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NOTÍCIAS DO DIA - ABRIL 2017

26-04-2017

 

Exportações maiores vão impulsionar expansão e investimentos da Alemanha, diz ministério

BERLIM - A economia da Alemanha está em uma trajetória de crescimento sólido apesar das incertezas globais, afirmou nesta quarta-feira o Ministério da Economia, acrescentando esperar que as empresas comecem gradualmente a investir mais conforme as exportações crescem.

O governo elevou sua projeção de crescimento para este ano a 1,5 por cento de 1,4 por cento estimado anteriormente. E manteve a expectativa de expansão em 2018 de 1,6 por cento.

O Ministério da Economia disse que o boom do setor da construção, ajudado por juros baixos e elevados investimentos do governo em infraestrutura, está dando um forte impulso à economia.

Ele acrescentou que o alto superávit em conta corrente da Alemanha, que tem sido criticado pelos Estados Unidos, Fundo Monetário Internacional e Comissão Europeia, vai cair de 8,3 por cento da produção em 2016 para 7,3 por cento no próximo ano.

Fonte: Reuters

 

Exportações de açúcar e etanol do centro-sul cairão em 2017/18, estima Unica

SÃO PAULO - Os embarques de açúcar do centro-sul do Brasil, principal região exportadora do adoçante do mundo, deverão cair 400 mil toneladas em 2017/18 na comparação com a temporada passada, para 27,9 milhões de toneladas, diante da expectativa de uma safra menor, estimou nesta quarta-feira a União da Indústria de Cana-de-Açúcar (Unica).

A exportação de etanol também vai cair, atingindo os menores níveis pelo menos desde o início da década, afirmou a associação que representa as usinas da região que responde por mais de 90 por cento da produção de cana do país.

Em nota à Reuters, a Unica disse que a queda nas exportações de açúcar equivale à redução projetada na produção, que deverá totalizar 35,2 milhões de toneladas em 2017/18, recuo anual de 1,2 por cento, na esteira de uma menor moagem de cana.

Analistas projetam que o mundo terá um superávit de açúcar na temporada 2017/18, após dois anos consecutivos de déficit, principalmente por maiores produções na Índia e na União Europeia. No cenário traçado pela Unica, o Brasil limitaria o crescimento da oferta global.

Ainda assim, a perspectiva de um excedente global tem pressionado as cotações internacionais.

Os contratos futuros do açúcar bruto na bolsa de Nova York caíram para uma mínima de um ano nesta quarta-feira, com o contrato de referência atraindo o maior volume já registrado à medida que operadores veem melhores perspectivas para a safra 2017/18.

Para o etanol, a Unica estimou exportação pelo centro-sul de cerca de 1,1 bilhão de litros no ciclo 2017/2018, abaixo do volume registrado em 2016/17, de 1,36 bilhão de litros.

Se confirmada a previsão, será o menor volume de etanol embarcado pelo centro-sul desde pelo menos 2012/13, segundo dados da Unica.

A produção do biocombustível sofrerá queda de 3,7 por cento no centro-sul em 2017/18, para 24,7 bilhões de litros, segundo estimativas da Unica, com usinas desestimuladas pela competição com a gasolina no mercado interno e mais focadas na produção de açúcar, que está atualmente mais rentável que o biocombustível.

Fonte: Reuters

 

FGV: EXPORTAÇÕES BRASILEIRAS CRESCEM 24,4% NO PRIMEIRO TRIMESTRE

As exportações brasileiras cresceram 24,4% no primeiro trimestre deste ano na comparação com o mesmo período de 2016. Ao mesmo tempo, as importações aumentaram 12%. A balança comercial registrou superávit de US$ 14,4 bilhões. Os dados são do Indicador Mensal da Balança Comercial, da Fundação Getulio Vargas (FGV), e foram divulgados hoje (26) no Rio de Janeiro.

Com o resultado da balança comercial, estima-se que o comércio externo brasileiro encerre o ano com um saldo positivo de US$ 50 bilhões.

Em relação ao volume, as exportações cresceram menos (11%) do que as importações (17%) no primeiro trimestre deste ano, em relação ao mesmo período de 2016. A maior alta nas exportações foi observada no setor da indústria extrativa (38%), seguido pela indústria da transformação (9%). A agropecuária teve uma queda de 7%. As exportações de não commodities aumentaram 16% e as de commodities, 6%.

O maior crescimento no volume importado ocorreu na indústria de transformação (23%), seguido pela extrativa (11%). A agropecuária teve queda de 4%.

Preços dos produtos negociados

Os termos de troca penderam a favor da balança comercial brasileira, com uma melhora de 19% na comparação com o primeiro trimestre de 2016, devido ao aumento de 15% do preço das exportações e da queda de 3% do preço das importações.

Isso pode ser explicado principalmente pelo comportamento das commodities. Enquanto o preço de importação desses produtos recuou 11%, o preço da exportação avançou 29%. Entre as não commodities, o preço das exportações não variou, enquanto o valor das importações caiu 6,5%.

Entre os setores econômicos, os preços das exportações da indústria extrativa cresceram 75%, enquanto o preço das importações caiu 9%. Na indústria da transformação, o preço das exportações cresceu 5%, enquanto o das importações caiu 7%. Na agropecuária, os preços dos exportados cresceram menos (9%) do que os dos importados (17%).

“Os preços das commodities estavam deprimidos até o final do ano passado e, neste início de ano, tiveram uma recuperação. No caso do Brasil, por exemplo, os preços de minério de ferro e petróleo melhoraram. Também temos uma demanda internacional mais favorável [para as exportações brasileiras]”, disse a pesquisadora da FGV, Lia Valls.

Fonte: Ag. Brasil

 

CAFÉ ESPECIAL BRASILEIRO PODE RENDER MAIS DE US$ 11 MILHÕES

A Associação Brasileira de Cafés Especiais (BSCA) e a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil) organizaram um road show para promoção dos cafés especiais do País nas cidades de Perth, Sydney e Melbourne, na Austrália, entre os dias 24 e 30 de março, como ação do projeto setorial “Brazil. The Coffee Nation”, que realizam em parceira. Segundo dados apurados junto às nove empresas participantes, foram realizados US$ 2,7 milhões em negócios durante os sete dias e há expectativa para a concretização de mais US$ 8,5 milhões até março de 2018.

De acordo com a diretora da BSCA, Vanusia Nogueira, o mercado australiano é bastante dinâmico e altamente competitivo. “A Austrália possui um segmento de cafés especiais bem desenvolvido e a participação brasileira está consolidada há algum tempo, com compradores e público locais tendo excelente aceitação por nosso produto”, informa.
Em 2016, os australianos investiram US$ 22,856 milhões na aquisição dos cafés das empresas que integram o “Brazil. The Coffee Nation”. Esse volume representou alta de 43% em relação à receita de US$ 15,976 milhões obtida em 2015. Desde 2009, quando teve início o projeto setorial desenvolvido por BSCA e Apex-Brasil, a Austrália aplicou US$ 73,202 milhões na compra dos cafés brasileiros.

No road show, foram realizadas apresentações instrucionais sobre a BSCA e o projeto “Brazil. The Coffee Nation”, sendo evidenciadas as características de todas as regiões produtoras de cafés especiais. Os associados realizaram exposições sobre seus produtos, reuniões de negócios com atuais e potenciais clientes, além de degustação e sessões de cupping.

Vanusia entende que os prognósticos para o mercado australiano permanecem muito favoráveis e que o Brasil já colhe os frutos do esforço realizado pela Associação em parceria com a Apex-Brasil nos trabalhos de promoção. “Nossas ações têm ampliado a visibilidade dos cafés nacionais na Austrália, o que tem despertado maior interesse dos compradores locais e também de exportadores brasileiros que passam a mirar esse mercado. Como consequência, temos registrado crescimentos constantes na imagem do produto e no volume de negócios realizados ano a ano”, conclui.

Fonte: Apex-Brasil

 

EXPORTAÇÕES DE MÁQUINAS E EQUIPAMENTOS CRESCEM 4,2% NO TRIMESTRE

As exportações da indústria brasileira de máquinas e equipamentos em março (US$ 945 milhões) marcaram o segundo melhor resultado da série histórica e representaram um crescimento de 14,5%, quando comparado com o mesmo mês do ano passado. No trimestre, as exportações chegaram a US$ 1,99 bilhão, 4,2% superior aos três primeiros meses de 2016.

As importações em março atingiram US$ 1,26 bilhão e, no trimestre, US$ 3,29 bilhões. O resultado mensal é 0,5% inferior ao registrado no mesmo mês de 2016 e o trimestral é 10,2% menor que o de igual período do ano passado.

De acordo com a Abimaq, a indústria de máquinas e equipamentos encerrou o mês de março com 292,7 mil pessoas empregadas, 16,3 mil postos de trabalho a menos que no mesmo mês de 2016. Desde 2013, quando teve início a queda de faturamento da indústria de máquinas, já foram eliminados mais de 87,6 mil postos de trabalho no setor.

Fonte: Exportnews

 

25-04-2017

 

Aço sobe na China e limita perdas do minério de ferro

MANILA - Os contratos futuros do aço subiram quase 2 por cento nesta terça-feira na China sustentados por uma queda nos estoques detidos por comerciantes, sugerindo que a demanda continua firme.

O contrato mais ativo do vergalhão de aço na bolsa de Xangai fechou em alta de 1,9 por cento nesta terça, a 2.948 iuanes (428 dólares) por tonelada, perto da máxima do dia de 2.958 iuanes. Na quinta-feira, o contrato havia tocado 2.775 iuanes, menor nível desde 9 de janeiro.

Os estoques de vergalhão em posse de comerciantes chineses alcançaram 5,95 milhões de toneladas em 21 de abril, menor volume desde o fim de janeiro, segundo dados da SteelHome.

"Os estoques de produtos de aço longos caíram nos distribuidores, indicando um aumento na demanda para construção", disse o Morgan Stanley, em nota.

Os contratos futuro de minério de ferro reduziram perdas ao longo da sessão e fecharam praticamente estáveis, acompanhando a alta do aço. O minério na bolsa de Dalian caiu 0,1 por cento, para 498 iuanes por tonelada, após tocar mínima da sessão a 489,50 iuanes.

O minério com entrega imediata no porto de Qingdao, também na China, caiu 0,7 por cento, para 66,07 dólares por tonelada, segundo o Metal Bulletin.

Fonte: Reuters

 

Importação de milho pela China cai para mínima de 3 anos e meio em março

PEQUIM - As importações de milho pela China despencaram 99,1 por cento em março ante um ano antes, para o menor nível desde setembro de 2013, mostraram dados da alfândega nesta terça-feira, depois que a diferença entre os preços internacionais e o mercado local ficou menor.

As importações no mês passado atingiram 5.262 toneladas, segundo dados da Administração Geral de Alfândegas.

Os preços domésticos do milho tornaram-se mais competitivos ante os internacionais como resultado de uma alteração na política agrícola do governo no ano passado.

A China deverá importar 2 milhões de toneladas de milho na temporada 2016/17, disse o Centro Nacional de Informações de Grãos e Óleos da China (Cngoic, na sigla em inglês) no início do mês, dobrando uma previsão anterior.

O total, ainda assim, deverá ficar 37 por cento abaixo da temporada anterior.

Fonte: Reuters

 

IABr reduz projeções para setor siderúrgico em 2017

RIO DE JANEIRO (Reuters) - O setor que reúne produtores de aço do Brasil reduziu nesta terça-feira projeções para o desempenho da indústria neste ano, em meio à recessão atravessada pelo país, informou nesta terça-feira o Instituto Aço Brasil (IABr).

A estimativa divulgada em novembro passado para o crescimento das vendas de aço no Brasil em 2017 foi cortada quase que pela metade, passando de 3,6 para 1,3 por cento, a 16,7 milhões de toneladas. Já a previsão para o aumento do consumo aparente da liga no país foi reduzida de 3,5 para 2,9 por cento, a 18,7 milhões de toneladas.

A entidade divulgou ainda que espera que a produção de aço bruto no Brasil em 2017 deve subir 3,8 por cento, para 32,5 milhões de toneladas. Em novembro passado o IABr não havia feito estimativas para a produção neste ano.

Fonte: Reuters

 

Acordo Mercosul-UE pode entrar em vigor no começo de 2019, diz embaixador

O acordo de livre comércio entre Mercosul e União Europeia pode entrar em vigor no início de 2019, disse nesta segunda-feira o embaixador da UE no Brasil, o português João Cravinho.

"Vejo um calendário em que o acordo pode ser concluído neste ano, ratificado por autoridades governamentais em 2018 para entrar em vigor no início de 2019", disse Cravinho a jornalistas às margens do I Fórum Espanha Brasil.

De acordo com o embaixador, as negociações devem ganhar os contornos finais por volta de outubro. Para Cravinho, é provável que algumas questões mais sensíveis nas negociações, como a abertura de mercados europeus para o agronegócio da América Latina, com a contrapartida de mais facilidade para produtos de serviços no mercado latino-americano, tenda a ser resolvido por autoridades de mais alto escalão, antes de o acordo ser selado.

Presente no mesmo evento, o ex-presidente brasileiro Fernando Henrique Cardoso disse a jornalistas que o temor de que a China se aproprie de crescentes fatias de negócios na América Latina tende a apressar as negociações de europeus e latinos.

"O acordo deve sair por uma questão de necessidade", disse o ex-presidente.

Mais cedo nesta segunda-feira, o presidente Michel Temer disse que o primeiro-ministro espanhol, Mariano Rajoy, prometeu ajuda da Espanha para a finalização do acordo entre o Mercosul e a União Europeia.

Fonte: Reuters

 

Setor de aço prevê ter ano difícil com protecionismo mundial

A indústria nacional do aço prevê que o ano de 2017 será difícil tanto no campo internacional, com o aumento de medidas protecionistas ao redor do globo, quanto no campo interno.

No Brasil, a previsão é de demora na retomada da indústria e diverge da forma como o presidente Michel Temer está lidando com o setor.

A avaliação foi manifestada nesta terça-feira (25) pelo presidente do Instituto Aço Brasil, Marco Polo de Mello Lopes, durante apresentação dos números do setor no primeiro trimestre.

A estimativa do instituto, que reúne as principais empresas de metalurgia do país, é que o setor encerre o ano com aumento de 3,8% na produção frente a 2016, com 32,5 milhões de toneladas.

O crescimento, no entanto, só é possível devido a base de comparação baixa, já que o país vem de queda expressiva de sua produção recente, e também porque o parque produtivo brasileiro opera atualmente com apenas 60% de sua capacidade.

A alta estimada para as vendas no mercado interno é de 1,3%, com 16,7 milhões de toneladas, volume que remonta patamar verificado em 2006. O consumo de aparente de aço deve chegar ao mesmo patamar de uma década atrás, caso as previsões de alta de 2,9% se concretizem.

Ainda que projete crescimento para o setor, a indústria não enxerga em 2017 uma melhora na situação brasileira, tampouco uma mudança no mundo.

As exportações de aço, apontadas como o principal motivo para o aumento de 10,9% da produção no primeiro trimestre deste ano, estão prestes a sofrer o impacto de uma decisão recente do presidente americano Donald Trump.

Na semana passada, Trump determinou a abertura de uma investigação sobre o aço importado pelos EUA. O resultado pode levar a imposição de tarifas para produtos estrangeiros.

Trump alegou questões de segurança nacional, ao afirmar que o aço é crítico para das Forças Armadas e por isso deveria haver controle mais rígido sobre os produtos vindos de outros países, além de aumentar a fiscalização contra mecanismos de dumping.

Outra medida anunciada recentemente pelo americano foi o programa "Buy America", que determina que empresas contratadas pelo governo federal deverão usar aço e outros insumos fabricados no país.

As duas medidas de caráter protecionista têm o condão de prejudicar a indústria brasileira, diz Marco Polo. Ele, contudo, não quantificou o tamanho de um possível impacto. Lembrou apenas que os EUA são o segundo maior destino do aço exportado pelo Brasil.

"Temos um mundo que caminha para a desglobalização. Há um excesso monumental de capacidade da indústria do aço no mundo e os países estão tentando se proteger", disse ele, que afirmou haver excedente de 777 milhões de toneladas de aço no mundo.

Enquanto governos ao redor do globo adotam medidas protecionistas, o governo brasileiro parece fazer o contrário, disse Marco Polo.

O governo estaria preterindo a indústria nacional em diversos setores, o que tem levado a divergências com entidade que foram parceiras de primeira hora do impeachment que levou Temer a presidência, como a Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo).

Entidades e federações de diversos setores industriais se reuniram em movimento batizado "Produz, Brasil" para pressionar o governo a adotar medidas que beneficiem a industria nacional.

Marco Polo criticou duas medidas especificas do governo: a flexibilização das regras de conteúdo local para a indústria de petróleo e gás e mudanças no regime tributário especial do Reintegra.

Segundo Marco Polo, as regras de conteúdo local de fato demandavam mudanças, mas ele afirma crer não ser salutar para a indústria no curto prazo que elas sejam completamente extintas.

"Sem a indústria não tem retomada", disse ele. "É preciso manter um percentual mínimo [de contratação de bens e serviços no Brasil]".

Marco Polo criticou ainda a maneira como a Petrobras e o governo estão lidando com a indústria de bens e serviços da cadeia de petróleo.

"Tem um tom emocional, que não é verdade. Não é verdade que a indústria brasileira não tem capacidade de atender a Petrobras, que está sucateada, que tem um custo maior. A indústria siderúrgica investiu US$ 25 bilhões de 2008 para cá e tem todas as condições de atender a empresa", disse.

O executivo cita ainda que o país mudou recentemente as regras anti-dumping favorecendo empresas estrangeiras.

A indústria pede ao governo a ampliação da alíquota do programa Reintegra de 2% para 5%. O programa voltado para exportações restitui tributos pagos na cadeia produtiva que não são recuperáveis, como tributos pagos na folha de pagamento, por exemplo.

"Corremos o risco da desindustrialização do país", disse.

Outra preocupação do setor é quanto ao PPI (Programa de Parcerias e Investimentos), a ser lançado pelo governo, que compreenderá uma série de concessões a iniciativa privada.

"Estamos preocupados que além do capital estrangeiro, sejam utilizados também máquinas e bens de capital estrangeiro nas obras", afirmou.

RETOMADA

Por fim, Marco Polo criticou o tom que o governo adota com relação a economia, principalmente sobre as notícias de retomada.

Ele disse temer que a excitação com uma possível retomada desvie o foco do governo na aprovação das reformas estruturantes.

No ponto das reformas —da previdência, da lei trabalhista e tributária—, a indústria está alinhada ao governo, disse Marco Polo.

"O problema é que o governo tenta vender imagem de que temos uma retomada em 2017. Na nossa visão, ela não ocorreu, não estáo correndo e não ocorrerá".

"Nos preocupa o discurso do governo da chamada retomada da economia porque ele significa que as medidas podem não ser tomadas", afirmou.

TRIMESTRE

A produção de aço brasileiro no primeiro trimestre aumentou 10,9% frente a igual período do ano passado. O consumo aparente teve alta de 5% no período.

Já as vendas internas registraram queda de 0,5% no período. Por outro lado, as importações aumentaram 73,1%.

Fonte: Folha SP

 

CNI PROPÕE 86 AÇÕES PARA AMPLIAR PARTICIPAÇÃO DO BRASIL NO COMÉRCIO EXTERIOR

Documento, elaborado pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), trata das prioridades nos próximos meses sobre formulação e defesa de políticas públicas e da prestação de serviços para a internacionalização de empresas brasileiras

Medidas para internacionalizar empresas, reduzir custos com comércio exterior e ampliar o mercado externo para produtos brasileiros fazem parte da segunda edição da Agenda Internacional da Indústria, que a Confederação Nacional da Indústria (CNI) lançpu nesta terça-feira (25). Ao todo, são propostas 86 ações prioritárias para 2017, das quais 55 tratam sobre políticas comerciais e 31 de serviços de apoio à internacionalização de empresas.

Os acordos comerciais são parte importante da agenda, ainda que o ambiente político internacional esteja mais protecionista. Para este ano, a indústria aguarda o fim das negociações entre Brasil e México para ampliar a cobertura de produtos exportados sem imposto de importação ou com imposto reduzido. Atualmente, 44% de todos os bens vendidos para a economia mexicana estão fora dos acordos comerciais. Enquanto quase 75% das exportações mexicanas para o Brasil são cobertas por algum tipo de preferência tarifária ou são isentas de imposto. No acordo com o México ainda devem ser negociados temas de serviços, facilitação de comércio, barreiras técnicas e medidas sanitárias e fitossanitárias.

A CNI também considera prioritário avançar nos temas econômicos e comerciais do Mercosul. O bloco ficou dedicado à agenda política e perdeu chances valiosas para atrair investimentos e integrar setores importantes para as quatro economias (Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai). A CNI calcula que o acordo entre Mercosul e a União Europeia pode ampliar as oportunidades para 1.101 produtos brasileiros, que hoje têm vantagem comparativa em relação aos produtos europeus. Destes, 68% pagam tarifas. O setor industrial também defende as negociações com a Associação Europeia de Livre Comércio (EFTA, na sigla em inglês).

Estão na agenda da indústria negociações com África do Sul, Canadá, Chile, Colômbia, Coreia do Sul, Índia, Irã e Japão. Além de acordos em temas como serviços, propriedade intelectual e vistos.

Agenda-Internacional-da-Indústria FACILITAÇÃO DE COMÉRCIO – A CNI apresenta sete prioridades para facilitar o comércio exterior. Com o Portal Único operando dentro do prazo, é importante criar um sistema único de pagamento de encargos e taxas aplicadas às exportações e importações. O grande problema é que nem o governo sabe quantas taxas e encargos existem. Por isso, a CNI vai realizar um levantamento sobre encargos, taxas e contribuições arrecadadas pelos mais de 20 órgãos atuantes no comércio exterior.

Outro ponto de extrema importância é o fim da cobrança ilegal da taxa para escanear contêineres nos portos. Atualmente, todos os contêineres, vazios ou cheios, pagam de R$ 200 a R$ 400 para serem escaneado antes de embarcar no navio. É como se todas as vezes que uma pessoa pegasse um voo e passasse pelo raio-x, tivesse que pagar uma taxa definida pela concessionária do aeroporto.

BARREIRAS NÃO TARIFÁRIAS – Embora ainda significativas, as barreiras tarifárias impostas pelos governos têm diminuído. No entanto, crescem novos tipos de barreiras não tarifárias, especialmente técnicas, sanitárias e fitossanitárias e as associadas à difusão de padrões e regulamentos ambientais e sociais. Essas barreiras são mais difíceis das empresas identificarem e saber a que órgãos de governo levar os pleitos. “Além disso, é muito baixa a taxa de resolução dos problemas identificados e levados ao governo brasileiro”, destaca o documento da CNI.

Neste tema, a entidade defende colocar em prática uma estratégia intergovernamental para mapear e remover barreiras, além de reforçar a proposta de criação dos adidos de comércio e indústria nas embaixadas brasileiras no exterior. “O Brasil precisa de um sistema que acompanhe de forma mais efetiva as barreiras que são criadas por outros países e que prejudicam as exportações brasileiras”, destaca o diretor de Desenvolvimento Industrial da CNI, Carlos Abijaodi.

Nos Estados Unidos, os agentes do comércio americano contam até com informações da CIA, agência de inteligência, para mapear barreiras impostas por outros países aos produtos deles. A União Europeia tem uma ferramenta interativa e gratuita, alimentada online pelos exportadores europeus, para identificar os entraves às suas exportações que estão infringindo as regras do comércio internacional. A Coreia do Sul criou um escritório só para mapear barreiras.

OUTRAS POLÍTICAS PÚBLICAS – Os temas relacionados à logística e infraestrutura apareceram pela primeira vez na Agenda Internacional da Indústria. O assunto é um dos pontos prioritários do Fórum de Competitividade das Exportações (FCE) e também apareceu como o principal gargalo na pesquisa “Desafios à Competitividade das Exportações Brasileiras”, lançada pela CNI no ano passado. Fazem parte das prioridades assuntos relacionados a investimentos brasileiros no exterior, tributação no comércio exterior, financiamento e garantias às exportação e defesa comercial.

SERVIÇOS – Na frente de serviços, operacionalizada pela Rede Brasileira de Centros Internacionais de Negócios (Rede CIN), coordenada pela CNI e presente em todos os estados brasileiros, a prioridade será capacitar e preparar as empresas para aperfeiçoarem ou iniciarem a operação no comércio exterior. Para isso, a aposta será o Rota Global, nova modalidade de consultoria empresarial.

Em 2017, também merece destaque o início da oferta de capacitações a distância, que tornarão o conteúdo acessível a um maior número de gestores empresariais. A promoção de negócios, com ações prospectivas e comerciais, segue como um dos principais eixos de atuação para inserção da indústria brasileira nos mercados internacionais.

Em facilitação de comércio, a CNI defende maior difusão e ampliação do uso do ATA Carnet, que torna mais fácil a circulação de bens e barateia a exportação e importação temporárias. Além disso, a agenda de serviços prioriza a implementação da assinatura digital do Certificado de Origem, com o qual os produtos brasileiros obtêm vantagens em mercados de países com os quais o Brasil mantém acordos. A digitalização reduzirá custo e tempo de emissão do documento.

Fonte: Agência CNI de Notícias

 

24-04-2017

 

Acordo Mercosul-UE pode entrar em vigor no começo de 2019, diz embaixador

SÃO PAULO - O acordo de livre comércio entre Mercosul e União Europeia pode entrar em vigor no início de 2019, disse nesta segunda-feira o embaixador da UE no Brasil, o português João Cravinho.

"Vejo um calendário em que o acordo pode ser concluído neste ano, ratificado por autoridades governamentais em 2018 para entrar em vigor no início de 2019", disse Cravinho a jornalistas às margens do I Fórum Espanha Brasil.

De acordo com o embaixador, as negociações devem ganhar os contornos finais por volta de outubro. Para Cravinho, é provável que algumas questões mais sensíveis nas negociações, como a abertura de mercados europeus para o agronegócio da América Latina, com a contrapartida de mais facilidade para produtos de serviços no mercado latino-americano, tenda a ser resolvido por autoridades de mais alto escalão, antes de o acordo ser selado.

Presente no mesmo evento, o ex-presidente brasileiro Fernando Henrique Cardoso disse a jornalistas que o temor de que a China se aproprie de crescentes fatias de negócios na América Latina tende a apressar as negociações de europeus e latinos.

"O acordo deve sair por uma questão de necessidade", disse o ex-presidente.

Mais cedo nesta segunda-feira, o presidente Michel Temer disse que o primeiro-ministro espanhol, Mariano Rajoy, prometeu ajuda da Espanha para a finalização do acordo entre o Mercosul e a União Europeia.

Fonte: Reuters

 

Crescem 11% as exportações na terceira semana de abril

Na terceira semana de abril, com quatro dias úteis, a balança comercial registrou superávit de US$ 1,769 bilhão, resultado de exportações no valor de US$ 4,320 bilhões e importações de US$ 2,551 bilhões. No mês, as exportações somam US$ 13,078 bilhões e as importações, US$ 7,889 bilhões, com saldo positivo de US$ 5,189 bilhões. No ano, as exportações totalizam US$ 63,540 bilhões e as importações, US$ 43,934 bilhões, com saldo positivo de US$ 19,606 bilhões.

A média das exportações da terceira semana (US$ 1,080 bilhão) ficou 11% acima da média de até a segunda semana (US$ 973,1 milhões), em razão do aumento nos embarques das três categorias de produtos: básicos (+13,4%) por conta de petróleo em bruto, minério de ferro, farelo de soja, carne de frango, bovinos vivos, café em grão; manufaturados (+11,9%) em razão, principalmente, de aviões, automóveis de passageiros, tubos flexíveis de ferro ou aço, óleos combustíveis, motores e turbinas para aviação, açúcar refinado; e semimanufaturados (+0,4%) causado por semimanufaturados de ferro/aço, alumínio em bruto, ferro-ligas, celulose e catodos de cobre.

Nas importações, houve crescimento de 7,5%, sobre igual período comparativo (média da terceira semana, de US$ 637,8 milhões sobre média até a segunda semana, de US$ 593,1 milhões), explicada, principalmente, pelo aumento nos gastos com equipamentos elétricos e eletrônicos, veículos automóveis e partes, químicos orgânicos e inorgânicos, instrumentos de ótica e precisão e siderúrgicos.

Acumulado do mês

Nas exportações, comparadas as médias até a terceira semana de abril (US$ 1,006 bilhão) com a média de abril do ano passado (US$ 768,6 milhões), houve crescimento de 30,9%, em razão do aumento nas vendas de semimanufaturados, básicos e manufaturados. Nos semimanufaturados (+32,7%) houve crescimento nos embarques de açúcar em bruto, produtos semimanufaturados de ferro e aço, celulose, óleo de soja em bruto, ouro em formas semimanufaturadas e ferro-ligas. Nos básicos (+30,7%), houve aumento dos embarques de soja em grão, minério de ferro, petróleo em bruto, café em grão e farelo de soja. Na categoria dos manufaturados (+30,3%) cresceram as vendas externas de automóveis de passageiros, aviões, açúcar refinado, veículos de carga, tubos flexíveis de ferro ou aço, óleos combustíveis. Em relação a março deste ano, também foi registrado aumento (+15,2%), em virtude das vendas das três categorias de produtos: semimanufaturados (+18,1%), básicos (+16,2%) e manufaturados (+12,4%)

Nas importações, a média diária até a terceira semana de abril (US$ 606,8 milhões), ficou 15,5% acima da média de abril do ano passado (US$ 525,5 milhões). Nesse comparativo, cresceram os gastos, principalmente, com combustíveis e lubrificantes (+51,2%), equipamentos elétricos e eletrônicos (+46,6%), plásticos e obras (+29,0%), borracha e obras (+44,0%) e químicos orgânicos e inorgânicos (+11,4%). Ante março/2017, houve crescimento de 7,9%, pelos aumentos em combustíveis e lubrificantes (+35,4%), equipamentos elétricos e eletrônicos (+17,9%), plásticos e obras (+16,1%), químicos orgânicos e inorgânicos (+11,5%) e veículos automóveis e partes (+9,1%).

Fonte: MDIC

 

Produção global de aço sobe 4,6% em março e atinge 145 mi de t

LONDRES - A produção global de aço subiu 4,6 por cento em março em relação ao mesmo mês de 2016, para 145 milhões de toneladas, mostraram dados da Associação Mundial de Aço nesta segunda-feira.

A produção de aço da China, maior produtor e consumidor global, subiu para 72 milhões de toneladas, alta de 1,8 por cento ante março de 2016.

Fonte: Reuters

 

Acordo livra transporte internacional de IRRF

A Receita Federal não deverá mais cobrar Imposto de Renda Retido na Fonte (IRRRF) sobre serviços de transporte internacional quando houver acordo ou convenção para evitar a dupla tributação. A fiscalização vai interpretar o termo "lucro" nesses tratados como "rendimentos", segundo determina o Ato Declaratório Interpretativo (ADI) nº 4, publicado recentemente.

Até então, quando um acordo previa que os lucros de empresa de transporte estrangeira não são tributáveis no Brasil, mas no país de sua residência, a Receita entendia que os valores remetidos eram rendimentos e cobrava o imposto.

O resultado da indefinição anterior é que alguns bancos, ao efetivarem as remessas para empresas de transporte de outros países, ficavam inseguros e exigiam a retenção do Imposto de Renda. "Agora, com esse ato declaratório, tudo fica muito mais claro e os bancos estarão mais confortáveis ao fazer as remessas sem tributação", diz Alexandre Siciliano, do Lobo & De Rizzo Advogados.

O ADI também é importante por estabelecer a modificação das soluções de consulta ou divergência emitidas antes do ato, "independentemente da comunicação a quem fez a consulta".

Para Siciliano, a norma também é positiva para as empresas por demonstrar uma aproximação da Receita com o entendimento das administrações tributárias de outros países. "Os acordos de bitributação assinados pelo Brasil usam muitas vezes 'lucro' e os Fiscos de outros países e os profissionais da área sempre leram esse termo como sinônimo de 'rendimento'".

O Fisco brasileiro entendia que essa analogia não podia ser feita. "O Judiciário já disse que o termo lucro dos acordos poderia ser entendido como rendimento. A Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN) também, mas a Receita apenas admitiu isso em uma solução de divergência do ano passado e ficou confuso", afirma Siciliano.

De acordo com a Solução de Divergência nº 8 da Coordenação-Geral de Tributação (Cosit), de 30 de agosto de 2016, os rendimentos remetidos por pessoa jurídica domiciliada no Brasil para pessoas jurídicas domiciliadas na Argentina, a título de remuneração pelo serviço de transporte internacional terrestre entre os respectivos países, não estão sujeitos ao IRRF.

O tributarista Fábio Calcini, do Brasil Salomão & Matthes Advocacia, lembra ainda que o artigo 7º da Convenção Modelo da OCDE estabelece a tributação no domicílio do beneficiário. "O que exclui o IRRF", afirma.

Fonte: Valor

 

Commodities puxam alta de 22% em preço de exportação no 1º tri

Os preços de exportação subiram com força no primeiro trimestre, registrando alta de 22,4% em relação ao mesmo período de 2016, segundo a Fundação Centro de Estudos de Comércio Exterior (Funcex). O movimento reflete especialmente o aumento das cotações de commodities, e explica quase todo o salto de 24,4% no valor das vendas externas de janeiro a março, para US$ 50,5 bilhões. O superávit comercial ficou em USS 14,4 bilhões no período.

Os termos de troca (a relação entre preços de exportação e de importação) tiveram um aumento de quase 20% no primeiro trimestre, uma vez que as cotações de importação subiram apenas 2,3%. Essa trajetória dos termos de troca implica ganhos importantes de renda para o país. Os preços dos produtos básicos deram um salto de 37,6% no primeiro trimestre, principalmente devido à disparada das cotações do petróleo e do minério de ferro, como diz o economista André Mitidieri, da Funcex.

De janeiro a março, os preços de exportação do setor de extração de petróleo e gás natural cresceram 80,5%, enquanto os de extração de minerais metálicos, onde se encontra o minério de ferro, subiram 114% em relação ao mesmo período do ano passado. As perspectivas mais favoráveis para o crescimento global, com aceleração sincronizada das economias avançadas e emergentes, têm impulsionado os preços desses produtos.

Para o economista Fernando Ribeiro, do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), porém, a "intensidade da recuperação dos preços de exportação" se deve em grande à "intensidade da queda" das cotações ocorrida entre agosto de 2011 e março do ano passado. Foi quando murcharam as commodities. As cotações das vendas externas caíram quase 44% nesse intervalo, havendo dois momentos bastante distintos nesse declínio, diz Ribeiro.

Ele lembra que, depois de atingirem o pico histórico em agosto de 2011, os preços das exportações do país começaram a cair de modo gradual. Até agosto de 2014, houve uma queda de 15,6%. Depois de uma fase de bom crescimento, registrado especialmente em 2010, na esteira da retomada da crise financeira global, o mundo voltou a enfrentar problemas, evidenciados no agravamento da crise na zona do euro.

De agosto de 2014 ao primeiro trimestre de 2016, porém, o recuo foi abrupto, num período de desaceleração mais forte do comércio global. Os preços do petróleo e do minério de ferro despencaram, levando as cotações das vendas externas brasileiras a cair 33% entre agosto de 2014 e março de 2016.

Nesse cenário, a retomada dos preços de exportação ocorrida no primeiro trimestre foi em grande parte uma reação ao tombo ocorrido nos anos anteriores, avalia Ribeiro. Com a melhora das perspectivas para a economia global e os sinais de recuperação do comércio global, as cotações das exportações deram um salto, mas ainda estão bastante abaixo dos níveis elevadíssimos do terceiro trimestre de 2011, e mesmo dos observados em 2013 e 2014, por exemplo. Os preços das vendas externas em março ainda estavam 17% abaixo daqueles alcançados em agosto de 2014, afirma Ribeiro.

Para ele, as cotações de exportação do Brasil tendem a seguir nos níveis atuais, oscilando em torno dos valores registrados no fim do primeiro trimestre. O desempenho da economia global melhorou, mas não a ponto de sustentar aumentos seguidos das cotações nos próximos meses, avalia o economista do Ipea.

O volume exportado, por sua vez, subiu bem menos dos que os preços, tendo avançado apenas 1,3% de janeiro a março. O mundo de fato começou a crescer a um ritmo mais forte, mas a demanda externa ainda não é das mais expressivas, e os produtos brasileiros manufaturados enfrentam problemas de competitividade para ganhar mercados, como diz Welber Barral, sócio da Barral M Jorge e ex-secretário de Comércio Exterior.

Uma das reações mais fortes da quantidades exportadas aparece nos bens duráveis, cujas vendas aumentaram 36% no período. Um dos destaques é o setor de veículos, que elevou as vendas especialmente na América Latina, segundo Barral. O volume exportado no setor de veículos automotores, reboques e carrocerias cresceu 30% no primeiro trimestre. No setor de petróleo e gás natural, os volumes vendidos para o exterior também tiveram alta expressiva, de 56%. As quantidades exportadas de bens intermediários (insumos e matérias-primas), porém, caíram 4,1%.

Para os analistas, o aumento das exportações neste ano deve continuar a ser puxada pela alta de preços, ainda que os volumes possam melhorar um pouco, como diz Mitidieri. O Fundo Monetário Internacional (FMI) espera que o comércio global de bens e serviços cresça 3,8% neste ano, um número consideravelmente mais alto que os 2,2% registrados em 2016. No entanto, é bem menos que a média de 6% ao ano observada entre 1960 e 2007, por exemplo.

Ribeiro também acredita que os volumes exportados devem aumentar um pouco ao longo do ano, lembrando que, com a safra recorde, as vendas de produtos agrícolas tendem avançar mais nos próximos meses. A expansão do saldo comercial, contudo, deverá ser garantida basicamente pela alta de preços, diz ele. Os analistas ouvidos pelo Banco Central (BC) projetam um superávit de US$ 52 bilhões neste ano, 9% acima dos US$ 47,7 bilhões de 2016.

Fonte: Valor

 

Exportação de soja em grão deve render US$ 23,5 bi

O bom desenvolvimento das lavouras de soja nesta safra 2016/17, que resultará em uma colheita recorde ainda maior que a esperada inicialmente, levou a Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove) a elevar sua estimativa para o volume das exportações do grão neste ano, com reflexo positivo sobre a receita dos embarques.

Conforme relatório divulgado na quinta-feira, a entidade passou a projetar as exportações da oleaginosa em 60,3 milhões de toneladas em 2017, 1,6 milhão a mais que o previsto em meados de março e volume 16,9% superior ao registrado no ano passado, quando problemas climáticos prejudicaram a produção e reduziram a disponibilidade da matéria-prima destinada ao mercado externo.

A entidade manteve sua estimativa para o preço médio das vendas em US$ 390 por tonelada, 4% acima de 2016, e, assim, passou a estimar a receita dos embarques do grão em US$ 23,5 bilhões neste ano, um aumento de 21,8% - que, se confirmada, representará, como no caso do volume, um novo recorde. O Brasil lidera as exportações globais do grão.

Para farelo e óleo de soja, a Abiove fez ajustes menos expressivos. Passou a projetar a receita das exportações de farelo em US$ 5,2 bilhões e a de óleo em US$ 975 milhões. Para o complexo (grão, farelo e óleo), o valor das exportações agora está projetado em US$ 29,7 bilhões, 14,5% maior que o de 2016.

Fonte: Valor

 

BRASIL E ESPANHA BUSCAM AMPLIAR COOPERAÇÃO NA ÁREA COMERCIAL

O ministro da Indústria, Comércio Exterior e Serviços, Marcos Pereira, assinou nesta segunda-feira Memorando de Entendimento entre o MDIC e o Ministério da Economia, Indústria e Competitividade da Espanha para ampliar a cooperação entre os países na área econômico-comercial.

O documento, firmado em cerimônia no Palácio do Planalto, prevê a elevação dos investimentos espanhóis no Brasil, em especial envolvendo as micro e pequenas empresas. A aproximação entre os países é parte da agenda do presidente de Governo da Espanha, Mariano Rajoy, recebido hoje pelo presidente Michel Temer.

“Estamos trabalhando para estabelecer novas cooperações, de forma a adensar a relação econômica e comercial não somente com a Espanha, mas com todos os países com quem identifiquemos oportunidades de negócios”, afirmou o ministro.

O foco da cooperação econômica será na remoção de obstáculos ao desenvolvimento do comércio por meio do intercâmbio de informações e experiências e apoio aos contatos de negócios. Representantes dos dois países devem, ainda, participar de encontros, feiras e workshops, entre outros eventos. Atualmente, o Brasil é o terceiro maior destino de novos investimentos espanhóis no exterior.

“Há espaço para ampliação dos investimentos, principalmente no momento que vivemos no Brasil, em que estamos empenhados em tornar o ambiente de negócios mais favorável e confiável à atuação de investidores”, avalia o ministro Marcos Pereira.

Encontro empresarial

A agenda do ministro Marcos Pereira com a delegação espanhola segue nesta terça-feira (25), em São Paulo, onde ocorrerá o Encontro Empresarial Brasil-Espanha, do qual participam o presidente Temer, e o presidente de Governo da Espanha, Mariano Rajoy. Cerca de 150 empresas espanholas devem ter representantes no evento.

A Espanha detém o segundo maior estoque de investimento direto no Brasil. As empresas espanholas estão presentes em território brasileiro principalmente em setores como telecomunicações, energia, rodovias e ferrovias. Já o perfil dos investimentos é concentrado em grandes empresas. Por isso, a avaliação é que os investimentos das pequenas e médias empresas espanholas tem potencial para avançar, dinamizando a economia e aportando inovação no país.

Intercâmbio comercial

Entre janeiro e março de 2017 as exportações brasileiras para a Espanha cresceram 43% em relação a igual período do ano anterior, passando de US$ 573,3 milhões para US$ 819,5 milhões. A participação do país subiu de 1,4% para 1,6%, posicionando-o como o 11º destino das exportações brasileiras no acumulado do ano.

As importações brasileiras da Espanha atingiram US$ 638,1 milhões no primeiro trimestre de 2017, implicando acréscimo de 4,6% sobre o valor de igual intervalo do ano anterior, que totalizou US$ 609,9 milhões. A participação da Espanha caiu de 1,9% para 1,8. O país foi o 14º fornecedor estrangeiro ao Brasil no acumulado do ano.

Em 2016, a pauta das exportações brasileiras à Espanha compôs-se de 67,6% de produtos básicos, 9,9% de semimanufaturados, 20,5% de manufaturados e 1,9% em operações especiais. No ano, o desempenho das três principais categorias foi o seguinte: queda de 21,9% em básicos; aumento de 45,2% em semimanufaturados; e aumento de 13,3% em manufaturados.

No rol dos principais produtos exportados à Espanha estão soja em grãos, participação de 23%, petróleo em bruto (15,8%), farelo de soja (5,9%), minério de cobre (4,4%), café em grãos (4,2%), minério de ferro (4,1%), celulose (3,5%), semimanufaturados de ferro/aço (3,2%), polímeros plásticos (3%), milho em grãos (2,3%) e óleos combustíveis (1,8%).

Relativamente às importações brasileiras da Espanha, a pauta ficou distribuída da seguinte maneira: 6,5% de produtos básicos, 5% de semimanufaturados e 88,5% de manufaturados. No ano, as três categorias de produtos registraram os seguintes resultados: queda de 4,3% em básicos; queda de 21% em semimanufaturados; e queda de 28,2% em manufaturados.

Entre os produtos importados da Espanha, destacam-se os seguintes itens: naftas, participação de 7,9%, medicamentos para medicina humana e veterinária (4%), compostos organo-inorgânicos (3,8%), partes e peças de aviões, helicópteros (3,7%), motores e geradores elétricos (3,2%), polímeros plásticos (3%), rolamentos e engrenagens (2,8%), autopeças (2,7%), compostos heterocíclicos (2,4%), laminadores de metais e seus cilindros (2,3%) e azeite de oliva virgem (2,3%).

Fonte: Assessoria de Comunicação Social do MDI

 

BALANÇA COMERCIAL: SUPERÁVIT DE DE US$ 1,769 BILHÃO NA TERCEIRA SEMANA DE ABRIL

Na terceira semana de abril, com quatro dias úteis, a balança comercial registrou superávit de US$ 1,769 bilhão, resultado de exportações no valor de US$ 4,320 bilhões e importações de US$ 2,551 bilhões. No mês, as exportações somam US$ 13,078 bilhões e as importações, US$ 7,889 bilhões, com saldo positivo de US$ 5,189 bilhões. No ano, as exportações totalizam US$ 63,540 bilhões e as importações, US$ 43,934 bilhões, com saldo positivo de US$ 19,606 bilhões.

A média das exportações da terceira semana (US$ 1,080 bilhão) ficou 11% acima da média de até a segunda semana (US$ 973,1 milhões), em razão do aumento nos embarques das três categorias de produtos: básicos (+13,4%) por conta de petróleo em bruto, minério de ferro, farelo de soja, carne de frango, bovinos vivos, café em grão; manufaturados (+11,9%) em razão, principalmente, de aviões, automóveis de passageiros, tubos flexíveis de ferro ou aço, óleos combustíveis, motores e turbinas para aviação, açúcar refinado; e semimanufaturados (+0,4%) causado por semimanufaturados de ferro/aço, alumínio em bruto, ferro-ligas, celulose e catodos de cobre.

Nas importações, houve crescimento de 7,5%, sobre igual período comparativo (média da terceira semana, de US$ 637,8 milhões sobre média até a segunda semana, de US$ 593,1 milhões), explicada, principalmente, pelo aumento nos gastos com equipamentos elétricos e eletrônicos, veículos automóveis e partes, químicos orgânicos e inorgânicos, instrumentos de ótica e precisão e siderúrgicos.

Acumulado do mês

Nas exportações, comparadas as médias até a terceira semana de abril (US$ 1,006 bilhão) com a média de abril do ano passado (US$ 768,6 milhões), houve crescimento de 30,9%, em razão do aumento nas vendas de semimanufaturados, básicos e manufaturados. Nos semimanufaturados (+32,7%) houve crescimento nos embarques de açúcar em bruto, produtos semimanufaturados de ferro e aço, celulose, óleo de soja em bruto, ouro em formas semimanufaturadas e ferro-ligas. Nos básicos (+30,7%), houve aumento dos embarques de soja em grão, minério de ferro, petróleo em bruto, café em grão e farelo de soja. Na categoria dos manufaturados (+30,3%) cresceram as vendas externas de automóveis de passageiros, aviões, açúcar refinado, veículos de carga, tubos flexíveis de ferro ou aço, óleos combustíveis. Em relação a março deste ano, também foi registrado aumento (+15,2%), em virtude das vendas das três categorias de produtos: semimanufaturados (+18,1%), básicos (+16,2%) e manufaturados (+12,4%)

Nas importações, a média diária até a terceira semana de abril (US$ 606,8 milhões), ficou 15,5% acima da média de abril do ano passado (US$ 525,5 milhões). Nesse comparativo, cresceram os gastos, principalmente, com combustíveis e lubrificantes (+51,2%), equipamentos elétricos e eletrônicos (+46,6%), plásticos e obras (+29,0%), borracha e obras (+44,0%) e químicos orgânicos e inorgânicos (+11,4%). Ante março/2017, houve crescimento de 7,9%, pelos aumentos em combustíveis e lubrificantes (+35,4%), equipamentos elétricos e eletrônicos (+17,9%), plásticos e obras (+16,1%), químicos orgânicos e inorgânicos (+11,5%) e veículos automóveis e partes (+9,1%).

Fonte: Assessoria de Comunicação Social do MDIC

 

23-04-2017

 

Lagarde diz que FMI pode trabalhar com Trump para melhorar comércio global

WASHINGTON - A diretora-gerente do Fundo Monetário Internacional, Christine Lagarde, disse na quinta-feira acreditar que o FMI pode trabalhar com o governo do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para melhorar o sistema global de comércio, mas advertiu contra comprometer o livre comércio em seu papel de motor de crescimento.

Em entrevista coletiva na abertura das reuniões do FMI e do Banco Mundial em Washington, Lagarde disse que o FMI viu a necessidade de reduzir os subsídios e outras distorções comerciais que limitam a concorrência, mas também disse que "medidas protecionistas" precisam ser evitadas.

"Dos vários contatos que tive com a administração até agora, tenho todos os motivos para acreditar que faremos progresso, que cooperaremos todos juntos para apoiar e, de fato, melhorar o sistema como o temos", disse Lagarde.

Mas enquanto ela falava o presidente dos EUA se preparava para assinar uma decreto presidencial para estudar se as importações de aço dos Estados Unidos poderiam ser restringidas por razões de segurança nacional, de acordo com uma lei aprovada em 1962.

Lagarde disse que o crescente número de disputas e violações de regras na Organização Mundial do Comércio mostrou que "há claramente uma questão que precisa ser resolvida".

Fonte: Reuters

 

Produção de minério da Vale no 1° tri é recorde para o período

RIO DE JANEIRO - A produção de minério de ferro da mineradora brasileira Vale entre janeiro e março foi recorde para um primeiro trimestre, com alta de 11,2 por cento ante o mesmo período do ano passado, para 86,2 milhões de toneladas, informou a companhia nesta quinta-feira.

A mineradora, maior produtora global de minério de ferro, atribuiu o avanço à aceleração das atividades nos projetos S11D, em Canaã dos Carajás, Pará, que entrou em operação comercial neste ano, e Itabiritos, no Sistema Sudeste.

Em relação ao quarto trimestre de 2016, a produção no período caiu 6,7 por cento, devido à sazonalidade climática no primeiro trimestre do ano, que afetou principalmente a performance do Sistema Norte.

O Sistema Norte, que compreende as operações de Carajás, Serra Leste e S11D, também atingiu um recorde para um primeiro trimestre, de 36 milhões de toneladas nos três primeiros meses do ano, alta de 11,1 por cento em relação ao mesmo período do ano passado, como resultado da mina S11D.

Com o resultado, a companhia reiterou sua meta para o ano, que será registrar produção entre 360 milhões e 380 milhões de toneladas. Além disso, a Vale destacou que provavelmente atingirá o caso base de sua meta de 400 milhões de toneladas a partir do final de 2018, conforme apresentado no Vale Day, em dezembro de 2016.

Os embarques de minério de ferro e pelotas do Brasil e Argentina somaram 77,7 milhões de toneladas no primeiro trimestre, alta de 6,1 milhões de toneladas em relação ao mesmo período de 2016, devido, principalmente, à maior produção no Sistema Norte e no Sistema Sudeste.

A empresa destacou que os volumes blendados na Ásia totalizaram 12,4 milhões de toneladas entre janeiro e março, alta de 6,5 milhões de toneladas em relação ao primeiro trimestre do ano passado, como resultado de uma nova estratégia, que permite respostas mais rápidas a mudanças de mercado.

Já a produção de níquel da Vale foi de 71,4 mil toneladas no primeiro trimestre, queda 14 por cento ante o trimestre anterior e recuo de 2,9 por cento ante o mesmo período de 2016 devido, principalmente, a paradas de manutenção na Indonésia e no Japão e a dificuldades operacionais nas operações em Thompson, disse a Vale, sem entrar em detalhes.

Fonte: Reuters

 

Futuros de minério e aço sobem na China após 3 dias de queda, mas perspectiva segue fraca

MANILA - Os futuros de minério de ferro e de aço na China reagiram nesta quinta-feira após três dias de queda e depois de uma sessão volátil, que viu ambas as commodities caírem o menor nível em mais de três meses.

As vendas na sessão evidenciaram as preocupações dos investidores com a oferta abundante de aço e de minério de ferro em meio a uma demanda reduzida, o que pode fazer com que a recuperação nos preços seja de curta duração enquanto as perspectivas permanecerem instáveis.

A produção de aço bruto da China atingiu um recorde de 72 milhões de toneladas em março, uma vez que as usinas anteciparam uma demanda sazonal vigorosa a partir deste mês. Mas a demanda tem sido lenta até agora, deixando usinas e comerciantes com pesados estoques, disseram operadores.

"Não estou muito certo se há demanda suficiente para essa grande produção de aço", disse um operador em Xangai.

O contrato mais ativo do vergalhão de aço na bolsa de Xangai fechou em alta de 1,8 por cento, a 2.889 iuanes (420 dólares) a tonelada.

O contrato mais negociado de minério de ferro na bolsa de Dalian subiu 3,1 por cento a 488,50 iuanes por tonelada, perto do pico da sessão de 490 iuanes. O contrato atingiu 460,50 iuanes mais cedo, menor valor desde 9 de janeiro.

No mercado físico, o minério com entrega imediata no porto de Qingdao subiu 1,2 por cento para 65,36 dólares a tonelada, de acordo com o Metal Bulletin.

Fonte: Reuters

 

BRASIL E RÚSSIA QUEREM ELEVAR PARA US$ 10 BILHÕES CORRENTE DE COMÉRCIO AGRÍCOLA EM CINCO ANOS

Hoje, as trocas entre os dois países no setor do agronegócio somam US$ 5 bilhões

Brasil e Rússia trabalham para que a corrente de comércio agrícola bilateral saia de US$ 5 bilhões para US$ 10 bilhões em cinco anos, disse o secretário de Relações Internacionais do Agronegócio do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), Odilson Ribeiro e Silva, nesta terça-feira (18), após participar da reunião do 4º Comitê Agrário Brasil-Rússia.

Na quarta-feira (19), às 15h, o ministro Blairo Maggi (Agricultura, Pecuária e Abastecimento) terá audiência com o vice-ministro de Agricultura da Rússia, Evgueny Gromyko, para reforçar o desejo do governo brasileiro de expandir os negócios agrícolas com aquele país.

O encontro entre os técnicos brasileiros e russos foi no Palácio do Itamaraty. O governo brasileiro expôs seu interesse em ampliar o mercado de carnes (bovina, suína e de frango) e de lácteos durante reunião do 4º Comitê Agrário Brasil-Rússia. Já a Rússia manifestou a intenção de exportar pescados, principalmente, o bacalhau.

O Brasil já habilitou três estabelecimentos de pescados russos. Entretanto, a Rússia quer ampliar este número para mais 108 estabelecimentos pesqueiros.

Além do comércio bilateral, os participantes discutiram a concessão do prelisting, quando as autoridades sanitárias do país indicam os estabelecimentos exportadores ao país importador. Também trataram de investimentos, cooperação científica e tecnológica e a participação em feiras e congressos para promoção dos produtos do agronegócio para o aumento do comércio bilateral.

Além do vice-ministro russo Evgueny Gromyko, do secretário-executivo do Mapa, Eumar Novacki, e do secretário Odilson Ribeiro e Silva, outras autoridades dos ministérios da Agricultura brasileiro e russo e do Ministério das Relações Exteriores participaram da reunião do 4º Comitê Agrário Brasil-Rússia. Pela primeira vez, especialistas da Apex, Embrapa e do setor privado estiveram no encontro.

Nesta quarta (19), está agendado uma visita técnica dos participantes do encontro à Embrapa Cenargen (Centro Nacional de Recursos Genéticos e Biotecnologia), em Brasília.

A próxima reunião entre os dois países será em 2018, na Rússia.

Fonte: MAPA

 

BRASIL QUER AMPLIAR PARTICIPAÇÃO DOS SERVIÇOS NA EXPORTAÇÃO

O Brasil espera ampliar, nas próximas décadas, a participação do setor de serviços na exportação, segundo Marcelo Maia, secretário do Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC). Segundo último levantamento do Banco Central, de 2015, os serviços responderam por 1,91% das exportações brasileiras e 4% das importações.
O resultado é discrepante se comparado à participação dos serviços no mercado interno, em que setor respondeu por 71% do Produto Interno Bruto (PIB) do país. O tema foi debatido durante o 8o Encontro Nacional de Comércio Exterior de Serviços (EnaServ), realizado na sede da Fecomercio-SP, na capital paulista.

Segundo o MDIC, o serviço registrou queda de 15,5% nas exportações entre 2014 e 2015, ocupando a 32ª posição entre os maiores exportadores. Quanto à importação de serviços, o Brasil, no período entre 2010 e 2015, avançou 19,2%, percentual inferior à média mundial, que foi de 24,9%.

Segundo Marcelo Maia, o ministério estimula empresas brasileiras dos setores de arquitetura, design, audiovisual, games, publicidade e propaganda, engenharia, comércio eletrônico, entre outros. O secretário explica que os serviços geram empregos mais qualificados, além de agregação de valor e sofisticação aos bens agrícolas e industriais.

“A secretaria tem se empenhado em colocar políticas que impulsionem os serviços, as relações trabalhistas. Avançamos nas discussões da terceirização, do trabalho intermitente”, disse ele. “Internamente, os serviços têm um peso substancial, de cerca de 70% do PIB, mas estamos aquém do potencial do país no exterior”, completou.

Estatísticas do Siscoserv, sistema informatizado do MDIC, informam que os principais países, atualmente, para onde o Brasil exporta serviços são Estados Unidos, Holanda, Suíça, Alemanha, Japão e Reino Unido. Os Estados Unidos, por exemplo, utilizaram serviços de relações públicas, comunicação, e serviços profissionais e técnicos.

O presidente da Associação de Comércio Exterior do Brasil, José Augusto de Castro, lamentou que a participação dos serviços no comércio exterior seja pequena. Para ele, exportar serviço significa exportar inteligência, característica de países desenvolvidos.

O superintendente da área de comércio exterior do Banco Nacional do Desenvolvimento (BNDES), Leonardo Pereira Rodrigues, disse que a instituição financia empresas de engenharia de construção, medicina, games e engenharia consultiva e que há potencial de evolução. “As exportações em serviços são altamente qualificadas e não tem perdas”, disse.

Fonte: Ag. Brasil

 

EXPORTADORES DE FRANGO FAZEM PROMOÇÃO PARA O MERCADO EGÍPCIO

A Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), em parceria com a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil) e com os Ministérios das Relações Exteriores e da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, participará no domingo (23) de uma ação voltada ao mercado egípcio. A Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carne (ABIEC) também participa da iniciativa.

Realizada com o apoio da Embaixada do Brasil no Cairo, a ação contará com a presença de autoridades egípcias, importadores e formadores de opinião locais. Um churrasco de carne de aves e de bovinos será realizado, em um evento que contará com diversas apresentações – dentre elas, uma apresentação sobre a cadeia exportadora de carne de frango, feita pelo vice-presidente de mercados da ABPA, Ricardo Santin.

“Nosso objetivo nesta missão é prestar os devidos esclarecimentos às autoridades e representações da sociedade deste fundamental importador de proteína animal brasileira. Trata-se de um mercado islâmico com o qual construímos uma relação de grande confiança e transparência. Somos reconhecidos internacionalmente por nossa qualidade, status sanitário e nossa capacidade de atender às mais específicas exigências de cada mercado. Isto fez do Brasil o maior produtor e exportador de frango halal do mundo. São questões que queremos abordar nesta missão, renovando nossos laços de confiança com os importadores egípcios”, ressalta Santin.

Décimo quinto mercado no ranking de importação de carne de frango brasileira, o Egito foi responsável pelos embarques de 16,6 mil toneladas no primeiro trimestre deste ano (equivalente a 1,6% do total).

Antes da ação no Egito, a ABPA participará de outra ação, em Teerã. Juntamente com a ABIEC, a associação realizará amanhã (19) um churrasco de carne de frango e de carne bovina. O churrasco será oferecido a autoridades sanitárias iranianas, com o objetivo de reforçar a percepção de alta qualidade da cadeia de proteína animal do Brasil.

SOBRE A ABPA – A ABPA é a maior associação de proteína animal do mundo. É a representação político-institucional da avicultura e da suinocultura do Brasil. Congrega mais de 140 empresas e entidades dos vários elos da avicultura e da suinocultura do Brasil, responsáveis por uma pauta exportadora superior a
US$ 8 bilhões.

Sob a tutela da ABPA está a gestão, em parceria com a Apex-Brasil, das três marcas setoriais das exportações brasileiras de aves, ovos e suínos:

Brazilian Chicken, Brazilian Egg e Brazilian Pork.

Por meio de suas marcas setoriais, a ABPA promove ações especiais em mercados-alvo e divulga os diferenciais dos produtos avícolas e suinícolas do Brasil – como a qualidade, o status sanitário e a sustentabilidade da produção – e fomenta novos negócios para a cadeia exportadora de ovos e de carne de frangos e de suínos.

Fonte: ExportNews

 

MISSÃO TUNISIANA VEM AO BRASIL EM BUSCA DE NEGÓCIOS

Delegação liderada por Khemaies Jhinaoui, ministro das Relações Exteriores da Tunísia, chega ao país na próxima semana. Na agenda, encontros que buscam aumentar exportações e levar investimentos à nação árabe.

Aumentar as exportações e atrair investimentos são os objetivos da missão de membros do governo e empresários da Tunísia que estará no Brasil na próxima semana. Representantes de dez empresas do país árabe vêm negociar com companhias nacionais em uma viagem liderada por Khemaies Jhinaoui, ministro das Relações Exteriores tunisiano.

“Estas empresas estão buscando parceiros no Brasil. O Brasil é um país grande. Desde 2006, um ministro das Relações Exteriores da Tunísia não vinha para cá. Era hora de voltar e buscar investimentos. Toda essa missão é estritamente econômica”, destaca Mohamed Hedi Soltani, embaixador da Tunísia em Brasília.

A delegação traz ao Brasil empresários tunisianos dos setores de automóveis, serviços, energia, finanças, turismo, plásticos, têxteis, agroalimentar e farmacêutico.

No dia 26, estes empresários e os membros governamentais da delegação participam do Fórum Brasil-Tunísia, evento organizado pela embaixada da Tunísia em Brasília e pela Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) com apoio da Câmara de Comércio Árabe Brasileira. No evento, empresários tunisianos e brasileiros também terão encontros individuais para tratar de negócios.

“É a maior delegação que já veio da Tunísia em número de pessoas. Há muito tempo que não vinha um ministro das Relações Exteriores (da Tunísia para o Brasil). Isso demonstra que eles querem incrementar essa parceria com o Brasil”, aponta Rubens Hannun, presidente da Câmara Árabe. “Eles estão com uma nova política de investimentos e estão pondo a América do Sul como prioridade”, afirmou o executivo sobre o governo da Tunísia.

No dia anterior ao fórum, o ministro tem um encontro marcado com o prefeito de São Paulo, João Doria Jr. (PSDB), e participa da abertura de uma exposição de fotos sobre a Tunísia na estação Paulista, na linha amarela do metrô. Depois do fórum, Jhinaoui estará na inauguração da nova sede da Câmara Árabe.

Vender mais para o Brasil é um dos objetivos da missão. De janeiro a março deste ano, o Brasil importou US$ 5,21 milhões em mercadorias da Tunísia. O valor foi 27,15% menor que no mesmo período de 2016 e os principais produtos comprados do país árabe foram fluoretos de alumínio, partes de aparelhos difusores de radiodifusão e azeite de oliva.

O Brasil também é fornecedor de produtos ao mercado tunisiano. Nos três primeiros meses do ano, as exportações brasileiras para a Tunísia somaram US$ 60,13 milhões, montante 37,14% maior que em janeiro a março do ano passado. Os principais itens embarcados foram açúcar, óleo de milho e chassis com motor para automóveis.

Fonte: Anba

 

18-04-2017

 

BALANÇA COMERCIAL: SUPERÁVIT DE US$ 1,829 BILHÃO NA SEGUNDA SEMANA DE ABRIL

Na segunda semana de abril de 2017, a balança comercial registrou superávit de US$ 1,829 bilhão, resultado de exportações no valor de US$ 4,075 bilhões e importações de US$ 2,246 bilhões. No mês, as exportações somam US$ 8,760 bilhões e as importações, US$ 5,338 bilhões, com saldo positivo de US$ 3,422 bilhões. No acumulado do ano, as exportações totalizam US$ 59,223 bilhões e as importações, US$ 41,383 bilhões, com superávit de US$ 17,840 bilhões.

A média das exportações da segunda semana deste mês (US$ 1,019 bilhão) ficou 8,7% acima da média da primeira semana (US$ 937,1 milhões), em razão do aumento nas exportações de produtos básicos (+21), por conta de petróleo em bruto, minério de cobre, farelo de soja, café em grão, minério de ferro) e semimanufaturados (+0,9%; celulose, óleo de soja, semimanufaturados de ferro/aço, ferro fundido bruto e ferro spiegel, madeira serrada ou fendida). Nas vendas externas de produtos manufaturados, houve queda (-4,8%) em razão, principalmente, de hidrocarbonetos e seus derivados halogenados, veículos de carga, suco de laranja não congelado, torneiras, válvulas e partes, tubos flexíveis de ferro e aço.

Nas importações, pela média da segunda semana (US$ 561,4 milhões), houve queda de 9,2%, sobre a média de compras externas da primeira semana (US$ 618,5 milhões), explicada, principalmente, pela diminuição nos gastos com veículos automóveis e partes, equipamentos eletroeletrônicos, cereais e produtos da indústria de moagem, químicos orgânicos e inorgânicos e combustíveis e lubrificantes.

Mês

No mês, comparadas as médias até a segunda semana de abril deste ano (US$ 973,3 milhões) com a de abril do ano passado (US$ 768,6 milhões), foi verificado crescimento de 26,6%, em razão do aumento nas vendas das três categorias de produtos: semimanufaturados (+32,5%; por conta de açúcar em bruto, celulose, óleo de soja em bruto, ouro em formas semimanufaturadas, produtos semimanufaturados de ferro e aço), manufaturados (+25,7%; automóveis de passageiros, veículos de carga, açúcar refinado, hidrocarbonetos e seus derivados halogenados, aviões) e básicos (+25,6%; soja em grão, minério de ferro, petróleo em bruto, minério de cobre, carne suína). Em relação a março de 2017, houve crescimento de 11,5%, em virtude do aumento nas vendas das três categorias de produtos: semimanufaturados (+17,9%), básicos (+11,6%) e manufaturados (+8,5%)

Nas importações, a média diária até a segunda semana (US$ 593,1 milhões), ficou 12,9% acima da média de abril de 2016 (US$ 525,5 milhões). Cresceram os gastos, principalmente, com filamentos e fibras sintéticas (+55,2%), combustíveis e lubrificantes (+52,4%), borracha e obras (+37,6%), equipamentos eletroeletrônicos (+36,7%) e plásticos e obras (+26,6%). Ante março/2017, houve crescimento nas importações de 5,4%, pelos aumentos em aeronaves e peças (+50,5%), cobre e obras (+48,7%), combustíveis e lubrificantes (+36,5%), borracha e obras (+23,7%) e filamentos e fibras sintéticas (+18,6%).

Fonte: Assessoria de Comunicação Social do MDIC

 

Preços do aço e do minério de ferro ampliam perdas na China

SÃO PAULO - Os contratos futuros do aço e do minério de ferro negociados na China ampliaram perdas nesta segunda-feira, à medida que os especuladores deixavam posições altistas depois que dados revelaram que o maior produtor de aço do mundo produziu um volume recorde em março, elevando preocupações sobre um excedente.

A produção de aço da China subiu 1,8 por cento em março para 72 milhões de toneladas.

Os dados de produção na China foram divulgados em meio ao anúncio de que a segunda maior economia do mundo cresceu 6,9 por cento no primeiro trimestre, um pouco mais rápido do que as expectativas.

No entanto, o aumento dos estoques de minério de ferro nos portos e as expectativas de que a demanda vai desacelerar com Pequim tentando esfriar a atividade do setor imobiliário têm afetado os preços.

O minério de ferro e o aço estão no caminho para ter o pior mês desde maio do ano passado.

Na semana passada, dados comerciais revelaram que o minério de ferro importado continua a inundar os portos.

O minério de ferro na Bolsa de Mercadorias de Dalian caiu 3,43 por cento para fechar a 493 iuanes (71,60 dólares) por tonelada. Mais cedo, a commodity atingiu 489,5 iuanes, o menor valor desde 10 de janeiro.

O vergalhão de aço mais ativo da Bolsa de Futuros de Xangai caiu 1,32 por cento, encerrando em 2.913 iuanes (423,08 dólares) a tonelada. O contrato tocou 2.879 iuanes na última quinta-feira, seu mais baixo valor em mais de dois meses.

Fonte: Reuters

 

Exportação de soja dos EUA supera expectativas

Se por um lado o aumento da safrinha de milho no Brasil nos últimos anos ampliou a oferta global do cereal e afetou a estratégia americana de comercialização nesse mercado, por outro a expansão da colheita de soja nos EUA nos últimos anos passou a pesar no tabuleiro da oleaginosa num momento em que o comando do jogo é da América do Sul.

Essa interferência é flagrante nesta safra 2016/17, encerrada no Hemisfério Norte no segundo semestre do ano passado e já na reta final no Hemisfério Sul. Recorde, o conjunto da produção, por si só, já tem sido um fator "baixista" sobre as cotações nos polos agrícolas do Brasil. Mas com o ritmo ainda forte das exportações dos EUA, o espaço para a valorização do grão está ainda menor.


O Departamento de Agricultura dos EUA (USDA) estima que a safra mundial de soja somará 346 milhões de toneladas em 2016/17, puxada por americanos (33,9% do total) e brasileiros (32,1%). E projeta as exportações do Brasil em 61,9 milhões de toneladas, ante 55,1 milhões dos EUA. Ocorre que, segundo o USDA, do início do ciclo (setembro) até 6 de abril os EUA embarcaram 55,5 milhões de toneladas, e têm estoques à disposição para ampliar as vendas nos próximos meses.

Nesse contexto de oferta confortável para os importadores - a China lidera as compras -, o espaço para altas é limitado no Brasil. O indicador Esalq/BM&FBovespa para a saca de 60 quilos no porto de Paranaguá (PR) ronda atualmente os R$ 66, cerca de R$ 10 a menos que no mesmo período de 2016. E os produtores estão segurando ao máximo suas vendas. As exportações estão volumosas porque a safra é vultosa, mas o ritmo poderia estar ainda mais acelerado.

Em algumas regiões, o movimento está até menor que no ano passado. Levantamento da concessionária Rota do Oeste, que administra o trecho da BR-163 entre os municípios de Itiquira e Sinop, em Mato Grosso, apontou queda de 14% no fluxo de veículos no primeiro trimestre. Assim, crescem as preocupações em torno da armazenagem desses grãos, já que vem por aí uma também polpuda safrinha de milho.

Fonte: Valor

 

Balança comercial no Porto de Santos sobe 2,7% no 1º bimestre de 2017

O Porto de Santos, no litoral de São Paulo, comercializou US$ 14,3 bilhões no 1º bimestre deste ano. O resultado foi 2,7% superior ao obtido no mesmo período do ano passado (US$ 13,9 bilhões). Os dados são do Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC) e foram compilados pela Codesp.

A participação do Porto de Santos na balança comercial brasileira continua acima de 1/4 do total, com a marca de 26,6% das trocas comerciais brasileiras, que somaram US$ 53,5 bilhões no período. Além de Santos, completam a lista: Paranaguá (7,2%), Sepetiba (5,7%), Vitória (5,3%), São Luis (4,5%), Itajaí (3,8%), Rio Grande (3,7%), Salvador (3,5%), São Francisco do Sul (2,9%) e Rio de Janeiro (2,8%).

No total de exportações pelo Porto de Santos, o registro é de US$ 7,8 bilhões, representando 25,8% do total nacional. Em valores comerciais, a principal carga exportada neste período é o açúcar, correspondente a 7% do total. O principal comprador foi Bangladesh, seguido de Argélia e Marrocos. Outros 23 países também receberam o produto.

Nas importações, o resultado do Porto de Santos no 1º bimestre do ano é de US$ 6,4 bilhões, correspondente a 27,8% do total brasileiro de US$ 23,1 bilhões. As principais cargas desembarcadas em Santos foram: óleo diesel (US$ 69,95 milhões), importado principalmente dos Estados Unidos, Suíça e França; caixas de marchas (US$ 56,83 milhões), importadas do Japão, Indonésia, Coréia do Sul e outros 10 países. Peças de aviões e helicópteros ficaram em 3º posto.

Na exportação, os principais parceiros comerciais do Brasil nas cargas que saem pelo Porto de Santos são a China (13,4%), Estados Unidos (12,6%) e Argentina (7,9%). Já as importações têm como principais parceiros a China (23,7%), Estados Unidos (16%) e Alemanha (8,9%).

Fonte: G1

 

Exportações crescem 8,7% na segunda semana de abril

Na segunda semana de abril de 2017, a balança comercial registrou superávit de US$ 1,829 bilhão, resultado de exportações no valor de US$ 4,075 bilhões e importações de US$ 2,246 bilhões. No mês, as exportações somam US$ 8,760 bilhões e as importações, US$ 5,338 bilhões, com saldo positivo de US$ 3,422 bilhões. No acumulado do ano, as exportações totalizam US$ 59,223 bilhões e as importações, US$ 41,383 bilhões, com superávit de US$ 17,840 bilhões.

A média das exportações da segunda semana deste mês (US$ 1,019 bilhão) ficou 8,7% acima da média da primeira semana (US$ 937,1 milhões), em razão do aumento nas exportações de produtos básicos (+21), por conta de petróleo em bruto, minério de cobre, farelo de soja, café em grão, minério de ferro) e semimanufaturados (+0,9%; celulose, óleo de soja, semimanufaturados de ferro/aço, ferro fundido bruto e ferro spiegel, madeira serrada ou fendida). Nas vendas externas de produtos manufaturados, houve queda (-4,8%) em razão, principalmente, de hidrocarbonetos e seus derivados halogenados, veículos de carga, suco de laranja não congelado, torneiras, válvulas e partes, tubos flexíveis de ferro e aço.

Nas importações, pela média da segunda semana (US$ 561,4 milhões), houve queda de 9,2%, sobre a média de compras externas da primeira semana (US$ 618,5 milhões), explicada, principalmente, pela diminuição nos gastos com veículos automóveis e partes, equipamentos eletroeletrônicos, cereais e produtos da indústria de moagem, químicos orgânicos e inorgânicos e combustíveis e lubrificantes.

Mês

No mês, comparadas as médias até a segunda semana de abril deste ano (US$ 973,3 milhões) com a de abril do ano passado (US$ 768,6 milhões), foi verificado crescimento de 26,6%, em razão do aumento nas vendas das três categorias de produtos: semimanufaturados (+32,5%; por conta de açúcar em bruto, celulose, óleo de soja em bruto, ouro em formas semimanufaturadas, produtos semimanufaturados de ferro e aço), manufaturados (+25,7%; automóveis de passageiros, veículos de carga, açúcar refinado, hidrocarbonetos e seus derivados halogenados, aviões) e básicos (+25,6%; soja em grão, minério de ferro, petróleo em bruto, minério de cobre, carne suína). Em relação a março de 2017, houve crescimento de 11,5%, em virtude do aumento nas vendas das três categorias de produtos: semimanufaturados (+17,9%), básicos (+11,6%) e manufaturados (+8,5%)

Nas importações, a média diária até a segunda semana (US$ 593,1 milhões), ficou 12,9% acima da média de abril de 2016 (US$ 525,5 milhões). Cresceram os gastos, principalmente, com filamentos e fibras sintéticas (+55,2%), combustíveis e lubrificantes (+52,4%), borracha e obras (+37,6%), equipamentos eletroeletrônicos (+36,7%) e plásticos e obras (+26,6%). Ante março/2017, houve crescimento nas importações de 5,4%, pelos aumentos em aeronaves e peças (+50,5%), cobre e obras (+48,7%), combustíveis e lubrificantes (+36,5%), borracha e obras (+23,7%) e filamentos e fibras sintéticas (+18,6%).

Fonte: Reuters

 

17-04-2017

 

Balança comercial da China vem melhor que o esperado em março

PEQUIM - As exportações chinesas subiram 16,4 por cento em março em relação ao ano anterior, enquanto as importações aumentaram 20,3 por cento, segundo dados oficiais divulgados nesta quinta-feira, superando as expectativas do mercado.

Com isso, o país registrou superávit comercial de 23,93 bilhões de dólares para o mês, informou a Administração Geral das Alfândegas, revertendo o déficit raro em fevereiro.

As exportações no primeiro trimestre do ano subiram 8,2 por cento em relação ao mesmo período do ano passado, enquanto as importações subiram 24 por cento. O superávit comercial da China no primeiro trimestre foi de 65,61 bilhões de dólares.

Analistas consultados pela Reuters esperavam que as exportações de março subissem 3,2 por cento em relação ao ano anterior, após queda surpresa de 1,3 por cento em fevereiro.

Já as previsões para as importações eram de expansão de 18 por cento no período, depois da explosão de 38,1 por cento no mês anterior.

Analistas esperavam ainda que a China retornasse a um superávit de 10,0 bilhões de dólares em março, frente ao déficit de 9,15 bilhões de dólares em fevereiro.

Fonte: Reuters

 

Exportações de carne suína do Brasil caem 3,7% em março, diz associação

SÃO PAULO - As exportações de carne suína do Brasil, considerando todos os produtos, entre in natura e processados, recuaram 3,7 por cento no mês de março, ante o mesmo mês do ano passado, totalizando 63,2 mil toneladas, informou a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) nesta quinta-feira.

Apesar da queda registrada em março, mês em que uma operação da Polícia Federal revelou um esquema de propina entre companhias e inspetores sanitários em algumas unidades produtoras de carne do país, as exportações registraram alta de 8,7 no primeiro trimestre do ano.

Segundo a ABPA, os embarques do setor de suínos totalizaram 179,2 mil toneladas nos três primeiros meses do ano, ante 164,9 mil toneladas no mesmo período do ano anterior.

Apesar da queda no volume, a receita obtida a partir das exportações cresceu 38,3 por cento em março ante o mesmo mês do ano passado, alcançando 151 milhões de dólares, disse a associação. Para o trimestre, o saldo também é positivo, com crescimento de 46,8 por cento ante o primeiro trimestre do ano passado.

No trimestre, os volumes embarcados para Rússia cresceram 14 por cento, para Hong Kong caíram 13 por cento e para China subiram 42 por cento. Os três países são, respectivamente, primeiro, segundo e terceiro principais destinos da carne suína do Brasil.

Fonte: Reuters

 

Importação de trigo pelo Brasil tem maior nível em 21 anos, diz Cepea

SÃO PAULO - As importações de trigo pelo Brasil, um dos maiores importadores globais do cereal, atingiram no acumulado dos oito primeiros meses do ano-safra 2016/17 o maior nível em 21 anos, com moinhos brasileiros obtendo o produto a preços competitivos no exterior em meio a uma grande oferta nos países vizinhos do Mercosul, observou nesta quinta-feira o Cepea.

Entre agosto de 2016 e março de 2017, as importações brasileiras de trigo somaram 5,16 milhões de toneladas, crescimento de 46 por cento ante o mesmo período da safra anterior, com média mensal de 645,09 mil toneladas, informou o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), da Universidade de São Paulo (USP), citando dados do governo.

As importações elevadas, que devem superar as previsões oficiais de 5,95 milhões de toneladas para todo o ano-safra, ocorrem apesar de safra recorde de trigo no Brasil, o que também tem colaborado para pressionar os preços do produto no país.

Isso deverá afetar negativamente a intenção de plantio da nova temporada, que está próximo de começar, acrescentou o centro de estudos da USP.

"Em 2017, a área com trigo deve se reduzir, justamente devido à baixa liquidez que prevalece na comercialização e também ao fato de que os preços de venda não cobrem nem mesmo os custos operacionais agrícolas --e muito menos os custos fixos", de acordo com estudos do Cepea.

Segundo o Cepea, no Paraná, principal Estado produtor do cereal, o valor médio do trigo na parcial desta safra (de agosto de 2016 a março de 2017) está em 589,16 reais/tonelada no mercado de balcão (preço pago ao produtor), baixa de 13 por cento ante o mesmo período da temporada anterior, em termos reais (valores deflacionados pelo IGP-DI).

Fonte: Reuters

 

EUA lançam investigação sobre importação de biodisel da Argentina e Indonésia

WASHINGTON/JACARTA (Reuters) - Os Estados Unidos disseram na quinta-feira que iniciarão uma investigação sobre as importações de biodiesel da Indonésia e da Argentina para apurar possíveis práticas de dumping e subsídios.

A Comissão de Comércio Internacional dos EUA está programada para tomar uma decisão preliminar, até 8 de maio, sobre se tais importações prejudicaram os produtores norte-americanos, informou o Departamento de Comércio dos EUA em comunicado.

O passo, poucos dias antes de uma visita à Indonésia pelo vice-presidente dos EUA, Mike Pence, ocorre depois que alguns produtores de biodiesel dos EUA solicitaram ao governo impor direitos antidumping sobre as importações de biodiesel da Argentina e da Indonésia, que dizem ter inundado os EUA e violado acordos comerciais.

"O governo da Indonésia, especialmente o Ministério do Comércio, será cooperativo na investigação, fornecendo argumentos e dados de apoio e documentos para mostrar que não houve dumping ou subsídios", disse Oke Nurwan, diretor geral de comércio exterior da Indonésia.

Os exportadores e produtores de biodiesel argentinos também rejeitaram a acusação.

"Agora eles têm que provar tudo o que eles estão reivindicando, o que é uma farsa. É uma medida protecionista", disse Claudio Molina, diretor da Associação Argentina de Biocombustíveis.

A Argentina é o maior exportador mundial de soja, usada para produzir biodiesel. A Indonésia é o principal produtor mundial de óleo de palma, que também pode ser usado para produzir o combustível.

As importações totais de biodiesel dos EUA subiram para um recorde de 3,5 bilhões de litros em 2016, de acordo com dados do governo dos EUA publicados em março. A Argentina respondeu por cerca de dois terços das importações estrangeiras dos EUA, seguidas da Indonésia e do Canadá.

Fonte: Reuters

 

Acordo entre Mercosul e União Europeia deve ser assinado este ano, diz Macri

VIENA - O Mercosul planeja assinar um acordo de comércio com a União Europeia este ano, disse o presidente argentino Mauricio Macri, que detém atualmente a presidência rotativa do bloco, em uma entrevista publicada neste sábado.

Os comentários de Macri reforçam declarações recentes do ministro de Relações Exteriores do Brasil, Aloysio Nunes Ferreira, que disse à Reuters que uma de suas prioridades é acelerar a assinatura de um acordo Mercosul-União Europeia.

"Nós pretendemos firmemente assinar um acordo na segunda metade deste ano", disse Macri em uma entrevista ao jornal suíço Neue Zuercher Zeitung. Ele não deu detalhes sobre o acordo pretendido.

O presidente argentina disse que irá também buscar que seu encontro com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em Washington, ainda este mês, melhore os laços com os Estados Unidos.

As relações entre Argentina e EUA foram seriamente prejudicadas pelo calote de 100 bilhões de dólares realizado pela Argentina em 2002 e têm melhorado desde que Macri --que assim como Trump era empresário antes de entrar na política-- assumiu a Casa Rosada em 2015.

"A Argentina praticamente não tem mais relações com os EUA. Há muita coisa em que podemos melhorar e dificilmente poderíamos fazer algo para piorar a situação", disse Macri.

Fonte: Reuters

 

Frutas do Vale são mais exportadas por portos de Estados vizinhos

As exportações de frutas do polo Petrolina-Juazeiro continuam se concentrando em portos de outros Estados do Nordeste. Com uma unidade em Petrolina e outra em Juazeiro (ambas no Sertão do São Francisco), a empresa Special Fruit movimenta cerca de 600 contêineres por ano, mas não envia nem uma caixa de fruta pelo Porto de Suape. “No ano passado, 50% das nossas cargas saíram por Pecém (no Ceará), 30% por Natal (RN) e 20% por Salvador , na Bahia”, diz o diretor Administrativo e Financeiro da empresa, Ivanildo Barbosa.

“A nossa maior preocupação é chegar logo. Evitamos navios que fazem muitas paradas. Em Pecém, conseguimos embarcar a carga numa linha que sai direto para Roterdã (na Holanda). Isso é muito importante para quem transporta um produto tão perecível como fruta”, explica Ivanildo.

O Porto mais próximo do polo de fruticultura irrigada é o de Salvador, a 513 km de Petrolina. O de Suape está a 749 km e o de Pecém, a 835 km. Por isso, o frete rodoviário mais barato é o de Salvador. “Direcionamos a nossa carga a Pecém, porque é mais eficiente. Já ocorreu, pelo menos umas cinco vezes, de enviarmos contêineres para Salvador e o navio não conseguir atracar lá por causa de congestionamento de embarcações. Resultado: tivemos que pagar outro frete para o mesmo contêiner embarcar em Pecém”, afirma.

O frete para Pecém pode até ser mais caro entre os três portos citados acima. No entanto, o custo do THC (movimentação de um contêiner no porto até embarcar dentro do navio) em Pecém é mais barato do que em Suape. “Cada contêiner fica por R$ 500 a mais em Suape”, argumenta Ivanildo, sem revelar exatamente o preço. A Special Fruit manda uva e manga para Holanda, Inglaterra, Espanha e Estados Unidos.

Também instalada em Petrolina, a Cooperativa Agrícola Nova Aliança divide a sua exportação nos portos de Salvador (60%) e Pecém (40%). Anualmente, envia cerca de 200 contêineres de uva ao exterior. Somente para o leitor ter uma ideia, cada contêiner armazena em média 14 toneladas de uva.

A cooperativa usa o Porto de Suape somente para importação das cumbucas (caixinhas de plástico) usada na embalagem das frutas. “O frete de Petrolina para o Porto de Salvador é mais barato. Usamos Pecém quando temos pressa para exportar a produção”, conta a gerente de logística da cooperativa, Barbara Siqueira.

O Porto de Suape foi usado para escoar 37,31% de tudo que o Estado enviou ao exterior entre 2010 e 2015, segundo a pesquisa Mapeamento das Exportações em Pernambuco realizada pela Federação das Indústrias do Estado de Pernambuco (Fiepe). O levantamento mostra que 13,22% das exportações pernambucanas foram escoadas por outros portos do Nordeste. “ As frutas saem principalmente por Pecém e Salvador que têm mais linhas com contêineres refrigerados do que Suape”, argumenta o gerente de Desenvolvimento Empresarial da Fiepe, Maurício Laranjeira. E acrescenta: “o preço do THC em Suape é quase 50% a mais do que é cobrado em Pecém”, o que foi apontado pelos exportadores entrevistados na pesquisa.

A realização de uma licitação para Suape ter um segundo terminal de contêineres é apontada pelo diretor de Planejamento e Gestão do Porto de Suape, Jaime Alheiros como uma das iniciativas que podem contribuir para a estatal ficar mais competitiva nesse tipo de carga. “Com a concorrência, ou a empresa baixa o custo ou perde a movimentação”, conta. A direção da estatal está animada com a possibilidade de realizar a licitação porque espera que o presidente Michel Temer altere a atual lei que regula os portos na sua vinda a Pernambuco no próximo dia 27. Na ocasião, o presidente deve assinar um decreto devolvendo à autonomia ao Porto de Suape.

O porto pernambucano já nasceu com a sua administração delegada ao Estado de Pernambuco pela União. Em 2013, a então presidente Dilma Rousseff (PT) assinou a lei federal 12.815 tirando a autonomia dos portos delegados, incluindo o de Suape, e concentrando todas as principais licitações, como as de arrendamentos, em órgãos federais em Brasília. Essa alteração fez a licitação para o segundo terminal de contêineres ficar em ritmo de espera. Com a possibilidade de alteração da lei, o governo do Estado encomendou um estudo de viabilidade econômica para o empreendimento. A intenção é fazer a licitação no primeiro semestre de 2018.

“A nossa intenção é recuperar a carga de contêineres refrigerados e as rotas de longo curso para os países consumidores das nossas frutas”, argumenta Jaime. Ele diz que há uma articulação para a implantação de uma nova linha de navegação que sairá de Suape direto para o Porto de Koper, na Eslovênia ( Europa).

Fonte: JC Online

 

2017 Porto do Rio Grande exportou 7,9 milhões de toneladas em 2017

O Porto do Rio Grande registrou no ano de 2017 seu melhor primeiro trimestre em mais de 100 anos de atividade. Foram mais de 7,9 milhões de toneladas movimentadas com os mais diversos países. A soja destaca-se por um crescimento de mais de 30% assim como outros produtos como o trigo e o milho. Para os próximos meses a expectativa é alta em função da safra gaúcha que já começa a chegar ao complexo portuário.

“Os resultados obtidos pelo porto são o resultado de uma equação que envolve a organização e qualificação dos terminais especializados, da ação forte da autoridade portuária na busca pelo alinhamento de todos os protagonistas do processo e por fim, da ação do Estado que está através do Secretário dos Transportes, Pedro Westphalen e também do Secretário de Desenvolvimento Econômico, Fábio Branco atraindo para o porto novos projetos e melhorias”, afirma o diretor-superintendente do Porto do Rio Grande, Janir Branco. Dois grandes projetos avalizados pelo Governo do Estado estão se tornando realidade e auxiliam a motivar o movimento no Porto do Rio Grade.

Na área do da pasta do Desenvolvimento estamos no complexo em obras para a construção de um terminal graneleiro para recebimento e expedição de grãos da empresa Vanzin, no Distrito Industrial de Rio Grande, assinado pelo secretário Fábio Branco, em 2015. Já a Secretaria dos Transportes vem buscando a melhoria da hidrovia, principalmente, para facilitar o trajeto de contêineres do polo petroquímico de Triunfo para Rio Grande.

No primeiro trimestre do ano corrente, o complexo portuário alcançou 7.950.411 toneladas, um crescimento de 11,5% sobre o mesmo período de 2016. O grande destaque é o complexo soja (óleo, farelo e grão), que tem um crescimento de 36,8%, totalizando 1.898.835 toneladas. O milho e o trigo também tiveram aumento, respectivamente de 6,9% e 17,7%. As viagens de embarcações no complexo também subiram 4,1% chegando ao total de 730 em três meses. A média apenas do mês de março é de 7,96 embarcações/dia.

Os granéis líquidos e sólidos tiveram crescimento, respectivo, de 12% e 19%. Apenas a carga geral tem um leve recuo de cinco mil toneladas. “O nosso porto é o reflexo da produção gaúcha, entendemos que boa parte dessa soja que movimentamos ainda é de 2016, mas a expectativa para o período de abril a agosto é de superarmos o ano passado”, conclui Branco. Por fim, a China segue sendo o principal destino das exportações pelo complexo e a Argentina é o país que mais envia produtos ao porto rio-grandino.

Fonte: Farming

 

EXPORTAÇÕES DE MINÉRIOS CRESCEM 130% NO 1º TRIMESTRE

O Brasil exportou US$ 6 bilhões de minérios a mais do que importou nos três primeiros meses de 2017.

Com a recuperação dos preços das commodities minerais, sobretudo do minério de ferro, o Brasil exportou US$ 6 bilhões a mais desse tipo de produto do que importou no primeiro trimestre de 2017. Esse resultado é ainda 130% maior que o registrado em igual período do ano passado.

Segundo o Ministério de Minas e Energia, esse saldo foi formado pela diferença entre exportações de US$ 11,7 bilhões e importações de US$ 5,7 bilhões. A participação do setor no total das exportações brasileiras também cresceu, alcançando 15% em março.

Em março, a balança comercial total do País foi recorde para o mês. As exportações superaram as importações em US$ 7,14 bilhões, o que deu ao Brasil um resultado inédito e 61,2% superior ao alcançado no ano passado.

Produtos básicos

As exportações de produtos básicos apresentaram crescimento de 29,7% frente a março do ano passado, resultado influenciado, principalmente, pela venda de minério de ferro (+186,7%), petróleo em bruto (+145,9%), carne suína (+33,4%) e carne de frango (+7%).

Fonte: Portal Brasil

 

CRESCE INTERESSE CHINÊS POR CAFÉS ESPECIAIS DO BRASIL

A Associação Brasileira de Cafés Especiais (BSCA) e a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil) identificaram, nos últimos anos, o potencial do mercado chinês para os cafés especiais nacionais e ranquearam o país asiático como mercado-alvo no projeto setorial “Brazil. The Coffee Nation”. Em 2017, as 14 empresas que participaram da Hotelex Shanghai Expo Finefoods, maior feira do setor de hotelaria e food service da China, realizaram, entre 28 e 31 de março, US$ 2,025 milhões em negócios e estimam mais US$ 22,435 milhões nos próximos 12 meses. No ano passado, a participação de sete companhias brasileiras gerou US$ 3,5 milhões.

Segundo a diretora da BSCA, Vanusia Nogueira, o crescimento dos negócios na China evidencia a precisão que os gestores do projeto setorial tiveram no trabalho de pesquisa e “ranqueamento”, o que atraiu mais empresários brasileiros e despertou maior interesse por parte dos compradores e do público asiático. “A ascensão financeira chinesa nas últimas décadas tornou esse mercado muito atrativo. Realizamos um trabalho de pesquisa e promoção da qualidade dos cafés especiais brasileiros e, com isso, estamos confirmando a projeção de aprimoramento do paladar dos chineses para a bebida e de crescimento constante na aceitação do produto brasileiro”, explica.

A China é um mercado novo para café, cujo hábito do consumo ainda é pequeno na cultura local, mas com enorme potencial. “Esse cenário torna fundamentais as ações de promoção dos cafés especiais brasileiros que BSCA e Apex-Brasil têm realizado. Apesar da pouca tradição cafeeira, os chineses consomem, conforme a Organização Internacional do Café, cerca de 2 milhões de sacas, com crescimento de 16% ao ano na última década. Aliada a isso, a expansão das redes comerciais e das casas de café no país evidenciam excelentes perspectivas e acreditamos em um futuro promissor no consumo de cafés especiais, pois esse setor cresce a taxas anuais de 50% “, aponta o presidente da Associação, Adolfo Henrique Vieira Ferreira.

Em 2016, os chineses investiram US$ 2,063 milhões na aquisição dos cafés especiais do Brasil, volume aproximadamente 1.400% superior ao registrado em 2009 (US$ 139,5 mil), quando teve início o projeto setorial coordenado em parceria por Apex-Brasil e BSCA. Até 2016, segundo os dados do “Brazil. The Coffee Nation”, a China realizou investimentos da ordem de US$ 5,9 milhões nas importações do produto especial brasileiro. “A projeção de negócios das empresas nacionais em 2017 na Hotelex Shanghai Expo Finefoods evidencia o enorme potencial desse mercado para café. O Brasil, por ter identificado esse cenário no início, através de nosso projeto setorial, pode ter grandes vantagens comerciais e se tornar um parceiro fiel no fornecimento de qualidade e quantidade de café à China”, conclui Vanusia.

ROAD SHOW CHINA

Além da participação na feira, seis empresas integrantes do “Brazil. The Coffee Nation” também realizaram, entre 1º e 7 de abril, um road show por três das maiores cidades chinesas: Beijing (Pequim), Guanghzou e Shenzhen. Com o objetivo de promover a qualidade dos cafés especiais brasileiros e ampliar a penetração no mercado local, foram realizadas sessões de degustação e reuniões de negócios com potenciais clientes, ações que possibilitaram o fechamento de mais US$ 30 mil nesses sete dias e a projeção para a concretização de US$ 1,420 milhão até março de 2018.

SOBRE O PROJETO SETORIAL

O “Brazil. The Coffee Nation”, desenvolvido em parceria pela BSCA e pela Apex-Brasil, tem como foco a promoção comercial dos cafés especiais brasileiros no mercado externo. O objetivo é reforçar a imagem dos produtos nacionais em todo o mundo e posicionar o Brasil como fornecedor de alta qualidade, com utilização de tecnologia de ponta decorrente de pesquisas realizadas no País. O projeto visa, ainda, a expor os processos exclusivos de certificação e rastreabilidade adotados na produção nacional de cafés especiais, evidenciando sua responsabilidade socioambiental e incorporando vantagem competitiva aos produtos brasileiros.

Iniciado em 2008, a vigência do atual projeto se dá entre maio de 2016 ao mesmo mês de 2018 e os mercados-alvo são: (i) EUA, Canadá, Japão, Coreia do Sul, China/Taiwan, Reino Unido, Alemanha e Austrália para os cafés crus especiais; e (ii) EUA, China, Alemanha e Emirados Árabes Unidos para os produtos da indústria de torrefação e moagem. As empresas que ainda não fazem parte do projeto podem obter mais informações diretamente com a BSCA, através dos telefones (35) 3212-4705 / (35) 3212-6302 ou do e-mail exec@bsca.com.br.

Fonte: Apex-Brasil

 

13-04-2017

 

Inflação ao produtor na China desacelera pela 1ª vez em 7 meses com temor de excesso de aço

PEQUIM - A inflação dos preços ao produtor na China desacelerou pela primeira vez em sete meses em março diante da queda nos preços do minério de ferro e carvão, e pressionada por temores de que a produção de aço no país está superando a demanda e ameaçando causar um excesso do metal neste ano.

O renascimento da indústria de aço da China tem sido um importante motor da segunda maior economia do mundo nos últimos trimestre, ajudando a gerar o crescimento dos lucros mais forte em anos.

Mas depois de produzir o máximo do metal nos últimos meses, as siderúrgicas chinesas começam agora a cortar os preços, ameaçando aniquilar um mercado altista que levou os preços de alguns produtos para o nível mais alto desde 2014.

O índice de preços ao produtor da China avançou 7,6 por cento em março sobre o ano anterior, nível ainda elevado mas em linha com as expectativas e contra 7,8 por cento em fevereiro, máxima de nove anos, informou nesta quarta-feira a Agência Nacional de Estatísticas,

Economistas consultados pela Reuters projetavam uma leitura mais fraca uma vez que o forte rali nos mercados de commodities da China mostrou sinais de correção e com as expectativas de que medidas para aliviar o superaquecido mercado imobiliário do país esfriaria eventualmente a demanda por aço e outros materiais de construção.

Na comparação mensal, o índice de preços ao produtor subiu apenas 0,3 por cento, menor aumento desde setembro de 2016 e metade do ritmo visto em fevereiro.

Já a inflação ao consumidor da China tem sido bem mais leve, avançando 0,9 por cento em março de 0,8 por cento em fevereiro na base anual. Os preços dos alimentos, maior componente do índice, caíram 4,4 por cento.

A expectativa em pesquisa da Reuters era de uma inflação ao consumidor em março de 1,0 por cento.

Fonte: Reuters

 

Comércio mundial deve crescer 2,4% em 2017 mas incertezas pesam, diz OMC

GENEBRA - O comércio mundial caminha para um crescimento de 2,4 por cento neste ano, embora haja uma "profunda incerteza" sobre a evolução econômica e política, particularmente nos Estados Unidos, disse a Organização Mundial do Comércio (OMC) nesta quarta-feira.

O diretor-geral da OMC, Roberto Azevêdo, disse que ainda é necessário haver clareza sobre as políticas comerciais do presidente dos EUA, Donald Trump, ao mesmo tempo em que fez um apelo geral para resistir ao protecionismo.

Os resultados das próximas eleições em economias importantes como a França devem proporcionar mais previsibilidade para os investidores, disse ele.

A faixa de crescimento para este ano foi ajustada para um intervalo entre 1,8 e 3,6 por cento, ante 1,8 e 3,1 por cento em setembro passado, informou a OMC.

"Devemos ver o comércio como parte da solução para as dificuldades econômicas, não como parte do problema", disse Azevêdo.

"Em geral, acho que embora existam algumas razões para um otimismo cauteloso, o crescimento do comércio permanece frágil e há riscos consideráveis do lado negativo. Muito da incerteza em torno do cenário é político", disse ele em entrevista coletiva.

"Precisamos continuar fortalecendo o sistema, apresentando novas reformas e resistindo à construção de novas barreiras ao comércio".

A OMC tem revisado repetidamente as estimativas preliminares nos últimos cinco anos, uma vez que as previsões de recuperação econômica revelam-se excessivamente otimistas.

O comércio global cresceu a uma taxa de 1,3 por cento em 2016, ritmo mais lento desde a crise financeira e abaixo da projeção revisada de 1,7 por cento feita em setembro.

"O fraco desempenho ao longo do ano foi em grande parte devido a uma desaceleração significativa nos mercados emergentes, onde as importações basicamente estagnaram no ano passado, crescendo muito pouco em termos de volume", disse Azevêdo.

Em 2018, o comércio global deve crescer entre 2,1 e 4 por cento segundo a análise mais recente da OMC.

Fonte: Reuters

 

Brasil tem maior queda de importação entre principais economias do mundo

A recessão no Brasil leva o País a sofrer a maior queda de importações entre as grandes economias do mundo. A contração, segundo a Organização Mundial do Comércio (OMC), já havia começado em 2014 e 2015, mas foi mantida em 2016. O resultado já coloca a economia brasileira como a que viu a maior redução de compras até meados da atual década.

No ano passado, a queda foi de quase 20% nas importações, bem acima da média da redução média de 3% no mundo. O resultado, de US$ 143 bilhões, levou o Brasil a despencar no ranking dos maiores importadores. 

Em 2013 e 2014, o Brasil aparecia na 21ª posição entre as economias que mais importavam. Ao final de 2016, o País estava na 28ª posição, superado até mesmo pela pequena economia da Áustria. 

Em valores, a queda das importações no Brasil foi uma constante nos últimos três anos. Em 2014, a contração havia sido de 4,5%, contra uma queda de 25% em 2015 e 19,8% no ano passado. Em média, a redução foi de 4,7% entre 2010 e 2016, a maior do mundo entre as grandes economias. 

Em volume, a queda também foi substancial — de 2,7% em 2014, 15,1% em 2015 e mais 12,8% de contração em 2016. 

“A recessão teve grande papel”, disse Roberto Azevedo, diretor-geral da OMC, que espera que a contração do PIB nacional perca força em 2017. “Isso vai ser um fator para avaliar como a economia e o comércio vão se comportar no mundo. Importação é significativa. Se ela cai rapidamente, é um indicador avançado de uma desaceleração. Às vezes, essa queda é comemorada. Mas isso não é uma boa notícia. Apenas quer dizer que uma economia está se desacelerando”, disse o brasileiro. “Muito vai depender do comportamento do PIB (brasileiro)”, estima.

Fonte: Estadão

 

Incertezas ameaçam retomada de comércio mundial

Marcado por incertezas, o mercado mundial não deve apresentar uma forte recuperação para o comércio pelos próximos dois anos. Dados apresentados pela OMC indicam ainda que, em 2016, a taxa de expansão do comércio foi de apenas 1,3% em volume e uma contração de 3% em termos de valores. 

De acordo com Roberto Azevedo, diretor da entidade, o desempenho de 2016 é o pior desde o início da crise mundial de 2009 e, pelo segundo ano consecutivo, o comércio internacional sofreu uma contração em dólares. 

Entre suas previsões, a OMC estima que 2017 terá um melhor resultado para o comércio internacional. Mesmo assim, ele pode chegar a 2,4% neste ano, com uma margem de variação de 1,8% a 3,6%. Para 2018, o comércio pode se expandir entre 2,1% e 4%. 

Ainda que o crescimento seja identificado, nem o melhor dos cenários aproxima o desempenho do comércio ao que era conhecido no mundo nas últimas décadas. 

Segundo a OMC, o resultado de 2016 foi em grande parte afetado pelo desempenho negativo dos mercados emergentes, como Brasil, China ou Rússia. Mas a própria entidade estima que o mercado global hoje está "profundamente imprevisível" diante da falta de clareza dos governos sobre suas políticas econômicas, monetárias e comerciais. 

"A incerteza é acima de tudo política. O comércio internacional fraco dos últimos anos reflete a debilidade da economia global", disse Azevedo.

Segundo ele, o comércio tem o potencial de ajudar na recuperação da economia mundial. Mas o protecionismo pode aprofundar ainda mais a crise. "Se políticos tentarem lidar com a perda de empregos com restrições severas ao comércio, ele pode se constituir em um peso para a recuperação", alertou. 

Azevedo ainda usou o anúncio sobre os dados para alertar sobre os riscos de uma onda protecionista. "As preocupações das pessoas são legítimas. Mas não adianta resolver um problema e criar outro em outro lugar do mundo. O comércio deve fazer parte da solução", defendeu. "Fechar as fronteiras não vai trazer empregos de volta. Apenas vai destruir mais postos de trabalho. Precisamos resistir", disse.

O brasileiro continua a evitar a falar diretamente sobre Donald Trump. "Ainda estamos aguardando para saber qual será a política comercial", completou. Mas admitiu: as incertezas são "ruins" ao comércio.

Fonte: Estadão

 

Comércio exterior do Brasil encolhe US$ 188 bilhões em quatro anos

O fluxo de comércio do Brasil com outros países encolheu US$ 188 bilhões em quatro anos, com o efeito combinado de menor preço de matérias-primas e forte recessão no país, conforme dados da Organização Mundial do Comércio (OMC).

As importações diminuíram US$ 107 bilhões em quatro anos, passando de US$ 250 bilhões em 2013 para US$ 143 bilhões no ano passado. As exportações caíram US$ 57 bilhões, de US$ 242 bilhões para US$ 185 bilhões. A balança de serviços comerciais encolheu US$ 24 bilhões no período.

Em comparação, entre os grandes emergentes com comércio maior, a Rússia sofreu contração de US$ 394 bilhões nas suas trocas com o resto do mundo no período. A baixa do comércio exterior da Índia foi de US$ 155 bilhões. No México, de US$ 13 bilhões.

Os valores em dólares dos fluxos comerciais tem sido fortemente influenciados pelo câmbio nos últimos anos. O valor do comércio mundial de bens encolheu US$ 3,3 trilhões, para US$ 15,4 trilhões, em boa parte por causa da queda do preço do petróleo, principal matéria-prima mundial.

Em 2015 e 2016, o Brasil exportou mais mercadorias por menos dólares. Ao mesmo tempo, continuou campeão na contração de importações.

O aumento acumulado das exportações brasileiras em volume entre 2013-2016 foi de 11%. O valor em real das vendas ao exterior subiu ligeiramente no ano passado (+1%) e bastante em 2015 (cerca de 20%).

Por sua vez, a redução das importações chegou a 27,9% em volume no período. Em valor, a queda das compras externas no Brasil foi de 19,8% em 2016 comparado a 2015, quando o montante das compras externas já tinha declinado 25,2%.

A expectativa de Roberto Azevêdo, diretor-geral da OMC, é que a contração do PIB brasileiro diminua neste ano e o comércio volte a aumentar. Observou que ''quando importação cai normalmente não é boa noticia, porque é quase sempre indicador de crescimento menor''.

O Brasil caiu para a 28ª posição entre os importadores mundiais, agora com apenas 0,9% da fatia global ante 1,1% em 2015 e 1,3% em 2014. "A baixa registrada nas importações na América do Sul foi por causa em grande parte da situação no Brasil, que tinha caído numa grave recessão'', diz a OMC.

O país manteve em 2016 seu ranking como 25º maior exportador mundial de mercadorias, com 1,2% do total. Quando o cálculo exclui o comércio intra-UE (entre os 28 países do mercado comum europeu), o Brasil sobe para 18º maior exportador com fatia global de 1,5%.

O Brasil aparece também como o 20º maior importador de serviços comerciais, com 1,3% do total global. As importações de US$ 61 bilhões representaram queda de 10,8% em relação a 2015. O país não figura entre grandes exportadores de serviços comerciais.

Para 2017, com saída da recessão, a OMC projeta aumento de 1,4% em volume nas exportações da América do Sul comparado a alta de 2% em volume em 2016. Do lado das importações, a expectativa é de estabilidade (0,1% de alta) comparado à queda de 8,7% também em volume em 2016 na região.

Fonte: Valor

 

EXPORTAÇÕES DO AGRONEGÓCIO BRASILEIRO TOTALIZAM US$ 8,73 BILHÕES EM MARÇO

Vendas externas do setor representaram 43,5% do valor total embarcado pelo país no mês passado

O agronegócio representou 43,5% do valor total das vendas externas brasileiras no mês passado. Os embarques do setor somaram US$ 8,73 bilhões – recorde para os meses de março –, com aumento de 4,6% em comparação aos US$ 8,35 bilhões alcançados em março de 2016. Com as importações de US$ 1,39 bilhão, o saldo da balança comercial do agro foi de US$ 7,34 bilhões, com acréscimo de 2,3% em relação ao mesmo mês do ano anterior. Os números foram divulgados nesta quarta-feira (12) pela Secretaria de Relações Internacionais do Agronegócio (SRI) do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa).

Em março, o complexo soja representou 46,5% de todas as exportações do agronegócio. Em seguida, aparecem carnes, com 15,4%; produtos florestais, com 10,1%; complexo sucroalcooleiro, com 8,8%; e café, com participação de 5,8%. Juntas, as vendas externas dos cinco setores equivalem a 86,7% do total exportado pelo agro em março de 2017.

Segundo a SRI, as exportações do complexo soja cresceram 16,8% em relação a março de 2016, totalizando US$ 4,06 bilhões. A maior parcela desse valor corresponde às exportações de soja em grãos, que atingiram valor e quantidade recordes para o mês de março, com US$ 3,53 bilhões (+20,8%) e 8,98 milhões de toneladas (+7,2%).

O farelo de soja foi o segundo principal produto negociado pelo setor, com receita de US$ 434,21 milhões (-7,7%) para 1,16 milhão de toneladas embarcadas (-22,6%) e preço médio no período de US$ 375 por tonelada (+19,2%). Já as vendas externas de óleo de soja totalizaram US$ 89,65 milhões (+13,2%), com alta no preço médio do produto (+14,8%), mas com queda na quantidade comercializada (-1,4%).

Carnes bovina, suína e de aves

As exportações de carnes atingiram US$ 1,35 bilhão em março, com aumento de 9,2% ante o US$ 1,23 bilhão verificado no mesmo mês do ano anterior. Houve retração de 5,2% na quantidade comercializada, com 591,72 mil toneladas, e elevação do preço médio dos produtos do setor à taxa de 15,2%. O principal item negociado no mês foi a carne de frango, com US$ 644,15 milhões (+11,7%).

As vendas externas de carne bovina diminuíram 3,3% em valor, totalizando US$ 486,52 milhões. Em quantidade, houve queda de 11,2%, sendo embarcadas 121,03 mil toneladas. As exportações de carne suína atingiram US$ 149,38 milhões (+37,9%), com queda de 4,8% no volume comercializado e elevação de 44,8% na cotação do produto no período. As vendas de carne suína in natura atingiram recorde em valor para o mês de março com o total de US$ 138,31 milhões. Já as exportações de carne de peru alcançaram o valor de US$ 35,37 milhões (+55,8%) com o embarque de 13,65 mil toneladas (+19,6%).

Produtos florestais, açúcar e álcool

Em terceiro lugar no ranking dos setores do agronegócio que mais exportaram em valor, os produtos florestais apresentaram a soma de US$ 884,01 milhões, com crescimento de 7,4% em relação aos US$ 823,48 milhões obtidos em março do ano anterior. O principal produto negociado foi a celulose, com US$ 436,09 milhões (+7,9%) e 1,06 milhão de toneladas comercializadas (+10,0%), volume recorde para o mês de março.

Em seguida, destacaram-se as vendas externas do complexo sucroalcooleiro, que atingiram a US$ 770,65 milhões, com incremento de 4,5% quando comparado ao valor exportado em março de 2016 (US$ 737,29 milhões). As vendas de açúcar foram o destaque do setor, com o total de US$ 735,19 milhões (+17,2%) e 1,60 milhão de toneladas negociadas (-23,2%).

O setor cafeeiro foi o quinto do agronegócio que mais exportou em março último. As vendas externas do setor somaram US$ 509,46 milhões, com incremento de 12,0% em comparação ao mesmo período do ano anterior (US$ 454,82 milhões).

Entre os principais blocos econômicos e regiões geográficas de destino das exportações brasileiras do agronegócio, a Ásia se destacou no mês de março de 2017. Foram exportados US$ 4,65 bilhões em produtos do setor, dos quais a soja em grãos representou 68,1%. O produto foi o que mais contribuiu para o crescimento de 11,2% das vendas brasileiras à região, com aumento de US$ 671,76 milhões em relação a março de 2016. Como resultado, a participação da região passou de 50,1% em março de 2016 para 53,2% no último mês.

A China se manteve como principal país de destino das exportações brasileiras de produtos agropecuários, alcançando US$ 3,44 milhões em março. Esse montante representou crescimento de 24,4% em relação ao mesmo mês em 2016, de modo que o share do mercado nas vendas externas brasileiras subiu mais de seis pontos percentuais (33,1% para 39,4%).

Fonte:  MAPA

 

12-04-2017

 

Exportação de café verde do Brasil cai 14,7% em março; embarques de solúvel crescem

SÃO PAULO - A exportação de café verde do Brasil em março atingiu 2,36 milhões de sacas de 60 kg, queda de 14,7 por cento na comparação com o mesmo mês do ano passado, informou nesta terça-feira o Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé).

Os embarques de café arábica somaram 2,34 milhões de sacas, redução de 13,5 por cento na mesma comparação, enquanto a exportação de café robusta atingiu apenas 20,6 mil sacas, queda de 66,5 por cento, como reflexo da forte quebra de safra dessa variedade nos últimos anos.

Por outro lado, segundo o Cecafé, a exportação de café solúvel --produzido majoritariamente com o grão da variedade robusta-- voltou a crescer, atingindo 343,3 mil sacas (equivalentes), alta de 4 por cento ante o mesmo mês de 2016.

A alta ocorreu apesar da oferta doméstica limitada de grãos de robusta, que levaram o governo a avaliar a possibilidade de importar esta variedade de café, amplamente utilizada para produzir a forma solúvel do produto.

O maior produtor e exportador do mundo colheu uma safra recorde de café de 51,37 milhões de sacas em 2016. A produção deverá cair para entre 43,6 milhões e 47,5 milhões de sacas neste ano, à medida que os pés se recuperam da alta produção na safra anterior.

Fonte: Reuters

 

Exportação de carne do Brasil sobe 20% em março ante fevereiro apesar de escândalo

SÃO PAULO - As exportações totais de carne bovina do Brasil subiram em março ante fevereiro, apesar do escândalo da Carne Fraca que levou muitos países a questionarem a qualidade dos produtos do país, decretando embargos temporários.

As exportações totais de carne bovina, incluindo carnes in natura e processadas, alcançaram 125 mil toneladas em março, 20 por cento acima do mês de fevereiro, disse a Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carne (Abiec) em nota na terça-feira.

A receita alcançou 501 milhões de dólares, 22 por cento acima do mês anterior, mas 3 por cento abaixo do mesmo mês do ano passado, segundo a nota.

Os resultados sugerem o sucesso inicial da campanha do governo brasileiro de garantir aos compradores a qualidade da carne do país, após uma investigação da Polícia Federal que revelou um esquema de propina entre companhias e inspetores sanitários que incluía a venda de produtos estragados, falsificação de documentos de exportação, entre outros problemas.

"Os resultados positivos registrados em março demonstram a força da indústria brasileira de carne bovina... Os dados confirmam que a operação policial, desencadeada em 17 de março, não foi capaz de afetar substancialmente a média das exportações, até porque muitos mercados que interromperam as negociações, após as notícias veiculadas, reabriram rapidamente...", disse o presidente da Abiec, Antônio Camardelli.

Em relação a março de 2016, no entanto, a exportação de carne bovina caiu 8 por cento em volume, apontou a Associação Brasileira de Frigoríficos (Abrafrigo), na semana passada.

Fonte: Reuters

 

Governo quer ampliar uso de trens no Corredor de Exportação

Mais de 90% das operações de transporte de grãos aos terminais da Ponta da Praia, no Porto de Santos, deverão ocorrer somente por trens até o próximo ano. O objetivo integra um plano de ação firmado entre a Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp, a Autoridade Portuária) e agências reguladoras federais para minimizar os impactos do tráfego de caminhões na região e otimizar os processos no complexo. 

Segundo dados da Codesp, a média de participação do modal ferroviário nas atividades dessas instalações é de 64%, atualmente. No período mais crítico da safra agrícola (maio a outubro), em razão da demanda, o índice cai para 39%, enquanto que em meses ociosos, como dezembro, a utilização de trens sobe para 94%.

A iniciativa desse reequilíbrio entre os modais de transporte é da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq), em parceria com a Codesp e a Agência Nacional de Transporte Terrestres (Antt). A intenção é que, até o primeiro semestre do próximo ano, todos os terminais desta região se adequem à medida. 

Para que isso ocorra, é preciso estabelecer condições estruturais. “Estamos tratando com a Portofer (concessionária responsável pelo serviço ferroviário no cais santista) e fazendo reuniões para conseguir colocar mais linhas para chegar até a Ponta da Praia”, afirmou o diretor-geral da Antaq, Adalberto Tokarski. O encontros começaram há um mês.

O diretor-presidente da Codesp, José Alex Oliva, explica que a duplicação do ramal ferroviário à disposição dessas instalações possibilitará a predominância dos vagões nas operações. “Vamos ter três linhas (ramais), com acesso e composições simultâneas. Vamos ter uma logística maior, que não vai conflitar com os caminhões”, disse. 

A ampliação na oferta do serviço de trens citada por Oliva ocorrerá a partir das obras da Avenida Perimetral nessa região da Margem Direita. O projeto contempla a transferência e a readequação dos ramais que estão à disposição do Corredor de Exportação e demais terminais da área à margem da Avenida Mário Covas. O custo total da obra, já iniciada, é de R$ 72,4 milhões.

Assim como o diretor-presidente da Docas, o diretor-geral da Antaq acredita que o andamento dos trabalhos possibilitará que, ainda neste ano, a meta seja atingida na maior parte dos terminais. A operação de transporte que ficar remanescente por caminhões deverá ser realocada até o início de 2018, com o andamento das obras de acesso ao local. 

Além das empresas que operam no Corredor de Exportação, outras três firmas atuam na região. Entre elas, estão a Caramuru (Terminal XXXIX), que hoje movimenta mais de 90% de seus grãos exportação por trens, e a ADM do Brasil, que registra uma participação de 60% do modal ferroviário nas atividades de seu terminal. Atualmente, a ADM está modernizando sua unidade local para otimizar as operações e melhorar o fluxo da carga movimentada.

NOVAS EMPRESAS

“Temos que pensar também que as empresas que ganharam as licitações estão se instalando e pensando nisso. Nosso trabalho é para dar condições para que a meta seja atingida”, fala Adalberto Tokarski, da Antaq. Em 2015, o grupo LDC Brasil (Louis Dreyfus Commodities e Cargill) tornou-se arrendatário do novo Terminal de Exportação de Santos (TES) – que engloba os armazéns 38, XL (40 externo) e XLII (42 externo) – e deverá iniciar suas operação em 2018.

Para o presidente da Codesp, José Alex Oliva, a determinação também contribui para reduzir o conflito Porto-Cidade, uma vez que a Ponta da Praia tem uma grande densidade de habitações próximo à área portuária. “Retirando os caminhões da via, também colaboramos para um convivência harmônica com a cidade, o que faz parte dos nossos objetivos principais”, diz. 

Fonte: A Tribuna

 

Porto de Paranaguá dobra de ‘tamanho’ em cinco anos

Vinte e sete milhões de toneladas é a estimativa de movimentação de cargas pelo corredor de exportação do Porto de Paranaguá em 2017. A se confirmar, o desempenho será 8% acima do volume verificado em 2016. Um resultado fantástico a considerar um ambiente político-econômico pouco favorável no Brasil. Estamos em recessão. Lembra? Não o agronegócio, mas a economia nacional. Contudo, o que realmente impressiona é a analise de uma série um pouco maior, de cinco anos, período que esse mesmo indicador dobrou de tamanho. Em 2012, a movimentação desse mesmo corredor foi de 13,9 milhões de toneladas. Isso mesmo, a previsão para este ano é praticamente 100% a mais do que há cinco anos.

Mas o que aconteceu? O Paraná e o Brasil produziram mais? Exportaram mais? Sim! Só que isso não seria possível não fosse uma mudança eu diria radical no Porto de Paranaguá. Uma decisão política, com efeito técnico e de gestão na Administração dos Portos de Paranaguá e Antonina (Appa). Há cinco anos o governo do Paraná optou por um comando mais técnico do terminal. Em março de 2012 tomou posse como novo superintendente Luiz Henrique Dividino, um nome do mercado que interrompeu uma secessão de indicações políticas no comando de uma das principais estruturas responsáveis por estimular e dar vazão ao desenvolvimento econômico do Estado. Com a segurança de quem sabia o que estava fazendo, o novo superintendente ganhou autonomia, ousou e começou a imprimir uma nova realidade ao Porto de Paranaguá.

Como se trata de uma estrutura pública, o componente político continuou com seu papel regulador. Mas agora como um aliado, com pouca ingerência política sobre a administração do negócio. A Secretaria Estadual de Infraestrutura e Logística (SIL), estrutura à qual está subordinada a Appa, comandada por Pepe Richa, irmão do governador Beto Richa, confiou plenamente o futuro do porto nas mãos de um técnico, de uma pessoa que realmente entendia do assunto. Hoje, tanto Pepe quanto Beto não apenas tem certeza de que fizeram a escolha certa como colhem os frutos, estes sim políticos, de um desempenho singular do Porto de Paranaguá.

Fonte: Notícias Agrícolas

 

BRASIL FECHA ACORDO QUE VAI TRIPLICAR EXPORTAÇÃO DE AUTOMÓVEIS PARA A COLÔMBIA

O Brasil fechou um acordo com a Colômbia que vai triplicar as exportações de automóveis para aquele mercado no prazo de três anos. As vendas, que somaram 17,5 mil unidades no ano passado, devem chegar a 50 mil.

O ministro Marcos Pereira finalizou as tratativas do acordo durante agenda de trabalho em Buenos Aires na semana passada. Com vistas a fortalecer e aumentar o comércio entre Brasil e Argentina e com os demais parceiros da América Latina, o ministro participou da 4ª Reunião da Comissão Bilateral de Produção e Comércio Brasil-Argentina e da Primeira Reunião do Conselho de Ministros da Indústria, Comércio Exterior e Serviços do Mercosul.

Em Buenos Aires, o ministro participou ainda do Fórum Econômico Mundial da América Latina 2017 e se reuniu com autoridades de vários países, entre eles, a ministra do Comércio, Indústria e Turismo da Colômbia, Maria Claudia Lacouture. Neste encontro, eles finalizaram as negociações para aumentar a venda de automóveis para a Colômbia.

“O entendimento com a ministra Maria Claudia Lacouture sobre o acordo automotivo com a Colômbia já vinha sendo construído desde nosso primeiro encontro, em Medellín. É uma medida importante, de grande interesse das montadoras instaladas no Brasil, mas sobretudo um passo a mais na direção da integração regional, com diversas possibilidades comerciais entre nossos países. É uma grande vitória para ambos”, afirmou Marcos Pereira.

O acordo com a Colômbia define cotas para que os países possam exportar automóveis, vans e veículos comerciais leves com alíquota zero – até então as exportações estavam sujeitas ao recolhimento do Imposto de Importação de 16%. Serão 12 mil unidades no primeiro ano, 25 mil no segundo e 50 mil do terceiro ao oitavo anos. Depois disso, haverá uma revisão. Se ela não for feita, permanecem as 50 mil unidades.

O acordo determina que a Colômbia possa exportar as mesmas quantidades para o Brasil sem recolher impostos. A Colômbia deve iniciar as vendas ao Brasil em aproximadamente um ano e meio.

Fonte: Assessoria de Comunicação Social do MDIC

 

SECRETARIA-EXECUTIVA DA CÂMARA DE COMÉRCIO EXTERIOR VOLTA PARA O MDIC

Decreto publicado no DOU desta terça-feira determina que ministro Marcos Pereira presida o Comitê Executivo de Gestão da Camex

A Secretaria-Executiva da Câmara de Comércio Exterior (Camex) foi oficialmente transferida do Ministério das Relações Exteriores para MDIC nesta terça-feira. Conforme decreto presidencial publicado no Diário Oficial da União (DOU), o ministro Marcos Pereira, deverá indicar, nos próximos dias, o secretário-executivo da CAMEX.

O decreto também determina que Comitê Executivo de Gestão da Camex, o Gecex, passe a ser presidido pelo titular do MDIC. Cabe ao colegiado, entre outras atribuições, elaborar recomendações ao Conselho da Camex e supervisionar as recomendações do Comitê Nacional de Facilitação do Comércio (Confac) e do Comitê Nacional de Investimentos (Coninv).

O presidente do Gecex substitui o presidente do Conselho de Ministros da CAMEX em suas faltas e impedimentos.

Sebrae

Ainda de acordo com o decreto, o Ministro da Indústria, Comércio Exterior e Serviços passa a ter a competência de aprovar o orçamento do Sebrae (Serviço Brasileiro de Apoio à Micro e Pequenas Empresas).

Em março, a Secretaria Especial de Micro e Pequena Empresa da Secretaria de Governo da Presidência da República e a Secretaria de Aquicultura e Pesca e o Conselho Nacional de Aquicultura e Pesca foram transferidas para o MDIC.

Fonte: Assessoria de Comunicação Social do MDIC

 

EXPORTAÇÃO DE CARNE TEM CRESCIMENTO EM MARÇO

As exportações brasileiras de carne bovina renderam US$ 501 milhões em março, um aumento de 22% sobre fevereiro. Foram embarcadas 125 mil toneladas, um crescimento de 20% na mesma comparação. Em relação a março do ano passado, quando as vendas externas somaram US$ 517 milhões, houve um recuo de 3% no faturamento. Os dados foram divulgados na terça-feira (11) pela Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec).

“Os resultados positivos registrados em março demonstram a força da indústria brasileira de carne bovina e seu potencial como exportadora. Os dados confirmam que a operação policial, desencadeada em 17 de março, não foi capaz de afetar substancialmente a média das exportações, até porque muitos mercados que interromperam as negociações após a notícias veiculadas, reabriram rapidamente, demonstrando confiança na carne bovina brasileira”, disse o presidente da Abiec, Antonio Jorge Camardelli, em nota divulgada pela entidade.

A operação da Polícia Federal denominada Carne Fraca investiga suspeitas de irregularidades em frigoríficos e na atuação de fiscais do Ministério da Agricultura.

A associação minimizou o impacto nas exportações de março em comparação com o mesmo mês de 2016, dizendo que a queda no faturamento “foi de apenas 3%”. Em volumes, porém, os embarques no mês passado recuaram 10,7% em relação a março de 2016, quando foram exportadas 140 mil toneladas.

Em alguns mercados a redução foi mais sensível. O Egito, por exemplo, importou 4,4 mil toneladas em março de 2017, ante 23 mil no mesmo mês do ano passado. Este foi um dos países que chegou a suspender as importações do Brasil após a deflagração da Carne Fraca, mas posteriormente anunciou a reabertura do mercado. Normalmente o Egito figura nas primeiras posições entre os importadores de carne brasileira, mas no mês passado ficou na 9ª colocação.

A Arábia Saudita, pelo contrário, aumentou suas importações de 3 mil toneladas em março de 2016 para 6,5 mil toneladas no mesmo mês deste ano, e as receitas geradas saltaram de US$ 11 milhões para US$ 26,7 milhões na mesma comparação. O país proibiu as compras apenas de alguns dos frigoríficos investigados, e na semana passada uma delegação da Autoridade Saudita de Alimentos e Drogas (SFDA, na sigla em inglês) esteve no Brasil para visitas técnicas.

“Nos próximos meses, continuaremos focados em assegurar e ampliar a nossa presença em mercados estratégicos e iniciar negociações com novos países”, acrescentou Camardelli, segundo comunicado.

Fonte: ANBA

 

Brasil e México acertam nova rodada de negociações para ampliar comércio

Para Marcos Pereira, o acordo ampliado pode representar um marco nas relações bilaterais e uma resposta estratégica às mudanças em curso na região e no mundo

Buenos Aires - No primeiro dia do Fórum Econômico Mundial para América Latina, que reúne autoridades dos governos e do setor privado até sexta-feira, em Buenos Aires, o ministro da Indústria, Comércio Exterior e Serviços, Marcos Pereira, reuniu- se com o secretário de Economia do México, Ildefonso Guajardo. Ambos demonstraram disposição em fortalecer a relação comercial bilateral. O interesse brasileiro é de ampliar o Acordo de Complementação Econômica (ACE - 53) tanto para setores industriais como agrícolas, bem como criar novas regras em temas como serviços, compras governamentais, facilitação de comércio e barreiras não tarifárias.

Uma nova rodada de negociações ficou acertada para junho, no Brasil. "O acordo ampliado pode representar um marco nas relações bilaterais e uma resposta estratégica às mudanças em curso na região e no mundo", destacou o ministro Marcos Pereira.

Intercâmbio Brasil-México

As exportações brasileiras para o mercado mexicano têm registrado crescimento. Nos primeiro bimestre de 2017, nossas vendas foram de US$ 506 milhões, o que representou um aumento de 5,2% em relação ao mesmo período do ano anterior. No ano passado, o México foi o oitavo país com maior fluxo de comércio com o Brasil, quando os embarques brasileiros totalizaram US$ 3,813 bilhões (crescimento de 6,3% em relação a 2015). No mesmo período, nossas importações do mercado mexicano foram de US$ 3,528 bilhões resultando em superávit de US$ 285,3 milhões para o Brasil.

Os principais produtos brasileiros exportados para o México são automóveis de passageiros (participação de 7,6%), veículos de carga (6,8%), motores para automóveis (6,5%), autopeças (4,1%) e minério de ferro (3,7%). Importamos do México principalmente automóveis de passageiros (16,8%), autopeças (13,4%), ácidos carboxílicos (6,4%), instrumentos e aparelhos de medida e precisão (3,9%) e máquinas automáticas para processamentos de dados (3,1%). Em 2016, 3.369 empresas brasileiras realizaram exportações ao México, um aumento 7% na comparação com 2015.

Peru

Pela manhã, o ministro Marcos Pereira também reuniu-se com o ministro de Comércio Exterior e Turismo do Peru, Eduardo Ferreyros. No último dia 23 de março, o Senado brasileiro aprovou o Acordo de Ampliação Econômico-Comercial, firmado pelos dois governos, que estabelece a liberalização de serviços e a abertura dos mercados de compras públicas. Com a medida, as licitações peruanas de bens e serviços passam a estar abertas para as empresas brasileiras, um mercado de US$ 13 bilhões.

Em 2016, o Brasil foi o terceiro maior exportador mundial para o mercado peruano, atrás apenas de China e EUA. No período, as exportações brasileiras para o Peru cresceram 7,3% em relação a 2015, atingindo US$ 1,9 bilhões e as importações brasileiras daquele mercado foram de US$ 1,2 bilhões, gerando um superávit de US$ 712,5 milhões para o Brasil. Vendemos para o mercado peruano principalmente polímeros plásticos (participação de 5,8%), chassis com motor para automóveis (5,5%), veículos de carga (5,1%), máquinas e aparelhos para terraplanagem (4,6%) e tratores (4,6%). Importamos do Peru produtos como minério de cobre (24,8%), catodos de cobre (12,9%), naftas (12,8%) e minério de zinco (12,8%). No ano passado, 3.177 empresas brasileiras realizaram exportações ao Peru, aumento de 5,9% em relação a 2015.

Fonte: Assessoria de Comunicação Social do MDIC

 

11-04-2017

 

Exportações crescem 22% na primeira semana de abril

Com cinco dias úteis (de 01 a 09), a primeira semana de abril teve superávit de US$ 1,596 bilhão, resultado de exportações no valor de US$ 4,688 bilhões e importações de US$ 3,092 bilhões. No ano, as exportações somam US$ 55,151 bilhões e as importações, US$ 39,137 bilhões, com saldo positivo de US$ 16,014 bilhões.

Nas exportações, comparadas as médias da primeira semana (US$ 937,7 milhões) com a que foi registrada em abril do ano passado (US$ 768,6 milhões), houve crescimento de 22%, em razão do aumento nas vendas das três categorias de produtos: semimanufaturados (+32%; por conta de açúcar em bruto, ouro em formas semimanufaturadas, óleo de soja em bruto, ferro-ligas, couros e peles), manufaturados (+28,6%; em função de automóveis de passageiros, veículos de carga, hidrocarbonetos e derivados halogenados, açúcar refinado, óxidos e hidróxidos de alumínio) e básicos (+14,9%; influenciadas, principalmente, por soja em grãos, minério de ferro, carne suína, bovinos vivos, tripas e buchos de animais, minério de alumínio). Em relação a março de 2017, houve crescimento de 7,4%, em virtude do aumento nas vendas das três categorias de produtos: semimanufaturados (+17,5%), manufaturados (+11%) e básicos (+2,1%).

Nas importações, a média diária da primeira semana de abril (US$ 618,5 milhões), ficou 17,7% acima da média de abril de 2016 (US$ 525,5 milhões). Neste comparativo, cresceram os gastos, principalmente, com combustíveis e lubrificantes (+55,7%), borracha e suas obras (+44,7%), equipamentos eletroeletrônicos (+43,7%), plásticos e obras (+32,3%), siderúrgicos (+25,6%). Ana comparação com março último, houve crescimento nas importações de 9,9%, pelos aumentos em combustíveis e lubrificantes (+39,4%), borracha e obras (+30,2%), plásticos e obras (+19,1%), equipamentos eletroeletrônicos (+15,5%), veículos automóveis e partes (+14,5%).

Fonte: MDIC

 

PREVISÃO DE NEGÓCIOS DE US$ 12,5 MILHÕES PARA O COURO DO BRASIL

A China é o maior importador de couros do Brasil e, ao mesmo tempo, é um parceiro com diferenças culturais e geograficamente distante dos curtumes brasileiros. A Missão Comercial China permitiu uma importante aproximação institucional entre os dois países e oportunizou novos contatos entre fornecedores do Brasil e possíveis clientes do país asiático. A missão foi organizada pelo projeto Brazilian Leather – iniciativa do Centro das Indústrias de Curtumes do Brasil (CICB) e da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil) para o incentivo às vendas deste produto nacional no Exterior.

Com as visitas e rodadas de negócios em indústrias calçadistas, de móveis, vestuário e artefatos localizadas na região de Dongguan, foi possível comercializar US$ 2,6 milhões em couros do Brasil e ter a expectativa de geração de US$ 12,5 milhões para os próximos 12 meses em exportações para os oito curtumes participantes. As atividades da missão priorizaram o relacionamento e a oportunidade de exposição das empresas brasileiras que, em cada visita, tiveram momentos específicos para apresentar suas empresas aos compradores chineses. “Houve uma aproximação institucional importante para o couro brasileiro nesta missão; algo que, sozinhos, não conseguiríamos atingir”, destacou Diego Nimo, do Curtume Nimo.

Em 2016, a China (incluindo Hong Kong) importou do Brasil US$ 675,7 milhões em couros e peles, representando 33,2% do total das exportações brasileiras. Em área, foram 65,6 milhões de metros quadrados. Quase 60% das importações de couros da China a partir do Brasil são nas formas acabada ou semiacabada, ou seja, com maior valor agregado.

Fonte: Apex-Brasil

 

COMITIVA DE IMPORTADORES DE ARROZ VIRÁ AO BRASIL

Um grupo de sete importadores mundiais de arroz desembarca em breve no Brasil para uma série de visitas técnicas e rodadas de negócios com indústrias brasileiras fornecedoras deste cereal. Os importadores chegam a convite do projeto Brazilian Rice – iniciativa da Associação Brasileira da Indústria do Arroz (Abiarroz) e da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil) para o incentivo às vendas de arroz do Brasil no mercado internacional. A agenda da comitiva será executada entre os dias 8 e 10 de maio, em Pelotas (RS), ocorrendo em paralelo às atividades da Expoarroz.

Este formato de ação se chama Projeto Comprador e se mostra historicamente positivo para a concretização de negócios, abertura de novos contatos e aproximação com importantes públicos para o arroz brasileiro. Nesta edição, há a estimativa de que a ação repercuta em cerca de US$ 10 milhões em negócios para os próximos meses. “Observamos a confirmação das boas expectativas iniciais da safra deste ano, então os prognósticos são positivos para as exportações”, destaca Gustavo Ludwig, gerente do projeto Brazilian Rice.

Os compradores têm como perfil a importação de arroz beneficiado em contêiner e são oriundos da Bélgica, Suíça, Estados Unidos (dois), Gâmbia, Bolívia e um país da América Central a confirmar. A seleção dos convidados contemplou quesitos como potencial para compra de volumes adequados, ineditismo em participações de ações do projeto e possibilidade de fidelização com fornecedores do Brasil. A agenda do grupo inicia-se com visitas técnicas a indústrias estabelecidas na região de Pelotas e segue com as rodadas de negócios, para as quais já estão confirmadas 20 empresas integrantes do projeto Brazilian Rice.

Sobre o Brazilian Rice: tem como objetivo aumentar e consolidar as exportações brasileiras de arroz beneficiado, tornando o Brasil um player reconhecido no comércio internacional pela sua qualidade e capacidade produtiva. É realizado pela Associação Brasileira da Indústria do Arroz (Abiarroz) em parceria com a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil), contando com uma série de ações com foco comercial e de aprimoramento da imagem do produto brasileiro em mercados estratégicos. Informações: www.brazilianrice.com.br

Fonte: Apex-Brasil

 

BRASIL DEVE USAR MELHOR MECANISMOS DA OMC PARA DERRUBAR BARREIRAS ÀS EXPORTAÇÕES, AVALIA CNI

Estudo mostra que as chances de um país derrubar uma barreira ao seu comércio aumentam conforme o número de reclamações. Até 50% das medidas sanitárias e fitossanitárias chegam a ser alteradas.

As exportações brasileiras poderiam ser mais expressivas se o país aproveitasse melhor mecanismos da Organização Mundial do Comércio (OMC) para derrubar barreiras comerciais. Ao contrário do que fazem os Estados Unidos e países europeus, o Brasil subutiliza os Comitês para Levantar Preocupações Comerciais Específicas na OMC. Essa é a conclusão do Relatório sobre Estratégias de Acesso a Mercado: mecanismos não litigiosos para solução de controvérsias na OMC, da Confederação Nacional da Indústria (CNI) em parceria com a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Promoções de Investimentos (Apex-Brasil).

Os comitês funcionam como a conciliação na justiça comum. Se as partes chegam a um acordo, a questão está resolvida. Sem acordo, elas podem decidir começar a disputa numa instância superior. São nesses foros que as principais economias do mundo conseguem eliminar metade das barreiras impostas a seus produtos industriais e agrícolas. Os Estados Unidos, seguido da União Europeia, Índia, México e Austrália são os países que mais levaram questões aos comitês especiais da OMC nos últimos 20 anos.

De acordo com o diretor de Desenvolvimento Industrial da CNI, Carlos Abijaodi, a entidade está engajada na sensibilização do setor empresarial para melhor identificar barreiras em terceiros mercados e subsidiar as negociações do governo nesses comitês. “No entanto, esse processo deve vir simultaneamente à criação de uma estratégia de governo para remover barreiras”, destaca. “Quanto mais usarmos os comitês, mais chances teremos de derrubar barreiras sem litígio. Além disso, nos comitês há oportunidade dos países fazerem coalizões e aumentarem seu poder de negociação. ”

BRASIL NA OMC – Provocado pelo setor industrial, o governo brasileiro acaba de levar dois casos para o Comitê de Barreiras Técnicas ao Comércio da OMC. O Brasil questiona o fato de a União Europeia não reconhecer a erva mate exportada como produto orgânico e exigências desproporcionais nas exportações de cadernos para o Peru.

Quando um governo quer proteger sua produção interna, seja agrícola ou industrial, ele normalmente lança mão de duas estratégias: aumenta a tarifa de importação ou cria barreiras não-tarifárias, como exigir inúmeros certificados. “As barreiras não-tarifárias são menos transparentes e mais difíceis de serem identificadas do que as medidas tarifárias. Elas são criadas por normas legais pouco precisas e com bases científica questionáveis”, afirma Abijaodi.

Nos últimos 21 anos, o Brasil levantou ou apoiou 57 preocupações comerciais específicas de medidas sanitárias e fitossanitárias que afetavam, principalmente, a exportação de proteína animal. Conseguiu a solução parcial ou total de 42% delas. O país é ainda menos ativo no Comitê de Barreiras Técnicas ao Comércio, que envolvem temas da indústria. Desde 1996, o governo brasileiro só levantou seis questões.

ESTADOS UNIDOS – O governo estadunidense é o mais ativo nos comitês da OMC. Nas últimas duas décadas, os Estados Unidos apresentaram ou apoiaram 126 questionamentos no Comitê de Subsídios e Medidas Compensatórias. No Comitê de Barreiras Técnicas, levantaram 198 questões, sendo dez delas contra o Brasil, como no caso da etiquetagem de produtos de origem animal e requerimento para registro de material hospitalar.

Para levantar barreiras contra os produtos norte-americanos, os Estados Unidos usam as informações compiladas por suas agências de inteligência e complementa com as contribuições de empresas, associações setoriais, comitês de assessoramento em comércio e embaixadas norte-americanas. No Brasil, não há um mecanismo organizado de monitoramento de barreiras.

UNIÃO EUROPEIA – Os BRICS (grupo formado por Brasil, Rússia, índia, China e África do Sul) e os Estados Unidos são os principais alvos da União Europeia no Comitê de Medidas Sanitárias e Fitossanitárias, aquele que trata de barreiras no setor agrícola. Apresentou 86 reclamações e conseguiu resolver mais de 50%. Nos casos contra a China, o bloco europeu derrubou total ou parcialmente pelo menos 60% das barreiras. No Comitê de Barreiras Técnicas, a União Europeia levantou 224 questões.

Fonte: Agência CNI de Notícias

 

10-04-2017

 

MERCOSUL E ALIANÇA DO PACÍFICO BUSCAM APROXIMAÇÃO DURANTE ENCONTRO EM BUENOS AIRES

Em comunicado conjunto, representantes dos blocos defenderam a intensificação do livre comércio e da integração regional

Os ministros de Indústria e Comércio Exterior e os chanceleres dos países do Mercosul e da Aliança do Pacífico, reunidos hoje, em Buenos Aires, decidiram iniciar agenda de trabalho para aproximar os blocos, estabelecendo linhas conjuntas de atuação em facilitação de comércio, cooperação aduaneira, apoio às pequenas e médias empresas e identificação de cadeias regionais de valor.

O ministro Marcos Pereira participou do encontro e afirmou que o governo brasileiro está empenhado “em aprofundar os laços de cooperação, facilitar o comércio e estimular investimentos entre os dois blocos, diminuindo as distâncias entre os países e trabalhando em uma agenda concreta de resultados”.

Em comunicado conjunto divulgado após a reunião, os ministros instruíram o Grupo de Alto Nível (GAN) da Aliança do Pacífico e o Grupo Mercado Comum do Mercosul (GMC) a se reunirem periodicamente para estabelecer uma agenda de trabalho sobre temas relacionados à integração.

Durante o encontro também foi anunciada a realização do seminário “Mercosul-Aliança do Pacífico: Uma agenda positiva para a integração”, no primeiro semestre deste ano, em Buenos Aires.

Por fim, os ministros reafirmaram, em comunicado conjunto, “a importância de um sistema multilateral de comércio aberto, previsível, transparente, inclusivo e baseado em regras internacionais, comprometendo-se a trabalhar com o objetivo de alcançar na 11ª Conferência Ministerial da Organização Mundial do Comércio resultados concretos que permitam avanças nas negociações e fortalecer o rol da OMC frente aos desafios do século XXI”.

Fonte: Assessoria de Comunicação Social do MDIC

 

Presidente da China pede cooperação comercial em primeira reunião com Trump

PALM BEACH, Flórida - O presidente da China, Xi Jinping, pediu cooperação aos Estados Unidos para o comércio e investimentos, convidando o presidente norte-americano, Donald Trump, a visitar seu país, em um início cordial, na quinta-feira, da primeira reunião entre os dois líderes.

Trump disse antes de receber Xi que desejava abordar preocupações sobre as práticas comerciais da China e pressionar o presidente chinês a fazer mais em relação a controlar as ambições nucleares da Coreia do Norte, embora não seja esperado nenhum grande acordo.

Os dois lados deveriam promover "o desenvolvimento saudável do comércio e investimento bilaterais" e avançar em conversas sobre um acordo bilateral de investimentos, disse Xi, segundo comunicado no site do Ministério das Relações Exteriores da China.

"Temos milhares de motivos para uma relação China-EUA correta, e nem uma única razão para estragar a relação China-EUA", disse Xi a Trump.

Trump aceitou o convite de Xi para ir à China este ano, segundo autoridades citadas pela agência de notícias estatal Xinhua nesta sexta-feira.

Fonte: Reuters

 

Preços do aço e do minério de ferro despencam na China

MANILA - Os contratos futuros do aço no mercado chinês caíram 5 por cento nesta sexta-feira, na queda mais acentuada em um só dia em dois meses, arrastando também os preços do minério de ferro e do carvão de coque, com os investidores preocupados com o aumento da oferta de aço e demanda lenta.

A queda acentuada nos futuros de aço tem limitado o interesse de compra no mercado físico, disseram comerciantes, com as pessoas mais cautelosas até que os preços se consolidem.

O vergalhão de aço mais ativo da Bolsa de Futuros de Xangai fechou em queda de 4,9 por cento em 3.038 iuanes (440 dólares) por tonelada, na sua queda mais acentuada desde 3 de fevereiro.

"A súbita queda nos preços futuros está afetando o interesse de compra no mercado físico", disse um comerciante em Xangai.

A produção média diária de aço bruto na China, a maior produtor global, recuperou-se para 1,75 milhão de toneladas entre 11 e 20 de março, ante 1,6 milhão de toneladas nos primeiros dez dias do mês passado, segundo estimativas da associação do setor da China.

Em meio à crescente oferta e à demanda mais lenta do que o esperado, "os consumidores finais não querem manter estoques" com preços voláteis, disse Richard Lu, da consultoria CRU.

O minério de ferro para entrega em setembro na bolsa de Dalian fechou em baixa de 7 por cento, a 525,50 iuanes por tonelada, depois de cair mais cedo por seu limite de 8 por cento.

O carvão de coque de Dalian também foi atingido pelas vendas, caindo 3,9 por cento, para 1.283,50 iuanes por tonelada.

O minério de ferro para entrega imediata na China caiu quase 7 por cento nesta sexta-feira, para 75,45 dólares por tonelada, de acordo com Metal Bulletin.

Fonte: Reuters

 

Brasil aceitará importação de veículos da Colômbia sem 30 pontos de IPI, diz fonte do governo brasileiro

BRASÍLIA - O Brasil aceitou permitir que veículos e autopeças da Colômbia ingressem no país sem pagarem 30 pontos de Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), como parte de uma negociação bilateral para um acordo automotivo durante discussões do Mercosul com nações da região voltadas para o oceano Pacífico, afirmou uma fonte do governo brasileiro na sexta-feira.

A fonte, que está na reunião comercial em Buenos Aires, afirmou que os detalhes finais do acordo com a Colômbia estão sendo trabalhados.

Atualmente, veículos e componentes fora do Mercosul pagam os 30 pontos de IPI e mais 35 por cento de imposto de importação no Brasil.

"Concordamos em dar à indústria automotiva colombiana o mesmo tratamento preferencial dado para a indústria argentina", disse a fonte. "Os veículos deles não pagarão os 30 por cento de IPI."

O acordo ajudará as exportações brasileiras de veículos para Colômbia, que terão o tratamento recíproco no acordo que está sendo finalizado, acrescentou.

Uma parte do esboço do acordo Mercosul-Colômbia visto pela Reuters e que está sendo preparado para assinatura nesta sexta-feira afirma que o governo brasileiro vai dar à Colômbia o mesmo tratamento que dá a países com os quais mantém acordos automotivos, como Argentina e México.

O acordo com a Colômbia entrará em vigor em 1o de janeiro de 2018, disse a fonte.

Fonte: Reuters

 

China cria fundo de US$11,6 bi para reforma de setor siderúrgico

PEQUIM  - A China quer levantar até 80 bilhões de iuans (11,6 bilhões de dólares) para um fundo de investimento voltado à reestruturação de seu setor siderúrgico, afirmou o governo em comunicado nesta sexta-feira.

O fundo será administrado por um veículo de gestão no qual a principal siderúrgica chinesa, a China Baowu Steel Group, o sino-americano Green Fund e o China Merchants Group contribuíram cada com 1 bilhão de iuans como capital inicial.

O valor do fundo ficará entre 40 bilhões e 80 bilhões de iuans (5,8 bi a 11,6 bilhões de iuans), afirma o comunicado.

A China é o maior produtor e consumidor de aço do mundo e embarcou em reformas para reduzir excesso de capacidade no setor.

O fundo ajudará o setor siderúrgico a reduzir excesso de capacidade, fechar usinas deficitárias, acelerar fusões e reorganizações de empresas e promover cooperação internacional sobre produção, disse o presidente da Baowu, Ma Guoqiang.

Fonte: Reuters

 

BALANÇA COMERCIAL NO PORTO DE SANTOS CRESCE 2,7%

O Porto de Santos comercializou, no 1º bimestre de 2017, o valor de US$ 14,3 bilhões, resultado 2,7% superior ao obtido no mesmo período do ano passado, quando a marca foi de US$ 13,9 bilhões. A participação do Porto de Santos na balança comercial brasileira continua acima de 1/4 do total, com a marca de 26,6% das trocas comerciais brasileiras, que somaram US$ 53,5 bilhões no período. Os dados são do Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC) e foram compilados pela Gerência de Tarifas e estatísticas da Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp).

No total de exportações pelo Porto de Santos, o registro é de US$ 7,8 bilhões, representando 25,8% do total nacional (US$ 30,4 bilhões). Em valores comerciais, a principal carga exportada pelo Porto de Santos neste período é o açúcar, com US$ 548,6 milhões, correspondente a 7% do total exportado pelo Porto. O principal comprador foi Bangladesh, seguido de Argélia e Marrocos. Outros 23 países também receberam o produto saído de Santos.

O 2º produto exportado com maior participação comercial no 1º bimestre é o café, com US$ 383,9 milhões. A Alemanha é o principal importador do produto, seguida de Estados Unidos e Itália, além de outros 56 países. No total das exportações, em dólares, os principais parceiros comerciais do Brasil nas cargas que saem pelo Porto de Santos são a China (participação de 13,4%), Estados Unidos (12,6%) e Argentina (7,9%). Completam os dez principais importadores pelo cais santista no primeiro bimestre de 2017: Holanda (3,6%), Alemanha (3,6%), Bélgica (3,2%), México (2,7%), Itália e Índia (ambas com 2,4%) e Irã (2,3%).

Nas importações, o resultado do Porto de Santos no 1º bimestre do ano é de US$ 6,4 bilhões, correspondente a 27,8% do total brasileiro de US$ 23,1 bilhões. As principais cargas desembarcadas em Santos foram: óleo diesel (US$ 69,95 milhões), importado principalmente dos Estados Unidos, Suíça e França; Em seguida, caixas de marchas (US$ 56,83 milhões), importadas do Japão, Indonésia, Coréia do Sul e outros 10 países. Peças de aviões e helicópteros (US$ 52,46 milhões), vindas de Portugal, Japão, Espanha e outros 11 países, ficaram em 3º posto como cargas mais valiosas.

As importações pelo Porto de Santos, em valores comerciais, têm como principais parceiros a China (participação de 23,7%), Estados Unidos (16%) e Alemanha (8,9%). Completam os dez países com maior participação nas importações que chegam pelo cais santista no primeiro bimestre de 2017: Coréia do Sul (4,7%), Japão (4,3%), Índia (3%), Itália (2,9%), México (2,7%), França (2,5%) e Argentina (2,4% de participação).

Além de Santos, completam os dez principais portos na balança comercial brasileira: Paranaguá (participação de 7,2%), Sepetiba (5,7%), Vitória (5,3%), São Luis (4,5%), Itajaí (3,8%), Rio Grande (3,7%), Salvador (3,5%), São Francisco do Sul (2,9%) e Rio de Janeiro (2,8%).

Fonte: ExportNews

 

MERCOSUL ASSINA ACORDO INÉDITO PARA INCENTIVAR INVESTIMENTOS DENTRO DO BLOCO

Protocolo de Cooperação e Facilitação de Investimentos (PCFI) é baseado no modelo já assinado pelo Brasil com nove países

O ministro da Indústria, Comércio Exterior e Serviços, Marcos Pereira, e o chanceler brasileiro, Aloysio Nunes, assinaram nesta sexta-feira, em Buenos Aires, o Protocolo de Cooperação e Facilitação de Investimentos (PCFI) entre os países do Mercosul (Brasil, Argentina, Uruguai e Paraguai). O movimento representa de forma concreta a “oxigenação” do bloco sul-americano depois de anos de apatia.

O documento inédito tem como base o modelo brasileiro de Acordo de Cooperação e Facilitação de Investimentos (ACFI), já assinado pelo Brasil com nove países, numa abordagem pioneira focada no conceito de facilitação do fluxo de capitais, mitigação de riscos e na prevenção das controvérsias.

“Concluímos, nos últimos dois anos, ACFIs bilaterais com quatro parceiros da Aliança do Pacifico – México, Chile, Peru e Colômbia. Agora, com a assinatura do protocolo com o Mercosul, o Brasil amplia ainda mais a segurança jurídica para realização de nossos investimentos na região, bem como aprimora o ambiente para atrair novos investimentos ao Brasil, com geração de emprego e renda”, destacou o ministro.

Marcos Pereira ressaltou, ainda, que, depois de anos de desencontros, os líderes do Mercosul convergem acerca dos mesmos ideais de modernização e fortalecimento do bloco, ao estabelecerem agenda comum para uma inserção mais agressiva das economias dos sócios no mercado global. “Discutimos, também esta semana, temas importantes para o alcance desse objetivo”, ressaltou, destacando sua agenda durante o Fórum Econômico Mundial para a América Latina.

O ministro Marcos Pereira fez um apelo pela adoção de um maior pragmatismo nas agendas dos países do Mercosul. “Deveríamos orientar nossas equipes a adotar uma agenda que possa ser cumprida. Proponho que possamos adotar uma agenda mais pragmática e focada nos resultados para sairmos do diálogo e avançarmos de verdade”, declarou.

Segundo ele, o governo brasileiro está comprometido com um processo de maior abertura, e tem feito sua parte. “Temos buscado ativamente reforçar o engajamento do Brasil nas negociações de acordos comerciais, ampliando não apenas o número de parceiros, mas também as disciplinas cobertas”, disse.

Acordos em discussão

Atualmente, o Brasil está empenhado em negociações bilaterais com o México e, juntamente com os parceiros do Mercosul, também com União Europeia, EFTA, e abriu consultas públicas para iniciar a discussão com Japão e Coreia do Sul.

Dia 23 de março, foi aprovado no Congresso brasileiro o Acordo de Ampliação Econômica entre Brasil e Peru, o maior pacote temático concluído pelo governo brasileiro em âmbito bilateral (incluindo investimentos, serviços e compras governamentais). Trata-se do primeiro acordo de compras públicas do Brasil, setor que movimenta 15% do PIB mundial.

O ministro também destacou que o Brasil conseguiu não apenas negociar o acordo com o Peru, como também rapidamente aprovar o texto no Congresso, demonstrando o alinhamento dos poderes Executivo e Legislativo em prol da agenda de liberalização econômica.

Fonte: Assessoria de Comunicação Social do MDIC

 

07-04-2017

 

UE aumenta tarifas de importação sobre aço chinês; Pequim protesta

BRUXELAS - A Comissão Europeia informou nesta quinta-feira que adotou tarifas antidumping sobre as importações de produtos de aço laminados a quente da China a uma taxa superior àquelas já existentes, o que provocou uma reação irritada de Pequim.

A Comissão, em nome dos 28 países da União Europeia, fixou tarifas finais de 18,1 a 35,9 por cento durante cinco anos para os produtores, incluindo a Bengang Steel Plates 000761.SZ, a Handan Iron & Steel TANGCB.UL e a Hesteel (000709.SZ: Cotações).

Os percentuais se comparam com as taxas provisórias impostas desde outubro de 13,2 a 22,6 por cento, seguindo queixa apresentada pela associação de aço europeia Eurofer em nome dos produtores do bloco ArcelorMittal (ISPA.AS: Cotações), Tata Steel (TISC.NS: Cotações) e ThyssenKrupp (TKAG.DE: Cotações).

O Ministério do Comércio da China disse estar muito preocupado com a decisão e instou a UE a "corrigir seu erro", acrescentando que tomaria "medidas necessárias" para proteger suas empresas.

Fonte: Reuters

 

Preço do aço cai na China com fraca demanda e pressiona minério de ferro

MANILA - Os contratos futuros do vergalhão de aço na China recuaram mais de 2 por cento nesta quinta-feira, pressionados por um crescimento na oferta, enquanto a demanda sazonal no país, o maior consumidor global de aço, parece ser menor do que muitos esperavam.

O contrato mais ativo do vergalhão de aço na bolsa de Xangai fechou em queda de 2,4 por cento, a 3.162 iuanes (458 dólares) por tonelada.

"O aperto na oferta diminuiu e a demanda sazonal é bem menor do que o projetado", disse o analista Richard Lu, da consultoria CRU, em Pequim.

A demanda por aço geralmente sobe durante a primavera na China, junto com a atividade de construção civil, após a calmaria do inverno.

A fraqueza no aço tem pressionado também os preços do minério de ferro.

O minério de ferro na bolsa de Dalian fechou a sessão da quinta-feira com recuo de 0,9 por cento, a 560 iuanes por tonelada. Às 10:06 (horário de Brasília), nos primeiros negócios já da sessão de sexta-feira, o contrato recuava cerca de 3,3 por cento, a 546,5 iuanes por tonelada.

O minério de ferro com entrega imediata no porto chinês de Qingdao caiu 0,8 por cento, para 80,92 dólares por tonelada nesta quinta-feira, segundo Metal Bulletin.

Fonte: Reuters

 

México considera eliminar tarifa de importação para milho do Brasil ou Argentina

SÃO PAULO - O México está considerando eliminar a tarifa de importação de milho para o produto do Brasil ou da Argentina, uma vez que o país busca reduzir a dependência de importações do produto dos EUA, afirmou o ministro de Economia do pais, Ildefonso Guajardo, nesta quinta-feira.

Guajardo disse que as cotas de importação poderiam ser abertas a qualquer momento, durante um painel no Fórum Econômico Mundial, em Buenos Aires.

"Se eu tiver qualquer problema na negociação com a América Norte... Eu tenho o direito de estabelecer cotas de tarifa zero, se eu sentir a necessidade de fazê-lo", disse ele.

O México tem contado durante anos com importações de grãos dos países integrantes do tratado de livre comércio da América do Norte (Nafta).

Mas, dada a incerteza sobre o futuro do tratado, que o presidente dos EUA, Donald Trump, quer renegociar, o México começou a olhar para outros mercados.

O Brasil e Argentina estão entre os maiores exportadores globais de milho, após os EUA.

"Existe uma ambição de ter um acordo que realmente potencialize a relação comercial que temos com o Brasil e Argentina", disse Guajardo

Fonte: Reuters

 

MINISTROS DE COMÉRCIO DO MERCOSUL CRIAM MECANISMO PARA INCENTIVAR INTERCÂMBIO

Novo momento do Mercosul é celebrado pelos ministros durante o encontro; iniciativa partiu de Marcos Pereira

Foi realizada, nesta quarta-feira, em Buenos Aires, a primeira reunião do Conselho de Ministros da Indústria, Comércio e Serviços do Mercosul. O novo mecanismo de diálogo servirá para incentivar as trocas comerciais entre os parceiros do bloco e facilitar as discussões sobre assuntos estratégicos, como o futuro do Mercosul, novas tecnologias, Indústria 4.0, aprofundamento da integração comercial na região e com países fora do bloco, além de medidas para promover os investimentos, a inovação, o empreendedorismo, a produção, o emprego e a internacionalização das pequenas e médias empresas.

A primeira reunião do novo Conselho teve a participação do ministro da Indústria, Comércio Exterior e Serviços do Brasil, Marcos Pereira; da ministra da Indústria, Energia e Mineração do Uruguai, Carolina Cosse; do ministro da Indústria e Comércio do Paraguai, Gustavo Leite; e do ministro da Produção da Argentina, Francisco Cabrera.

Segundo Marcos Pereira, o espírito é colaborar, inclusive integrando outros ministérios de cada país para que haja maior avanço nos temas em discussão. O bloco vive um novo momento desde sua fundação, há 25 anos.

As reuniões do Conselho de Ministros de Comércio do Mercosul serão realizadas duas vezes por ano nos países que exercerem a presidência temporária. O próximo encontro está marcado para junho deste ano, em Buenos Aires.

Durante a entrevista coletiva realizada após o encontro, o ministro Francisco Cabrera destacou que a ideia de criar o Conselho foi do ministro Marcos Pereira e enfatizou a importância das discussões para fortalecer o Mercosul. A proposta de criar o Conselho partiu de conversas do ministro Marcos Pereira com suas contrapartes durante eventos internacionais, como o Fórum Econômico Mundial, em Davos

Intercâmbio comercial

Em 2017 (janeiro e fevereiro) as exportações brasileiras para o Mercosul (US$ 3, 214 bilhões) cresceram 20,7% sobre igual período de 2016. As importações do Brasil do Mercosul, neste início de 2017, também têm registrado crescimento. Em janeiro e fevereiro, as compras externas brasileiras dos países do bloco subiram 19,3%

Em 2016, as exportações brasileiras para os países do bloco foram de US$ 19,658 bilhões e as importações chegaram a US$ 12,007 bilhões, com superávit de US$ 7,651 bilhões para o Brasil. No mesmo período, as vendas externas do Brasil para o Mercosul foram compostas, principalmente, de produtos manufaturados (84%). Os básicos representaram 13% e os semimanufaturados, 2,8%. As importações brasileiras do Mercosul foram, no ano passado, 70,4% de produtos manufaturados, 26,6% de básicos e 2,9% de semimanufaturados.

Fonte: Assessoria de Comunicação Social do MDIC

 

EXPORTAÇÃO DE VEÍCULOS NO PRIMEIRO TRIMESTRE FOI A MAIOR DA HISTÓRIA

Levantamento da Anfavea mostra que produção de veículos aumentou em março, sendo que as exportações foram recorde

A indústria automotiva aumentou a produção de veículos em março, diante da confiança na retomada da economia. Dados da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) mostram que a fabricação de veículos cresceu 18,1% em relação ao mesmo mês do ano passado.

De acordo com a entidade, a produção de veículos no primeiro trimestre foi 24% maior que em relação ao mesmo período do ano passado, sendo que o resultado de março cresceu 17,1% frente a fevereiro.

Com os sinais de retomada do crescimento, o licenciamento de veículos também cresceu no mês passado. Segundo o levantamento da Anfavea, a venda de veículos registrou alta de 39,4%, em relação a fevereiro, e 5,5% sobre o mesmo período de 2016.

Refletindo a atual corrente de comércio positiva, o setor automotivo exportou mais. No primeiro trimestre, as exportações de veículos atingiram recorde, com a venda de 172.7 unidades ao exterior. O número representa um aumento de 69,7% em relação ao mesmo período do ano passado.

Fonte: Portal Brasil, com informações da Anfavea

 

Exportação tem peso nas operações da ArcelorMittal

Baptista, presidente: expectativa positiva para 2017 só deve se transformar em número firme no segundo semestre

A unidade brasileira do maior grupo siderúrgico do mundo, o ArcelorMittal, tem conseguido atravessar a atual crise em situação relativamente melhor do que suas concorrentes. A terceira maior produtora de aços planos e segunda maior de aços longos do Brasil tem um volume de exportação considerável e com isso consegue operar próxima à capacidade plena, o que ajuda na diluição de custos fixos.

Em entrevista ao Valor, Benjamin Baptista, presidente da ArcelorMittal Brasil, disse que, mesmo assim, a demanda contida é relevante para suas operações. O executivo vê possibilidade de que a expectativa positiva para 2017 se transforme em números concretos mais para a segunda metade do ano. Por enquanto, no primeiro semestre, assim como outras siderúrgicas e companhias de outros setores, há previsão de estabilidade frente ao fim do ano passado.

"A perda do mercado de aço foi muito expressiva nos últimos anos", disse o executivo. "Agora, conforme a economia for se ajeitando, acreditamos que o consumo terá bom crescimento."

No ano passado, segundo balanço publicado recentemente, a ArcelorMittal Brasil conseguiu reverter o prejuízo de 2015 e contabilizar lucro líquido atribuível a controladores de R$ 696,9 milhões. Ao mesmo tempo, a receita líquida da companhia caiu 22,5%, para R$ 17,24 bilhões.

Grande parte dessa piora de faturamento, explicou Baptista, se deveu às operações na Venezuela, além do mercado encolhido no Brasil. Ele ressaltou que a mudança da taxa de câmbio do bolívar considerada na contabilidade para registrar os números da divisão mudou consideravelmente, diminuindo os valores consolidados no balanço.

Mas o efeito crise brasileira, que derrubou o consumo aparente - nacionais e importados - de aço em 35% desde o fim de 2013, é mitigado pelo bom desempenho da ArcelorMittal no exterior. O grupo como um todo tem um entendimento de realizar vendas intercompanhias, o que ajudou a garantir a procura pelo aço da unidade brasileira. A usina de Tubarão, no Espírito Santo, por exemplo, vende 65% do que fabrica no exterior. Entre planos e longos, a proporção de exportados é de 52%.

"Conseguimos surfar nessa crise principalmente porque exportamos. Nós temos um esquema de logística muito bom, ao lado do porto, com custo baixo", explicou o executivo. "Por isso, grande parte do nosso parque produtivo opera com capacidade quase cheia. Os ajustes que estamos tendo de fazer nesse sentido são em aciarias elétricas, para o segmento de aços longos."

Mas, além da própria diluição "natural" de custos fixos por conta da baixa, ou quase nula, ociosidade, Baptista admite que também são necessárias melhorias operacionais. Por conta disso, por exemplo, o trabalho de manutenção preventiva se intensificou nos últimos anos, o que vem reduzindo despesas.

No ano passado, os custos da ArcelorMittal Brasil encolheram em 22,3%, para R$ 14,5 bilhões. As despesas com vendas caíram 43,4%, para R$ 494,8 milhões, e as gerais e administrativas recuaram 49,7%, para R$ 343,7 milhões.

Sobre preços, a mensagem de Baptista é mais criptografada. O presidente da subsidiária brasileira do grupo prefere não se comprometer com projeções formais, mas acenou com dificuldade de aumentos no cenário atual. "Todos vão tentar, de uma forma ou outra, repassar custos. Mas temos a valorização recente do real, temos que observar", afirma. Nas últimas semanas, a cotação internacional do aço vem caindo, o que também pressiona os preços internos. "A tendência geral é mais de estabilizar e até reduzir, mas é difícil prever", diz.

Fonte: Valor

 

06-04-2017

 

Índia retira tarifa para importação de 500 mil t de açúcar bruto, diz fonte

NOVA DÉLHI/MUMBAI - A Índia, maior consumidor global de açúcar, permitirá a importação de 500 mil toneladas de açúcar bruto com isenção de tarifas, disse uma autoridade nesta quarta-feira, uma vez que a seca reduziu a produção do país abaixo dos níveis de consumo pela primeira vez em sete anos.

As importações isentas de tarifas seriam permitidas até 12 de junho, afirmou a fonte, na condição de anonimato, uma vez que não está autorizada a falar com a mídia.

A Índia cobra um imposto de importação de 40 por cento sobre o açúcar.

As importações da Índia, segundo maior produtor de açúcar do mundo atrás do Brasil, podem dar suporte aos preços globais, que saltaram mais de 3 por cento no início dos negócios na ICE nesta quarta-feira.

Somente no ano passado as usinas da Índia exportaram 1,66 milhão de toneladas de açúcar.

A produção de açúcar da Índia na temporada 2016/17, que começou em 1 de outubro, deverá cair para 20,3 milhões de toneladas, ante 25,1 milhões de toneladas no ano anterior.

"Com a isenção de tarifas, as importações são muito atraentes", disse um comerciante em Mumbai.

A Índia iniciou o ano 2016/17 com estoques de 7,75 milhões de toneladas da safra do ano passado.

Fonte: Reuters

 

Exportações de minério de ferro de porto australiano para China crescem 4% em março

SYDNEY - Os embarques de minério de ferro para a China do terminal australiano de Port Hedland, usado pela BHP Billiton e Fortescue Metals Group subiram para 31,50 milhões de toneladas em março, ante 30,19 milhões em fevereiro, mostraram dados portuários nesta quarta-feira.

Os embarques totais do maior terminal de exportação de minério de ferro do mundo subiram para 39,09 milhões de toneladas, ante 35,67 milhões de toneladas em fevereiro, segundo a autoridade portuária de Pilbara.

Fonte: Reuters

                        

MAGRI: MAIORIA DOS MERCADOS SUSPENDEU RESTRIÇÕES À CARNE BRASILEIRA

Informação foi dada pelo ministro, no encerramento da reunião do Conselho Agropecuário do Sul, na Argentina

O Brasil já conseguiu reabrir a maioria dos mercados que havia imposto restrições às carnes brasileiras, disse o ministro Blairo Maggi (Agricultura, Pecuária e Abastecimento), no encerramento da XXXIII Reunião Ordinária do Conselho Agropecuário do Sul (CAS), em Buenos Aires. As medidas restritivas se deviam à repercussão internacional da Operação Carne Fraca da Polícia Federal, em investigação de frigoríficos. Na Argentina, Blairo Maggi reuniu-se com ministros da Agricultura da Argentina, Bolívia, Chile, Paraguai e Uruguai.

“Ainda há alguns mercados fechados no Caribe, mas, ontem, a Jamaica também reabriu e, em seguida, Barbados fez o mesmo”, comentou o ministro. “Assim, sucessivamente, vão sendo retiradas as últimas restrições”, acrescentou, ressaltando que a investigação é sobre condutas de pessoas e não sobre a qualidade das carnes brasileiras. Maggi reafirmou que houve equívoco na forma de divulgação da operação e lembrou que o Ministério da Agricultura enviou aos mercados todos os esclarecimentos solicitados, sempre com muita transparência. “O Brasil deu as devidas explicações não só aqui no CAS, mas no mundo inteiro.”

Maggi destacou ainda que o Brasil compreende a preocupação no mercado internacional. “Todos os países importadores têm o direito de ser mais seletivos e investigativos, para ter mais certeza sobre o que estão recebendo. Não reclamamos disso, porque cada país deve manter a sua legislação e a sua segurança.”

Carbono zero

O ministro aproveitou o final da reunião para informar que a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) deverá apresentar, até o fim do ano, pesquisa com a produção de carne com emissão zero de carbono. “Todo o processo [de criação de bovinos] vem sendo desenvolvido com mitigações, com a melhoria de pastagens e tudo mais. Até o fim do ano, a Embrapa vai apresentar o balanço desse trabalho ao Brasil e ao mundo.”

Outro anúncio feito por Maggi foi o de que o México liberou as importações de arroz do Brasil. “Ontem mesmo, o México liberou a importação de arroz brasileiro, que estava fechada há muito tempo. Abriu-se a oportunidade de negociação de cerca de 900 toneladas do nosso arroz para aquele mercado.”

Fonte: MAPA

 

BRASIL E ARGENTINA IMPLANTAM EM DEFINITIVO CERTIFICADO DE ORIGEM DIGITAL PARA AGILIZAR COMÉRCIO

Ministros Marcos Pereira e Francisco Cabrera encerraram as discussões da Comissão Bilateral de Comércio

Terá início no dia 10 de maio a vigência definitiva dos Certificados de Origem Digital (COD) para o comércio entre Brasil e Argentina. A data foi divulgada na quarta-feira, durante o encerramento da quarta Reunião da Comissão Bilateral de Produção e Comércio, em Buenos Aires, com a presença dos ministros da Indústria, Comércio Exterior e Serviços do Brasil, Marcos Pereira, e da Produção da Argentina, Francisco Cabrera. O Certificado de Origem Digital (COD) vai representar uma economia custos de pelo menos 35% na emissão do documento, e uma redução de prazos de até três dias para cerca de 30 minutos.

No encerramento dos trabalhos da Comissão Bilateral, que reuniu técnicos dos dois ministérios durante dois dias, o ministro Marcos Pereira felicitou ambas as equipes pela conclusão da fase piloto e pela assinatura do Plano de Implementação do COD. “A iniciativa já coloca a Argentina como principal parceira no esforço de modernização de nossos processos de comércio exterior”, destacou. A ata de implementação do COD foi assinada pelos secretários de Comercio Exterior do MDIC, Abrão Neto, e de Comércio da Argentina, Miguel Braun, além dos secretários da Receita Federal do Brasil, Ronaldo Medina, e o Administrador Federal de Ingressos Públicos da Argentina, Alberto Abad.

De acordo com relatos das equipes técnicas, houve avanços em relação à cooperação em termos de janelas únicas de comércio exterior. Por meio da cooperação técnica com o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), a Argentina poderá ser o primeiro país com o qual o Brasil deverá alcançar a interoperabilidade do Portal Único de Comércio Exterior.

O ministro Marcos Pereira citou, ainda, a iniciativa de envolver o setor privado no mecanismo de diálogo bilateral, especialmente o Conselho Empresarial Brasil-Argentina (CEMBRAR), e assinalou que, nos dois primeiros meses do ano já houve um incremento de aproximadamente 20% na corrente de comércio bilateral, principalmente em produtos do setor automotivo. “Brasil e Argentina coincidem em momento histórico de revisão de rumos e de reformas importantes para o saneamento de contas e a retomada no crescimento de nossas economias. Temos desafios parecidos e mecanismos como o que temos com a Argentina contribuem para que possamos trilhar novos caminhos de forma ainda mais consistente, colaborando e reforçando o momento positivo pelo qual ambos os países estão passando”, destacou.

“Recebemos uma determinação clara do presidente Macri: dar um salto qualitativo para alcançar uma maior integração e fortalecer o Mercosul. Nosso objetivo é criar mais empregos de qualidade e atingir uma maior integração com nosso principal sócio comercial e aliado estratégico”, disse o ministro Francisco Cabrera.

Pequenas e Médias Empresas e Inovação

Os ministros Marcos Pereira e Francisco Cabrera também assinaram uma Declaração Conjunta nas áreas de Pequenas e Médias Empresas e Inovação. O ministro ressaltou a iniciativa de harmonização e simplificação de regimes de importação e exportação, buscando facilitar a inserção dessas empresas no comércio exterior, e aproveitou para mencionar que, recentemente, a Secretaria de Pequenas e Médias Empresas voltou a integrar a estrutura do MDIC

Na área de inovação, Marcos Pereira assinalou a relevância do Acordo de Cooperação que terá início entre Brasil e Argentina para a internacionalização de startups. “O projeto de intercâmbio de 20 startups de cada lado, capacitando-as a se lançarem no mercado internacional, reveste-se de grande relevância, já que é o primeiro projeto desse tipo que fazemos com outro país”, afirmou.

Setor Automotivo

No caso do setor automotivo, o ministro declarou que, depois de anos de debates e, apesar de ainda haver questões importantes a resolver, os dois países estão conseguindo avançar numa agenda de longo prazo para setor. “Enfatizo, ademais, a participação do setor privado nas discussões desta semana, interação bastante comemorada pelos relatos que recebi”, finalizou.

“Parabenizo, por fim, os avanços obtidos em todos os grupos que se reuniram durante o dia de ontem e na plenária de hoje reitero a importância de continuarmos com a frequência de três meses entre nossos encontros”. A próxima reunião da Comissão Bilateral de Comercio será em julho, no Brasil.

Agenda

Na tarde de hoje, o ministro Marcos Pereira participa da primeira Reunião de Ministros de Indústria, Comércio Exterior e Serviços do Mercosul, e reúne-se também com o ministro de Indústria e Comércio do Paraguai, Gustavo Leite.

Fonte: Assessoria de Comunicação Social do MDIC

 

PARA CNI, AUMENTO DE MEDIDAS CONTRA BRASIL PODEM SER CONSIDERADAS PROTECIONISTAS

A Confederação Nacional da Indústria (CNI) criticou o aumento de medidas contra o Brasil que podem ser consideradas protecionistas. De acordo com o órgão, das 209 medidas de defesa comercial em vigor no mundo, 37 afetam a exportação de produtos brasileiros.

Por outro lado, o Brasil tem diminuído o uso desses instrumentos, de acordo com o Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços. Estados Unidos, Argentina, México, África do Sul, Chile e Índia estão entre os países que mais adotaram esse tipo de ações contra exportadores nacionais entre 2010 e 2016.

As medidas são utilizadas quando um país avalia que governo cujos produtos são concorrentes comerciais adota barreiras ilegítimas para baixar o preço da sua produção e ampliar drasticamente as exportações. Com base nisso, os países ingressam na Organização Mundial do Comércio (OMC) com pedidos como antidumping, anti-subisídios e salvaguardas.

De acordo com o ministério, o número de investigações abertas pelo Brasil caiu de 67, em 2013, para 24, no ano passado. Enquanto 42 medidas foram efetivamente aplicadas em 2013, 29 foram adotadas em 2016.

Por outro lado, no prazo de um ano, os países utilizaram cinco vezes mais esses instrumentos. Em 2015, foram três e, no ano passado, segundo o ministério, 15. Já o início das investigações contra os produtos brasileiros teve uma queda de 25 para 23 no mesmo período, porém após uma alta que veio de seis medidas em 2014.

A metade das investigações contra as barreiras feitas nos últimos seis anos diz respeito a produtos siderúrgicos. Em seguida, vem o setor de papel e celulose (10%) e, em terceiro, os alimentos, bebidas e tabaco, empatados em 8%, dentre os principais produtos.

Para a CNI, a existência de “incertezas” representadas em instrumentos como esse está relacionada ao “aumento do protecionismo no mundo e de medidas concretas anticomércio”. O órgão defende também a proibição do “uso inadequado” das medidas que “violem as regras multilaterais”.

A CNI é responsável por defender os interesses da indústria nacional e representante de sindicatos que reúnem cerca de 700 mil indústrias.

Fonte: Ag. Brasil

 

05-04-2017

 

Ministério da Agricultura libera exportação de três estabelecimentos citados pela PF

SÃO PAULO - O Ministério da Agricultura liberou três estabelecimentos que estavam na lista dos 21 impedidos de exportar após a deflagração da operação Carne Fraca, da Polícia Federal, segundo comunicado na noite de segunda-feira.

As unidades Argus (SIF 1710, de carne e produtos cárneos), FrigoSantos (SIF 2021, de produtos cárneos) e Breyer & Cia (SIF 3522, de mel e produtos apícolas), que vinham sendo auditados pelo ministério, foram liberados porque não foram constatadas irregularidades, de natureza econômica ou de impacto sobre a saúde humana, segundo a nota.

Assim, de 21 estabelecimentos submetidos à inspeção de força-tarefa do ministério, restam 18, sendo seis interditados com produção interrompida.

A inspeção do ministério foi determinada após a operação da PF constatar indícios de corrupção envolvendo fiscais federais e funcionários das companhias, para liberação de cargas irregulares.

Fonte: Reuters

 

Exportação de carne de frango do Brasil cai 4,1% em março por efeitos de operação policial

SÃO PAULO - Os embarques totais de carne de frango do Brasil, considerando todos os produtos, como carne in natura, embutidos e outros processados, recuaram 4,1 por cento em março na comparação com o mesmo período do ano passado, totalizando 386,4 mil toneladas, informou nesta terça-feira a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), citando efeitos dos embargos relacionados à Operação Carne Fraca.

"Os embarques de carne de frango in natura para a China, por exemplo, retraíram 30 por cento em relação ao mesmo período do ano passado. Hong Kong importou 12 por cento menos", disse o presidente da associação, Francisco Turra, em nota.

Fonte: Reuters

 

2017 Porto de Santos: exportações totalizaram US$ 7,8 bilhões no 1˚ bimestre

O Porto de Santos comercializou, no 1º bimestre de 2017, o valor de US$ 14,3 bilhões, resultado 2,7% superior ao obtido no mesmo período do ano passado, quando a marca foi de US$ 13,9 bilhões. A participação do Porto de Santos na balança comercial brasileira continua acima de 1/4 do total, com a marca de 26,6% das trocas comerciais brasileiras, que somaram US$ 53,5 bilhões no período. Os dados são do Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC) e foram compilados pela Gerência de Tarifas e estatísticas da Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp).

Principais produtos exportados

No total de exportações pelo Porto de Santos, o registro é de US$ 7,8 bilhões, representando 25,8% do total nacional (US$ 30,4 bilhões). Em valores comerciais, a principal carga exportada pelo Porto de Santos neste período é o açúcar, com US$ 548,6 milhões, correspondente a 7% do total exportado pelo Porto. O principal comprador foi Bangladesh, seguido de Argélia e Marrocos. Outros 23 países também receberam o produto saído de Santos.

O segundo produto exportado com maior participação comercial no 1º bimestre é o café, com US$ 383,9 milhões. A Alemanha é o principal importador do produto, seguida de Estados Unidos e Itália, além de outros 56 países. No total das exportações, em dólares, os principais parceiros comerciais do Brasil nas cargas que saem pelo Porto de Santos são a China (participação de 13,4%), Estados Unidos (12,6%) e Argentina (7,9%). Completam os dez principais importadores pelo cais santista no primeiro bimestre de 2017: Holanda (3,6%), Alemanha (3,6%), Bélgica (3,2%), México (2,7%), Itália e Índia (ambas com 2,4%) e Irã (2,3%).

Importações

Nas importações, o resultado do Porto de Santos no 1º bimestre do ano é de US$ 6,4 bilhões, correspondente a 27,8% do total brasileiro de US$ 23,1 bilhões. As principais cargas desembarcadas em Santos foram: óleo diesel (US$ 69,95 milhões), importado principalmente dos Estados Unidos, Suíça e França; Em seguida, caixas de marchas (US$ 56,83 milhões), importadas do Japão, Indonésia, Coréia do Sul e outros 10 países. Peças de aviões e helicópteros (US$ 52,46 milhões), vindas de Portugal, Japão, Espanha e outros 11 países, ficaram em 3º posto como cargas mais valiosas.

As importações pelo Porto de Santos, em valores comerciais, têm como principais parceiros a China (participação de 23,7%), Estados Unidos (16%) e Alemanha (8,9%). Completam os dez países com maior participação nas importações que chegam pelo cais santista no primeiro bimestre de 2017: Coréia do Sul (4,7%), Japão (4,3%), Índia (3%), Itália (2,9%), México (2,7%), França (2,5%) e Argentina (2,4% de participação).

Além de Santos, completam os dez principais portos na balança comercial brasileira: Paranaguá (participação de 7,2%), Sepetiba (5,7%), Vitória (5,3%), São Luis (4,5%), Itajaí (3,8%), Rio Grande (3,7%), Salvador (3,5%), São Francisco do Sul (2,9%) e Rio de Janeiro (2,8%).

Fonte: SF Agro

 

Siderúrgica do Pecém celebra início oficial das operações no Ceará

Com investimento de US$ 5,4 bilhões, a usina iniciou a produção de placas de aço em junho de 2016. Empresa trará incremento de 12% no PIB do estado.

Siderúrgica do Pecém celebra início oficial das operações no Ceará Siderúrgica do Pecém celebra início oficial das operações no Ceará

Após quase quatro anos do início da construção, a Companhia Siderúrgica do Pecém (CSP), em São Gonçalo do Amarante, litoral do Ceará, celebra nesta terça-feira (4) o início oficial das operações. “A CSP é a realização de um sonho para nosso estado, com a geração de milhares de empregos diretos e indiretos. A empresa trará um incremento de 12% no PIB do estado e 48% no PIB Industrial” disse o governador Camilo Santana durante a solenidade.

A usina - localizada em uma área de 571 hectares, integra o Complexo Industrial e Portuário do Pecém (CIPP) - iniciou a produção de placas de aço em junho de 2016. A produção é voltada para geração de produtos laminados de alta qualidade para a indústria naval, de óleo e gás, automotiva e construção civil. A capacidade instalada é de 3 milhões de toneladas de placas de aço/ano nesta primeira fase do projeto.

Em fevereiro deste ano, a CSP completou um milhão de toneladas de placas de aço exportadas pelo Porto do Pecém. A marca foi atingida no início do mês com a partida do navio Star Challenger, carregado com 55.675 toneladas de placas de aço, tendo como destino final a empresa Sahaviriya Steel Industries, na Tailândia. Este é o terceiro marco de um milhão que a usina celebra. No ano passado, a siderúrgica atingiu um milhão de toneladas de ferro-gusa, no dia 20 de novembro; e um milhão de toneladas de placas de aço produzidas, no dia 28 de dezembro.

Constituída em 2008, a Companhia Siderúrgica do Pecém (CSP) é uma joint venture binacional formada pela brasileira Vale (50% de participação), uma das maiores mineradoras do mundo em minério de ferro, e pelas sul-coreanas Dongkuk (30%), maior compradora mundial de placas de aço, e Posco (20%), quarta maior siderúrgica do mundo e a primeira na Coreia do Sul. Com investimento da ordem de US$ 5,4 bilhões, a CSP é a primeira usina integrada no Nordeste e a trigésima instalada no Brasil.

Fonte: G1

 

04-04-2017

 

Confiança do comércio no Brasil tem maior nível desde o fim de 2014, diz FGV

SÃO PAULO - O Índice de Confiança do Comércio (Icom) do Brasil apresentou melhora em março pela quarta vez seguida e chegou ao melhor nível desde o final de 2014, com expectativas de manutenção dessa tendência.

Os dados divulgados pela Fundação Getulio Vargas (FGV) nesta sexta-feira mostraram que o Icom atingiu 85,6 pontos, após subir 3,1 pontos neste mês. Esse é o melhor nível desde dezembro de 2014.

"Notícias favoráveis como a recuperação gradual da confiança do consumidor, perspectivas de redução de juros reais e a liberação de recursos do FGTS podem contribuir para a continuidade desta tendência", explicou o superintendente de estatísticas públicas da FGV/IBRE, Aloisio Campelo, em nota.

Porém, ele destaca que os riscos ainda são grandes diante da ainda elevada incerteza econômica.

A leitura do Icom teve como principal responsável o avanço de 4,1 pontos do Índice de Expectativas (IE-COM), indo a 95,6 pontos.

A FGV destacou dentro do IE-COM o quesito otimismo com as vendas nos três meses seguintes, que teve alta de 5,7 pontos em relação ao mês anterior, atingindo 95,9 pontos.

Já o Índice de Situação Atual (ISA-COM) avançou 1,8 ponto, chegando a 76,1 pontos, com melhora do indicador de satisfação com a situação atual dos negócios.

A alta do Icom em março é a quarta consecutiva e se segue aos dados nesta semana que mostraram avanço da confiança do consumidor, que atingiu o melhor nível em dois anos devido ao avanço da avaliação sobre o quadro econômico atual.

Fonte: Reuters

 

ANÁLISE-Exportação de petróleo do Brasil saltará em 2017, enfraquecendo cortes da Opep

RIO DE JANEIRO/SÃO PAULO - O Brasil está no caminho de aumentar acentuadamente suas exportações de petróleo neste ano, uma vez que grandes investimentos do passado estão gerando nova produção e a demanda externa pelo óleo mais leve do pré-sal ganha novos compradores, especialmente na China e na Índia.

A produção do país neste ano deverá crescer em 210 mil barris por dia, um aumento inferior apenas ao dos Estados Unidos entre os produtores de fora da Organização dos Países Exportadores de Petróleo, com a oferta adicional dificultando o esforço liderado pela Opep para elevar os preços por meio de cortes de produção.

As altas na exportação brasileira devem continuar no futuro, à medida que companhias como a Royal Dutch Shell preparam-se para explorar algumas das maiores descobertas dos últimos anos no litoral do oceano Atlântico.

As exportações de petróleo do Brasil em janeiro e fevereiro subiram 65 por cento, ante o mesmo período do ano anterior, para cerca de 86,4 milhões de barris, segundo dados do governo obtidos pela Reuters. Os volumes mensais foram recordes.

A consultoria Wood Mackenzie estima que as exportações deste ano alcançarão quase 1 milhão de barris por dia, ante 798 mil barris por dia no ano passado.

Anos de grandes investimentos que levaram a estatal Petrobras a se tornar a petroleira mais endividada do mundo estão começando a dar retornos. O país espera usar suas vendas de petróleo para ajudar a tirar sua economia de uma recessão de dois anos.

As exportações estão crescendo juntamente com a produção da companhia de petróleos leves, disse à Reuters o gerente-executivo de Marketing e Comercialização da Petrobras, Guilherme França.

"Os óleos do pré-sal são mais leves do que nós originalmente produzíamos... Hoje a gente tem uma demanda maior do que o produto", disse França.

O tipo de óleo extraído de águas ultraprofundas, nos campos do pré-sal, atende aos requisitos da maioria das refinarias modernas, dizem analistas.

"Há forte demanda atualmente pelo tipo de petróleo que o Brasil está produzindo, o 'medium sweet'. Os Estados Unidos, a China, a Coreia, a Índia, são todos compradores deste tipo de óleo devido aos mais novos padrões para reduzir o teor de enxofre nos combustíveis", afirmou Esa Ramasamy, analista da S&P Global Platts.

Juntos, China e Índia representam cerca de 70 por cento das vendas de petróleo da Petrobras no exterior.

França, da Petrobras, confirmou à Reuters que uma parte do petróleo indo para a China está ligada ao pagamento de dívida com o Banco de Desenvolvimento Chinês. Os chineses fizeram empréstimos de 15 bilhões de dólares à estatal nos últimos anos.

Segundo os acordos com o banco, a petroleira deverá enviar até 300 mil bpd para quatro empresas chinesas: China National United Oil Corporation, China Zhenhua Oil, Chemchina Petrochemical e Unipec Asia, uma subsidiária da Sinopec.

As vendas para a China neste ano até fevereiro totalizaram 40,8 milhões de barris, alta de 125 por cento ante o mesmo período de 2016 e mais de dez vezes as exportações do Brasil para o país há cinco anos.

Nos dois primeiros meses deste ano, o Brasil vendeu 10,4 milhões de barris de petróleo à Índia, metade do total que exportou para o país durante todo o ano de 2016, mostram dados do governo.

França disse que as exportações de petróleo só da Petrobras subiram para 420 mil barris por dia em 2016 e poderão alcançar 450 mil barris/dia neste ano. Se atingir as metas futuras de produção, a companhia poderia exportar até 750 mil barris por dia em 2020, disse ele.

ACESSO A MERCADOS

O secretário de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis do Ministério de Minas e Energia, Márcio Félix, destacou ainda o fato de grandes multinacionais produzirem no pré-sal, o que facilita o acesso do petróleo a mercados internacionais.

"O Brasil começa a ser exportador e, para qualquer país exportador, é muito importante o acesso aos mercados. Como a gente tem empresas operando no Brasil em consórcios, que têm mercados seja na Europa, seja na Ásia, Estados Unidos... nosso óleo acaba tendo acesso a um mercado privilegiado", disse Félix.

Ramasamy, da S&P Global Platts, ressaltou que 65 por cento da produção do Brasil é de petróleo médio-leve e que a maior parte da nova produção do país será do mesmo tipo.

A Petrobras produziu 2,14 milhões de barris por dia em 2016 e almeja 2,77 milhões de barris por dia até 2021. A companhia, que está tentando reduzir a dívida de cerca de 100 bilhões de dólares, está colocando todos seus esforços na camada altamente produtiva do pré-sal.

A Shell, agora a segunda maior produtora no Brasil, atrás apenas da Petrobras, está bombeando cerca de 295 mil barris por dia e quer quadruplicar esse volume em três anos. A companhia é parte de um consórcio que irá explorar o gigante campo de Libra, junto com a Petrobras, CNOOC, Total e CNPC.

Dados de embarques de março mostram que a PetroChina está levando um navio-tanque de 130 mil toneladas do Brasil à China. A operadora de commodities Vitol também tem dois navios-tanque carregando 260 mil toneladas de petróleo brasileiro, e a Shell e a Repsol têm 560 mil toneladas, também a caminho da China.

A analista da Wood Mackenzie, Ixchel Castro, disse que as exportações também têm sido impulsionadas pelo consumo doméstico mais fraco no país, decorrente da recessão mais acentuada já registrada.

"O processamento de petróleo caiu, mostrando níveis mais próximos de 71-72 por cento, em comparação com acima de 80 por cento no início do ano passado", disse Castro.

Assim, uma recuperação econômica, que a maioria dos analistas diz que não será muito vigorosa no início, poderia tomar parte dessa produção adicional do mercado de exportação.

Fonte: Reuters

 

China diz que medidas dos EUA sobre comércio devem respeitar regras internacionais

PEQUIM - A China pediu aos Estados Unidos que respeite as regras de comércio internacional e melhore a cooperação e o diálogo em relação a duas novas determinações do presidente norte-americano, Donald Trump, pedindo investigação sobre abusos comerciais.

Qualquer medida sobre comércio dos EUA deve atender às regras comerciais internacionais aceitas e diferenças entre os dois países deveriam ser lidadas de forma apropriada, afirmou no sábado um porta-voz não identificado do Ministério do Comércio da China.

"A China está disposta a cooperar com os EUA em uma base de igualdade e benefício mútuo", disse o porta-voz em discurso divulgado no site do ministério.

Trump assinou decretos presidenciais na sexta-feira com o objetivo de investigar possíveis abusos que provocariam amplos déficits comerciais para os EUA.

Ele vai receber o presidente chinês, Xi Jinping, na quinta e sexta-feiras, e a expectativa é de que o comércio seja o ponto central de discussão, bem como a Coreia do Norte e as ambições da China em relação ao Mar do Sul da China.

Fonte: Reuters

 

Exportação de soja do Brasil atinge recorde de 9,7 mi t para março, diz Anec

SÃO PAULO - As exportações de soja do Brasil em março atingiram 9,7 milhões de toneladas, maior volume para este mês na história do país, superando as 8,9 milhões de toneladas de março de 2016, informou nesta segunda-feira a Associação Nacional dos Exportadores de Cereais (Anec).

No acumulado dos três primeiros meses do ano, o volume embarcado atingiu 17,27 milhões de toneladas, alta de 29,8 por cento ante o mesmo período do ano passado, abrindo caminho para um volume recorde estimado em 60 milhões de toneladas no fechamento das exportações de 2017.

Fonte: Reuters

 

Brasil tem superávit comercial recorde para março, a US$7,145 bi, diz ministério

BRASÍLIA - A balança comercial brasileira registrou superávit de 7,145 bilhões de dólares em março, melhor dado para o mês da série histórica iniciada em 1989, informou nesta segunda-feira o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC).

O resultado veio acima da expectativa de superávit de 6,8 bilhões de dólares, segundo pesquisa Reuters, e foi decorrente de exportações de 20,085 bilhões de dólares e importações de 12,940 bilhões de dólares no mês.

Fonte: Reuters

 

Exportações de café de Honduras crescem 62% em março, diz instituto

TEGUCIGALPA - As exportações de café de Honduras cresceram 62 por cento em março ante o mesmo mês da safra passada, disse o instituto nacional de café, Ihcafe, nesta segunda-feira, citando um aumento na produção.

Os embarques do maior exportador de café da América Central totalizaram 1.027.214 sacas de 60 kg em março, ante 633.594 sacas no mesmo mês da safra 2015/16, segundo um relatório preliminar do Ihcafe.

Os embarques cumulativos de outubro a março totalizaram 3,22 milhões de sacas, quase 38 por cento acima do mesmo período do ano anterior, quando os embarques alcançaram 2,34 milhões de sacas.

O Ihcafe espera que as exportações cresçam mais de 40 por cento neste ano, para 7,2 milhões de sacas na safra 2016/17.

Fonte: Reuters

 

Brasil atravessa período favorável para investimentos estrangeiros, diz Temer

SÃO PAULO - O presidente Michel Temer disse a empresários suecos na segunda-feira que o Brasil atravessa um período favorável aos investimentos estrangeiros.

Ao encerrar, em São Paulo, o Conselho Empresarial Brasil-Suécia, com a presença do rei Carlos XVI Gustavo, Temer voltou a listar indicadores positivos, como recuo da inflação e queda do juro básico, para justificar a atração do país ao investidor estrangeiro.

Fonte: Reuters

 

MESMO COM OPERAÇÃO CARNE FRACA, EXPORTAÇÃO DE CARNE CRESCE 4,4% EM MARÇO

Apesar da Operação Carne Fraca, ação da Polícia Federal que resultou no fechamento de frigoríficos e na suspensão das exportações da carne brasileira para alguns países, as vendas de carnes bovina, suína e de frango para o exterior cresceram em março.

Segundo dados divulgados hoje (3) pelo Ministério do Desenvolvimento, Comércio Exterior e Serviços, houve alta de 4,4% nas vendas ante março de 2016 segundo o critério da média diária, que leva em conta o valor negociado por dia útil. O valor total exportado subiu 9% no mesmo período.

Separadamente, as exportações da carne bovina foram as únicas a registrar queda no mês. Houve recuo de 6,1% em relação a março de 2016, segundo o critério da média diária.

Também houve queda de 1,7% na vendas de carne bovina levando-se em conta o valor total exportado em todo o mês¨de março, que ficou em US$ 404 milhões ante US$ 411 milhões em março do ano passado.

Já as vendas de carne suína e de frango cresceram levando-se em conta tanto a média diária (alta de 43,2% para a suína e 7% para a carne de frango) quanto o valor total exportado no mês de março, comparando-se com o mesmo mês do ano passado (alta de 39,4% nas vendas de carne suína e de 11,74% nas de frango).

Tendência

O diretor do Departamento de Estatística e Apoio à Exportação do ministério, Herlon Brandão, disse que já havia uma “tendência” de queda nas exportações da carne bovina desde o início de 2017, antes de a operação da PF ser deflagrada.

Segundo Brandão, de janeiro a março, as vendas externas do produto caíram 5,1% pela média diária em relação ao primeiro trimestre de 2016 (de US$ 18,7 milhões para US$ 17,2 milhões). O valor total exportado caiu 1,99% no mesmo período (de US$ 1,104 bilhão para US$ 1,082 bilhão).

Impacto

Logo após a Operação Carne Fraca, o ministério chegou a detectar queda na média diária exportada de todas as carnes, mas segundo o diretor, a situação foi superada.

“Notamos uma menor média diária na quarta semana [de março], logo após a operação. A média exportada, que vinha se mantendo em US$ 60 milhões diários, ficou próxima de US$ 50 milhões. Essa média menor pode ter denotado alguma cautela do mercado, mas não impactou”, disse Brandão.

Para ele, os danos causados pela descoberta de fraudes na produção e comercialização de carnes foram revertidos. “O governo conseguiu reverter todos os principais mercados: União Europeia, Egito, Irã, Japão, Coreia do Sul. A análise é que o pior passou. Foi um susto, mas notamos que rapidamente os embarques se normalizaram e ainda encerrou o mês com crescimento na exportação de carnes”, declarou o diretor em entrevista para a divulgação dos dados da balança comercial de março.

Fonte: Ag. Brasil

 

ESTUDO DA CNA MOSTRA COMO PICOS TARIFÁRIOS INIBEM COMÉRCIO COM EUA

Um estudo elaborado pela Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) mostra como os chamados picos tarifários _tarifas de importação extremamente elevadas_ inibem o comércio de produtos do agronegócio brasileiro com os Estados Unidos.

O estudo “Barreiras Comerciais: Análise dos Picos Tarifários dos Estados Unidos e o Agronegócio Brasileiro” foi elaborado pela Superintendência de Relações Internacionais (SRI) da CNA.

Segundo o documento, ainda que, em geral, os Estados Unidos não tenham tarifas de importação muito elevadas, as tarifas aplicadas a alguns produtos podem atingir níveis extremos, tornando-se barreiras proibitivas ao comércio. Esses picos tarifários são especialmente frequentes em relação aos produtos agropecuários considerados sensíveis à importação.

A análise da CNA identificou casos em que os picos tarifários afetam o comércio bilateral de carne bovina e de peru, lácteos, frutas e derivados, amendoim, óleo de soja, açúcar, tabaco e cachaça. Os Estados Unidos possuem sistema produtivo semelhante ao do Brasil, o que acarreta alta concorrência nos mercados mundial e domésticos em vários setores.

Além de competir por um espaço no mercado com o produtor americano, o exportador brasileiro concorre também com produtores de países com os quais os Estados Unidos possuem acordos de livre comércio. As mercadorias embarcadas desses países disfrutam de tarifas mais baixas do que as brasileiras.

Por isso, a CNA chama a atenção para a importância de uma maior inserção do Brasil em negociações de acordos comerciais como forma de melhorar ainda mais a posição do país como exportador de produtos agropecuários.

Fonte: CNA

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