integradores registraram margens negativas nos primeiros seis meses do ano para aves e, no caso de suínos, o cenário continua negativo. Os prejuízos acumulados neste elo da cadeia produtiva devem chegar a R$ 4 bi até o final do ano, segundo cálculos da Fiesp. A carne bovina, cuja demanda doméstica foi fortemente afetada pela crise econômica, registra neste ano o pior consumo per capita em 15 anos.

Mesmo com uma recuperação da economia em ritmo menor do que o esperado, esses segmentos devem ser os um dos primeiros a se beneficiar com uma melhora da conjuntura macroeconômica. O milho também deve contribuir para que o próximo ano seja melhor, com os preços voltando à paridade de exportação a partir da recuperação esperada para a segunda safra.

O cenário projetado para a carne bovina aponta para um crescimento anual das exportações de 4,5%, com sua fatia do mercado internacional se elevando para 18% na próxima década, marcando uma melhora em relação ao desempenho registrado entre 2005-2015 (0,3% e 15% para crescimento e fatia do mercado mundial, respectivamente). No entanto, a abertura recíproca entre Brasil e EUA para o produto sinaliza, no médio prazo, a possibilidade de acesso a novos mercados, mais exigentes e que remuneram melhor o produto brasileiro, o que poderá resultar em números ainda mais positivos.

A projeção para os próximos dez anos para a carne suína também é favorável, com crescimento anual das exportações de 3,0% – contra retração de 1,2% ao ano na década anterior – e participação no mercado internacional de 10%. A carne de frango manterá sua expressiva fatia do mercado global, com 41% do total comercializado.

Riscos

O gerente do Deagro explica que o agronegócio já mostrou que não está blindado do que ocorre na economia brasileira, já que a queda na renda e na confiança do consumidor atingem o consumo de alimentos mais elaborados, e a situação fiscal do País lança um enorme desafio para a política agrícola brasileira – especialmente para o crédito e o seguro rural, instrumentos fundamentais para assegurar o desempenho futuro. O primeiro impacta diretamente os investimentos, com consequências para a produtividade das lavouras. Além disso, o ponto de equilíbrio do câmbio e o possível surgimento de uma onda protecionista jogam elementos adicionais de preocupação no curto prazo. “Para o país que detém o maior superávit comercial do agronegócio do mundo, movimentos protecionistas são ruins por princípio. No entanto, temos que estar atentos a oportunidades, mesmo com este horizonte, como uma maior aproximação com a Ásia, por exemplo”.

Da Fiesp

 

09-03-2017

 

Exportações sobem 1,9% em 2016 ante 2015, revela IBGE

As exportações cresceram 1,9% em 2016 ante 2015. Os dados foram divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), que anunciou, na terça-feira, os resultados das Contas Nacionais Trimestrais com os dados do Produto Interno Bruto (PIB). No quarto trimestre de 2016, as vendas externas caíram 1,8% contra o terceiro trimestre. Na comparação com o quarto trimestre de 2015, as exportações mostraram queda de 7,6%.

As importações contabilizadas no PIB, por sua vez, caíram 10,3% em 2016 ante 2015. No quarto trimestre de 2016, esse indicador subiu 3,2% contra o terceiro trimestre. Na comparação com o quarto trimestre de 2015, as importações mostraram queda de 1,1%.

A contabilidade das exportações e importações no PIB é diferente da realizada para a elaboração da balança comercial. No PIB, entram bens e serviços, e as variações porcentuais divulgadas dizem respeito ao volume. Já na balança comercial, entram somente bens, e o registro é feito em valores, com grande influência dos preços.

Fonte: Zero Hora

 

Receita da exportação de frango do Brasil dispara; gripe aviária dá suporte

SÃO PAULO - As exportações brasileiras de carne de frango tiveram crescimento em volume de 3,2 por cento em fevereiro e dispararam 24 por cento em receita, com preços mais altos sendo influenciados por fatores como a oferta mais escassa decorrente de problemas relacionados a gripe aviária em várias parte do mundo.

O Brasil, maior exportador global de carne de frango, exportou 330,2 mil toneladas, ante 319,9 mil toneladas em fevereiro de 2016, considerando embarques todos os produtos (in natura, embutidos, processados), segundo dados divulgados na segunda-feira pela Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA).

Em receita, as exportações renderam 566,2 milhões de dólares, na comparação com 456,5 milhões de dólares no mês mesmo mês do ano passado, afirmou a ABPA.

"Os impactos da influenza aviária no mercado internacional continuam influenciar o cenário das exportações, tanto em volumes embarcados quanto em preço", afirmou o vice-presidente de mercados da ABPA, Ricardo Santin, ao ser questionado pela Reuters.

O cenário atual tende a beneficiar empresas exportadoras do Brasil, como a BRF e a JBS.

Em janeiro, as exportações brasileiras já haviam sido beneficiadas pelos casos de gripe aviária em outros continentes, o que ajuda vendas de produtos de áreas livres da enfermidade, como o Brasil.

Na segunda-feira, a Coreia do Sul implementou embargo a alguns produtos avícolas dos Estados Unidos, após a ocorrência de gripe aviária em uma granja do Tennessee com contrato com a gigante de alimentos dos EUA Tyson Foods.

Com as exportações de fevereiro, os embarques de carne de frango do país fecharam o primeiro bimestre em 693,1 mil toneladas, alta de 8,9 por cento ante o resultado do mesmo período de 2016. Em receita, o crescimento chegou a 28,7 por cento, com 1,167 bilhão de dólares, o maior valor dos últimos quatro anos para o período.

"Grandes importadores como Hong Kong, Arábia Saudita, África do Sul e União Europeia incrementaram suas compras em fevereiro, favorecendo os resultados em um mês que, tradicionalmente, tem desempenho inferior devido ao calendário de dias úteis mais curto", disse o presidente-executivo da ABPA, Francisco Turra.

SUÍNOS

Os embarques de carne suína in natura do Brasil totalizaram em fevereiro 44,1 mil toneladas em fevereiro, informou a ABPA, volume 0,6 por cento superior ao registrado no mesmo período do ano passado.

Apesar da pequena diferença, disse a ABPA, o resultado é o melhor obtido pelo setor nos últimos cinco anos para o mês de fevereiro.

Já em receita cambial, houve crescimento de 32,7 por cento, para 102 milhões de dólares.

No bimestre, a alta acumulada chega a 18,9 por cento em volume e 53,5 por cento em receita, com maiores embarques para a China e outros mercados.

"Houve uma leve retração nas vendas para a Rússia na comparação com fevereiro de 2016, que foi compensada pelos bons níveis de embarques para a China, além da Argentina e outros mercados da América do Sul", disse Santin.

Fonte: Reuters

 

Importações de soja pela China crescem 23% em fevereiro

As importações de soja pela China, maior compradora mundial da oleaginosa, cresceram 23 por cento em fevereiro ante o mesmo período do ano anterior, para seu maior nível para o mês desde pelo menos 2010, a 5,54 milhões de toneladas, mostraram dados alfandegários nesta quarta-feira.

As importações caíram cerca de 28 por cento ante as 7,66 milhões de toneladas importadas em janeiro, segundo os números da Administração Geral de Alfândega da China.

"A demanda de esmagamento ainda está razoavelmente forte e a capacidade de esmagamento têm continuado a crescer, o que é uma continuação da tendência de janeiro", disse Monica Tu, analista da Shanghai JC Intelligence Co.

"Mas os números ainda estão abaixo do que o mercado esperava. Provavelmente porque alguns carregamentos tiveram atrasos ao passar pela alfândega", acrescentou ela.

As importações de soja da China em janeiro e fevereiro neste ano totalizaram 13,19 milhões de toneladas, 30 por cento acima das 10,17 milhões de toneladas importadas no mesmo período de 2016. Esse foi o maior volume desde pelo menos 2010.

As importações de óleos vegetais em fevereiro caíram pouco mais de um quarto ante o mês anterior para 410 mil toneladas, mostraram os dados.

Fonte: Reuters Brasil

 

FCStone eleva previsão de safra e exportações de soja do Brasil em 2016/17

SÃO PAULO - A consultoria INTL FCStone elevou nesta terça-feira sua previsão para a colheita de soja no Brasil em 2016/17 para 109,08 milhões de toneladas, ante uma estimativa de 104,09 milhões publicada em fevereiro.

Com isso, as estimativas de exportações da oleaginosa também foram elevadas, para 59 milhões de toneladas na temporada, ante projeção de 57 milhões do relatório anterior.

Fonte: Reuters

 

Notícias da China são boas para mineradoras e siderúrgicas

Os carregamentos históricos de minério de ferro que estão chegando à China e a exportação menor de aço são bons sinais para empresas de mineração como BHP Billiton, Rio Tinto e Vale e uma notícia positiva também para produtoras de metais rivais como a europeia ArcelorMittal.

As aquisições de minério subiram 13 por cento em fevereiro, para 83,5 milhões de toneladas, uma alta histórica para o mês, sendo que os carregamentos no acumulado do ano também apresentam aumento de 13 por cento, para 175 milhões de toneladas, segundo dados de comércio exterior divulgados na quarta-feira. As exportações de produtos siderúrgicos caíram para 5,75 milhões de toneladas em fevereiro, menor patamar desde o mesmo mês de 2014.

A China é a maior compradora de minério e a maior fornecedora de aço do mundo, e o aumento das importações de minério e a queda nas vendas de aço no exterior denotam uma recuperação da indústria siderúrgica do país com a estabilização da economia, o aumento da produção das usinas locais e a venda de uma produção maior no mercado doméstico. Com os preços locais do aço mais fortes em comparação com os valores dos principais destinos de exportação, no momento há um incentivo maior para as produtoras de aço venderem domesticamente, segundo a Marex Spectron.

“Para as mineradoras internacionais, vindo do lado da oferta, isso sugere que as usinas chinesas continuam dependendo da importação de minério, e por isso esta pode ser uma notícia positiva”, disse Tan Hui Heng, analista da Marex Spectron em Cingapura, por e-mail. “No caso das usinas siderúrgicas internacionais que são concorrentes diretas do aço chinês isso pode ser um alívio.”

O minério à vista com 62 por cento de conteúdo caiu 2,9 por cento nesta quarta-feira, para US$ 87,19 a tonelada, após atingir US$ 94,86 em 21 de fevereiro, maior nível desde 2014, segundo a Metal Bulletin. A matéria-prima mais do que dobrou de valor desde que atingiu o fundo do poço, em dezembro de 2015, e a recuperação chinesa também beneficiou o aço.

Visão do JPMorgan

Contudo, frente à expansão maior da oferta de minério de ferro, os analistas ressaltaram os riscos de recuo. “O minério de ferro chegará mais perto de US$ 60 a tonelada no fim do ano”, disse Sally Auld, economista-chefe e chefe de estratégia de câmbio e renda fixa do JPMorgan para a Austrália, à Bloomberg TV, nesta quarta-feira, antes da divulgação dos dados.

As aquisições da China podem continuar se expandindo com a oferta maior da mina S11D da Vale, de US$ 14 bilhões. O primeiro carregamento de minério da S11D, mistura que incluiu material de outras minas no Brasil, terminou de ser desembarcado na China em 3 de março. Na Austrália, a mina Roy Hill, da bilionária Gina Rinehart, também está ampliando sua produção.

As importações históricas de minério de ferro do mês passado ocorreram em um momento em que os estoques portuários chineses atingiram níveis sem precedentes. Os estoques subiram 8,2 por cento em fevereiro, maior ganho em três anos, e atualmente estão em um nível recorde de 130 milhões de toneladas, segundo a empresa Shanghai Steelhome E-Commerce.

Fonte: Bloomberg

 

Futuros do minério de ferro ampliam perdas com fraqueza do mercado de aço

MANILA - Os contratos futuros do minério de ferro na China caíram pelo terceiro dia na terça-feira, pressionados por crescentes estoques da commodity nos portos chineses e por preços mais fracos do aço.

O declínio ampliou as perdas dos futuros do minério, que já somam 11 por cento desde que os contratos atingiram máxima histórica no mês passado e tem repercussão também nos negócios com minério no mercado físico.

"Os preços do minério subiram este ano com a recuperação das margens das siderúrgicas na China", disse o analista Vivek Dhar, do Commonwealth Bank of Australia, em nota. "No entanto, é improvável que as margens no aço mantenham-se elevadas por tanto tempo, à medida que as usinas elevam produção."

O contrato de minério de ferro mais negociado na bolsa de Dalian caiu 2,2 por cento na terça-feira, para 661,50 iuanes (96 dólares) por tonelada. O contrato tocou 741,50 iuanes em 21 de fevereiro, maior valor desde seu lançamento na bolsa em outubro de 2013.

O contrato mais ativo do vergalhão de aço na bolsa de Xangai encerrou em queda de 0,5 por cento, a 3.494 iuanes por tonelada.

Os estoques de minério de ferro importo nos principais portos chineses alcançaram 130,05 milhões de toneladas em 3 de março, disse a SteelHome, o maior volume desde 2004, quando a consultoria começou a monitorar os dados.

O minério de ferro com entrega imediata no porto de Qingdao ficou praticamente estável nesta terça, a 89,80 dólares por tonelada, ante 89,73 dólares na véspera, segundo o Metal Bulletin.

Fonte: Reuters

 

China tem em fevereiro primeiro déficit comercial mensal em 3 anos com salto

PEQUIM - A China registrou seu primeiro déficit comercial em três anos em fevereiro uma vez que as importações de commodities que vão de minério de ferro a petróleo subiram bem mais que o esperado para alimentar um boom da construção.

A leitura das importações reforçou a crescente visão de que a atividade econômica na China acelerou nos dois primeiros meses do ano. Isso pode dar às autoridades chinesas mais confiança para avançar com dolorosas reformas estruturais.

"Suspeitamos que isso reflete amplamente o impulso aos valores de importação do recente salto na inflação dos preços de commodities, mas também sugere que a demanda doméstica permanece resiliente, disse em nota Julian Evans-Pritchard, da Capital Economics.

As importações da China subiram 38,1 por cento ante o ano anterior, maior aumento desde fevereiro de 2012, mostraram dados oficiais nesta quarta-feira, enquanto as exportações caíram inesperadamente 1,3 por cento.

Isso deixou o país com um déficit comercial de 9,15 bilhões de dólares para o mês, informou a Administração Geral de Alfândega.

O déficit inesperado acontece no momento em que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, eleva a atenção para o persistente e grande superávit comercial da China com os Estados Unidos. Em entrevista à Reuters no mês passado, Trump declarou a China a "grande campeã" da manipulação cambial para tornar suas exportações mais baratas.

Muitos analistas, entretanto, atribuem o raro déficit a distorções provocadas pelas celebrações do Ano Novo Lunar, que começou no final de janeiro este ano mas caiu em fevereiro em 2016. Muitas empresas fecham por uma semana ou mais e a produção industrial e operações nos portos podem ser afetadas de forma significativa.

"Todos os déficits desde 2005 têm sido ou no mês do Ano Novo Lunar ou em um dos meses próximos à data do Ano Novo Lunar", escreveu em nota o economista-chefe do ING Tim Condon.

Ainda assim, os dados combinados de janeiro e fevereiro mostram que o comércio da China subiu 13,3 por cento em relação ao mesmo período do ano anterior, sugerindo melhora real na demanda doméstica e externa.

Analistas consultados pela Reuters esperavam que as exportações chinesas subissem 12,3 por cento, com as importações aumentando 20 por cento, produzindo um superávit comercial de 25,75 bilhões de dólares em fevereiro.

Fonte: Reuters

 

Importações de soja pela China crescem 23% em fevereiro

PEQUIM- As importações de soja pela China, maior compradora mundial da oleaginosa, cresceram 23 por cento em fevereiro ante o mesmo período do ano anterior, para seu maior nível para o mês desde pelo menos 2010, a 5,54 milhões de toneladas, mostraram dados alfandegários nesta quarta-feira.

As importações caíram cerca de 28 por cento ante as 7,66 milhões de toneladas importadas em janeiro, segundo os números da Administração Geral de Alfândega da China.

"A demanda de esmagamento ainda está razoavelmente forte e a capacidade de esmagamento têm continuado a crescer, o que é uma continuação da tendência de janeiro", disse Monica Tu, analista da Shanghai JC Intelligence Co.

"Mas os números ainda estão abaixo do que o mercado esperava. Provavelmente porque alguns carregamentos tiveram atrasos ao passar pela alfândega", acrescentou ela.

As importações de soja da China em janeiro e fevereiro neste ano totalizaram 13,19 milhões de toneladas, 30 por cento acima das 10,17 milhões de toneladas importadas no mesmo período de 2016. Esse foi o maior volume desde pelo menos 2010.

As importações de óleos vegetais em fevereiro caíram pouco mais de um quarto ante o mês anterior para 410 mil toneladas, mostraram os dados.

Fonte: Reuters

 

Exportações de carne bovina do Brasil caem 19% em fevereiro, diz associação

SÃO PAULO - As exportações de carne bovina do Brasil caíram cerca de 19 por cento em fevereiro ante o mesmo mês de 2016, impactadas pela expressiva redução nas compras de alguns países europeus, além do Egito, informou a Associação Brasileira de Frigoríficos (Abrafrigo) na quarta-feira.

A receita obtida com as exportações apresentou queda de 17 por cento, alcançando 395,3 milhões de dólares em fevereiro, ante 475,8 milhões de dólares no mesmo mês de 2016, informou a associação, citando dados do governo.

Segundo a Abrafrigo, a redução no volume de exportações também foi influenciada pela estabilização nas importações pelos chineses, que vinham crescendo em forte ritmo desde o começo de 2016.

No total, o Brasil exportou carne bovina para 117 países.

A queda em fevereiro ocorre após bons resultados no mês de janeiro, que registrou alta de 10 por cento no volume e de 14 por cento na receita, ante o mesmo mês de 2016.

Fonte: Reuters

 

Exportações de commodities trazem alento à economia

Os resultados da balança comercial no primeiro bimestre, fechados na semana passada, inspiraram algum alento e podem ajudar a reverter o pessimismo causado pela queda de 3,6% do Produto Interno Bruto (PIB) de 2016, divulgada ontem pelo IBGE, segundo ano consecutivo de retração econômica. Há motivos para se estimar que o desempenho da balança comercial deste ano poderá ser superior ao de 2016, favorecido por uma combinação de aumento do preço das matérias-primas e da produção agrícola. O superávit recorde de US$ 47,7 bilhões da balança comercial do ano passado, o maior desde o início da série histórica em 1980, já havia surpreendido, mas sabia-se que não era sustentável por ser resultado em boa parte da recessão, que reduziu em 19,8% as importações, enquanto as exportações diminuíram 3,2%.

Agora o quadro é mais positivo. O superávit recorde de US$ 7,28 bilhões no primeiro bimestre, 84% superior ao de igual período em 2016, é consequência do aumento de 23,5% das exportações, acima dos 12% de expansão das importações. Em alta desde outubro, os preços das commodities alavancam as exportações de produtos básicos, enquanto as importações reagem favorecidas pela valorização do real. Os embarques de produtos básicos saltaram 41,6% e representaram 46,4% dos US$ 30,4 bilhões exportados no bimestre, impulsionados pela alta dos preços, que chegou a 124,5% no minério de ferro na comparação com o mesmo período de 2016, a 99,9% na soja em grão e a 182,5% no petróleo bruto.

As exportações de semimanufaturados cresceram menos, 13,2%, e são também influenciadas pela alta das commodities, como indica o crescimento de 82,3% das vendas externas de ferro e aço, de 52,3% do óleo de soja em bruto e de 40,7% do ferro fundido. O mesmo fenômeno ocorre nas vendas de manufaturados, que aumentaram 8% e registram melhor desempenho em produtos como óleos combustíveis, cujas vendas saltaram 356,9%.

Uma análise mais detalhada dos números revela a forte influência do aumento dos preços nos resultados. No caso da soja e do petróleo, as exportações também cresceram em volume, além do preço, mas no do minério de ferro e do café, as quantidades embarcadas diminuíram. Os preços das commodities sobem mais acentuadamente desde outubro, impulsionados pelo crescimento mais forte das maiores economias do mundo, e favorecem países como o Brasil, fornecedores desses produtos (Valor 3/3).

Em 12 meses até fevereiro, a relação entre preços de exportação e de importação - índice dos termos de troca - subiu 8,2%. Em 2016, que já foi um ano favorável desse ponto de vista, o aumento foi de 3%. A alta das commodities expande o saldo comercial, valoriza o real e melhora a arrecadação de tributos. A indústria já reclama o efeito da taxa de câmbio nas exportações do setor e reforça mecanismos de compensação como o Reintegra.

Uma dinâmica semelhante ocorreu na década passada, igualmente estimulando o comércio exterior e o crescimento econômico. A situação atual é diferente, a começar pelo ritmo de expansão das principais economias internacionais. Um dos principais motores do movimento, a China, chegou a crescer 15%, agora, passou a 7%. A valorização está concentrada em um número menor de commodities e pode estar perto de completar seu ciclo de alta em vários casos, tendendo a se estabilizar nos patamares atuais.

A recuperação da economia certamente depende de outros fatores como a redução do desemprego e do endividamento; das reformas econômicas e de uma política mais abrangente de crescimento. Não é saudável contar com um punhado de matérias primas para garantir mais da metade das exportações, tendo uma indústria relativamente ampla, embora pouco competitiva. Além disso, surgiu agora um velho risco para o sucesso dos embarques de soja: os problemas na BR-163, que liga Cuiabá a Santarém, caminho para escoar a expressiva produção da região pelos recém-inaugurados portos do Arco Norte.

O gargalo dessa logística moderna são 100 quilômetros não asfaltados que, desde a segunda quinzena de fevereiro, se transformaram em um atoleiro. Isso está atrasando o transbordo da soja em Miritituba para as barcaças que levam o grão pelo rio Tapajós para os portos de Santarém e Barcarena. Os exportadores não só amargam prejuízos como correm o risco de perder mercado para outros países produtores.

Fonte: Valor

 

MDIC lança ações de apoio à exportação para 2017

O ministro da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC), Marcos Pereira, anuncia nesta quarta-feira o cronograma de ações do Plano Nacional da Cultura Exportadora (PNCE) em 2017 e o início de parcerias com o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) e a Confederação Nacional da Indústria (CNI).

Participam da cerimônia os presidentes da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Robson Andrade; da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil), embaixador Roberto Jaguaribe; e do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae); Guilherme Afif Domingos.

Fonte: MDIC

 

03-03-2017

 

BALANÇA COMERCIAL TEM MELHOR RESULTADO PARA FEVEREIRO DESDE 1989

As exportações ficaram em 15,472 US$ bilhões, superando os US$ 10,192 bilhões em importações

A balança comercial brasileira teve superávit de US$ 4,56 bilhões em fevereiro. Trata-se do melhor resultado para meses de fevereiro desde o início da série histórica do governo, em 1989. As exportações ficaram em 15,472 US$ bilhões, superando os US$ 10,192 bilhões em importações. Os dados foram divulgados hoje (2) pelo Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços.

As exportações cresceram 22,4% em relação a fevereiro de 2016 segundo o critério da média diária, que leva em conta o valor negociado por dia útil. As importações, por sua vez, cresceram 11,8%.

Do lado das exportações, os destaques foram as vendas de petróleo bruto (alta de 326,6% na comparação com fevereiro de 2016), minério de ferro (alta de 126,2%), soja em grão (107%), carne suína (40%), óleos combustíveis (480,7%), veículos de carga (38,8%), ferro fundido (139%), óleo de soja bruto (109,9%) e semimanufaturados de ferro e aço (92,6%).

Nas importações, cresceu a compra de combustíveis e lubrificantes (34,9%) e bens intermediários (16,3%) na comparação com fevereiro do ano passado. Por outro lado, caiu a aquisição de bens de capital (9,8%) e consumo (4,4%).

Saldo acumulado

O saldo positivo de fevereiro ocorreu após o superávit de US$ 2,725 bilhões no primeiro mês deste ano, segundo melhor resultado da história. Em janeiro e fevereiro, há superávit acumulado de US$ 7,3 bilhões, maior saldo no período desde 1989.

Em 2016 a balança comercial também bateu alguns recordes mensais, encerrando o ano no azul em US$ 47,69 bilhões, maior superávit anual já registrado pelo Brasil desde o início da série histórica do governo.

A balança comercial tem superávit quando as exportações, vendas do Brasil para parceiros de negócios no exterior, superam as importações, que são as compras do país também no exterior.

Fonte: Ag. Brasil

 

China diz apoiar OMC após ameaça dos Estados Unidos

PEQUIM - A China apoia o trabalho da Organização Mundial do Comércio (OMC), informou nesta quinta-feira o Ministério das Relações Exteriores chinês, após o governo do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmar que pode desafiar regras da OMC vistas como interferência à soberania norte-americana.

Manter um sistema multilateral justo e aberto com a OMC em seu centro beneficia o crescimento econômico global e é do interesse de todos, disse o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Geng Shuang.

"Desde que a China se juntou à OMC sempre apoiou proativamente o trabalho da OMC, e esta posição não irá mudar", disse o porta-voz durante entrevista coletiva, quando perguntado sobre a proposta norte-americana a respeito da organização.

O Ministério do Comércio da China se negou a comentar de imediato.

Em documento da agenda de política comercial divulgado ao Congresso na quarta-feira, o escritório do Comércio dos EUA informou que o governo "não irá tolerar" práticas comerciais injustas que distorçam mercados. Isso varia de manipulação de moedas e subsídios governamentais injustos até roubo de propriedade intelectual, informou.

O documento destaca que o governo dos EUA pode tentar colocar ao limite o que é aceitável sob regras da OMC em sua busca de cumprir promessas da campanha e cortar déficits comerciais com China e México.

Fonte: Reuters

 

Preços do aço sobem na China com demanda firme; minério acompanha

XANGAI/MANILA - Os contratos futuros do vergalhão de aço subiram nesta quinta-feira na China após duas sessões consecutivas de perdas, com a recuperação da demanda e cortes de produção no país sustendo os preços.

A demanda por aço na China melhorou em março, com atividades de construção acelerando em um período de temperaturas mais elevadas, enquanto as usinas de aço em algumas regiões do norte foram obrigadas a cortar produção para reduzir a poluição do ar.

"O vergalhão de aço é o mercado futuro de commodities mais seguro no momento, uma vez que a oferta tem sido duramente afetada pelas ações do governo para melhorar o meio ambiente, e agora a demanda está subindo", disse a analista Li Wenjing, da Industrial Futures, em Xangai.

O contrato mais ativo do vergalhão de aço na bolsa de Xangai subiu 1,1 por cento, fechando a 3.553 iuanes (516 dólares) por tonelada. Na segunda-feira, o contrato atingiu uma máxima de três anos, a 3.648 iuanes.

Operadores disseram que os preços do minério de ferro têm sido sustentado pela firma demanda por aço, embora os ganhos seja limitados pelos cortes de produção nas siderúrgicas.

O minério de ferro na bolsa de Dalian encerrou estável a 694,50 iuanes por tonelada.

Já o minério para pronta entrega no porto de Qingdao subiu 1,2 por cento para 92,36 dólares por tonelada, segundo o Metal Bulletin.

Fonte: Reuters

 

Brasil tem melhor superávit comercial para fevereiro, de US$4,56 bi, diz Ministério

BRASÍLIA - O Brasil registrou superávit comercial de 4,56 bilhões de dólares em fevereiro, melhor resultado histórico para o mês, em mais um desempenho decorrente do aumento das exportações superior ao observado nas importações.

O resultado foi melhor que a estimativa de um saldo positivo em 3,27 bilhões de dólares, segundo pesquisa Reuters.

Em fevereiro, as exportações tiveram alta de 22,4 por cento ante igual mês de 2016, pela média diária, a 15,472 bilhões de dólares, divulgou o Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC) nesta quinta-feira.

Já as importações cresceram 11,8 por cento ante fevereiro do ano passado, também pela média diária, a 10,912 bilhões de dólares.

No acumulado do ano, o saldo comercial do Brasil chegou de 7,285 bilhões de dólares, acima dos 3,958 bilhões de dólares observados no primeiro bimestre de 2016.

As exportações em janeiro e fevereiro somaram 30,383 bilhões de dólares, crescimento de 20,5 por cento, pela média diária, ante o mesmo período do ano passado, enquanto as importações subiram 9,2 por cento no bimestre, para 23,099 bilhões de dólares.

O movimento dos primeiros meses de 2017 destoa daquele verificado nos dois últimos anos, quando o superávit na balança comercial se deu pela queda maior nas importações que nas exportações, em meio à recessão econômica. Desta vez, o valor mais alto das commodities, que exercem importante peso na pauta de trocas comerciais, vem ajudando o país.

Para 2017, o MDIC projeta um superávit semelhante ao de 2016, da ordem de 47,7 bilhões de dólares, mas com aumento de exportações e importações na esteira da recuperação da economia. [nL1N1ES0J2]

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Em fevereiro, as exportações foram puxadas pelo desempenho dos produtos básicos, cuja alta foi de 48,3 por cento ante o mesmo mês do ano passado.

As exportações de manufaturados e semimanufaturados tiveram aumento mais modesto, de 5,7 por cento e 2 por cento, respectivamente, na mesma base de comparação.

No lado das importações, em fevereiro, houve forte crescimento na compra de combustíveis e lubrificantes, com alta de 34,9 por cento na comparação com fevereiro do ano anterior, e e 16,3 por cento em bens intermediários.

Já as compras de bens de capital --um termômetro para o investimento-- e de bens de consumo recuaram 9,8 por cento e 4,4 por cento, respectivamente.

Fonte: Reuters

 

Exportação de soja do Brasil bate recorde para mês de fevereiro, diz Secex

SÃO PAULO - As exportações de soja do Brasil atingiram um volume recorde para o mês de fevereiro de 3,51 milhões de toneladas, alta de 72 por cento ante o mesmo mês de 2016 e quase quatro vezes superior aos embarques de janeiro, informou nesta quinta-feira a Secretaria de Comércio Exterior (Secex).

Com exportações acumuladas nos dois primeiros meses do ano de 4,4 milhões de toneladas, o Brasil registra o início de temporada de embarques de soja mais acelerado desde que os registros da Secex começaram, em 2006.

As exportações têm sido favorecidas por uma maior disponibilidade do grão, em meio a um início de colheita em ritmo recorde no país.

Os grandes embarques de soja renderam 1,4 bilhão de dólares ao país no mês passado.

A soja tem sido nos últimos anos o principal produto da pauta da exportação do Brasil, o maior exportador global da oleaginosa.

Com a colheita avançando em bom ritmo, os contratos futuros da soja negociados na bolsa de Chicago, referência internacional, foram pressionados nesta quinta-feira.

O contrato maio da soja fechou em queda de 14,50 centavos, ou 1,4 por cento, a 10,3725 dólares por bushel, com operadores citando a safra brasileira.

Os embarques brasileiros poderiam estar ainda mais fortes não fossem os problemas registrados em fevereiro para o escoamento da soja na BR-163, no trecho não pavimentado no Pará. Com as chuvas intensas na região, atoleiros se formaram, causando grandes congestionamentos de milhares de caminhões.

O governo federal informou nesta quinta-feira que está trabalhando para normalizar o tráfego de veículos na região, enquanto exportadores estão amargando prejuízos de milhões de dólares.

Com uma safra recorde acima de 100 milhões de toneladas de soja na temporada, a associação que representa as grandes indústrias e tradings exportadoras de soja do país (Abiove) estima embarques recordes de 58,7 milhões de toneladas da oleaginosa do Brasil em 2017, ante 51,58 milhões em 2016, segundo previsão divulgada em fevereiro.

Fonte: Reuters

 

Exportação de petróleo do Brasil bate recorde em fevereiro pelo 2o mês seguido

RIO DE JANEIRO (Reuters) - As exportações de petróleo do Brasil bateram recorde histórico em fevereiro pelo segundo mês consecutivo, com volume quase duas vezes maior do que o registrado no mesmo mês do ano passado, devido ao impulso do forte crescimento da produção da commodity nas áreas do pré-sal, apontou governo nesta quinta-feira.

No segundo mês do ano, as vendas externas de petróleo do país somaram 6,23 milhões de toneladas, alta de 94 por cento ante fevereiro de 2016 e avanço de 12 por cento em relação a janeiro deste ano, mostraram dados do Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços.

O forte crescimento pode ser explicado pela evolução da produção nas áreas do pré-sal.

Segundo os últimos dados publicados pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), a produção de petróleo do Brasil somou em janeiro 2,687 milhões de barris por dia (bpd), alta de 14,2 por cento ante um ano antes, sendo que do total produzido, 47 por cento saiu do pré-sal, ante 35 por cento em janeiro de 2016.

A receita do Brasil com as exportações de petróleo em fevereiro, por sua vez, quadruplicou em relação ao mesmo mês de 2016 e avançou 17 por cento ante janeiro, para 2,073 bilhões de dólares, com a recuperação dos preços do barril de petróleo e também devido a melhoria da qualidade da commodity produzida no Brasil.

Em entrevista à Reuters por e-mail no mês passado, o gerente-executivo de Logística de Refino e Gás Natural da Petrobras, Cláudio Mastella, destacou que o petróleo do pré-sal costuma ter um maior valor comercial.

O petróleo do pré-sal, mais leve do que a média histórica brasileira, proporciona maior rendimento de derivados de maior valor agregado, como gasolina, diesel e querosene de aviação.

Além da Petrobras, estão entre os principais produtores no pré-sal a Shell --que após a aquisição da BG passou a responder por 10 por cento da extração nacional de petróleo--, a Petrogal, da Galp, e a sino-espanhola Repsol Sinopec.

As companhias estão agora competindo mais agressivamente para ganhar participação de mercado na Costa Leste dos EUA, assim como em países como China, Índia, Malásia, Cingapura e Espanha, de acordo com dados da Reuters Trade Flows.

Os novos tipos de petróleo do Brasil também tomaram o lugar de alguns petróleos médios africanos em mercados como o Peru, Uruguai e Chile, de acordo com os dados.

Fonte: Reuters

 

02-03-2017

 

Expansão da indústria da China supera expectativas com demanda global melhor, mostram PMIs

PEQUIM - A atividade industrial da China expandiu mais rápido do que o esperado em fevereiro uma vez que a demanda doméstica e de exportação acelerou, ampliando os sinais de que a economia global está retomando força mesmo com os temores sobre um aumento do protecionismo comercial.

O crescimento tanto da produção quanto das encomendas acelerou no mês passado, de acordo com pesquisas oficial e privada divulgadas nesta quarta-feira, dando ao governo mais espaço para focar em lidar com os riscos financeiros à economia conforme a dívida continua a subir.

"Este é o 7º mês seguido que o PMI de indústria oficial da China fica dentro do território de expansão, sugerindo que a atividade industrial continua forte", disse Zhou Hao, economista de mercados emergentes do Commerzbank.

O setor industrial da China tem se beneficiado de um boom da construção desde meados do ano passado que aumentou a demanda e os preços de materiais de construção, elevando as vendas e lucros.

O Índice de Gerentes de Compras (PMI, na sigla em inglês) oficial avançou para a máxima de três meses de 51,6 em fevereiro, contra 51,3 no mês anterior e acima da marca de 50 que separa crescimento de contração. Analistas esperavam leitura de 51,1.

Uma pesquisa privada que foca mais em empresas de pequeno e médio porte ofereceu uma visão similar. O PMI do Caixin/Markit avançou para 51,7 de 51,0 em janeiro e contra expectativa de 50,8.

Por sua vez o PMI oficial sobre o setor de serviços mostrou que o crescimento permaneceu forte em fevereiro, embora o ritmo de expansão tenha desacelerado modestamente por quatro meses seguidos. O PMI oficial ficou em 54,2 em fevereiro, de 54,6 em janeiro.

Fonte: Reuters

 

COMITÊ NACIONAL DE FACILITAÇÃO DE COMÉRCIO REALIZA PRIMEIRA REUNIÃO EM BRASÍLIA

CONFAC vai supervisionar implementação do Acordo sobre Facilitação de Comércio da OMC

O recém-criado Comitê Nacional de Facilitação de Comércio (Confac) realizou nesta sexta-feira, na sede do MDIC, sua primeira reunião para definir o plano de trabalho e o acompanhamento da implementação do Acordo sobre Facilitação de Comércio da Organização Mundial do Comércio (OMC).

A reunião ocorreu dois dias após a entrada em vigor, em âmbito internacional, do Acordo sobre Facilitação de Comércio. A criação dos comitês nacionais é uma exigência para que os países membros da OMC possam coordenar seus órgãos de governo na implementação das medidas nele previstas. O CONFAC também servirá de interlocutor entre o governo brasileiro e o Comitê de Facilitação de Comércio da OMC e de ponto focal para o tema no nível internacional.

“O CONFAC inaugura um espaço inédito que permitirá construir soluções junto com o setor privado para conferir maior eficiência na atuação do governo no comércio exterior e maior competitividade para as empresas brasileiras. O comitê também acompanhará o cumprimento dos compromissos assumidos pelo Brasil no Acordo de Facilitação de Comércio da OMC”, afirmou o secretário de Comércio Exterior, Abrão Neto.

Participaram da reunião representantes dos ministérios da Fazenda; da Indústria, Comércio Exterior e Serviços; das Relações Exteriores; e da Agricultura, Pecuária e Abastecimento; além da Casa Civil e da Secretaria Executiva da Câmara de Comércio Exterior (CAMEX).

O CONFAC foi criado no fim de 2016, no âmbito da CAMEX, para coordenar as atividades do governo relativas à redução dos custos de cumprimento com procedimentos e exigências incidentes sobre exportações e importações.

A situação brasileira acerca do Acordo sobre Facilitação de Comércio foi o primeiro ponto de discussão na pauta de reunião. O Ministério da Fazenda apresentou solução de acompanhamento do cumprimento do acordo pela Receita Federal, responsável pelo atendimento da maior parte das obrigações nele contidas. Essa solução já se encontra disponível ao público no site da Receita Federal. Ferramenta semelhante deverá ser desenvolvida também em relação à atuação dos demais órgãos de governo, de modo a se obter um retrato completo do atendimento a essas regras internacionais.

Outro meio de se mensurar o desempenho do Brasil em relação ao acordo, um projeto de indicadores de facilitação de comércio desenvolvido em parceria com a Organização para Cooperação Econômica e Desenvolvimento (OCDE) foi discutido com vistas à apresentação de seus resultados finais em março. Um dos objetivos do CONFAC será a definição de indicadores confiáveis da atuação governamental sobre importações e exportações, que permitam a identificação de causas de ineficiências e a adoção de políticas e medidas precisas para solucioná-las.

A questão do licenciamento e das autorizações prévias de importações e de exportações também recebeu grande atenção na reunião. É consenso a necessidade de se reduzir o uso desse tipo de instrumento a partir da adoção de meios mais eficientes de controle das operações comerciais. Assim, o CONFAC atuará junto aos órgãos anuentes e em parceria com os gestores do Portal Único de Comércio Exterior para que, com base em ferramentas tecnológicas novas, possa-se adotar meios para se fiscalizar importações e exportações que sejam menos onerosos aos negócios. Quando o controle prévio for indispensável, objetiva-se que se dê da forma mais eficiente possível, evitando-se licenças para cada operação e privilegiando-se o gerenciamento de riscos.

Pequenas e médias empresas

Outro ponto de destaque foi a necessidade de se ter um cuidado especial com pequenas e médias empresas. Caberá ao CONFAC orientar os órgãos de governo sobre os impactos de seus procedimentos e exigências sobre importações e exportações desse segmento. Acordou-se pela necessidade de um trabalho de diagnóstico que permita identificar as barreiras burocráticas à inserção das empresas de menor porte no comércio exterior. Essa avaliação foi considerada essencial para a priorização de medidas de facilitação de comércio que tragam maiores benefícios a elas.

A expansão do programa de operadores econômicos autorizados (OEA) da Receita Federal, que consiste no tratamento simplificado para empresas que comprovam ser confiáveis, a outros órgãos além da Aduana também será acompanhada pelo CONFAC. O primeiro dos órgãos a aderir a esse OEA Integrado será o Ministério da Agricultura.

O próximo passo será a reunião do Subcomitê de Cooperação, instância do CONFAC para o diálogo com o setor privado. O objetivo desse subcomitê é permitir a todas as partes interessadas em operações de importação e exportação possam estar em condição de igualdade para apresentar seus problemas e necessidades e discutir propostas de soluções comuns. A reunião deverá ocorrer no início de abril.

Assessoria de Comunicação Social do MDIC

 

EUA dizem que importações de vergalhão de aço estão sendo despejadas no país

WASHINGTON - O Departamento de Comércio dos EUA afirmou nesta quarta-feira que as importações de vergalhões de aço de origem de Japão, Taiwan e Turquia estão sendo despejadas no mercado norte-americano abaixo do valor justo.

Como consequência, o órgão definiu taxas preliminares antidumping de 209,46 por cento para os exportadores japoneses, incluindo Jonan Steel e Kyoei Steel. Também fixou taxas que variam até 29,47 por cento para os exportadores taiwaneses a até 7,07 por cento para os produtores turcos.

A determinação preliminar segue uma petição para uma investigação por uma coalizão de empresas do setor de vergalhão dos EUA, incluindo Commercial Metals, Gerdau Ameristeel (da Gerdau), Nucor e Steel Dynamic.

A barra de reforço de concreto de aço, ou vergalhão, é usada na construção para ajudar a fortalecer estruturas e diminuir o impacto de fatores como tensão e temperatura.

As importações de vergalhão pelo EUA em 2015 foram avaliadas em 108,69 milhões de dólares do Japão, 17,57 milhões de dólares de Taiwan e 674,4 milhões de dólares da Turquia, de acordo com o departamento.

Fonte: Reuters

 

VINHO BRASILEIRO INICIA AGENDA DE PROMOÇÃO NO RIO UNIDO

No ano passado, as exportações brasileiras de vinhos para o Reino Unido aumentaram 87,55% em relação a 2015, atingindo US$ 760,4 mil, segundo dados do Sistema de Inteligência da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil). O resultado consolida o Reino Unido como o terceiro principal destino dos vinhos e espumantes brasileiros e o coloca em posição de destaque no calendário promocional do projeto de divulgação internacional Wines of Brasil, desenvolvido pelo Instituto Brasileiro do Vinho (Ibravin) em parceria com a Apex-Brasil.

Na próxima semana, o Wines of Brasil dá a largada nas atividades de promoção na terra da rainha. Nas próximas segunda e quarta-feira, dias 27 de fevereiro e 1º de março, em Manchester e Londres, respectivamente, 12 vinícolas irão expor seus produtos no Sitt Spring UK. Essa é a quinta participação consecutiva do Wines of Brasil na iniciativa, que consiste em eventos de degustação voltados para jornalistas e profissionais de importação do setor. A expectativa é que sejam concretizados negócios estimados em US$ 200 mil. Estarão presentes as empresas Aurora, Basso, Campos de Cima, Casa Perini, Cave Geisse, Domno, Don Guerino, Famiglia Valduga, Grupo Miolo, Pizzato, Salton e Sanjo.

“A presença no mercado britânico é estratégica, pois ele ajuda a posicionar os produtos nos demais países europeus. Ainda estamos sendo descobertos pelos consumidores, mas já temos um bom aval de especialistas. No ano passado, a revista Decanter publicou uma matéria de peso, com oito páginas, sobre os rótulos brasileiros”, pondera Diego Bertolini, gerente de Promoção dos Mercados Interno e Externo do Ibravin.

O gosto por vinhos com menor teor alcóolico e frutados, assim como a curiosidade dos consumidores britânicos, irlandeses, escoceses e galeses por rótulos novos, são alguns dos motivos apontados por importadores para explicar a aceitação dos produtos brasileiros no país. Atualmente, existem cerca de 30 milhões de consumidores regulares de vinho no Reino Unido.

“Os rótulos brasileiros são uma boa surpresa para os britânicos. A produção de vinhos é bastante séria, os níveis de álcool não são altos, e os produtos apresentam frescor e elegância”, observa Alex Davies, comprador da Virgin Wines, uma das principais lojas varejistas online da Europa.

Davies esteve na Serra Gaúcha, no início de fevereiro, entre os dias 6 e 11, a convite do Wines of Brasil, em busca de novas vinícolas para o seu portfólio. Sua principal aposta são os espumantes brasileiros, que já são reconhecidos por experts internacionais como de excelente qualidade a custo competitivo. “Há quatro anos foram comercializadas 50 mil garrafas de Prosseco (espumante) no Reino Unido e, em 2016, foram 300 mil. Há muito espaço para se trabalhar o produto brasileiro no país”, informa ele, que visitou e degustou rótulos de 11 vinícolas gaúchas.

O Wines of Brasil também firmou uma parceria com a Virgin Wines para um série de ações de promoção, ao longo do ano, na Inglaterra. Entre elas estão três eventos de degustação nas cidades de Leeds (setembro), Londres (outubro) e Norwich (novembro).

2016, as exportações brasileiras apresentaram alta no valor de 45%, totalizando US$ 5,9 milhões, e no volume, de 43%, com 2,2 milhões de litros.

Curiosidades sobre o mercado inglês:

– Atualmente, oito vinícolas brasileiras exportam para o Reino Unido;

– 2016, foram comercializados 173.659 mil litros de vinhos e espumantes brasileiros para o Reino Unido, 104,56% a mais do que 2015;

– O valor exportado no ano passado para o mercado britânico foi de US$ 760.455, representando um incremento de 87,5% sobre o período anterior;
– Até 2018, a projeção é de que os ingleses deverão atingir o consumo de 24,6 litros per capita;
– Existem 30 milhões de consumidores regulares de vinho no Reino Unido;
– Segundo dados da Organização Internacional da Vinha e do Vinho (OIV), o Reino Unido é o segundo mercado importador de vinhos do mundo depois da Alemanha;
– No ranking das exportações de vinhos brasileiros, o Reino Unido fica atrás do Paraguai (1.031.104 litros) e dos Estados Unidos (280.687 litros).

Fonte: ExportNews

 

COREIA DO SUL ABRE MERCADO PARA BRASIL EXPORTAR MANGA

Setor privado avaliará os aspectos tarifários e de logística para verificar a competitividade das vendas externas

O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) recebeu comunicado de que estão vigentes desde a última quarta-feira (22) os requisitos fitossanitários para a exportação de mangas do Brasil para a Coreia do Sul. As negociações com o país asiático, iniciadas em janeiro de 2004, foram tema de discussão bilateral durante a missão realizada pelo ministro Blairo Maggi à Ásia, em setembro do ano passado.

A partir desta decisão anunciada pelo governo sul coreano, o setor privado avaliará os aspectos tarifários e de logística para verificar a competitividade e efetividade de exportações da fruta para o país.

Somente no ano passado, a Coreia do Sul importou manga de países como Tailândia, Filipinas, Taiwan, Vietnã, Paquistão, Austrália, Índia, Peru e Estados Unidos, o equivalente a mais de US$ 48 milhões.

Em novembro, durante visita do ministro Blairo Maggi à região do Vale do São Francisco, uma missão da Coreia do Sul esteve inspecionando as frutas do local para análise fitossanitária. Na oportunidade, o ministro mostrou-se confiante de que o resultado seria positivo.

Uma das principais metas estabelecidas pelo Mapa é aumentar a participação brasileira no mercado internacional do agronegócio de 6,9% para 10% em um prazo de cinco anos. E o mercado asiático é visto como prioritário pelo governo.

Fonte: MAPA

 

01-03-2017

 

Minério de ferro recua na China após máxima histórica

MANILA - Os contratos futuros do minério de ferro negociados na China caíram mais de 2 por cento nesta sexta-feira após um rali apoiado por expectativas de que um forte gasto em infraestrutura impulsionará a demanda por aço no maior consumidor do mundo.

A queda desta sexta-feira afastou os futuros do minério de ferro de um recorde atingido no início da semana, tendo efeito semelhante nos preços spot, que também atingiram máximas de vários anos próximas de 100 dólares a tonelada.

O contrato do minério de ferro mais negociado na bolsa de Dalian encerrou em baixa de 2,4 por cento em 698,50 iuanes (102 dólares) a tonelada.

O contrato, que atingiu um recorde de 741,50 iuanes na terça-feira, perdeu 1 por cento na semana.

"O tamanho do movimento de hoje reflete a velocidade com que o minério de ferro subiu. Mas eu suspeito que vamos encontrar uma base para as próximas sessões antes de avançar novamente", disse Michael McCarthy, estrategista-chefe de mercado da CMC Markets.

O minério de ferro para entrega no porto de Qingdao fechou em baixa de mais de 1 por cento, a 90,50 dólares/tonelada.

Fonte: Reuters

 

USDA vê salto nas exportações de carne bovina dos EUA

ARLINGTON - As exportações de carne bovina dos Estados Unidos vão saltar cerca de 7 por cento em 2017, à medida que a produção aumenta, enquanto as importações cairão mais de 9 por cento, projetou o Departamento de Agricultura (USDA) nesta sexta-feira.

As exportações de 2,72 bilhões de libras ainda serão ligeiramente inferiores às importações de 2,74 bilhões de libras, de acordo com dados divulgados em uma conferência anual.

O rebanho bovino dos EUA está entrando em seu quarto ano de expansão da produção comercial em 2017, com expectativa de aumento de cerca de 3 por cento, para 26 bilhões de libras, de acordo com o USDA. Esse seria o nível mais alto desde 2011.

Fonte: Reuters

 

China ultrapassa EUA e França e se torna principal parceiro comercial da Alemanha

BERLIM - A China tornou-se pela primeira vez em 2016 o parceiro comercial mais importante da Alemanha, ultrapassando os Estados Unidos, que caiu para o terceiro lugar atrás da França, mostraram dados divulgados nesta sexta-feira.

As importações e exportações alemãs de e para a China subiram para 170 bilhões de euros no ano passado, mostraram dados da Agência Federal de Estatísticas revisados pela Reuters.

O número é uma boa notícia para o governo alemão, que busca proteger o livre comércio global depois que o presidente dos EUA, Donald Trump, ameaçou impor tarifas sobre as importações e seu principal assessor sobre comércio acusou a Alemanha de explorar um euro fraco para aumentar as exportações.

O vice-chanceler alemão, Sigmar Gabriel, sugeriu que a União Europeia deveria reorientar sua política econômica para a Ásia se a administração Trump perseguir o protecionismo.

"Dados os planos protecionistas do novo presidente dos EUA, espera-se que os laços comerciais entre Alemanha e China continuarão a ser reforçados", disse o presidente da associação comercial BGA, Anton Boerner.

A principal razão para o volume de comércio reduzido com os EUA foi uma queda nas exportações norte-americanas para a Alemanha, acrescentou Boerner.

A vizinha França continua a ser o segundo parceiro de negócios mais importante, com um volume de comércio combinado de 167 bilhões de euros. Os Estados Unidos ficaram em terceiro lugar com 165 bilhões de euros.

Fonte: Reuters

 

México avalia importação de produtos agrícolas do Brasil após ameaça de Trump

BRASÍLIA - Em meio a tensões comerciais com os Estados Unidos, o México planeja enviar uma delegação ao Brasil no mês que vem para visitar produtores de milho, carne bovina, frango e soja como alternativa aos fornecedores norte-americanos, disse o representante do México no Brasil nesta sexta-feira.

O encarregado de negócios da embaixada mexicana no Brasil, Eleazar Velasco, disse que o Brasil está em uma posição única para expandir a venda de produtos agrícolas para o México, caso o acordo comercial com os EUA seja interrompido, uma vez que está mais próximo do que outros possíveis fornecedores, como a Austrália.

"Os Estados Unidos querem unilateralmente mudar as regras do jogo estabelecidas", disse Velasco à Reuters. "Evidentemente ao mudar nossas relações, isso vai reequilibrar outras relações."

O secretário da Agricultura mexicano, José Calzada, deveria ter visitado o Brasil na semana passada, mas teve que adiar sua viagem devido a questões de agenda, disse Velasco.

Calzada irá trazer executivos da indústria de alimentos do México para fazer acordos com exportadores brasileiros, disse o diplomata. A viagem faz parte de um esforço para reduzir a dependência das exportações dos EUA, uma vez que o presidente Donald Trump ameaça suspender o acordo de livre comércio entre os dois países.

Calzada disse em entrevista à Reuters na semana passada que o México pode reduzir as tarifas para produtos sul-americanos, caso necessário.

O México depende das importações de milho amarelo do México sob o Acordo de Livre Comércio da América do Norte (Nafta, na sigla em inglês). Com 2,3 bilhões de importações em 2016, o México é de longe o maior comprador estrangeiro, e produtores dos EUA têm pressionado Trump para que ele não altere o acordo.

"O milho é um produto básico imprescindível e insubstituível para os mexicanos. Se os EUA forem mudar as regras do jogo, teremos que comparar dos que querem vender, e aí o Brasil está na melhor posição."

O Brasil está expandindo a produção de milho e a colheita 2016/17 deverá crescer para 93 milhões de toneladas, ante 71 milhões de toneladas na safra anterior. A consultoria Agroconsult estima que as exportações de milho do Brasil irão dobrar para 28 milhões de toneladas, com a vizinha Argentina como sua maior competidora.

O México também irá avaliar comprar soja do Brasil, o maior exportador mundial do grão, embora as importações mexicanas sejam pequenas, disse Velasco.

As tensões com o governo de Trump deram novo ânimo às negociações entre México e Brasil para liberar seu comércio, do qual 51 por cento é composto de carros e peças automobilísticas, mas que agora pode passar por uma expansão dos produtos agrícolas.

Fonte: Reuters

 

China aumentará supervisão no mercado cambial em 2017

PEQUIM - O regulador do mercado cambial da China informou nesta segunda-feira que vai reforçar a supervisão do mercado cambial em 2017, melhorando a transparência das políticas e promover a abertura dos mercados financeiros.

Autoridades chinesas tomaram uma série de medidas nos últimos meses para conter a fuga de capitais do país para apoiar o enfraquecimento do iuan, enquanto tentam atrair mais investimento estrangeiro.

Pan Gongsheng, chefe da Administração Estatal de Câmbio, disse que o mercado de câmbio da China estava relativamente estável e que os fluxos de capitais estavam se tornando mais equilibrados, de acordo com comunicado publicado em seu site.

Numa etapa para reforçar o mercado de títulos, a entidade também anunciou que permitiria aos investidores estrangeiros no mercado de títulos interbancários negociar derivativos pela primeira vez, numa tentativa de tornar o mercado mais atraente.

Pequim abriu seu mercado de títulos interbancários para mais tipos de investidores estrangeiros em fevereiro de 2016 e relaxou as regras de repatriamento de divisas em maio.

A introdução de negociação de derivativos para instituições estrangeiras "tornará mais conveniente para eles gerenciarem seu risco cambial e é um movimento para promover as reformas de abertura dos mercados de títulos e cambial", informou.

No final do ano passado, os investidores estrangeiros mantiveram 870 bilhões de iuanes (126,7 bilhões de dólares) de títulos no mercado chinês, aumento de 83,4 bilhões de iuanes no ano anterior.

Fonte: Reuters

 

Expansão da indústria da China supera expectativas com demanda global melhor, mostram PMIs

PEQUIM - A atividade industrial da China expandiu mais rápido do que o esperado em fevereiro uma vez que a demanda doméstica e de exportação acelerou, ampliando os sinais de que a economia global está retomando força mesmo com os temores sobre um aumento do protecionismo comercial.

O crescimento tanto da produção quanto das encomendas acelerou no mês passado, de acordo com pesquisas oficial e privada divulgadas nesta quarta-feira, dando ao governo mais espaço para focar em lidar com os riscos financeiros à economia conforme a dívida continua a subir.

"Este é o 7º mês seguido que o PMI de indústria oficial da China fica dentro do território de expansão, sugerindo que a atividade industrial continua forte", disse Zhou Hao, economista de mercados emergentes do Commerzbank.

O setor industrial da China tem se beneficiado de um boom da construção desde meados do ano passado que aumentou a demanda e os preços de materiais de construção, elevando as vendas e lucros.

O Índice de Gerentes de Compras (PMI, na sigla em inglês) oficial avançou para a máxima de três meses de 51,6 em fevereiro, contra 51,3 no mês anterior e acima da marca de 50 que separa crescimento de contração. Analistas esperavam leitura de 51,1.

Uma pesquisa privada que foca mais em empresas de pequeno e médio porte ofereceu uma visão similar. O PMI do Caixin/Markit avançou para 51,7 de 51,0 em janeiro e contra expectativa de 50,8.

Por sua vez o PMI oficial sobre o setor de serviços mostrou que o crescimento permaneceu forte em fevereiro, embora o ritmo de expansão tenha desacelerado modestamente por quatro meses seguidos. O PMI oficial ficou em 54,2 em fevereiro, de 54,6 em janeiro.

Fonte: Reuters

 

ArcelorMittal compra setor de aço largo da Votorantim no Brasil

O grupo siderúrgico ArcelorMittal anunciou nesta quinta-feira que sua filial brasileira fechou acordo para comprar as atividades de aço longo no Brasil do grupo Votorantim.

Segundo o acordo, a Votorantim Siderurgia se converterá em uma filial da ArcelorMittal Brasil, enquanto que o grupo brasileiro possuirá uma participação minoritária na ArcelorMittal Brasil, conforme um comunicado do líder mundial da siderurgia.

As atividades combinadas de aço longo das duas empresas implicarão uma capacidade de produção anual de 5,6 milhões de toneladas, e uma campacidade anual de 5,4 milhões de toneladas.

Dessa forma, serão agrupados em um mesmo grupo cinco locais de produção da ArcelorMittal Brasil (Monlevade, Cariacica, Juiz de Fora, Piracicaba, Itaúna) e dois da Votorantim Siderurgia (Barra Mansa, Resende).

"A fusão gerará sinergias de custos, logísticos e operacionais", afirma o comunicado.

As atividades de aço longo da Votorantim na Argentina (Acerbrag) e na Colômbia (PazdelRio) não estão incluídas no acordo.

A operação, cujo montante não foi revelado, está submetida às autorizações regulamentares no Brasil, entre elas a da autoridade de concorrências.

Fonte: Uol Economia

 

Compra da CSA foi um bom negócio para a Ternium

A venda da Companhia Siderúrgica do Atlântico (CSA) pela Thyssenkrupp à ítalo-argentina Ternium, por € 1,5 bilhão, incluindo dívidas, foi um bom negócio para as duas companhias, na avaliação de especialistas. O mercado de capitais reagiu bem. Os papéis do grupo alemão, que abaterá parte de sua pesada dívida com o dinheiro que vai embolsar, tiveram alta superior a 4% na bolsa de Frankfurt. Já as ações da Ternium fecharam com alta acima de 10% em Nova York, refletindo a aquisição e o bom resultado de seu balanço em 2016.

De acordo com uma fonte do setor, a Ternium pagou € 300 por tonelada instalada da CSA, que inclui um porto e uma geradora de energia. Para se fazer uma instalação do zero (greenfield), gasta-se na faixa de US$ 1.500 por tonelada. "Para a Ternium, a compra da CSA faz todo o sentido", declarou um interlocutor.

A companhia, que tem operações na Argentina, Colômbia, México e EUA, sofre com um déficit superior a 3,5 milhões de toneladas de placas ao ano, adquiridas de terceiros, para suprir suas laminadoras de produtos finais. E a oferta nesse mercado vem se estreitando nos últimos tempos, elevando os preços da placa.

Estrategicamente, a ofensiva da Ternium, uma empresa em ótima situação financeira - alavancagem financeira de 0,6 vez, considerada a relação entre a dívida líquida e o Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) - foi considerada muito acertada. "Era um ativo que estava aí, solto na praça, pois a Thyssenkrupp já havia demonstrado que não pretendia mais continuar com ele", disse.

"A CSA é o estado de arte, com tecnologia de última geração e operação de alto padrão. Com ela podemos aumentar a sofisticação dos produtos", afirmou Daniel Novegil, CEO da Ternium, em teleconferência com analistas, ontem. E acrescentou que a CSA não opera com sua capacidade máxima de produção, de 5 milhões de toneladas ao ano. "Desde o começo tentaremos levar a companhia ao máximo de sua capacidade."

A construção da CSA em Santa Cruz, distrito do Rio de Janeiro, aliada à unidade americana do Alabama - "projeto Steel Americas" - trouxe muita dor de cabeça para a Thyssen e perdas da ordem de € 8 bilhões, já descontados os € 3 bilhões com as vendas dos dois ativos. A siderúrgica começou a ser construída em 2005, entrou em operação em meados de 2010 (ainda à meia carga e com problemas de impactos ambientais) e somente se estabilizou operacionalmente em 2014.

Em mãos da Ternium, a previsão é que terá outro desempenho, disse ao Valor uma fonte com grande conhecimento do setor. Diz que se trata de um grupo com alta capacidade de gestão e que acredita que o atual ciclo ruim da siderurgia vai passar,. "O resultado será outro, bem diferente".

Novegil destacou ainda a integração das operações da Ternium com a CSA, elevando a colaboração entre unidades no Brasil, México e Argentina. "Há oportunidades para criar valor e rentabilidade", disse, lembrando que a aquisição não tem relação com a participação detida na Usiminas. "Apenas vimos uma boa oportunidade e fomos atrás dela", afirmou o CEO.

O executivo reiterou que a aquisição não muda a relação com a empresa mineira, cujo controle é dividido com a Nippon Steel &Sumitomo. "Nosso esforço é para deixar a Usiminas mais sadia e melhorar o desempenho". Para a Ternium, não há plano de uma cisão de Usiminas - unidade de Cubatão, na Baixada Santista - vinculada ao negócio da CSA e que vise sua saída do capital da Usiminas.

Procurada pelo Valor, a assessoria informou que a Ternium não faria entrevistas sobre a aquisição.

Fonte: Valor

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